Ministro da Saúde da Bolívia é preso por compra superfaturada de respiradores

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As 179 unidades do equipamento usado contra o coronavírus teriam custado quase US$ 5 milhões

A polícia da Bolívia prendeu nesta quarta-feira (20) o ministro da Saúde, Marcelo Navajas, como parte das investigações pela compra superfaturada de 179 ventiladores espanhóis para pacientes com Covid-19, informou um chefe da instituição.

Navajas “está preso nas dependências da FELCC [Força Especial da Luta Contra o Crime] da cidade de La Paz”, afirmou o comandante da unidade, o coronel Iván Rojas, um dia depois de a presidente boliviana Jeanine Áñez ordenar a investigação da compra questionada por “possível corrupção”.

Outros dois funcionários da saúde também foram detidos pela polícia. Como a compra dos 179 ventiladores por quase US$ 5 milhões foi feita com o financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), dois funcionários do órgão internacional foram convocados para depor.

A Bolívia adquiriu os equipamentos da Espanha por um preço unitário de US$ 27.683. No entanto, logo veio à tona que a empresa os oferece por entre 9.500 euros e 11.000 euros (10.312 dólares a 11.941 dólares). Outra empresa espanhola serviu como intermediária.

O escândalo começou no fim de semana passado, com a queixa dos médicos de unidades de terapia intensiva (UTIs), que denunciaram que as máquinas não eram adequadas para as UTIs dos hospitais bolivianos. Logo surgiram os relatórios de que havia sido pago um sobrepreço.

A Covid-19 contaminou até o momento cerca de 4.500 pessoas e provocou cerca de 190 mortes na Bolívia, que permanece sob quarentena e com suas fronteiras fechadas desde 17 de março e até o fim deste mês.

Via AFP

Membro do PCC mata dois presos com explosão de granada na Bolívia

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Lucas Rossendi Saraiba lançou explosivo em paraguaio e atingiu outros detentos; 30 ficaram feridos

O brasileiro Lucas Rossendi Saraiba, membro do PCC preso na Bolívia , matou dois detentos no presídio de El Abra, em Cochabamba, ao explodir uma granada . Ele lançou o explosivo contra o paraguaio Maurício Solíz Rojas, mas também matou Rubén Dario Salazar, além de ter deixado 30 feridos.

Saraiba tem 22 anos e cumpre uma pena de dez anos por roubo, tráfico e tentativa de homicídio. Agora, a pena será aumentada. “O Ministério Público vai pedir que Rossendi seja transferido Chonchocoro. Não podemos seguir arriscando a vida de outros internos com esse tipo de cidadão”, informou  a procuradora Martha Medjía.

De acordo com Medjía, o brasileiro disse que lançou a granada porque Solíz ameaçou mata-lo. O ato deixou ainda 30 feridos, que foram levados ao Centro de Saúde de Germán Busch e ao Hospital Obrero. “Vamos investigar para saber como a granada entrou na prisão”, disse a procuradora.

As autoridades da Bolívia, e de outros países da América do Sul, como o Paraguai, estão preocupados com a presença do PCC em seu território. “Temos feito uma investigação rápida e temos visto que há um braço do PC tentando mostrar seu poder dentro do país”, disse o ministro boliviano Arturo Murillo.

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Acidente na Bolívia deixa 14 mortos e pelo menos 19 feridos

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O acidente teria ocorrido entre as 03:00 e as 04:00 próximo da barragem da Incachaca, em La Paz

Um acidente de trânsito ocorreu na manhã desta sexta-feira no trecho que liga a cidade de La Paz aos Yungas, deixando pelo menos 14 mortos e 19 feridos, segundo os primeiros relatórios.

O acidente teria ocorrido entre as 03:00 e as 04:00 próximo a barragem de Incachaca, quando um ônibus da empresa 16 de Julio embarcou. Grupos da unidade de incêndio de Antofagasta estão no local.

“Preliminarmente, podemos relatar que um veículo desceu a uma profundidade de pelo menos 50 metros, os bombeiros ainda resgatam os feridos e evacuaram para o hospital Arco Íris”, disse o comandante dos bombeiros Israel Villca.

Quatro pessoas foram jogadas, pela força da queda, no rio. Enquanto 10 perderam a vida no ônibus, disse o chefe dos bombeiros.

Ele observou que entre os mortos há crianças, jovens e adultos.

Os 19 feridos foram levados para o Hospital Arco Íris.

