Cônsul chinês diz em carta aberta que Eduardo Bolsonaro é “ingênuo e ignorante”

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Felizmente, mesmo com todos os seus insultos à China, você não conseguirá tornar a China inimiga do Brasil, porque você realmente não pode representar o grande país que é o Brasil

Em carta ao deputado Eduardo Bolsonaro, o cônsul-geral da China no Rio de Janeiro, Li Yang, questionou “Você é realmente tão ingênuo e ignorante?”, para em seguida advertir: “Seria mais prudente não criar mais confusões”. 

Leia a íntegra da carta:

“Deputado Eduardo, no tuíte que você postou no dia 1 de abril,  chamou o Covid-19 de “vírus chinês”, o que se trata de mais um insulto à China que você fez depois de ter postado tuítes em 18 de março para atacar maliciosamente a China.

Você é realmente tão ingênuo e ignorante? Como deputado federal da República Federativa do Brasil que possui alguma experiência em tratar dos assuntos internacionais, você deveria saber que os vírus que causam pandemia são inimigos comuns do ser humano, e a comunidade internacional nunca chama os vírus pelo nome de um país ou região para evitar a estigmatização e a discriminação contra qualquer grupo étnico específico.

A Organização Mundial da Saúde seguiu esta regra do direito internacional para chamar o novo coronavírus de “Covid-19”. Além disso, ainda está por confirmar a origem deste vírus. O surto de Covid-19 em Wuhan não significa necessariamente que Wuhan foi a fonte inquestionável do novo coronavírus. O diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos já reconheceu que, durante a chamada “epidemia de gripe” nos Estados Unidos, no ano passado, algumas pessoas teriam morrido por Covid-19. Isso justifica que, muito provavelmente, os Estados Unidos foram a fonte de Covid-19. Mas podemos batizar o Covid-19 como “vírus norte-americano”? Não! Do mesmo modo, ninguém no mundo pode chamar o Zika como “vírus brasileiro”, apesar do fato da epidemia de Zika ter acontecido e ainda acontecer casos frequentemente no Brasil.

É por causa do seu ódio à China que ataca frequentemente à China? Mas de onde vem esse ódio? A aproximação entre a China e o Brasil é resultado de um desenvolvimento histórico com alicerce natural. Tanto a China como o Brasil são grandes países emergentes com território e população gigantes, com culturas ricas e coloridas e povos simpáticos e amigos.

Ambos os países possuem planos grandiosos para promover a prosperidade e riqueza nacionais, bem como ambição para salvaguardar a paz e justiça internacionais. É ainda mais importante o fato de que não há divergências históricas nem conflitos atuais entre os dois países que já se tornaram parceiros estratégicos globais. O povo chinês sempre abraça o povo brasileiro com sincera amizade, tratando o Brasil como nosso país irmão e parceiro.

Consul chinês Li Yang

O respeito recíproco e a cooperação de ganhos mútuos de longo prazo entre os dois países trazem benefícios pragmáticos para os dois povos. Por dois anos consecutivos, dois terços do superávit do comércio exterior do Brasil vieram da China, o seu maior parceiro comercial!

É por isso que tanto a geração do seu pai como a da sua idade estão todos se dedicando a promover a cooperação amigável sino-brasileira. Em resumo, os seus comportamentos remam contra a maré e não só colocam você no lugar adverso do povo chinês de 1,4 bilhões, mas também deixam a maioria absoluta dos brasileiros com vergonha, bem como criam transtornos ao seu pai, que é o Presidente da República. É realmente uma prova de ignorância a respeito do tempo atual!

Será que você recebeu uma lavagem cerebral dos Estados Unidos e quer ir firmemente na esteira deles contra a China? Os Estados Unidos eram realmente um país grande e glorioso. No entanto, neste ponto crítico do avanço da civilização humana, os EUA perderam sua posição histórica e o sentido de desenvolvimento, tornando-se quase totalmente causadores de problemas nos assuntos internacionais, e uma fonte de ameaça à paz e segurança mundiais.

Os líderes atuais norte-americanos já se esqueceram dos ideais dos fundadores do país de assegurar a justiça. Ademais, tornaram-se monstros políticos cheios de preconceitos ideológicos contra os outros países e sem capacidade de governar, o que pode ser justificado pelo desempenho horrível no combate à pandemia de Covid-19 nos EUA.

