BNDES tem 20 dias para explicar ao TCU auditoria milionária com empresa americana

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A auditoria foi contratada pelo BNDES para investigar contratos do banco público com a J&F, e não encontrou irregularidades; prazo para esclarecimentos é de 20 dias

Tribunal de Contas da União (TCU) pediu nesta sexta-feira (24) esclarecimentos ao BNDES a respeito da contratação de uma auditoria para investigar contratos do banco público com a empresa J&F, controladora da JBS . Em despacho, o ministro Augusto Sherman deu à estatal 20 dias para enviar esclarecimentos. Também nesta sexta, o Ministério Público junto ao TCU (MP-TCU) entrou com uma representação solicitando que a corte investigue o contrato.

O serviço foi realizado pela consultoria Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP e custou R$ 48 milhões, mas não encontrou qualquer irregularidade. A investigação foi iniciada em 2018, ainda no governo do ex-presidente Michel Temer . Desde que assumiu o cargo, o presidente Jair Bolsonaro vem cobrando da gestão do banco que abra o que chama de “caixa preta” do BNDES .

O custo da auditoria foi reajustada duas vezes nestes dois anos. Inicialmente, a investigação custaria ao banco US$ 6 milhões (ou, na cotação atual, cerca de R$ 25 milhões), praticamente metade do valor final.

No despacho, que não é público mas teve o seu teor confirmado pelo TCU , Sherman pede que o BNDES dê detalhes sobre a contratação do serviço, “em especial quanto à sua economicidade”, informou a corte em nota. Após a emissão do despacho, o MP-TCU entrou com a representação para que a corte investigue a contratação do serviço.

Antes do TCU , outras instituições já haviam questionado a contratação da auditoria. Na quarta-feira, a Organização dos Advogados do Brasil ( OAB ) também pediu esclarecimentos ao banco de fomento sobre os custos da investigação. Procurado, o BNDES ainda não retornou.

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BNDES pagou R$ 48 milhões para produzir relatório de 8 páginas da “caixa-preta” e não achou nada

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Auditoria interna não apontou nenhuma evidência direta de corrupção em oito operações com JBS, grupo Bertin e Eldorado Brasil Celulose, realizadas entre 2005 e 2018; economista critica ausência de operações importantes no relatório

Uma reportagem do EStadão de São Paulo revelou nesta segunda-feira, 20, que o BNDES pagou, para uma empresa americana, R$ 48 milhões por uma auditoria que revelaria a tal “caixa-preta” do banco. Ao final de 1 ano e 10 meses de investigação, um relatório de 8 páginas (ao custo de R$ 6 milhões cada) revelou que nenhuma das operações com a JBS, o grupo Bertin e a Eldorado Brasil Celulose, realizadas entre 2005 e 2018 tinham algum indício de corrupção.

A empresa americana, Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP, sediada no One Liberty Plaza em Nova York subcontratou o escritório brasileiro de advocacia Levy & Salomão, que possui escritórios em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.

No parecer de oito páginas, a equipe de investigação concluiu que as decisões do banco “parecem ter sido tomadas depois de considerados diversos fatores negociais e de sopesados os riscos e potenciais benefícios para o banco”. “Os documentos da época e as entrevistas realizadas não indicaram que as operações tenham sido motivadas por influência indevida sobre o banco, nem por corrupção ou pressão para conceder tratamento preferencial à JBS, à Bertin e à Eldorado”, diz trecho do relatório.    

A abertura da caixa-preta foi uma das missões conferidas por Jair Bolsonaro ao presidente do BNDES, Gustavo Montezano, que tomou posse em julho, em substituição a Joaquim Levy, primeiro nomeado pelo governo para comandar a instituição. Ele se juntou a outros executivos que passaram pelo banco após o fim da gestão Dilma Rousseff e tiveram dificuldades para comprovar irregularidades na concessão dos financiamentos, revela a reportagem, que pode ser lida na íntegra CLICANDO AQUI. (Foto de capa Wilton Junior/Estadão – 28/2/2019)

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Bolsonaro desistiu de ‘abrir caixa-preta’ após encontrar dono da Havan na lista do BNDES, diz Frota

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O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) afirmou na manhã desta quinta-feira (2) no Twitter que Jair Bolsonaro desistiu de cumprir sua promessa de campanha de “abrir a caixa-preta do BNDES” após encontrar o nome do empresário Luciano Hang, o véio da Havan, na lista de beneficiados.

