Investigação mira Aécio Neves e ex-procurador por arquivar processo contra deputado

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As investigações derivam da delação premiada do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-procurador-geral de Justiça do Rio, Marfan Martins Vieira, são investigados por suposta interferência para arquivar processo criminal contra o deputado federal Dimas Toledo (PP-MG), ex-diretor da Furnas e antigo aliado do tucano. O caso é apurado sob sigilo e está no Supremo Tribunal Federal devido à prerrogativa do foro privilegiado dos parlamentares.

Aécio teria agido para arquivar as investigações contra Toledo no Ministério Público e na Polícia Civil do Rio de Janeiro. Os nomes de Marfan Martins Vieira e do delegado Fernando Veloso, ex-chefe da corporação, são citados por suposto conhecimento do esquema.

As investigações derivam da delação premiada do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, homologada em fevereiro pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo.

Segundo Vieira, as acusações são “levianas, inverídicas e temerárias, formuladas por um delinquente sem a menor credibilidade”. Em fevereiro do ano passado, o ex-procurador-geral de Justiça havia sido citado por Cabral durante depoimento ao Ministério Público Federal por suposta atuação pelo arquivamento de processos relacionados ao ex-governador.

Em troca, Cabral disse aos procuradores que atuaria para reconduzir Vieira à chefia da promotoria fluminense.

À época, Marfan Vieira afirmou não haver nexo entre os motivos alegados por Cabral e a sua nomeação. O ex-procurador-geral ocupou a chefia do Ministério Público fluminense entre 2013 a 2017, entre as gestões de Cabral e Luiz Fernando Pezão.

Dimas Toledo e Aécio Neves também são investigados na Lava Jato por propinas da Odebrecht e da Andrade Gutierrez. O tucano foi acusado pela PF de receber R$ 65 milhões em vantagens indevidas entre 2008 e 2011, período em que ocupou o cargo de governador de Minas Gerais e senador federal.

Toledo agia como intermediário dos pagamentos, e foi indiciado por corrupção passiva.

Na época do Mensalão, Toledo ficou conhecido pela chamada “Lista de Furnas”, que apontaria o nome de 156 políticos de oposição supostamente beneficiados com recursos da estatal via caixa dois nas eleições de 2002.

O ex-diretor também foi delatado por Ricardo Assaf na Operação Descarte como suposto beneficiário de R$ 3,7 milhões de um total de R$ 40 milhões desviados da Companhia Energética de Minas (Cemig).

O gabinete do deputado afirmou que “não tem conhecimento de nenhum processo ou investigação contra si instaurado no Rio de Janeiro e jamais respondeu por qualquer fato relacionado ao seu mandato junto ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro”.

Em nota, o criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende Aécio Neves, afirma desconhecer completamente o assunto e “lamenta, mais uma vez, o vazamento seletivo e parcial de informações sem que o acusado, por desconhecer a acusação, possa se defender”.

O delegado Fernando Veloso disse que desconhece “qualquer fato como esse e eu jamais intervi em investigação nenhuma”.

Nota de Aécio Neves

A defesa do deputado Aécio Neves desconhece completamente o assunto e refuta veementemente qualquer ilação que envolva o seu nome. E lamenta, mais uma vez, o vazamento seletivo e parcial de informações sem que o acusado, por desconhecer a acusação, possa se defender.

É preciso que as autoridades tomem cuidado com acusações sem qualquer fundamentação, feitas por aqueles que buscam desesperadamente adquirir alguns benefícios pessoais. Em especial, relatos que, por sua fragilidade, foram descartados pelo próprio MPF.

Nota de Dimas Toledo

“O Deputado não tem conhecimento de nenhum processo ou investigação contra si instaurado no Rio de Janeiro e jamais respondeu por qualquer fato relacionado ao seu mandato junto ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O Deputado exerce a legislatura a mais de 9 anos, com prerrogativa de foro perante ao STF, o que tornaria esdrúxula – para não dizer francamente ilegal – a hipotética instauração de inquérito contra si no âmbito do MP carioca”.

Nota de Marfan Vieira

Por meio da assessoria do Ministério Público do Rio, Marfan Vieira afirmou que as acusações são “levianas, inverídicas e temerárias, formuladas por um delinquente sem a menor credibilidade” e que o objetivo de Sérgio Cabral, na delação, é ‘obter vantagens processuais que amenizem os seus quase 400 anos de condenação’. Ele disse ainda que irá processar o ex-governador “nas esferas criminal e civil, pela prática de denunciação caluniosa e pelos danos morais a mim causados”.

