Polícia Federal indicia ex-prefeito Fernando Haddad por caixa dois

PF pediu condução coercitiva de Haddad e sua ex-vice. Justiça negou

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) foi indiciado por falsidade ideológica eleitoral pela Polícia Federal. Também foram indiciados o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto e mais cinco.

A informação foi confirmada pela PF e a ação diz respeito à apuração de crimes eleitorais e lavagem de dinheiro relacionadas à campanha de 2012 do petista.

A PF indiciou Vaccari pelos crimes de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, além de associação criminosa.

O relatório de indiciamento do petista, Vaccari e outros investigados foi enviado à Justiça Eleitoral de São Paulo na semana passada. O inquérito foi aberto no dia 25 de novembro, depois da delação do empreiteiro da UTC Ricardo Pessoa.

Ele tinha dito que recebeu um pedido de Vaccari para o pagamento “de uma dívida de campanha do então candidato a prefeito de São Paulo Fernando Haddad relativa ao pleito de 2012”. Os valores, então, deveriam ser pagos a uma gráfica que pertence a “Chicão”. 

A campanha de Haddad foi alvo da Operação Cifra Oculta, um desdobramento da Operação Lava Jato. Naquela conjuntura, os investigadores pediram a condução coercitiva do petista, mas a Justiça negou.

R7

MP pede bloqueio de bens de Kassab por caixa dois em campanha

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu nesta terça-feira o bloqueio dos bens do ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, pelo recebimento de R$ 21,5 milhões da Odebrecht como caixa dois de campanha, em 2008, quando era prefeito de São Paulo e candidato à reeleição.

Após a Odebrecht e a Prefeitura de São Paulo assinarem termos de autocomposição, previstos em lei aprovada em 2015, a empresa se comprometeu a pagar multas fixadas pelo MP em quatro ações de improbidade propostas. A primeira delas trata dos valores pagos ao ex-prefeito e, consequentemente, da devolução do dinheiro ao cofre municipal.

O promotor do Patrimônio Público e Social, Silvio Marques, disse que a causa envolvendo Kassab gira em torno de R$ 85 milhões, cerca de quatro vezes o valor recebido via caixa dois.

— A devolução do valor de R$ 21,5 milhões e o valor total da causa é de R$ 85 milhões, por conta da multa por improbidade administrativa, porque a ação foi proposta contra o ex-prefeito e contra a Odebrecht. Com relação à Odebrecht, como não houve prejuízo ao patrimônio público, o que nós fixamos foi a multa exatamente do valor que ele recebeu a título de caixa dois. Ou seja, R$ 21,5 milhões corrigidos desde o dia do pagamento, que começou em 2008. Aquilo que a empresa pagou, ela vai pagar de novo porque não houve prejuízo ao patrimônio público — afirmou.

Segundo depoimento de Benedito Junior, que comandava o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como “departamento da propina”, Kassab procurou a companhia em 2008 pedindo contribuição para a sua campanha de reeleição.

— No segundo semestre de 2008, a empresa entregou aproximadamente R$ 3,4 milhões de reais, sem declarar obviamente porque se tratava de caixa dois, ao ex-prefeito. Depois, no final de 2012, final do mandato, a Odebrecht, por meio do Benedito Junior, se comprometeu a pagar mais valores para as campanhas do ex-prefeito e do próprio partido dele (PSD), que havia sido fundado um ano antes, em 2011 — disse Marques.

Kassab, segundo Benedito Junior, recebeu outros R$ 17,9 milhões entre 2013 e 2014 divididos em parcelas, registradas no Drousys, sistema de informática usado no “departamento da propina” da Odebrecht. A documentação foi entregue pela empresa ao Ministério Público.

Em nota, a defesa do ministro disse que “recebe com estranhamento o ajuizamento de ação às vésperas de recesso judicial”, mas “aguarda com serenidade os argumentos utilizados pelo Ministério Público para demonstrar a legalidade de todos os atos de sua gestão, como tem acontecido em outras situações”.

Fonte: oglobo

Cabral pede desculpas a população do RJ ‘pelo uso de caixa 2 e de sobra de caixa 2’

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral pediu desculpas a população do estado nesta quinta-feira (14), durante audiência na Justiça Federal, no Centro do Rio. Cabral pediu desculpas especificamente por ter usado caixa 2.

“Peço desculpas à população por ter feito uso de caixa dois, e de sobra de caixa dois”. Em audiências anteriores ele já tinha admitido ter usado esse tipo de recurso, mas nunca pediu desculpas. O ex-governador nega ter pedido propina a empresas, como sustentam o MPF e delatores.

“Tive uma vida muito além dos meus dinheiros lícitos”, afirmou.