Por outro lado, sendo uma potência cheia de vitalidade e em ascensão, o Brasil deve e é capaz de fazer contribuições importantes para o progresso da civilização humana, desde que tenha sua própria visão estratégica, possua sua perspectiva correta sobre os assuntos internacionais e desempenhe seu próprio papel construtivo. O Brasil não deve tornar-se um vassalo ou uma peça de xadrez de um outro país, senão o resultado seria uma derrota total num jogo com boas cartas, como diz um provérbio chinês.

Deputado Eduardo, há pelo menos uma semelhança entre a cultura confucionista chinesa e a cultura cristã brasileira que é a crença em que sempre existe a causalidade em tudo, razão pela qual a gente tem que pensar nas consequências antes de fazer qualquer coisa. Como não é uma pessoa comum, você deveria entender melhor essa razão.

O que é o mais importante para o Brasil agora? Sem dúvida, é salvaguardar a vida e a saúde de centenas de milhões de pessoas, e reduzir ao mínimo o impacto da pandemia na economia do Brasil, da China e do mundo, através da cooperação China-Brasil no combate ao Covid-19. A China nunca quis e nem quer criar inimizades com nenhum país. No entanto, se algum país insistir em ser inimigo da China, nós seremos o seu inimigo mais qualificado!

Felizmente, mesmo com todos os seus insultos à China, você não conseguirá tornar a China inimiga do Brasil, porque você realmente não pode representar o grande país que é o Brasil. Porém, como é um deputado federal, as suas palavras inevitavelmente causarão impactos negativos nas relações bilaterais. Isso seria uma grande pena! Contaminaria e poluiria totalmente o ambiente saudável que China e Brasil conquistaram até aqui”.

Portanto, é melhor ser mais sábio e racional. Você pode não pensar na China, mas não pode deixar de pensar no Brasil. O demônio do Covid-19 chegou finalmente à maravilhosa terra brasileira. Neste momento crucial da cooperação bilateral no combate à pandemia de Covid-19, seria mais prudente não criar mais confusões. Ainda mais importante, seja um verdadeiro brasileiro responsável, ao invés de ser usado como arma pelos outros!

Li Yang, Cônsul-Geral da República Popular da China no Rio de Janeiro

Coronavírus suspende aprovações chinesas de novas exportações de carne no Brasil

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Novas aprovações não são prováveis ​​até o surto do Brasil diminuir, o que pode levar meses

A China não aprovou nenhuma nova fábrica de carne brasileira para exportação este ano por causa da pandemia de coronavírus, disse uma autoridade do Ministério da Agricultura do Brasil à Reuters, acrescentando que todas as aprovações estão suspensas até a crise diminuir.

O congelamento ocorre apesar do Brasil e da China terem implementado em janeiro um novo sistema para acelerar as aprovações, disse Orlando Leite Ribeiro, secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura do Brasil.

O ministério tentou entrar em contato com colegas chineses no início deste ano para começar a usar o sistema, mas, na época, quando a ameaça de coronavírus surgiu, a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) não estava funcionando normalmente, disse Ribeiro.

Agora que o Brasil foi atingido pelo surto, muitos funcionários públicos estão trabalhando em casa para evitar a disseminação do novo coronavírus e da doença associada ao COVID-19, impedindo as reuniões necessárias para obter novas aprovações de plantas, disse ele.

Ainda há boa vontade de ambos os lados, acrescentou.

“O que está acontecendo é um caso de negligência temporária. A China foi afetada primeiro pelo COVID-19 e, quando a China voltou ao normal, o Brasil foi afetado pelo COVID-19 ”, disse Ribeiro em entrevista por telefone na segunda-feira.

Novas aprovações não são prováveis ​​até o surto do Brasil diminuir, o que pode levar meses, disse ele.

A China é o maior comprador brasileiro de carne bovina, suína e de frango. Esperava-se que as vendas de carne continuassem aumentando constantemente em meio à peste suína asiática, uma doença que dizimou a população de suínos da China e a enviou à procura de carne de porco e outras proteínas alternativas no exterior.

Dezenas de frigoríficos aprovados no ano passado já obtiveram permissões de exportação e não são afetados, disse Ribeiro. O Brasil anunciou aprovações chinesas para 25 novas plantas em setembro e mais 13 em novembro.

