Tecnologia 5G coloca Bolsonaro em saia justa política entre EUA e China

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A liderança da chinesa Huawei na tecnologia 5G pôs o presidente Jair Bolsonaro em uma saia justa política. Pressionados pelos Estados Unidos, que acusam a companhia de atuar como um instrumento de espionagem do governo chinês, vários países do mundo decidiram proibi-la de fornecer equipamentos para as futuras linhas da telefonia de quinta geração.

Entre os governos que tomaram a medida estão Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Índia e Japão. O Reino Unido havia imposto um teto de até 35% na participação da Huawei em suas redes, mas há expectativa de que as restrições evoluam para banimento. Alemanha, França e Espanha, por sua vez, optaram por não restringir a atuação da companhia até agora.

No Brasil, essa decisão será de Bolsonaro, a quem caberá a edição de um decreto sobre o tema. Como toda política pública, cabe aos ministérios envolvidos opinar sobre o assunto, pois a decisão, qualquer que seja, terá que ter respaldo técnico, legal e jurídico. Pasta mais diretamente relacionada ao assunto, o recém-criado Ministério das Comunicações tem um posicionamento lacônico.

“A eventual imposição de limitações a um fornecedor de equipamentos de telecomunicações perpassa diversos órgãos de governo para além do Ministério das Comunicações, como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o Ministério da Economia e o Ministério das Relações Exteriores, cabendo a decisão final ao presidente”, informou a pasta.

Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, procurou sete ministérios na última semana para perguntar a opinião deles sobre o tema. O GSI e os ministérios da Economia, da Agricultura e de Ciência, Tecnologia e Inovações preferiram não comentar, assim como a Casa Civil, a quem cabe reunir a posição dos diferentes ministérios. O Ministério de Relações Exteriores não respondeu.

Guerra de bastidores

Se publicamente os ministérios não se pronunciam sobre o tema, nos bastidores há uma guerra sobre o tema. O ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ligado à ala ideológica, tem deixado clara sua posição a favor de um alinhamento aos Estados Unidos e contrário à China em suas redes sociais. Sobre a pandemia do novo coronavírus, chamado por ele de “comunavírus”, ele considera haver um plano para implantar o comunismo em organismos internacionais.

Já o vice-presidente Hamilton Mourão, por exemplo, já deixou claro ser contra qualquer restrição à Huawei. No ano passado, ele viajou à China, onde se encontrou com o vice-presidente da companhia e reiterou haver um clima de confiança com o país asiático. O tema também preocupa a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, já que a China é o principal destino das exportações de soja. Qualquer barreira à Huawei pode ter consequências diretas sobre o agronegócio brasileiro.

Liberal, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem dito que quer as três fornecedoras – além da chinesa Huawei, a sueca Nokia e a finlandesa Ericsson – competindo para oferecer o melhor serviço ao País.

Presidente Bolsonaro – Foto – Arquivo Ag. Brasil

Nórdicas

Curiosamente, os EUA não têm mais um grande fabricante e contam principalmente com os serviços das duas empresas nórdicas. A Lucent foi comprada pela francesa Alcatel e, depois, pela Nokia; a Motorola saiu do mercado de equipamentos centrais; e a Standard Electric, que inclusive tinha fábrica e escritório no Rio, descontinuou o negócio de telecomunicações. As americanas Cisco e a Qualcomm permanecem no setor, mas não fazem equipamentos centrais.

Sobre a acusação de espionagem, Juarez Quadros, ex-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e ex-ministro das Comunicações, tem uma visão realista. “Todos poderiam espionar. A verdade é que temos de proteger as redes de telecomunicações a evitar situações de conflito. Então teríamos que impor salvaguardas que protejam o Brasil desse risco”, afirmou.

Quadros avalia que o ideal seria o governo elaborar uma política pública que estabeleça protocolos de segurança de modo a evitar conflitos geopolíticos. “Se é para restringir, que se façam os atos necessários, porque estão ausentes leis, decretos e portarias nesse sentido. E é preciso ter embasamento legal e jurídico para uma decisão como essa.”

O presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, afirma que a pressão norte-americana vai contra a cadeia de suprimento global do setor e, se for bem-sucedida, certamente levará a aumento de preços. Ele destaca que a americana Apple, por exemplo, produz o iPhone na China. “Voltar a uma fase pré-globalização, em que cada país produz seu equipamento, reduz os ganhos de escala. Isso vai se refletir em preços mais altos. Será pior para todos”, diz o analista.

Na avaliação dele, o Brasil tem muito a perder caso se curve à pressão dos Estados Unidos. “Não vejo por que não devamos resistir. A política externa brasileira deve buscar uma posição de neutralidade. Numa briga de gigantes, não devemos nos posicionar de um lado ou de outro”, afirma.

Regra de segurança do Brasil não reprime nem privilegia empresas

Mesmo com a pressão norte-americana e a liderança chinesa no 5G, até agora o governo não editou nenhuma norma que restrinja a atuação da Huawei no Brasil. Em março, o GSI editou uma Instrução Normativa (IN) sobre segurança cibernética, com requisitos mínimos para o 5G. Entre as diretrizes está a garantia da integridade, confidencialidade e privacidade.

A norma do GSI também orienta as operadoras a contratar, dentro de uma mesma área geográfica, equipamentos de, no mínimo, dois fornecedores distintos. A prática, no entanto, já é adotada pelas principais teles brasileiras para 2G, 3G e 4G, por estratégia comercial. Essa Instrução Normativa está em análise na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Também está na Anatel a análise do edital do leilão do 5G, pelo direito de explorar frequências para transmitir o sinal. A disputa é restrita às teles – como Claro, Vivo, TIM, Oi e Algar, além de prestadores de pequeno porte – e não diz respeito a equipamentos usados.

Apesar das promessas de que a disputa ficaria para 2020, internamente, a agência sempre trabalhou com o prazo de 2021, corroborado pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria.

Nos bastidores, as teles são contra a restrição de atuação da Huawei no Brasil, onde a empresa chinesa já está há 20 anos. A estimativa é que a chinesa esteja presente em algo entre 40% e 50% das redes do País. Além disso, boa parte da estrutura atual pode ser reaproveitada no 5G.

Câmara teme retaliação ao agronegócio

A Câmara dos Deputados deve entrar no debate sobre a Huawei e a segurança das redes 5G. Presidente da Comissão de Agricultura e das Frentes Parlamentares Brasil-China e dos Brics, o deputado Fausto Pinato (PP-SP) afirma que essa decisão deve ser tomada em conjunto entre Executivo e Legislativo. “Vou sugerir ao presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) que crie uma comissão para darmos transparência total a esse processo de 5G no nosso país. Temos que visar o que realmente seja o melhor pro Brasil”, disse

Pinato afirma que o Brasil deve tomar a melhor decisão em termos econômicos e tecnológicos no que diz respeito ao 5G, “independente de ideologias”. “Se não há consenso sobre o que fazer, vamos fazer um debate franco”, afirmou. Para Pinato, a ala ideológica está levando o governo “para o buraco”. “O vice-presidente e a ministra Teresa Cristina não vão aceitar isso”, acrescentou.

O deputado defende um debate técnico e transparente sobre o tema e afirma que o Brasil não deve ceder a pressões ou paixões. “A China não é nenhuma santa, mas os EUA têm interesse nessa causa. Não podemos fazer algo só porque o Trump (presidente dos EUA, Donald Trump) disse. O mesmo Trump que briga com a China comprou respiradores de lá e depois faltou pra todo mundo. Não é briga nossa”, afirmou. “Vamos entrar nessa briga para não ganhar nada e ainda por cima prejudicar o agro?”, questionou.

