Apresentadora do Jornal da Record é afastada por ter reclamado de veto a matéria sobre coronavírus em Manaus

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A jornalista teria tido uma briga com a chefia por não concordar com a linha editorial do jornal

De acordo com o site Notícias da TV , a apresentadora do “Jornal da Record”, Adriana Araújo , teria sido afastada e forçada a tirar férias após ter uma crise de choro na edição do programa do último dia 21. A jornalista foi substituída por Janine Borba.

Um dos motivos para a suspensão dela seria uma discussão que Adriana teve com a chefia sobre a linha editorial do “Jornal da Record “. Segundo o site, ela teria se incomodado por estar “emprestando sua imagem a um telejornal governista”.

A jornalista teria se queixado de uma reportagem sobre a situação do sistema de saúde pública de Manaus, onde corpos de vítimas da Covid-19 estavam sendo guardados em caminhões frigoríficos. A matéria deveria ter irdo ao ar no dia 21, mas foi vetada.

No dia seguinte, a apresentadora teria tido uma conversa com o vice-presidente de Jornalismo da Record , Antonio Guerreiro, e em seguida teriam concedido férias à ela, três meses após retornar de um descanso de 15 dias.

Hoje, eu defendo o Suamy (o secretário dos livros censurados) -Professor Nazareno*

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Defendo o professor Suamy neste episódio por que sei que ele jamais se prestaria a um serviço “sujo” e “porco” como esse

Suamy Vivecananda Lacerda de Abreu é um rondoniense nato, formado em História pela Universidade Federal de Rondônia e um bom conhecedor da História da Educação neste Estado com vários anos atuando em escolas do interior e também da capital. É um dos fundadores, junto comigo e outros professores, do Projeto Terceirão da Escola João Bento da Costa de Porto Velho que dispensa quaisquer comentários.

É atualmente secretário de Estado da Educação. E pesa contra ele a denúncia de ter mandando recolher vários livros das escolas públicas do Estado. Um escândalo estadual, nacional e até internacional. Foi acusado de ter censurado obras reconhecidas como best-sellers mundiais. Não sou advogado deste honrado professor e nem tenho procuração para lhe defender. Mas não acredito que o mesmo tenha feito esse absurdo.

Suamy sempre foi meu amigo e trabalhamos juntos durante mais de 12 anos. Já divergimos em várias situações e não seria agora que o mesmo, apesar de ser secretário de Educação de um coronel-governador da extrema-direita, que é admirador de um capitão- presidente, do Exército e também da extrema-direita, iria “entregar o jogo com uma infantilidade dessas”. Suamy não é um intelectual refinado, não é autor de obras consagradas, nem tem profundos conhecimentos sobre todos os temas, mas também não é um idiota.

Se ele obedeceu a uma ordem para recolher esses livros porque os mesmos tinham “conteúdos inadequados às crianças e adolescentes”, aí o idiota sou eu que sempre acreditei nele e nos seus bons propósitos. Censurar Rubem Alves, Machado de Assis, Edgar Allan Poe, Euclides da Cunha e Franz Kafka não é para qualquer Suamy.

E ele deveria saber disso. E ele, como um bom professor de História que sempre foi, não poderia jamais ter permitido que se fizesse isso. Suamy deve ter votado no coronel Marcos Rocha. Deve ter votado também no capitão Jair Bolsonaro, coisas que jamais eu teria feito. Eu tenho minha posição política e ele a dele. Até aí, tudo normal.

Não sou de extrema-direita muito menos de esquerda. Odeio a ideologização desnecessária que se tem feito da sociedade brasileira atual. Para mim, quem destruiu e continua destruindo o Brasil não foi a direita nem a esquerda, mas as duas posições políticas. Ambas, quando estiveram no poder, roubaram, foram corruptas, pregaram a desigualdade social e nunca investiram o que deviam ter investido na Educação de qualidade. Por isso, ambas deviam ser escorraçadas de nossa vida política para sempre.