A associação brasileira de produtores de carne ABPA reconheceu em comunicado à Reuters que os esforços para obter novas aprovações foram interrompidos como parte de medidas restritivas mais amplas adotadas para proteger os trabalhadores.

A ABPA representa pesos pesados ​​no setor, incluindo Seara e outras marcas pertencentes à maior frigorífica do mundo, a JBS SA ( JBSS3.SA ), bem como a sua rival BRF SA ( BRFS3.SA ).

O novo sistema acordado em dezembro permitiria à China realizar “inspeções virtuais” de plantas para exportação via link de vídeo remoto, substituindo a necessidade anterior de uma delegação chinesa visitar pessoalmente as plantas. Foi testado pela primeira vez em setembro.

“A inspeção por videoconferência foi um sucesso total. Os brasileiros gostaram; os chineses gostaram ”, disse Ribeiro.

Mas o sistema ainda exige que muitas pessoas do lado brasileiro de vários departamentos, além de tradutores, estejam em uma sala juntos no ministério brasileiro – e um encontro semelhante no lado chinês – junto com uma equipe no local da carne. planta de inspeção.

Fonte: Reuters

Rússia decide fechar os 4.250 km de fronteira com a China por causa do coronavírus

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Até o momento, 170 já morreram na China por causa do vírus. Mais de 7,7 mil pessoas foram infectadas em pelo menos outros 15 países

A Rússia anunciou nesta quinta-feira (30) que fechará os 4.250 km de fronteira com a China em uma tentativa de evitar a propagação do coronavírus, de acordo com a France Presse. Até o momento, 170 já morreram na China por causa do vírus. Mais de 7,7 mil pessoas foram infectadas em pelo menos outros 15 países.

“Uma ordem foi assinada hoje e entrou em vigor. Informaremos a todo o mundo as medidas adotadas para fechar a fronteira no Extremo Oriente”, anunciou o primeiro-ministro, Mikhail Mishustin, citado por agências russas.

A Mongólia foi o primeiro país a fechar as fronteiras terrestres com a China para conter a transmissão da doença. O tráfego aéreo e ferroviário com o território chinês permaneceu liberado.

A doença, que começou em Wuhan, capital da província de Hubei, avança por todas as regiões chinesas. Nesta quinta-feira (30), foi confirmado o primeiro caso no Tibete, até então a única região na China continental livre da doença.

Mais de 9 milhões de pessoas ainda estão em Wuhan. A cidade está isolada há uma semana pelas autoridades chinesas como medida para tentar conter a expansão do vírus.

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Mundo em alerta: China tem 1,9 mil infectados por coronavírus e 80 mortes; Canadá confirma caso

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No total, já são 13 países afetados pela doença respiratória

O governo chinês informou no sábado (25) que o número de mortes causadas por coronavírus aumentou para 56 no país. Segundo informações da agência Reuters , 1.975 pessoas foram diagnosticadas com a doença na China, 49 estão curadas. Neste domingo (26), o ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, disse que a capacidade de transmissão do vírus está se fortalecendo.

coronavírus na china
shutterstockNa China, o número de pessoas infectadas por coronavírus chegou a 1.975

Também no sábado, o Canadá registrou o primeiro caso de coronavírus e, de acordo com as autoridades locais, o homem foi infectado após viajar de Wuhan, na China, para Toronto, onde está em isolamento. 

Com a confirmação, sobe para 13 o número de países afetados pela doença respiratória. Além do Canadá e da China, também há casos de  coronavírus  confirmados nos Austrália, França, Malásia , Estados Unidos, Nepal, Tailândia, Japão, Vietnã, Arábia Saudita, Coreia do Sul e Singapura.

O que se sabe

1. Qual é a origem do vírus?

O novo vírus é apontado como uma variação da família coronavírus. Os primeiros coronavírus foram identificados em meados da década de 1960, de acordo com o Ministério da Saúde.

A variação que está infectando diversas pessoas na China e em outros 6 países é conhecida tecnicamente como 2019-nCoV. Ainda não está claro como ocorreu a mutação que permitiu o surgimento do novo vírus.

