Justiça ouve testemunhas do processo que apura a morte de youtuber de 14 anos no PR

Audiência começou por volta das 13h30 desta terça-feira (19), em Pontal do Paraná. Três testemunhas de acusação, que moram na cidade, serão ouvidas.

A Justiça começou a ouvir, nesta terça-feira (19), testemunhas da ação penal que apura a morte da youtuber Isabelly Cristine Santos no litoral do Paraná.

Os irmãos Everton e Cleverson Vargas são acusados do crime. A garota tinha 14 anos quando foi morta, em fevereiro.

A audiência começou por volta das 13h30, em Pontal do Paraná, no litoral. Três testemunhas de acusação, que moram na cidade, serão ouvidas.

Ao todo, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) arrolou oito testemunhas. As outras cinco vão ser ouvidas por carta precatória, que é quando o Juízo de outra comarca realiza a audiência.

A defesa chamou sete testemunhas que são moradoras de Pontal do Paraná. Elas podem começar a ser ouvidas nesta terça, se der tempo. Outras dez testemunhas foram arroladas pela defesa.

O G1 entrou em contato com a defesa dos irmãos. O advogado vai se manifestar depois da audiência.

Os réus estão presos no Centro de Triagem de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

Os réus

Everton foi denunciado pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e também vai responder por porte ilegal de arma de fogo e munição.

Cleverson Vargas, que dirigia o veículo, também foi denunciado por homicídio qualificado, mas como partícipe, e por embriaguez ao volante.

Se condenados pelo crime de homicídio qualificado, os irmãos podem ter uma pena de 12 a 30 anos de prisão.

Fonte: g1/pr

Criança vê pai ser morto a facadas após briga de trânsito em SP

Alex Rafael Ortiz de Godoy, 39, estava, além do filho, com o pai no carro quando se envolveu em uma confusão com um motorista, que ainda não foi localizado

Uma briga de trânsito terminou com um homem morto, nesse domingo (13), em Valinhos, interior de São Paulo. O crime foi assistido pelo pai de 78 anos da vítima e pelo filho, de 7. Alex Rafael Ortiz de Godoy, 39, estava com os familiares no carro quando se envolveu em uma confusão com um motorista, que ainda não foi localizado.

Godoy levou pelo menos 11 facadas de um condutor que colidiu várias vezes contra o carro dirigido por Alex. Após o ocorrido, ele ainda tentou dirigir para conseguir ajuda, mas acabou perdendo a direção e caindo em um barranco. O pai e o filho da vítima não conseguiram repassar para a polícia o que tinha acontecido.

“Diante do cenário que ele [o pai] visualizou, ele entrou em estado de choque, não conseguiu dar muitos detalhes do que ocorreu, não reconheceu o indivíduo”, explicou o comandante da Guarda, Sidney Aureliano, em entrevista à EPTV, afiliada da Rede Globo. A Polícia Civil investiga o caso.

Fonte: noticiasaominuto

Polícia marca reconstituição do crime e novo interrogatório de suspeitos da morte de youtuber no PR

A delegada Vanessa Alice marcou nesta segunda-feira (19) o novo interrogatório dos irmãos Everton e Clerverson Vargas, que são suspeitos da morte da modelo e youtuber Isabelly Cristine Santos, para quarta-feira (21) na Delegacia de Matinhos, no litoral do Paraná.

Também foi marcada pela delegada para quinta-feira (22), às 7h, a reconstituição do crime na PR-412, entre os balneários Ipanema e Praia de Leste, em Pontal do Paraná, também no litoral do estado.

Os suspeitos foram presos na manhã da quarta-feira (14). Porém, eles não prestaram depoimento à polícia por optarem por permanecer em silêncio.

Por isso, a defesa alega que não se trata de novo, mas do primeiro interrogatório dos irmãos para a autoridade policial. Na sexta-feira (16), eles foram ouvidos pela Justiça em audiência de custódia.

No domingo (18), os irmãos foram transferidos da Delegacia de Ipanema, em Pontal do Paraná, para a Delegacia de Matinhos por questões preventivas de segurança a fim de evitar possíveis tumultos, conforme o delegado Miguel Stadler.

Entenda o crime

Isa, como era conhecida, foi baleada por volta das 2h da quarta-feira (14), entre os balneários Ipanema e Praia de Leste, em Pontal do Paraná, no litoral do estado. Ela foi atingida um pouco acima do olho esquerdo.

