Caminhonete invade creche e deixa crianças feridas em Chapecó (SC)

Caso ocorreu na tarde desta terça. Segundo a PM, motorista estava embriagado

Uma caminhonete invadiu uma creche em Chapecó, no Oeste catarinense, na tarde desta terça-feira (24), e deixou pelo menos oito crianças feridas, sendo uma em estado grave. Todas foram levadas para o hospital. Conforme a Polícia Militar, o motorista estava embriagado.

A escola atende 20 crianças de 4 a 5 anos. O caso ocorreu por volta das 16h35 no Centro de Educação Infantil Municipal (Ceim) Pequenos Heróis, na Rua Quilombo, bairro Efapi.

As crianças que ficaram feridas foram levadas ao Hospital Materno Infantil de Chapecó pelos bombeiros e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A PM informou que o motorista perdeu o controle da caminhonete. Foi feito o teste do bafômetro, que acusou embriaguez. O condutor foi retirado do local para evitar que fosse agredido por moradores. Ele teve escoriações com a batida e foi levado à Central de Plantão Policial de Chapecó.

Fonte: g1/sc

Creche que desabou tinha sido fechada por problemas no teto em 2017; engenheiro nega negligência

Vinte pessoas, entre elas 16 crianças, ficaram feridas. ‘Precisou acontecer essa tragédia para fazerem algo’, diz avó

O teto da creche que desabou em Agudos (SP) na manhã desta quarta-feira (18), deixando 20 feridos, havia sido reformado há menos de um ano. O desabamento feriu 16 crianças na faixa de 1 ano e quatro adultos, que ficaram sob os escombros.

Ao todo, 16 crianças foram atendidas na Unidade de Pronto-Atendimento de Agudos (UPA) e também no posto de saúde, além de quatro adultos – três professores e uma funcionária da escola.

Os adultos e quatro das 16 crianças foram transferidos para um hospital particular de Bauru e ainda passam por avaliação médica. A coordenação da UPA havia informado que todos tiveram ferimentos aparentemente leves.

O vice-prefeito de Agudos, Jaime Caputti (PR) , informou que as causas do acidente serão investigadas.

“Está sendo feita uma força-tarefa para atender todas as vítimas e também para a remoção dos escombros. O telhado passou por uma reforma há pouco anos, e em 2017 no foi feita uma limpeza no local. Por isso, tudo tem que ser apurado.”

“Se não foi uma fatalidade, se houve imprudência, as medidas cabíveis serão tomadas, porque esse tipo de coisa não pode acontecer”, disse o vice-prefeito.

Caputti disse ainda que as crianças devem ser transferidas para outro local – ainda não informado – e que as atividades não serão prejudicadas. O prefeito de Agudos, Altair Francisco Silva (PRB), está fora da cidade.

Segundo o engenheiro Agostinho Barros, da prefeitura, a escola infantil passou por uma avaliação em 2016 sem que nenhum problema fosse encontrado.

Em janeiro de 2017, no entanto, a prefeitura interditou o prédio devido às fortes chuvas, com risco iminente de desabamento em diversos pontos do telhado, com goteiras e vazamentos de água no forro.

Na época, funcionários da Secretaria de Obras, Vigilância Sanitária, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros foram até o local e constataram que, além do risco de desabamento, havia risco de contaminação por fezes de pombos e urina de ratos.

A prefeitura, então, interditou a escola e transferiu os 130 alunos até a reinauguração da creche, em julho de 2017.

Bombeiros retiraram crianças de escombros em Agudos (Foto: Reprodução/TV TEM )

Apesar de as vítimas terem sido encaminhadas com ferimentos leves à UPA da cidade, os estragos no teto do refeitório da escola chamaram a atenção dos moradores.

“Se você olhar a situação do local, é um milagre que nenhuma criança tenha se ferido gravemente”, afirma o engenheiro.

Tragédia anunciada

Claudinéia da Silva Gregório é avó de Lucca Cesar Gregório Valente, de 1 ano, que ficou ferido no desabamento e levou dois pontos na cabeça. Segundo ela, os problemas estruturais da creche, que atende crianças de seis meses a 3 anos, já eram conhecidos (assista ao vídeo acima).

