PM embriagado bate em carro parado e mata recém-nascida

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Bebê com 9 dias passou por cirurgia mas não resistiu. A irmã dela, de três anos, também se feriu em batida de carro. Crianças estavam com a mãe

Um soldado da Polícia Militar, que trabalha no Corpo de Bombeiros de Campinas, bateu seu carro em dois veículos que estavam parado, na madrugada desta quarta-feira (1º), no município de Itatiba.

Segundo a polícia, o motorista apresentava sinais de embriaguez. Uma bebê recém-nascida, que estava com a mãe e a irmã dentro de um carro estacionado atingido pelo PM, morreu.

Outra criança que também estava com a mãe no carro parado, de três anos, ficou ferida e foi socorrida. Ela teve ferimantos na testa e passou por atendimento no Hospital da Santa Casa do município. A irmã dela, de apenas nove dias, passou por cirurgia na cabeça, mas não resistiu aos ferimentos.

Para polícia, a mãe das crianças disse que saiu para rua para comemorar a virada do ano, mas, devido ao barulhos dos fogos, foi para dentro do carro que estava estacionado com as duas filhas.

O soldado foi preso em flagrante por embriaguez ao volante, com lesão corporal culposa e foi levado ao Presídio da Polícia Militar Romão Gomes, em São Paulo.

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PM foi morto por colega com pelo menos 4 tiros, em batalhão de Campinas

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Dois dos disparos atingiram a cabeça da vítima e outros dois o peito. Corpo do soldado Thiago de Camargo Machado será sepultado nesta terça. Motivo do crime será apurado

O policial militar preso após matar um colega dentro do 47º Batalhão, em Campinas (SP), efetuou pelo menos quatro tiros, sendo que dois dos disparos atingiram a cabeça da vítima e outros dois o peito. A informação foi apurada pela EPTV, afiliada da TV Globo, após a realização da perícia no local. O crime ocorreu na segunda-feira (23) e os motivos ainda são desconhecidos.

O PM Thiago de Camargo Machado tinha 34 anos, era casado e deixa uma filha pequena. Ele foi socorrido até o Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, onde o óbito foi confirmado. O corpo da vítima será sepultado na manhã desta terça-feira (24) no Cemitério da Saudade, em Campinas.

O soldado Thiago Machado foi morto a tiros por outro policial militar dentro de um batalhão em Campinas (SP) — Foto: Reprodução/Facebook

De acordo com a Polícia Militar, o soldado Cleber da Silva Avelino, de 37 anos, suspeito do crime, se rendeu após efetuar os disparos, sendo detido e ficando “à disposição da justiça militar”. Ele foi encaminhado ao Presídio Romão Gomes, em São Paulo.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que “todas as circunstâncias relativas aos fatos serão apuradas”.

O caso foi registrado na 2ª Delegacia Seccional do município e também será apurado pelo 47º Batalhão, acompanhado da Corregedoria da PM. Os disparos foram efetuados próximo ao portão de entrada e saída de veículos do 47º Batalhão de Polícia Militar do Interior.

Soldado Cleber Avelino foi detido após efetuar os disparos contra outro PM dentro de Batalhão em Campinas (SP) — Foto: Reprodução

Visita cancelada

Após a ocorrência no 47º Batalhão, o setor de imprensa da PM informou que a visita a Campinas do secretário executivo da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo, que ocorreria nesta terça-feira, foi cancelada.

PM mata colega a tiros dentro de batalhão em Campinas

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Policial militar veio a óbito dentro do 47º Batalhão, na tarde desta segunda. Motivos do ataque são desconhecidos, diz corporação

Um policial militar foi preso após matar a tiros um colega dentro do 47º Batalhão, em Campinas (SP), na tarde desta segunda-feira (23). De acordo com a corporação, o fato ocorreu por volta das 14h e os motivos da ação ainda são desconhecidos.

Equipes preservam o local do crime. Uma equipe da perícia chegou ao local por volta das 15h30, o corpo da vítima ainda não foi liberado.