Defendo o professor Suamy neste episódio por que sei que ele jamais se prestaria a um serviço “sujo” e “porco” como esse. E não por que eu queira alguma benesse do Estado. Já sou um professor aposentado e estou “bem”. Mas se ele falhou neste aspecto e fez o que “acho que ele não fez”, abomino o seu posicionamento e a sua atitude tosca, pois jamais compactuaria com a censura e o obscurantismo.

Os atuais governos, nos quais acho que o professor Suamy votou, não podem nem devem fazer o que quiserem com a nossa sociedade, pois o que já está estabelecido não admite mudanças. E com pouco mais de um ano à frente da Seduc/RO, Suamy foi um dos responsáveis pelas notas de Redação no ENEM/2019 das escolas públicas, que ficaram muito acima dos alunos das escolas particulares de Rondônia. Por tudo isso, acho que ele não quer ideologizar as escolas, mas fazer um trabalho de relevância. Assim espero!

*Foi Professor em Porto Velho

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Hoje, eu defendo o Suamy (o secretário dos livros censurados) -Professor Nazareno*

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Defendo o professor Suamy neste episódio por que sei que ele jamais se prestaria a um serviço “sujo” e “porco” como esse

Suamy Vivecananda Lacerda de Abreu é um rondoniense nato, formado em História pela Universidade Federal de Rondônia e um bom conhecedor da História da Educação neste Estado com vários anos atuando em escolas do interior e também da capital. É um dos fundadores, junto comigo e outros professores, do Projeto Terceirão da Escola João Bento da Costa de Porto Velho que dispensa quaisquer comentários.

É atualmente secretário de Estado da Educação. E pesa contra ele a denúncia de ter mandando recolher vários livros das escolas públicas do Estado. Um escândalo estadual, nacional e até internacional. Foi acusado de ter censurado obras reconhecidas como best-sellers mundiais. Não sou advogado deste honrado professor e nem tenho procuração para lhe defender. Mas não acredito que o mesmo tenha feito esse absurdo.

Suamy sempre foi meu amigo e trabalhamos juntos durante mais de 12 anos. Já divergimos em várias situações e não seria agora que o mesmo, apesar de ser secretário de Educação de um coronel-governador da extrema-direita, que é admirador de um capitão- presidente, do Exército e também da extrema-direita, iria “entregar o jogo com uma infantilidade dessas”. Suamy não é um intelectual refinado, não é autor de obras consagradas, nem tem profundos conhecimentos sobre todos os temas, mas também não é um idiota.

Se ele obedeceu a uma ordem para recolher esses livros porque os mesmos tinham “conteúdos inadequados às crianças e adolescentes”, aí o idiota sou eu que sempre acreditei nele e nos seus bons propósitos. Censurar Rubem Alves, Machado de Assis, Edgar Allan Poe, Euclides da Cunha e Franz Kafka não é para qualquer Suamy.

E ele deveria saber disso. E ele, como um bom professor de História que sempre foi, não poderia jamais ter permitido que se fizesse isso. Suamy deve ter votado no coronel Marcos Rocha. Deve ter votado também no capitão Jair Bolsonaro, coisas que jamais eu teria feito. Eu tenho minha posição política e ele a dele. Até aí, tudo normal.

Não sou de extrema-direita muito menos de esquerda. Odeio a ideologização desnecessária que se tem feito da sociedade brasileira atual. Para mim, quem destruiu e continua destruindo o Brasil não foi a direita nem a esquerda, mas as duas posições políticas. Ambas, quando estiveram no poder, roubaram, foram corruptas, pregaram a desigualdade social e nunca investiram o que deviam ter investido na Educação de qualidade. Por isso, ambas deviam ser escorraçadas de nossa vida política para sempre.