A adolescente estava no banco de trás de um veículo branco, junto com a mãe. Na frente, segundo a Polícia Civil, estavam um amigo e o pai do amigo, Herbert Luiz de Félix, que dirigia o veículo.

Em depoimento à polícia, ele disse que foi fechado por um carro pouco antes do crime – o motirista contou que o carro dos irmãos estava na pista da esquerda e que deu sinal que viraria à direita. Segundo ele, os dois carros transitavam em baixa velocidade.

“Só que eu vi o pisca dele para virar para a direita e, para evitar que ele colidisse, eu joguei o carro para a direita. Perdi o controle do carro, o carro girou na frente dele. Só que ele virou à esquerda e continuou (…) Nesse girar do veículo, eu tive que retornar e girar de novo ele para voltar para Paranaguá”, contou Hebert Luiz de Felix.

Félix relatou ainda que, logo após a fechada, o carro parou a cerca de 60 metros e que um dos ocupantes do veículo, sem descer, efetuou três disparos contra o carro onde estava Isabelly.

A rodovia onde ocorreu o crime tem pista simples. Na região, é permitido parar na via para virar à esquerda. Por isso, os carros que vêm atrás ultrapassam pela direita.

Versão dos suspeitos

Segundo Everton, que confessou à Polícia Civil ter feito os disparos, ele e Cleverson tinham saído do balneário de Santa Terezinha e entraram à esquerda no sentido da casa deles, que fica no balneário Canoas.

“Quando a gente estava se deslocando pela BR, o veículo, em alta velocidade, passou pela direita e logo na frente fez uma manobra brusca, como se fosse um cavalo de pau. [Aí] a gente entrou pela direita no sentido da nossa casa. Quando nós entramos, aquele veículo retornou, de novo, e parou na esquina”, explicou o suspeito.

Everton disse que no veículo havia sete pessoas além dele, sendo que três são crianças. “O meu instinto foi de defesa. Simplesmente atirei pra cima, eu não mirei em algum lugar, nem nada.”

Cleverson contou a mesma versão do irmão. “Eu não tenho nem como pedir perdão porque não vão perdoar nunca a gente. Eu estou sentindo na pela isso. Eu tenho três filhos”, argumentou.

Fonte: g1

Youtuber brasileira de 14 anos é atingida por tiro na cabeça; briga de trânsito pode ser motivação

Uma adolescente de 14 anos de Paranaguá, no Litoral do Estado, conhecida por ter um canal no Youtube, o IsaTopShow, foi baleada na cabeça nessa madrugada (14), em Pontal do Paraná. Isabelly Cristine Santos estava ao lado da mãe, dentro do carro da família, retornando para Paranaguá, quando foi atingida. As informações são da Rádio Ilha do Mel.

De acordo com a polícia, as duas tinham ido ao República Music Hall para que a jovem entrevistasse o MC Gusta, para o seu canal no YouTube. O crime aconteceu na PR-042, próximo ao Balneário de Shangrilá, por volta das 3 horas, no retorno das duas.

Assim que foi atingida, a mãe pediu socorro aos policiais militares que estavam em uma viatura. De maneira preliminar, a motivação do crime teria sido um desentendimento no trânsito. Ocupantes de um Citröen Xsara Picasso teriam efetuados os disparos de arma de fogo.

“A mãe dela contou que outro carro tirou o delas da pista, cortou a frente. Quando elas tentavam fazer o retorno, começaram a disparar do outro carro, que estava a mais ou menos 25 metros. Não sabemos se era motorista ou passageiro”, relata o advogado e amigo da família, André Tavares.

“Foram três tiros na direção da Isa e um deles acertou”, acrescenta.

Isabelly tinha 14 anos e foi atingida com um tiro na cabeça

A garota foi socorrida em um hospital de Pontal do Paraná e transferida para o Hospital Regional. No entanto, a família confirmou que Isabelly teve morte cerebral, há cerca de uma hora.

A polícia faz buscas para localizar os suspeitos e/ou o veículo utilizado. O caso já está sendo investigado pela equipe da Polícia Civil de Pontal do Paraná.

 

Filho de prefeito atira em arquiteto após briga de trânsito na Bahia

O empresário João Vitor Magalhães, 27, filho do prefeito de Sítio do Mato (Oeste da Bahia), Alfredo Magalhães (PDT), tentou matar a tiros o arquiteto Wilson Magalhães, após uma discussão de trânsito.

