Geddel, aquele dos R$ 54 milhões, pede para sair da prisão por risco de coronavírus

Político - https://politico.painelpolitico.com

Preso desde setembro de 2017, ex-ministro solicitou a Fachin mudança para regime domiciliar

Preso desde setembro de 2017 após a Polícia Federal localizar um bunker com R$ 51 milhões em dinheiro vivo, o ex-ministro Geddel Vieira Lima solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) para deixar a prisão por causa do risco do coronavírus, mudando para o regime domiciliar. O pedido foi enviado na semana passada ao ministro do STF Edson Fachin, que solicitou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir.

No fim do ano, Geddel solicitou a progressão para o regime semiaberto, devido ao tempo já cumprido de pena, mas Fachin estabeleceu que a mudança no regime só poderá ser feita depois que ele pagar multa de R$ 1,6 milhão estabelecida em sua condenação pelo STF.

Após a pandemia do coronavírus chegar ao Brasil e com a publicação de uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomendando a revisão do caso de presos em grupo de risco, a defesa de Geddel solicitou que ele fosse enviado para cumprir pena em casa, sob argumento de que ele possui 61 anos e é portador de doenças crônicas.

Geddel Vieira Lima Foto: Jorge William

“Como se observa, o peticionário, idoso que integra o grupo de risco, deve ser colocado em regime de prisão domiciliar nos termos da Recomendação n° 62 do CNJ. Vale salientar, ainda, que o peticionário é portador de doenças crônicas, conforme atestado médico em anexo. É fato público e notório que as doenças crônicas, a exemplo da hipertensão, são fatores de maior risco ao Covid-19”, diz o pedido da defesa, protocolado na semana passada.

Dinheiro vivo encontrado em apartamento de Geddel

Após a solicitação, Fachin solicitou informações à 2ª Vara de Execução Penal de Salvador, responsável por fiscalizar a prisão de Geddel, que atualmente se encontra em uma penitenciária em Salvador. Em ofício, a Justiça informou que Geddel cumpre pena em cela individual e teve vaso sanitário adaptado às suas necessidades de saúde. A Justiça informou ainda que a direção da Penitenciária Lemos Brito suspendeu as visitas e realizou campanha educativa sobre a prevenção ao coronavírus.

Casos Confirmados Total de Recuperados Total de Óbitos
Brasil 1 891 2 34
Mundo 384 429 102 536 16 591
Atualizado Há 5 mins

Com as informações recebidas, Fachin agora aguarda manifestação da PGR para decidir sobre o pedido de Geddel.

Em outubro, a 2ª Turma do STF condenou Geddel a uma pena de 14 anos de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso do apartamento de R$ 51 milhões. Foi condenado ainda ao pagamento de multa de R$ 1,6 milhão e mais R$ 52 milhões em danos morais coletivos.

Com informações do Globo

Geddel, aquele dos R$ 54 milhões, pede para sair da prisão por risco de coronavírus

Político - https://politico.painelpolitico.com

Preso desde setembro de 2017, ex-ministro solicitou a Fachin mudança para regime domiciliar

Preso desde setembro de 2017 após a Polícia Federal localizar um bunker com R$ 51 milhões em dinheiro vivo, o ex-ministro Geddel Vieira Lima solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) para deixar a prisão por causa do risco do coronavírus, mudando para o regime domiciliar. O pedido foi enviado na semana passada ao ministro do STF Edson Fachin, que solicitou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir.

No fim do ano, Geddel solicitou a progressão para o regime semiaberto, devido ao tempo já cumprido de pena, mas Fachin estabeleceu que a mudança no regime só poderá ser feita depois que ele pagar multa de R$ 1,6 milhão estabelecida em sua condenação pelo STF.

Após a pandemia do coronavírus chegar ao Brasil e com a publicação de uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomendando a revisão do caso de presos em grupo de risco, a defesa de Geddel solicitou que ele fosse enviado para cumprir pena em casa, sob argumento de que ele possui 61 anos e é portador de doenças crônicas.

Geddel Vieira Lima Foto: Jorge William

“Como se observa, o peticionário, idoso que integra o grupo de risco, deve ser colocado em regime de prisão domiciliar nos termos da Recomendação n° 62 do CNJ. Vale salientar, ainda, que o peticionário é portador de doenças crônicas, conforme atestado médico em anexo. É fato público e notório que as doenças crônicas, a exemplo da hipertensão, são fatores de maior risco ao Covid-19”, diz o pedido da defesa, protocolado na semana passada.

