Marun propõe anistia de caixa 2 e cobrança no SUS

Em grupo de WhatsApp, o ministro também se referiu ao candidato à presidência Ciro Gomes (PDT) como “débil mental”

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, propôs neste domingo (22/7) em mensagem a um grupo de parlamentares, que o MDB e o pré-candidato do partido à Presidência da República, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, defendam uma forma de “leniência” ao caixa 2 praticado em eleições passadas e a fixação de mandato para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Marun sugeriu a criação de uma corte constitucional para “dirimir conflitos” entre o STF e a Constituição, um conselho superior para controle externo das polícias e avançou sobre a área social, ao recomendar o fim da gratuidade total aos pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Vamos desburocratizar as eleições, mas punir realmente o uso de dinheiro ilegal nos pleitos. Podemos propor uma forma de leniência para o caixa dois já praticado e o criminalizarmos para o futuro”, escreveu o ministro, que é citado na Operação Registro Espúrio, suspeito de interferir em registro de sindicatos no Ministério do Trabalho.

“Vamos propor mandatos para o STF, revogar a Lei da Bengala, votar a Lei do Abuso de Autoridade, e criar uma Corte Constitucional que possa dirimir conflitos entre as decisões do STF e a Constituição Federal. Vamos propor um Conselho Superior para as Polícias, para que não prospere o Estado Policialesco e as ações dos maus policiais tenham controle externo.”

A anistia ao caixa 2 e o limite ao mandato de ministros do Supremo foram discutidas na reforma política, que tramitou no Congresso Nacional, no ano passado, mas repercutiram mal e não avançaram.

As ideias do ministro foram publicadas num grupo de WhatsApp de parlamentares do MDB e de Meirelles. O ministro confirmou à reportagem a autoria da mensagem, mas não detalhou as propostas. “Opinião pessoal para discussão enviada ao grupo de deputados do MDB e ao candidato. Não me aprofundei nos detalhes. Quero provocar a discussão de todos os itens propostos.”

Procurado, o ex-ministro da Fazenda disse que não havia lido as propostas de Marun encaminhadas a ele pela reportagem. “Não li ainda”, afirmou Meirelles.

Adversários

No texto, Marun diz aos deputados que, caso Meirelles não vença a eleição, “pelo menos teremos o orgulho de não termos participado da eleição a passeio”. Marun critica na mensagem dois potenciais adversários de Meirelles na disputa pela sucessão do presidente Michel Temer, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e o ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (PDT), a quem chama de “débil mental”.

“A atitude de Alckmin nas denúncias (contra Temer) o torna não merecedor do nosso apoio. Ajudamos a sua candidatura é verdade, ao vetarmos o apoio do Centrão ao débil mental do Ciro Gomes. Este apoio foi para os tucanos, mas isto não é de todo ruim. Sabemos que a tucanidade de Alckmin não o faz o candidato para o agora”, escreveu Marun.

Mais tarde, Marun publicou nota dizendo que não teria usado a expressão “débil mental” contra Ciro se soubesse que ela viria a público. Segundo o ministro, a mensagem a parlamentares do MDB e a Meirelles tratava de posições pessoais que ele deseja discutir com o partido.

“Admito que se soubesse que as mesmas se tornariam públicas não teria utilizado o termo ‘débil mental’ em relação ao Sr. Ciro Gomes, por reconhecer que, independentemente de minhas posições pessoais, um candidato a presidente da República deve ser publicamente tratado com o maior respeito”, afirmou Marun.

Fonte: metropoles

Governo paga R$ 2 bilhões em emendas antes das eleições

No mesmo período do ano passado, esse valor foi de apenas R$ 13 milhões. Temer é alvo de denúncias e busca apoio no Legislativo

Com a proximidade das eleições, o governo do presidente Michel Temer acelerou o pagamento de emendas parlamentares neste início de ano. Nos primeiros quatro meses de 2018, já foram pagos quase R$ 2 bilhões em emendas individuais. No ano passado, no mesmo período, a liberação foi de R$ 615,64 milhões.

O ritmo de empenho de emendas, isto é, a promessa de verbas para o futuro, também aumentou nos primeiros meses de 2018. De janeiro a abril, época de análise das emendas, já foram empenhados R$ 815 milhões. No mesmo período do ano passado, esse valor foi de apenas R$ 13 milhões.