“Bolsonaro depois de encontrar HANG na lista do Bndes desistiu de caixa Preta. Que na verdade nunca existiu. Bolsonaro falou de Doria mas não soube até agora explicar os 50 empréstimos do Hang”, tuitou o ex-aliado do bolsonarismo, abrigado em ninho tucano.

Pouco antes, Frota compartilhou um link do site Carta Campinas que diz que Hang “pegou 50 empréstimos do BNDES durante os governos do PT”. “Abriu 100 lojas. Mas os empréstimos eram para máquinas não para lojas. Finame é o tipo de empréstimo feito mas teve sua finalidade alterada”, tuitou.

No link distribuído por Frota, uma reportagem de 8 de julho de 2019 diz que Hang “entre abril de 2005 e outubro de 2014, durante os governos de Lula e Dilma, ambos do PT, 50 empréstimos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar a expansão de suas atividades comerciais no país. Uma média de 5 empréstimos por ano, um a cada dois ou três meses”.

Segundo o texto, baseado em uma reportagem publicada pelo jornalista Flávio ilha, no Jornal Extraclasse, do Rio Grande do Sul, Hang teria cometido fraude ao contratar empréstimos pelo Finame, que se destina à aquisição de máquinas e equipamentos industriais e que, segundo regras do BNDES, não se ajustaria a empresas de varejo. Via Fórum

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Sócios do Itaú financiaram jatinho no BNDES; veja a lista completa

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Banco Itaú apresentou em 2018, R$ 1,649 trilhão de ativos

A lista de ‘empresários liberais‘ que financiaram jatinhos executivos pelo BNDES trouxe uma surpresa, a Brasil Warrant Administradora de Bens, que em 2013 financiou R$ 75,5 milhões. Essa empresa, uma das sócias da Alpargatas e atuante no segmento agropecuário, pertence à família Moreira Salles, sócia do banco Itaú Unibanco.

O Itaú divulgou, em 2018, ter um ativo de R$ 1,649 trilhão (isso mesmo TRILHÃO) e mesmo assim não foi capaz de financiar um jatinho pelo próprio banco, preferindo recorrer a um estatal. O BNDES destacou que a linha de crédito para a compra de jatinhos da Embraer foi criada em 2009, como parte do Programa de Sustentação do Investimento (PSI).

Nessa linha eram cobrados juros inferiores à taxa básica de juros, a Selic – de 2,5% ao ano a 8,7% ao ano. Já o Itaú tem a quarta menor taxa de juros de mercado para financiamento de veículos, a 22,34% ao ano, isso se você der uma entrada significativa (algo em torno de 20 a 30% do valor do veículo).

Veja abaixo a lista completa de empresas que entraram no voo da alegria do BNDES:

Veja a lista de 10 empresários ‘liberais’ que financiaram jatinhos com recursos do BNDES

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Entre os proprietários dos dez jatinhos mais caros financiados pelo banco público, estão o governador de São Paulo, João Doria (R$ 44 milhões), e os irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS (R$ 39,8 milhões)

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, está cumprindo a promessa de abrir a caixa-preta das gestões petistas. O primeiro ato é a divulgação, ainda hoje, da lista de 134 empresários que compraram jatinhos a juros subsidiados pelo contribuinte.

O Antagonista obteve em primeira mão a relação de beneficiários, entre eles artistas, banqueiros e empresários – vários deles enrolados na Lava Jato ou em outras investigações.

Ao todo, o BNDES emprestou via bancos privados um total superior a R$ 1,9 bilhão para a compra de jatinhos da Embraer. A área técnica do banco calculou em R$ 700 milhões – em valores corrigidos – os subsídios para essas operações.

Entre os proprietários dos dez jatinhos mais caros financiados pelo banco público, estão o governador de São Paulo, João Doria (R$ 44 milhões), e os irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS (R$ 39,8 milhões).

No topo da lista está o empresário Michael Klein (Casas Bahia), que pagou R$ 77,8 milhões por um jato executivo da Embraer – o modelo não é informado. O financiamento foi feito em 2013 por meio do banco ABC para a CB Air (hoje Icon Aviation).

A família Moreira Salles (Itaú-Unibanco) também usufruiu da linha de financiamento do BNDES, pagando apenas 4,5% ao ano de juros sobre empréstimo de R$ 75,5 milhões para adquirir uma aeronave em nome da Brasil Warrant Administradora de Bens.