“Os pontos não foram graves, mas o susto foi grande. O prefeito já sabia dos problemas da escola, mas não tomou providência alguma e precisou acontecer essa tragédia pra ver se algo era feito.”

O engenheiro nega que houve omissão por parte da prefeitura. “Não houve negligência, pois havia um monitoramento constante no local. Vamos interditar o prédio para verificar o que aconteceu e depois reformá-lo novamente”, diz.

Fabiana Sidronio é tia de Maria Laura Sidronio, de 1 ano. Ela afirma que a criança está bem, apesar dos ferimentos na cabeça, e que não corre perigo.

“Ela fez um raio X e está bem, mas estamos sem consolo de ver tantas crianças machucadas.”

Desabamento

Funcionários contam que, após o desabamento, correram para tirar as crianças que tomavam lanche no local.

“Eu saí do refeitório para levar um medicamento na minha mesa e ouvi o barulho. Voltei e tinha desabado tudo. Nisso, começamos a tirar as crianças, e o Samu chegou pouco tempo depois”, conta a auxiliar de enfermagem Girlene dos Anjos.

A creche fica ao lado da Secretaria de Educação e Cultura, no mesmo prédio onde fica o almoxarifado da prefeitura.

Viaturas do Corpo de Bombeiros e ambulâncias foram encaminhadas ao local, que foi isolado para atendimento dos feridos e para o trabalho da Defesa Civil. Pais de alunos também foram ao local em busca de informações.

Repercussão do acidente

O presidente Michel Temer usou o Twitter para falar sobre acidente e disse que está acompanhando “com muita apreensão as consequências do desabamento”.

O presidente ressaltou que “calamidades dessa natureza não podem acontecer impunemente”.

Presidente se manifestou sobre o acidente nas redes sociais (Foto: Twitter/ Reprodução )

Fonte: g1

STF nega domiciliar a mãe de bebê que vive na creche do presídio

A existência de creche na Penitenciária Feminina do Paraná levou a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal a negar prisão domiciliar a uma detenta que tem um bebê de quatro meses.

Condenada em primeira instância por tráfico, a mulher foi presa preventivamente no Complexo Médico Penal de Curitiba quando ainda estava grávida. Após ter o filho, foi transferida para a penitenciária feminina, que possui creche.

Depois de ter o pedido de Habeas Corpus negado monocraticamente no Superior Tribunal de Justiça, a Defensoria Pública da União impetrou HC no Supremo. Porém, ao julgar o caso, o ministro Dias Toffoli, relator, não conheceu dos Habeas Corpus porque ele foi impetrado contra decisão monocrática do STJ, o que é vedado pela Súmula 691 do STF.

Além disso, o ministro disse que não constatou qualquer ilegalidade que justificasse a atuação de ofício do STF, em especial diante das condições materiais do presídio feminino do Paraná, onde foi constatada existência de creche e estrutura adequada para o recebimento da criança e da mãe.

A concessão da ordem de ofício, explicou o ministro, exigiria a constatação de situação excepcionalmente grave ou ilegalidade flagrante. Contudo, observou, não foi o que se verificou a partir das informações oferecidas pelo juiz de primeira instância.

Segundo o relato, a mãe está atualmente na penitenciária feminina acompanhada do filho de quatro meses. No presídio, o juízo constatou que “todas as crianças possuem os cuidados necessários para seu desenvolvimento físico, psíquico e emocional dentro da creche ‘Cantinho Feliz’, local separado das celas onde as mulheres dormem”.

As crianças possuem o acompanhamento diário das mães e apoio psicológico e social oferecido pelo Grupo Marista. Assim, para o relator, não ficou configurada situação excepcional que justifique a atuação do Supremo.

O decano da corte, ministro Celso de Melo, lembrou que tem decido pleitos similares de gestantes e lactantes com base nas Regras de Bangkok e no artigo 319 do Código de Processo Penal. No entanto, no caso dos autos, as informações sobre a unidade penitenciária e a pendência da análise final pelas instâncias antecedentes não justificariam a atuação do STF.