Dinheiro vivo encontrado em apartamento de Geddel

Após a solicitação, Fachin solicitou informações à 2ª Vara de Execução Penal de Salvador, responsável por fiscalizar a prisão de Geddel, que atualmente se encontra em uma penitenciária em Salvador. Em ofício, a Justiça informou que Geddel cumpre pena em cela individual e teve vaso sanitário adaptado às suas necessidades de saúde. A Justiça informou ainda que a direção da Penitenciária Lemos Brito suspendeu as visitas e realizou campanha educativa sobre a prevenção ao coronavírus.

Casos Confirmados Total de Recuperados Total de Óbitos
Brasil 1 891 2 34
Mundo 384 429 102 536 16 591
Atualizado Há 5 mins

Com as informações recebidas, Fachin agora aguarda manifestação da PGR para decidir sobre o pedido de Geddel.

Em outubro, a 2ª Turma do STF condenou Geddel a uma pena de 14 anos de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso do apartamento de R$ 51 milhões. Foi condenado ainda ao pagamento de multa de R$ 1,6 milhão e mais R$ 52 milhões em danos morais coletivos.

Com informações do Globo

Eike Batista revela propina de R$ 20 milhões para Aécio

Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

De acordo com Eike Batista, o dinheiro seria uma contrapartida pela ajuda do deputado Aécio Neves (PSDB-MG) às empresas do grupo do ex-milionário junto ao poder público, principalmente no estado de Minas. Entre os benefícios citados por Eike está a concessão de licenças ambientais

Em acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República, o empresário Eike Batista revelou o pagamento de R$ 20 milhões de propina ao atual deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG).

De acordo com o empresário, o dinheiro seria uma contrapartida pela ajuda de tucano às empresas do grupo de Eike junto ao poder público, principalmente no estado de Minas. Entre os benefícios citados por Eike está a concessão de licenças ambientais.

O empresário foi preso duas vezes, mas teve prisão revogada pelo TRF2 em agosto do ano passado. De acordo com o Ministério Público Federal, no total, Eike movimentou mais de R$ 800 milhões entre 2010 e 2013 em transações com indícios de manipulação do mercado de ações.

À coluna de Bela Megale, o deputado Aécio disse, por meio de sua assessoria, que a “acusação é falsa e absurda” e que “jamais intercedeu em favor de qualquer interesse do Sr. Eike Batista”. 

“É lamentável que acusações levianas, como essa, sejam aceitas por autoridades sem a menor comprovação, exclusivamente para atender interesse de um réu confesso de inúmeros crimes e que, agora, busca obter benefícios através de falsas imputações que jamais serão comprovadas exatamente por serem falsas”, diz a nota. 

||+destaques

Eike Batista revela propina de R$ 20 milhões para Aécio

Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

De acordo com Eike Batista, o dinheiro seria uma contrapartida pela ajuda do deputado Aécio Neves (PSDB-MG) às empresas do grupo do ex-milionário junto ao poder público, principalmente no estado de Minas. Entre os benefícios citados por Eike está a concessão de licenças ambientais

Em acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República, o empresário Eike Batista revelou o pagamento de R$ 20 milhões de propina ao atual deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG).

De acordo com o empresário, o dinheiro seria uma contrapartida pela ajuda de tucano às empresas do grupo de Eike junto ao poder público, principalmente no estado de Minas. Entre os benefícios citados por Eike está a concessão de licenças ambientais.

O empresário foi preso duas vezes, mas teve prisão revogada pelo TRF2 em agosto do ano passado. De acordo com o Ministério Público Federal, no total, Eike movimentou mais de R$ 800 milhões entre 2010 e 2013 em transações com indícios de manipulação do mercado de ações.

À coluna de Bela Megale, o deputado Aécio disse, por meio de sua assessoria, que a “acusação é falsa e absurda” e que “jamais intercedeu em favor de qualquer interesse do Sr. Eike Batista”. 

