Em Rondônia, 79 pessoas foram assassinadas nos dois primeiros meses de 2019

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Em 2018, 448 pessoas foram mortas no Estado

O Estado de Rondônia registrou nos dois primeiros meses de 2019, 79 assassinatos (mortes violentas), segundo dados do Monitor da Violência, desenvolvido pelo portal G1.

Professora foi uma das vítimas de feminicídio em março deste ano em Candeias do Jamari

Foram 44 assassinatos em janeiro e 35 em fevereiro. O site ainda não disponibilizou os dados de março quando foram registrados diversos casos, principalmente envolvendo violência contra a mulher.

De acordo com dados do portal, o Brasil registrou uma queda de 25% nos números de mortes violentas nesse primeiro bimestre.

CCJ deve votar aumento de pena para adulto que utilizar criança em crime

Entre os projetos em pauta nas comissões nesta semana está o PLS 358/2015, do senador Raimundo Lira (PMDB-PB), que aumenta as penas de metade até o dobro da inicial caso o adulto infrator tenha induzido um menor de idade à prática de crime. A proposta está na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Já a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deve votar o PLS 314/2017, do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que tem por objetivo alterar a forma como os lucros ou prejuízos do Banco Central são transferidos ao Tesouro Nacional ou cobertos por ele. O relator da matéria, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), explica que o objetivo é estabelecer um maior controle sobre essas transferências.

Fonte: agenciasenado

PCC planeja matar, em Porto Velho, juiz, agentes, procurador e delegado para comemorar ‘aniversário’ da facção

Reportagem do UOL, assinada por Leandro Prazeres e Flávio Costa revela planos da mais perigosa facção do crime organizado no país

Reportagem publicada no Portal UOL nesta terça-feira mostra que integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) planeja matar um juiz federal, um procurador da República, um delegado federal e pelo menos quatro agentes penitenciários de Porto Velho (RO) até o dia 31 de agosto, data em que a facção criminosa faz aniversário de 24 anos.

A maior facção criminosa do país já matou três agentes penitenciários federais, entre setembro de 2016 e maio deste ano, de acordo com investigações da PF (Polícia Federal).

Para executar os atentados, o PCC criou células de inteligência que, entre outras ações, monitoram a rotina dos agentes públicos escolhidos como alvos. A informação sobre a possibilidade de novos assassinatos consta em ofício assinado pelo diretor do presídio federal de Porto Velho, Cristiano Tavares Torquato, a cujo conteúdo o UOL teve acesso com exclusividade. O documento foi encaminhado no último dia 17 de agosto ao superintendente regional da Polícia Federal de Rondônia, Araquém Alencar Tavares de Lima.

A reportagem confirmou a veracidade do documento com três fontes do governo federal.

“De acordo com informações prestadas por fonte humana, estaria em andamento um ‘salve’ (ordem) do primeiro comando da capital (PCC) para execução de Agentes Públicos em Porto Velho/RO, dos quais seriam potenciais alvos o Juiz Corregedor da Penitenciária Federal em Porto Velho, um Procurador da República, um Delegado da Polícia Federal (todas as autoridades envolvidas na Operação Epístola) e pelo menos quatro Agentes Federais de Execução Penal, lotados em Porto Velho”, lê­se no ofício (veja a reprodução do documento acima). Ainda de acordo com as informações colhidas, os atentados deveriam acontecer até o dia 31 agosto, data de fundação da maior facção criminosa do país, de acordo com a PF (Polícia Federal).

CLIQUE AQUI para ler na íntegra no UOL

Foto da capa – Rondoniaovivo

Outro filho de desembargadora do MS foi internado após roubo e julgamento relâmpago em 2005

Outro filho de desembargadora do MS foi internado após roubo e julgamento relâmpago em 2005

Mãe de Breno Fernando Solon Borges, solto e enviado para clínica após ser preso com 130 kg de maconha e munições de fuzil, a desembargadora Tânia Garcia Borges tem outro filho que cometeu crime e também foi internado em uma clínica psiquiátrica depois de um julgamento relâmpago, segundo reportagem do Fantástico deste domingo (6). É Bruno Edson Garcia Borges, condenado em 2005 por assalto à mão armada em Campo Grande.

