Brasileiros que vivem no exterior também podem sacar FGTS

Acordo entre Brasil e Uruguai garante visto permanente para seus cidadãos

Caso o trabalhador já tenha conta na Caixa Econômica, o procedimento é o mesmo para cidadãos que vivem no Brasil.

Os brasileiros que moram no exterior e têm contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que ficaram inativas antes de 31 de dezembro de 2015 também poderão sacar os recursos.

Caso o trabalhador já tenha conta na Caixa Econômica, o procedimento é o mesmo para cidadãos que vivem no Brasil: se for apenas uma conta-poupança, o crédito cairá automaticamente no dia previsto no calendário do FGTS inativo.

Se o cliente tiver conta-corrente e conta-poupança em seu nome ou apenas conta-corrente, é preciso informar, no site da Caixa, em qual conta deseja receber o dinheiro.

Para acessar as informações no site é preciso ter o número do PIS/NIS/Pasep em mãos e cadastrar uma senha.

Consulados

Os trabalhadores que não têm conta na Caixa devem procurar o consulado brasileiro no país onde vivem. O beneficiário tem que ficar atento ao calendário de saque, que deve ser respeitado também por pessoas que moram fora do Brasil.

No consulado, o trabalhador deve preencher um documento chamado Solicitação de Saque do FGTS e apresentar carteira de trabalho e documento de identidade para comprovar que tem direito a sacar o FGTS inativo. No formulário, ele deve informar uma conta bancária no Brasil, de qualquer banco e em seu nome, para que seja feito o depósito.

Se o beneficiário não tiver uma conta no Brasil em seu nome, poderá informar uma conta de outra pessoa. No próprio formulário ele indicará a pessoa que receberá o dinheiro do FGTS, responsabilizando-se pelo depósito na conta de terceiros. O dinheiro será creditado na conta informada em até 15 dias úteis, de acordo com o cronograma.

A solicitação no consulado deve ser feita até o dia 31 de julho, data limite do calendário. De acordo com a Caixa, os consulados brasileiros no exterior já estão sendo orientados para o atendimento referente aos saques de contas inativas do FGTS.

Fonte: exame.com

CEF ainda não pagou salários de dezembro de servidores federais e nem dá previsão

Apenas os servidores que recebem pela Caixa ficaram sem o pagamento

Brasília – Os servidores federais que recebem seus salários pela Caixa Econômica Federal estão sem dinheiro porque o banco não liberou os pagamentos, alegando “erro nas fitas”.

A gerência de pagamentos também não deu nenhuma previsão para regularizar a situação, o que vem deixando servidores irritados.

Já que os servidores públicos que optaram por receber em outros bancos, já estão com seu dinheiro, o que mostra que tem algo errado na versão da Caixa Econômica, uma vez que as listagens seguem os mesmos padrões, com nome, CPF e valor a ser pago.

O atraso vem causando transtornos em diversos estados, já que muitos viajaram contando que o dinheiro sairia, o que ainda não aconteceu.

 

PF prende ex-funcionário da Caixa que desviou R$ 2,5 milhões

Agências da Caixa têm movimento intenso na terceira rodada de saques do FGTS

O homem estava foragido e foi localizado quando se preparava para realizar um curso de mergulho em Balneário Camboriú, Santa Catarina

A Polícia Federal prendeu um ex-tesoureiro de uma agência da Caixa Econômica Federal em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, que desviou cerca de R$ 2,5 milhões do banco, em agosto. O homem, que não teve o nome divulgado, estava foragido. Ele foi localizado quando se preparava para realizar um curso de mergulho em Balneário Camboriú, Santa Catarina, na noite da última quinta-feira, 22.

No momento da prisão, o ex-funcionário se apresentou aos policiais federais com documentos falsificados. Ele foi autuado em flagrante e apresentado à Delegacia de Polícia Federal em Itajaí (SC). Também havia contra ele um mandado de prisão preventiva expedido pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

As investigações da PF, que contaram com apoio da Caixa, indicaram que o ex-tesoureiro aproveitou uma confraternização dos funcionários da agência onde trabalhava, às vésperas de um feriado relacionado aos Jogos Olímpicos Rio 2016, para levar dinheiro do banco, escondido em bolsas de viagem. No dia seguinte ao crime, ele substituiu sua foto numa rede social pela do personagem Wolverine, razão pela qual a ação da PF foi chamada de Operação Wolverine.

