Cabral pagou, em dinheiro, R$ 2,3 milhões por voos de helicóptero e avião, diz MPF

Sérgio Cabral será transferido para prisão especial no Rio em março

Gastos constam de planilha que detalha movimentação financeira do grupo. Procuradores ainda tentam identificar mais de mil pagamentos feitos em dinheiro por pessoas ligadas ao ex-governador.

Nove meses após deixar o governo do Rio, em janeiro de 2015, o ex-governador Sérgio Cabral pagou, em dinheiro, por várias viagens de helicóptero até Mangaratiba, na Região Sul do Estado do Rio, e de lá para o Palácio Guanabara ou para o aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio. As informações constam na denúncia do Ministério Público Federal (MPF) apresentada e aceita pela Justiça Federal nesta terça-feira (14). Para procuradores do MPF no Rio, a prática foi uma das formas de Cabral e de seu grupo “lavar” dinheiro.

De acordo com a denúncia, acatada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, o ex-governador pagou R$ 2,3 milhões com fretes de helicópteros, emissão de passagens aéreas e serviços de embarque e desembarque.

A denúncia desta terça indica que Cabral praticou 184 crimes. Ele já era réu em outros três processos em desdobramentos da Lava Jato: um na 13ª Vara de Curitiba, com o juiz Sérgio Moro, e em dois processos na 7ª Vara Federal Criminal do Rio, com Bretas.

Desde o ano passado, procuradores da Lava Jato no Rio tentam identificar codinomes que constam de uma planilha apresentada pelos irmãos Renato e Marcelo Chebar, delatores da Lava Jato. Um dos nomes, “Pierre”, chamou a atenção. Ele era citado em 19 ocasiões.

Pierre Cantelmo Areas foi identificado e confirmou em depoimento na Procuradoria da República, no Rio, ter prestado os serviços de intermediação de voos, compra de passagem e taxas embarque e desembarque para Cabral entre 2004 e 2015.

Em depoimento ao MPF, Areas confirmou que recebia os pagamentos sempre em espécie ou com depósitos em dinheiro em sua conta. Os pagamentos eram feitos sempre por Carlos Miranda ou por Luiz Carlos Bezerra. Ambos estão presos e são apontados como operadores do ex-governador.

Os procuradores querem agora descobrir se Cabral fez todas as viagens ou se pagou voos para outras pessoas. Também querem entender por que algumas das viagens tinham como destino o Palácio Guanabara, sede do governo do Rio.

Denúncia aponta gastos de Adriana Ancelmo e Cabral com viagens (Foto: Reprodução)
                                     Denúncia aponta gastos de Adriana Ancelmo e Cabral com viagens (Foto: Reprodução)

Ainda se descobriu que entre agosto e novembro de 2014, Sérgio Cabral e sua mulher, Adriana Ancelmo gastaram R$ 287,5 mil em passagens aéreas para o exterior. A prática é a mesma: os pagamentos das passagens foram em dinheiro.

“A análise dessa planilha ainda pode nos revelar muitas coisas. O grupo criou uma espécie de instituição financeira paralela que fornecia dinheiro à quadrilha. Conseguimos identificar 170 itens, ou seja, pagamentos e a entrada de dinheiro na contabilidade. Ainda faltam 1.330 movimentações que estão sob análise”, afirmou o procurador da República Sérgio Luiz Pinel.

De acordo com a denúncia, o ex-governador usava dinheiro de propina para realizar os pagamentos de suas contas pessoais. Assim, tentaria dissimular os ganhos obtidos de forma irregular.

Nas análises feitas na planilha que ficavam em poder dos irmãos Chebar, responsáveis por liberar o dinheiro que ficava guardado numa sala em Ipanema, Zona Sul do Rio, constam liberações de dinheiro para Carlos Miranda identificado como “menor” ou “amigo”.

Entre 7 de agosto de 2014 e 24 de março de 2015 isso aconteceu em 48 oportunidades. Carlos Miranda movimentou neste período R$ 362.916,33, uma média de R$ 50 mil mensais para pagamentos de contas pessoais.