Outras variações mais antigas de coronavírus, como SARS-CoV e MERS-CoV, são conhecidas pelos cientistas. Estas variações foram transmitidas entre gatos e humanos e entre dromedários e humanos, respectivamente.

2. Onde surgiram os primeiros casos?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu o primeiro alerta para a doença em 31 de dezembro de 2019, depois que autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan, metrópole chinesa com 11 milhões de habitantes, sétima maior cidade da China e a número 42 do mundo. O tamanho é comparável com a cidade de São Paulo, que tem mais de 12 milhões de habitantes.

Esta epidemia estava atingindo pessoas que tiveram alguma associação a um mercado de frutos do mar em Wuhan – o que despertou a suspeita de que a transmissão desta variação de coronavírus ocorreu entre animais marinhos e humanos. O mercado foi fechado para limpeza e desinfecção.

3 . O que é responsável pela transmissão?

Ainda não se sabe como se deu a primeira transmissão para humanos, a suspeita é que foi por algum animal silvestre, mas ainda não se sabe qual foi o responsável nem como ele transmitiu a doença, e nem mesmo se o novo vírus está associado a animais marinhos. Entretanto, uma pesquisa de cientistas chineses diz que a hipótese mais provável é que o animal seja uma cobra.

4. Onde estão as infecções?

Foram registrados casos na China e em outros 13 países de 4 continentes: Estados Unidos, França, Japão, Coreia do Sul, Tailândia, Vietnã, Singapura, Malásia, Nepal, Canadá e Arábia Saudita.

Na China, a doença foi registrada em todas as províncias do país menos na região do Tibete, mas a maior parte dos casos se concentra na província central de Hubei.

No Brasil, cinco casos suspeitos foram descartados pelo Ministério da Saúde.

5. Onde ocorreu a primeira morte?

Na China, em 9 de janeiro. Um homem de 61 anos foi a primeira vítima. O paciente foi hospitalizado com dificuldades de respiração e pneumonia grave, e morreu após uma parada cardíaca. Naquele momento, 41 pessoas já haviam se infectado.

6. Que medidas foram adotadas para evitar a proliferação do vírus?

Ao menos dez localidades chinesas suspenderam a circulação do transporte público, uma medida para tentar evitar que o vírus se espalhe. Todas estão na província de Hubei.

É na província de Hubei que está Wuhan, cidade considerada epicentro da doença. Wuhan está sob quarentena. As outras cidades afetadas pela medida são EzhouHuanggangChibiXiantaoZhijiangQianjiangHuangshiXianning Yichang.

Em Wuhan, autoridades chinesas estão construindo um hospital com 1 mil leitos para atender os casos da doença. O Ministério de Ciência e Tecnologia da China lançou oito projetos de pesquisa de emergência para ajudar a lidar com o mais recente surto de coronavírus no país.

Pequim cancelou as comemorações do Ano Novo Chinês e suspendeu a entrada de turistas. As festividades, que seguem o calendário lunar, começariam na sexta-feira, 24 de janeiro, e durariam uma semana.

Fora da China, os Estados Unidos anunciam procedimentos de detecção do vírus em três importantes aeroportos do país, incluindo um em Nova York em 17 de janeiro. Além dos EUA, aeroportos na Turquia, na Rússia e na Austrália passaram a utilizar monitores infravermelhos para identificar possíveis casos da doença. O aeroporto de Heathrow, em Londres, separou um terminal só para os viajantes que chegam de regiões já afetadas pelo vírus.

7. Como ocorre a transmissão?

A transmissão de pessoa para pessoa foi “provada”, admitiu o cientista chinês Zhong Nanshan à rede estatal CCTV em 20 de janeiro.

O que ainda precisa ser esclarecido, de acordo com o infectologista Leonardo Weissmann, é a capacidade de transmissão.

“O vírus é da mesma família dos coronavírus, mas, por ser novo, não se sabe quão contagioso ele é. Sabemos só que as pessoas foram até o mercado da China. Mas qual é o nível de contágio? Pode ser só via aérea, secreções?” – Leonardo Weissmann. infectologista.

Weissmann lembrou o caso do sarampo. Apesar de ser um vírus diferente, os cientistas sabem que um paciente pode transmitir para até outras 20 pessoas, o que o torna um vírus bastante contagioso.