Equipe da perícia chega ao 47º Batalhão da PM em Campinas (SP) — Foto: Carina Rocco/EPTV
Equipe da perícia chega ao 47º Batalhão da PM em Campinas (SP) — Foto: Carina Rocco/EPTV

*Em atualização

Professor de igreja evangélica é preso por estuprar 9 alunas de até 12 anos

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Polícia Civil apontou que o número de vítimas pode aumentar e deve ouvir depoimento do pastor da instituição e receber lista com nome das garotas nesta segunda-feira (23)

Subiu para nove o número de vítimas que relatam ter sido estupradas por Marcos Bueno Ribeiro, que atuava como professor da 1ª Igreja Batista de Amparo (SP) e está preso preventivamente desde sexta-feira (20). A nona criança, uma menina de 12 anos, teria reconhecido o suspeito após vê-lo em uma reportagem exibida na TV sobre o caso. A Polícia Civil deve receber, nesta segunda-feira (23), o depoimento do pastor da instituição e a lista com os nomes das vítimas.

Os pais registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil. Segundo o relato, ela começou a chorar quando viu a foto do professor e confessou que ele teria passado a mão em suas partes íntimas enquanto ela brincava com outras crianças em um pula-pula no pátio da igreja em agosto.

As outras oito vítimas foram apontadas pelo próprio professor durante depoimento após a prisão. Segundo Fernando Ramon Petrucelli Moralez, delegado titular de Amparo, a Polícia Civil não descarta a possibilidade de aparecimento de novas vítimas durante as investigações.

“Esse número [de vítimas] ainda não está fechado. Acreditamos que pode haver mais e as investigações prosseguem para identificar outras novas vítimas”.

Moralez apontou um possível perfil das vítimas, já que todas são do gênero feminino e têm até 12 anos de idade. “Ele se aproveitava da facilidade que tinha de acesso às vítimas, da confiança dos pais, da instituição e do cargo dele”.

Denúncia veio dos pais

O delegado contou que o primeiro registro da série de estupros chegou através dos pais de uma das vítimas. Eles haviam sido comunicados pelo pastor da instituição, após o mesmo receber uma confissão do professor, e não quiseram esperar que o líder religioso fizesse uma denúncia por escrito.

“Ele provavelmente não estava aguentando internamente, acabou confessando para o pastor da igreja e os pais vieram a tomar conhecimento posteriormente”, afirmou Moralez.

As outras vítimas devem ser ouvidas ainda nesta semana, através de depoimentos dos pais. “Existe um procedimento especial em que elas são ouvidas indiretamente através dos familiares e posteriormente em juízo, somente uma vez, com a presença de psicólogo e assistente social”, explicou.

Professor atuava em evangelização

Marcos Bueno Ribeiro atuava na evangelização de crianças e adolescentes na 1ª Igreja Baptista de Amparo. Dos oito estupros confessados por ele, seis teriam ocorrido dentro do templo, e dois casos em um retiro.

De acordo com a Polícia Civil, Ribeiro praticava os crimes há pelo menos três anos. Preso preventivamente por 30 dias, o acusado foi encaminhado para a cadeia de Serra Negra (SP).

Em nota, a 1ª Igreja Batista de Amparo confirmou que o suspeito era membro da comunidade, e disse que “colabora com a Justiça e cumpre seu papel de dar apoio às famílias e vítimas, e também à família do acusado”.

O pastor também reforçou que o suspeito admitiu os crimes, e lembrou que as aulas eram ministradas por ele junto com a mulher. Ele preferiu não gravar entrevista e também não quis mencionar detalhes sobre como ocorreram os abusos na igreja localizada no Jardim Itália.

Do G1/SP

Operação prende 31 policiais militares ligados ao tráfico em Campinas (SP)

Eles recebiam propina por repasses de informações a traficantes. Organização criminosa era liderada por uma mulher, que também foi presa

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Corregedoria da Polícia Militar prendeu, nesta terça-feira (14/8), 31 policiais militares suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas na região de Campinas, interior de São Paulo.