Outro citado na planilha e já é identificado é “novato”, apelido dado pelo grupo a Carlos Bezerra. Em 30 oportunidades, de acordo com os procuradores, ele movimentou R$ 5,2 milhões. Desse total, Carlos Bezerra recebeu em 27 oportunidades R$ 4,8 milhões dos irmãos Chebar.

Em apenas três casos, o operador entregou dinheiro (R$ 380 mil) à dupla responsável por gerir a propina obtida pela quadrilha, de acordo com o MPF.

“Que ‘Novato’ refere-se ao apelido que os colaboradores colocaram em Bezerra; que Bezerra foi apresentado ao colaborador (Renato Chebar) por Carlos Miranda em meados de 2013/2014 – daí o codinome ‘novato'”, informa a denúncia do MPF.

Depoimentos de executivos da Carioca Engenharia relatam que Luiz Carlos Bezerra foi aos poucos assumindo o lugar de Carlos Miranda no grupo.

“À medida que novas pessoas sejam identificadas não descartamos novas denúncias. Nessa fase detalhamos pessoas que ocultaram, dissimularam a origem e a natureza dos recursos ilícitos”, diz o procurador Sérgio Luiz Pinel.

Os advogados do ex-governador Cabral não irão comentar a denúncia. Os representantes de Carlos Miranda e de Luiz Carlos Bezerra não foram encontrados até a última atualização desta reportagem para falar sobre o caso.

Fonte: g1.com

MPF denuncia Sérgio Cabral por mais 184 crimes de lavagem de dinheiro

Cabral recebia 'prêmios' por reajustes em tarifas de ônibus, aponta MPF

Ex-governador do Rio está preso e já é réu por outros crimes relacionados à Operação Lava Jato no Rio. Além de Cabral, outros 11 foram denunciados.

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ) denunciou à 7ª Vara Federal o ex-governador Sérgio Cabral por 184 crimes de lavagem de dinheiro. Os fatos apresentados na denúncia são resultantes da Operação Eficiência, realizada no escopo das investigações da Força-Tarefa da Lava Jato no Rio. O ex-governador já é réu na mesma operação, por um crime de evasão de divisas, dois de lavagem de dinheiro e dois de corrupção.

Além de Cabral, também foram denunciados por crimes de lavagem de dinheiro: Carlos Miranda (147 crimes), Carlos Bezerra (97 crimes), Sérgio Castro de Oliveira (6 crimes), Ary Ferreira da Costa Filho (2 crimes), Adriana Ancelmo (7 crimes), Thiago de Aragão Gonçalves (7 crimes), Francisco de Assis Neto (29 crimes), Álvaro José Galliez Novis (32 crimes).

Sérgio de Oliveira, Thiago de Aragão, Francisco de Assis e Álvaro Novis foram denunciados por integrarem a organização criminosa liderada pelo ex-governador.

Cabral está preso desde novembro, quando foi deflagrada a Operação Calicute, também desdobrada da Lava Jato. Na segunda-feira, ele passou mal no Complexo Penitenciário de Gericinó e foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dr. Hamilton Agostinho de Castro Vieira, localizada no complexo. Após realização de exames, foi liberado e voltou à cela. A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) informou que Cabral passa bem.

Na denúncia foram narrados ainda fatos criminosos de dois colaboradores, doleiros que faziam parte da organização como operadores financeiros. Os nomes não foram divulgados.

R$ 4 milhões por mês

Segundo a denúncia, os doleiros recebiam dos demais denunciados dinheiro em espécie oriundo dos crimes de corrupção praticados, “custodiavam tais recursos em seu escritório e os distribuíam posteriormente para pagamentos de despesas em favor dos membros do grupo criminoso”.

Os colaboradores entregaram ao MPF uma planilha de controle de caixa, que detalhava onde o dinheiro era utilizado. De 1º de agosto de 2014 a 10 de junho de 2015, foram gastos R$ 39.757.947,69 – média de cerca R$ 4 milhões por mês.

