Homem é dopado e roubado por mulher que conheceu em rede social

Vítima chegou a tentar acordo com suspeita, mas foi ameaçada de morte. Caso foi em Salvador; celular e dinheiro foram levados, diz polícia

O G1 informa que a polícia apura a denúncia de um homem, que preferiu não se identificar, que diz ter sido roubado por uma mulher que conheceu por meio de uma rede social. A situação aconteceu em um encontro da vítima com a suspeita em um bairro de Salvador. Após o ocorrido, ele conta que foi ameaçado de morte e teve fotos divulgadas na internet com a informação de que ele é procurado pela polícia por estupro e pedofilia.

O caso é investigado pela delegada Francineide Moura, titular da 28ª Delegacia, no bairro de Amaralina, a preocupação da polícia é que o rapaz seja reconhecido na rua como estuprador e seja agredido por conta disso.

Segundo a delegada, a Polícia Civil apura outras duas denúncias contra a mesma mulher, que se identifica na rede social como “Maise”. Ela tem uma irmã gêmea e, segundo a polícia, o pai disse em depoimento que as filhas saíram de casa há um mês e não deram mais notícias. A suspeita é procurada pela polícia.

De acordo com a vítima, no período de um ano, a conversa com a mulher foi apenas virtual. O caso aconteceu no primeiro encontro dos dois. A mulher levou pertences como dinheiro, celular e o capacete de uma moto.

O homem conta que, após o ocorrido, tentou entrar em um acordo com a suspeita com o objetivo de recuperar os objetos. Contudo, ao conversar com ela, a mulher reagiu mandando fotos de armas e ameaças de morte. Ainda conforme o rapaz, a “Maise” espalhou fotos dele pela internet dizendo que ele é estuprador e pedófilo.

Por conta da situação, o homem resolveu fazer uma denúncia na delegacia e imprimiu todas as conversas que teve com a mulher. Uma das mensagens que ele recebeu foi a foto de uma arma, com a seguinte legenda:  “só pra você ver que é com essa que você vai morrer”.

A vítima relatou ainda que não desconfiou do comportamento agressivo da mulher. “Ela se mostrava ser uma pessoa boa. A gente conversava tranquilamente, mas depois do fato, vi que era totalmente diferente. Estou me sentindo constrangido e com medo. As ameaças dela de morte, dizendo que sou estuprador”, disse o homem.

Ele também relatou como a mulher agiu no dia do encontro. “Ela vinha trazendo uma bebida. Eu acho que ela já estava com um copo embaixo com a droga, e outro [copo] em cima. Ela colocou a bebida no copo dela, bebeu e depois colocou [a bebida], no segundo copo e me deu”, contou.

A delegada Francineide Moura disse que há a suspeita de que amulher envolvida no caso tenha relação com o crime. “Nós já estamos com um trabalho tentando localizá-la. Ela tem que ser ouvida, nós vamos indiciá-la e provavelmente, pedir a prisão dela. Parece alguém envolvida com o crime, ou possivelmente com o tráfico de drogas, ela é muito segura e falava para ele [vítima]: ‘quando seus amigos da polícia vêm me prender?’. Ela mostra que é uma pessoa que não está temendo as consequências da lei”, disse.

De acordo com a delegada, a vítima precisa de proteção policial porque se expôs bastante ao tentar negociar com a suspeita. “Vamos colocar ele, provavelmente, no programa de proteção à testemunha. Ele se expôs desde o primeiro momento, não procurou a polícia, não parou de conversar com ela, inclusive, relatou tudo o que tinha feito, como que veio na delegacia e registrou ocorrência. Ele mesmo se colocou em situação de risco”, explicou Francineide Moura.

Homem se passa por policial e rouba carro de atriz da Globo

ocorrencias policiais

O flagrante se deu por volta das 14h30 de ontem (10), quando o veículo que o suspeito dirigia foi recuperado

A atriz Maria Zilda Bethlem, de 64 anos, e mais duas mulheres foram vítimas de assalto na tarde de ontem (10) em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.

De acordo com informações do Bahia Notícias, o acusado dirigia um carro roubado fingindo ser policial e apresentando carteira de detetive. Segundo a Polícia Militar, o suspeito dirigia um HRV branco.

Ainda segundo a Polícia, momentos depois do homem ser preso, três mulheres chegaram ao local, incluindo a atriz Maria Zilda, e afirmaram que o carro pertencia a uma delas. O carro havia sido roubado momentos antes pelo homem na estrada do Coco.