O ex-governador e seus ex-secretários Hudson Braga (Obras) e Wilson Carlos (Governo) são ouvidos nesta quinta em um processo que os acusa de desvios de R$ 47 milhões em obras como o PAC Favelas, Arco Metropolitano e Linha 4 do Metrô, em cima da delação de funcionários da Carioca Engenharia.

“Afirmo ao senhor que fiz consumo pessoal desses recursos (de caixa dois) e afirmo que fiz muito uso nas campanhas eleitorais minhas e de outros”, acrescentou o governador, enquanto interrogado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal.

Questionado pelo juiz se teria como provar que gastou esse dinheiro em campanhas, Cabral respondeu: “Isso implicaria citar companheiros meus de todas lutas políticas que realizamos ao longo dessa jornada”.

Cabral voltou a negar que tenha tratado de propina com Julio Lopes, ex-secretário de transportes, e hoje deputado federal. Também negou a cobrança da chamada “taxa de oxigênio”, que seria 1% do valor de obras e classificou as planilhas de Luiz Carlos Bezerra, seu operador, que indicavam apelidos e distribuição de propinas, como “planilhas de bêbado”.

O juiz questionou se não seria “coincidência terrível” Cabral ser citado por tantas pessoas no processo como beneficiário de propina. “Não é coincidência não. Todos que apontaram o dedo para mim tiveram benefício.”

Só tem um caminho, apontar o dedo para (Sérgio) Cabral. Cadê as provas?”, questionou.

No fim do discurso, mais uma vez Cabral e Bretas brincaram sobre o Flamengo. Cabral disse o juiz que “torceu à beça” pelo Flamengo para que o Vasco fosse para a Libertadores direto. “Não consigo acreditar nesta informação”, respondeu o juiz. “Mentir aqui é um problema”, completou.

Fonte: g1

Picciani admite ter vendido gado para empresa suspeita de caixa 2

O presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani (PMDB-RJ), admitiu em depoimento à Polícia Federal ter vendido gado para uma empresa controlada pela Carioca Engenharia. Uma executiva da construtora afirmou, no ano passado, que a transação foi realizada para maquiar suposto pagamento de caixa 2 ao peemedebista no total de R$ 1 milhão.

O deputado foi ouvido pela PF dia 14 de novembro, mesmo dia em que foi alvo da Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato. Picciani confirmou que fez duas operações de venda de gado da Agrobilara, empresa que pertence à sua família, à empresa Zi Blue, controlada pela empreiteira Carioca.

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou Picciani e seu colegas de partido Paulo Melo e Edson Albertassi, também deputados da Alerj, e outros 16 investigados no início deste mês por corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Picciani nega que tenha feito caixa 2 com superfaturamento de gado. Ele e os outros dois deputados chegaram a ser presos, mas foram soltos após a Alerj votar pela libertação dos parlamentares – em seguida, foram presos novamente por decisão do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2).

No acordo de leniência fechado com o MPF em 2016, a matemática Tania Maria Silva Fontenelle, que foi diretora financeira da Carioca Engenharia, disse ter comprado “vacas superfaturadas” da empresa da família de Picciani. Na versão dela, o caixa 2 foi gerado por meio da compra de animais. “(As vacas) foram efetivamente entregues, porém parte do valor pago foi devolvida em espécie à Carioca Engenharia”, afirmou ela à época.

No depoimento de Picciani, a PF questionou o parlamentar sobre a venda de cabeças de gado para a Zi Blue em meados de 2012 e em 2013. Segundo o peemedebista, Ricardo Pernambuco, um dos controladores da Carioca, “tem muito conhecimento (50 anos) na área de criação de nelores”.

Segundo o relatório do depoimento, Picciani admitiu “ter havido duas aquisições, nos anos de 2012/2013, pela empresa Zi Blue, de 160 cabeças de gado da empresa Agrobilara”. Ele ainda confirmou ter participado “diretamente” da negociação.

“Pela experiência, Ricardo escolheu boas matrizes genéticas; que após a escolha, foi fixado o valor da negociação, sendo paga em 10 parcelas a aquisição realizada em 2012, e a de 2013, também sendo paga em 10 parcelas”, disse Picciani.

Vacas
Segundo o Ministério Público Federal, as operações de compra e venda de 160 vacas, efetuadas entre a Agrobilara e a Zi Blue, entre 2012 e 2013, tiveram pagamentos efetuados no período de 25 de maio de 2012 a 6 de janeiro de 2014, no montante de R$ 3,5 milhões. Os procuradores afirmam que o negócio gerou a devolução em espécie de R$ 1 milhão para a Carioca.

