Maior prédio residencial do Brasil, com 66 andares, é entregue em Balneário Camboriú, SC

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Ranking de edifícios mais altos é feito por conselho internacional. Construção tem 234 metros e 66 andares

O maior prédio do Brasil, segundo o ranking internacional The Skyscraper Center, foi entregue em Balneário Camboriú, no Litoral Norte catarinense. A construção tem 234,8 metros de altura e 66 andares. Em termos de comparação, a Torre Eiffel, em Paris, tem 300 metros e a Estátua da Liberdade, em Nova Iorque, 93 metros.

Segundo divulgado pela construtora nesta segunda-feira (16), o edifício “Infinity Coast Tower” foi entregue no sábado (14) aos moradores. Os 115 apartamentos têm entre 155 e 600 metros quadrados e custam, em média, R$ 5 milhões.

O prédio é o primeiro do Brasil a passar dos 200 metros. O segundo maior edifício do país fica em Goiânia e o terceiro, em João Pessoa.

Na construção do prédio em Balneário Camboriú foram usados 25 mil metros cúbicos de concreto e 2,5 mil caminhões betoneira. A obra chegou a ter 1,5 mil funcionários trabalhando ao mesmo tempo, segundo a construtora. Foram usados também 2 mil toneladas de aço, 700 quilômetros de cabos elétricos e 55 mil metros quadrados de revestimentos cerâmicos. A profundidade da fundação é equivalente a um prédio de 15 andares, conforme a empresa. Via G1

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Em Porto Velho milheiro de tijolo está sendo vendido a R$ 400

A esse preço, reformas e construções reduzem na capital

O tijolo, item básico na construção civil, está sendo vendido a incríveis R$ 400 o milheiro, em Porto Velho. De acordo com empresários do ramo de material básico, as cerâmicas deram início a “reajustes seguidos”, com o preço saltando de R$ 230 para R$ 400 em um espaço de pouco mais de 3 meses.

Com isso, obras e reformas que estavam sendo programadas estão deixando de ser feitas, “e não tem previsão de baixar”, dizem os vendedores.

Já areia e cimento não sofreram o mesmo reajuste.

Era interessante a procuradoria de Defesa do Consumidor procurar uma justificativa para esse aumento abusivo e totalmente injustificável. E só para constar, as cerâmicas, por algum acaso do além, estão praticando os mesmos valores. Um tempo atrás isso se chamava “cartelização”, mas como estamos no Brasil, vai que mudou, né?

CDR analisará cota do Minha Casa Minha Vida para trabalhadores da construção civil

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) deverá analisar, nesta quarta-feira (21), o Projeto de Lei do Senado (PLS) 331/2015, que destina 5% das unidades construídas no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida aos trabalhadores da construção civil.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), autora do projeto, observa que as exigências burocráticas do Minha Casa Minha Vida impedem que segmentos carentes de atendimento habitacional sejam beneficiados. No caso dos trabalhadores da construção civil, afirma Vanessa, essa exclusão é “particularmente perversa, uma vez que eles são a mão de obra responsável pelo sucesso do programa”.

A proposta recebeu voto favorável da senadora Regina Sousa (PT-PI), relatora da matéria na CDR. Ela concorda com os argumentos de que a burocracia prejudica o aumento do alcance social do Minha Casa Minha Vida, de modo que ainda se encontram entre os trabalhadores da construção civil “amplas parcelas desassistidas, residindo em condições precárias”.

A votação na CDR é terminativa e, em caso de aprovação, o projeto poderá seguir para análise da Câmara dos Deputados se não for apresentado recurso para que o texto seja votado pelo Plenário do Senado.

Semiárido

Também pode ser votado em caráter terminativo o projeto de lei que define os critérios de enquadramento de municípios na região do semiárido. De acordo com a proposta (PLS 146/2014), a definição da região do semiárido deverá ser atualizada a cada cinco anos pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), por critérios de precipitação pluviométrica média anual, índice de aridez e risco de seca.

Já aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o projeto é do senador licenciado Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) e tem como relator o senador José Pimentel (PT-CE), que emitiu avaliação favorável à proposta.

Na pauta da CDR consta um total de sete itens. A reunião terá início às 9h, na sala 7 da Ala Senador Alexandre Costa.