Segundo a polícia, parte do valor desviado já foi recuperado. O ex-tesoureiro foi indiciado por peculato e uso de documento falso, cujas penas podem chegar a 18 anos de reclusão.

Caixa é condenada pelo TRT a convocar concursados e pagar indenização de R$ 15 mil

Caixa alcança lucro de R$ 2,4 bi no primeiro semestre do ano

Onze candidatos aprovados em concurso público não foram nomeados porque funcionários terceirizados executavam atividades. Na defesa, Caixa afirmou que falta de vagas impediu nomeação

A Caixa Econômica Federal foi condenada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (Amazonas e Roraima) a reconhecer a imediata admissão de 11 candidatos aprovados em concurso público. O caso foi analisado durante julgamento de recursos ordinários, no qual foi negado provimento ao recurso da Caixa por unanimidade dos votos. Além de admitir os candidatos, o banco deverá pagar indenização de R$ 15 mil para cada autor.

O caso foi decidido em sessão realizada no dia 7 de novembro. De acordo com o TRT, os candidatos ajuizaram ação plúrima alegando que foram reprovados em concurso realizado em 2014 para compor cadastro reserva, mas não foram nomeados porque funcionários terceirizados estariam executando as atividades.

O recurso dos candidatos foi provido quanto ao pedido de indenização por danos morais, o qual havia sido indeferido na sentença de primeira instância.

Na ocasião, a Caixa sustentou que a pretensão dos candidatos fundamentava-se em mera expectativa de direito, por se tratar de cadastro de reserva, e que “os reclamantes somente não foram convocados porque não surgiram vagas até o momento em número suficiente que alcançassem suas classificações no certame, inexistindo a alegada preterição dos candidatos aprovados em decorrência da terceirização”.

Na sentença, a juíza do trabalho Margarete Dantas Pereira Duque decidiu que “a mera expectativa de direito à nomeação dos candidatos aprovados em cadastro de reserva converteu-se em direito subjetivo à nomeação” devido à parte autora ter comprovado, conforme documentos constantes dos autos, a contratação de pessoal terceirizado.

Ela condenou a Caixa a providenciar a admissão de todos os reclamantes, 30 dias após o trânsito em julgado da sentença, na forma do Edital nº 1/2014, sob pena de pagamento de multa diária no valor de R$ 100, até o limite de R$3 mil, individualizada para cada reclamante. A juíza indeferiu, entretanto, o pedido de indenização por danos morais por entender que “os reclamantes não comprovaram, como lhes competia, o abalo moral, o dano subjetivo, a lesão ao patrimônio íntimo, resultante dos fatos em questão”.

Terceirização

O relator do processo, desembargador Audaliphal Hildebrando da Silva, destacou que a terceirização somente pode ser considerada lícita, nos termos da Súmula 331 do Tribunal do Superior do Trabalho (TST), no caso de trabalho temporário, serviços de vigilância, conservação e limpeza e outros especializados, ligados à atividade-meio do tomador, desde que inexistentes a pessoalidade e a subordinação direta.

Coluna – Almoxarifado da Seduc de Rondônia parece a “casa da Mãe Joana”

Sumiram enciclopédias Barsa, que alguém teve o lampejo de genialidade de comprar. E ainda, a ineficiência do Estado em arrecadar causa tanto prejuízo quanto a má-gestão

O preço da corrupção

Vai aportar no Ministério Público denúncia de um grupo empresarial sobre a corrupção em Cacoal. Um esquema escandaloso que envolve gente que já foi presa pelas mesmas práticas, mas como estamos no Brasil, vagabundo se cria rápido, porque não fica muito tempo na cadeia. O grupo comprou a área na cidade, se organizou para fazer investimentos, mas já “deu ré”. Foram procurados por “emissários” alegando que precisavam pagar “um pixuleco”  de R$ 400 mil para poder ter os projetos  e licenças “liberados” na prefeitura. Um verdadeiro caso de polícia e sem-vergonhice. Difícil ser empresário nesse país. Além dos altíssimos impostos, ainda tem o “custo-propina”. E quem fica desempregado, é você, caro leitor.