“É lamentável que acusações levianas, como essa, sejam aceitas por autoridades sem a menor comprovação, exclusivamente para atender interesse de um réu confesso de inúmeros crimes e que, agora, busca obter benefícios através de falsas imputações que jamais serão comprovadas exatamente por serem falsas”, diz a nota. 

||+destaques

Geddel, aquele dos R$ 51 milhões, quer ir para o regime semiaberto

Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Ele está preso pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso dos R$ 51 milhões em espécie encontrados num apartamento de Salvador (BA)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, enviou para parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido do ex-ministro e ex-deputado Geddel Vieira Lima para progredir do regime fechado para o semiaberto. Ele está preso desde setembro de 2017 a atualmente encontra-se num presídio de Salvador.

Geddel foi condenado, em outubro do ano passado, pela Segunda Turma da Supremo, a 14 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso dos R$ 51 milhões em espécie encontrados num apartamento de Salvador. A partir de então, sua prisão, que era preventiva, passou a contar para efeitos de cumprimento de pena.

Ao Supremo, o advogado Gamil Föppel, que representa Geddel, argumentou que seu cliente já preenche os requisitos necessários para progredir para o regime semiaberto: o cumprimento de ao menos um sexto da pena (29 meses) e o bom comportamento dentro da prisão.

Outro argumento é o de que Geddel fez 17 cursos na prisão, num total de 2.900 horas de estudo, de acordo com o advogado, o que resultaria na redução de 241 dias de sua pena, conforme a legislação. O ex-deputado fez capacitações nas mais diversas áreas, entre elas a de auxiliar de pedreiro, eletricista, vendedor, lavanderia hospitalar e direto penal e constitucional, entre outros.

Mais quatro dias de pena devem ser subtraídos da pena devido à leitura dos livros Inteligência Emocional e Crime e Castigo, argumentou o advogado. Foi anexada também uma carta com a oferta de um emprego de auxiliar administrativo em uma distribuidora de combustíveis de Salvador.

A defesa queria que o pedido fosse apreciado durante o recesso judiciário, em que Toffoli encontra-se responsável pelo plantão judicial, mas o ministro determinou que, ao retornar da PGR, a solicitação seja encaminhada diretamente ao gabinete do relator do caso, Edson Fachin, que retorna aos trabalhos somente em fevereiro.

Ex-ministro dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Michel Temer, Geddel ainda responde a outros processos por corrupção na Justiça Federal do Distrito Federal, relacionados a supostas irregularidades no período em que foi vice-presidente da Caixa Econômica Federal. Via Agência Brasil

+Destaques

Ex-deputada do AP é condenada a 11 anos de prisão por ficar com até 80% dos salários de assessores

Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Ela também terá que pagar quase R$ 600 mil aos cofres públicos. Motorista que ajudava na prática de corrupção passiva também foi condenado, ao regime semiaberto

O juiz Diego Moura de Araújo, da 1ª Vara Criminal de Macapá, condenou a ex-deputada estadual Roseli Matos a 11 anos e 8 meses de prisão em regime fechado. Para ele, ficou comprovada a prática de corrupção passiva, contra a administração pública, entre 2012 e 2014, quando ela atuava na Assembleia Legislativa do Amapá (Alap).

De acordo com a denúncia, feita pelo Ministério Público (MP) Estadual, a então deputada estadual recebia de volta, em espécie, entre 75% e 80% dos salários dos assessores, pagos com verba de gabinete. Para isso, ela contava com ajuda de um motorista que também atuava na Assembleia.

A decisão ressalta que a prática de “rachadinha” ficou comprovada por meio de depoimentos de três assessores, extratos bancários e anotações feitas à mão.

Além da prisão, Roseli foi condenada a pagar, entre devolução do valor desviado e multa, quase R$ 600 mil. O motorista que seria responsável por arrecadar o dinheiro foi condenado a 7 anos, 2 meses e 20 dias, em regime semiaberto. Os dois podem recorrer em liberdade.

Na decisão, assinada na segunda-feira (13), o juiz ressaltou que o desvio acontecia “sob a justificativa de que [Roseli] estaria ajudando ‘outras pessoas’ ou que precisaria da quantia para ‘pagar as despesas do mandato’”.

O esquema aconteceu, segundo o MP, entre janeiro de 2012 e julho de 2014, tendo a ex-deputada como líder. Atualmente Roseli atua como assessora do gabinete do governador do Amapá.