As emendas parlamentares são indicações feitas por deputados e senadores de como o governo deve gastar parte dos recursos previstos no Orçamento da União. Incluem desde dinheiro para obras de infraestrutura, como a construção de uma ponte, até valores destinados a programas de saúde e educação.

A execução dessas emendas ganha ainda mais importância em ano eleitoral, quando os parlamentares querem mostrar realizações às bases inaugurando obras e fazendo repasses a programas sociais para tentar garantir a reeleição.

Reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, em 22/4, mostrou a intenção de pelo menos 447 dos 513 deputados a concorrer a um novo mandato, contrariando uma expectativa por renovação. Apenas 48 afirmaram que deixarão a Casa e outros 18 ainda não decidiram.

O volume maior de liberação de emendas neste ano ocorre também por causa da legislação eleitoral. A transferência voluntária de recursos da União aos estados e municípios é proibida nos três meses anteriores ao pleito, com exceção da verba para cumprir contratos de execução de obras firmados anteriormente ou de serviços já em andamento.

Cota

Neste ano, os parlamentares terão uma verba total de R$ 8,8 bilhões em emendas individuais, o que resulta numa cota de R$ 14,8 milhões para cada um dos 513 deputados e dos 81 senadores. Há, ainda, os chamados restos a pagar de emendas empenhadas em anos anteriores, cujos valores serão liberados agora.

De acordo com o Palácio do Planalto, “as emendas estão sendo pagas em conformidade com a disponibilidade financeira do governo” e não há diferença de tratamento entre os partidos da base e da oposição.

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, no entanto, admitiu que o montante elevado se deve ao calendário eleitoral. “Como neste ano existe a vedação de repasses de obras e ações não iniciadas até junho, acredito que os municípios estão acelerando seus procedimentos e estamos tendo mais realizações aptas a serem pagas”, disse o ministro.

Denúncias

No ano passado, a liberação de emendas foi utilizada pelo governo para negociar apoio na Câmara para arquivar as duas denúncias apresentadas pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra Temer. Foi o maior valor liberado dos últimos quatro anos – R$ 10,7 bilhões. Investigado no inquérito do chamado Decreto dos Portos, Temer poderá ser alvo de uma terceira acusação formal antes de terminar o mandato.

Embora impositivas desde 2015 – quando o governo é obrigado a pagá-las -, a prioridade dada a algumas emendas ainda é fruto de negociação política. Os meses seguintes à divulgação do acordo de delação premiada do Grupo J&F, envolvendo o presidente da República e auxiliares, concentraram, por exemplo, os maiores valores liberados aos projetos indicados pelos parlamentares.

Durante a votação da primeira denúncia com base na colaboração de acionistas e executivos da J&F, em 2/8, o então ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), chegou a ser flagrado no plenário negociando a liberação de emendas com parlamentares da base aliada.

Fonte: metropoles

Marun diz que levará impeachment de Barroso à próxima sessão do Congresso

De acordo com Marun, “há elementos suficientes” para justificar o pedido

O ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo, disse hoje (15) que apresentará na próxima sessão conjunta do Congresso Nacional o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. “Entendo que esse surto absolutista na mente do ministro Barroso tem de ser detido”, disse Marun ao deixar a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), onde participou do programa Por Dentro do Governo, da TV NBR.

De acordo com Marun, “há elementos suficientes” para justificar o pedido. “Ainda não está redigido porque não se redige uma peça de impeachment em uma tarde. Mas minha expectativa é de que na próxima sessão do Congresso eu me licencie [do cargo de ministro da Secretaria de Governo] e vá, na condição de deputado, entregar ao Eunício Oliveira [presidente do Senado e do Congresso] o meu pedido”.

Durante o programa, Marun fez críticas a Barroso, tanto por ter quebrado o sigilo bancário do presidente Michel Temer, quanto por ter decidido restabelecer apenas em parte o decreto de indulto natalino editado no ano passado. Ao fazer isso, Barroso manteve fora do indulto os presos que cometeram os chamados crimes de colarinho branco.

“Barroso quebra, agride e desrespeita a Constituição. Ministros não estão no STF para quebrar a Constituição. Eles não legislam. Essa síndrome de Luís XIV, aquele que declarou L’État, c’est moi [o Estado sou eu], tem de ser detida”, disse Marun. “Não estamos constrangendo o Barroso. Estou atuando no sentido de deter esse espírito absolutista”, acrescentou, ao lembrar que a ex-presidente Dilma Rousseff também usou desse expediente. Essa diferença de trato entre o decreto de Temer e o de Dilma mostra, segundo Marun, “a parcialidade e a atividade político-partidária” do ministro do STF.