As informações são do jornal boliviano Oxígeno

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Bolívia emite ordem de prisão contra braço direito de Evo Morales por crimes de ‘terrorismo’ e ‘rebelião’

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Logo que tomou posse, ministro de Áñez disse que ‘caçaria’ o aliado de Morales, antigo responsável pelo Ministério da Presidência

A Justiça da Bolívia emitiu, na segunda-feira, uma ordem de prisão contra o ex-ministro da Presidência Juan Ramón Quintana , braço direito do ex-presidente Evo Morales . A ordem de prisão foi expedida por “existirem indícios suficientes de que é autor e participante dos delitos de sedição, instigação à delinquência, terrorismo e financiamento do terrorismo”.

O documento foi tuitado por Arturo Murillo, atual ministro do Interior, e autor da ação contra Quintana. Não há informações sobre o paradeiro do ex-ministro, mas sabe-se que foram emitidas autorizações para que seus parentes saíssem do país.

No início de novembro, frente episódios de violência realizados por grupos de direita que queriam a saída de Morales, Quintana havia dito que “a Bolívia iria se transformar em um grande campo de batalha, um Vietnã moderno”, caso o presidente fosse destituído. Assim que assumiu o cargo, Murillo prometeu “caçar” o homem-forte de Morales.

— Iremos à caçada de Juan Ramón Quintada. Por que uma caça? Porque ele é um animal que está matando gente — disse a jornalistas, afirmando também que as forças policiais e de Inteligência estavam atrás de Raúl Garcia, irmão do ex-vice-presidente Álvaro García.

Na semana passada, o ministro já havia apresentado um pedido para o Ministério Público do país para que Morales também fosse processado por “rebelião e terrorismo”. A ação tem como origem um áudio em que o ex-presidente supostamente convoca seus apoiadores a cercar La Paz. Morales disse que a gravação foi manipulada. LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO JORNAL O GLOBO

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Rússia denuncia golpe de Estado na Bolívia e UE pede união

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Bloco europeu recomendou que todas as partes trabalhem com responsabilidade para a realização de eleições pacíficas após renúncia de Evo Morales

Após a renúncia do presidente Evo Morales na Bolívia, a União Europeia (UE) pediu nesta segunda-feira, 11, para que todas as partes mostrem união e responsabilidade para realizar novas eleições pacificamente. Já a Rússia acusou a oposição boliviana de desencadear uma onda de violência no país e denunciou um “um golpe de Estado”.

Em um pronunciamento nesta manhã, a comissária para política externa da UE, Federica Mogherini, pediu que “todas as partes, especialmente as autoridades, assumam suas responsabilidades democráticas e tomem as decisões apropriadas que permitirão uma reconciliação rápida e evitarão mais violência”.

“Gostaria de expressar claramente nosso desejo de que todas as partes do país tenham união e responsabilidade e conduzam o país pacificamente para novas eleições”, disse.

Morales anunciou neste domingo 10 sua renuncia à presidência da Bolívia após quase 14 anos no poder, diante da onda de protestos nas últimas semanas após acusações de fraude nas eleições realizadas no último dia 20 de outubro.

Mais cedo no domingo, a Organização dos Estados Americanos (OEA) recomendou a repetição do primeiro turno das eleições e Morales anunciou que o pleito seria realizado novamente com um Tribunal Supremo Eleitoral renovado. Logo depois, contudo, os chefes das Forças Armadas e da Polícia pediram publicamente que o presidente renunciasse, para colocar fim à onda de violência.

Nesta segunda, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou em um comunicado que está alarmado diante dos acontecimentos e pediu que todas as forças políticas demonstrem bom senso e atuem de modo responsável.

A Chancelaria russa considerou como “profundamente preocupante que a evolução dos acontecimentos, seguindo as diretrizes de um golpe de Estado orquestrado, impeça a vontade do governo de procurar soluções construtivas”.

O presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado da Rússia, Konstantin Kosachev, afirmou que Moscou está pronta para continuar o diálogo com as autoridades “legítimas” da Bolívia.

Segundo Kosachev, ao renunciar, Morales escolheu um caminho legítimo e democrático, mas a oposição pode não agir do mesmo jeito.

Além de Morales, o vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, também renunciou ao cargo. Os próximos na linha de sucessão ao cargo de presidente, que seriam o presidente do Senado e da Câmara dos Deputados, também pediram demissão, assim como o vice-presidente do Senado.