Estados Unidos apertam teles contra Huawei

Os Estados Unidos têm intensificado movimentos contrários à chinesa Huawei e pressionado operadoras em todo o mundo. Declarações públicas do secretário de Estado norte-americano, Michael R. Pompeo, foram distribuídas pela Embaixada dos EUA no Brasil com esse teor. A Huawei se defende das acusações e afirma nunca ter tido incidentes relacionados à segurança em 30 anos de operação em mais de 170 países.

Em nota oficial, Pompeo defende a adoção de “fornecedores confiáveis” para o 5G. “A maré está se voltando contra a Huawei à medida que cidadãos de todo o mundo estão acordando para o perigo do estado de vigilância do Partido Comunista Chinês”, afirma.

O secretário cita medidas anunciadas pela República Checa, Polônia, Suécia, Estônia, Romênia, Dinamarca, Letônia e Grécia. Ele menciona ainda iniciativas adotadas por teles na França, Índia, Austrália, Coreia do Sul, Japão, Reino Unido e Canadá. A nota destaca ainda que a Telefônica, dona da Vivo, também teria se comprometido a não usar equipamentos de fornecedores “não-confiáveis”.

A Huawei afirma ser uma empresa privada, com muitos empregados como investidores, além de investidores privados. Por ter capital fechado, ela não tem, porém, o mesmo grau de transparência das nórdicas Ericsson e Nokia, listadas em bolsa e com balanço auditado por empresas independentes.

A empresa atua há 22 anos no País. “A segurança cibernética e privacidade do usuário são o principal foco de atenção da Huawei”, reitera. A companhia fornece equipamentos para mais de 500 operadoras em todo o mundo e afirma ter 91 contratos confirmados no 5G até o primeiro trimestre deste ano.

Pesa contra a Huawei a Lei de Inteligência Nacional, de 2017, segundo a qual toda organização deve apoiar e cooperar com a inteligência do Estado. Para os críticos, essa legislação obrigaria as empresas que atuam no país a repassar informações ao comando do Partido Comunista, dentro e fora da China.

Sobre a suspeita, a Huawei afirma que suas soluções “estão de acordo com as leis de cada país em que atua” e que não trabalha “com qualquer governo ou instituição no sentido de criar ‘backdoor’ para produtos ou serviços”. A Huawei informa que tem trabalhado para achar formas de “gerenciar” as restrições propostas pelos EUA.

Via Estadão

Surto de pneumonia de origem desconhecida matou 1772 pessoas e infectou quase 100 mil no Cazaquistão

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Uma pneumonia de origem desconhecida vem causando pânico no Cazaquistão e já matou 1772 pessoas e infectou quase 100 mil.

Hoje o governo falou pela primeira vez sobre a nova doença, informando que oferece “potencial risco” e é mais letal que a covid-19.

Segundo o ministro da saúde do Cazaquistão, a pneumonia de origem desconhecida matou 628 pessoas apenas em junho. Ele prometeu divulgar mais detalhes “na próxima semana”.

Desde meados de junho, a incidência da nova pneumonia aumentou significativamente em Atyrau e Aktobe, no oeste do Cazaquistão, e no município de Himkent, no sul.

Os pacientes foram testados para covid-19. e os resultados deram negativo. O ministro da saúde do Cazaquistão disse: “Se o público estiver interessado, estamos dispostos a fornecer dados relevantes sobre a pneumonia desconhecida”.

A Embaixada da China no Cazaquistão alertou na quinta-feira os cidadãos chineses que vivem no país sobre a nova epidemia.

A taxa de mortalidade da doença é muito maior do que o COVID-19, e organizações como o departamento de saúde do Cazaquistão estão estudando o “vírus desta pneumonia”, informou a embaixada.

Não há indicação de que esta doença esteja relacionada ao COVID-19.

Alguns especialistas chineses disseram que medidas devem ser tomadas para impedir que a pneumonia se espalhe pela China. O Cazaquistão faz fronteira com a região autônoma de Xinjiang Uygur, no noroeste da China.

A embaixada está lembrando aos cidadãos chineses no Cazaquistão que conscientizem-se sobre as medidas para impedir a propagação do vírus.