Conforme o Gaeco, eles recebiam pagamentos de R$ 100 a R$ 300 para vazar informações sobre as operações policiais de combate ao tráfico. Eles também deixavam de efetuar prisão de traficantes ligados ao esquema. Quatro civis envolvidos nos crimes também foram presos. Os nomes dos presos não foram divulgados pela polícia.

Segundo o coronel Marcelino Fernandes da Silva, da corregedoria da PM, os valores da propina variavam conforme a graduação do policial envolvido. Enquanto um soldado, por exemplo, recebia R$ 100 pela informação, ao sargento eram pagos R$ 300.

Os valores mensais movimentados pelo esquema chegavam a R$ 150 mil. O grupo, lotado na 5ª Companhia do 47º Batalhão de Campinas, atuava principalmente no Parque Industrial e na região conhecida como “Toca da Raposa”, na Vila Boa Vista. O grande número de policiais presos chegou a desfalcar a unidade.

Entre os presos civis estão um homem e uma mulher. Ela, de acordo com a denúncia, liderava a organização criminosa e assumiu o lugar de outro líder, preso na fase de investigação. O homem era responsável pela contabilidade e distribuição do dinheiro pago pelo tráfico.

Os 40 mandados de prisão e 51 mandados de busca foram expedidos pela Justiça Militar e pelo juiz Nelson Augusto Bernardes de Souza, da 3ª Vara Criminal de Campinas. Embora o esquema operasse apenas na cidade, ordens de busca também foram cumpridas em Sumaré, Mogi Mirim, Hortolândia, Bauru, Sorocaba e São Carlos, onde ficam as residências dos envolvidos.

As prisões são temporárias. A Justiça decretou sigilo nas investigações e a reportagem não teve acesso aos nomes dos advogados que acompanharam as prisões.

Os suspeitos vão responder por crimes de tráfico de drogas, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A Operação “Tio Genésio” teve o apoio do 2.º e 3.º Batalhões de Polícia de Choque e do Canil de Campinas.

Fonte: metropoles

Polícia Civil prende falsa médica em bairro nobre de Campinas, no interior de SP

De acordo com a DIG, Thaisa Daher do Prado exercia ilegalmente a profissão há pelo menos 1 ano

Policiais da Delegação de Investigações Gerais (DIG) de Campinas (SP) prenderam nesta quarta-feira (23), em um bairro nobre da cidade, uma falsa médica apontada suspeita de exercer ilegalmente a profissão há pelo menos um ano.

A Polícia Civil chegou a Thaisa Daher do Prado, de 40 anos, após denúncia de uma médica de São José do Rio Preto (SP), que registrou boletim de ocorrência na terça-feira (22) após receber um telefonema de uma enfermeira de Campinas (SP) contando que a suspeita usava o nome e CRM da profissional.

Em seu apartamento, no bairro Cambuí, os policiais civis encontraram dois carimbos com CRM – ambos de médicas que também se chamam Thaisa. Em seu perfil numa rede social, a falsa médica se apresenta como doutora e faz postagens com jaleco e equipamentos médicos.

Thaisa alegou aos policiais que é médica formada na Suíça. Segundo a Polícia Civil, Thaisa, que possui duas passagens por estelionato, prestava assessoria médica em um grupo de Campinas que faz regulagem e liberação de ambulâncias para clientes conveniados.

O caso está sendo registrado na DIG de Campinas. O G1 não conseguiu contato com o advogado de Thaisa.

Fonte: g1/sp

Estudo encontra até 1,4 milhão de fungos e bactérias em latinhas e garrafas de vendedores ambulantes

Pesquisadores de Campinas coletaram amostras até da água dos isopores e encontraram contaminação em 60% delas. Veja como reduzir o risco de pegar uma doença.