Na noite de domingo, a senadora da oposição Jeanine Añez, segunda vice-presidente do Senado, reivindicou o direito de assumir a presidência. Via EFE e Reuters

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Evo renuncia, alerta sobre golpe de Estado na Bolívia e aumenta tensão na América Latina

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Evo anunciou saída da presidência boliviana na tarde deste domingo (10) em rede nacional e seu vice também deixou o cargo. Antes de renunciar, Evo havia convocado novas eleições; auditoria da OEA encontrou indícios de fraude na votação de outubro

Na noite deste domingo (10), Evo Morales, que renunciou mais cedo ao cargo de presidente da Bolívia, postou em rede social que um “oficial da polícia anunciou publicamente que tem instrução para executar um mandado de prisão ilegal” contra ele. “Grupos violentos assaltaram minha casa. Os golpistas destroem o Estado de Direito”, acrescentou.

Reprodução da transmissão da renúncia de Evo Morales, em 10 de novembro de 2019 — Foto: Reprodução/TV do governo boliviano/Via Reuters

Evo havia renunciado poucas horas antes, após uma escalada nas tensões no país. O anúncio foi feito em rede nacional, pela televisão. O vice-presidente, Álvaro García Linera, também apresentou a renúncia.

“Decidi, escutando meus companheiros, renunciar ao meu cargo da presidência”, disse Evo.

Logo em seguida, ele atacou seus opositores Carlos Mesa e Luis Fernando Camacho.

“Por que tomei essa decisão? Para que Mesa e Camacho não sigam perseguindo meus irmãos dirigentes sindicais. Para que Mesa e Camacho não sigam queimando a casa dos governadores de Oruro e Chuquisaca.”

Evo ainda classificou a situação como um golpe:

“Lamento muito esse golpe cívico, e de alguns setores da polícia que se juntaram para atentar contra a democracia, contra a paz social com violência, com amedrontamento para intimidar o povo boliviano.”

Depois de acusar a oposição de atos violentos, ele terminou: “Por essas e muitas razões, estou renunciando, enviando a minha carta renúncia à Assembleia Legislativa Plurinacional da Bolívia. Muito obrigado”.

No fim da noite, Evo postou em rede social que um “oficial da polícia anunciou publicamente que recebeu instruções para executar um mandado de prisão ilegal” contra ele. “Grupos violentos assaltaram minha casa. O golpe destrói o estado de direito”, denunciou.

Evo havia dito, mais cedo neste domingo (10), que convocaria novas eleições, após a Organização dos Estados Americanos, OEA, divulgar que as eleições de 20 de outubro haviam sido fraudadas. Ele lembrou isso em seu pronunciamento de renúncia: “De manhã cedo estivemos reunidos com alguns ministros e decidimos, inclusive, renunciar ao nosso triunfo para que novas eleições ocorram em toda a amplitude”.

Não está claro como vão acontecer as novas eleições e nem se ele mesmo será candidato. Mais cedo, ao anunciar a nova votação, Evo disse que elas são importantes para que o povo boliviano possa eleger novas autoridades, “incorporando novos atores políticos”.

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Tensão na América Latina

A renúncia de Evo Morales, os protestos no Chile contra as políticas neoliberais, a eleição na Argentina e a descoberta de falsas acusações da “Lava Jato peruana” estão aumentando o clima de tensão na America Latina, em um cenário que nos remete aos anos 60 com o avanço da extrema direita e a supressão da democracia. De acordo com analistas políticos, o futuro da região é cada vez mais incerto.

Helicóptero que levava Evo Morales tem falha mecânica na decolagem; não há feridos

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Presidente viajaria de Colquíri a Oruro e saiu ileso, de acordo com as primeiras informações. País vive tensão por causa da polêmica reeleição de Evo

Um helicóptero que levava o presidente Evo Morales teve uma falha mecânica nesta segunda-feira (4) durante a decolagem em Colquíri, localidade que fica entre La Paz e Cochabamba, reportam os jornais “El Deber” e “La Razón”. Não houve feridos no incidente. O presidente estava a bordo e deixou o incidente ileso, de acordo com os veículos locais.

A aeronave voaria à cidade de Oruro. A Força Aérea Boliviana (FAB) emitiu um comunicado informando que houve um problema no rotor de cauda durante a decolagem.

“A FAB, de acordo com os regulamentos, procederá para ativar o Conselho de Investigação de Acidentes; mais detalhes sobre o evento serão fornecidos de acordo com o andamento da investigação ”, diz a força aérea.