A embaixada citou a mídia local dizendo que desde meados de junho quase 500 pessoas foram infectadas com a pneumonia em três regiões do Cazaquistão.

O ministro da saúde do Cazaquistão disse na quarta-feira que o número de pacientes doentes pela pneumonia é duas a três vezes maior do que aqueles que foram infectados com o COVID-19, informou a agência de notícias do Cazaquistão Kazinform.

O ministro disse que planeja publicar registros precisos de casos confirmados já na próxima semana, observando que, embora não seja necessário publicar o número, o público precisa conhecer a verdadeira situação, relatou Kazinform.

Segundo dados oficiais, o número de casos de pneumonia é 2,2 vezes maior em junho do que em 2019, quando houve 1.700 casos, disse a versão em inglês do relatório Kazinform, que carecia de detalhes.

O Cazaquistão registrou 51.059 casos confirmados de COVID-19, incluindo 264 mortes até o momento, segundo o centro de recursos de coronavírus da Universidade Johns Hopkins.

“A situação do COVID-19 no Cazaquistão está sob controle”, diz um comunicado enviado por uma autoridade do Ministério das Relações Exteriores do Cazaquistão ao Global Times na quinta-feira.

A declaração do ministério não respondeu a perguntas sobre o alerta da embaixada chinesa sobre a pneumonia desconhecida.

Mais de 1,6 milhão de pessoas foram testadas para o COVID-19 no Cazaquistão. Atualmente, o país está realizando quase 90.000 testes por milhão de habitantes (quase 14.000 testes por dia), mais que a França, Alemanha, Canadá e muitos outros países. Existem mais de 50.000 casos de COVID-19 atualmente registrados no Cazaquistão, incluindo mais de 25.000 com sintomas e mais de 23.000 assintomáticos, lê o comunicado.

O Cazaquistão exigiu recursos médicos e econômicos para vencer a luta contra a disseminação do novo coronavírus e retornar à normalidade, diz o documento.

A pneumonia desconhecida provocou discussões acaloradas entre internautas chineses que continuam preocupados com a pandemia de coronavírus.

Até o momento, mais de 370 milhões de internautas leram posts com a hashtag “pneumonia de causa desconhecida relatada no Cazaquistão” no Sina Weibo, da China. “O que aconteceu com a Terra em 2020? Primeiro, o COVID-19 e agora outra pneumonia? Tudo o que queremos para o ano é viver em segurança”, escreveu um internauta.

Alguns estavam preocupados que a pneumonia desconhecida possa afetar a região autônoma de Xinjiang Uygur, no noroeste da China, que compartilha a fronteira com o Cazaquistão.

Em janeiro, o Cazaquistão suspendeu todos os ônibus transfronteiriços com a China e cancelou voos entre os países em 3 de fevereiro.

Com agências Internacionais

Aeroportos de Pequim cancelam mais de mil voos devido ao coronavírus

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China já entende que enfrenta uma segunda onda de Covid-19

Os dois aeroportos de Pequim cancelaram mais de mil voos nesta quarta-feira (17), após o ressurgimento de casos da Covid-19 na capital da China, anunciou a imprensa local. 

Às 9h10 locais (22h10 de Brasília), 1.255 voos com partida e chegada nos aeroportos de Pequim foram cancelados, ou seja, 70% dos planejados originalmente, informaram o “People’s Daily” e o “China Daily”. 

As autoridades pediram aos moradores de Pequim quem evitem viagens “não essenciais” para fora da cidade e ordenaram o fechamento de escolas do ensino fundamental e secundárias.

Várias cidades começaram a impor uma quarentena obrigatória a todos os viajantes da capital chinesa. 

Os usuários do trem que reservaram passagens para ou a partir de Pequim poderão solicitar um reembolso gratuito, informou o “People’s Daily”. 

De acordo com o gabinete do prefeito de Pequim na quarta-feira, 31 novas infecções do coronavírus foram registradas na capital nas últimas 24 horas, número que se manteve estável pelo 4º dia consecutivo. 