Aquele momento de matar a sede em engarrafamentos ou em passeios a pé precisa de mais atenção dos consumidores. Pesquisadores de Campinas (SP) alertam para a contaminação de até 1,4 milhão de fungos e bactérias presentes em latinhas, garrafas de água e garrafinhas PET armazenadas em isopores de vendedores ambulantes.

Entre os micro-organismos encontrados, estão causadores de infecções gastrointestinais, pulmonares, vaginais, de urina e de boca, com sintomas que vão de diarreia, dores abdominais e vômito até febre. O risco é maior para pessoas com baixa imunidade, como crianças, idosos e quem está passando por algum tratamento de saúde.

O estudo feito pela Faculdade de Biomedicina na UniMetrocamp Wyden, com coleta de amostras em cidades da região de Campinas e na capital paulista, verificou até mesmo a água que gela as bebidas nos isopores.

Foram 15 amostras de água e 60% delas estavam contaminadas com coliformes totais, fecais e a bactéria Escherichia coli, vilã das infecções no intestino e de urina.

“Não esperava que as amostras de água estivessem tão contaminadas. Essa contaminação favorece a contaminação dos produtos. Esperava que a água estivesse livre, e que a gente pudesse encontrar apenas alguns micro-organismos nas embalagens, porque vêm de um transporte, ficam em depósito com muita sujeira”, explica a orientadora da pesquisa, a professora doutora Rosana Siqueira.

Entre garrafas e latinhas, 63 itens foram coletados e os bocais foram o objeto da análise. A contaminação mais importante estava presente justamente nas bebidas que estavam nos isopores contaminados.

Das 26 latinhas, 12 tinham fungos e bactérias proliferados em quantidades importantes, de 1 mil a 1,4 milhão de micro-organismos. Nas garrafinhas PET de refrigerante a contaminação atingiu a casa dos 15 mil. Já os bocais das garrafas de água alcançaram a marca de 28 mil contaminantes. E olha que as bebidas ficam normalmente em temperaturas baixas.

“Mesmo a água estando gelada, alguns micro-organismos continuam se multiplicando. Não com aquela força total como se estivesse na temperatura ideal, mas mesmo sob refrigeração eles conseguem se desenvolver”, diz Rosana.

Garrafas de água e latinhas foram objetos da pesquisa feita em Campinas (Foto: Patrícia Teixeira/G1)

Bactérias e fungos encontrados

O idealizador do estudo foi o aluno de Biomedicina Cleber da Silva. Entre os contaminantes identificados nas amostras, estão as bactérias Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae e Citrobacter.

Os fungos presentes foram Candida albicans – aquela da candidíase – Candida krusei, Rhodotorula e Aspergillus niger.

Silva fez a coleta das amostras de bebidas e da água dos isopores com vendedores nas calçadas e em feiras livres.

“Via o pessoal vendendo água e parava, pedia pra comprar e pra coletar um pouco da água. […] Não estranharam. […] Você vê quando coloca no vidro como ela fica turva, bem contaminada”, completa.

Segundo a orientadora da pesquisa, o resultado indica falta de higiene na manipulação das bebidas e da água dos isopores, podendo prejudicar consumidores e o próprio vendedor ambulante.

“Desde a não higienização das latinhas e das garrafinhas de água, como também a manipulação, as mãos dos próprios manipuladores. Eles mexem muito com dinheiro, não têm um local para higienizar as mãos, e isso acaba ocasionando a contaminação cruzada”, explica Rosana.

Como reduzir riscos?

Rosana ensina que o ideal seria que os vendedores fizessem uma boa higienização das bebidas antes de colocar na água potável com gelo e sempre higienizarem as mãos com álcool em gel, por exemplo. Uma alternativa também é trocar a água do isopor, já que ela perde temperatura ao longo do dia.

“Muitos desses ambulantes chegam cedo no local e vão embora muitas vezes à tarde. Isso favorece o aquecimento dessa água, o desenvolvimento e aumento desses micro-organismos fazendo com que a contaminação seja mais evidenciada”, alerta.