De acordo com o procuradores, as provas reunidas nas operações Calicute e Eficiência comprovaram que a organização criminosa chefiada por Cabral promoveu a lavagem de ativos, no Brasil, por sete principais formas:

– pagamento de despesas pessoais de Cabral e familiares

– pagamento de despesas pessoais de Carlos Miranda e familiares

– movimentação de recursos ilícitos para Carlos Bezerra

– distribuição de recursos ilícitos para Sérgio de Oliveira

– envio de valores ilícitos para Thiago Aragão

– envio de valores ilícitos para Francisco de Assis Neto

– entrega de valores ilícitos por Álvaro Novis aos colaboradores

Segundo os procuradores da República Leonardo Cardoso de Freitas, José Augusto Vagos, Eduardo El Hage, Renato Silva de Oliveira, Rodrigo Timóteo, Rafael Barretto, Sérgio Pinel, Jessé Ambrósio Junior e Lauro Coelho Júnior, que assinam a denúncia, “o vultuoso volume de recursos obtidos em razão dos crimes praticados pelo grupo criminoso exigia uma forte estrutura destinada à movimentação e lavagem do dinheiro da propina”.

Fonte: g1.com

Cabral passa mal e é atendido em UPA em prisão no Rio

Sérgio Cabral será transferido para prisão especial no Rio em março

Ex-governador está preso em Bangu desde novembro passado; de acordo com secretaria, ele foi submetido a exames.

O ex-governador Sérgio Cabral passou mal na manhã de segunda-feira, 13, e precisou ser atendido na unidade médica do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio, onde está preso.

De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Cabral foi atendido no ambulatório da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira e, depois, encaminhado a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que fica dentro complexo, para fazer exames.

Após ser atendido, Cabral retornou para a unidade prisional e, segundo a secretaria, passa bem. Não foram divulgados detalhes sobre o motivo do mal-estar do ex-governador.

Transferência. O Ministério Público do Rio tenta barrar a transferência do ex-governador, preso há quase três meses em Bangu, para o antigo Batalhão Especial Prisional (BEP) de Benfica, na zona norte, onde está sendo construída uma ala para presos da Lava Jato.

O presídio está desativado desde 2015 e, segundo revelou o Fantástico, da TV Globo, no domingo, 12, vem sendo reformado para abrigar presos com curso superior, como o ex-governador.

Quando em funcionamento, o BEP abrigava policiais militares que aguardavam julgamento. A unidade foi fechada depois que uma juíza foi agredida a pauladas durante uma inspeção-surpresa. Na ocasião, foram descobertas regalias que os presos tinham, como móveis, eletrodomésticos e celulares. Eles tinham acesso até a carne para churrasco e cerveja.

Ao Fantástico, o secretário de Administração Penitenciária, coronel Erir Ribeiro, negou que Cabral vá obter privilégios no BEP. A promotora Valéria Videira, responsável pela fiscalização de penitenciárias, disse que o MP vai tentar impedir a transferência. “A falta de fiscalização e a vulnerabilidade do local vão propiciar o ingresso de mordomias e vantagens que hoje não estão ocorrendo (em Bangu)”, ela afirmou.

Fonte: oestadão.com

 

Em e-mail, Cabral disse que Eike era ‘acima de tudo, bom ser humano’

Em e-mail, Cabral disse que Eike era 'acima de tudo, bom ser humano'

Na troca de mensagens, homem apontado como laranja do ex-governador afirmou que empresário estava com saudades do peemedebista.

Na denúncia da Operação Eficiência, o Ministério Público Federal (MPF) reproduz um e-mail entre o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e Paulo Fernando Magalhães Pinto, que é apontado como laranja do peemedebista, em que os dois falam sobre o empresário Eike Batista.

A troca de mensagens, cujo assunto é “Eike amigo”, é de julho de 2009. Paulo Fernando escreveu: “Boa noite Gov, o Eike pede para te dizer que, independentemente da parceria de vocês profissional, hoje ele te ve como um verdadeiro amigo, essa viagem os aproximou muito, e ele já está saudades”.

Cabral, por sua vez, respondeu: “E ele é, acima de tudo, bom ser humano”.