Raio X do novo coronavírus — Foto: Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1
Raio X do novo coronavírus — Foto: Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1

Sobre o 2019-nCoV, não há ainda uma estatística do tipo, nem taxa de letalidade prevista pelos cientistas.

Outro ponto ainda a esclarecer está relacionado ao perfil dos pacientes. Os idosos geralmente são mais suscetíveis a casos mais graves por infecções do influenza, como o H1N1. Ainda não está claro se isso se repete entre as pessoas infectadas pelo 2019-nCoV. No caso da febre amarela, por exemplo, os homens são mais afetados nas infecções do Brasil. Os médicos ainda precisam traçar um perfil do paciente com o novo coronavírus.

8. Quais são os sintomas?

Foram identificados sintomas como febre, tosse, dificuldade em respirar e falta de ar. Em casos mais graves, há registro de pneumonia, insuficiência renal e síndrome respiratória aguda grave.

Ciclo do novo coronavírus - transmissão e sintomas — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1
Ciclo do novo coronavírus – transmissão e sintomas — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1

9. É um vírus que vem pra ficar ou vai ‘desaparecer’?

Não se sabe ainda. Alguns vírus, como o da catapora, não voltam a causar a doença novamente após uma primeira infecção.

No caso do vírus da zika, por exemplo, o corpo responde e a mesma pessoa não passa a ser afetada novamente, o que gera uma redução natural no número de casos.

A ciência ainda precisa estudar se o 2019-nCoV gera uma resposta imune definitiva ou se uma pessoa pode ser infectada mais de uma vez.

10. Há vacina disponível?

Ainda não há vacina disponível. A Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) – grupo internacional para o controle de doenças – anunciou um fundo para apoiar três programas de desenvolvimento de vacinas contra o 2019-nCoV, o novo coronavírus. A Rússia também informou que busca uma vacina para o vírus.

11. Qual é o status de transmissão entre países?

Uma comissão foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para debater a gravidade do surto e sua capacidade de disseminação internacional. Na reunião de 22 de janeiro, os integrantes informaram que precisam de mais informações.

Um novo encontro foi feito no dia seguinte e a OMS sustentou que “ainda é cedo” para declarar emergência internacional por coronavírus.

Até o momento, esse tipo de alerta ocorreu apenas em casos raros de epidemias que exigem uma vigorosa resposta, como a gripe suína H1N1 (2009), o zika vírus (2016) e a febre ebola, que devastou parte da população da África Ocidental de 2014 a 2016 e ainda atinge a República democrática do Congo desde 2018. Com Reuters, G1 e iG

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Sopa de morcego pode ter disseminado coronavírus na China

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A disseminação do coronavírus entre humanos na China pode ter origem em morcegos e cobras, como sugere uma análise genética do patógeno que até agora causou 25 mortes e a infecção de mais de 600 pessoas.

Não está claro, entretanto, como o vírus se espalhou entre humanos. Surgiu a suspeita de que o “link” entre os morcegos e as pessoas seja uma sopa que seriaconsumida em Wuhan, o principal foco do coronavírus e que está isolado.

A sopa é feita com morcego que se alimenta de frutas. Imagens da iguaria se multiplicaram nas redes sociais após o início da propagação do vírus, contou o “Daily Star”. Não houve verificação oficial.

Sopa de morcego servida em Wuhan, China
Sopa de morcego servida em Wuhan, China Foto: Reprodução
Sopa de morcego servida em Wuhan, China
Sopa de morcego servida em Wuhan, China Foto: Reprodução
Ao fim do caldo, o morcego é comido
Ao fim do caldo, o morcego é comido Foto: Reprodução

Na preparação da sopa, o morcego é cozido inteiro, com a barriga aberta.

Receita de sopa de morcego
Receita de sopa de morcego Foto: Reprodução

Estudos

Um estudo, publicado na terça-feira na revista “Science China Life Sciences”, patrocinado pela Academia Chinesa de Ciências de Pequim, analisou a relação entre a nova cepa e outros vírus.

O estudo aponta que o coronavírus que surgiu na cidade de Wuhan está estreitamente relacionado a uma cepa existente em morcegos.

“O fato de os morcegos serem os hospedeiros nativos do Wuhan CoV (coronavírus) seria um raciocínio lógico e conveniente, embora ainda seja provável que haja hospedeiros intermediários na rede de transmissão de morcegos aos seres humanos”, disseram os pesquisadores.