Defendo o professor Suamy neste episódio por que sei que ele jamais se prestaria a um serviço “sujo” e “porco” como esse. E não por que eu queira alguma benesse do Estado. Já sou um professor aposentado e estou “bem”. Mas se ele falhou neste aspecto e fez o que “acho que ele não fez”, abomino o seu posicionamento e a sua atitude tosca, pois jamais compactuaria com a censura e o obscurantismo.

Os atuais governos, nos quais acho que o professor Suamy votou, não podem nem devem fazer o que quiserem com a nossa sociedade, pois o que já está estabelecido não admite mudanças. E com pouco mais de um ano à frente da Seduc/RO, Suamy foi um dos responsáveis pelas notas de Redação no ENEM/2019 das escolas públicas, que ficaram muito acima dos alunos das escolas particulares de Rondônia. Por tudo isso, acho que ele não quer ideologizar as escolas, mas fazer um trabalho de relevância. Assim espero!

*Foi Professor em Porto Velho

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O silêncio sobre a lista de livros censurados em Rondônia

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Por: Vinicius Silva Lemos Doutor em UNICAP, Advogado e Professor Universitário

De repente sai uma lista de livros da Secretaria de Educação de Rondônia. A lista é tão boa que poderia ser uma para a indicação de livros para a leitura necessária para o entendimento da cultura brasileira dos últimos séculos. Machado de Assis, Mário de Andrade, Caio Fernando Abreu, Carlos Heitor Cony, Euclides da Cunha, Ferreira Gullar, Nelson Rodrigues e Rubem Fonseca, dentre outros estão na citada lista.

Uma senhora lista em termos de qualidade.

Mas, nem tudo que reluz é ouro e precisamos ter a atenção de ler com cuidado essa lista, ler nas entrelinhas. A lista era retirada de um documento oficial da Secretaria de Educação de Rondônia para que se recolhesse de escolas públicas 43 livros de autores brasileiros e estrangeiros, dada a classificação como “conteúdo inadequado” para crianças e adolescentes.

A repercussão local permeou a última quinta com comentários em todas as redes sociais de Rondônia e, consequentemente, hoje toda a mídia nacional já sabia do descalabro do Governo do Estado de Rondônia.

A versão da Secretaria é desconcertante, com um começo de alegação de fake news/falsos, mas a versão logo caiu pelas imagens espalhadas e com a existência de um documento no sistema do próprio órgão estadual que bate com a numeração. De falso passou a ser não autorizado pelo chefe da pasta e depois disso, nada.

Nessa sexta-feira não houve nenhum pronunciamento de qualquer ator político de relevância de Rondônia. Não houve pronunciamento do Governador do Estado, seja explicando, seja desautorizando, seja exonerando, nada. Um silêncio abismal. Nem a Assembleia Legislativa se pronunciou, nem por sua Presidência, assessoria ou qualquer deputado. Outro silêncio absoluto.

Tão perverso quanto o ato é o silêncio dos envolvidos em tal ato.

O intuito desse silêncio é fazer crer que tudo passará e que não passou de um mal entendido, mas o ato é perverso e só não se concretizou pela repercussão local, regional e nacional, dado o repúdio de todos os lados. Todavia, ainda não gerou consequências para os envolvidos, nem explicações, nem diálogo com a sociedade.

Quando há um temor pela leitura, pela cultura, há uma escolha de política que não é democrática e, nesse momento, todos aqueles que primam pela democracia, pelas ideias, pela diversidade devem se posicionar, rechaçando tal atitude e, principalmente, exigindo explicações da motivação, do trâmite administrativo para o ato, dentre outras explicações. O silêncio não pode pairar, tampouco permanecer.

Que essa lista se transforme numa lista de indicações da Secretaria Estadual de Educação de Rondônia, nunca de censura.

Vinicius Silva Lemos é Advogado, Doutor em Processo pela UNICAP. Mestre em Sociologia e Direito pela UFF. Professor da FARO e UNIRON. Membro da ANNEP, ABDPRO, CEAPRO e IBDP.