A tentativa de homicídio ocorreu por volta das 20h de domingo (26) em Bom Jesus da Lapa, cidade do Vale do São Francisco, onde moram o arquiteto. Wilson afirma que contra ele foram disparados ao menos sete tiros – os disparos atingiram o carro que dirigia, um GM Cruze placa OUO 4788.

O arquiteto disse à polícia que seguia por uma das avenidas da cidade, quando ultrapassou uma caminhonete Hilux branca, que trafegava lentamente em sua frente. Na Hilux, estavam João Vitor e o irmão Alfredo Magalhães de Almeida Neto, que dirigia o carro.

O arquiteto disse que os irmãos passaram a seguir o seu carro depois da ultrapassagem, próximo ao campus da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob).

Na sequência, um picape não identificada e que carregava uma lancha no reboque ultrapassou o Cruze e ficou na frente, andando devagar, enquanto a Hilux vinha atrás, com a intenção, disse o arquiteto no boletim, de causar um acidente.

A Hilux, em seguida, começou a fechar o Cruze. Ao parar em uma sinaleira, o arquiteto disse que baixou o vidro do carro e perguntou aos ocupantes da Hilux se estavam querendo provocar um acidente – João Vitor desceu do veículo e, segundo a versão da vítima, deu um soco no retrovisor do Cruze, quebrando-o.

O arquiteto passou a seguir a Hilux, que se dirigiu até o comércio da família, nas proximidades do mercado municipal. João Vitor foi até o escritório e pegou uma pistola 380 e começou a disparar.

De acordo com populares, a vítima saiu desesperado, gritando por socorro, enquanto João Vitor o perseguia, desferindo vários tiros em sua direção. Na fuga, o arquiteto atropelou Alfredo Neto, que teve escoriações leves e junto com João Vitor foram atrás da vítima, disparando tiros pela cidade.

O arquiteto fugiu em direção à delegacia local, onde conseguiu chegar mesmo com o pneu do carro furado, e prestou queixa. Fotos do carro do arquiteto mostram ao menos quatro marcas de tiros no veículo.

João Vitor se apresentou cerca de uma hora depois. Segundo o delegado Marcelo Costa Amado, João Vitor tem licença para usar arma dentro de casa, mas não comentou sobre o fato de arma ter sido usada na rua.

A pistola é licenciada, de acordo com o delegado. Amado disse que João Vitor “não foi preso em flagrante por tentativa de homicídio porque se apresentou espontaneamente à delegacia”, onde foi acompanhado do pai, o prefeito Alfredo Magalhães. O caso foi registrado como crime de ameaça.

O delegado disse que ainda está investigando o caso: “Estamos ouvindo algumas testemunhas e estudando quais são as providências cabíveis neste caso”, disse o delegado, que afirmou já ter ouvido todas as partes envolvidas.

O arquiteto Wilson Magalhães disse que foi ameaçado de morte por João Vitor na delegacia. O CORREIO procurou o advogado Cassiano Lúcio Lisboa Veríssimo, que defende João Vitor, e até a publicação desta matéria ainda não havia dado resposta.

Fonte: correio24horas

Menino de seis anos morre após ser baleado em briga de trânsito; irmã de 3 está ferida

Uma criança de seis anos morreu após ser baleada na madrugada deste domingo, 9, na zona oeste do Rio. Bryan Eduardo Mercês estava no carro com os pais em Campo Grande, quando foi atingido por disparos durante uma briga de trânsito. A irmã dele, de apenas três anos, também acabou ferida. Ela foi atingida de raspão na perna e seu quadro de saúde é estável.

O menino chegou a ser socorrido e foi encaminhado ao Hospital Rocha Faria, também na zona oeste. Ele passou por cirurgia, mas morreu no fim da tarde quando estava sendo transferido para o Hospital Albert Schweitzer.

O caso foi registrado na 35ª Delegacia de Polícia (Campo Grande), mas será encaminhado para a Delegacia de Homicídios.

Além dos irmãos baleados na madrugada, na última semana outras duas crianças foram baleadas no Grande Rio – uma delas, Vanessa dos Santos, de 11 anos, acabou morrendo.

Bala atravessou o tórax de Bryan – Reprodução

PRF que assassinou empresário em briga de trânsito vai ser julgado na justiça estadual

Os desembargadores da 3ª Câmara Criminal negaram o habeas corpus do policial rodoviário federal Ricardo Su Moon, acusado de matar o empresário Adriano Correia do Nascimento em uma briga de trânsito, no dia 31 de dezembro de 2016, para o processo tramitar na Justiça Federal.