Picciani descreveu à Polícia Federal as atividades da Agrobilara. O peemedebista afirmou que se trata de uma empresa de participações que “tem como atividade principal, a agropecuária, mas também arrenda imóveis para o plantio de soja e cana, bem como participa de outras empresas como cotistas ou acionistas”.

Segundo Picciani, a Agrobilara possui fazendas e imóveis. Uma das fazenda fica no município de São Félix do Araguaia, em Mato Grosso, e está arrendada para plantio de soja. Outras duas fazendas e uma chácara são em Uberaba, em Minas, onde está o criatório e os animais. A empresa, ainda de acordo com o parlamentar, em uma pequena propriedade na cidade de Veríssimo, em Minas, e uma fazenda pequena, na cidade de Rio das Flores, no Rio. Todos esses imóveis estão em nome da pessoa jurídica Agrobilara, disse Picciani.

O presidente licenciado da Alerj disse à Polícia Federal que sua fonte de renda é composta por seu salário como deputado estadual, uma aposentadoria, além de pró-labore e distribuição dos lucros da Agrobilara. Picciani disse que não tem “negócios, bens ou contas no exterior”.

À PF, o deputado relatou ter negociado gado com o ex-presidente do Tribunal de Contas do Rio Jonas Lopes. Picciani disse que “entabulou negócio entre Jonas Lopes e a Agrobilara”.

Em delação premiada, Lopes disse que ajustou com Picciani o subfaturamento da operação para comprar gado. A PF o questionou se teria negociado com Jonas Lopes a devolução de parte do valor do negócio em uma transação que envolveu dinheiro em espécie.

O deputado afirmou que “não houve qualquer devolução de valores envolvendo Jonas Lopes e a Agrobilara”. Picciani disse ainda que “nunca” recebeu doação de campanha ou vantagens por parte dos empresários do ramo de transporte.

Fonte: g1

Ministra do STF abre inquérito para investigar José Serra por crime de caixa 2

José Serra reassume mandato de senador

Senador é acusado pela PGR de receber R$ 7 milhões da Odebrecht para a campanha presidencial de 2010; valor não teria sido declarado oficialmente

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (28) autorizar abertura de inquérito para investigar o senador José Serra (PSDB-SP) pelo suposto crime eleitoral de caixa dois. O pedido de abertura foi feito pelo procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, no mês de junho deste ano. A decisão foi assinada no dia 18 deste mês.

De acordo com a denúncia da PGR enviada ao STF , em um dos depoimentos de delação premiada, o empresário Joesley Batista, dono da JBS, afirmou ter “acertado pessoalmente com o senador José Serra” uma contribuição de R$ 20 milhões para a campanha presidencial de 2010, dos quais R$ 13 milhões foram repassados como doação oficial e aproximadamente R$ 7 milhões, via  caixa dois, por meio de notas fiscais fraudulentas.

Em nota divulgada por meio de sua assessoria, Serra afirmou que não houve irregularidades financeiras em sua campanha. “O senador José Serra reitera que todas as suas campanhas eleitorais foram conduzidas dentro da lei, com as finanças sob responsabilidade do partido. E sem nunca oferecer nenhuma contrapartida por doações eleitorais.”, diz a nota.

Terceira denúncia de Jucá

Também nesta segunda-feira (28), o senador e líder do governo no Senado, Romero Jucá foi denunciado  – pela terceira vez em menos de duas semanas – pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Na denúncia, o procurador acusa o parlamentar de receber R$ 150 mil de propina para beneficiar a empreiteira Odebrecht na votação de duas medidas provisórias que teriam beneficiado a empresa.

A acusação foi baseada nos depoimentos de delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da empreiteira. Segundo o delator, o pagamento ocorreu após um pedido de Romero Jucá e não há como justificar que o repasse foi feito como doação partidária.

“Não há dúvidas de que o sistema eleitoral foi utilizado para o pagamento disfarçado de vantagem indevida a partir de ajuste entre Jucá e o executivo do Grupo Odebrecht Cláudio Melo Filho”, diz trecho da denúncia.

Após a chegada da peça da PGR, Antonio Carlos de Almeida Castro, advogado do senador, disse que a denúncia da PGR é uma tentativa de “criminalizar a atividade parlamentar”. Segundo o defensor, a denúncia será rejeitada pelo STF porque não descreveu como o parlamentar teria dado contrapartida à empreiteira.

* Com informações da Agência Brasil

Cassado por caixa 2, deputado ligado a Temer ataca colegas e sobra até para Glória Pires: “Ela sustenta o marido”

O deputado federal Wladimir Costa (SD) não tem economizado nas palavras polêmicas. Ele dividiu os deputados de oposição em “Temeromofóbicos” e “Temerenrustidos”. Também desferiu críticas pessoais a alguns deles — inclusive chamou Sergio Zveiter (PMDB-RJ), relator na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara da denúncia contra o presidente Michel Temer, de “burro” e “desqualificado”.