Confira a relação dos proprietários das dez aeronaves mais caras bancadas pelo BNDES:

JBS S/A – R$ 39,78 milhões (2009)

Doria Administração de Bens Ltda – R$ 44,03 milhões (2010)

Neo Táxi Aéreo – R$ 44,97 milhões (2011)

Construtora Estrutural – R$ 64,01 milhões (2012)

Brasil Warrant Adm de Bens – R$ 75,46 milhões (2013)

Lojas Riachuelo – R$ 55,52 milhões (2013)

Sumatera Participações – R$ 65,96 milhões (2013)

Industrial e Comercial Brasileira – R$ 59,11 milhões (2013)

CB Air Taxi Aéreo – R$ 77,78 milhões (2013)

Eurofarma Laboratórios – R$ 43,99 milhões (2014)

Do Antagonista

Bolsonaro sobre Huck: ‘Se ele comprou jatinho, ele faz parte do caos’

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O presidente Jair Bolsonaro prometeu divulgar dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e citou o apresentador

O presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer referência ao apresentador Luciano Huck prometendo divulgar dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre compra de jatinhos. “Ele falou que eu sou o último… Como é que é.. o último capítulo do caos. Se ele comprou jatinho, ele faz parte do caos”, declarou Bolsonaro, ao deixar o Palácio da Alvorada.

Ele afirmou ainda que “o bicho vai pegar” a quem “fica arrotando honestidade”.

Na última quarta-feira, 14, conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo, Luciano Huck fez um discurso em Vila Velha (ES) criticando o governo de Jair Bolsonaro. “A gente precisa de gente nova na política, com todo respeito a esse governo. Esse governo foi eleito de maneira democrática. Mas eu não acredito que a gente está vivendo o primeiro capítulo da renovação. Para mim, estamos vivendo o último capítulo do que não deu certo”, disse o apresentador na ocasião.

Nesta sexta-feira, 16, Bolsonaro citou que há dados do BNDES mostrando R$ 2 bilhões de financiamentos para compra de aviões particulares a uma taxa de 3% a 4% ao ano. “Parece que não foi legal”, comentou o presidente. A diferença dos juros para compensar o banco, acrescentou, foi paga pelos brasileiros. “É justo fazer isso aí? Então não vem um cara… se por ventura ele estiver lá… Não fica não arrotando honestidade aí… que o bicho vai pegar.”

PGR

Na entrevista que concedeu a jornalistas no Alvorada, Bolsonaro voltou a sinalizar que a troca na chefia da Procuradoria-Geral da República (PGR) pode ser feita após o fim do mandato de Raquel Dodge, que se encerra em 17 de setembro.

Nesse cenário, quem assumiria interinamente o órgão seria o vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público Federal, Alcides Martins, eleito para o posto na semana passada. “Se até lá, eu não indicar ou indicar e não for sabatinado, assume o interino”, declarou Bolsonaro, respondendo que a interinidade no órgão não o preocupa.

Guedes teria brigado para manter Levy à frente do BNDES

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Guedes teria pedido uma conversa sozinho com Bolsonaro para falar sobre Levy

A escolha de Joaquim Levy para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – da qual pediu demissão neste domingo, 16, após ameaça pública – teve vício de origem. O presidente Jair Bolsonaro e três dos seus auxiliares mais próximos na formação da equipe de governo cobraram explicações do então futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, assim que o nome do ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff e ex-secretário de Fazenda de Sérgio Cabral começou a aparecer no noticiário para a presidência do banco de fomento.

Bolsonaro chamou Paulo Guedes para um conversa com esses auxiliares de confiança, contrários à indicação de Levy. “Estão dizendo que você escolheu o cara errado”, foi logo dizendo o presidente eleito. Os seis meses da gestão de Levy no banco foram marcados por atritos com o governo e funcionários.

Uma das preocupações do presidente era com a participação do Levy no famoso jantar, que ficou conhecido como a “festa dos guardanapos”, em Paris, quando Cabral foi condecorado pelo governo francês. A foto do jantar, que custou R$ 1,5 milhão, virou um símbolo da farra da corrupção.

Irritado, Guedes pediu uma conversa sozinho com Bolsonaro. Fez uma defesa forte do ex-ministro do governo do PT, um executivo com influência internacional. Diretor do Banco Mundial na época, com passagens em organismos internacionais e no setor financeiro, Levy poderia trazer dinheiro de fora do País para ajudar nos investimentos em infraestrutura que seriam necessários para impulsionar o crescimento da economia.

Guedes botou Levy no telefone com Bolsonaro, que explicou que já esteve a serviço do País em vários governos. Levy acabou sendo nomeando com a chancela de Guedes e Bolsonaro na posse chegou a dizer que o ministro escolheu os nomes sem interferência política.