O juiz da Primeira-Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete, já tinha negado o mesmo pedido sob alegação de que o policial não estava em serviço.

Mas a defesa do policial alegou que o acusado estava no exercício de sua função jurisdicional de PRF no momento dos fatos e agiu dentro dos limites de sua atuação, visando à manutenção da segurança e preservação da vida em via púbica.

Também ressaltou que Ricardo estava em horário de serviço, porquanto estava a caminho de seu posto de atuação “in itinere” trajando o uniforme da corporação, apesar de usar outra camiseta por cima da vestimenta da PRF.

Além disso, identificou-se como policial rodoviário, o que o qualifica para atuar em nome da instituição.

O relator da ordem, desembargador Dorival Moreira dos Santos, entendeu ser incabível à Justiça Federal processar o acusado, “uma vez que o ato foi praticado fora do exercício da função e a simples condição funcional do agente não implica que o crime a ele imputado tenha índole federal, pois não houve comprometimento de bens, serviços ou interesses da União”.

O desembargador justificou que a forma como o policial agiu não afasta a competência da Justiça Estadual para o julgamento da ação penal. O magistrado também considerou que houve falta de comprovação de que estivesse fardado e no exercício de sua função, pois, segundo os autos, o réu estava descaracterizado e não mostrou a carteira funcional às vítimas.

O Crime

O policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon é acusado atirar sete vezes contra a caminhonete onde estavam o empresário Adriano e dois passageiros. Agnaldo Espinosa da Silva, 48 anos, e o filho, de 17 anos, foram atingidos por tiros. A vítima teria chegado a pedir desculpas antes de levar os tiros.

Carro da vítima após ter sido assassinada

Adriano foi atingido em regiões vitais, perdeu o controle do veículo e bateu em um poste. Ele morreu no local. O motivo da discussão inicial teria sido uma fechada da caminhonete do empresário no carro do policial.

Conforme a investigação, o policial rodoviário seguia pela avenida Ernesto Geisel e quando passava pela rua Pimenta Bueno foi fechado pela caminhonete dirigida pelo empresário e ocupada por mais duas pessoas. Tanto as vítimas quanto o policial confirmam a fechada.

Na versão das vítimas à Polícia Civil, o empresário fechou o carro do policial ao desviar de um buraco. No entanto, a investigação concluiu que não havia buraco na rua e nem vestígio de buraco que tenha sido tapado recentemente.

Adriano foi morto pelo patrulheiro

Moon chegou a ser preso, mas foi solto no dia 1º de fevereiro, atendendo uma determinação do juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, que rejeitou uma das denúncias, a de fraude processual, e concedeu a liberdade provisória do réu, com uso de tornozeleira.

Dois menores são presos após assassinarem veterinário em briga de trânsito

Segundo delegado, eles confessaram o crime, cometido dentro da loja da vítima

Dois menores, ambos de 17 anos, foram apreendidos suspeitos de matar o veterinário Murilo Decurcio Cabral, de 27, em Ipameri, a 198 km de Goiânia. Segundo a Polícia Civil, ambos confessaram ter praticado o ato infracional depois de uma briga de trânsito em que a dupla e a vítima se envolveram.

De acordo com o delegado Diogo Andrade Ferreira, responsável pelo caso, ambos foram detidos em virtude de mandados de internação provisória expedidos pela Justiça.

O menor que atirou foi apreendido na tarde de quinta-feira (30). Ele havia ido à delegacia para se entregar – já fora do flagrante – e prestar depoimento. No entanto, não sabia da decisão judicial.

Já o comparsa, que pilotava a moto usada no homicídio, esteve na delegacia no mesmo dia, pela manhã, para ser ouvido. Porém, como a determinação do Judiciário ainda não havia sido emitida, ele foi ouvido e liberado. Após a decisão, ele foi recolhido nesta sexta-feira (31).

O atirador já foi transferido para Goiânia, enquanto o comparsa segue em Ipameri à espera de uma vaga. Ambos já têm passagens pela polícia e devem responder pelo ato infracional análogo ao crime de homicídio. Se condenados, eles podem ficar no máximo três anos internados.