O crime ocorreu na madrugada de 16 de setembro de 2005. O irmão de Breno e o comparsa renderam um motorista. Um deles arranca a vítima e leva o carro, enquanto o outro dá apoio. Os assaltantes roubaram o equipamento de som, o estepe e o macaco. Logo depois, a polícia prendeu os dois em flagrante.

O delegado responsável pelo caso levou seis dias para concluir o inquérito. Foi necessário pedir perícia na arma, no carro roubado, ouvir depoimento dos suspeitos e de testemunhas. No dia 22 de setembro de 2005, o inquérito foi entregue ao Ministério Público. A partir daí, o processo voou.

Em apenas 24 horas, Bruno e o comparsa estavam condenados. No dia 22 de setembro de 2005, o promotor ofereceu a denúncia. Na manhã do dia seguinte, 23 de setembro de 2005, a ação foi distribuída pelo cartório. Exatamente uma hora depois, os réus foram notificados pelo oficial de justiça para uma audiência no mesmo dia. Enquanto o comparsa foi direto para a penitenciária, Bruno foi para internação em uma clínica psiquiátrica.

Do crime até a condenação, foram apenas sete dias. Esse trâmite é um recorde, de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Advogados Criminalistas, Elias Mattar Assad. “Admitindo que tudo desse certo no processo criminal, creio que em três meses, dois meses e meio, para observar todos os prazos traçados pelo nosso Código de Processo Penal. Antes disso, é praticamente impossível.”

Filho mais velho da desembargadora e presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), Bruno passou cerca de um ano e dez meses internado. Em 2009, Bruno recebeu o perdão da Justiça.

Hoje, Bruno é advogado e defende a namorada e o funcionário do irmão, Breno, presos com ele em abril com drogas e armas.

A história de Bruno é parecida com a história de Breno, que foi preso em flagrante com 130 quilos de maconha e munições de fuzil. Assim como Bruno, Breno também foi enviado para uma clínica.

Breno foi diagnosticado com síndrome de Borderline. Segundo a defesa, ele não é responsável pelo que faz. Já no caso de Bruno, a doença alegada é o vício em cocaína, mas o laudo psiquiátrico revela que, no momento do crime, ele não tinha consumido a droga, e, portanto, sabia o que estava fazendo.

Ainda assim, o juiz Alexandre Antunes da Silva determinou a internação em uma clínica na Grande São Paulo. Em nota, o procurador Rodrigo Stephanini, que atuou na acusação, disse que nunca recebeu uma sanção disciplinar na carreira.

Breno foi beneficiado por dois habeas corpus de desembargadores, colegas da mãe dele. Ele foi tirado da cadeia pessoalmente pela desembargadora. O juiz da Vara de Execuções Penais protestou porque deveria ter sido informado sobre a decisão.

A semelhança entre os casos dos irmãos Borges chamou a atenção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“Causou estranheza primeiro em um julgamento em 5 dias, primeiro julgamento do filho que é o Bruno. Causou a perplexidade da maneira que foi dada a liminar para estender um habeas corpus, de uma outra ação penal que estava tramitando. Causou a estranheza o fato da desembargadora aparecer pessoalmente na prisão, acompanhada de um policial, em um carro que havia sido apreendido, em uma operação de tráfico de drogas”, afirmou o corregedor do CNJ, João Otavio Noronha.

O juiz que deu a sentença de Bruno, Alexandre Antunes da Silva, argumenta que alguns estados oferecem a denúncia, a confissão e aplicação da pena nas audiências de custódia.

Mas o advogado criminalista Nélio Machado diz que nunca teve notícia de um julgamento tão rápido. “Não, isso jamais aconteceu, é pouco provável que isso seja correspondente a uma rotina judiciária. Basta dizer que inquérito policial com réu preso, o prazo de investigação é no mínimo de dez dias e, muitas vezes, o inquérito é prorrogado. Em uma ação penal, há prazos no oferecimento da denúncia, coletas de provas de acusação, provas de defesa, diligências, perícias.”

O juiz do caso de Bruno ainda pode ser punido, se irregularidades forem comprovadas. No processo de Breno, o Ministério Público entrou com recurso para ele voltar para prisão.

O CNJ abriu investigação contra três desembargadores de Mato Grosso do Sul. Além de Tânia Garcia Borges, os dois colegas dela que deram liminar para tirar Breno da cadeia vão ter que se explicar por causa da suspeita de favorecimento ao filho da desembargadora: Ruy Celso Barbosa Florence e José Ale Ahmad Netto.