Nota do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Fernando Veloso

Em resposta a ligação da reportagem, o delegado da Polícia Cívil do Rio, Fernando Veloso, respondeu: “O que posso dizer é que desconheço qualquer fato como esse e eu jamais intervi em investigação nenhuma – muito pelo contrário. Uma das marcas da minha administração foi garantir a autonomia jurídica dos delegados e a autonomia técnica dos peritos. Estou absolutamente tranquilo quanto a isso, não sei de que forma meu nome foi citado. Não sei se citaram meu nome insinuando que eu tenha feito alguma coisa. Minha consciência está absolutamente tranquila”.

Não fiz interferência nenhuma que não fosse uma interferência cabível, no sentido de fazer a Polícia funcionar, para a Polícia trabalhar. Nunca tive conversa nenhuma. Tive tempo na chefia com Sérgio Cabral, mas a maior parte do tempo foi com o Pezão. Mas não tive nenhuma conversa sobre isso, até porque nunca dei abertura nenhuma para governador nem para secretário nem para ninguém.”

As informações são da Rádio Itatiaia/Agência Estado

Investigação mira Aécio Neves e ex-procurador por arquivar processo contra deputado

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As investigações derivam da delação premiada do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-procurador-geral de Justiça do Rio, Marfan Martins Vieira, são investigados por suposta interferência para arquivar processo criminal contra o deputado federal Dimas Toledo (PP-MG), ex-diretor da Furnas e antigo aliado do tucano. O caso é apurado sob sigilo e está no Supremo Tribunal Federal devido à prerrogativa do foro privilegiado dos parlamentares.

Aécio teria agido para arquivar as investigações contra Toledo no Ministério Público e na Polícia Civil do Rio de Janeiro. Os nomes de Marfan Martins Vieira e do delegado Fernando Veloso, ex-chefe da corporação, são citados por suposto conhecimento do esquema.

As investigações derivam da delação premiada do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, homologada em fevereiro pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo.

Segundo Vieira, as acusações são “levianas, inverídicas e temerárias, formuladas por um delinquente sem a menor credibilidade”. Em fevereiro do ano passado, o ex-procurador-geral de Justiça havia sido citado por Cabral durante depoimento ao Ministério Público Federal por suposta atuação pelo arquivamento de processos relacionados ao ex-governador.

Em troca, Cabral disse aos procuradores que atuaria para reconduzir Vieira à chefia da promotoria fluminense.

À época, Marfan Vieira afirmou não haver nexo entre os motivos alegados por Cabral e a sua nomeação. O ex-procurador-geral ocupou a chefia do Ministério Público fluminense entre 2013 a 2017, entre as gestões de Cabral e Luiz Fernando Pezão.

Dimas Toledo e Aécio Neves também são investigados na Lava Jato por propinas da Odebrecht e da Andrade Gutierrez. O tucano foi acusado pela PF de receber R$ 65 milhões em vantagens indevidas entre 2008 e 2011, período em que ocupou o cargo de governador de Minas Gerais e senador federal.

Toledo agia como intermediário dos pagamentos, e foi indiciado por corrupção passiva.

Na época do Mensalão, Toledo ficou conhecido pela chamada “Lista de Furnas”, que apontaria o nome de 156 políticos de oposição supostamente beneficiados com recursos da estatal via caixa dois nas eleições de 2002.

O ex-diretor também foi delatado por Ricardo Assaf na Operação Descarte como suposto beneficiário de R$ 3,7 milhões de um total de R$ 40 milhões desviados da Companhia Energética de Minas (Cemig).

O gabinete do deputado afirmou que “não tem conhecimento de nenhum processo ou investigação contra si instaurado no Rio de Janeiro e jamais respondeu por qualquer fato relacionado ao seu mandato junto ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro”.

Em nota, o criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende Aécio Neves, afirma desconhecer completamente o assunto e “lamenta, mais uma vez, o vazamento seletivo e parcial de informações sem que o acusado, por desconhecer a acusação, possa se defender”.

O delegado Fernando Veloso disse que desconhece “qualquer fato como esse e eu jamais intervi em investigação nenhuma”.