Costa também atacou artistas que lançaram o site “#342”, movimento para pressionar políticos a votarem pela admissibilidade da denúncia de corrupção passiva contra o presidente. “Glória Pires, uma verdadeira puxa-saco do PT. Ela sustenta aquele marido dela que nunca fez sucesso na carreira dele”, afirmou Wladimir, referindo-se ao músico Orlando Morais, um dos artistas brasileiros mais conhecidos na França, por exemplo, como destacou Ancelmo Gois, de O Globo, em sua coluna deste domingo (16/7).

O cantor Caetano Veloso, um dos líderes do grupo contra Temer, saiu em defesa de Glória e Orlando. Ele afirmou em vídeo divulgado no blog de Gois que o deputado, além de preconceituoso, mente: “Glória nunca foi próxima do PT. De onde ele tirou isso?”, disse Caetano.

O cantor ainda elogiou Orlando e negou que ele seja sustentado pela mulher. “Canta bem, toca piano, é da música. Ele era rico desde antes de conhecer Glorinha.”

Cassado por caixa 2 ele resolveu atacar os colegas de parlamento e até atores

Deputado foi cassado por caixa 2

Em julho do ano passado, por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE) cassou o mandato do deputado federal Wladimir Costa, do partido Solidariedade. Ele foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral por arrecadação ilícita de recursos para campanha eleitoral (caixa dois) e por não prestar contas de mais de R$ 400 mil gastos em carreatas e material de campanha.

O deputado está recorrendo ao Tribunal Superior Eleitoral, que definirá a possibilidade de ele continuar no exercício do mandato eletivo durante o julgamento do recurso. Se o TSE confirmar a cassação Wladimir Costa ficará inelegível pelo prazo de 8 anos. A relatora do processo foi a juíza federal Luciana Daibes.

No pedido que fez ao Tribunal para que condenasse o deputado, o Procurador Regional Eleitoral do Pará, Bruno Valente, afirmou que as graves omissões encontradas na prestação de contas de Wladimir Costa impedem a verificação sobre a regularidade da campanha.

“E mais, demonstram total desprezo com a demonstração de regularidade, uma vez que foram identificadas despesas não contabilizadas e, consequentemente, sem comprovação da origem dos recursos arrecadados (caixa dois)”, diz no processo.

A prestação de contas do político já havia sido impugnada e foi rejeitada pelo pleno do TRE em sessão de 2014. O processo do MP Eleitoral se baseia em pareceres técnicos do próprio Tribunal que apontam abuso de poder econômico e listam todas as despesas omitidas nas contas de Wladimir Costa. Foram encontrados até indícios de falsificação e adulteração de assinaturas em recibos apresentados.

O candidato deixou de declarar R$ 149.950,00 em despesas de material gráfico e desapareceram de sua prestação mais de R$ 100 mil em despesas efetuadas entre julho e setembro do ano eleitoral de 2014.

No total, a Justiça Eleitoral calculou que as omissões e falsificações correspondam a R$ 410 mil. A campanha de Wladimir Costa à Câmara Federal custou, segundo o valor declarado pelo deputado, R$ 642.457,48. (Com informações do TRE/PA).

Painel Político com informações do Metrópole

 

‘Houve doações legais e caixa dois’, diz Cabral em depoimento à justiça federal no RJ

MPF oferece mais duas denúncias contra ex-governador Sérgio Cabral

O ex-governador Sérgio Cabral presta depoimento na manhã desta segunda (10) na Justiça Federal do Rio. Ele será ouvido pelo juiz da 7ª Vara Marcelo Bretas. O ex-governador do Estado do Rio de Janeiro reiterou que conhece o hábito da política brasileira de pagamento de caixa dois.

“Reitero que reconheço o hábito da política brasileira do caixa dois. Houve doações legais e caixa dois”, destacou Cabral no depoimento.

Cabral, no entanto, negou que empresas citadas por Ary Ferreira da Costa Filho, ex-assessor de Sérgio Cabral, tenham recebido benefícios e disse que elas chegaram a ser multadas em seu governo. “Jamais pedi benesse a qualquer empresa do Rio”

Sérgio Cabral está preso desde novembro do ano passado por envolvimento em esquemas de corrupção. Cabral foi intimado a prestar depoimento juntamente com Ary Ferreira da Costa Filho, preso durante a operação Mascate da Polícia Federal em fevereiro, e Carlos Emanuel de Carvalho Miranda. Ambos eram operadores do dinheiro que seria entregue a Cabral. Os depoimentos são referentes às acusações que motivaram a operação Mascate.