Esse estudo não especulou sobre qual animal poderia ter sido um “hospedeiro intermediário”, mas um segundo estudo da Universidade de Pequim, publicado ontem no “Journal of Medical Virology”, identifica as cobras como possíveis transmissoras.

De acordo com a revista “New Scientist”, a pesquisa comparou o genoma de cinco amostras do novo vírus com 217 vírus parecidos coletados em várias espécies. A conclusão foi de que o novo coronavírus, identificado como 2019-nCoV, se assemelha ao vírus encontrado em morcegos, embora se pareça mais com o vírus encontrado em cobras. Via Extra

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Total de mortes pelo coronavirus sobe para 25 na China

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Atualmente, duas cidades chinesas estão em quarentena para observação da doença

O número de mortes decorrentes de infecção pelo novo tipo de coronavírus detectado na China aumentou para 25, segundo informaram hoje (23) autoridades chinesas. O total de pessoas afetadas já é superior a 610. Duas cidades chinesas estão atualmente em quarentena.

Além da Wuhan, também foi isolada Huanggang, a cerca de 65 quilômetros.

Nessas duas cidades chinesas em quarentena, os transportes públicos foram suspensos e os restaurantes, os cinemas e diversos espaços públicos foram fechados, de forma a evitar a propagação do vírus.

O coronavírus , da mesma família do vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, sigla em inglês), já foi identificado na Tailândia, Japão e Coreia do Sul, assim como em várias cidades chinesas. Via Agência Brasil

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Coronavírus: Brasil não tem casos registrados da doença, diz Ministério da Saúde

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Em nota, órgão oficial afirma que caso registrado em Minas “não se enquadra na definição”

Veja abaixo a nota oficial do Ministério da Saúde, divulgada nesta quarta-feira:

O Ministério da Saúde informa que, até o momento, não há detecção de nenhum caso suspeito, no Brasil, de Pneumonia Indeterminada relacionado ao evento na China.

O caso noticiado pela SES/MG não se enquadra na definição de caso suspeito da Organização Mundial da Saúde (OMS), tendo em vista que o paciente esteve em Xangai, onde não há, até o momento, transmissão ativa do vírus. De acordo com a definição atual da OMS, só há transmissão ativa do vírus na província de Whuan.

A pasta tem realizado monitoramento diário da situação junto à OMS, que acompanha o assunto desde as primeiras notificações de casos, em 31 de dezembro de 2019.

O Governo Federal brasileiro adotou diversas ações para o monitoramento e o aprimoramento da capacidade de atuação do país diante do episódio ocorrido na China. Entre essas ações, estão a adoção das medidas recomendadas pela OMS; a notificação da área de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); a notificação da área de Vigilância Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); e a notificação às Secretarias de Saúde dos Estados e Municípios, demais Secretarias do Ministério da Saúde e demais órgãos federais com base em dados oficiais, evitando medidas restritivas e desproporcionais em relação aos riscos para a saúde e trânsito de pessoas, bens e mercadorias.

Embora a causa da doença e do mecanismo de transmissão sejam desconhecidos, no Brasil, o Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de infecções respiratórias agudas. Entre as orientações estão: evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas; realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente; evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

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Mundo em alerta: China registra 9ª morte provocada pelo coronavírus; já são mais de 400 casos

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Transmissão entre humanos causa pneumonia. EUA também confirmaram 1º caso da doença na terça-feira (21)

Subiu para 9 o número de vítimas mortas devido ao coronavírus, que já infectou 440 pessoas na China, segundo as autoridades de saúde do país asiático informaram na noite desta terça-feira (21). A doença, que teve os primeiros casos registrados em Wuhan, uma megalópole de 11 milhões de pessoas na região central do país.

O vírus, que provoca um tipo de pneumonia, chegou a Macau, na costa sul chinesa, e a vários países.

Os EUA registraram o 1º caso na terça-feira (21), e Japão, Tailândia, Taiwan e Coreia do Sul também já foram afetados, como mostra o vídeo abaixo. Na Austrália, há um caso suspeito de um homem que viajou a Wuhan e está passando por exames, em local isolado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) se reúne nesta quarta em Genebra, na Suíça, e pode decretar “emergência de saúde pública de interesse internacional”.