Nota de Aécio Neves

A defesa do deputado Aécio Neves desconhece completamente o assunto e refuta veementemente qualquer ilação que envolva o seu nome. E lamenta, mais uma vez, o vazamento seletivo e parcial de informações sem que o acusado, por desconhecer a acusação, possa se defender.

É preciso que as autoridades tomem cuidado com acusações sem qualquer fundamentação, feitas por aqueles que buscam desesperadamente adquirir alguns benefícios pessoais. Em especial, relatos que, por sua fragilidade, foram descartados pelo próprio MPF.

Nota de Dimas Toledo

“O Deputado não tem conhecimento de nenhum processo ou investigação contra si instaurado no Rio de Janeiro e jamais respondeu por qualquer fato relacionado ao seu mandato junto ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O Deputado exerce a legislatura a mais de 9 anos, com prerrogativa de foro perante ao STF, o que tornaria esdrúxula – para não dizer francamente ilegal – a hipotética instauração de inquérito contra si no âmbito do MP carioca”.

Nota de Marfan Vieira

Por meio da assessoria do Ministério Público do Rio, Marfan Vieira afirmou que as acusações são “levianas, inverídicas e temerárias, formuladas por um delinquente sem a menor credibilidade” e que o objetivo de Sérgio Cabral, na delação, é ‘obter vantagens processuais que amenizem os seus quase 400 anos de condenação’. Ele disse ainda que irá processar o ex-governador “nas esferas criminal e civil, pela prática de denunciação caluniosa e pelos danos morais a mim causados”.

Nota do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Fernando Veloso

Em resposta a ligação da reportagem, o delegado da Polícia Cívil do Rio, Fernando Veloso, respondeu: “O que posso dizer é que desconheço qualquer fato como esse e eu jamais intervi em investigação nenhuma – muito pelo contrário. Uma das marcas da minha administração foi garantir a autonomia jurídica dos delegados e a autonomia técnica dos peritos. Estou absolutamente tranquilo quanto a isso, não sei de que forma meu nome foi citado. Não sei se citaram meu nome insinuando que eu tenha feito alguma coisa. Minha consciência está absolutamente tranquila”.

Não fiz interferência nenhuma que não fosse uma interferência cabível, no sentido de fazer a Polícia funcionar, para a Polícia trabalhar. Nunca tive conversa nenhuma. Tive tempo na chefia com Sérgio Cabral, mas a maior parte do tempo foi com o Pezão. Mas não tive nenhuma conversa sobre isso, até porque nunca dei abertura nenhuma para governador nem para secretário nem para ninguém.”

As informações são da Rádio Itatiaia/Agência Estado

Eike Batista revela propina de R$ 20 milhões para Aécio

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De acordo com Eike Batista, o dinheiro seria uma contrapartida pela ajuda do deputado Aécio Neves (PSDB-MG) às empresas do grupo do ex-milionário junto ao poder público, principalmente no estado de Minas. Entre os benefícios citados por Eike está a concessão de licenças ambientais

Em acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República, o empresário Eike Batista revelou o pagamento de R$ 20 milhões de propina ao atual deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG).

De acordo com o empresário, o dinheiro seria uma contrapartida pela ajuda de tucano às empresas do grupo de Eike junto ao poder público, principalmente no estado de Minas. Entre os benefícios citados por Eike está a concessão de licenças ambientais.

O empresário foi preso duas vezes, mas teve prisão revogada pelo TRF2 em agosto do ano passado. De acordo com o Ministério Público Federal, no total, Eike movimentou mais de R$ 800 milhões entre 2010 e 2013 em transações com indícios de manipulação do mercado de ações.

À coluna de Bela Megale, o deputado Aécio disse, por meio de sua assessoria, que a “acusação é falsa e absurda” e que “jamais intercedeu em favor de qualquer interesse do Sr. Eike Batista”. 

“É lamentável que acusações levianas, como essa, sejam aceitas por autoridades sem a menor comprovação, exclusivamente para atender interesse de um réu confesso de inúmeros crimes e que, agora, busca obter benefícios através de falsas imputações que jamais serão comprovadas exatamente por serem falsas”, diz a nota. 

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Eike Batista revela propina de R$ 20 milhões para Aécio

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De acordo com Eike Batista, o dinheiro seria uma contrapartida pela ajuda do deputado Aécio Neves (PSDB-MG) às empresas do grupo do ex-milionário junto ao poder público, principalmente no estado de Minas. Entre os benefícios citados por Eike está a concessão de licenças ambientais

Em acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República, o empresário Eike Batista revelou o pagamento de R$ 20 milhões de propina ao atual deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG).