Ele explicou ainda que a possibilidade de prisão domiciliar em certos casos não é garantia absoluta de sua obtenção. “Não significa que haja um direito líquido e certo para obtenção desse tratamento diferenciado. É preciso examinar uma série de outras condições”, afirmou. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.

Fonte: conjur

Funcionário de creche é suspeito de abusar de 4 crianças em MS, diz polícia

A Polícia Civil investiga um suposto caso de abuso a criança de uma creche em Aquidauana, a 131 km de Campo Grande. Testemunhas, sendo pais e responsáveis por quatro alunos, prestaram depoimento e apontaram um assistente pedagógico, de 45 anos, como suspeito dos crimes.

G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura municipal do município e aguarda retorno.

“A investigação está em andamento. Parte das denúncias ocorreram na semana passada e outra ontem. O fato teria ocorrido no momento em que as crianças iam ao banheiro sozinhas. Elas foram encaminhadas ao IML [Instituto Médico Legal] do município, mas, ainda não recebemos o resultado”, afirmou o delegado Antônio Ribas Jr, responsável pelas investigações.

Uma mãe de 27 anos, que não será identificada pela reportagem, conta que houve uma reunião com os pais, onde a secretária de educação do município informou sobre duas denúncias que recebeu. “Ela não relatou o que aconteceu com as crianças, mas, falou que recebeu duas denúncias e por isso o suspeito foi afastado do cargo. Após isso, o caso foi repassado ao jurídico da prefeitura e também a Polícia Civil, com os boletins de ocorrência que foram feitos”, afirmou.

No caso do seu filho de quatro anos, ela compareceu à delegacia. “O meu filho fala pouco, quase nada, então não tenho certeza do que realmente aconteceu com ele. As outras crianças já falaram mais”, comentou. Outra mãe de 30 anos, que possui uma menino de 4 anos, registrou boletim de ocorrência.

“Ele mudou muito o comportamento dele. E, do nada, começou a não querer a ir, principalmente quando começou a ficar agressivo, além de fazer os brinquedinhos beijar um ao outro. Eu então falei na escola e o levei no psicólogo. Eu desconfiei de algo errado e, quando o parei de levar na escola, no dia 27 de outubro, ele falou que o tio ia jogar ele no rio se contasse e que pegava nas partes íntimas dele”, ressaltou.

Ao retornar na escola, a mãe disse que encontrou outra responsável e esta relatou a mesma suspeita. “Agora existem diversas mães que fizeram boletins de ocorrência. De início, seria a nossa palavra contra um funcionário concursado. Fizemos então uma reunião com os envolvidos e estamos aguardando o trabalho da polícia”, finalizou a mãe.

O suspeito não possui antecedentes criminais. O caso foi registrado como estupro de vulnerável, cuja pena varia de 8 a 15 anos de reclusão.

Fonte: g1

 

Comissão permite instalação de creches em campus de universidades federais

A Comissão de Educação aprovou proposta que permite às universidades federais nas quais haja oferta de curso de formação de professores para a educação infantil dispor de creche para atendimento de crianças de zero a 3 anos de idade.

O texto aprovado é o substitutivo da relatora, professora Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) ao Projeto de Lei 7187/17, do deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB).

O projeto original altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – 9.394/96) para determinar que cada campus federal a ser criado tenha creche.

A relatora retirou a obrigação para as novas universidades, transformando-a em possibilidade. Ao mesmo tempo, estendeu essa possibilidade de implementação das creches a campi universitários já existentes, e não apenas aos novos.

Além disso, a deputada propôs uma norma jurídica isolada, em vez de alteração na LDB, pois disse não se tratar de “norma de cunho tão geral”.

Parceria

O substitutivo prevê ainda parceria entre União e município: a construção das creches ficaria por conta da primeira e o funcionamento, envolvendo custos de pessoal e de recursos materiais, sob a responsabilidade do segundo.