Até então, nenhum caso de coronavírus havia sido detectado em Pequim em dois meses e os cidadãos estavam quase voltando ao normal. 

Mas o medo de uma segunda onda epidêmica levou as autoridades a agir. 

As autoridades da capital chinesa lançaram uma grande campanha de testes de diagnóstico após um ressurgimento na semana passada no mercado atacadista de Xinfadi, no sul da metrópole. 

Atualmente, a cidade realiza mais de 90 mil exames diários. 

Trinta áreas residenciais, das milhares na capital, foram bloqueadas.

Via AFP

Bilionário chinês escapa de sequestro após mansão ser invadida por bando

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Filho de He Xiangjian, dono do grupo Midea, pulou em rio para fugir dos criminosos armados que entraram em sua residência e acionou a polícia

O bilionário chinês dono do grupo Midea, uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos do mundo, foi resgatado na madrugada desta segunda (15) após sequestradores invadirem sua mansão munidos de explosivos neste fim de semana.

O empresário He Xiangjian, de 77 anos, tem patrimônio estimado em US$ 25 bilhões, o que lhe credencia ao posto de trigésima sexta pessoa mais rica do mundo, de acordo com ranking da revista Forbes. Ele passava férias em uma casa de luxo em Foshan, na província de Guangdong quando foi alvo dos criminosos.

Segundo o jornal chinês South Morning China Post, seu filho único, He Jianfeng, de 55 anos, conseguiu escapar do local e nadou por um pequeno rio próximo à propriedade para chamar a polícia. As autoridades foram comunicadas do ocorrido às 17h30 deste domingo (14) pelo horário local.

Vídeos e imagens que circulam nas redes sociais chinesas mostram a mansão de dois andares com colunas de mármore e carros na garagem cercada por dezenas de policiais. A operação terminou às 5h da manhã desta segunda com a captura de cinco suspeitos. Ninguém se feriu.

O bilionário chinês He Xiangjian, sexta pessoa mais rica do país Foto: He Foundation
O bilionário chinês He Xiangjian, sexta pessoa mais rica do país Foto: He Foundation

De acordo com relatório da polícia, a vítima estava a salvo e todos os departamentos de segurança “prestaram muita atenção ao caso após receber o comunicado e, rapidamente, despacharam os policiais para correrem para o local”.

A residência faz parte do complexo Royal Orchid International Golf Villa, um empreendimento sofisticado desenvolvido pelo próprio Midea Group que reúne 336 unidades. O projeto conta com um campo de golfe de 18 buracos e um centro esportivo. O local fica a cerca de uma hora de carro da capital da província e a um quilômetro da sede da empresa.

Desde que foi acionada, a polícia bloqueou o acesso à comunidade e impediu a saída de moradores até o desfecho do caso. Havia ao menos dois postos de segurança na parte exterior e o bilionário tinha um segurança particular 24h, segundo a mídia chinesa.

O caso chamou atenção na China pelo fato do empresário, mesmo com uma das maiores riquezas do mundo, possuir um perfil mais discreto que outros bilionários.

“Fiquei assustado até certo ponto, afinal sempre achei que a segurança aqui é melhor do que em outros bairros”, afirmou um morador do complexo sob anonimato ao South Morning China Post.

He Xiangjian é descrito como uma pessoa de raízes humildes, que abandonou a escola e fundou a Midea aos 26 anos após trabalhar em fazendas e fábricas.

O grupo Midea agradeceu a atuação das autoridades na rede social chinesa Weibo e liberou seus funcionários do expediente nesta segunda (15).

Com Época

Homem ganha 102 quilos durante quarentena e vai parar na UTI

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Caso foi registrado por hospital de Wuhan. Homem de 26 anos mede 1,75m e precisou passar onze dias internado após ganho “repentino” de peso

Um hospital de Wuchang, em Wuhan,   primeiro local a ser epicentro do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no mundo, divulgou na quinta-feira (12) imagens de um paciente de 26 anos que foi internado por 11 dias em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) após engordar 102 quilos em um período de cinco meses de isolamento social.