“A ré agiu com culpabilidade extremamente grave, porque sua conduta desviou dinheiro público da Assembleia Legislativa, violando a boa-fé dos eleitores que nela votaram e desrespeitando o dever constitucional de zelar e legislar para o bem comum do povo amapaense, munus inerente e que é esperado a todo deputado estadual”, afirmou o juiz Araújo na decisão. Via G1/AP

Continue lendo

‘Na cueca, camisa é curta’; assista ao prefeito de Uiraúna escondendo a propina

Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Vídeo de ação controlada da Polícia Federal na Operação Pés de Barro, na Paraíba, mostra João Bosco (PSDB) enfiando R$ 25 mil em dinheiro vivo na ‘roupa de baixo’

Em uma ação controlada realizada no dia 22 de outubro do ano passado, em um quarto de hotel em Souza, no interior da Paraíba, a Polícia Federal flagrou uma entrega de propina de R$ 25 mil ao prefeito de Uiraúna, João Bosco Nonato Fernandes (PSDB) para posterior repasse ao deputado federal afastado Wilson Santiago (PTB/PB). O vídeo e o áudio do encontro foram anexados à representação policial que culminou na Operação Pés de Barro, que prendeu o chefe do executivo de Uiraúna.

Desencadeada em dezembro, a ‘Pés de Barro’ apura suposto desvio de recursos da construção da Adutora Capivara, no sertão paraibano. Segundo as investigações, entre outubro de 2018 e novembro de 2019, a empresa Coenco Construções, responsável pela obra, pagou R$ 1,2 milhão em propinas a Wilson Santiago e R$ 633 mil ao prefeito.

Na representação à Justiça Federal para deflagração da Pés de Barro, a Polícia Federal registra que a conversa com George Ramalho – delator na Pés de Barro e empresário da Coenco Construções -, revela ‘impressionante naturalidade’ com que o prefeito trata das propinas.

Durante o diálogo, João Bosco cobra do empresário R$ 200 mil que estariam faltando dos valores acertados, mas George explica que estaria com R$ 25 mil que deveriam ser entregues a Evani Ramalho, secretária parlamentar de Santiago.

A mulher, que foi afastada do cargo no âmbito da operação, é apontada como suposta gerente das propinas recebidas de George e foi flagrada em outras entregas de dinheiro.

No áudio, o prefeito e o empresário conversam sobre a necessidade de uma ‘reunião técnica’ em Brasília, e dizem que ‘tem que botar Wilson no meio também’, pois seria ‘responsabilidade dele’, registra a representação da PF.

Em seguida, Bosco concorda em levar os R$ 25 mil e pergunta para quem é o dinheiro. George responde que seria para Wilson, diz a PF. Bosco então retira o dinheiro da sacola e coloca o montante nas ‘roupas de baixo’ dizendo: ‘na cueca, camisa é curta’.

Um agente fotografou João Bosco deixando o hotel e, na representação, a PF destaca que o bolso esquerdo da calça jeans do prefeito ‘apresenta um volume anormal’.

A PF registra ainda que, no dia seguinte à entrega, o motorista do prefeito de Uiraúna, Severino Batista do Nascimento Neto, informou o empresário George Ramalho, via Whatsapp, que o motorista de Wilson Santiago ‘foi pegar o dinheiro em sua casa’.

Foto: Reprodução

COM A PALAVRA, O ADVOGADO LUIS HENRIQUE MACHADO

“Trata-se de um delator que ganhou notoriedade na Paraíba por delatar terceiros para não ser preso. Em nenhum momento o delator apresentou provas de que o Deputado Wilson Santiago teria recebido dinheiro ilícito. Tampouco a Polícia Federal apresentou provas que incriminasse o deputado. A ação controlada, as intercepções telefônicas, telemáticas e ambientais não dizem nada a respeito do deputado, somente ilações e conjecturas. Em momento processual oportuno, a defesa apresentará também as suas provas restabelecendo a verdade real dos fatos”.