 

Já os consumidores também podem, e devem, se resguardar usando canudos embalados individualmente e passando um guardanapo de papel no bocal das latas e garrafas.

“O lenço de papel vai retirar a água, então você retira parte dos micro-organismos. Não vai ficar 100% seguro, mas vai reduzir muito o nível de contaminação. O canudo, a pessoa vai ficar quase 100% isenta da contaminação”, completa.
Fonte: g1

Cantor gospel é preso durante evento religioso em igreja de Campinas

Um cantor gospel foi preso durante um evento religioso em uma igreja, no bairro Vila Pompéia, em Campinas, na noite deste sábado (25). De acordo com o 47º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI), foi cumprido um mandado de prisão por tráfico de drogas contra Alex Eduardo Felix, de apelido Coruja, com pena prevista de cinco anos em regime fechado.

A prisão ocorreu na Igreja Pentecostal Missionária Livre, às 18h10. De acordo com a denúncia recebida pela corporação, Coruja se apresentaria no evento e era procurado pela Justiça. No local, os policiais constataram o mandado em aberto e que Felix tinha antecedentes por tráfico e roubo.

Ele foi conduzido à 2ª Delegacia Seccional da cidade e ficou preso, à disposição da Justiça, ainda conforme a Polícia Militar. O G1 não conseguiu contato com advogado ou familiar do suspeito até a publicação desta notícia. As ligações para um telefone fixo da igreja disponibilizado no Facebook não foram atendidas até atualização desta notícia, às 15h19.

Fonte: g1

Atirador que matou familiares em Campinas trabalhou como segurança, ficou preso e foi processado pelo pai

O homem que matou familiares na manhã desta segunda-feira (30), em uma chacina no distrito de Sousas, em Campinas (SP), já trabalhou como segurança, ficou nove dias preso por porte ilegal de arma e tinha um processo de despejo que o próprio pai moveu contra ele.

Antonio Ricardo Gallo assassinou a tiros o pai, uma irmã, um vizinho, o atual companheiro da ex-namorada, e depois se matou. A quinta vítima foi encontrada carbonizada na residência da família e a polícia trabalha com a hipótese de que o corpo seja da outra irmã do autor. Ele ainda feriu a ex-namorada.

De acordo com o Tribunal de Justiça (TJ-SP), Antonio Valentim Gallo entrou com um processo contra o filho em 2013 para que ele fosse despejado da residência onde ele morava, na Rua Ferrucio Beltramelli. A ação foi encerrada em 2014 e, no despacho, o juiz determinou que o pedido de despejo só deveria ser considerado se houvesse contrato de locação, o que não era o caso por se tratar do filho do requerente do processo.
“Sucedeu que houve desentendimentos entre as partes e que rendeu ensejo a vários Boletins de Ocorrência.

Requereu o despejo para uso próprio. Pediu o beneficio da justiça gratuita. Foi deferido o beneficio da justiça gratuita ao requerente e designada esta audiência de conciliação. (…) O demandante reconheceu a inexistência de vinculo de locação, aliás constou da inicial que se trata de caso de “cessão”. Como é sabido, o despejo é ação apropriada para a rescisão da locação. Como no caso não houve locação, não é o caso de ação de despejo”, diz o texto do processo.

Após matar parte da família, Antonio foi para o bairro Padre Manoel da Nóbrega e atirou contra a ex, que está hospitalizada, e o companheiro dela – a quinta vítima -, que foi socorrido em estado gravíssimo com disparos na região da cabeça e acabou morrendo. A morte dele foi confirmada pelo Hospital Celso Pierro, da PUC-Campinas, às 13h10.