Segundo a equipe médica do local, o homem, que mede 1,75m, tinha tendência à obesidade e apresentava sobrepeso desde a infância, mas precisou ser internado após registrar a marca de 279 quilos. Na quarentena, ele ficou trancado por quase cinco meses, adquirindo uma série de problemas de saúde física e mental.

Além da dificuldade de locomoção, o homem, identificado apenas como “Zhou”, foi diagnosticado pelos médicos com depressão, disfunção respiratória e insuficiência cardíaca. Após onze dias internado, Zhou teve melhora no quadro de saúde e foi encaminhado para enfermaria do Centro de Cirurgia Metabólica e de Obesidade. Os médicos ainda não decidiram sobre qual tratamento vão impor ao homem. 

Argentina anuncia estatização da maior empresa de soja do país, a Vicentin e deve assumir liderança na produção

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Anuncio foi feito nesta segunda-feira. O Presidente argentino informou que a empresa de cereais, atualmente em convocação de credores, será operada por 60 dias para garantir a continuidade da empresa e a conservação dos 7000 empregos

O presidente da Argentina Alberto Fernández anunciou que assinou um decreto de necessidade e urgência que prevê a intervenção de 60 dias da empresa de cereais Vicentin. Ele também confirmou que o governo enviará ao Congresso um projeto de lei para desapropriar. “É uma decisão estratégica para a economia nacional”, disse o presidente, que garantiu que a empresa “estava a caminho da falência”.

O Presidente anunciou que todos os ativos do Grupo Vicentin farão parte de um grupo de confiança que será responsável pela YPF Agro. “Os argentinos precisam ser muito felizes porque estamos dando um passo em direção à soberania alimentar”, disse Fernández, falando de um mundo pós-pandemia que colocará a comida no centro da discussão.

Fernández observou que Vicentin é “um grupo de grande importância que já há algum tempo expressa uma enorme crise” e destacou que o plano é resgatar a empresa, proteger empregos e “que pequenos produtores possam continuar contando com uma empresa para vender o que produzem “. “Ter uma empresa testemunha no mercado de cereais é muito importante”, disse ele.

O chefe de estado indicou que a intervenção busca “tirar proveito da capacidade de gestão da YPF” e acrescentou que, se surgirem evidências de fraude do Estado durante a administração anterior, as denúncias pertinentes serão feitas perante a Justiça. “Esta não é uma empresa próspera que criamos para expropriar. É uma empresa que estava em falência preventiva”, esclareceu.

O que isso representa para o Brasil?

Com a estatização, a Argentina deverá liderar a produção de soja na América do Sul em pouco tempo, e vendendo para a China, que era o nosso principal parceiro comercial, mas deixou de ser, conforme relatado nesta segunda-feira.

A tendência será o Brasil passar a ter excedente de produção, sendo obrigado a vender com preço mais baixo no mercado internacional.

Com informações do Pagina12, da Argentina

Brasil perde para a Argentina o posto de principal parceiro comercial da China

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Jornal financeiro Bloomberg mostra que chineses seguem comprando soja do Brasil, mas a Argentina ocupa o primeiro lugar nas exportações

A Bloomberg informa que as compras chinesas de soja brasileira voltaram a crescer “para tirar proveito do produto barato devido à safra abundante e à desvalorização da moeda”, o real. Prevê mais um mês assim, revela Nelson de Sá em coluna na Folha.

Vale também para a Argentina, até mais. “China tira do Brasil o posto de maior parceiro comercial”, noticiaram Clarín e a agência Telam, destacando o salto de 50% nas compras chinesas dos produtos argentinos, sobretudo soja e carne bovina. O site Infobae arrisca que a mudança deve valer para o ano todo.

Pesa também, para tanto, “o colapso do comércio com o Brasil”. Segundo o Ámbito Financiero, as exportações para o vizinho, em meio à pandemia, “atingiram o seu pior nível em 16 anos”.

