Ministro espera que balança comercial tenha lucro perto de US$ 50 bilhões

Bovespa sobe 0,9% e retoma nível pré-crise política com expectativa de vitória de Temer na Câmara

Para Marcos Pereira já há sinais de retomada da economia no próximo semestre e o câmbio deve favorecer importações.

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, trabalha com a perspectiva de um superávit comercial de US$ 50 bilhões em 2017, superando o saldo positivo do ano passado.

“A perspectiva desse ano é que haja superávit novamente e que o valor absoluto seja superior ao do ano passado. Algo em torno de US$ 50 bilhões”, disse Pereira. Para o ministro já há sinais de retomada da economia no próximo semestre e o câmbio deve favorecer importações. Por outro lado, o diálogo com as federações das indústrias indica um crescimento das exportações.

Em 2016 a balança comercial brasileira teve um saldo positivo de US$ 47,7 bilhões, o melhor resultado da série histórica iniciada em 1989. O recorde anterior era de 2006 e somava US$ 46,4 bilhões. O saldo foi recorde, mas foi conseguido principalmente graças a um forte recuo de 20,1% nas importações. Já as exportações caíram 3,5%.

Fonte: noticiasaominuto

Com Trump, real deve se valorizar frente ao dólar em 2017

Com Trump, real deve se valorizar frente ao dólar em 2017

Após ter subido quase 18% em relação ao dólar no último ano, o Real, como as moedas dos outros países que compõem o grupo emergente Brics, com exceção da China, deve continuar se valorizando

Depois de ter subido quase 18% em relação ao dólar em 2016, com o melhor desempenho mundial, o real tem boas chances de continuar se valorizando em 2017, na avaliação do Goldman Sachs.

Na avaliação do Goldman Sachs, a moeda brasileira tem boas chances de continuar se valorizando em 2017.

Após ter subido quase 18% em relação ao dólar no último ano, o Real, como as moedas dos outros países que compõem o grupo emergente Brics, com exceção da China, deve continuar se valorizando.

De acordo com o banco norte-americano, o rublo (Rússia), a rupia (Índia) e o rand (África do Sul) ficaram entre as que tiveram os melhores retornos no mês passado, depois da desvalorização generalizada em novembro por causa da inesperada vitória de Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos, informou a Folha de S.Paulo.

Em dezembro, a moeda brasileira avançou 4% ante o dólar e iniciou a primeira semana de 2017 com ganho de 1%. A moeda americana está cotada agora na casa dos R$ 3,22.

“Incluímos essas moedas nas recomendações de investimento para 2017, pois esse grupo está indo bem no caminho de recuperar os níveis anteriores a 8 de novembro, dia da eleição presidencial americana, mesmo que o dólar continue a se fortalecer diante da maioria”, diz o Goldman, em relatório.

Banco Central vai voltar a operar no mercado de câmbio

Banco Central vai voltar a operar no mercado de câmbio

A última vez em que o BC realizou esse tipo de operação foi ainda na gestão Alexandre Tombini, em 11 de abril

A disparada do dólar nesta quinta-feira 10, fez com que o Banco Central (BC) anunciasse mudança na estratégia no mercado cambial. Com os negócios do dia já encerrados, a instituição divulgou que pode oferecer até US$ 6,49 bilhões em operações financeiras que têm efeito comparável à venda de dólares no mercado futuro. A última vez em que o BC realizou esse tipo de operação foi ainda na gestão Alexandre Tombini, em 11 de abril.

Com a oferta dos chamados contratos de swap cambial tradicional, o BC tende a amenizar a crescente demanda por dólares vista desde quarta-feira, 9. Na operação programada para esta sexta-feira, 11, o BC oferece o equivalente a até US$ 750 milhões ao mercado. Em nota, a autoridade monetária disse que decidiu atuar após “avaliar as atuais condições do mercado” – sem citar a alta do dólar ou a tensão gerada pela política nos EUA.

Na quarta, o BC havia reagido à deterioração do quadro com o anúncio de que interromperia a oferta de swap cambial reverso – operação que corresponde à compra de dólares no mercado futuro. Em outras palavras, a casa deixou de comprar dólares no mercado futuro na quarta e passará a vender a moeda no mesmo mercado futuro hoje.

O presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou nesta quinta-feira que, mesmo com a vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos EUA, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) tende a elevar os juros em dezembro. Segundo ele, o BC está observando as consequências do resultado para os mercados globais e o êxito de Trump reforça a sensação de que, no Brasil, é preciso avançar nas reformas econômicas.

“Isso dá um certo senso que, de fato, essa janela de oportunidade tem que ser utilizada, como tem sido”, disse Goldfajn, após ter participado de seminário promovido pela Universidade do Chile, em Santiago.