Segundo a relatora, é preciso considerar que a oferta da educação infantil, nos termos da Constituição, é da responsabilidade prioritária dos municípios. “É possível, portanto, dar configuração à proposta que a insira no contexto do regime de colaboração, que a Constituição também prevê para o funcionamento da educação básica”, disse.

Pelo texto, o atendimento educacional na creche estará necessariamente articulado com o curso de formação de professores de educação infantil oferecido no campus, inclusive no que se refere a estágio dos estudantes, e contará com o apoio técnico do corpo docente desse curso.

PNE

A relatora concordou com o autor da proposta sobre o auxílio da medida no cumprimento da meta número um do Plano Nacional de Educação (PNE II) para o período de 2014/2024, que prevê universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 a 5 anos de idade, e ampliar a oferta em creches, de forma a atender, no mínimo, metade das crianças de 0 a 3 anos até 2024.

Além disso, segundo Professora Dorinha, as creches dentro das universidades proporcionam espaço privilegiado de experiência prática para os estudantes e, ao mesmo tempo, atendimento de qualidade diferenciada para as crianças. “Oferecem ainda oportunidade para famílias de comunidades carentes do entorno geográfico do campus”, concluiu.

Tramitação
A proposta tramita de forma conclusiva e será analisada ainda pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Professora e estagiária são filmadas ao colocar alunos dentro de saco de lixo em creche de, SP; vídeo

Imagens feitas pela câmera de segurança da sala de aula de uma creche municipal em Restinga (SP) mostram alunos de 3 e 4 anos sendo colocados dentro de um saco de lixo pela professora e pela estagiária. Os vídeos foram anexados ao inquérito da Polícia Civil, instaurado em outubro, para apurar as denúncias de maus-tratos feitas pelas mães das crianças.

Segundo o delegado Eduardo Bonfim, as imagens não deixam dúvida a respeito da má conduta das suspeitas, que agiriam desta forma para castigar alunos indisciplinados. A professora Silma Lopes e a estagiária, que é menor de idade, deverão prestar depoimento nos próximos dias.

De acordo com a Prefeitura de Restinga, a docente foi afastada das funções e um processo administrativo foi aberto para apurar o caso. Já a adolescente foi desligada do quadro da prefeitura após abandonar o posto de trabalho.

Procurado, o advogado da professora, Rui Engracia Garcia, negou as acusações e disse que só vai comentar as imagens após verificá-las.

Maus-tratos

O caso foi levado ao Conselho Tutelar pela mãe de um menino de 4 anos, em setembro deste ano. Ela relatou que o filho não queria mais frequentar a Escola Municipal de Ensino Básico (Emeb) Célia Teixeira Ferracioli, por medo da professora.

Outras duas mães relataram queixas contra a docente ao Conselho e todas foram orientadas a procurar a direção da creche e a fazer um boletim de ocorrência.

“Pela forma que chegou a nós, quando a criança tinha alguma atitude de indisciplina, ela pegava e colocava dentro do cesto de lixo, tampava e fazia os alunos contarem até 10, levando de uma forma que eles pensassem que se tratava de uma brincadeira”, afirmou o presidente do Conselho, Adilson Paulino Rosa.
Após a instauração do inquérito, o delegado colheu os depoimentos das mães, que relataram que a professora usava o saco como forma de punir as crianças pelo mau comportamento. Bonfim diz que examinou as imagens da câmera de segurança da sala, mas não encontrou nenhuma cena suspeita, porque a data das supostas agressões não foi precisa.

“Não ocorreu no dia em que consta a denúncia, mas antes disso. A primeira mãe que denunciou, no dia em que encontramos as imagens, o filho dela já não estava mais frequentando a escola.”

Crianças colocadas em saco

De acordo com Bonfim, foi feita uma nova varredura, desta vez em datas anteriores, e a polícia localizou os vídeos em que as responsáveis pela turma aparecem maltratando as crianças, dando novo rumo à investigação.
Em um vídeo gravado no dia 14 de setembro, a estagiária e a professora aparecem colocando um menino dentro de um saco de lixo preto. Uma coloca o garoto em pé, em cima do saco, e o segura pelos braços, enquanto a outra tenta puxar e fechá-lo.