O advogado de Sérgio Cabral mudou a estratégia usada até o momento em depoimentos e disse que ele, diferentemente, dos demais interrogatórios, vai responder às perguntas.

No mês passado, o ex-governador foi condenado pelo juiz Sérgio Moro – responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância – a 14 anos e 2 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele já foi denunciado 12 vezes na Operação Lava-Jato. A última foi por corrupção na área de alimentação e serviços especializados.

O primeiro a depor foi Ary Ferreira da Costa Filho, ex-assessor de Sérgio Cabral. Ele disse que foi a duas empresas apresentar Carlos Miranda aos executivos que repassaram um total de R$ 5 milhões ao braço direito do ex-governador.

O depoente admitiu que sabia que os valores eram de caixa dois. Segundo Ary, as sobras de campanha eram repassadas para compra de imóveis e veículos. As compras ocorriam porque ele foi orientado a “circular o dinheiro” e não correr riscos de assaltos.

No depoimento, ele afirmou também que administrou a logística de campanhas de Cabral, Eduardo Paes e do atual governador Pezão.

Ary é suspeito de pegar o dinheiro vivo desse esquema e intermediar a lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio. Ele entregava dinheiro para dono de concessionárias de veículos, que contratavam serviços de consultoria da empresa de Carlos Miranda, que também é operador de Sérgio Cabral nesse esquema. Quem delatou o esquema foi Adriano Reis, dono de uma dessas concessionárias.

Atualmente, Cabral está em um presídio em Benfica, onde ficava o antigo Batalhão Especial Prisional (BEP), que foi recentemente reformado.

Em parecer no qual pedia a manutenção da prisão preventiva de Luiz Carlos Bezerra, operador de Sérgio Cabral, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que Cabral é “líder de uma organização criminosa, dedicada a dilapidar sistematicamente o erário público, sem nenhum escrúpulo”. O parecer foi protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF).

No texto, Janot explica que a prisão preventiva é necessária, já que a organização criminosa “permaneceu ativa muito tempo depois da renúncia do ex-governador Sérgio Cabral”, e lembrou que o ex-governador, de acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, “reiteradamente cobrava propina no valor de 5% de todos os contratos celebrados com o Governo do Estado do Rio de Janeiro”.

Fonte: g1.com

João Santana rebate ex-ministro de Dilma e o chama de “cínico”

João Santana rebate ex-ministro de Dilma e o chama de “cínico”

O marqueteiro de campanhas eleitorais do PT João Santana divulgou nota nesta quarta-feira, 17, em que afirma que o ex-ministro José Eduardo Cardozo diz de forma “cínica” que não houve caixa 2 nas campanhas de 2010 e 2014.

O marqueteiro trabalhou nas campanhas eleitoral de Dilma Rousseff (PT) à Presidência nos dois anos.

“O advogado Cardoso insiste também na versão surrada expressa a mim, desde 2015, pela presidente Dilma, de que o ‘altíssimo custo’ oficial da campanha seria uma prova vigorosa de que não houvera ‘pagamentos não contabilizados’. Este argumento não se sustenta para qualquer pessoa que conheça os altos custos e a realidade interna das campanhas”, afirma.

“De forma cínica diz que não houve caixa dois nas campanhas de 2010 e 2014. Pra cima de mim, José Eduardo?”

Segundo o marqueteiro, “as únicas vezes” que mentiu sobre a presidente Dilma “foi para defendê-la”.

“E isso já faz algum tempo”, pontuou. “Jamais para acusá-la. Lamento por tudo que ela, Mônica e eu estamos passando. A vida nos impõe momentos e verdades cruéis.”

João Santana negou ainda haver contradição em sua delação premiada.

O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, apontado pela empresária Mônica Moura, mulher de Santana, como responsável por ter informado à presidente cassada Dilma Rousseff sobre a prisão da empresária e do ex-marqueteiro do PT João Santana, disse que as delações do casal apresentam contradições que desacreditam o depoimento.

João Santana classificou ainda como “grotesca e absurda” a entrevista de Cardozo ao jornal O Globo.

“Não há nenhuma contradição naquilo que Mônica e eu afirmamos sobre as informações recebidas, em fevereiro de 2016, a respeito de nossa prisão iminente. Quando disse que soube da prisão pelas câmeras de segurança de minha casa – acessadas por computador desde a República Dominicana – referia-me ao óbvio: foi naquele momento, na manhã do dia 22 de fevereiro, que eu vi, de fato e realmente, a prisão concretizada”, afirma a nota do marqueteiro.

Após a manifestação do marqueteiro, Cardozo afirmou que “é esperado que alguém defenda, inclusive com deliberada veemência e indignação, os termos de uma delação que firmou com a finalidade de obtenção de condições mais vantajosas para o cumprimento de uma sanção penal”.