Não foi o que aconteceu. Em várias oportunidades de entrevista e “lives”, Bolsonaro e seus filhos não perdiam oportunidade, de olho no seu público de apoiadores nas redes sociais, de cutucar o presidente do BNDES. Repetia sempre que era preciso abrir a “caixa preta” do banco, que foi marcado pela política econômica dos governos petistas por empréstimos bilionários para grupos empresariais envolvidos em escândalos de corrupção.

Bolsonaro cobrava nos bastidores uma posição mais firme de Levy sobre os empréstimos feitos para bancar obras na Venezuela, Cuba, Moçambique e Angola durante o governo do PT e que não estão sendo honrados.

O presidente do BNDES insistia que não havia nada que não tivesse sido mostrado. Preparou uma série de perguntas e respostas para detalhar os pontos. Não agradou o presidente e seus auxiliares, que seguiram cobrando a abertura da “caixa preta”.

Com Guedes, os problemas começaram já em março, pouco tempo depois da posse. O ministro se mostrava arrependido da escolha de Levy e fazia planos para transferi-lo para um posto do Brasil fora do País assim que tivesse oportunidade.

A insatisfação de Guedes era grande com a resistência do presidente do BNDES em não devolver antecipadamente os empréstimos do Tesouro. Levy botava empecilhos. Mesmo depois da cobrança pública de R$ 126 bilhões dos empréstimos feita pelo secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Para Guedes, o dinheiro do BNDES era importante no objetivo de redução da dívida, uma promessa de campanha de difícil execução diante do avanço dos gastos. Um caminho mais fácil e rápido, já que do lado de cortes das despesas não seria possível.

A insatisfação do ministro era grande também com o ritmo de venda os ativos do banco. Levy alegava que o banco precisaria de recursos com a retomada da demanda. Também dizia que não podia sair vendendo suas participações a qualquer preço.

Levy não percebeu os recados de que Guedes tem como meta reduzir o tamanho do banco. A birra aumentou depois que ele criou duas diretorias na direção contrária à orientação do ministro. Na equipe de Guedes, Levy ficou com carimbo de ter sido cooptado pelo corporativismo dos funcionários do BNDES. Queria que ele tivesse sido rápido em demonstrar aos funcionários o seu novo tamanho e nos esclarecimentos as devoluções para o Tesouro e mostrar aos funcionários importância de pagar o Tesouro.

Levy não administrou a pressão ou não quis fazê-lo por suas convicções. Mas nada justifica a forma como presidente o “demitiu” publicamente ao lhe atacar com críticas publicas.

A queixa do presidente em relação à nomeação de Marcos Barbosa Pinto foi apenas uma desculpa bem arranjada para a saída de Levy. Bolsonaro usou do seu método habitual de forçar uma situação insustentável que force o subordinado a pedir demissão. Teve apoio do ministro.

O seu sucessor, seja quem for, assume uma batata quente, principalmente com o avanço silencioso da CPI do BNDES no Congresso. Terá pela frente a resistência dos funcionários. Cobiçado por muitos, o posto de presidente do BNDES nos últimos tempos mais parece uma cadeira elétrica.

Com Estadão Bastidores

Após renúncia de diretor e comentários de Bolsonaro, Joaquim Levy envia carta de demissão a Paulo Guedes

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“Eu já estou por aqui com o Levy. Falei para ele: ‘Demita esse cara na segunda-feira ou demito você sem passar pelo Paulo Guedes'”, disse o presidente.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, afirmou ao blog que enviou carta de demissão ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Falei há pouco com o Paulo Guedes. Está tudo bem, sem surpresas”, disse Joaquim Levy ao blog. Segundo Levy, Guedes aceitou o pedido de demissão. O ministro confirmou que recebeu a carta de Levy (veja a mensagem ao final do post).

Na tarde deste sábado (15), antes de embarcar para viagem ao Rio Grande do Sul (RS), o presidente Jair Bolsonaro afirmou a jornalistas que Joaquim Levy está com a “cabeça a prêmio”. Bolsonaro deu a declaração no momento em que deixava o Palácio da Alvorada, em Brasília.

Na entrevista, Bolsonaro, sem ser questionado, disse que mandou Joaquim Levy demitir o diretor de Mercado de Capitais do BNDES, Marcos Barbosa Pinto. O presidente afirmou, ainda, que se Barbosa não fosse demitido, ele, Bolsonaro, demitiria Levy.