Num outro momento, uma criança deitada em um colchão parece se debater no interior do saco. Em uma das cenas, é possível ver a estagiária com a raquete e o saco nas mãos, numa forma de tentar intimidar os alunos.
Segundo o delegado, o comportamento natural das outras crianças, que observam tudo de perto ou que brincam pela sala, indica que o suposto castigo ocorria com frequência.

“A gente vê que isso era meio comum, porque as outras crianças tentam ajudar a estagiária a colocar o saco na cabeça da outra criança, o que demonstra, pelo menos pra mim, que isso era uma coisa usual dentro da sala de aula”, diz Bonfim.

O delegado investiga ainda a conduta de uma professora substituta, que testemunha o comportamento das colegas, mas não toma nenhuma atitude no intuito de proteger os alunos.

Investigação da Prefeitura

Segundo o procurador da Prefeitura de Restinga Alex Gomes Balduíno, a professora titular foi afastada das funções e um processo administrativo para averiguar o caso está em fase de conclusão.
Balduino afirma que as suspeitas contra a professora substituta, que foram levantadas agora pela polícia, também serão investigadas pela Secretaria de Educação, mas ela só deverá ser afastada na quinta-feira (16), após publicação no Diário Oficial do município.

G1

Cobra de 1,5 metro é capturada em playground de creche

Uma cobra da espécie jaracuçu de aproximadamente 1,5 metro foi capturada no playground de uma creche do bairro Dom Bosco, em Corumbá, município no Pantanal de Mato Grosso do Sul, no fim da tarde de terça-feira (24).

Segundo o Corpo de Bombeiros, no momento da captura não havia crianças no local. Ainda conforme a corporação, a espécie não é venenosa.

Depois da contenção do réptil, a cobra foi solta em área próxima ao rio Paraguai.

G1/MS

Homem é preso por ameaçar atear fogo em outra creche em Janaúba (MG)

Um homem foi preso após ameaçar atear fogo em uma creche no distrito de Quem Quem, na zona rural de Janaúba, em Minas Gerais, nesta quinta-feira (19/10). No dia 5 de outubro, um vigia incendiou uma escola infantil e matou 11 pessoas, a maioria crianças, na mesma cidade. Luiz Carlos Mendes Moreira, de 52 anos, teria prestado serviços para uma empreiteira contratada pela prefeitura e os pagamentos estariam atrasados.

Os familiares e pessoas do convívio de Moreira confirmaram que ele estaria há pelo menos uma semana dizendo que atearia fogo na creche Cantinho Feliz, “igual aconteceu em Janaúba”, se não recebesse o valor referente ao serviço de pavimento de vias que prestou à prefeitura. Ele não é funcionário público e nem trabalha na creche, informou a assessoria de comunicação da Polícia Militar de Minas Gerais.

 

Fonte: metropoles

Alunos de creche incendiada em Janaúba voltam às aulas nesta quinta

Alunos da creche Centro Municipal de Educação Infantil Gente Inocente, incendiada em Janaúba (MG) no dia 5 deste mês, voltaram às aulas nesta quinta-feira (19/10). Eles foram direcionados ao prédio da Unidade de Atendimento Infantojuvenil do município e terão aulas ali até que a creche seja reconstruída.

Na terça-feira (17) e ontem (18), o local foi apresentado aos funcionários da creche e aos pais dos alunos. Além disso, segundo a prefeitura de Janaúba, todas as famílias têm recebido assistência psicológica e social.

Na manhã do dia 5 de outubro, o vigia Damião Soares dos Santos, de 50 anos, entrou na creche, onde trabalhava, e ateou fogo em crianças e nele mesmo. Foram 11 os mortos – nove crianças, a professora Heley Abreu Batista, de 43 anos, e o autor do ataque, além de 48 pessoas feridas.
A reconstrução da creche Gente Inocente será financiada por um grupo de empresários de Janaúba e Montes Claros e a previsão de retomada das aulas no local é no início de 2018.
Fonte: agenciabrasil

No Dia dos Professores, conheça a vida e o sonho da heroína de Janaúba

Menos de 24 horas antes de se tornar uma das 11 vítimas da tragédia da creche Gente Inocente, a professora Heley de Abreu Silva Batista, de 43 anos, subiu a escadaria da Catedral do Sagrado Coração de Jesus, no centro de Janaúba, a 560 quilômetros ao norte de Belo Horizonte, para a reunião de crisma do filho mais velho.