Morte no pet shop

O veterinário foi morto na tarde da última terça-feira (28). Segundo a Polícia Militar, Murilo estava em um carro e fechou uma moto em um cruzamento da cidade. “Houve uma discussão. A vítima entrou em uma esquina sem dar sinal e os veículos quase bateram. Os envolvidos trocaram palavras sujas, se ofenderam. Conforme testemunhas, o motociclista ameaçou a vítima. Fez sinal de uma arma com os dedos e disse que iria matá-lo”, afirmou o major Gladstone Albernaz.

Depois da confusão, Murilo voltou para o carro e seguiu para o pet shop do qual era proprietário. Mais tarde, dois rapazes se aproximaram do estabelecimento em uma motocicleta e um deles acertou um tiro no veterinário, que chegou a ser socorrido e levado a um hospital, mas não resistiu.

Sobre imagens de câmeras de segurança que flagraram a morte do veterinário, Ferreira diz que o material ainda passa por análise. “O vídeo é muito ruim e ainda é periciado. De qualquer forma, essas imagens podem ajudar a investigação. Além disso, continuamos apurando se outras pessoas auxiliaram esses menores no caso”, concluiu.

Perícia afirma que “objetos foram plantados” em carro de empresário assassinado por policial rodoviário em briga de trânsito

Defesa de PRF envolvido na confusão alega que houve falhas em vistoria

Duas garrafas Pet e dois flambadores. Esse é o novo mistério que permeia a investigação sobre a confusão no trânsito, que causou a morte do empresário Adriano Correia do Nascimento, em 31 de dezembro de 2016 .

Por um lado, a perícia fala que eles teriam sido “plantados” na caminhonete da vítima, em Campo Grande. A defesa, por sua vez, prepara a argumentação ressaltando que a vistoria não foi realizada de maneira minuciosa e que os objetos estavam no veículo, sendo usados como forma de simular uma arma e ameaçar o agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), envolvido no acidente.

De acordo com a coordenadora do Instituto de Criminalística, Glória Suzuki, houve total isenção no trabalha da perícia. “A perita fez o exame no local, buscando os projetis, assim como a vistoria de forma minuciosa e tudo isso consta no conjunto probatório. Quando a família esteve aqui e foi no veículo, no pátio do IC, houve acompanhamento por parte dos servidores. A suspeita é que eles foram plantados entre os dias 2 e 4, após a visita da família”, afirmou a coordenadora.

Com a apreensão dos objetos, foi feita uma nova perícia. A servidora atuante nos exames também registrou boletim de ocorrência e todas as informações foram encaminhadas para conhecimento do juiz.

Ela ressalta que as garrafas plásticas “Catuaba Duelo” e “Jurubeba Duelo”, além de dois maçarico-flambadores não estavam no interior do veículo, sendo que as 270 fotos realizadas anteriormente apontam a ausência destes objetos.

Falta de segurança

Ainda conforme a denúncia da servidora, os objetos foram encontrados no dia 9 de janeiro deste ano. Até o momento, segundo o auto de investigação preliminar, os possíveis responsáveis por esta conduta não foram encontrados e a perícia alega ainda a falta de um sistema de video-monitoramento para um “controle mais efetivo do acesso de pessoas estranhas as dependências da coordenadoria”.

Justiça

As audiências para ouvir as testemunhas de defesa e acusação estão marcados para os dias 5 e 12 de abril. Por parte da defesa, a intenção é usar o “momento oportuno” para os novos fatos. O advogado criminalista Renê Siufi, que atua na defesa do agente da PRF, Ricardo Hyum Su Moon, conta que analisa “com muita calma estes fatos novos”, principalmente essa “questão da mistura da bebida alcoólica com ecstasy”, comentou em entrevista recente.

Segundo o jurista, a defesa está pedindo a comanda dos últimos 12 meses em que o empresário compareceu na boate. Nestas ocasiões, ele teria feito a “mistura de bebidas e o entorpecente. Outro ponto a ser discutido seriam os possíveis erros na reprodução simulada.

Indignação
A família do empresário, diante a tantas informações, diz estar indignada. “Ele foi brutalmente assassinado e estão encobrindo tudo isso. Nada justifica a forma como o policial agiu. E cada dia que passa é um sofrimento pior para a família, pois parece que meu tio se tornou um alcoólatra, drogado e depressivo. O cara matou, tem que pagar por isso e não é porque ele [Adriano] tinha substâncias no sangue que vai mudar a pessoa que ele era”, comentou a sobrinha Paula Barbosa Nascimento.