Reestruturação

O Banco do Brasil anunciou que vai enxugar. Não será a primeira vez, e certamente não a última. O banco pretende fechar agências e implantar um programa de demissões voluntárias com a meta de reduzir os quadros em 18 mil servidores. A Caixa Econômica também deve seguir o mesmo caminho, mas em proporção menor. Os bancos públicos estão adotando uma postura que deveriam ter tomado há tempos, o de enxugamento. Quem pulou, e rápido, foram os sindicatos. O velho argumento de “direitos adquiridos” voltou à tona. Não, ninguém vai perder direitos, mas o défict de contas precisa ser equilibrado.

Tá, eu sei

Que a culpa da quebradeira não é dos servidores, tampouco da sociedade. Meia dúzia de ladrões do erário, de diversos partidos são os responsáveis, mas infelizmente é assim que a banda toca. Enquanto o brasileiro não se conscientizar da importância que tem o voto e da necessidade de acompanhar bem de perto as gestões públicas, vamos continuar pagando essa fatura. Querendo ou não.

Quem também está enxugando

É o governo gaúcho, que anunciou pacote de reestruturação que inclui extinção de secretarias e demissão de pelo menos 1,1 mil servidores nos próximos dias. O Rio Grande do Sul, assim como a maioria dos Estados, atravessa uma grave crise financeira,

Isenções e falta de fiscalização

A máquina arrecadatória dos governos é ineficiente. A quantidade de fiscais em todas as áreas é insuficiente e em Rondônia não é diferente. O Estado poderia estar arrecadando bem mais, não fosse a frouxidão em relação às empresas. Até hoje não se sabe se as isenções para o grupo JBS, por exemplo, foram revistas. Tivemos a tal “CPI do Boi’  que parece não ter chegado a lugar algum. A fiscalização em Vilhena é feita por amostragem, isso quando acontece. A coisa é tão sem noção que a JBS contrata (e paga) quem a fiscaliza. Desse jeito não tem como arrecadar.

Quer dizer

Tem, de onde é mais fácil e no caso dos servidores públicos. Chegou à coluna a informação que uma das empresas que “vende” o tal seguro-pecúlio pertence ao marido de uma assessora do governo que chegou a ser indiciada na Operação Termópilas. Estamos apenas confirmando o rolo e vamos divulgar, caso seja verdade.

Desde a semana passada

Que o clima anda tenso no Palácio Rio Madeira. A informação sobre a saída do ex-chefe da folha de pagamento por causa do seguro causou mal estar na cúpula do governo, que vinha tratando a questão “por debaixo dos panos”.

Fim do monopólio à vista

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou na quarta-feira (16) projeto de lei do deputado Cabo Sabino (PR-CE) que autoriza os órgãos de segurança da União, dos estados e do Distrito Federal a comprar material bélico importado, sem necessidade de autorização do Exército, e com isenção de tributos. Se aprovado, coloca um fim ao monopólio das Forjas Taurus, cujas armas vem apresentando problemas e fazendo vítimas no Brasil e Estados Unidos e está em vias de sofrer uma CPI. Os policiais agradecem a medida.

Enquanto isso

A Seduc de Rondônia tenta descobrir que fim levaram algumas enciclopédias Barsa, que desapareceram do almoxarifado. Sobre o assunto, duas perguntas, quem teve a infeliz ideia de comprar enciclopédia em tempos de internet e a segunda é, até quando vão sumir coisas desse almoxarifado, que parece a casa da “mãe Joana”? Só para relembrar rapidamente, de lá já sumiram televisores, notebooks, aparelhos de ar-condicionados e agora as enciclopédias.