“Eu estou em um procedimento preliminar, que levarei ao tribunal, para decidir da abertura ou não do procedimento administrativo. Aberto o procedimento administrativo, o órgão administrativo do CNJ, que é o plenário, vai decidir se eles serão ou não afastados enquanto as investigações se processam”, explicou Noronha.

Bruno e a desembargadora foram procurados, mas não quiseram se pronunciar.

Fonte: g1/ro

Planilha mostra que PCC reservou R$ 150 mil para matar PM e agentes

Uma planilha encontrada no computador de um membro do PCC (Primeiro Comando da Capital) mostra que a facção criminosa reservou R$ 150 mil para uma operação que visava matar policiais e agentes penitenciários de São Paulo.

Do total deste valor, pouco mais de R$ 133 mil já tinham sido gastos no monitoramento da rotina de um policial militar e dois carcereiros do sistema penitenciário paulista.  “É possível perceber os altos gastos com telefones, celulares, viagens, hospedagem, aquisição de veículos e de equipamentos de informática, tudo para pôr em prática e executar a tal ‘sintonia da inteligência'”, afirma em denúncia oferecida à Justiça o promotor Lincoln Gakiya.

A intenção dos criminosos era simular latrocínios ­­ roubos seguidos de morte ­­ durante o assassinato das vítimas. Com a prisão dos suspeitos pela polícia, o plano foi interrompido antes de ser posto em prática.

Durante o planejamento, os suspeitos usaram “técnicas de inteligência” para escolher e levantar informações sobre os alvos.  Reportagem veiculada pelo “Jornal da Band”, em abril deste ano, mostrou que um dos suspeitos chegou a fazer um curso de detetive particular.

Ele instalou câmeras em frente às casas de prováveis vítimas. Também havia fotos desse mesmo suspeito posando com armas em mãos. No computador apreendido, a polícia encontrou fotos, mapas e informações sobre os alvos do PCC.

Os criminosos sabiam inclusive que um deles estava em processo de divórcio da companheira.  Métodos próprios de ‘inteligência policial’ também foram aplicados pelo PCC na preparação dos três assassinatos de servidores do sistema penitenciário federal, de acordo com investigações da PF:

Em 2 de setembro de 2016, o agente do presídio federal de Catanduvas (PR) Alex Belarmino Almeida Silva morreu ao ser atingido por 23 tiros de pistola 9 milímetros na cidade de Cascavel (PR);

Em 14 de abril deste ano, o agente do presídio federal de Mossoró (RN) Henry Charles Gama Filho foi assassinado num bar da cidade;

Em 25 de maio deste ano, a psicóloga da unidade de Catanduvas, Melissa de Almeida Araujo, foi assassinada dentro de casa, na cidade de Cascavel (PR).

Líderes do planos já estavam presos

Antes de colocarem em prática os planos de assassinato, quatro suspeitos foram presos em dezembro passado durante uma operação coordenada pelo núcleo de Ribeirão Preto do Gaeco do MP paulista (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo).

Em paralelo, o núcleo do Gaeco instalado na cidade de Presidente Prudente (distante 558 km de São Paulo) foi responsável pela denúncia contra os três líderes da operação. Eles já estavam detidos no presídio estadual de Presidente Venceslau ­­ distante 610 km de São Paulo. O trio emitia ordens, por meio de cartas com trechos escritos em código, ao grupo que foi preso em Ribeirão Preto (315 km distante da capital paulista).

Os trechos que estão em verde na carta abaixo são a escrita original (cifrada); em vermelho, a decodificação feita pela polícia paulista:

“Segundo consta, em meados de 2016, os denunciados presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, agindo de comum acordo e identidade de propósitos, expediram ordens para que integrantes, em liberdade, da organização criminosa ‘PCC – Primeiro Comando da Capital’, da qual também fazem parte, fizessem levantamentos de endereços de agentes penitenciários, policiais civis, militares e outros agentes públicos do Estado de São Paulo, para o fim de executá­ los”, lê­se na denúncia de autoria do promotor Lincoln Gakiya.