Fonte: agenciasenado

Quase 1 milhão de trabalhadores perdeu o emprego na construção civil nos últimos 3 anos

Construção da Unisp de Buritis (RO) está parada enquanto PM funciona em prédio alugado

A construção civil foi o setor que mais fechou postos de empregos formais — com carteira assinada — em 2017: -103,9 mil, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta sexta-feira (26).

O número vai na contramão de outros ramos importantes da economia, como serviços e comércio, que se recuperaram em 2017, após dois anos cortando vagas.

Entre 2009 e 2013, a indústria da construção acumulou saldo positivo de 1 milhão de empregos. Porém, o setor cortou 991,5 mil postos formais nos últimos quatro anos, deixando o nível de emprego nesse ramo praticamente igual ao registrado em 2009.

O presidente do Cofecon (Conselho Federal de Economia), Wellington Leonardo da Silva, culpa a “política econômica recessiva” do atual governo como um impeditivo ao crescimento de diversos ramos, inclusive da construção civil.

— Eu não vejo cenário positivo enquanto essa política econômica vigorar. Basta dar uma olhada nas cidades grandes, o número de ambulantes aumentou extraordinariamente. São pessoas que antes tinham emprego, alguns possivelmente até na construção civil, e que estão se virando no mercado informal.

Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo) e deputado estadual, destaca que sempre foi alto o percentual de empregados informais no setor e que isso se agravou com a crise.

— Na construção civil, 52% [dos trabalhadores] estão na informalidade. O pessoal caminha muito para a informalidade na época do desemprego. A construção de pequenas reformas não foi tão prejudicada na crise. Isso movimentou o mercado de insumos e da construção formiguinha, o famoso bico.

Para o vice-presidente de economia do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Eduardo Zaidan, existe uma razão fundamental para tantos cortes de emprego por anos seguidos.

— A construção civil depende do investimento que todos os atores da economia fazem, governo, famílias, etc. Se você vai investir em educação, vai construir escola. Metade do investimento passa na mão da construção civil. A taxa de investimento na economia brasileira tem sido baixíssima. O desemprego começa quando você termina uma obra e não tem outra.

Ele destaca que os investimentos caíram devido ao “desarranjo” na economia brasileira. A taxa de investimento no Brasil em 2017 ainda não foi divulgada. Porém, 2016, registrou o pior resultado da série histórica, iniciada em 1996: 16,4% do Produto Interno Bruto, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Já o professor Elton Duarte Batalha, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, acrescenta que o descontrole das contas dos governos federal e estaduais gera um cenário desfavorável para qualquer tipo de investimento.

— Santa Catarina, que é um Estado mais estável do ponto de vista fiscal, foi o que mais criou empregos em 2017. O Rio de Janeiro, como sabemos, passa por dificuldade, foi o que mais fechou.

O Caged registrou fechamento de 20,8 mil vagas formais em todos os setores da economia. O resultado é melhor do que 2016, quando foram cortados 462,3 mil postos. Em 2015, foram fechados 1,5 milhão de empregos com carteira assinada.

CNI: Índice de ociosidade da construção civil está em 42%

Confiança da Construção em setembro é a maior desde julho de 2015

A construção civil apresentou, em setembro, um nível de ociosidade alto, com 42% das máquinas e equipamentos e pessoal parados. De acordo com a Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta sexta-feira (27) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a ociosidade “é fruto da baixa atividade do setor”.

O levantamento mostra que o nível de utilização da capacidade de operação do setor de construção civil ficou em 58% em setembro. De acordo com a CNI, o índice de evolução do nível de atividade ficou em 46,4 pontos em uma escala de 0 a 100 pontos. O resultado obtido em setembro é 0,3 ponto inferior ao registrado no mês de agosto.

Ainda segundo a sondagem, o indicador relativo ao número de empregados recuou para 45,2 pontos, ficando 0,6 ponto abaixo do de agosto. Nessas escalas, valores abaixo de 50 pontos indicam queda na atividade e no emprego.

As dificuldades, no entanto, não parecem ter prejudicado a confiança dos empresários, uma vez que o Índice de Confiança do Empresário da Construção aumentou pelo terceiro mês seguido, ficando acima de 50 pontos – margem que separa o otimismo do pessimismo – em outubro. Nesse quesito, o índice ficou em 53,8 pontos. O resultado está acima da média histórica, de 52,6 pontos. Na avaliação da CNI, o indicador demonstra otimismo do empresariado com as condições da economia e das empresas nos próximos seis meses.