Um vídeo que circula nas redes sociais obtido por “El Deber” mostra o helicóptero, com registro FAB-007 no chão, cercado por um grupo de pessoas. De acordo com o que se diz nesse vídeo, o helicóptero teria colidido com uma estrutura metálica quando decolou e caiu pelo menos 15 metros — essa informação, no entanto, não está oficialmente confirmada.

Ultimato de opositor

Evo Morales articula com suas bases sindicais para a contraposição a um ultimato recebido de um líder regional que disse que, na segunda-feira (4), decidiria ações que “garantam” a saída do poder dele.

Embora as ruas da maior parte da nação andina tenham ficado quietas durante o fim de semana, o discurso do partido no poder e da oposição se radicalizou recentemente. As manifestações têm como pano de fundo a contestada reeleição de Evo Morales.

Em Santa Cruz, o centro agrícola e industrial do país, o presidente do Comitê Cívico, Luis Fernando Camacho, disse na noite de sábado que havia um prazo de 48 horas para a saída de Morales, caso contrário os adversários na segunda “vamos lá para fazer determinações e garantiremos que ele saia”.

Aos 60 anos, Morales — o presidente que ocupa o cargo há mais tempo na região desde 2006 — disse estar surpreso com as declarações de Camacho.

“Tenho informações de que amanhã eles instalarão telas grandes (em Santa Cruz), para dizer como chegarão ao Evo. Tenho muita confiança no povo boliviano e em nosso processo de mudança”, afirmou o presidente em entrevista a uma rádio indígena. Via G1

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Assembleia de Rondônia tenta trazer brasileiros que estão impossibilitados de sair da Bolívia

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País está passando por manifestações devido as eleições

A Assembleia Legislativa de Rondônia está adotando uma série de medidas para tentar trazer brasileiros que estão impossibilitados de sair da Bolívia em função das manifestações que ocorrem pelas eleições.

Em nota, o legislativo informa que já solicitou ao embaixador da Bolívia a abertura de diálogo com o governo daquele país para garantir a saída de estudantes e turistas que estão por lá. Veja a nota da ALE.

NOTA OFICIAL

Em decorrência da grave situação vivenciada na Bolívia, com a deflagração de greve, enfrentamentos de grupos, e o fechamento das fronteiras, a Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, em caráter emergencial, fez nesta data, uma série de encaminhamentos, visando resguarda a integridade física e eventual retirada de brasileiros, que se encontra principalmente nas localidades de Cochabamba, Santa Cruz, Beni e Pando.

A primeira providência foi interpelar o Senhor Ministro das Relações Exteriores, Embaixador Ernesto Henrique Fraga Araújo, para que efetive urgente negociação diplomática com o Governo Boliviano, e sejam adotadas medidas emergenciais de segurança e a conseqüente retirada dos brasileiros daquele país.

Também por meio de ofício, foi solicitado ao Senhor Embaixador do Brasil na Bolívia, José Kin, que ultime os primeiros entendimentos com o Governo da Bolívia, no sentido de organizar a retirada de estudantes rondonienses, para território brasileiro.

Diante da situação grave e da necessidade de ações emergenciais, também foi solicitado, a intervenção política do Senador Marcos Rogério, no sentido de efetivar conversações com o Itamaraty, visando atender emergencialmente os estudantes rondonienses.

Porto Velho, 31 de outubro de 2019.

DEPUTADO LAERTE GOMES

PRESIDENTE

Oposição vai ás ruas na Bolívia após vitória de Evo Morales

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Apuração preliminar que dava vitória a Evo Morales no 1º turno levou apoiadores de Carlos Mesa às ruas em várias regiões do país

Milhares de pessoas foram para as ruas de diversas cidades da Bolívia na noite desta segunda-feira (22) para protestar enquanto uma apuração preliminar apontava que Evo Morales tinha vantagem suficiente para garantir a sua reeleição ainda no primeiro turno. Apoiadores de Carlos Mesa denunciam uma suposta fraude nas apurações. Houve relatos de confrontos em Sucre, Oruro, Cochabamba e La Paz, entre outras cidades.

Uma contagem preliminar, que tinha sido interrompida na noite de domingo (21), foi retomada na segunda e chegou a apontar uma vantagem suficiente para garantir a vitória de Morales no primeiro turno, mas depois a vantagem diminuiu. Até as 22h45 (horário de Brasília) o resultado ainda era incerto, mas os apoiadores de Carlos Mesa foram às ruas para protestar.

Na Bolívia, um candidato pode ser declarado vencedor no primeiro turno se tiver 50% dos votos mais um, ou se tiver 40%, com dez pontos de vantagem sobre o segundo colocado.