Marun disse ainda que o indulto natalino existe desde a época do Império. “O primeiro foi concedido por D. Pedro II. É permitido ao chefe da nação conceder o indulto a condenados que não sejam por crime violento. Hoje, os presídios são universidades do crime. Em um primeiro momento, o condenado se associa a uma organização criminosa para, em um segundo momento, virar assassino”, acrescentou.

Perguntado sobre como recebeu as críticas da Associação dos Juízes Federais (Ajufe) e de alguns parlamentares, de que esse pedido de impeachment teria por trás uma tentativa de intimidação e represália ao Poder Judiciário, Marun estendeu suas críticas à entidade representativa dos juízes, “por não se posicionar” quando um ministro do STF desrespeita a Constituição e a independência dos poderes. “Até a imprensa tenta me desqualificar. Mas ninguém diz que estou errado”.

Marun afirmou que tem recebido o apoio de “parlamentares e populares”, após ter anunciado a decisão de pedir o impeachment de Barroso. A uma pergunta, se estaria recebendo o apoio de alguém do primeiro escalão do governo, o ministro disse que é dele “e não do governo” a decisão de fazer o pedido.

Fonte: agenciabrasil

Randolfe Rodrigues diz que denunciará Marun no STF por ameaçar Barroso

O articulador do governo ficou insatisfeito com alterações feitas no caso do indulto natalino e falou em possível impeachment do ministro

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) anunciou, em nota divulgada nesta quarta-feira (14/3), que denunciará o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Carlos Marun, no Supremo Tribunal Federal (STF), por crime de responsabilidade. Randolfe acredita que Marun ameaçou o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, ao falar sobre a possibilidade de impedimento do magistrado no caso do indulto natalino.

Nesta terça-feira (13), Marun afirmou que o governo iria recorrer das alterações feitas por Barroso no indulto de Natal — retirando a possibilidade de condenados por crimes de colarinho branco serem beneficiados. Segundo o titular da Secretaria-Geral da Presidência, “há inconformidade em relação a algumas decisões proferidas pelo ministro [Barroso]”.

O senador Randolfe Rodrigues afirmou que a decisão de denunciar Marun é ” para que o mesmo tenha a oportunidade de repetir suas ameaças, cara a cara, diante do próprio STF”. Randolfe disse ainda que o ministro da Secretaria de Governo feriu a Constituição por ir contra “o livre exercício do Poder Judiciário”.
“Não é novidade que parcela ampla dos políticos ousem transformar a delinquência individual de seus comparsas em ‘crise de Poderes’. Foi assim no afastamento liminar do senador Renan Calheiros da Presidência do Senado Federal, determinado pelo ministro Marco Aurélio, ou na suspensão cautelar da função pública do senador Aécio Neves, determinada pela Primeira Turma do STF”, criticou o Randolfe Rodrigues.

O senador acredita que Marun possa ter sucesso na tentativa de impeachment de Barroso, por ser o ministro responsável pela articulação política do Planalto com o Congresso — responsável por receber e analisar denúncias de afastamento. “Tal ameaça possui potencialidade real e não merece ser menosprezada: há que se delimitar, portanto, estratégias institucionais que protejam o Poder Judiciário e o Ministério Público desta operação inescrupulosa, cada vez mais frequente na cartilha política nacional”, disse.

Fonte: metropoles

Governo vai recorrer da decisão de Barroso sobre indulto natalino

Em sua decisão, Barroso argumenta que as regras do decreto original são inconstitucionais por conceder o perdão da pena a condenados que tivessem pagado as multas previstas em suas penas ou que não tivessem cumprido somente 20% do tempo de prisão a que foram condenados

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou hoje (13) que o governo vai recorrer da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, de restabelecer o indulto natalino decretado por Michel Temer no fim do ano passado, contudo sem incluir os crimes de colarinho branco. O decreto de perdão judicial tinha sido suspenso pela presidência da Corte, que o considerou inconstitucional.

Segundo Marun, o recurso está sendo preparado pela Advocacia-Geral da União (AGU). “O remédio jurídico pra essa doença, a decisão está sendo tomada no âmbito da AGU. Não sei que tipo de recurso, mas vai recorrer”, afirmou a jornalistas no Palácio do Planalto.