“A alta é explicada pela melhor avaliação do componente de expectativa, que aumentou 0,6 ponto entre setembro e outubro, passando de 57 pontos para 57,6 pontos. O indicador referente às condições atuais manteve-se estável, em 46,1 pontos, e continua a indicar piora das condições correntes de negócios”, diz o levantamento da CNI.

Em nota, a economista da CNI Flávia Ferraz considera a redução dos juros e a recuperação gradual da economia decisivas para a melhora da confiança dos empresários do setor. “A construção depende muito de financiamentos e, com a queda dos juros, caem os custos dos empréstimos para os compradores de imóveis e para as empresas que precisam de financiamentos”, afirma Flávia.

Segundo a CNI, os empresários estão apostando na recuperação das atividades do setor, com o indicador de intenção de investimentos subindo para 30,4 pontos, valor 2,8 pontos superior ao registrado em outubro de 2016.

Entre os problemas apontados pela pesquisa estão a carga tributária, com 32,3% das menções; a demanda interna insuficiente (30,6%); a falta de capital de giro (27,7%.); e a taxa de juros elevada (27,2%). A Sondagem Indústria da Construção de setembro foi feita entre 2 e 17 de outubro com 615 empresas (204 de pequeno porte; 287 de médio; e 124 de grande porte.

Construção civil quer evitar uso de FGTS para quitar dívidas

Confiança da Construção em setembro é a maior desde julho de 2015

Atualmente, 50% dos empregos perdidos todos os meses pelos trabalhadores brasileiros são da construção civil

O setor da construção civil procurou nesta terça-feira, 13, o governo federal para tentar barrar a possibilidade de liberação dos recursos do FGTS para os trabalhadores quitarem dívidas bancárias. A proposta vem sendo defendida pela ala política do governo para reativar o consumo dos brasileiros.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) alertou que o uso de dinheiro do fundo para essa finalidade retirará recursos que poderiam ser canalizados para novos investimentos do setor, que poderiam barrar o desemprego. “É tirar emprego. Será um erro histórico”, atacou o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

Atualmente, 50% dos empregos perdidos todos os meses pelos trabalhadores brasileiros são da construção civil. Segundo Martins, o FGTS é o única fonte de recursos que ainda existe no País com taxas de captação baixas, num quadro em que os bancos têm sido “insensíveis” à situação do País e praticado “agiotagem” na hora de renegociar as dívidas das empresas.

Para o presidente da CBIC, será o segundo erro consecutivo com recursos do FGTS. O primeiro, segundo ele, foi permitir usar 10% do saldo do FGTS e a totalidade da multa rescisória (de 40% sobre o total depositado pelo empregador) como garantia para empréstimo consignado. O conselho curador do FGTS regulamentou nesta terça a linha de empréstimos consignados com garantia do fundo, que é uma poupança forçada que todos os trabalhadores brasileiros são obrigados a fazer.

O alerta do setor da construção foi disparado em vários gabinetes da Esplanada dos Ministérios e no Palácio do Planalto depois de que ficou mais claro que a proposta de uso dos recursos do FGTS tem apoio do presidente Temer e poderá ser incluída no pacote de medidas em elaboração no governo para estimular a retomada. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é contrário à medida.

Contraproposta

A CBIC apresentou ao governo um conjunto de medidas para serem incluídas no pacote de estímulo. A principal visa tirar do papel um mecanismo de estímulo às Parcerias Público Privadas (PPP) pelas prefeituras de obras que têm potencial para dar um dinamismo local, assim como ocorreu com o programa Minha Casa Minha Vida.

Essas parcerias dos municípios por projetos poderiam ser apoiados pela área técnica da Caixa, instituição com grande capilaridade em todo o País. Segundo Martins, o presidente da Caixa, Gilberto Ochi, apoia a iniciativa, que pode garantir recursos para novos investimentos sem uso de subsídios do Tesouro Nacional. Ele afirmou que essa medida tem efeito mais rápido do que as concessões, que na melhor das hipóteses devem começar a sair do papel em 2018.