De acordo com o empresário, o dinheiro seria uma contrapartida pela ajuda de tucano às empresas do grupo de Eike junto ao poder público, principalmente no estado de Minas. Entre os benefícios citados por Eike está a concessão de licenças ambientais.

O empresário foi preso duas vezes, mas teve prisão revogada pelo TRF2 em agosto do ano passado. De acordo com o Ministério Público Federal, no total, Eike movimentou mais de R$ 800 milhões entre 2010 e 2013 em transações com indícios de manipulação do mercado de ações.

À coluna de Bela Megale, o deputado Aécio disse, por meio de sua assessoria, que a “acusação é falsa e absurda” e que “jamais intercedeu em favor de qualquer interesse do Sr. Eike Batista”. 

“É lamentável que acusações levianas, como essa, sejam aceitas por autoridades sem a menor comprovação, exclusivamente para atender interesse de um réu confesso de inúmeros crimes e que, agora, busca obter benefícios através de falsas imputações que jamais serão comprovadas exatamente por serem falsas”, diz a nota. 

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Executivo da Odebrecht que delatou Aécio e esquemas nas usinas em RO é encontrado morto

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Henrique Valladares contou ter pago R$ 50 milhões a Aécio Neves depositados em contas no exterior

Ex-vice-presidente da Odebrecht, e um dos 78 executivos da empreiteira que se tornaram delatores da Operação Lava-Jato, Henrique Valladares foi encontrado morto em sua casa nesta terça-feira, 17, no Rio de Janeiro.

Na delação de Valladares, figuravam pessoas emblemáticas, como Aécio Neves e Edison Lobão, além de lideranças indígenas e até mesmo a CUT (Central Única dos Trabalhadores).

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O executivo contou ter pago R$ 50 milhões a Aécio Neves depositados em contas no exterior. Afirmou também ter recebido até uma cobrança de dinheiro pedida a ele por Edison Lobão quando o então ministro de Dilma estava internado numa UTI.

Em ambos os casos, a Odebrecht queria como retribuição facilidades na área de energia.

Usinas em Rondônia

Foi Valladares também o responsável pela delação que envolveu o vice-prefeito de Porto Velho, Edgar do Boi, além do ex-senador Valdir Raupp em supostos esquemas de desvios e favorecimentos na construção da Usina de Santo Antônio, no Rio Madeira em Porto Velho.

Dória perde feio e PSDB mantém Aécio na legenda

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Reunião do PSDB ocorreu em meio à pressão interna para saída do deputado. Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, chegou a dizer em julho: ‘Ou eu ou Aécio Neves’; Doria disse que foi ‘erro’

A Executiva Nacional do PSDB decidiu nesta quarta-feira (21) arquivar dois pedidos de expulsão do partido do deputado federal Aécio Neves(MG).

Um dos pedidos foi apresentado pelo diretório do PSDB na cidade de São Paulo. O outro, pelo diretório do partido no estado de São Paulo. O prefeito da capital paulista, Bruno Covas, chegou a dizer em julho: “Ou eu ou Aécio Neves.”

A reunião aconteceu em meio ao aumento da pressão interna para que Aécio, réu por corrupção e obstrução de Justiça, fosse afastado do partido.

Ex-governador de Minas Gerais, ex-senador e ex-presidente do PSDB, Aécio é acusado de receber propina no valor de R$ 2 milhões do empresário Joesley Batista, do grupo J&F.

Aécio nega as acusações. O advogado do tucano, Alberto Zacharias Toron, sustenta que o deputado é vítima de ação criminosa de Joesley Batista.

A denúncia contra o tucano foi apresentada pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. Em abril de 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu a denúncia, o que tornou Aécio réu.

Na época em que a denúncia foi aceita Aécio era senador, por isso o processo foi analisado pelo Supremo. Como ele foi eleito deputado federal no ano passado, o processo foi enviado à primeira instância, já que apura fatos que não têm relação com seu atual mandato.

Reunião

A executiva nacional do PSDB se reuniu em Brasília para votar o texto do deputado federal Celso Sabino (PR), relator dos pedidos de expulsão de Aécio.