“Afinal, a não comprovação dos depoimentos prestados pelos delatores levará à perda das vantagens pretendidas”, declarou. “O que chama atenção é que, com esta manifestação, o publicitário não só não esclarece a clara contradição entre o seu depoimento e o de Monica Moura, mas como a reitera. De fato, basta verificar os depoimentos dos delatores e a nota em questão para que se constate a evidente contradição, sobre os momentos e as maneiras pelas quais teriam sido hipoteticamente avisados da sua prisão pela presidenta Dilma Rousseff.”

Veja a íntegra da nota de João Santana

“A grotesca e absurda entrevista do advogado José Eduardo Cardozo ao Globo faz-me romper o compromisso – que tinha comigo mesmo – de somente tratar dos termos das colaborações, minha e de Mônica, no âmbito da Justiça.

Desta forma, digo de forma sucinta (e reservo detalhes para momentos apropriados):

1. Não há nenhuma contradição naquilo que Mônica e eu afirmamos sobre as informações recebidas, em fevereiro de 2016, a respeito de nossa prisão iminente. Quando disse que soube da prisão pelas câmeras de segurança de minha casa – acessadas por computador desde a República Dominicana – referia-me ao óbvio: foi naquele momento, na manhã do dia 22 de fevereiro, que eu vi, de fato e realmente, a prisão concretizada.

2. Antes, sabíamos, por informações da presidente Dilma, que a prisão seria iminente. Seu último informe veio no sábado, em e-mail redigido com metáforas, cuja cópia está anexada aos termos da nossa colaboração.

3. Apenas para ficar em dois indícios não devidamente noticiados: se não estivéssemos sendo informados da iminência da prisão, porque chamaríamos, na sexta, 19 de fevereiro, o nosso então advogado, Fabio Tofic, para que viesse às pressas a S. Domingos?

4. Por que cancelaríamos nosso retorno ao Brasil, dias antes, com passagem comprada e com reserva já confirmada? (A Polícia Federal chegou a esse detalhe através de investigação feita na época).

5. Com relação ao Caixa-2, o advogado Cardoso insiste também na versão surrada expressa a mim, desde 2015, pela presidente Dilma de que o “altíssimo custo” oficial da campanha seria uma prova vigorosa de que não houvera “pagamentos não contabilizados”. Este argumento não se sustenta para qualquer pessoa que conheça os altos custos e a realidade interna das campanhas.

6. Diz, também, de forma enviesada que haveria um espécie de acordo tácito entre eu e Marcelo Odebrecht para misturar caixa dois das campanhas do exterior com a campanha de Dilma. É uma mentira deslavada: nos nossos depoimentos está bem discriminado o que são campanhas do exterior e campanhas do Brasil.

7. De forma cínica diz que não houve caixa dois nas campanhas de 2010 e 2014. Pra cima de mim, José Eduardo?

8. Para finalizar, afirmo que as únicas vezes que menti sobre a presidente Dilma – e isso já faz algum tempo – foi para defendê-la. Jamais para acusá-la. Lamento por tudo que ela, Mônica e eu estamos passando. A vida nos impõe momentos e verdades cruéis. JOÃO SANTANA”

Veja a nota de José Eduardo Cardozo

“A respeito da nota divulgada pelo publicitário João Santana, acerca de entrevistas que concedi sobre as claras contradições existentes entre os seus depoimentos e os de sua esposa Monica Moura, em delação premiada, afirmo e esclareço que:

1. É esperado que alguém defenda, inclusive com deliberada veemência e indignação, os termos de uma delação que firmou com a finalidade de obtenção de condições mais vantajosas para o cumprimento de uma sanção penal. Afinal, a não comprovação dos depoimentos prestados pelos delatores levará à perda das vantagens pretendidas.

2. Todavia, o que chama atenção é que, com esta manifestação, o publicitário não só não esclarece a clara contradição entre o seu depoimento e o de Monica Moura, mas como a reitera. De fato, basta verificar os depoimentos dos delatores e a nota em questão para que se constate a evidente contradição, sobre os momentos e as maneiras pelas quais teriam sido hipoteticamente avisados da sua prisão pela presidenta Dilma Rousseff.

3. Reitero, por fim, que no caso da prisão de João Santana, nem a Polícia Federal, nem o Ministério Público, nem o Poder Judiciário quebraram o sigilo da operação, avisando a mim, então ministro da Justiça, das prisões antes do momento apropriado. Apesar da possibilidade da prisão, naquele período, ser abertamente especulada pela imprensa, fui comunicado da existência de mandado de prisão a ser executado, como rotineiro, no momento da sua concretização. Foi nesse instante que, ao ser cientificado, cumpri meu dever funcional informando à senhora presidenta da República da prisão de João Santana e da Monica Moura.