Em sua decisão, Barroso argumenta que as regras do decreto original são inconstitucionais por conceder o perdão da pena a condenados que tivessem pagado as multas previstas em suas penas ou que não tivessem cumprido somente 20% do tempo de prisão a que foram condenados. O juiz restabeleceu a exigência do cumprimento de pelo menos um terço da pena e impôs o máximo de oito anos de pena para que o preso tenha acesso ao benefício.

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou que o Judiciário está invadindo uma competência exclusiva do presidente da República ao mudar o teor do decreto. “O papel [do Judiciário] não é legislar. Legislar é função do poder Legislativo, essa é a premissa fundamental. Portanto, nesse juízo clássico jurídico, onde o decreto fala um quinto e a liminar decide por um terço, é legislação, não é interpretação. (…) Segundo passo, no que legisla de um quinto para um terço invade competência exclusiva do presidente da República. Isso está expresso na Constituição”, argumentou o ministro da Justiça.

Torquato acrescentou ainda que, ao “avançar no mérito da questão”, Barroso “subtraiu competência do plenário do Supremo”. E ressaltou que o controle judicial deve se colocar “aquém da escolha discricionária do presidente” e que, neste caso, “não cabe juízo de valor do Judiciário”.

Fonte: agenciabrasil

Inquérito contra Temer no STF é “perda de dinheiro público”, diz Marun

Ministro defende tese de que não houve irregularidade na edição do Decreto dos Portos, uma vez que a empresa Rodrimar não foi favorecida pela medida

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou nesta segunda-feira (12) que o inquérito que investiga o presidente Michel Temer por supostamente ter aceitado propina para favorecer a empresa Rodrimar com a edição do Decreto dos Portos é uma “perda de dinheiro público”.

“O Decreto dos Portos não beneficia a Rodrimar. Esse inquérito é perda de dinheiro público, essa é a realidade”, criticou Carlos Marun durante a abertura do 1º Congresso Nacional de Municípios, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

A investigação contra Temer no STF foi aberta em setembro do ano passado a pedido do então procurador-geral da República Rodrigo Janot. O pontapé inicial do caso foi a interceptação, pela Polícia Federal, de ligações telefônicas realizada pelo ex-assessor do presidente Rodrigo Rocha Loures – que estava grampeado por conta das investigações sobre o caso da mala com R$ 500 mil da JBS. Foi no âmbito desse inquérito que o relator, ministro Luís Roberto Barroso, autorizou a quebra do sigilo bancário do presidente Temer.

Marun voltou a dizer nesta segunda-feira que o presidente “não tem nada a esconder” e que abrirá seu sigilo bancário à imprensa, conforme reportado pelo jornal O Estado de S.Paulo .

Cármen Lúcia
O ministro afirmou ainda que “alguns setores” estão travando uma “guerra” com Temer por conta da investigação sobre o Decreto dos Portos. Questionado sobre se a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, faz parte dessa “guerra”, Marun negou, acrescentando que não viu “nada de excepcional” no encontro ocorrido entre Temer e Cármen Lúcia no último sábado (10).

“Não vejo nada de excepcional que presidentes de poderes dialoguem no âmbito do necessário respeito e harmonia que deve existir entre os poderes”, disse Marun.

Todos por Temer
As declarações do chefe da Secretaria de Governo vão de encontro com pedido que Temer deve fazer no início desta noite em reunião com líderes e vice-líderes de partidos da base aliada no Congreeso. O presidente cobra empenho de seus apoiadores para defender sua imagem diante da repercussão dos inquéritos contra ele no STF.

Além do inquérito sobre o Decreto dos Portos criticado por Carlos Marun, Temer é ainda alvo de investigação que apura propina da Odebrecht para campanhas do MDB em 2014. Além do presidente, também são investigados nesse processo os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).

Fonte: ig

Temer não vai recorrer da quebra de seu sigilo bancário

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, informou hoje (6) que o presidente Michel Temer não recorrerá da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso de autorizar a quebra de seu sigilo bancário. Marun, no entanto, interpretou a decisão do magistrado como abusiva e absurda.

“Não obstante o caráter evidentemente abusivo, e até absurdo dessa decisão, o presidente decide, a princípio, pelo menos até o presente momento, não recorrer dessa decisão e mantém, já que não tem nada a esconder, a decisão ontem [segunda-feira, 5] tomada de abrir seu sigilo bancário à população brasileira através da imprensa”, mesmo sem ter sido notificado oficialmente.