Luis Henrique Machado
Advogado do Dep. Wilson Santiago

Via Estadão/Fausto Macedo

Continue lendo…

20 dos 27 vereadores de Uberlândia são presos em operação do MP

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Presidente da Câmara Municipal é um dos alvos; um vereador já estava preso e outro cumpria prisão domiciliar. Do total de 40 alvos de prisão, 20 são de vereadores

Vinte dos 27 vereadores de Uberlândia foram alvos de mandados de prisão na manhã desta segunda-feira (16) em uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG). A ação apura desvio de verbas de gabinete e também inclui mandados para prender outras 20 pessoas, entre funcionários e assessores da Câmara Municipal e donos de gráficas .

Entre os investigados estão o presidente da Câmara, Hélio Ferraz, o Baiano (PSDB), que foi preso. Também estão na lista dos vereadores alvos de mandado de prisão os vereadores Juliano Modesto (SD) e Alexandre Nogueira (PSD) — o primeiro já estava preso, e o segundo cumpria prisão domiciliar e foi levado para a delegacia.

Para os três, o mandado é de prisão preventiva. Para todos os demais, prisão temporária. (confira nomes abaixo).

Até por volta de 10h45, 18 vereadores já estavam presos e dois ainda não haviam sido localizados — o nome deles não foi divulgado. Das outras 20 pessoas alvos dos mandados, 15 já estavam presas às 10h45. Foram expedidos, ainda, 42 mandados de busca e apreensão, inclusive na Câmara.

Materiais sendo apreendidos em gabinetes de vereadores na Câmara de Uberlândia — Foto: João Ricardo/G1

Uso de notas fiscais frias de gráficas

O grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-MG, responsável pela ação, informou que a operação investiga desvio de recursos da verba indenizatória de gabinete da Casa, por meio de uso de notas fiscais frias de gráficas.

Veja o nome dos vereadores investigados nesta operação

  • Alexandre Nogueira (PSD)
  • Ceará (PSC)
  • Doca Mastroiano (PL)
  • Dra. Flavia Carvalho (PDT)
  • Dra. Jussara (PSB)
  • Felipe Felps (PSB)
  • Hélio Ferraz, Baiano (PSDB) – Presidente da Câmara
  • Isac Cruz (Republicanos)
  • Juliano Modesto (SD)
  • Marcio Nobre (PSD)
  • Pâmela Volp (PP)
  • Paulo César PC (SD)
  • Ricardo Santos (PP)
  • Rodi (PL)
  • Roger Dantas (Patriota)
  • Ronaldo Alves (PSC)
  • Silésio Miranda (PT)
  • Vico (Sem Partido)
  • Vilmar Resende (PSB)
  • Wender Marques (PSB)

Via G1

Continue lendo…

Diário com confissões a Deus é achado na casa de investigados por fraudes: ‘Somos corruptos e ladrões’

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Caderno seria da esposa do ex-superintendente da Ageto preso pela Polícia Civil em julho deste ano. Suposto esquema que teria fraudado contratos públicos no valor de R$ 29 milhões

Durante as investigações da operação Via Avaritia, a Polícia Civil apreendeu um caderno de anotações que seria da esposa do ex-superintendente de operações e conservação da Agência Tocantinense de Obras (Ageto), Geraldo Pereira da Silva Filho. Em uma das páginas, Rosivânia Ribeiro Cunha Silva escreve um tipo de oração confessando que ela e a família cometeram crimes: “Somos corruptos e ladrões e queremos justificar nossos pecados.”

Procuradas pela TV Anhanguera, as defesas do casal e da empresa Proplan disseram que não vão se manifestar neste momento.

Geraldo Pereira e esposa são investigados pela Polícia Civil — Foto: Arquivo Pessoal

Rosivânia Ribeiro e o marido são investigados pela Polícia Civil no suposto esquema que teria fraudado contratos no valor de R$ 29 milhões para obras e reformas no Tocantins. A suspeita da polícia é que o ex-superintendente tenha burlado a lei de licitações para subcontratar uma empresa que está no nome de uma filha do casal.

Para a Polícia Civil, a Rosivânia Ribeiro seria um tipo de “operadora financeira”do suposto esquema criminoso. Ela teria recebido dinheiro de uma empresa laranja, que está no nome de um motorista do marido, na própria conta bancária.

“[…] no aparelho celular de Geraldo Pereira foram encontrados diversos diálogos nos quais Rosivânia faz a contabilidade da empresa Proplan Construtora, bem como encaminha a seu marido extratos bancários e de pagamentos efetuados na conta dessa empresa”, diz trecho da investigação policial.