José Eduardo Cardozo, ex-Ministro da Justiça e ex-Advogado Geral da União”

Fonte: exame.com

Mônica diz que Lula se empenhou pessoalmente em pagar dívidas de caixa 2 de Haddad

Mônica diz que Lula se empenhou pessoalmente em pagar dívidas de caixa 2 de Haddad

A empresária Mônica Moura disse ao Ministério Público Federal, em depoimento que integra sua delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, que ouviu do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se empenhou “pessoalmente” em resolver o pagamento via caixa 2 das dívidas da campanha do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo em 2012.

Mônica afirmou que a campanha do petista custou ao todo R$ 50 milhões, dos quais R$ 30 milhões foram pagos de forma oficial pelo PT e R$ 20 milhões por meio de caixa 2. Segundo ela, a parte não contabilizada deveria ter sido paga pelo PT (R$ 5 milhões) e pela Odebrecht (R$ 15 milhões). A empresária disse que a empreiteira pagou sua parte, mas o PT não. A dívida do partido, então, teria sido paga pelo empresário Eike Batista, a pedido do ex-presidente Lula.

“A Odebrecht honrou os compromissos. (…) Ficou mais uma vez pelo PT, que não pagou a parte combinada em dinheiro. Dessa vez, acho que o PT não pagou parte combinada em dinheiro nenhuma. Ficou protelando, protelando, protelando, protelando e não pagou. Recebi, então, na verdade, todo o dinheiro por dentro e todo dinheiro da Odebrecht. E a dívida rolou para 2013”, declarou a empresária no depoimento.

Segundo ela, em 2013, Vaccari a chamou e disse que Lula “tinha mandado resolver o problema da dívida”. “Então o Vaccari me chama um dia lá no Instituto Lula e diz: o presidente Lula está empenhado em pagar essa dívida. Não se preocupem, porque ele já conseguiu resolver. E que um empresário amigo deles ia pagar essa dívida”, conta. O empresário seria Eike e o pagamento teria sido feito por meio de uma transferência de uma empresa dele no Panamá para uma conta do casal na Suíça.

‘João-Sem-Braço’. Mônica contou que, antes de a dívida ser paga, chegou a cobrar Haddad diversas vezes pelo dinheiro, mas o ex-prefeito sempre se esquivava. Segundo ela, Fernando, como costumava chamá-lo, sabia que se tratava de caixa 2. “O Haddad não participava muito. Da negociação, nunca participou. Durante a campanha, como houve muito atraso, a gente falava com ele. Aí eu falava abertamente com ele, que está atrasando. Ficava claro que era dinheiro por fora”.

“Ele mandava procurar o Vaccari. Tanto é que depois que acabou a campanha, ele já prefeito, e com essa dívida, não eu, mas Vaccari me dizia: pô, eu converso com o Haddad, e ele faz de conta que não tem a ver com isso. Ele (Vaccari) dizia: pô, ele agora é prefeito, era fácil de ele conseguir alguma empresa que pagasse isso para vocês, mas ele tira o corpo fora como se não fosse com ele. Então, o Haddad meio que fazia, sabe, o João-Sem-Braço”, contou a empresária.

No depoimento, Mônica afirmou que o pagamento das dívidas só foi solucionado após João Santana conversar com Lula. “O João dizia para ele que a situação estava dramática, que estava se acumulando dívidas, que estava se criando quase uma central de dívidas com a gente. Tanto é que não achei estranho quando Vaccari me disse que o presidente Lula se empenhou pessoalmente em resolver esse problema e que um empresário amigo dele ia resolver a dívida”, disse.

Com a palavra, a defesa de Lula

A defesa do ex-presidente Lula afirmou que ele é inocente. “A Lava Jato investe numa fábrica de delatores para falarem o nome de Lula em troca de vantajosos benefícios. Mas a palavra de delator não tem valor de prova, segundo a lei, ao contrário da palavra de testemunhas”, afirmou o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente nos processos da Lava Jato.

Com a palavra, Haddad

O ex-prefeito Fernando Haddad afirmou que a empresária mente no depoimento. Ele disse que nunca cobrou nenhum recurso além do contratado na campanha de 2012. Segundo ele, os R$ 30 milhões pagos de forma oficial englobavam o primeiro e segundo turno da campanha. “Nunca falou ou propôs qualquer arrecadação via caixa 2 ou qualquer adicional ao que fora combinado”. Ele também disse que “jamais foi informado” sobre eventual colaboração da Odebrecht ou de Eike.