O ministro convocou uma entrevista coletiva para falar da decisão do ministro do Supremo, e disse que a decisão do presidente de não recorrer é para evitar dar “munição à hipocrisia dos adversários”.

O ministro da Secretaria de Governo também questionou a decisão de Barroso não ter partido de um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). “Teria sido uma decisão judicial tomada sem que houvesse pedido para tanto; no meu entender de advogado trata-se de uma situação absurda. Nós entendemos que quem tomou essa decisão a tomou de forma abusiva e desnecessária, haja vista a fragilidade do inquérito que não possui base fática”.

Padilha

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, também comentou a decisão do ministro Barroso. Em conversa com jornalistas na Câmara dos Deputados, ele disse que o tema não preocupa o presidente, o que ficaria explícito na decisão de divulgar suas movimentações bancárias. Assim como Marun, Padilha observou que não houve pedido da PGR, apenas da Polícia Federal (PF).

“Primeiro, o pedido do delegado, pelo que sei, não foi chancelado pela Procuradoria-Geral da República. Então houve uma iniciativa do ministro em acolher o pedido da Polícia Federal. Eu quero que compreendam que ao presidente Michel Temer esse tema não preocupa, portanto, não tem nada a esconder”.

Barroso é o responsável no STF pelo inquérito que investiga o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A por meio da edição do chamado Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017), assinado pelo presidente Michel Temer em maio do ano passado. Na ação, além de Temer, são investigados o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e os empresários Antônio Celso Grecco e Ricardo Mesquita, donos da Rodrimar, empresa que atua no Porto de Santos.

Em janeiro, ao responder por escrito aos questionamentos dos delegados responsáveis pela investigação, a defesa do presidente Temer declarou que ele nunca foi procurado por empresários do setor portuário para tratar da edição do decreto, tampouco autorizou qualquer pessoa a fazer tratativas em seu nome.

Fonte: agenciabrasil

Marun diz que os votos para a reforma da Previdência ‘estão vindo’

Sem revelar os votos que o governo teria hoje pela aprovação da reforma da Previdência, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou nesta segunda-feira (15) que acredita que a situação está “mais favorável” agora do que no fim de dezembro antes do recesso, mesmo que haja a preocupação eleitoral dos parlamentares. “Os votos estão vindo sim, o que nós não estamos neste momento é contando. Quero contar isso no final de janeiro”, disse. “Não é que não vamos nos preocupar com número, mas não vamos trabalhar revelando os números agora”, rebateu diante da insistência da imprensa ao questioná-lo como mensurava que a situação estava melhor que antes sem a contagem.

Ao reconhecer que as eleições podem influenciar os parlamentares na hora do voto, o ministro disse que as campanhas de conscientização da necessidade da reforma vão ajudar no trabalho de convencimento. “Neste momento existe, e é natural que exista, a preocupação de colegas com a questão eleitoral. Não existe nada que seja surpreendente ou condenável”, disse. “Tenho expectativa muito grande na reação da sociedade. A sociedade começa a reagir, querer e pleitear aos parlamentares uma atitude que é a necessária para o Brasil, que é o voto favorável para a reforma”, completou.

Marun convocou uma coletiva de imprensa para comentar o almoço que teve nesta segunda com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Segundo ele, a conversa foi para que ele tomasse um conhecimento maior sobre o rebaixamento da nota de crédito brasileira pela agência de classificação de risco S&P Global Ratings na semana passada.

Diferente do discurso de Meirelles, que no fim de semana disse que o rebaixamento não afetará o crescimento da atividade econômica do País e foi uma decisão “técnica e pontual”, Marun disse que o rebaixamento da nota é uma opinião da agência sobre o que acredita “a respeito do nosso futuro”. “O rebaixamento da nota é consequência. Em si não é um fato econômico, é uma opinião”, afirmou.

De acordo com Marun, o rebaixamento – que pode acontecer com outras agências, admitiu – corrobora o discurso do governo da necessidade da reforma da Previdência. “Mais grave para a economia vai ser o que vai acontecer se não aprovarmos a reforma da Previdência.”

Marun disse ainda que na conversa com Meirelles ficou ainda mais evidente a necessidade da reforma. “Governo nunca negou ou deixou de afirmar que a reforma da Previdência é necessária. Parlamentares já estão mais do que conscientes da necessidade de aprovação, inclusive da oposição”, afirmou.