Até o momento, a OMS usou essa denominação apenas em casos raros de epidemias que exigem uma vigorosa resposta internacional, como a gripe suína H1N1 (2009), o zika vírus ( 2016) e a febre ebola, que devastou parte da população da África Ocidental de 2014 a 2016 e a atinge a República democrática do Congo desde 2018.

O que é o coronavírus

Chamado de 2019-nCoV, o vírus causa febre, tosse, falta de ar e dificuldade em respirar.

Parece ser uma nova cepa de um coronavírus que não havia sido previamente identificado em humanos — coronavírus são uma ampla família de vírus, mas poucos deles são capaz de infectar pessoas.

Até agora, os cientistas acreditam que a fonte primária do vírus seja animal, provavelmente de um mercado de alimentos em Wuhan, mas ainda não foi identificado o caminho inicial de transmissão.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ocorreram também “limitadas transmissões de humano para humano”. Isso também foi confirmado pela agência de notícias Xinhua, que citou dois casos. É uma novidade: anteriormente, as autoridades chinesas sustentavam que a transmissão vinha se dando pelo contato com animais infectados em um mercado de alimentos em Wuhan.

Por isso, a orientação em locais de risco é evitar o contato “desprotegido” com animais ou com pessoas com sintomas semelhantes aos de gripe e resfriado. Além disso, recomenda-se que carnes e ovos só sejam ingeridos depois de devidamente cozidos.

O estado de alerta atual traz à tona memórias do vírus Sars (também um coronavírus), que matou 774 pessoas em 2002 em dezenas de países, a maioria deles na Ásia. E análises genéticas do novo vírus mostram que ele tem mais parentesco com o Sars do que qualquer outro coronavírus humano.

‘Inquietante’

Especialistas britânicos que estão monitorando a doença afirmam que há sinais para “inquietação”, embora a capacidade de resposta a epidemias do tipo tenha crescido.

“Até o momento, é difícil saber o quão preocupados devemos estar. Até termos a confirmação da fonte (primária da doença), ficaremos com essa inquietação”, disse à BBC Josie Golding, da fundação de pesquisas médicas Wellcome Trust. Ela agrega, porém, que “estamos (comunidade médica) muito mais preparados para lidar com esse tipo de doença” do que no início dos anos 2000, quando houve a epidemia de Sars.

Jonathan Ball, epidemiologista da Universidade de Nottingham (Reino Unido), afirma que “devemos nos preocupar com qualquer vírus que exploram os humanos pela primeira vez, porque (isso significa que) eles superaram uma grande barreira inicial”.

“Quando o vírus está dentro de uma célula (humana) se replicando, ele pode gerar mutações que permitam que se espalhe de modo mais eficiente e se torne mais perigoso”, afirmou Ball. Com Agências

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Vírus que infectou centenas na China chega aos Estados Unidos

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Imprensa norte-americana informa que homem doente viajou da China para o estado de Washington recentemente

Um homem que viajou da China para os Estados Unidos recentemente foi diagnosticado como o novo vírus que já infectou mais de 300 pessoas em território chinês e deixou ao menos seis mortos.

Segundo a imprensa norte-americana, o caso foi registrado no estado de Washington, na costa oeste do país. O paciente não apresentou complicações e permanece estável, informou o jornal The Washington Post.

A rede de TV CNN afirma que os CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) devem divulgar detalhes sobre o caso ainda nesta terça-feira (21).

Informática

Desde o fim de semana, três grandes aeroportos dos EUA — Los Angeles, São Francisco e Nova York — escaneiam a temperatura de pacientes procedentes da China. A informação, no entanto, é que o homem havia viajado antes do início desses procedimentos.

O objetivo é verificar se pacientes com febre (um dos sintomas da doença provocada pelo vírus) desembarcam. Caso haja suspeita, eles são imediatamente levados para exames adicionais.

O novo tipo de coronavírus descoberto na China provoca sintomas semelhantes ao de uma gripe forte e pneumonia.