Maria Zilda Bethlem teve o carro roubado na Bahia
Maria Zilda Bethlem teve o carro roubado na Bahia

Durante a abordagem ao assaltante, outro condutor chegou ao local e afirmou que o motorista, que dizia ser policial, havia tentando roubá-lo momentos antes.

O flagrante se deu por volta das 14h30, quando o veículo que o suspeito dirigia foi recuperado.

Cantora diz ter levado socos de taxista após reclamar de assédio

Cantora relata agressão após irmã ser assediada no Rio Vermelho, em Salvador (Foto: Reprodução/ Facebook)

Segundo vocalista, homem chamou sua irmã mais nova de ‘gostosa’

A vocalista da banda baiana Sertanília, Aiace Félix, de 27 anos, relatou, por meio das redes sociais, ter sido agredida por um taxista no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, na madrugada de domingo (3), após sair de uma casa noturna. Ela afirma que recebeu socos na face e no pescoço, o que causou lesão na córnea do olho direito. A cantora registrou queixa na 7ª Delegacia. Por volta das 14h50 desta segunda-feira (4), o taxista prestava depoimento na unidade policial.

Segundo o delegado substituto da 7ª DT Antônio Fernando, o homem deverá responder por lesão corporal ou tentativa de homicídio, a depender do resultado da investigação.

Aiace conta que foi agredida pelo taxista após o motorista ter assediado sua irmã mais nova, de 22 anos, quando as duas passavam junto com uma amiga próximo ao Largo da Mariquita.

“Tinha fila de táxi e um taxista dentro do carro começou a assediar minha irmã. Começou a chamar ela de ‘gostosa’, aquela coisa que vemos todo dia, como se o corpo da mulher fosse propriedade. Eu disse que era para respeitar, falando que não tinha nada a ver o que ele estava fazendo. Ele não gostou e disse que era aquilo mesmo, reiterando o assédio. Eu segui caminhando e tinha rapazes passando na hora também. Ele deu ré bruscamente para tentar me atropelar e um dos meninos me puxou. Ele veio para cima de mim e deu três socos: no olho, na boca e no pescoço/ombro”, afirmou.

Depois da agressão, o taxista teria corrido para o carro e fugido, de acordo com a cantora. Ela diz que voltou à casa noturna, onde recebeu ajuda, e seguiu para a Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), no bairro de Brotas, porque acreditava que o caso deveria ser registrado na unidade especializada.

“Quando chegou lá, a moça que nos atendeu informou que não poderia registrar, porque eu não tinha vínculo com meu agressor. Na delegacia da mulher só registra caso com base na Lei da Maria da Penha. Ela nos orientou a buscar a delegacia do bairro”, conta Aiace.

A cantora voltou ao bairro Rio Vermelho e registrou queixa contra a agressão na 7ª Delegacia. “Recebemos socorro do agente que estava lá, que nos atendeu e fez todo o encaminhamento. A partir daí, fui em busca de laudo médico. Passei por exames e vi que estou com lesão na córnea. Em seguida, fui para o IML [Instituto Médico Legal] fazer exame de corpo de delito”, relata.

Ela afirma que, na delegacia, informou a placa do taxista e, segundo a pesquisa da polícia, ele aluga a licença do táxi de uma mulher.

“Ele era branco, estatura mediana, careca, tinha cavanhaque. Tem entre 40 a 50 anos. Ele tem o dobro do meu tamanho, eu tenho 1,56 m”, descreve. A cantora diz que ainda está com ardor nos olhos e trata com medicamentos a lesão no olho, que deve durar mais alguns dias.

Aiace diz que se sente revoltada com o assédio e acha que não deve ser encarado como algo normal. “Eu nunca fui de ficar calada diante de qualquer tipo de violação de qualquer direito meu e quando toca na pessoa que a gente ama, por ser irmã mais nova, a gente se sente mais revoltado. Todas as relações à nossa volta têm esse viés falocêntrico e machista, reduzindo a mulher ao segundo plano, como se tivesse que ser submissa a algo ou alguém. Eu discordo disso e acho que, desde muito cedo, lidamos com assédio e somos educadas a achar que é elogio, mas não é”, critica.

A cantora acredita que homens e mulheres precisam rever atitutes e não culpar as vítimas de assédio. “O meu pedido é que possamos rever as atitudes, para mulher e homem. Muitas mulheres vieram me dizer que eu estava no Rio Vermelho naquele horário, mas isso não dá a ninguém o direito de me agredir. A gente tem que parar de achar que assédio é normal e culpabilizar vítima”, reclama.

g1/ba