Ao reforçar o mantra do presidente Michel Temer, de que seu governo é pautado pelo diálogo, Marun admitiu que a proposta pode sofrer novas alterações. “Esse é o governo do diálogo, pode ouvir sugestões de aprimoramento desde que não nos afastemos dos princípios da reforma, que é a idade mínima e fim dos privilégios”, afirmou. Num tom otimista que é característico do ministro, Marun disse ainda que o rebaixamento não significa que a inflação ou os juros aumentaram e que a situação fiscal brasileira é “invejável”.

“O rebaixamento traz, e tratamos com respeito, a opinião de que, mesmo vivendo hoje uma situação financeira invejável, o futuro ainda é incerto para essa avaliadora de risco e pode ser para outras e também para o governo”.

 

Com informações do Estadão Conteúdo.

Governadores ameaçam processar Marun por pressão com Previdência

Governadores do Nordeste enviaram nesta quarta-feira (27/12), uma carta pública ao presidente Michel Temer protestando contra a declaração do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, que admitiu na terça (26) que o governo pressiona gestores estaduais e municipais a trabalharem a favor da aprovação da reforma da Previdência em troca da liberação de recursos em financiamentos de bancos públicos, como a Caixa. No documento, os governadores prometem acionar política e judicialmente os agentes públicos envolvidos, caso a “ameaça” de Marun se confirme.

“Os governadores do Nordeste vêm manifestar profunda estranheza com declarações atribuídas ao Sr. Carlos Marun, ministro de articulação política. Segundo ele, a prática de atos jurídicos por parte da União seria condicionada a posições políticas dos governadores. Protestamos publicamente contra essa declaração e contra essa possibilidade e não hesitaremos em promover a responsabilidade política e jurídica dos agentes públicos envolvidos, caso a ameaça se confirme”, diz versão da carta a qual o Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, teve acesso.

 

Marun admite que governo negocia crédito em troca de votos da reforma

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, admitiu nesta tarde de terça-feira (26/12) que o Palácio do Planalto está pressionando os governadores e prefeitos para trabalhar a favor da aprovação da reforma da Previdência em troca da liberação de recursos do governo federal e financiamentos de bancos públicos, como a Caixa.

“Realmente o governo espera daqueles governadores que têm recursos a serem liberados, financiamentos a serem liberados, como de resto de todos os agentes públicos, reciprocidade no que tange à questão da (reforma da) Previdência”, disse o ministro.

O ministro disse que os parlamentares ligados aos governadores também terão aspectos eleitorais positivos com os financiamentos aos governos locais. “Olha, não entendo que seja uma chantagem o governo atuar no sentido de que um aspecto tão importante para o Brasil se torne realidade, que é a modernização da Previdência”, afirmou. “Não é retaliação aos governadores, é pedido de apoio”, completou.

Como revelou a Coluna do Estadão na semana passada, o novo ministro da articulação do governo Temer levantou todos os pedidos de empréstimos na Caixa por Estados, capitais e outras grandes cidades e condicionou a assinatura dos contratos à entrega de votos pelos governadores e prefeitos que exercem influência sobre os deputados. O primeiro a ser pressionado foi o governador de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB). “Veja bem, é uma ação de governo, sendo uma ação de governo, obviamente o nível de apoio que o governador pode prestar a favor da reforma vai ser considerado nesta questão”, insistiu.

Em reunião nesta tarde com o presidente Michel Temer, Marun disse que manifestou otimismo em relação à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Marun afirmou que a confiança da aprovação do texto vem de conversas com parlamentares nos últimos dias e disse ver cada dia menos pessoas dizendo que não votarão a PEC “de jeito nenhum”.

Marun revelou que marcou para a tarde desta quarta (27) uma nova reunião com Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para traçar a estratégia de atuação em janeiro em busca dos 308 votos a favor da reforma. Segundo ele, o relator da proposta, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), também será convidado para o encontro.

O ministro evitou dar o número de votos que o governo contabiliza hoje. Ele disse que a contagem de votos só será retomada por volta do dia 15 de janeiro, a mais de um mês da data da votação marcada por Maia, 19 de fevereiro. Apesar disso, Marun se mostrou confiante.

“Cada vez é maior a consciência da sociedade brasileira em relação à necessidade da reforma. A tática de empurrar com a barriga tem cada vez menos apoio na sociedade, e os parlamentares, ao chegarem na suas bases, começam a constatar isso. Isso que tem sido o grande fator propulsor desta confiança, dessa mudança de pensamento de vários deputados, e fator propulsor dessa vitória que teremos em fevereiro”, declarou.

Fonte: metropoles