O relatório de Sabino foi pela rejeição dos dois pedidos de expulsão. Aécio também estava presente à reunião.

Como foi a reunião

O partido informou que 35 pessoas participaram da reunião da Executiva Nacional. Dessas:

  • 30 votaram a favor do parecer de Celso Sabino, pelo arquivamento das representações contra Aécio;
  • 4 votaram contra o parecer e, portanto, a favor da abertura de processo de expulsão;
  • houve uma abstenção.

“O deputado federal Aécio Neves não tem nenhuma condenação sequer em primeira instância, os processos dele estão em fase de instrução na primeira instância. O nosso partido não tem porque contra qualquer filiado fazer um prejulgamento definindo por exemplo uma expulsão e amanhã ele ser absolvido”, disse o relator.

Assunto ‘encerrado’

O presidente do partido, deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE), disse que a decisão desta quarta encerra no partido os debates sobre a expulsão de Aécio. De acordo com ele, a executiva nacional não analisará novos pedidos de expulsão de Aécio se eles tiverem como base os mesmos fatos apresentados nos dois que foram rejeitados.

“O assunto Aécio Neves, em relação aos fatos apresentados, está encerrado. Mesmo que chegue qualquer nova representação, em relação a esses fatos conhecidos, tá arquivado”, afirmou Araújo.

Decisão ‘serena’

Aécio Neves disse ao final da reunião que o partido tomou uma “decisão serena, democrática”. Afirmou ainda que as denúncias de que é alvo serão todas esclarecidas.

“Essa decisão, da forma como foi tomada, com apenas quatro votos contrários [ao parecer], é uma demonstração de que o PSDB quer virar essa página”, disse Aécio.

Questionado se a decisão representava uma derrota do governador de São Paulo, João Ddria, Aécio negou. Doria se disse favorável ao afastamento de Aécio do partido.

“O governador Doria tem qualidades, obviamente que é um projeto ainda em construção, vai passar substancialmente pelo êxito da sua administração em São Paulo, pela qual todos nós torcemos. É hora de todos nós lambermos as feridas, olharmos pra frente”, completou o ex-governador mineiro.

‘Erro’

Após a decisão, o prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Orlando Morando, disse que a permanência do ex-governador de Minas no partido é um “erro político”.

“Quero deixar claro o desconforto que é ter o Aécio Neves nos nosso quadros partidários”, disse Morando ao fim da reunião da executiva. “É um erro de avaliação política a permanência e o estrago que a imagem do Aécio causa ao partido”, completou.

Em uma rede social, o governador de São Paulo, João Doria, afirmou que o PSDB “escolheu o lado errado”. “Lamento a decisão da maioria dos membros da Executiva do PSDB que votou a favor da manutenção de Aécio Neves na legenda. Respeito a votação, mas ela não reflete o sentimento da opinião pública brasileira”, publicou.

Com G1

Aécio se torna réu em São Paulo por corrupção passiva e obstrução à Justiça

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O advogado de defesa de Aécio, Alberto Toron, afirmou que não há nenhum fato novo

O deputado federal Aécio Neves (PSDB/MG) virou réu nesta sexta-feira (5), na Justiça Federal de São Paulo, pelos crimes de corrupção passiva e obstrução à Justiça. O juiz João Batista Gonçalves, da 6º Vara Criminal, especializada em crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro, ratificou denúncia feita pela Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A acusação partiu das delações de Joesley Batista, do Grupo J&F, que afirmou ter desembolsado R$ 2 milhões em propina para o parlamentar, que à época era senador, em troca de favores políticos. Além de Aécio, são acusados também a irmã dele, Andréa Neves, um primo dele e um assessor parlamentar.

De acordo com a denúncia, o parlamentar teria tentado também impedir e embaraçar as investigações da Operação “Lava Jato”.

No despacho, o juiz determinou que Aécio e os demais réus sejam intimados para oferecer resposta à acusação.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (5), o advogado de defesa de Aécio, Alberto Toron, afirmou que não há nenhum fato novo. “Trata-se apenas do declínio de competência que transferiu a denúncia aceita pela 1ª Turma do STF para a Justiça Federal de SP. Decisão que a defesa do deputado considera correta.

Aécio Neves – Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil /

A partir de agora as investigações demonstrarão de forma clara que o deputado Aécio Neves foi, na verdade, vítima de uma ação criminosa do Sr. Joesley Batista em parceria com o ex- procurador investigado Marcelo Miller e outros atores que as investigações irão apontar. Ao final restará provada a absoluta correção dos atos do deputado e de seus familiares”, disse.