Depois dos disparos, o atirador saiu do local e chegou a ser perseguido pela Polícia Militar quando se matou com um tiro na cabeça, informou a corporação, em um dos acessos da Rodovia Anhanguera. No início da tarde desta segunda-feira, os corpos foram retirados da residência e levados para o Instituto Médico Legal (IML).
Introspectivo para familiares e vizinhos

A tia de Antonio Ricardo Gallo, Maria Cecília Meireles, afirmou que a outra irmã do atirador, que tem síndrome de down e foi poupada pelo homem, passa bem e foi levada para a casa de parentes junto com a criança que estava com ela.

A mulher afirmou que não tinha muito contato com o atirador, porque ele tinha uma personalidade quieta e introspectiva, mas acredita que o motivo da vingança de Gallo com o pai e as irmãs era mesmo uma briga pela casa da família, que teria motivado o processo de Antônio Valentim Gallo contra o filho. Ela confirmou que ele trabalhou durante um período como segurança em uma agência bancária. “O que ele fez foi uma barbaridade, estou chocada até agora”, contou Maria Cecília.

Uma prima das vítimas ficou abalada e disse que tinha mais contato com as irmãs e não conversava muito com o atirador. Segundo ela, o homem não morava mais na casa, mas ninguém sabia exatamente onde era a residência de Antonio.
Já a vizinha Kelly Aparecida afirmou que o pai do atirador era coletor de recicláveis e querido por todos no bairro. “Nunca se imagina uma coisa dessas, está todo muito muito perplexo com o que aconteceu”, disse.

Atirador foi identificado como Antonio Ricardo Gallo (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Roteiro e frieza

De acordo com uma funcionária do condomínio onde a ex-namorada de Antonio Ricardo Gallo mora, o autor do crime tentou, por três vezes, fazer a moça descer do apartamento. Ela relata que desconfiou do comportamento do rapaz e tentou despistá-lo, dizendo que a jovem de 25 anos não passava bem. Na primeira tentativa, às 7h02, depois de ter matado o pai e as irmãs, Gallo chegou a fornecer outro nome na portaria. Segundo ela, o segurança deu nome de um amigo da jovem, que pediu uma descrição física e desvendou a farsa.

Às 7h27, Gallo novamente tentou falar com a ex e pedir que ela descesse, mas saiu do condomínio afirmando que iria embora. Após isso, a jovem ligou para o namorado, que foi ao local. De acordo com a funcionária, por volta de 7h46, quando os dois estavam na rua, o atirador passou com o carro. Segundo o relato dela, o namorado quis segui-lo, mas a moça tentou impedi-lo. Assim que saíram com o carro, o homem retornou na contramão e atirou, baleando o rapaz. A ex-namorada do segurança correu para o prédio atrás de ajuda. Ao retornar, imaginava que o ex tivesse fugido, mas acabou baleada enquanto tentava socorrer o namorado.
Um vizinho que preferiu não se identificar explicou que ouviu os tiros e gritou para a jovem se esconder. Segundo ele, a moça dizia, chorando “Não faz isso comigo” ao socorrer o namorado. No local há várias marcas de tiro, um deles bem próximo do vidro da guarita do condomínio. “Foi Deus que me livrou”, disse a funcionária, que trabalha no condomínio há cinco anos e afirmou que desde então os dois não namoravam mais.

Vítimas

A série de mortes ocorreu antes das 6h30 desta segunda-feira. Segundo a EPTV, afiliada da TV Globo, apurou no local, o atirador chegou próximo da casa da família e matou a irmã Ana Cristina Gallo, de 29 anos, que seguia para o trabalho. Em seguida, atirou contra o pai, Antonio Valentim Gallo, de 60 anos, que estava na frente da casa. O vizinho, identificado como Elenilson Freitas do Nascimento, foi morto quando se aproximou para ver o que tinha acontecido.