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Rondônia: a política, a literatura e os problemas do analfabetismo

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Eu confesso que minha maior curiosidade é saber de quem foi a ideia de condenar esses autores e obras, porque esse tipo de conduta é algo que não tem precedentes na história dos crimes de lesa-pátria

O estado de Rondônia já foi exposto negativamente muitas vezes, no cenário nacional, e as razões foram várias, além de serem marcantes. Já tivemos incontáveis políticos presos por corrupção; por tráfico de entorpecentes; por crimes contra a vida; por crimes ambientais; por razões tributárias e diversos outros problemas que contribuíram para desgastar a imagem do estado.

Todavia, a eleição do Coronel de Barranco, Marcos Rocha do Pé Quebrado, para o cargo de governador ainda  vai colocar o estado em muitas situações vexatórias, uma vez que ele não tem a menor capacidade de governar o estado criado por Jorge Teixeira, que era coronel de verdade. Esse recente episódio de censurar dezenas de livros e autores consagrados da Literatura Brasileira é prova cabal da incompetência do governador e do seu Secretário de Educação…

Inicialmente, convém registrar que as maiores atrocidades cometidas por Suamy Lacerda na SEDUC decorrem da enorme distância que existe, há décadas, entre ele e a sala de aula. É muito estranho que uma pessoa com graduação em História tenha atos tão desconectados  da Sociologia, Filosofia, do Direito, da Literatura e outras Ciências, como esse secretário da educação do governo do Coronel Pé Quebrado.

Ele já fez todo tipo de lambança na Seduc e sempre teve a proteção do governador.

Suamy Lacerda, como Historiador, tem trabalhado muito para fazer Rondônia voltar ao período Paleolítico. Com certeza nossos colegas de História e os professores do Curso de História da Unir sentem vergonha de ver a postura desse Historiador Mamulengo na pasta da educação de Rondônia.

Esse secretário já tentou proibir professores de merendar; já tentou proibir palestras em escolas; já gravou vídeos mentindo que pagaria os valores corrigidos do Piso Salarial; já deu inúmeras declarações contra os colegas de profissão e já fez um estrago na imagem da Seduc… Porém, nada se compara a essa decisão de censurar obras e autores absolutamente necessários nas bibliotecas das escolas. O memorando número 04/2020/SEDUC – DGE prova que o secretário mandou recolher os livros…

Um secretário de educação que determina o recolhimento de obras escritas por Machado de Assis, Rubem Alves, Mário de Andrade, Ferreira Gular, Euclides da Cunha e outros que constam na Lista do Absurdo deveria ser condenado a pelo menos 140 anos de cadeia, para citar a idade da obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, escrita pelo fundador da Academia Brasileira de Letras, Machado de Assis, e reconhecida como uma obra-prima da nossa Literatura Brasileira, pelos principais críticos da história da Literatura que viveram nos últimos 200 anos.

Machado de Assis merece respeito!!!! Mário de Andrade esteve entre os principais organizadores da Semana de Arte Moderna, em 1922. Claro que Marcos Rocha e Suamy Lacerda não fazem a menor ideia do que foi a Semana de Arte Moderna, porque as pessoas que sabem jamais condenariam à fogueira do analfabetismo uma obra como Macunaíma. Está muito claro que os onagros que determinaram o recolhimento desse acervo jamais leram nenhuma dessas quase 90 obras condenadas por eles.

Quase 90, sim! Porque o último item da Lista do Absurdo determina o recolhimento de todos os livros de Rubem Alves. Rubem Alves é autor de mais de 40 livros, sem contar a infinidade de crônicas de altíssima qualidade. Não é possível que Marcos Rocha e Suamy Lacerda não saibam quem foram esses autores que eles condenam. No caso de Nelson Rodrigues, fica fácil entender por  que ele foi condenado pelo governador e pelo secretário da educação: Nelson Rodrigues previu, na década de 80, que os idiotas, um dia, dominarão o mundo…

Eu confesso que minha maior curiosidade é saber de quem foi a ideia de condenar esses autores e obras, porque esse tipo de conduta é algo que não tem precedentes na história dos crimes de lesa-pátria, ainda que Weintraub seja considerado atualmente um dos maiores imbecis da nação, alguém em Rondônia conseguiu superá-lo.