Especialistas avaliam que ele é menos mortal do que o SARS e o MERS, doenças semelhantes provocadas por outros tipos de coronavírus e que tiveram surtos nos anos 2000. Via R7

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China registra mais 17 casos de infecção por novo vírus que matou duas pessoas

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Novos casos elevam total oficial de pessoas infectadas para 62. Cientistas britânicos temem que número de infectados seja muito mais elevado

Autoridades sanitárias na China informaram neste domingo (19/01) que foram detectados na cidade de Wuhan, na região central do país, mais 17 casos de pneumonia causados por um novo tipo de coronavírus, elevando o número total de pessoas infectadas para 62. Pelo menos duas pessoas já morreram.

Também foram detectados três casos no exterior entre pessoas que viajaram a Wuhan – dois na Tailândia e um no Japão.

O surto da doença foi iniciado em dezembro e é causado por um novo tipo de coronavírus semelhante ao da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars). Os sintomas são febre e cansaço, acompanhados de tosse seca e, em muitos casos, dificuldades respiratórias.

Entre os 17 novos casos, 12 são homens e cinco mulheres, entre 30 e 79 anos. Três deles estão em estado crítico, segundo a Comissão Municipal de Saúde da cidade, na região centra do território chinês.

Os pacientes apresentaram sintomas como febre e tosse antes da última segunda-feira e foram levados para o Hospital Jinyintan, em Wuhan, exceto para duas pessoas em estado crítico. A comissão também informou que quatro pacientes, já curados, tiveram alta do hospital na última sexta.

A análise epidemiológica de casos previamente detectados mostrou que algumas das pessoas infectadas não foram expostas ao mercado de peixe e marisco de Huanan, em Wuhan, com o qual se acredita que a maioria dos casos esteja associada. O local foi temporariamente fechado e está passando por um trabalho de desinfecção.

A comissão informou hoje que até a última sexta foi detectado um total de 62 casos em Wuhan, uma cidade de 11 milhões de pessoas, entre os quais duas pessoas morreram e oito estão em estado crítico, enquanto 19 tiveram alta do hospital.

Entre os 763 contatos próximos aos infectados que foram colocados sob observação médica, 681 foram dispensados, segundo a agência municipal de saúde, que observou que até o momento não foi constatado caso algum de contágio no ambiente das pessoas afetadas.

Até agora, todos os registros oficiais na China foram registrados em Wuhan, embora o jornal independente de Hong Kong South China Morning Post tenha dito neste domingo que pelo menos dois outros casos novos foram relatados na cidade de Shenzhen e um em Xangai, a capital financeira do país.

Os números oficiais têm sido encarados com desconfiança no exterior. Há temor de que o vírus provavelmente infectou centenas de pessoas a mais do que a cifra oficial, segundo cientistas do centro de pesquisas na Imperial College de Londres, que assessora instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS). Estes especialistas apontaram em um estudo que 1.723 pessoas infectadas é uma cifra muito mais provável dos que as seis dezenas anunciadas até agora.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores usaram a quantidade de casos detectados até agora fora da China – dois na Tailândia e um no Japão – para deduzir o provável número de pessoas infectadas em Wuhan, segundo dados de voos internacionais que saem daquela cidade.

“Para que Wuhan exporte três casos para outros países, deve haver muito mais casos do que os anunciados”, disse à BBC o professor Neil Ferguson, um dos autores do estudo. “Estou muito mais preocupado do que há uma semana.”

O governo se preocupa com a propagação da doença durante o feriado do Ano Novo chinês, de 25 de janeiro a 18 de fevereiro, quando milhões de chineses devem viajar para suas cidades de origem ou para o exterior. O governo estima que 440 milhões deverão utilizar o transporte ferroviário, e 79 milhões se deslocarão em aviões comerciais.

O Ministério chinês dos Transportes realiza ações de segurança para desinfetar trens, aviões e ônibus a fim de evitar a disseminação da doença. O mesmo ocorre em estações de passageiros, aeroportos e centrais de distribuição de cargas. Medidas de prevenção também são adotadas em Hong Kong, Taiwan e na Coreia do Sul.

O surto gerou alerta por lembrar uma situação vivida em 2003, quando o Sars se espalhou por todo o território chinês e matou 646 pessoas apenas no país, além de outras 167 em todo o mundo, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Na ocasião, autoridades chinesas acobertaram o surto de Sars durante semanas até que um aumento no número de mortes levasse o governo a revelar a epidemia. Via Deutsche Welle

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