Trecho do caderno apreendido na casa de investigados — Foto: Reprodução

Trecho do caderno apreendido na casa de investigados — Foto: Reprodução

O caderno apreendido pela polícia em um endereço da família, em novembro deste ano, era usado para anotações de contabilidade, estudos bíblicos e até orações. Nos registros existe um cronograma com várias datas e eventos, como a prisão de Geraldo e da filha dele, Maria Fernanda Cunha Silva – suposta dona da empresa Proplan.

No dia 12 de agosto de 2018, Rosivânia Ribeiro teria escrito uma confissão: “Me perdoe por não ter feito o que o Senhor esperava de mim. Nos perdoe pelo pecado da corrupção, pelo tráfico de influência, por fazer parte do sistema. Gere em meu coração, espírito santo, o verdadeiro arrependimento. Fale comigo e com meu esposo com muita clareza. Somos corruptos e ladrões, e queremos justificar nossos pecados […]”.

Meses antes das prisões, Rosivânia Ribeiro teria escrito um pedido para Deus: “Não permita que meu esposo seja envergonhado, envolvido em escândalo”.

O caderno foi incluído nos autos da investigação e ainda está sendo analisado pela perícia da Polícia Civil. Geraldo Pereira e Rosivânia Ribeiro estão respondendo ao inquérito em liberdade e ainda não foi oferecida denúncia sobre o suposto esquema criminoso.

Procurada pela TV Anhanguera, a defesa do casal disse que não vai se manifestar neste momento.

Entenda

Geraldo Pereira e a filha Maria Fernanda Cunha Silva foram presos em julho suspeitos de integrar um suposto esquema de corrupção na realização de obras públicas. O contrato investigado tinha o R$ 29.259.562,44 e foi assinado pela Secretaria da Infraestrutura, Cidades e Habitação com a empresa Prime Construções, em fevereiro de 2019. O objetivo promover obras de manutenção em prédios públicos, como o Palacinho e a Casa Branca, além de obras em rodovias.

A Prime Construções teria sido selecionada sem licitação. O contrato, na época, era de responsabilidade do superintendente de obras da Ageto, Geraldo Pereira da Silva Filho. Após ser escolhida para os serviços, a firma supostamente subcontratou a empresa Proplan, que seria da filha de Geraldo Pereira, para realizar parte dos trabalhos.

Geraldo Filho, inclusive, aparece como parte autora em um processo que a Proplan propôs contra a própria Secretaria da Infraestrutura em fevereiro de 2018, pedindo reconsideração por ser desclassificada de uma licitação. Dois meses depois, ele foi nomeado para o cargo de superintendente de operação e Conservação da Agência Tocantinense de Transporte s e Obras (Ageto).

Geraldo Pereira foi liberado ainda em julho após o fim da prisão temporária e depois foi exonerado pelo governo estadual.

Continue lendo…

PF prende ex-presidente do TJ da Bahia em nova fase da Operação Faroeste

Painel Político Revista - https://revista.painelpolitico.com

Desembargadora Maria do Socorro é investigada sob suspeita de integrar esquema de venda de decisões judiciais, que permitiu grilagem de terras

A Polícia Federal prendeu preventivamente na manhã desta sexta-feira (29) a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, do Tribunal de Justiça da Bahia, em nova fase da Operação Faroeste , que investiga um esquema de corrupção no tribunal.

A ordem de prisão foi expedida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes, relator do caso, após pedido da Procuradoria-Geral da República. Fernandes também converteu as prisões temporárias cumpridas na semana passada em preventivas — sem prazo para terminar.

Maria do Socorro foi ex-presidente do TJ da Bahia e é suspeita de integrar o esquema de venda de decisões judiciais no tribunal, que permitiu grilagem de terra no oeste da Bahia.

De acordo com a investigação, a desembargadora movimentou cerca de R$ 17 milhões em suas contas entre 2013 e 2019, parte dos valores sem origem comprovada.

Uma das peças centrais no esquema de corrupção no TJ da Bahia , investigado na Operação Faroeste deflagrada na semana passada, o borracheiro José Valter Dias encontra-se foragido e “desaparecido”.

LEIA TAMBÉM