Que coisa absurda!!!  Marcos Rocha já deu provas de que não entende absolutamente nada de política; não entende nada de carreira militar; não entende nada de religião… Agora, esse crime contra a Literatura Brasileira realmente supera todas as lambanças da dupla Suamy/Pé Quebrado. Eu jamais imaginei que duas pessoas que dizem ser professores protagonizassem um ato tão medíocre contra a educação e contra a formação das futuras gerações. Que Suamy odeia os livros está claro!

Que Marcos Rocha odeia os livros está claro! Como também está claro que eles ficaram sabendo que os livros condenados por eles existem somente pelo título. Nunca leram nenhum!!! Até aí, tudo bem! Agora, tentar tirar dos estudantes, professores e todos os demais rondonienses o direito de conhecer obras-primas da Literatura do Brasil é uma atitude que deve ser abominada por todas as pessoas que sabem que a leitura é fundamental…

E quando nós defendemos a ideia de que ler é necessário e importante, sempre surgem pessoas que fazem beicinho. Suamy Lacerda e Marcos Rocha são duas vítimas do analfabetismo. Se tivessem lido, cada um, pelos menos três livros dessa lista que eles condenam, jamais teriam essa atitude criminosa contra a História do país que Mário de Andrade, Machado de Assis, Euclides da Cunha e outros gigantes da Lista do Absurdo ajudaram a construir.

É uma pena que Marcos Rocha e Suamy Lacerda não saibam o que está “escrito” na tela Abaporu, de Tarsila do Amaral; é uma pena que eles não saibam que a tela foi um presente da artista para Oswald de Andrade, grande parceiro do Mário de Andrade. Ao condenar e censurar Macunaíma, Suamy e Marcos Rocha condenam por tabela a autora de Abaporu. A Literatura Brasileira não merece essa dupla de analfabetos… Tenho dito!!!!

Francisco Xavier Gomes

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Recolhimento de livros foi cancelado, mas a intenção permanece…e creia, os livros vão sumir das prateleiras

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Os ideais neofascistas rondam perigosamente o Estado de Rondônia. O governador que governa pelo Facebook, e de vez em quando aparece nos programas “jornalísticos” da repetidora da Record tenta ser o mais alinhado possível com o capitão que atualmente tenta comandar o país, mas é sempre incomodado pela imprensa, malvada, marrom, que “não deixa o homem em paz”.

E é espelhado nesse alinhamento que tivemos dois episódios bizarros nos últimos dias no Estado. Quem puxar pela memória vai lembrar do caso de Cleomar Marques, que foi notícia nacional ao ter pedidos de benefícios negados pelo INSS por não conseguir assinar o próprio nome. Mas, tem um pequeno detalhe, ela não tem mãos, e nem pernas.

Após a repercussão pela bizarrice, o INSS negou, depois confirmou, e por último disse que “resolveria”. O governador de Rondônia, que nada tem a ver com o INSS, apressou-se em visitar a ex-sinaleira, que vive com dificuldades na periferia da capital, amparada pela filha, que não pode trabalhar pois tem que cuidar da mãe. Marcos Rocha esteve com a mulher, e depois fez um vídeo, dizendo que tudo não passava de “fake news”, que não era nada daquilo, e de quebra, ainda postou um vídeo de Damares Alves, aquela da goiabeira, engrossando o coro, e chamando a notícia, que tem documentos, depoimentos, e ofícios, de “fake news”.