O jornal financeiro publicou longa entrevista com o embaixador chinês em Buenos Aires, Zou Xiaoli, que posteriormente se encontrou com o ministro da Agricultura para formalizar a liberação da compra de novos produtos, de limão e grão de bico a outras carnes.

Morre na China médico que ficou com pele escura durante tratamento para Covid-19

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Hu estava em coma desde 22 de abril em um hospital do epicentro da pandemia do novo coronavírus na China

O médico chinês Hu Weifeng, de 42 anos, que ficou com a pele escura durante tratamento contra  o novo coronavírus , morreu nesta terça-feira (2) após cinco meses internado para tratar a Covid-19, informou o site “Peng Mei News”.

Hu, que era urologista, virou notícia mundo afora após fotos em que aparecia com a pele do rosto escurecida circularem nas redes sociais. Além dele, outro médico – Yi Fan – apresentou a mesma característica na pele durante o tratamento para o  novo coronavíris.

A explicação dada à época era que a coloração era derivada de uma resposta do fígado a um desequilíbrio hormanal.

Um médico disse, sob condição de anonimato, ao “South China Morning Post”, que Hu estava em coma desde 22 de abril em um hospital de Wuhan, o epicentro da pandemia, após sofrer uma hemorragia cerebral e passar por cirurgia.

Por sua vez, Yi, que é cardiologista, melhorou após passar 39 dias com respirador, e obteve alta. O Hospital Tongji, onde Hu estava internado desde janeiro, perdeu cinco médicos para a Covid-19.

China alerta para ‘nova Guerra Fria’ com os EUA por pandemia

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Ministro chinês falou em ‘vírus político’ nos Estados Unidos e que americanos estão difamando a China

Autoridades da China disseram neste domingo, 24, que as relações com os Estados Unidos estão “à beira de uma nova Guerra Fria” e que foramprejudicadas ainda mais pela pandemia de covid-19.  

No domingo, o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, disse que Washington se infectou com um “vírus político” que aproveita “todas as oportunidades para atacar e difamar a China”.

A pandemia, que já causou mais de 342 mil mortes e deixou mais de 5,3 milhões de doentes em todo o mundo, exacerbou as relações já tensas entre a China e os Estados Unidos, e as duas potências continuam a lançar ataques verbais.  

“Algumas forças políticas nos Estados Unidos estão fazendo as relações entre China e Estados Unidos como reféns e levando nossos dois países à beira de uma nova Guerra Fria”, disse o chanceler. 

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O ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, em conferência em Pequim  Foto: REUTERS/Yew Lun Tian

Wang também acusou os políticos americanos de “espalhar boatos” para “estigmatizar a China”, onde o novo coronavírus surgiu no final do ano passado. O ministro afirmou que o país está aberto à cooperação internacional para identificar a origem do vírus mortal. Essa cooperação deve ser “profissional, justa e construtiva” e sem “interferência política”, enfatizou. 

Nas últimas semanas, o presidente Donald Trump acusou repetidamente as autoridades chinesas de terem demorado para comunicar dados cruciais sobre a gravidade da doença. Os Estados Unidos são de longe o país mais atingido pela pandemia, com 1,6 milhão de casos e 97 mil mortes.  

No entanto, o estado de Nova York, foco da epidemia, registrou 84 mortes nas últimas 24 horas, o número mais baixo desde 24 de março, anunciou o governador Andrew Cuomo.  Trump, que quer flexibilizar o confinamento e reativar a economia, fez um gesto no sábado para marcar um retorno à normalidade e foi jogar golfe em seu clube na Virgínia, perto de Washington, pela primeira vez desde 8 de março.

/ Via AFP

China: médicos veem indícios de mutação no coronavírus em pacientes de nova onda da Covid-19

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Doença voltou a atingir regiões do país e especialistas alertam que pessoas estão adoecendo por mais tempo

Uma nova onda de infecções pela Covid-19 nas províncias chinesas de Jilin e Heilongjiang, no Nordeste do país asiático, têm preocupado médicos e pode indicar que o coronavírus está se modificando de formas ainda desconhecidas. As mutações do patógeno podem explicar diferentes manifestações  podem complicar ainda mais os esforços de contenção da pandemia.