“Eu já estou por aqui com o Levy. Falei para ele: ‘Demita esse cara na segunda-feira ou demito você sem passar pelo Paulo Guedes'”, disse o presidente.

Marcos Pinto, a quem Bolsonaro se referiu, foi chefe de gabinete de Demian Fiocca na presidência do BNDES (2006-2007). Fiocca era considerado, no governo federal, um homem de confiança de Guido Mantega, ministro da Fazenda nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Ainda na noite deste sábado, Marcos Pinto enviou carta de renúncia a Joaquim Levy. Na carta, Marcos Pinto afirmou que decidiu deixar o cargo em razão do “descontentamento manifestado” pelo presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o ministro da Economia, o fato de Levy ter optado por “nomes ligados ao PT” para cargos no banco desagradou Jair Bolsonaro.

Joaquim Levy assumiu a presidência do banco em janeiro deste ano. Levy comandou o Ministério da Fazenda no segundo mandato de Dilma Rousseff e deixou o cargo após 11 meses.

Mensagem de Joaquim Levy entregue a Paulo Guedes

Solicitei ao ministro da Economia Paulo Guedes meu desligamento do BNDES. Minha expectativa é que ele aceda.

Agradeço ao ministro o convite para servir ao País e desejo sucesso nas reformas.

Agradeço também, por oportuno, a lealdade, dedicação e determinação da minha diretoria. E, especialmente, agradeço aos inúmeros funcionários do BNDES, que têm colaborado com energia e seriedade para transformar o banco, possibilitando que ele responda plenamente aos novos desafios do financiamento do desenvolvimento, atendendo às muitas necessidades da nossa população e confirmando sua vocação e longa tradição de excelência e responsabilidade.

Joaquim Levy

Do Blog João Borges (G1)

PSC lança ex-presidente do BNDES à Presidência da República

O partido é presidido pelo Pastor Everaldo

O Partido Social Cristão (PSC) lançou hoje (20), em Brasília, o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimentismo Econômico e Social (BNDES) Paulo Rabello de Castro como candidato à Presidência da República. O partido é presidido pelo Pastor Everaldo.

Nascido no Rio de Janeiro em 1949, Rabello de Castro, de 69 anos, é doutor em economia pela Universidade de Chicago. Foi presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mais recentemente comandou o BNDES, de junho de 2017 a março de 2018. Fundador da SR Rating, primeira empresa brasileira de classificação de riscos de crédito, é também autor de mais de 10 livros. Ex-presidente do Lide Economia, coordenou até junho de 2016 o Movimento Brasil Eficiente.

Liberal por formação e convicção, Rabello defende o estabelecimento de um sistema tributário mais enxuto e eficiente. Também é favorável à redução da máquina do Estado. Antes de se filiar ao PSC, em 2017, foi do Partido Verde (2002-2010) e do Partido Novo (2016-2017).

Fonte: agenciabrasil

BNDES concede crédito a criadores de aves e suínos afetados por greve

Recursos disponíveis para os dois setores somam R$ 1,5 bilhão

Os setores de aves e suínos que tiveram prejuízos com a greve dos caminhoneiros já têm à disposição uma linha de capital de giro no valor de R$ 1,5 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A informação é do presidente do BNDES, Dyogo Oliveira.

Quem pegar o dinheiro terá 60 meses para pagar com prazo de carência de 24 meses. Os juros devem ficar em torno de 10% a 11% ao ano. “É uma taxa atrativa para uma linha de capital de giro com um prazo tão longo”, disse Dyogo Oliveira.

A linha de crédito foi um dos temas tratados hoje (3) em reunião de Oliveira com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto. Na reunião, Oliveira também falou sobre o programa de transformação estratégica do BNDES, que tem o objetivo de torná-lo um banco com mais recursos para pequenas e médias empresas e para infraestrutura.

“O objetivo é fazer a transição do BNDES de um banco monopolista, de taxas de juros muito baixas, subsidiadas, para um banco que vai ter mais disponibilização de recursos para pequenas e médias empresas e mais foco na área de infraestrutura”, disse o presidente da instituição.

Segundo Dyogo Oliveira, o programa prevê a implementação de 12 projetos estratégicos até o final deste ano. Entre esses projetos, ele citou a reorganização interna do banco e a captação de recursos para a continuidade das atividades.

Em entrevista a jornalistas, o presidente do BNDES ainda afirmou que discute com o Tesouro Nacional como antecipar o pagamento de empréstimos da União à instituição financeira.

Fonte: agenciabrasil