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Eu também me censuraria! -Professor Nazareno*

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O problema é que acontece muita coisa dantesca em Rondônia com relação à censura

Eu fui professor de Redação e Gramática Normativa durante 43 anos. Também sou jornalista com formação acadêmica. Portanto, leio muito e escrevo textos. Mas não gosto deles. Nunca gostei de nenhum dos quase mil textos que já escrevi. Neles falo sobre Porto Velho, Rondônia, o Brasil e o mundo. Procuro mostrar a realidade. E como ela não presta… Geralmente escrevo pela manhã depois de ir ao banheiro fazer as minhas necessidades.

Ou então quando estou sóbrio. E também não concordo com muitas ideias de meus textos. Gostaria de ver outra realidade para mudar minha maneira de escrever. Odeio a censura e o obscurantismo e sempre entendi que a leitura, qualquer leitura, torna o leitor mais maduro, mais esperto e mais conhecedor da realidade que o cerca. Por isso, qualquer tentativa de cercear uma obra deve ser repelida com toda força.

E parece que a censura quer voltar a nos incomodar. Em Rondônia, um documento da Secretaria de Estado da Educação, a SEDUC, teria determinado o recolhimento nas escolas estaduais de 43 livros dentre os quais clássicos da nossa literatura como “Memórias Póstumas de Brás Cubas” de Machado de Assis, “Macunaíma” de Mário de Andrade, “Os Sertões” de Euclides da Cunha. “Mas a ordem não chegou a ser efetivada”, disse o governo do Estado.

Até clássicos da literatura internacional como “O Castelo” de Franz Kafka e “Contos de Terror, de Mistério e de Morte” de Edgar Allan Poe também passariam pela tesoura tresloucada da SEDUC/RO, que argumentava que os livros apresentavam “conteúdos inadequados às crianças e adolescentes”. E se for verdade, Voltaire tremeu no túmulo. Chegamos à Idade Média.

O problema é que acontece muita coisa dantesca em Rondônia com relação à censura. Já vi “jornalistas” se insurgirem contra meus textos e tentarem fazer campanhas contra mim nas redes sociais. Já vi um aluno de uma faculdade particular jogar um livro numa professora simplesmente porque não queria lê-lo. Já vi vários sujeitos metidos a intelectuais pedirem para os sites censurarem o que escrevo.

Mas teimoso que sou, continuo escrevendo. E mostrando para todos a realidade como eu a vejo. Vai ler quem quer. Tenho esse direito que me é garantido pela Constituição e não pretendo parar tão cedo. Admito: eu me censuraria, pois como já disse, eu não gosto do que escrevo. Mas somente eu poderia fazer isto comigo mesmo. Ninguém mais. Por isso tremo de medo em pensar que tudo isto seja verdade. O Estado censurando a boa leitura.

Custa-me acreditar que alguém da SEDUC/RO, órgão a que orgulhosamente servi até durante a Ditadura Militar, tenha pensado em fazer uma sacanagem destas. Não se pode voltar no tempo e isto só pode ser brincadeira. Eu posso estar sonhando, mas em Ariquemes, há dois anos, tentaram proibir livros “impróprios para crianças” rasgando-lhes algumas páginas.

O Brasil hoje, com este “governo de loucos”, vive dias sombrios em que se prega abertamente que a terra é plana, que nunca houve tortura aqui, que o Nazismo era de esquerda e tantas outras tolices já ultrapassadas. E Rondônia parece querer pegar carona na estupidez. Os jornais de todo o país já repercutem esta idiotice escancarada. Somos notícia (negativa) de novo. Como se já não bastassem os nossos políticos, o “açougue” João Paulo Segundo e de sermos a pior cidade do país em saneamento básico, agora alguns “sábios de araque” nos aprontam mais esta vergonha. 

*Foi Professor em Porto Velho.