O advogado de defesa de Aécio Neves, Alberto Toron, afirmou que não há nenhum fato novo.

PF prende advogados ligados a Aécio e agentes da corporação suspeitos de vazar dados sobre investigações

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Documentos de operações da Polícia Federal foram encontrados na casa de Andrea Neves, irmã do deputado federal Aécio Neves (PSDB/MG)

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (5) em Belo Horizonte os advogados Carlos Alberto Arges Júnior e Ildeu da Cunha Pereira, além de dois servidores da própria corporação suspeitos de retirar documentos sigilosos do sistema da própria PF. Um deles é Marcio Antonio Camillozzi Marra, nomeado semana passada pelo senador e presidente do Conselho Deliberativo do Cruzeiro, Zeze Perrella, para fazer parte da comissão provisória que apura as denúncias no clube. A irmã do deputado federal Aécio Neves (PSDB), Andrea Neves, foi intimada a depor.

A operação, batizada de Escobar, é um desdobramento da Capitu, quando Ildeu da Cunha Pereira e outras 15 pessoas foram presas em investigação em suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

Na época, o então vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB) e o empresário Joesley Batista, dono da JBS, estavam entre os detidos. De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram depois que documentos da Operação Capitu foram encontrados na casa de Andrea Neves, irmã do deputado federal Aécio Neves (PSDB), em dezembro de 2018.

Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, quando foi presa em 2017 — Foto: Cristiane Mattos/Reuters
Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, quando foi presa em 2017 — Foto: Cristiane Mattos/Reuters

Após os documentos terem sido encontrados na na casa dela, a PF constatou vazamento de informações sobre outras operações. Os advogados teriam acesso privilegiado às informações e as usavam para oferecer aos clientes facilidades ilegais. Segundo nota da Polícia Federal, “tal atitude não só prejudicou diversas investigações como coloca em risco a segurança dos policiais envolvidos nos trabalhos”.

Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos escritórios dos advogados investigados. Arges, Ildeu e um servidor da Polícia Federal tiveram prisão preventiva decretada. Um outro servidor teve prisão temporária decretada.

A defesa de Andrea Neves informou que está se inteirando do assunto para se pronunciar. A reportagem entrou em contato com os escritórios dos advogados envolvidos e ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto.

Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em BH — Foto: Tábata Poline/TV Globo
Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em BH — Foto: Tábata Poline/TV Globo

Andrea Neves

Andrea Neves foi presa preventivamente em maio de 2017 na Operação Patmos, realizada a partir das delações da JBS. Ela é investigada por suposta prática de corrupção, organização criminosa e embaraço às investigações da Lava Jato.

Em dezembro daquele ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello liberou Andrea Neves da prisão domiciliar e do uso de tornozeleira eletrônica.

Com G1

Justiça determina bloqueio de R$ 128 milhões de Aécio Neves

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Decisão foi tomada no âmbito do inquérito policial que apura o pagamento de vantagens indevidas ao tucano pelo empresário Joesley Batista, da J&F

O juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, determinou o bloqueio imediato de R$ 128 milhões do deputado federal Aécio Neves (PSDB). A decisão foi tomada no âmbito do inquérito policial que investiga o pagamento de vantagens indevidas ao parlamentar pelo empresário Joesley Batista e pelo Grupo J&F, sob a promessa de favorecimento em eventual governo presidencial.

A decisão atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF). Segundo apurado, o acordo feito entre Aécio e Joesley ainda envolveria uma influência no governo de Minas Gerais para viabilizar a restituição de créditos de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) em favor de organizações do Grupo J&F. A defesa de Aécio entrou com recurso contra a medida, que ainda atinge outras 15 pessoas e empresas.

O pagamento das vantagens indevidas teria acontecido em quatro oportunidades, entre 2014 e 2017. Em 2014, o então senador pelo PSDB teria solicitado a Joesley a quantia de R$ 100 milhões de reais para a campanha presidencial da coligação liderada pelos tucanos. Em troca, Aécio prometeu influência em um eventual governo de seu partido.

Já em 2015, em encontro na casa do empresário, o deputado teria pedido mais R$ 18 milhões para quitar despesas eleitorais do ano anterior ainda pendentes. O tucano teria recebido exatos R$ 17.354.824,75 por meio da compra do prédio do jornal Hoje em Dia , localizado em Belo Horizonte (MG).