Para o MPF, “já em meados do ano de 2009 o governador e o empresário se aproximaram mais intimamente em prol dos seus interesses inconfessáveis, inclusive tendo viajado juntos, parceria esta consolidada no ano seguinte com o pedido de propina” de US$ 18 milhões. Desse valor, foram pagos US$ 16,5 milhões, conforme apontam os procuradores da força-tarefa da Lava-Jato no Rio.

A denúncia oferecida nesta sexta-feira pelo MPF no âmbito da Operação Eficiência, um desdobramento da Lava-Jato no Rio, prevê pena de até 44 anos para o empresário Eike Batista pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Já Cabral foi denunciado duas vezes por corrupção passiva, duas por lavagem de dinheiro e uma por evasão de divisas. Assim, poderia pegar entre 12 e 50 anos de prisão, caso seja condenado por todos os crimes.

– Um dos empresários mais poderosos pagou US$ 16,5 milhões ao governador do estado. Isso é crime de corrupção. O senhor Eike Batista tinha diversos interesses no Rio que dependiam do governador do estado. Ele não poderia dar de presente US$ 16,5 milhões ao governador e nem o governador poderia ter aceitado. O crime de corrupção está configurado – afirmou o procurador Leonardo Freitas.

Paulo Fernando foi preso durante a Operação Calicute, em novembro do ano passado, mas foi para a prisão domiciliar em janeiro deste ano por determinação do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, após pedido da defesa que alegou que, diante das notícias de que o cliente faria delação premiada, ele corria risco ao estar preso com outros envolvidos no susposto esquema.

Fonte: oglobo

MPF-RJ pede pena superior a 40 anos de prisão para Eike Batista e Sérgio Cabral

Em e-mail, Cabral disse que Eike era 'acima de tudo, bom ser humano'

Ministério Público diz que mulher de Cabral recebeu R$ 1 milhão de Eike em contrato falso. Propina foi paga pela EBX ao escritório de Adriana Ancelmo.

O ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro denunciou o ex-governador do Rio Sérgio Cabral e o empresário Eike Batista nesta sexta (10) e pediu pena superior a 40 anos para ambos. Segundo os procuradores, a pena de Eike Batista pode chegar a 44 anos e a de Cabral a 50, caso eles sejam condenados em todos crimes que respondem. Além deles, outras sete pessoas foram denunciadas nesta sexta.

Eike responde a dois crimes de corrupção ativa e um de lavagem de dinheiro. Já Cabral responde por dois atos de corrupção passiva, dois de lavagem de dinheiro, além de um de evasão de divisas e outro de organização criminosa. A legislação brasileira porém limita o cumprimento de pena a 30 anos.

Cabral, a mulher Adriana Ancelmo, Wilson Carlos e Carlos Miranda foram denunciados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Eike Batista e Flávio Godinho, por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Luiz Arthur Andrade Correia, Renato Chebar e Marcelo Chebar, por lavagem de dinheiro. Cabral e os irmãos Chebar também foram denunciados por evasão de divisas , por manterem recursos não declarados no exterior.

Mulher de Cabral recebeu R$ 1 milhão em propina

A denúncia do MPF é decorrente das operações Eficiência e Calicute e apontam que Adriana Ancelmo, ex-primeira-dama do Rio e mulher de Sergio Cabral, recebeu R$ 1 milhão através de seu escritório de advocacia em forma de propina. O pagamento foi feito pela EBX, uma das firmas do conglomerado do empresário.

Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, com trajes de interna do sistema penitenciário (Foto: Reprodução Whatsapp)
Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, com trajes de interna do sistema penitenciário (Foto: Reprodução Whatsapp)

De acordo com os procuradores, ainda não é possível afirmar para que obras estes valores foram pagos. “Não estamos vinculando o pagamento de propina a um empreendimento específico. Havia uma série de interesses do empresário no Estado, então esse pagamento de propina era para comprar apoio e atos decisórios do governo que poderiam beneficiar interesses da EBX”, diz o procurador Rafael Barreto.

O pagamento foi feito através de transferência bancária e, segundo os investigadores, advogados que trabalhavam no escritório há anos disseram que jamais haviam prestado serviço para a empresa.