O setor também insistiu sobre a necessidade de aumentar o valor dos imóveis financiados pelo Minha Casa Minha Vida, cujo teto é de R$ 225 mil nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio, Minas e Distrito Federal. Pela proposta, esse valor subiria para R$ 300 mil, com recursos do FGTS, o que permitiria aumentar o teto da renda dos beneficiários, hoje em R$ 6,5 mil por mês. O governo já sinalizou que quer criar uma nova faixa para o programa de habitação popular, com o intuito de agradar à classe média, que encontra dificuldades em financiar imóveis com a escassez de recursos da poupança.

A entidade defende ainda a adoção de um novo Refis para as empresas. Ele destacou que no caso da construção civil muitas empresas estão em dificuldade por conta dos atrasos de pagamentos do próprio governo.

O presidente da CBIC vê risco de o presidente Michel Temer cometer os mesmo erros da ex-presidente Dilma Rousseff ao tentar “tapar o sol da peneira” com medidas paliativas que acabam agravando o problema. “Eles não têm noção do estrago que podem fazer no FGTS”, afirmou.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Preço de materiais para construção civil desacelera em novembro

Número de vagas na construção civil diminui mais uma vez

Dados foram divulgados pela Fundação Getulio Vargas nesta quarta-feira(16)

Os preços dos materiais usados na construção civil desaceleraram em novembro, dentro do Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), divulgado na manhã desta quarta-feira, 16, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) registrou alta de 0,16% no mês, após avanço de 0,22% em outubro. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou deflação de 0,06%, após a elevação de 0,14% registrada no mês anterior. Já o índice que representa o custo da Mão de Obra subiu 0,35% este mês, após avanço de 0,29% em outubro.

Os itens que mais pressionaram o INCC-10 em novembro foram os relacionados à mão de obra: engenheiros (1,15%), ajudante especializado (0,23%) e servente (0,25%). Na direção oposta, os principais itens que contribuíram para evitar uma alta maior da inflação da construção foram vergalhões e arames de aço ao carbono (-1,11%), cimento portland comum (-0,88%) e tijolo/telha cerâmica projetos (-0,54%). Com informações do Estadão.

Número de vagas na construção civil diminui mais uma vez

Número de vagas na construção civil diminui mais uma vez

Esse foi o 23º mês consecutivo de queda no nível de vagas, período em que 677,2 mil trabalhadores foram dispensados na construção

O setor da construção civil fechou 23,9 mil postos de trabalho em agosto no País. Com isso, o número total de pessoas empregadas no segmento foi a 2,70 milhões, queda de 0,88% em relação a julho. Esse foi o 23º mês consecutivo de queda no nível de vagas, período em que 677,2 mil trabalhadores foram dispensados na construção.

Os dados fazem parte de pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 21, pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), baseada em dados do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). Nos primeiros oito meses do ano houve corte de 194,2 mil vagas. Em 12 meses, o saldo negativo chegou a 462,9 mil empregos a menos.

O presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, observou que a queda no nível de emprego é preocupante, pois afeta, inclusive, os segmentos considerados indicadores antecedentes de novas obras: na preparação de terrenos, houve recuo de 15,05% no nível de empregos, e nos serviços de engenharia e arquitetura a baixa atingiu 12,90%, considerando a comparação de janeiro a agosto de 2016 com os mesmos meses de 2015.

“Ou seja, a perspectiva segue sendo de queda na atividade da construção para os próximos meses”, afirmou Ferraz, em nota distribuída à imprensa.

Para Ferraz, o fato reforça a necessidade de o governo ir além das medidas de ajuste fiscal em andamento, embora as considere positivas pela sinalização favorável ao equilíbrio das contas públicas. “O Executivo precisará cortar mais despesas, gastar bem o pouco que sobrar no Orçamento e adotar medidas favoráveis à atração de investimentos privados nacionais e estrangeiros”, ressaltou.

A deterioração do mercado de trabalho afetou quase todas as regiões do Brasil, sendo que os piores resultados mensais foram observados no Norte (-2,34%) e no Sudeste (-1,12%), em grande parte devido ao corte de 8.200 mil vagas na comparação de agosto com julho.