Ainda conforme a sobrinha, a vítima estava sempre na “correria” dos restaurantes e, nas horas vagas, estava sempre perto da família. “Nós saíamos junto com ele e não tínhamos conhecimento de ecstasy. Ele estava sempre com muito trabalho e passar por tudo isso, com as pessoas sempre querendo falar no assunto, é muito difícil”, finalizou.

Entenda o caso

O crime aconteceu às 5h40, do dia 31 de dezembro de 2016, na avenida Presidente Ernesto Geisel, esquina com a rua 26 de Agosto, região central de Campo Grande. Após uma briga de trânsito, o policial rodoviário começou a disparar contra a caminhonete de Adriano. Agnaldo Espinosa da Silva, 48 anos, e o filho, de 17 anos, também estavam na caminhonete, que foi atingida por cerca de sete tiros.

A vítima foi atingida em regiões vitais, perdeu o controle do veículo e bateu em um poste. Ele morreu no local. O suspeito estava sozinho no carro. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, sendo que isolaram a pista para os trabalhos da perícia e Polícia Civil.

Agente que atirou em menino responderá por tripla tentativa de homicídio

Agente que atirou em menino responderá por tripla tentativa de homicídio

Silvio Moreira Rosa está preso na Divisão Estadual de Investigações de Homicídios, em Goiânia (GO), por disparar contra um carro e atingir o coração de uma criança de 6 anos.

O agente da Polícia Civil do Distrito Federal Silvio Moreira Rosa, 54 anos, será indiciado por tripla tentativa de homicídio por motivo fútil. Quem afirma é o titular da Delegacia de Águas Lindas (GO), Danilo Victor Nunes de Souza. Silvio está preso na Divisão Estadual de Investigações de Homicídios, em Goiânia (GO), por disparar contra um carro e atingir o coração de uma criança de 6 anos que estava na cadeirinha no banco de trás do veículo.

O menino passou por uma cirurgia na madrugada de sábado e está internado no Hospital Santa Helena, na Asa Norte, em estado grave e coma induzido. Para Danilo, ao atirar contra o carro em que a criança estava, o policial tinha a intenção de matar, motivada por um motivo banal: uma freada no trânsito.

O indiciamento pode mudar caso o menino não sobreviva. Danilo explica que o inquérito está “praticamente concluído”. Ele espera o fim do recesso forense para que um juiz analise as provas e os depoimentos e emita uma decisão sobre a prisão em flagrante. Se ele aceitar, Silvio continuará preso. Se negar, o policial civil do DF pode deixar a prisão na capital goiana, possivelmente, monitorado por uma pulseira eletrônica. “O juiz pode indeferir o flagrante e pedir outra medida cautelar, mas acho pouco provável que ele seja solto.

Ele já tem passagens anteriores por ameaça, injúria. Chegou a ser expulso da polícia civil, passou três anos desligado. Só com as declarações do pai e das testemunhas, montamos um cenário forte o suficiente para autuá-lo em flagrante. Agora, é aguardar a homologação da Justiça”, declarou.

Argumento frágil

O delegado também falou sobre o depoimento do policial civil brasiliense. “No interrogatório formal, ele quis se manter em silêncio. Mas, quando foi detido, afirmou aos policiais e à imprensa que pensou se tratar de um assalto. As testemunhas que estavam com ele no carro relataram que, após atingir o garoto, ele usou a mesma justificativa para elas”, contou.

Para Danilo, no entanto, o argumento é fraco e não se sustenta. Ele considerou a atitude de Silvio “desproporcional” e afirmou que um policial que transporta outras pessoas dificilmente perseguiria um veículo após uma tentativa de assalto, colocando os passageiros em risco.

“Quando uma pessoa é assaltada, ela dificilmente persegue o algoz. Ainda mais sendo um policial que transportava outros passageiros. Não seria razoável, nem se o argumento fosse verdadeiro”, explica. “Perguntamos se, em algum momento, ele viu o rapaz sacar alguma arma. A resposta foi negativa. O pai da criança e o policial nem sequer trocaram uma palavra. Ele teria se sentido contrariado pelo fato de o rapaz ter freado o veículo na frente dele”, concluiu o delegado.

A Corregedoria Geral da Polícia Civil do DF pediu uma cópia do auto de prisão em flagrante da corporação goiana. Segundo nota divulgada pela força de segurança brasiliense, técnicos farão uma análise do fato no aspecto disciplinar. “Após análise e instauração do processo, será adotada a punição administrativa cabível”, garante.

Fonte: correiobraziliense