Em operação de busca e apreensão também não foram encontrados documentos relativos a empresa de Eike, segundo o Ministério Público Federal do Rio.

Fonte: g1.com

A denúncia da Procuradoria contra Cabral, Eike e mais sete

Em e-mail, Cabral disse que Eike era 'acima de tudo, bom ser humano'

Nove procuradores da República acusam o ex-governador e o empresário por corrupção e lavagem de dinheiro.

Na denúncia contra o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) e o empresário Eike Batista – acusados por corrupção e lavagem de dinheiro -, divulgada nesta sexta-feira, 10, a Procuradoria da República revela detalhes da conduta do peemedebista e de seu parceiro.

Sobre Eike, os nove procuradores que subscrevem a denúncia descrevem ‘sua contemporânea disposição de ludibriar os órgãos estatais de investigação’. “Uma prática que tem se mostrado comum ao mesmo, que é a de simular atos jurídicos formalmente perfeitos para dar foros de legalidade a operações que, em verdade, traduzem pagamento de propina e lavagem de dinheiro.”

Sobre o ex-governador. “Tinha o poder de praticar atos de ofício para beneficiar o empresário em seus empreendimentos no Estado, sendo efetivamente paga por Eike Batista em janeiro de 2013 a propina solicitada em contraprestação à influência a ser exercida pelo então governador do Estado do Rio de Janeiro quanto aos interesses privados das empresas do grupo X.”

Cabral foi preso na Operação Calicute em novembro de 2016. Eike foi preso há duas semanas na Operação Eficiência. A Polícia Federal e a Procuradoria sustentam que Eike pagou US$ 16,5 milhões (R$ 51,9 milhões) em propinas para o ex-governador.

São nove os denunciados pela Procuradoria. Além de Cabral e Eike, são acusados antigos aliados do peemedebista – Flávio Godinho, Luiz Arthur Andrade Correia, o ‘Zartha’, Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho, Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, Adriana de Lourdes Ancelmo – mulher de Cabral – e os doleiros delatores da Eficiência Renato Hasson Chebar e seu irmão Marcelo Hasson Chebar.

Fonte: O Estadão

PF aponta indícios de pagamento de propina a Pezão

PF aponta indícios de pagamento de propina a Pezão

O nome do governador consta em anotações encontradas durante busca e apreensão na casa de Luiz Carlos Bezerra, apontado como um dos operadores de Cabral.

A Polícia Federal apontou em relatório desta quinta-feira indícios de que o governador do Rio Luiz Fernando Pezão (PMDB) recebeu propina do esquema que, segundo o Ministério Público Federal (MPF), era comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). O nome do governador consta em anotações encontradas durante busca e apreensão na casa de Luiz Carlos Bezerra, apontado como um dos operadores de Cabral. No relatório, encaminhado à 7ª Vara Federal Criminal do Rio, a PF sugere o envio das informações ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), já que Pezão tem foro privilegiado.

De acordo com a PF, Pezão estaria ligado repasses de propina de R$ 140 mil e um outro de R$ 50 mil. O GLOBO fez contato com a assessoria do governador e aguarda resposta.

“Apesar de ainda não terminada a análise do material (outras pessoas recebedoras de valores estão sendo identificadas), é certo que foi identificado como recebedor de valores o Sr. Luiz Fernando Pezão, governador do estado do Rio de Janeiro (ainda que nesse momento haja decisão do TSE pelo seu afastamento) sendo necessário que, salvo melhor juízo, Vossa Excelência, após parecer ministerial, possa submeter tais itens ao foro competente (STJ) para proceder a investigação em face do mesmo”, aponta o documento da PF.

Fonte: oglobo.com

Eike e outros investigados de ligação com Cabral depõem hoje na Polícia Federal

Inquérito da operação Eficiência foi concluído e deve ser enviado à Justiça, diz PF.

Investigados pelo Ministério Público Federal nas operações Eficiência e Calicute devem prestar novo depoimento na manhã desta quarta-feira (8), na sede da Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro. Entre os depoentes esperados pelos policiais está o empresário Eike Batista, preso preventivamente em 30 de janeiro.