Comer antes de dormir faz mal a saúde, e muito!

Um estudo realizado com 700 adultos e apresentado em congresso recente da Sociedade Europeia de Cardiologia analisou a relação entre as horas nas quais se consome alimentos e os efeitos no organismo. A pesquisa constatou que ingerir alimentos tarde da noite gera um impacto significativo na pressão arterial. Durante a noite, o processo fisiológico normal é a queda da pressão arterial. Porém, o estudo descobriu que 24,2% dos participantes que comeram até duas horas antes de dormir não registraram uma queda adequada da pressão sanguínea. Entre os que haviam jantado mais cedo, a porcentagem foi de 14,2%. Outro problema de comer perto da hora de dormir é o refluxo, segundo a especialista. Esse transtorno faz com que o conteúdo estomacal retroceda do estômago até o esôfago, o que pode irritar o esôfago e causar acidez gástrica, náusea, indigestão e, em alguns casos, provocar câncer de esôfago. Segundo estudos mais antigos, pessoas que comem antes de dormir têm maior risco de desenvolver sintomas de refluxo.

Depois do BB, Caixa estuda avaliar operação de até 100 agências deficitárias em 2017

Agências da Caixa têm movimento intenso na terceira rodada de saques do FGTS

Presidente do banco, Gilberto Occhi, avisa que instituição também estuda possibilidade de implementar PDV a partir de 2017

Depois de o Banco do Brasil anunciar redução do quadro e da rede de agências, a Caixa Econômica Federal (CEF) deve seguir o mesmo caminho, mas em menor intensidade, a partir de 2017. O presidente da CEF, Gilberto Ochhi, reconhece que a entidade pretende reavaliar um número perto de 100 agências, que, hoje, são deficitárias dentro do universo de 3,7 mil espalhadas pelo país. Segundo ele, essas unidades devem ser revistas e, se necessário, serão adotadas medidas, como redução do tamanho da agência, transferência de local para um de maior relevância, transformar em posto de atendimento e o caso extremo é o fechamento da unidade.

“Não tem uma intenção de fechar agência. O que tem é uma avaliação de resultado. É claro que se uma agência tiver recorrentemente apresentado resultado deficitário, ela precisa ser revista”, afirmou. “Os empregos serão preservados. E as pessoas serão convidadas a mudarem de cidade para outras agências”, destacou Occhi, após participar da 45ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CNDES), no Palácio do Planalto. No entanto ele admite que a instituição estuda a adoção de um Plano de Demissão Voluntária (PDV) em 2017. “Estamos estudando a possibilidade de implementar um PDV no ano que vem”, afirmou ele, lembrando que o banco já fez um programa de aposentadoria incentivada.

Occhi reafirmou a previsão de realizar a abertura de capital da Caixa Seguridade e da Lotex, divisão de loterias, no primeiro semestre de 2017, no mais tardar, no início do segundo semestre. “Estamos em vias de contratar os bancos que vão trabalhar no IPO da Caixa Seguridade. É uma mistura de nacionais e estrangeiros”, afirmou ele, prevendo a assinatura na próxima semana. “E na sexta-feira vamos assinar com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o contrato para o assessoramento para a operação da Lotex”, completou.

O presidente da Caixa destacou que a instituição está realizando um programa de combate a inadimplência, em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com rodadas de renegociação de dívidas judicializadas. “Estamos fazendo em todos os estados do Brasil e o resultado está sendo positivo”, disse.

Com Correio Braziliense

Lucro da Caixa Econômica registra queda de 67,1%

Caixa alcança lucro de R$ 2,4 bi no primeiro semestre do ano

Ao final de nove meses deste ano, a Caixa possui R$ 2,1 trilhões em ativos administrados, com destaque para seus ativos próprios, que alcançaram R$ 1,2 trilhão

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ 998,118 milhões no terceiro trimestre deste ano, queda de 67,1% em relação a igual período do ano passado (R$ 3,037 bilhões).