Investigação

Dentro do carro, os policiais localizaram dois revólveres calibre 38, com numeração suprimida, 12 cartuchos deflagrados e 26 munições intactas. O suspeito também portava um cinto próprio para o acondicionamento das armas.
Ele já tinha passagens na delegacia e, segundo a EPTV, uma ordem judicial o impedia de se aproximar da família. A Polícia Civil investiga o que motivou os crimes. O caso foi registrado no 12º Distrito Policial como homicídio, tentativa de homicídio, feminicídio, suicídio e incêndio. Em maio deste ano, ele permaneceu nove dias preso após ter uma arma, também um revólver calibre 38, apreendido, de acordo com a investigação.
A Polícia Civil iniciou, durante a tarde desta segunda, os depoimentos de familiares e conhecidos das vítimas. Segundo os relatos que a investigação já coletou, a motivação do crime também indica, a princípio, para a briga familiar por conta da casa do pai de Antonio, onde ele morava com as filhas. A corporação vai pedir o exame toxicológico do autor dos disparos. Pelo menos cinco pessoas já foram ouvidas, informou a corporação.

Corpos foram removidos e levados para o IML (Foto: Fernando Pacífico/G1)

Mortes

As mortes ocorreram próximo da Rua João Maria Batista, em Sousas. A polícia foi acionada após uma moradora do bairro ouvir os disparos.
A casa onde as vítimas estavam foi incendiada pelo atirador e, segundo a PM, não há outros feridos. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo foi combatido rapidamente. Três viaturas foram deslocadas para a ocorrência, e o local do crime foi cercado para o trabalho da perícia.

Feridos

Segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a ex-namorada do atirador foi atingida no abdômen e na cabeça. Ela foi levada para o Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp. O homem, de aproximadamente 28 anos, foi socorrido em estado grave com três ferimentos a bala na região da cabeça e encaminhado para o Hospital Celso Pierro, da PUC. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no início da tarde. O HC informou que o estado de saúde da mulher é estável.

Sobe para 5 número de vítimas de atirador que matou família em Campinas

Subiu para cinco o número de vítimas fatais do atirador Antonio Ricardo Gallo, de 28 anos, em Campinas (SP). O Corpo de Bombeiros localizou no início da tarde desta segunda-feira (30) um corpo carbonizado dentro da casa da família, no distrito de Sousas, onde ele também matou a tiros o pai e uma irmã, antes de atear fogo no local. A quinta vítima é um homem que havia sido baleado por ele em outro ponto da cidade e não resistiu aos ferimentos.

Após matar parte da família, Antonio foi para outro bairro e atirou contra a ex-namorada, que está hospitalizada, e o companheiro dela, que foi socorrido em estado gravíssimo com disparos na região da cabeça e acabou morrendo. A morte dele foi confirmada pelo Hospital Celso Pierro da PUC às 13h10.
Em seguida aos disparos, o atirador saiu do local e chegou a ser perseguido pela Polícia Militar quando se matou com um tiro na cabeça, informou a corporação, em um dos acessos da Rodovia Anhanguera.

Crime e incêndio

A série de mortes ocorreu antes das 6h30 desta segunda. O atirador chegou na casa da família e matou o pai, Antonio Valentim Gallo, de 60 anos, que estava do lado de fora. Em seguida, atirou contra a irmã, Ana Cristina Gallo, de 29 anos, e um vizinho, identificado como Elenilson Freitas do Nascimento. Outra irmã de Antonio estava no local com uma criança e as duas foram poupadas.
O corpo encontrado carbonizado estava nos fundos da casa, num quarto menor onde o pai dormia. Segundo os bombeiros, esta vítima estava com um tiro na cabeça, mas não é possível atestar o sexo dela sem exames da perícia.

Segundo a reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, apurou no local, familiares disseram que o corpo pode ser de outra irmã do atirador que estava na casa no momento dos disparos, e se encontra desaparecida.

Suicídio

O corpo do atirador também passou por perícia. Ele morreu dentro do próprio carro, segundo a Polícia Militar. A morte foi constatada pelo resgate do Corpo de Bombeiros, acionado pela PM, logo após ele ter efetuado o disparo.

O acesso da Rodovia Anhanguera para a Avenida Prestes Maia, onde o criminoso morreu, ficou congestionado durante a manhã.

G1/SP