Na paróquia, conversou com Hélia Pereira, de 48, com quem trabalhou na década de 1990. “Comadre, cê tá rouca demais, não vai dar aula amanhã, não”, recomendou a amiga, que hoje é diretora do Serviço Escolar do município. “Só porque cê agora é chefe, tá querendo me ordenar”, respondeu, brincalhona. Na despedida, falou a sério: “Não falto, comadre. Preciso cuidar dos meus filhinhos”, sem saber que estava prestes a seguir à risca o significado de “professor”: aquele que professa.

Moradora de Nova Porteirinha, vizinha de Janaúba, Heley cruzou bem cedo a ponte do Rio Gorutuba, na divisa entre as cidades, para estar às 7 horas na Gente Inocente, então uma escolinha com apenas 81 alunos matriculados, a maioria filho de lavradores, encravada no anonimato do sertão mineiro. Isso até o incêndio criminoso na quinta-feira retrasada, que destruiu as três salas de aula, queimou livros escolares e matou 9 crianças (a mais velha, de 5 anos), além da própria professora e do agressor, o vigia Damião Soares dos Santos, de 50 anos.

Na manhã da segunda-feira passada, um veículo a serviço da prefeitura de Janaúba estacionou à sombra de uma figueira asiática, em frente à casa de Valda Terezinha Abreu Silva, de 66 anos, mãe da professora. Reunidos lá, os parentes receberam os objetos de Heley que foram resgatados do incêndio: a chave do carro, canetas coloridas, um estojo, uma bolsa esfarelada e metade de uma fotografia do marido Luiz Carlos Batista, de 49, com o filho Breno, de 15.

Em 1993, Batista fazia curso técnico de prótese dentária em Montes Claros, cidade polo da região norte de Minas, quando se apaixonou pela atendente da loja de material de construção do irmão. Na época, Heley era uma jovem de 19 anos. “Ela tinha um sorriso muito marcante”, disse o marido. O relacionamento começou depois de um convite para beber cerveja e terminou em um casamento com quatro filhos: Pablo, já falecido; além de Breno, Lívia, de 12, e o bebê Olavo, de apenas 1 ano e 2 meses.

Nascida em 12 de agosto de 1974, em Montes Claros, Heley mudou-se para Janaúba aos 10 anos, após o pai, o comerciante José Rodrigues da Silva, arrumar emprego em uma loja de móveis na cidade. Alfabetizada desde os 5, a professora estudou em escolas públicas e primeiro cursou Contabilidade para ajudar nos negócios da família. O sonho dela, no entanto, era ensinar as crianças da região a ler e escrever.

Inspiração
Professora aposentada, a tia Doralice de Abreu, de 65 anos, diz ter sido a maior inspiração de Heley. “Quando assumimos uma sala de aula, damos a vida pelos alunos, mas no sentido figurado. Ela deu, de fato”, afirmou. “A brincadeira de Heley, na infância, era ser professora. Ela calçava meus tamancos, vestia minha saia e saía catando lápis e caderno. As amiguinhas eram os alunos”, conta dona Valda sobre Heley, a mais velha dos três filhos. “Ela gostava tanto que até comprei um quadro de giz para a casa.”

Devota de Nossa Senhora de Aparecida, a família acendeu sete velas, uma por noite, em orações a Heley. Com cerca de 20 pessoas, os encontros ocorreram na casa de dona Valda, onde uma foto da professora decorava o terraço. “Veja quanto amor estava escondido, mas saiu para ajudar, irmão”, disse um dos presentes, antes de o grupo iniciar uma música do padre Fábio de Melo. “Incendeia minha alma! Incendeia minha alma, senhor!”

Fonte: metropoles