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Dias Toffoli derruba decisão de desembargador contra Porta dos Fundos e Netflix

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O recurso era para ser conduzido por Gilmar Mendes, mas devido ao recesso do judiciário, o presidente da corte de plantão Dias Toffoli foi quem deu andamento ao processo

O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, decidiu nesta quinta-feira (9) derrubar a decisão do desembargador Benedicto Abicair, da 6.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro de retirar o especial de Natal do Porta dos Fundos do Ar.

Na última quarta-feira, o desembargador disse que sua decisão sobre o Porta dos Fundos era “benéfica, não só para a comunidade cristã , mas para a sociedade brasileira, majoritariamente cristã”.

A Netflix informou o STF que não seleciona o conteúdo a ser assistido por seus assinantes, mas “se limita a disponibilizar os mais diversos temas, assuntos e gêneros para que os usuários livremente optem pelo que desejem assistir, concedendo-lhes total liberdade de escolha”.

O recurso era para ser conduzido por Gilmar Mendes, mas devido ao recesso do judiciário, o presidente da corte de plantão que deveria dar andamento ao requerimento da Netflix sobre o especial de Porta dos Fundos . No caso, Dias Toffoli.

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Porta dos Fundos: Justiça do Rio ordena retirada do ar de especial de Natal

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A decisão vem ao encontro a um pedido feito pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura

Por determinação do desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível, a produtora Porta dos Fundos e a Netflix terão de retirar do ar o “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, divulgado na plataforma de streaming desde o final de dezembro, informa em sua coluna no jornal O Globo, Ancelmo Góis.

A decisão vem ao encontro a um pedido feito pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura. Em primeira instância, o pedido havia sido negado.
Alvo de ataques desde a sua divulgação, o especial de 46 minutos apresenta Jesus (Gregorio Duvivier), prestes a completar 30 anos.

Ele é surpreendido com uma festa de aniversário quando voltava do deserto acompanhado do namorado, Orlando (Fábio Porchat). A sátira com um Jesus gay desagradou setores religiosos, que pedem a censura da produção.

Veja a conclusão do desembargador:


Por todo o exposto, se me aparenta, portanto, mais adequado e benéfico, não só para a comunidade cristã, mas para a sociedade brasileira, majoritariamente cristã, até que se julgue o mérito do Agravo, recorrer-se à cautela, para acalmar ânimos, pelo que concedo a liminar na forma requerida. Via O Globo

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Ministério Público do Rio pede suspensão do especial do Porta dos Fundos

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A ação pede R$ 0.02 por cada brasileiro que professa a fé católica

A revolta pública de certas lideranças religiosas contra o especial de Natal do Porta dos Fundos ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (19). O Ministério Público do Rio se mostrou favorável à retirada do conteúdo do ar.

A promotora Bárbara Salomão Spier acatou o pedido da Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura que pede a suspensão da exibição do “Especial de Natal Porta dos Fundos: a primeira tentação de Cristo” pela Netflix e uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais e coletivos. A ação pede R$ 0.02 por cada brasileiro que professa a fé católica.

“Fazer troça aos fundamentos da fé cristã, tão cara à grande parte da população brasileira, às vésperas de uma das principais datas do Cristianismo, não se sustenta ao argumento da liberdade de expressão. No caso entelado é flagrante o desrespeito praticado pelos réus, o que não é tolerável, eis que ultrapassam os limites admissíveis à liberdade de expressão artística”, escreveu Bárbara como justificativa para acatar o pedido.

O despacho foi baseada em uma decisão do ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal, que condenou a revista ‘Playboy’ por exibir uma foto da atriz Carol Castro nua com um rosário (terço) nas mãos.

Após o pronunciamento do Ministério Público a ação vai a juízo e pede a suspensão da íntegra do programa, trailers, making of e propagandas. Ainda pede uma multa diária de R$ 150 mil a cada dia de descumprimento de uma eventual decisão judicial a ser aplicada a Netflix e ao Porta dos Fundos. Via Yahoo

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