O índice de inadimplência encerrou setembro em 3,48%. Segundo o banco, esse resultado foi influenciado por um “grupo econômico específico do setor de óleo e gás”. “Excluído esse efeito, a inadimplência alcançaria 3,26% e ficaria estável em relação ao trimestre anterior e ao terceiro trimestre de 2015”, diz o banco.

Ao final de nove meses deste ano, a Caixa possui R$ 2,1 trilhões em ativos administrados, com destaque para seus ativos próprios, que alcançaram R$ 1,2 trilhão. O índice de Basileia encerrou o período em 13,5%. Esse percentual indica a capacidade do banco de emprestar, levando-se em consideração os recursos próprios e a ponderação de riscos.

Carteira de crédito cresce 5%

A carteira de crédito ampla apresentou saldo de R$ 699,6 bilhões, crescimento de 5 % em 12 meses e participação de 22,2% no mercado, avanço de 1,4 ponto percentual. “O crescimento das operações de habitação, saneamento infraestrutura e crédito consignado, que possuem baixo risco, foram os principais responsáveis pelo aumento da carteira”, destacou o banco.

O crédito habitacional, principal segmento de crédito da Caixa, registrou saldo de R$ 401,5 bilhões, com evolução de 6,7% em 12 meses. Esse salto representa 66,8% do mercado. As operações de saneamento e infraestrutura apresentaram saldo de R$ 77,8 bilhões, avanço de 13,8% em 12 meses.

As operações comerciais com pessoas físicas e pessoas jurídicas totalizaram R$ 193,5 bilhões, redução de 1,9% em 12 meses, influenciadas, principalmente, pelo segmento pessoa jurídica, que apresentou queda de 4,2%.

O segmento comercial pessoa física apresentou estabilidade no mesmo período, tendo como destaque o crédito consignado, que cresceu 8%, e fechou o terceiro trimestre com saldo de R$ 62,9 bilhões.

 

Com informações da Agência Brasil.

Preço de imóvel pago com FGTS pode subir

Setor imobiliário negocia com representantes do Banco Central para que valor máximo passe de R$ 750 mil para R$ 1 milhão ainda este ano.

A proposta de aumentar o limite do valor dos imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) de R$ 750 mil para R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhão ganhou força nos últimos meses com a crise que estagnou o mercado imobiliário. A questão está sendo negociada por bancos e por empresários do segmento com representantes do Banco Central.

A expectativa do setor é que as mudanças ocorram ainda em 2016

A proposta sugere que o patamar de R$ 1 milhão seja válido como teto para negócios em que o mutuário utiliza recursos do FGTS como entrada no momento da compra ou na composição da linha de financiamento. Já o limite de R$ 1,5 milhão valeria para os casos sem recursos do FGTS.

A última elevação no teto do preço dos imóveis que podem ser financiados pelo SFH ocorreu em outubro de 2013. Na ocasião, o governo aumentou o limite de R$ 500 mil para R$ 750 mil em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. Nos demais Estados, o teto foi para R$ 650 mil.

“O valor do SFH, hoje, está completamente defasado”, argumenta o presidente da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias, Rodrigo Luna. “Não houve uma grande resistência do Banco Central contra a proposta. Há uma boa chance de efetivar isso ainda nesse ano”, comentou o representante de uma associação nacional do ramo imobiliário que preferiu não se identificar.

Os líderes empresariais defendem o aumento do limite para que mais consumidores possam comprar imóveis no âmbito do SFH. Nesse sistema, o crédito imobiliário é regulamentado e conta com taxas de juros abaixo das praticadas no livre mercado. Os bancos têm de destinar, no mínimo, 65% do saldo da caderneta para o crédito imobiliário. Desse total, 80% têm de ser destinados a imóveis na linha do SFH, e o restante para operações com taxas de mercado.

No entanto, há escassez de recursos da caderneta para os financiamentos. Entre janeiro e agosto de 2016, os saques da poupança superaram as captações em R$ 48 bilhões. Já em 2015, esse saldo ficou negativo em R$ 53,6 bilhões.