Leia a íntegra da nota de Haddad

“Mônica Moura mente. Nunca cobrou nenhum recurso além do que foi contratado na campanha de 2012, cujo valor de R$ 30 milhões, englobava primeiro e eventual segundo turno. Nunca falou ou propôs qualquer arrecadação via caixa 2, ou qualquer adicional ao que fora combinado. Quanto à eventual colaboração da Odebrecht ou do empresário Eike Batista, isso jamais foi informado. Prova cabal é que a administração, em março de 2013, cancelou obra do túnel da avenida Roberto Marinho, cujo projeto original era de 300 metros e que, na gestão Kassab, havia se transformado em três quilômetros. Obra que, aliás, beneficiava não só a Odebrecht, como praticamente todas as empreiteiras envolvidas na Lava Jato. Além disso, a Odebrecht, especificamente, teve negada sua pretensão de recompra de títulos emitidos pela Prefeitura, no valor de R$ 420 milhões, por conta de apoio a construção da Arena Corinthians com o objetivo da cidade de São Paulo abrigar a abertura da Copa do Mundo de Futebol, em 2014. Mônica Moura jamais apresentou qualquer documento que justificasse a necessidade de suplementação dos recursos destinados a campanha eleitoral. Como também, em nenhum momento foi autorizada pelo candidato ou pelo tesoureiro da campanha a captar recursos via Caixa 2.”

Fonte: O Estado de S. Paulo

Delatora diz que discutiu caixa dois pessoalmente com Dilma

Dilma diz que investigadores já sabiam quem era Temer

Mônica Moura disse que reunião com a ex-presidente ocorreu no Palácio do Planalto

A marqueteira Mônica Moura, delatora da operação Lava Jato, afirmou nesta segunda-feira em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tratou pessoalmente com a ex-presidente Dilma Rousseff de repasses para a campanha da petista por meio de caixa dois. As revelações de Mônica, casada com o marqueteiro e também delator João Santana, foram feitas em depoimento por videoconferência ao ministro Herman Benjamin, relator do processo que pode levar à cassação da chapa Dilma-Temer, reeleita em 2014.

De acordo com Mônica, a reunião em que ela e Dilma trataram de caixa dois ocorreu por volta de maio de 2014 no Palácio do Planalto, em Brasília. Na versão apresentada pela publicitária, os contatos com o PMDB e com o então candidato a vice, Michel Temer, se resumiam a preparações para os programas de TV. Ao ministro Herman Benjamim, ela disse que não conversou sobre valores não contabilizados com Temer.

Na campanha de Dilma Rousseff à reeleição, Mônica Moura afirmou que, na primeira conversa com Dilma, ficou acertado que detalhes sobre pagamentos não contabilizados ficariam sob responsabilidade do ex-ministro Guido Mantega, que atuaria como operador do caixa paralelo de campanha.

Conforme revelou VEJA, desde que começou a negociar uma delação premiada na Operação Lava Jato, João Santana e Mônica Moura se dispuseram a comprovar que a presidente cassada autorizou, ela mesma, as operações de caixa dois de sua campanha. As revelações jogam por terra uma versão mais amena de que Dilma apenas sabia do que acontecia nos bastidores das finanças eleitorais. Segundo a marqueteira afirmou ao ministro Herman Benjamin, a própria Dilma deu aval para que o caixa clandestino funcionasse. Ao ministro do TSE, a delatora ainda garantiu que Dilma sabia dos pagamentos realizados no exterior por meio de repasses da Odebrecht e afirmou que, uma das conversas, demonstrou preocupação sobre a segurança e vulnerabilidade dos pagamentos fora do Brasil.

Na última semana, ao juiz Sergio Moro, João Santana já havia detalhado a participação da Odebrecht como financiadora ilegal de campanhas eleitorais e dito que o ex-ministro Antonio Palocci indicou a empreiteira como uma espécie de caixa complementar da campanha. Segundo Santana, restos a pagar do caixa dois da campanha de Dilma em 2010 foram quitados pela Odebrecht em 2011 por meio de repasses à offshore Shellbill, na Suíça. Em 2011, foram pagos US$ 10 milhões no exterior, não só relativos à campanha de Dilma, mas também à do ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez, além de adiantamentos para as campanhas municipais de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo e de Patrus Ananias à prefeitura de Belo Horizonte.

“Todos [no PT] sabiam [do caixa dois]. Os tesoureiros, os coordenadores de campanha. Era dito que os financiadores não querem fazer dessa maneira, ‘não temos como fabricar dinheiro’, ‘existe uma cultura’, existe uma doutrina de senso comum que o caixa dois existe dessa maneira”, relatou João Santana a Sergio Moro na semana passada.

Fonte: veja.com