Às 22h45, com 95,63% dos votos apurados na contagem preliminar, Evo Morales tinha 46,4%, e Carlos Mesa aparecia com 37,07%.

Já no sistema de contagem voto a voto, mais lento, no mesmo horário haviam sido apurados 89,40% dos votos, com Mesa liderando, com 42,29%, enquanto Morales tem 42,04%.

O candidato opositor Carlos Mesa já declarou que não reconhecerá os resultados de uma apuração fraudada.

Manifestantes da oposição a Evo Morales colocaram fogo em seções eleitorais em Sucre na noite de segunda-feira (21) — Foto: Jose Luis Rodriguez / AFP

Dois sistemas de contagem

O clima nas ruas se deteriorou depois que o sistema de Transmissão de Resultados Eleitorais Preliminares, batizado de Trep, teve o serviço suspenso no domingo no momento em que a contagem individual de votos começou a dar resultados muito distintos das atas de mesa da eleição.

O ministro das Comunicações boliviano, Manuel Canelas, afirmou que o órgão eleitoral errou ao não deixar claro que havia duas contagens simultâneas.

Policial joga spray de pimenta em apoiador do principal candidato presidencial da oposição a Evo Morales, Carlos Mesa, durante protesto em La Paz, na Bolívia — Foto: Jorge Bernal / AFP

Protestos

Uma multidão enfurecida incendiou a fachada da sede do tribunal eleitoral da cidade de Sucre, 700 km a sudeste de La Paz, em meio aos gritos de “fraude!”, fazendo a polícia de choque recuar.

Após afugentar a polícia, os manifestantes ocuparam o acesso ao tribunal eleitoral, abandonado pelos funcionários, revelou o site do jornal “Correo del Sur”, de Sucre.

Em Oruro (sul), centenas de jovens tentaram ocupar a sede do tribunal eleitoral, mas foram dispersados com bombas de gás lacrimogêneo pela polícia de choque, segundo o portal Doble Impacto.

Em Cochabamba (centro), manifestantes romperam o perímetro de isolamento do local da apuração, mas foram finalmente contidos pela polícia, revelou o jornal Opinión.

Coletivos de Potosí (sudoeste) também se mobilizaram contra a suposta fraude na apuração.

Em La Paz, grupos de opositores protestavam nas ruas e acusavam o tribunal eleitoral de fraudar a apuração para beneficiar Morales, enquanto partidários do presidente comemoravam sua reeleição no primeiro turno. Houve confronto entre opositores e a polícia.

G1 e Agências – Foto de capa – Membro das forças de segurança é visto em meio à fumaça provocada por gás lacrimogêneo em protesto de apoiadores de Carlos Mesa em La Paz, Bolívia, na segunda-feira (21) — Foto: Ueslei Marcelino/ Reuters

Incêndio em centro de comércio na fronteira Brasil/Bolívia deixa mais de 200 bolivianos desabrigados

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Comércio sobre palafitas funciona no lado boliviano do Rio Guaporé, em Costa Marques (RO)

O local era precário, antigo e com milhares de produtos altamente inflamáveis, como roupas, brinquedos de plástico, e gasolina. Assim era o centro comercial na localidade de Buena Vista, fronteira da Bolívia com o Brasil, em Costa Marques (Rondônia). O local pegou fogo durante a noite da última segunda-feira e de acordo com as autoridades brasileiras ainda não foi totalmente extinto.

Cerca de 200 bolivianos que viviam e trabalhavam no local fugiram do incêndio para o Brasil. Não se sabe as causas do incêndio. Nenhuma vítima fatal ou feridos foram informados até o momento.

Às 21h30 de segunda-feira, o coronel Marcos Rocha, governador de Rondônia, escreveu em sua conta no Facebook que o Brasil enviou policiais bombeiros, ambulâncias e suporte técnico a Buena Vista. “Se não fosse pela dedicação e compromisso do nosso povo, a situação poderia ser pior”, diz ele.

Ele também ressaltou que não foram relatados feridos ou vítimas fatais. “Médicos, técnicos de enfermagem e enfermeiras estão de plantão para atender qualquer eventualidade”, acrescentou.

“O prefeito do município de Costa Marques, Mirandão, imediatamente apoiou as vítimas, mobilizou e está fazendo uma coleção de colchões, remédios e todo o necessário para que nossos irmãos bolivianos sejam atendidos em Costa Marques”, explicou o deputado estadual da Bolívia Paul Bruckner ao jornal El Deber, um dos principais da Bolívia.

Veja como era o local anteriormente