Depois disso, entre 2015 e 2017, Aécio teria solicitado a Joesley uma mesada de R$ 50 mil por meio da Rádio Arco Íris, também situada em Belo Horizonte, para custear despesas pessoais. “Em decorrência da solicitação, o investigado teria recebido ao menos R$ 918 mil, em dezessete pagamentos de R$ 54 mil realizados entre os meses de julho de 2015 e junho de 2017”, diz a decisão do juiz paulista.

Outro lado

Em nota, a defesa do tucano afirmou que “considera inusitada e incompreensível a determinação de bloqueio das contas pessoais do deputado Aécio Neves e já apresentou recurso contra ela”. Segundo o advogado Alberto Zacharias Toron, os valores se referem a doações eleitorais feitas pela JBS a diversos partidos políticos e foram declaradas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“Nunca houve sequer uma acusação de que o deputado Aécio tenha se beneficiado pessoalmente de nenhum centavo. Registre-se que os aventados R$ 128 milhões nunca entraram, saíram ou transitaram nas contas do deputado, que, ao longo dos anos, não chegou a ter como saldo, entre conta bancária e aplicação financeira, sequer 1% de tal valor”, continua a nota. 

Ao final, a defesa de Aécio ainda reafirma “a falsidade das acusações feitas pelos delatores da JBS na busca desesperada pela validação de seu acordo de delação e aguarda a conclusão das investigações para o restabelecimento da verdade”.

‘Amizade’ de Moro com Aécio e caso Queiroz provocam bate-boca na Câmara; assista

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“Tu vai me bater?”, desafiou Delegado Éder Mauro, que precisou ser segurado pela gola do terno para não avançar contra o líder do PT na Câmara

O clima voltou a esquentar na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (8). Durante  audiência com o ministro Sérgio Moro na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, deputados da oposição e da base aliada do governo discutiram em tom ríspido e chegaram a se desafiar fisicamente. 

A confusão teve início quando o deputado Rogério Correia (PT-MG) mencionou suposta relação de amizade entre Sérgio Moro – que estava na comissão para debater o pacote anticrime e o decreto sobre a posse de armas – e o deputado Aécio Neves (PSDB-MG).

“A sugestão é, que da próxima vez que o ministro venha, não se utilize 40 minutos para ler um Powerpoint. Aliás, em Minas, tinha uma secretária que chamava Renata Vilhena. Ela foi secretária do choque de gestão do Aécio… O Aécio é muito amigo do senhor, né?”, insinuou Correia, no que foi interrompido pelo relator do grupo de trabalho, deputado Capitão Augusto (PR-SP).

“Houve um acordo para dar oportunidade que o senhor fizesse perguntas. Mas que se atenha ao tema. Se for para partir para esse lado de ofensa, nós vamos interromper. Infelizmente não dá para tolerar”, protestou Augusto.

Correia, então, negou que tivesse ofendido o ministro e retomou sua pergunta, mas foi novamente interrompido, desta vez pelo  Delegado Éder Mauro (PSD-PA). “Tá reclamando do Powerpoint e fica lendo as perguntas que fizeram para ele!”, ironizou o deputado.

A provocação foi a deixa para que o caldo entornasse de vez. Deputados da situação e da oposição se levantaram e, fora dos microfones, o Delegado Éder Mauro esbravejava: “Vai com sua ideologia para lá!”, “Você não tem ideia do que é violência!”, gritava. 

Os principais alvos do parlamentar eram os opositores Paulo Teixeira, que é o líder do PT na Câmara, Ivan Valente (PSOL-SP) e o próprio Rogério Correia . 

Em dado momento, Éder Mauro precisou ser segurado pela gola do terno para não partir para cima de Paulo Pimenta. “Tu vai me bater? Vai me bater?”, desafiava. “Me toca, me toca”, insistia. Ao ser reprimido pelo Capitão Augusto, o delegado-deputado se justificou: “Tá me ameaçando aqui, senhor presidente”. 

Acalmados os ânimos entre os deputados, Correia retomou a fala, mas não durou muito. Seu microfone foi cortado quando ele questionou Moro sobre a data para o depoimento de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), motivando reações de protesto por parte dos aliados do presidente Bolsonaro.

Assista à confusão na Câmara abaixo: