Vice-presidente da CBF diz que existem mais vídeos do caso Neymar

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Francisco Noveletto também apostou que o camisa 10 pedirá afastamento da seleção brasileira na Copa América por conta de carga emocional

O caso Neymar parece estar longe de ter fim e um novo episódio pode afastar o jogador da seleção brasileira de futebol.

Em entrevista ao SBT, o vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol – CBF, Francisco Noveletto, comunicou que existe um novo vídeo da acusação de estupro. “Um amigo meu do Rio de Janeiro disse que tem mais um vídeo para ser jogado na rua. Se eu sou o Neymar …”, disse o dirigente.

Noveletto ainda ‘apostou’ que o camisa 10 pedirá afastamento da seleção e não jogará a Copa América. “Se o Neymar vier, é capaz de o Brasil não chegar. Eu conheço a imprensa. A imprensa vai pegar no pé”, comentou. “Veja, se eu tivesse que apostar, se eu tenho 10 fichas e me perguntassem no que eu apostaria? Aposto que ele não virá e que ele pedirá licença. Ele não tem condições psicológicas para enfrentar uma Copa América e um batalhão de jornalistas”.

Francisco Noveletto, vice-presidente da CBF, afirma que o caso Neymar ainda terá mais um capítulo

Apesar da ausência de Neymar na equipe poder gerar desequilíbrio na formação do estilo de jogo, o vice-presidente acredita que esse é o melhor caminho, tanto para ele quanto para a CBF. “Ele não vai render. Já deixou a desejar na Copa do Mundo. Imagina essa carga emocional? Acaba ganhando todo mundo se ele não vier jogar”, finalizou.

As declarações de Francisco Noveletto vão em confronto às declarações de Rogério Caboclo, presidente da entidade máxima do futebol. De acordo com ele, Neymar estará sim entre os jogadores que disputarão a Copa América 2019 , que começa no próximo dia 14 de junho.

Sem regalias, ex-presidente da CBF limpa chão de cela nos EUA

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José Maria Marin está preso nos EUA por pelos crimes de organização criminosa, fraude bancária e lavagem de dinheiro

Acostumado com o conforto do seu apartamento de 600 metros quadrados nos Jardins, zona nobre de São Paulo, e com hotéis luxuosos, o ex-presidente da CBF José Maria Marin tem convivido com uma realidade bem diferente na penitenciária federal de Allenwood, nos Estados Unidos.

Transferido em outubro da Metropolitan Detention Center, cadeia no Brooklyn, em Nova York, onde passou dez meses, para o presídio de segurança baixa localizado em uma pequena cidade no interior do estado da Pensilvânia, o ex-cartola passou a ter acesso a serviços como biblioteca e programas educativos, mas continua submetido a uma rígida rotina imposta pelos agentes do sistema prisional norte-americano.

Aos 86 anos, Marin ganhou o direito de deixar a Metropolitan Detention Center – chamada por advogados de “depósito humano” por causa da condições dadas os presos – devido principalmente à idade avançada e por não oferecer risco de fuga. Isso, no entanto, não significa que em Allenwood ele tenha privilégios.

O Estado conversou com pessoas próximas a Marin e teve acesso a documentos que detalham não só como o brasileiro tem passado os últimos quatro meses, mas a lista de deveres e obrigações dele dentro da cadeia.

Condenado a quatro anos de prisão pelos crimes de organização criminosa, fraude bancária e lavagem de dinheiro cometidos no período em que presidiu a CBF, de 2012 a 2015, Marin teria recebido U$ 6,5 milhões (R$ 23,7 milhões pelo câmbio atual) de propina para assinar contratos de direitos comerciais da Copa Libertadores, Copa do Brasil e Copa América. Ele nega.

Em Allenwood, Marin acorda todas os dias às 5h da manhã, quando os agentes penitenciários passam nas celas para fazer a contagem dos presos. A partir das 6h, o café da manhã começa a ser servido. Quem não acordar no horário estipulado ou não deixar a cela “de forma organizada” está sujeito a medidas disciplinares.

A cama tem de estar arrumada com lençol, cobertor e travesseiro até 7h30, no máximo. Às 10h, o ex-presidente da CBF tem de ficar “quieto” e em pé dentro da cela, para uma nova contagem dos presos. Às 10h45, vai para o almoço. Às 16h, mais uma vez Marin tem de estar em pé na cela para outra conferência de detentos. Na sequência, vem o jantar.

Dentro do refeitório, as regras são rígidas. As mesas não podem ser reservadas, por exemplo, colocando casacos ou roupas nas cadeiras.

A acomodação é por ordem de chegada. Na fila do bandejão, o preso não pode se servir em nenhuma hipótese e tem de esperar que os funcionários do presídio coloquem a comida no seu prato. Depois de sair do refeitório, o detento não poderá entrar novamente no espaço “por qualquer motivo”. Também é proibido retirar frutas ou qualquer item do restaurante.

Marin é obrigado a usar o tempo todo um cartão preso a um cordão em volta do pescoço com seus dados de identificação. Só pode tirar o crachá quando estiver dentro da cela. O seu número de inscrição no sistema prisional norte-americano é 86356-053.

Outra obrigação é o uso de uniforme com uma importante observação: a camisa deve ficar dentro da calça, exceto quando Marin estiver no ginásio ou no pátio. Mas, por causa do inverno rigoroso que tem castigado Allenwood, com temperaturas entre -15ºC e -20ºC, o ginásio e a sala de musculação só devem reabrir em maio, quando não estiver mais tão frio.

A previsão é de que Marin fique ao menos mais dois anos e meio em Allenwood e ganhe a liberdade em junho de 2021, quando terá 89 anos – seu aniversário é no dia 6 de maio. Nos Estados Unidos, não existe progressão da pena para os regimes semiaberto e aberto para cidadãos estrangeiros não residentes.

Assim, a expectativa dos advogados de defesa de Marin é reduzir a pena por bom comportamento e também porque o ex-cartola ficou 13 meses detido (na Suíça e em Nova York) antes do anúncio da sua sentença, em agosto do ano passado.

Não entra nesta conta o período de mais de um ano em que o brasileiro cumpriu prisão domiciliar em seu apartamento localizado na 5.ª Avenida, no arranha-céu Trump Tower, numa das regiões mais valorizadas de Nova York. Durante esse período, ele podia sair até sete vezes por semana de casa, desde que permanecesse dentro de um raio de até duas milhas (o equivalente a 3,2 quilômetros) de seu apartamento e usasse tornozeleira eletrônica.

Na prisão de Allenwood, cabe a Marin manter a sua cela com “um alto nível de saneamento”, “limpa e ordenada”. Isso significa varrer o chão todos os dias e esvaziar a lata de lixo. As celas no presídio são padrão, com uma escrivaninha e um armário. Todos os pertences pessoais de Marin tem de ficar guardados nas gavetas.

Não é permitido nenhum item pendurado nas paredes ou no teto. Quem montar prateleiras dentro do armário, adicionando ganchos, por exemplo, ou mudar a decoração da cela é punido.

O dia de Marin em Allenwood termina às 22h. Novamente o ex-presidente da CBF tem de ficar “quieto” e em pé dentro da cela para a última contagem antes de dormir. Às 5h do dia seguinte, a rotina recomeça infalivelmente.

Pensão de R$ 20 mil

Mesmo preso nos Estados Unidos, o ex-presidente da CBF José Maria Marin recebe pensão vitalícia do Estado de São Paulo no valor de R$ 20.257,80 por mês – com os descontos e impostos, sobraram líquidos para o ex-dirigente R$ 14.914,56 no mês de dezembro.

O valor refere-se à pensão parlamentar da extinta carteira previdenciária dos deputados paulistas. Marin foi deputado estadual por dois mandatos, de 1971 a 1979. Também foi governador do Estado por dez meses, entre 1982 e 1983.

O ex-presidente da CBF contribuiu por 16 anos, de 1971 a 1987. Ele recebe a pensão há quase 32 anos, desde o dia 16 de março de 1987. O valor da pensão é reajustado na mesma proporção dos deputados estaduais em mandato. Em 2012, por exemplo, Marin recebia R$ 16.033,00 por mês.

Ao ser condenado à prisão em agosto do ano passado pela Corte Federal do Brooklyn, nos Estados Unidos, o ex-cartola teve US$ 3,35 milhões (R$ 12,2 milhões na cotação atual) confiscados e foi multado em US$ 1,2 milhão (cerca de R$ 4,3 milhões).

Marin ainda foi condenado em novembro a devolver US$ 137.532,60 (R$ 500 mil) para a Conmebol e a Fifa. Desse montante, US$ 118 mil (R$ 430,8 mil) são referentes à entidade sul-americano e US$ 19.532,60 (R$ 71,2 mil) à Fifa.

Para conseguir arcar com todas as despesas e pagar advogados no Brasil e nos EUA, Marin tem vendido bens adquiridos no período em que presidiu a CBF, como uma mansão no Jardim Europa comprada por R$ 13,5 milhões em 2014 e passada para frente três anos depois por R$ 11,5 milhões.

Fonte: exame

Investigação aponta suspeita de “lavagem de dinheiro” entre Nike e CBF

O caso concluiu que comissões ilegais avaliadas em US$ 26 milhões (R$ 97 milhões) foram pagas a Rosell por ter mediado o contrato entre a CBF e a empresa

Genebra – Autoridades espanholas suspeitam que Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, e Sandro Rosell, ex-executivo da Nike no País, estiveram envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado aos contratos entre a seleção brasileira e a Nike, empresa norte-americana que passou a patrocinar o time nacional.

O caso foi conduzido pela Unidade de Delinquência Econômica e Fiscal, que concluiu que comissões ilegais avaliadas em US$ 26 milhões (R$ 97 milhões) foram pagas a Rosell por ter mediado o contrato entre a CBF e a empresa americana. Do valor total recebido pelo ex-dirigente catalão, hoje preso, Teixeira teria ficado com US$ 5 milhões (R$ 19 milhões).

Segundo o jornal espanhol El Confidencial, o contrato que gerou a propina seria de 6 de novembro de 2008 e estaria em vigor até 2011. O fim do acordo coincide, segundo a publicação, com a entrada de Rosell na presidência do Barcelona e sua necessidade de se desfazer de contratos anteriores que pudessem representar um conflito de interesse.

Para receber o pagamento, Rosell teria usado a empresa Ailanto Marketing, criada no Brasil e alvo de investigações por parte das autoridades nacionais. Diante da juíza espanhola Carmen Lamela, Rosell explicou na segunda-feira que o envio de US$ 5 milhões (R$ 19 milhões) a Teixeira era uma forma de anular um empréstimo que o brasileiro lhe teria feito.

Mas os investigadores suspeitam que Teixeira tenha usado Rosell como instrumento para lavagem de dinheiro. Um indício disso era que os recursos passaram por vários paraísos fiscais e diversas contas de empresas offshore. Na avaliação dos investigadores, isso seria um sinal de que houve uma tentativa de impedir que o percurso do dinheiro fosse facilmente identificado.

Nos Estados Unidos, o FBI investiga a Nike por suspeitas de suborno em relação ao Brasil e o contrato avaliado em US$ 160 milhões (R$ 600 milhões) com a seleção brasileira. Ricardo Teixeira é suspeito de ter dividido com o empresário José Hawilla uma propina de US$ 30 milhões (R$ 112 milhões) por terem fechado um acordo com a empresa americana em 1996, dando a ela exclusividade para explorar a imagem da seleção.

De acordo com documentos oficiais do Departamento de Justiça dos EUA, a CBF havia fechado um acordo milionário com a empresa americana que previa um pagamento extra em uma conta na Suíça de US$ 40 milhões (R$ 149 milhões) para a Traffic. Depois de fechar o acordo com a Nike, Hawilla emitiria notas por serviços supostamente prestados entre 1996 e 1999no valor de US$ 30 milhões (R$ 112 milhões) para a Nike que, em troca, o fazia os depósitos.

Para a Justiça americana, esse valor se refere a “propinas e subornos” que o então presidente da CBF e o empresário brasileiro receberam da empresa. Em uma nota à imprensa, a Nike indicou que está “comprometida em cooperar com qualquer investigação governamental relacionada com a Fifa”.

Fonte: exame

STF envia investigação contra dirigentes da CBF para Justiça do Rio

Ente os crimes apurados na CPI do Futebol estão evasão de divisas, estelionato, falsidade ideológica e crimes contra o sistema financeiro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello decidiu nesta quinta-feira (26/4) enviar à Justiça Federal do Rio de Janeiro uma investigação que tramita na Corte para apurar crimes supostamente cometidos por dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e outras pessoas ligadas ao grupo, incluindo o presidente afastado Marco Polo Del Nero, bem como os ex-presidentes Ricardo Teixeira e José Maria Marin.

O ministro manteve no STF apenas a parte referente ao deputado federal Marcus Vicente (PP-ES), que é vice-presidente da entidade. A investigação foi iniciada originalmente na Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da Superintendência Regional da Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro, para apurar os supostos crimes de evasão de divisas, estelionato, falsidade ideológica e crimes contra o sistema financeiro nacional.

Os indícios iniciais foram apontados no relatório alternativo da CPI do Futebol 2015, de autoria dos senadores Romário (Podemos-RJ) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e abrangeriam a CBF e o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo do Brasil (COL).

Além de Del Nero e dos ex-presidentes Marin e Teixeira, também são alvos o vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Gustavo Dantas Feijó, o diretor jurídico Carlos Eugênio Lopes, o ex-dirigente Antônio Osório Ribeiro Lopes da Costa e os empresários José Hawilla e Kleber

Fonseca de Souza Leite. A única parte que seguirá em investigação no Supremo é a que se refere ao deputado federal Marcos Vicente. O pedido de envio à Justiça Federal do Rio de Janeiro partiu da Procuradoria-Geral da República.

Marco Polo Del Nero está atualmente afastado da presidência da CBF. A Fifa deve dar um parecer nos próximos dias, esclarecendo se ele poderá continuar ou não como presidente da confederação. Se ele não for banido, poderá voltar para o cargo e ficar até abril do ano que vem.

O presidente interino é o coronel Antonio Nunes, um dos vice-presidentes da instituição. Neste mês, o dirigente Rogério Cabloco, ligado a Del Nero, foi eleito presidente para assumir o próximo quadriênio, que começa em abril de 2019.

Fonte: metropoles

Juíza marca para o dia 4 de abril divulgação de sentença de Marin

Marin é condenado em seis acusações do Caso Fifa

Se pegar pena máxima pelos seis crimes pelos quais foi condenado, a sentença de Marin chegaria a 120 anos de cadeia

O destino de José Maria Marin, o ex-presidente da CBF preso em Nova York depois que foi condenado em dezembro por organização criminosa, fraude financeira e lavagem de dinheiro, será conhecido no dia 4 de abril.

Quando determinou a prisão do cartola, a juíza do caso, Pamela Chen, estimou que ele poderia ficar atrás das grades por pelo menos dez anos pela gravidade dos crimes cometidos. Marin aguarda sua sentença desde o Natal no maior presídio federal de segurança máxima americano, um bunker de concreto no distrito do Brooklyn.

Se pegar pena máxima pelos seis crimes pelos quais foi condenado, a sentença de Marin chegaria a 120 anos de cadeia, mas a sua pena pode ser atenuada por sua idade avançada -ele tem 85 anos- e condições de saúde. Segundo seus advogados, ele sofre de depressão e hipertensão.

O cartola é um dos quatro réus já condenados por envolvimento no escândalo da Fifa, o maior caso de corrupção na história do futebol mundial. Em dezembro, um júri determinou que ele é culpado de receber propina em negociações de contratos para a transmissão de torneios como a Copa América, a Libertadores e Copa do Brasil.

 

Folhapress

Solto, Garotinho afirma ter documentos provando acusações à Globo

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR), acusado de compra de votos nas eleições de 2012 e de receber dinheiro de caixa 2 no pleito de 2014, publicou texto em seu blog no qual afirma ter documentos que irá divulgar como prova de que a TV Globo pagou propina a dirigentes da Fifa, da CBF e da Concacaf (federação de futebol da América Central e do Norte) para adquirir o direito de transmissão de eventos esportivos. Em nota, a emissora reafirmou seu “compromisso com relações éticas” nesse tipo de negociação e seu “total apoio às investigações e medidas judiciais que garantam a integridade e transparência no futebol”.

Preso em um desdobramento da Operação Chequinho, que apura a compra de votos nas eleições de Campos dos Goytacazes (RJ), Garotinho foi solto na semana passada, por decisão do ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nesta terça-feira, seis dias depois de deixar a cadeia, ele retomou a atividade de seu blog pessoal para divulgar um texto contra a emissora. Garotinho alega possuir documentos e depoimentos que incriminariam a TV Globo no escândalo de corrupção da Fifa, no que chamou de “Padrão Globo de Propina (PGP)”.

Um dos relatos de posse do ex-governador seria o do empresário e jornalista J. Hawilla, “que promete levar para a prisão outros dirigentes da entidade que comanda o futebol brasileiro e de outras federações, confederações e da própria Fifa”. A ponte de Hawilla com a emissora seriam anotações de pagamentos com a sigla “MCP”, que Garotinho diz ser uma referência ao ex-diretor da Globo Marcelo Campos Pinto, e sociedades entre o empresário e a família Marinho, dona da emissora.

Na lista desses negócios, o político cita a unidade da TV TEM, afiliada da TV Globo no interior de São Paulo, em Sorocaba (SP). A VEJA, a emissora explica que “não há, desde 2010, qualquer participação da família Marinho na TV TEM”. A Globo ainda reitera que “em sua cobertura jornalística, continuará a divulgar todas as informações relevantes sobre o assunto”.

Uma das testemunhas mais importantes no escândalo de corrupção da Fifa, Hawilla é dono da empresa de marketing esportivo Traffic, que Garotinho acusa de ser a “principal ponte da propina” para a Globo. “O grande negócio da vida de Hawilla é a Traffic. Foi através dessa empresa que ele se tornou a ponte de propina paga pelo Grupo Globo aos dirigentes da FIFA, da CBF, da Concacaf (América Central) e outras entidades do futebol mundial”, escreveu o ex-governador.

Leia na íntegra a nota da TV Globo

Não há, desde 2010, qualquer participação da família Marinho na TV TEM, uma afiliada da Rede Globo.

O Grupo Globo reafirma seu total apoio às investigações e medidas judiciais que garantam a integridade e transparência no futebol e seu compromisso com relações éticas na aquisição de direitos esportivos.

Reitera ainda que, em sua cobertura jornalística, continuará a divulgar todas as informações relevantes sobre o assunto.

Fonte: veja 

Marin é condenado em seis acusações do Caso Fifa

Marin é condenado em seis acusações do Caso Fifa

Ex-presidente da CBF foi julgado nos EUA e ainda poderá recorrer

A Justiça americana condenou nesta sexta o ex-presidente da CBF José Maria Marin por seis crimes. O ex-dirigente está preso nos Estados Unidos desde 2015 após virem à tona os escândalos envolvendo líderes de confederações e membros da Fifa.

Segundo o GloboEsporte.com, a juíza Pamela Chen ainda não definiu a pena de Marin, que aguardará a decisão, que não tem data para acontecer, em prisão domiciliar.

Caso seja enquadrado com o máximo de cada pena, o ex-presidente da CBF pode pegar até 60 anos de prisão, mas esse número é improvável, afirma a reportagem. Vale lembrar que a sentença foi dada em primeira instância e que ainda cabe recurso.

No mesmo julgamento, Juan Angel Napout, ex-presidente da Conmebol, também foi condenado. Assim como Manuel Burga, ex-líder do futebol no Peru. As sentenças de cada um deles também ainda não foi proferida pela juíza do caso.

Entre os crimes de Marin está o de recebimento de propinas de cerca de 6,5 milhões de dólares de 2012 a 2015. Os pagamentos eram feitos por empresas de marketing esportivo para levar vantagens em direitos de transmissão e presença em competições.

Romário quer se candidatar à presidência da CBF

Em sua conta no Instagram, o senador pelo Podemos-RJ (antigo PTN) e ex-jogador Romário disse que é candidato à presidência da CBF após o afastamento, pela Fifa, de Marco Polo Del Nero, por 90 dias.

“Depois que a FIFA suspendeu o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, de qualquer atividade relacionada ao futebol em nível nacional e internacional, existe uma pergunta no ar: quem será o próximo presidente da CBF?”, perguntou. “Muitos me perguntam se eu sou candidato, afinal, ninguém mais lutou tão vigorosamente contra essa quadrilha e é legítimo que eu me candidate . Então, sim, a resposta é posso sim vir a ser candidato. Tenho todos os pré-requisitos para isso. Toda minha contribuição para o futebol, dentro e fora de campo, são as minhas credenciais”, escreveu.

Pelas regras do estatuto da entidade, somente poderá se candidatar à presidência quem tiver apoio de oito federações filiadas e cinco clubes filiados. Por isso, Romário diz não existir democracia na CBF. “Os corruptos se protegem. Já lancei o movimento por Diretas Já na CBF. Agora clamo a todos que amam o futebol e estão cansados de tanta sacanagem a se juntarem a mim nessa causa. Jogadores, ex-jogadores, técnicos, clubes, empresários e até presidentes de federação que queiram a mudança”, encerrou Romário.

 

Depois que a FIFA suspendeu o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, de qualquer atividade relacionada ao futebol em nível nacional e internacional, existe uma pergunta no ar: quem será o próximo presidente da CBF? A resposta correta é dizer que será um daqueles vices viciados e corruptos, que fazem parte do sistema instalado por Havelange, mantido por Teixeira e todos os outros que os sucederam. Mas qual seria a resposta ideal? Nossa utopia é ver alguém que ama futebol naquele cargo. Hoje está um que ama dinheiro e é capaz de matar o futebol para obtê-lo. E o fez nos últimos anos, vulgo o 7×1. O futebol brasileiro chegou ao fundo do poço em termos de vergonha. Não bastassem os vexames em campo, pela falta de renovação, passamos vergonha internacionalmente por ver os gestores do futebol presos ou indiciados. Muitos me perguntam se eu sou candidato, afinal, ninguém mais lutou tão vigorosamente contra essa quadrilha e é legítimo que eu me candidate . Então, sim, a resposta é posso sim vir a ser candidato. Tenho todos os pré-requisitos para isso. Toda minha contribuição para o futebol, dentro e fora de campo, são as minhas credenciais. Hoje a CBF gasta mais com luxo de dirigente do que com investimento no futebol em si. Além dos roubos comprovados pela CPI, como compra de sede superfaturada e contratos de patrocínios fraudulentos. Temos que fechar essa torneira de corrupção e investir nos jovens atletas, voltar o esporte um pouco para o social, investir no futebol de base e no futebol feminino. O esporte tem um poder transformador e, aliado a isso, junto com as federações, os clubes, os atletas e os torcedores, promover um futebol bom pra todos. Mas da forma como está o estatuto hoje, ninguém de fora da estrutura pode ser candidato. Não existe democracia na CBF. Os corruptos se protegem. Já lancei o movimento por Diretas Já na CBF. Agora clamo a todos que amam o futebol e estão cansados de tanta sacanagem a se juntar a mim nessa causa. Jogadores, ex-jogadores, técnicos, clubes, empresários e até presidentes de federação que queiram a mudança. Vamos juntos! Descrição da imagem #pracegover : ilustração com o texto: “Um presidente para a CBF”.

Uma publicação compartilhada por Romário Faria (@romariofaria) em

Fonte: veja

CBF volta a ser punida por gritos homofóbicos da torcida em jogos da Seleção

A CBF voltou a ser punida pela Fifa nesta terça-feira por causa de gritos homofóbicos da torcida em jogo da Seleção Brasileira nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Desta vez, a entidade terá que desembolsar 10 mil francos suíços (cerca de R$ 32,8 mil) em razão de manifestações preconceituosas no jogo contra o Chile, no dia 10 de outubro.

Além da multa, a CBF levou nova advertência da entidade máxima do futebol. Ao todo, foi a oitava punição aplicada à Confederação Brasileira de Futebol, sendo a quinta devido a gritos homofóbicos. O duelo contra a Seleção Chilena, vencido pelo time brasileiro por 3 a 0, foi disputado no Allianz Parque, em São Paulo.

No total, a Seleção Brasileira acumula punições no valor de 123 mil francos suíços, equivalendo a cerca de R$ 404 mil. Das oito sanções acumuladas, cinco foram resultados de manifestações da torcida em jogos em solo nacional.

O Brasil não foi o único punido nesta nova leva de punições anunciadas pela Fifa, relativas às últimas rodadas regulares das Eliminatórias – ainda serão disputados confrontos de repescagem.

A sanção mais dura foi aplicada à Sérvia. A federação do país terá que pagar multa de 160 mil francos suíços (R$ 526 mil) por conta de manifestações “políticas e discriminatórias” por parte de sua torcida em jogos contra Áustria e Geórgia, fora e dentro de casa, respectivamente.

Também por conta de gritos homofóbicos, principalmente no momento das cobranças de tiro de meta, foram multados nesta terça-feira: Argentina (R$ 131 mil), Peru (R$ 82 mil), Chile (R$ 65 mil) e México (R$ 32,8 mil).

Fonte: mgsuperesportes.com

Pedido de prisão diz que Ricardo Teixeira criou organização criminosa

Pedido de prisão diz que Ricardo Teixeira criou organização criminosa

A ordem de prisão enviada pela Espanha ao Brasil referente ao ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, usou como argumento central para basear o pedido o fato de o cartola ter sido supostamente o responsável por formar uma “organização criminosa” que desviou milhões de euros da seleção brasileira e da CBF. Nesta segunda-feira, procuradores brasileiros solicitarão detalhes sobre o processo que corre em Madri e irão propor que o caso seja integralmente transferido ao Brasil para que Teixeira seja julgado no País.

Na última sexta-feira, o Estado revelou com exclusividade o pedido de prisão feito pela Espanha ao Brasil. De acordo com fontes em Madri, a justificativa legal de maior peso na ordem é a acusação explícita de que Ricardo Teixeira teria sido a peça chave na formação da organização criminosa, além de seu principal beneficiário. Isso, na avaliação de pessoas envolvidas no processo, poderá levar os procuradores brasileiros a acusar formalmente Teixeira por lavagem de dinheiro.

Segundo a reportagem apurou, três documentos foram enviados à Brasília, que agora examina informações preliminares que poderiam resultado numa detenção. A decisão será tomada com base nas provas e documentos que o Ministério Público enviará ao Brasil. O caso será conduzido por procuradores federais no Rio de Janeiro.

No próximo dia 26, uma reunião em procuradores espanhóis e brasileiros poderá determinar os detalhes da cooperação e, se as informações preliminares forem confirmadas, a tendência é de que ele possa ser detido preventivamente. Para o Brasil, o que vai pesar é a forma pela qual os espanhóis qualificam como organização criminosa.

Entre os procuradores envolvidos no caso na Espanha, existe uma certa pressa compartilhar todos os detalhes sobre o caso e tentar pelo menos colher um depoimento do brasileiro. O motivo: um eventual risco de fuga de Ricardo Teixeira do Brasil aos Estados Unidos. Se houver algum tipo de acordo de delação premiada envolvendo o dirigente e a Justiça norte-americana, o acordo poderia prever a sua ida ao território norte-americano, com certas garantias de que não seria extraditado ao Brasil e muito menos para a Espanha.

De acordo com fontes, outros destinos para Ricardo Teixeira não seriam realistas como estratégias de fuga, já que nos últimos quatro anos a Procuradoria Geral da República tem conseguido convencer diversos países a extraditar brasileiros que estavam foragidos na Operação Lava Jato. Na Europa, todos os demais governos tem acordos com Madri.

O ex-cartola chegou a ter residência em Andorra. Mas esse direito foi encerrado pelo principado depois de polêmicas envolvendo suspeitas sobre Ricardo Teixeira.

Em um grampo realizado pela polícia espanhola, Ricardo Teixeira foi pego falando com o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell Na conversa, realizada em abril, ele “consulta com Rosell sobre que lugares do mundo poderiam resultar mais seguros na hora de evitar problemas derivados das investigações em curso seguidas contra ele em diferentes países”.

O brasileiro foi acusado na Espanha de ser o principal articulador de um esquema de desvio de dinheiro de jogos da seleção brasileira. Outras quatro pessoas implicadas no mesmo esquema estão em prisão em Madri, sem direito à fiança. Um deles é Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona. Em uma apuração inicial, procuradores estimam que ele poderia responder por estelionato contra a CBF e apropriação indébita seguida de lavagem de dinheiro. Isso tudo sem contar ainda com crimes contra a ordem fiscal e evasão de divisas.

Outra medida tomada pelo Brasil foi a de demonstrar “boa vontade” com outros pedidos que existiam da Espanha para a investigação de outros casos envolvendo interesses de Madri no País. Assim, ao cumprir diligências solicitadas pelos espanhóis em outros casos, o Brasil espera mandar um sinal de que quer acelerar a ajuda no caso envolvendo a CBF.

A ordem de prisão partiu da juíza Carmen Lamela, da Audiência Nacional em Madri. “Teixeira obteve, de forma indireta, mediante a um emaranhado societário que se nutria da renda do acordo da ISE para a Uptrend, grande parte dos 8,3 milhões de euros que a ISE transferiu para a Uptrend pela suposta intermediação desta última”, afirmou. A decisão da juíza foi do dia 12 de junho.

Conforme o Estado revelou ainda em 2013, acordos secretos permitiram que a renda dos jogos da seleção fosse desviada para uma empresa em nome de Sandro Rosell. No mês passado, Rosell foi preso e a Justiça espanhola apontou que parte do dinheiro que ia para sua empresa, a Uptrend, terminava com o próprio Ricardo Teixeira.

Os investigadores concluem, portanto, que “parte dos fundos não foi para a CBF, senão que, de uma forma fraudulenta, foram ao próprio Teixeira”. De acordo com a Audiência Nacional, os fatos apurados levam a crer que o brasileiro acabaria sendo o “destinatário do dinheiro, e não a Confederação (CBF)”.

As autoridades espanholas ainda chegam à constatação de que o delito de Ricardo Teixeira foi “a apropriação por parte do presidente da CBF dos fundos pagos para obter os direitos dos partidos jogados pela seleção brasileira”. Desde a prisão de Sandro Rosell, a defesa de Ricardo Teixeira tem negado qualquer tipo de irregularidade.

Fonte: metropoles.com