A saída de recursos está ligada à elevação da taxa básica de juros, que torna mais atrativo o retorno de outras aplicações financeiras em comparação com a caderneta. Outro ponto é que a inflação alta e o desemprego têm levado muitas famílias a sacar suas reservas para pagar despesas ordinárias.

Por conta disso, os recursos do FGTS ganharam importância para o crédito imobiliário. Por lei, esse dinheiro só pode ser direcionado para imóveis enquadrados no SFH. A Caixa Econômica Federal, detentora de uma participação de dois terços do mercado de crédito imobiliário, projeta destinar R$ 90 bilhões para financiamentos ao setor em 2016.

Desse montante, R$ 23 bilhões terão recursos oriundos da caderneta e R$ 67 bilhões, do fundo. Com isso, esse será o terceiro ano consecutivo em que o FGTS será a principal fonte de recursos para o crédito imobiliário no País. A Caixa não comentou o assunto.

Copa e Olimpíada deixarão Rio endividado por 10 anos, diz estudo

Agência S&P rebaixa nota de crédito do Rio de Janeiro por endividamento

Segundo pesquisador, o modelo de negócios desses grandes eventos precisa mudar para se adequar à realidade da população local

Qual o legado que a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos deixarão para a cidade do Rio de Janeiro?

O pesquisador suíço Christopher Gaffney, da Universidade de Zurique, levantou esse questionamento em um novo estudo, intitulado “Transforming Rio – for the benefit of whom?”, em que revela que a dívida deixada por esses grandes eventos demorará 10 anos para ser paga pela cidade.

Segundo o pesquisador, o modelo de negócios desses grandes eventos precisa mudar para se adequar à realidade da população local, que acaba sofrendo com a dívida deixada.

Gaffney conta que o Comitê Olímpico Internacional e a FIFA oferecem às elites locais grandes promessas ao sediar tais eventos, no entanto, ao contrário do que parece, não conseguem entregar infraestruturas úteis aos moradores desses países.

Caixa vai financiar imóveis de até R$ 3 milhões

Além de aumentar o limite de crédito, a Caixa anunciou que passará a financiar uma parcela maior do valor dos imóveis por meio do SFI

A partir da próxima segunda-feira (25), os mutuários da Caixa Econômica Federal poderão financiar imóveis de até R$ 3 milhões, o dobro do limite de financiamento em vigor até agora, de R$ 1,5 milhão.

A mudança foi anunciada hoje (18) pela instituição financeira e afeta somente operações de crédito do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). Essa modalidade de crédito financia imóveis mais caros, sem emprestar dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Além de aumentar o limite de crédito, a Caixa anunciou que passará a financiar uma parcela maior do valor dos imóveis por meio do SFI. A cota de financiamento para imóveis usados subiu de 60% para 70% do valor total. Para a compra de imóvel novo, construção em terreno próprio, aquisição de terrenos e reforma ou ampliação, a cota passou de 70% para 80%.

Nas operações contratadas com interveniente quitante, nas quais haverá quitação de financiamento com outra instituição financeira, a cota de financiamento subirá de 50% para 70%. Até o início do ano passado, a Caixa financiava 70% dos imóveis adquiridos pelo SFI. O teto caiu para 40% em maio de 2015 e tinha sido reajustado para 60% em março deste ano.

Perfil

Em nota, o banco confirmou que estuda a personalização dos juros e das cotas de financiamento conforme o perfil do cliente, mas esclareceu que esse modelo ainda não tem data para entrar em vigor. “A Caixa esclarece que o novo modelo de concessão de crédito, que levará em consideração aspectos de perfil do cliente como rating ou menor quota de financiamento, ainda está em estudo e não tem previsão de data de lançamento”, destacou a instituição financeira.

As mudanças de hoje não afetam as operações do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que financia a compra de imóveis de até R$ 750 mil em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Distrito Federal e de até R$ 650 mil nas demais localidades do país. O SFH financia imóveis com recursos da poupança e do FGTS. O SFI financia unidades de maior valor, com recursos de fundos de pensão, fundos de renda fixa, companhias seguradoras e bancos de investimento.