Qiu Haibbo, um dos maiores clínicos da China, declarou nesta quarta-feira a uma emissora estatal que os pacientes internados nas duas províncias estão portando o vírus por um período mais longo e têm demorado mais a testarem negativo para a Covid-19. Além disso, os sintomas têm se manifestado além do prazo de incubação do vírus, que varia entre uma e duas semanas. 

Esse atraso atrapalha em especial a estratégia das autoridades chinesas para conter a disseminação do vírus por dificultar a identificação de pacientes antes que o coronavírus se espalhe. 

— O maior período assintomático de pacientes infectados têm criado surtos dentro de famílias — relatou Haibbo, que ajudou no combate à Covid-19 no auge da crise em Wuhan, onde a doença foi identificada pela primeira vez. 

Quarenta e seis novos casos foram reportados nas cidades de Shulan, Jilin e Shengyang nas duas províncias nordestinas. Autoridades retomaram medidas restritivas que já tinham sido flexibilizadas e 100 milhões de pessoas voltaram a viver sob o chamado lockdown. Serviços de trem foram interrompidos, escolas foram fechadas e condomínios residenciais foram isolados.

— As pessoas não deveriam baixar a guarda ou achar que o pico já passou. É totalmente possível que essa pandemia dure por um longo período de tempo —  avaliou Wu Anhua, epidemiologista chinês, em entrevista também a uma TV estatal.  

Cientistas ainda não têm certeza se o vírus está sofrendo mutações de forma significativa. Uma das teses é a de que as diferenças observadas pelos médicos chineses se deve ao fato deles poderem observar seus pacientes de forma mais aprofundada, em comparação aos momentos mais graves da crise em Wuhan. O sistema da cidade ficou tão sobrecarregado que, em muitos casos, apenas pessoas em estado grave foram tratadas, a exemplo de outros sistemas de saúde pelo mundo. 

Ainda assim, o cenário retratado por Haibbo reforça as incertezas em torno do comportamento do vírus e como o Sars-CoV-2 moldará as ações de governos ao redor do mundo para contê-lo em paralelo com a reabertura das atividades econômicas. Mesmo a China, que tem uma das melhores políticas e ferramentas de testagem da população, enfrenta grandes dificuldades em evitar novos surtos. 

Pesquisadores ao redor do globo investigam se as mutações do vírus estão tornando o Sars-CoV-2 mais contagioso na medida em que se espalha pelo mundo, mas pesquisas preliminares que indicaram essa possibilidade foram criticadas por serem inconclusivas.

— Em teoria, algumas mudanças nas estruturas genéticas podem levar a mudanças no comportamento do vírus — afirmou Keiji Fukuda, diretor professor universitário da Escola de Saúde Pública de Hong Kong. — Por outro lado, muitas mutações acabam não levando a mudanças expressivas. 

Fukuda acredita, ainda, que é difícil estabelecer uma correlação simples entre a hipótese de mutação e o fenômeno observado na China. O professor reforçou que é preciso buscar maiores evidências. 

Ainda segundo Haibbo, as particularidades dos pacientes das províncias chinesas de Jilin e Heilongjiang não se restringem ao período de incubação: os danos da Covid-19 têm se restringido em maior parte aos pulmões, enquanto pacientes de Wuhan e de outros lugares do mundo sofrem de sequelas generalizadas que atingem o coração, o rim e até mesmo o cérebro.

Autoridades locais acreditam que os novos surtos foram causados através de pessoas que chegaram da Rússia, o segundo país mais afetado do mundo. Análises de sequenciamento genético indicaram compatibilidade entre os novos casos do Nordeste chinês e o padrão identificado em território russo, segundo Haibbo. Do total de infectados reportados na região, 10% evoluíram para o estado grave e 26 ainda estão hospitalizados.

Via Bloomberg