O depoimento será o segundo prestado na PF pelo empresário, que está na penitenciária Bandeira Stampa (Bangu 9). No primeiro depoimento, Eike ficou em silêncio e se reservou o direito de falar somente em juízo.

As operações Eficiência e Calicute são resultado de investigações que tiveram início com a força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro e resultaram em dois pedidos de prisão contra o ex-governador Sérgio Cabral.

Entre as pessoas detidas nas duas operações estão a ex-primeira dama Adriana Ancelmo, o ex-secretário de obras Hudson Braga, o empresário e ex-vice-presidente do Flamengo Flávio Godinho e o publicitário Francisco de Assis Neto – detido na semana passada.

Cabral é acusado de chefiar uma quadrilha que cobrava propinas para garantir vantagens a empresários. Apenas de Eike Batista, o grupo teria recebido US$ 16,5 milhões.

Inquérito concluído

O inquérito que investiga os crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva e ativa na Operação Eficiência foi concluído ontem (7) pela Polícia Federal, segundo comunicado enviado à imprensa na manhã de hoje. O material produzido será encaminhado à Justiça, com o indiciamento de doze pessoas.

Fonte: r7.com

Polícia prende na Via Dutra operador de Cabral suspeito de lavagem de dinheiro

Polícia prende na Via Dutra operador de Cabral suspeito de lavagem de dinheiro

Ary Ferreira da Costa era assessor do ex-governador do Rio e teve a prisão decretada na operação Mascate, desdobramento da Lava Jato. Advogado nega os crimes.

As polícias Federal e Rodoviária Federal prenderam, por volta das 13h20 desta quinta-feira (2), Ary Ferreira da Costa, um dos principais suspeitos de operar um esquema criminoso de lavagem de dinheiro, como mostrou o Jornal Hoje. Ary era assessor do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, do PMDB, e teve a prisão decretada a pedido do Ministério Público Federal (MPF) na operação Mascate, desdobramento da Lava Jato.

Ary estava de bermuda e chinelos, num carro, acompanhado de uma mulher, numa Pajero, e foi parado na Via Dutra, na altura da Pavuna, Zona Norte do Rio. Ele vai ser levado para a sede da Polícia Federal, depois de uma longa manhã de buscas em endereços onde ele poderia estar.

Por volta das 13h, policiais rodoviários federais receberam informação da Polícia Federal sobre o veículo em que Ary, de 55 anos, poderia estar trafegando. Os agentes da PRF montaram pontos de fiscalização ao longo da rodovia e conseguiram abordar o foragido, na pista sentido Rio. Ele estava acompanhado de uma mulher, numa Pajero, e não ofereceu resistência no momento da abordagem.

O advogado de Ary da Costa Silva negou envolvimento do cliente no esquema e disse que ele iria se entregar à tarde. Segundo Júlio Leitão, Ary estava de férias com a família e ficou surpreso com as acusações. Outra advogado, Marco Aurélio Asseff, disse que Ary estava em Miguel Pereira e iria se apresentar. Depois da prisão, agentes da PF buscaram Ary com os policiais rodoviários e seguiram para Miguel Pereira, para uma operação de busca e apreensão na casa dele lá.

Pela manhã, o novo alvo da Lava Jato foi procurado em condomínios de luxo na orla da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Os policiais federais chegaram a chamar um chaveiro para abrir a porta em um dos endereços. Ary não estava e, pelo telefone, prometeu se entregar.

Operador do esquema de Cabral entra na lista da Interpol

Sérgio Cabral será transferido para prisão especial no Rio em março

Francisco de Assis Neto, o Kiko, está foragido.

A Polícia Federal incluiu Francisco de Assis Neto, o Kiko, na difusão vermelha da Interpol. Alvo de um dos mandados de prisão da Operação Eficiência, a exemplo de Eike Batista, ele está viajando para o exterior e, a partir de agora, é considerado foragido da Justiça brasileira.

De acordo com a investigação, Kiko é um dos operadores do esquema de arrecadação de propina de Sérgio Cabral.

Fonte: blog.radaronline