O levantamento também mostra que o Estado do Rio de Janeiro teve demissão de 19.562 mil trabalhadores nos últimos dois meses, como reflexo do fim das obras para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Confiança da Construção em setembro é a maior desde julho de 2015

Anúncio do Programa de Parcerias de Investimento e retomada de obras do Minha Casa Minha Vida motivaram a melhora, diz FGV

O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 2,1 pontos, entre agosto e setembro, alcançando 74,6 pontos. Esse é o maior nível desde julho de 2015. Mesmo após a terceira alta consecutiva, o nível do indicador continua muito baixo em termos históricos, apontou a FGV. Os pesquisadores da instituição observam, no entanto, que se torna “mais evidente a gradual melhora das perspectivas de curto prazo para empresários do setor”.

A FGV sinalizou o anúncio do Programa de Parcerias de Investimento (PPI) e a retomada de obras paradas do programa Minha Casa Minha Vida como motivos para a melhora das expectativas no setor.

O Índice da Situação Atual (ISA-CST) subiu 0,6 ponto em setembro, alcançando 64,8 pontos. Mesmo após a quarta alta, o índice ainda se encontra muito abaixo da média histórica. A principal contribuição à alta veio do indicador que capta a percepção da empresa em relação à situação atual dos negócios, que subiu 0,9 ponto em relação ao mês anterior, atingindo 66,1 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-CST) marcou 84,8 pontos, ficando 3,4 pontos acima de agosto, maior nível desde dezembro de 2014. Dentre os quesitos que integram o índice-síntese, a situação dos negócios para os próximos seis meses foi o que mais contribuiu para alta no mês, com variação de 5,1 pontos.

“A sinalização dada pelos empresários do setor é bastante expressiva, mas é preciso cautela. Mesmo que as expectativas estejam indicando uma aceleração ainda não há elementos suficientes para se confirmar a retomada do crescimento nos próximos meses”, afirmou, em nota, a coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE, Ana Maria Castelo.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor ficou em 64,8% em setembro, 0,3 ponto porcentual acima do resultado de agosto, sinalizando certa estabilização do nível de atividade

Vendas de materiais de construção caem 20,5% em janeiro

Confiança da Construção em setembro é a maior desde julho de 2015

As vendas de materiais de construção caíram 20,5%, em janeiro, comparadas ao mesmo período do ano passado. Essa foi a 24ª queda consecutiva na comparação anual. No entanto, na comparação com o mês anterior – dezembro de 2015 – o setor obteve alta de 5% no faturamento. Já no acumulado dos últimos 12 meses, houve recuo de 13,9%. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).

Na comparação com janeiro de 2015, foram verificadas quedas tanto no faturamento dos materiais de base (-19,9%) quanto nos itens de acabamento (-21,4%). Sobre dezembro último, porém, as vendas de materiais de base aumentaram 2,9%, e no caso dos itens de acabamento houve alta de 8,5%. Nos últimos 12 meses, os materiais de base apresentaram recuo de 12,5% e os de acabamento queda de 16,2%.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Expectativa

Para esse primeiro trimestre, o setor prevê redução nas vendas de 4,5%. Nesse cálculo foi considerado o fato de que as famílias sempre têm o orçamento mais apertado no início do ano por causa do pagamento de impostos – Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto Sobre a Propriedade dos Veículos automotores (IPVA) – e da compra de materiais escolares.

A previsão também considerou o fato de as chuvas mais intensas terem prejudicado o andamento das obras e incluiu ainda a possibilidade de um impacto negativo pelo temor do desemprego e pela falta de confiança dos empresários.

Em nota, o presidente da Abramat, Walter Cover, avaliou que o setor foi afetado pelas “condições adversas que predominam desde o segundo semestre de 2015 e permanecem tanto no segmento do varejo, quanto no das construtoras”.

A expectativa do executivo é de que haja um reaquecimento das atividades a partir de abril ou maio. Essa reação, porém, só vai ocorrer, acredita o dirigente, se houver novas liberações de crédito para as indústrias de materiais de construção e também se for retomada a terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida. Cover disse ainda que o setor pode reagir bem se houver mais investimentos em obras de infraestrutura.

De acordo com o balanço de desempenho da entidade, o nível de emprego no setor apresentou redução de 8,9%, em janeiro último sobre o mesmo mês de 2015. Já na comparação com dezembro último, houve queda de 0,3% e, nos últimos 12 meses, diminuição de 8,9%.

Agencia Brasil