De acordo com o promotor, os líderes eram responsáveis por liberar o dinheiro usado na operação e por dar o sinal verde para a morte dos alvos. Sintonia restrita O grupo preso em Ribeirão Preto foi um dos precursores da chamada “sintonia restrita”. “Sintonias” são como são chamadas os diversos comandos do PCC.

O nome “restrito” vem do fato de que, quando o membro do PCC recebe esta tarefa, fica escalado exclusivamente para ela. São pessoas que, quando participam destas missões, tentam não falar pelo celular, para evitar rastreamento. O assassinato de um servidor público, quando decidido pela cúpula do PCC, é considerado como “uma missão para aqueles que foram escolhidos a executar”.

“A sintonia restrita ou de inteligência é um escalão entre a cúpula e os executores. Em geral, os executores falam com a sintonia restrita [para receber ordens].

É quem aparece como mandante nas investigações, pela dificuldade de se chegar aos líderes”, explica um procurador da República, que investiga a morte de agentes penitenciários federais a mando da facção criminosa.

Homem preso por agredir e colocar pimenta nas partes íntimas da mulher é indiciado por 3 crimes

Homem preso por agredir e colocar pimenta nas partes íntimas da mulher é indiciado por 3 crimes

A Polícia Civil concluiu o inquérito relacionado ao mototaxista Elisomar Pereira da Silva, de 31 anos, preso por torturar com um facão e colocar pimenta nas partes íntimas da mulher, de 39. O crime aconteceu em Pirenópolis, a 120 km de Goiânia. Segundo o delegado Ariel Martins, responsável pelo caso, o homem responderá por tortura mediante cárcere privado, estupro de vulnerável e usar e oferecer drogas para consumo da pessoa com quem se relaciona sem visar lucro, uma modalidade do constante no crime de tráfico.

A investigação foi finalizada e encaminhada ao Judiciário na terça-feira (1º). Segundo Martins, durante seu depoimento, Elisomar preferiu ficar em silêncio. Porém, gravações encontradas no celular dele serviram como indícios para comprovar os crimes, que somados, podem resultar em uma pena de até 28 anos em caso de condenação.

“Nós encontramos imagens e vídeos que ele mesmo gravou da agressão da mulher com o facão e também da pimenta em suas partes íntimas. Ele também provocou lesões na genitália da vítima com uma faca”, disse ao G1.

Elisomar foi preso no dia 22 de julho, em Anápolis, na casa de um irmão. Ele fugiu com a mulher de Pirenópolis quando soube que era investigado. Em um áudio, divulgado pela polícia, ele confessou ter agredido a mulher (ouça abaixo). Segundo o delegado, a alegação era de que ele havia sido traído, o que, de fato, nunca foi confirmado.

“Ela já tomou banho, está quietinha. Só quebrei um facão nas costas dela, pus pimenta no ‘trem’ dela [nas partes íntimas] e tudo. Dei uma sossegada boa nela, mas assim, já está de boa, tomou banho, nós já estamos conversando já”, diz o homem na mensagem.

Violência sexual

Além da tortura, o estupro ficou constatado por meio de atos libidinosos que o mototaxista praticou com a mulher mantendo-a em cárcere. Eles também usado e oferecido drogas para a mulher, caracterizando a modalidade do tráfico.

Conforme o delegado, o suspeito está detido em Goiânia. Já a mulher, que foi resgatada com hematomas por todo o corpo, um corte na coxa esquerda e a lesões nas partes íntimas, recebeu atendimento em um hospital e foi liberada. Atualmente, está na casa de familiares.

Um amigo do suspeito, de 34 anos, também foi indiciado como partícipe, por saber do crime e não denunciar nada a polícia. No entanto, ele responderá ao processo em liberdade.

Elisomar foi preso em Anápolis após fugir de Pirenópolis com a mulher (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Investigação

A investigação começou no dia 19 de julho, após as polícias Civil e Militar receberem uma denúncia anônima de que um homem mantinha a mulher em cárcere privado.

Logo depois, a PC do Distrito Federal entrou em contato para avisar sobre a mesma denúncia. Além disso, encaminhou o material que recebeu e o endereço do imóvel.

“Ele [suspeito] mandou as fotos da mulher machucada e a gravação para conhecidos do casal em Brasília, que denunciaram a situação à Polícia Civil do DF”, explicou Ariel.

De acordo com o delegado, policiais se deslocaram à residência do casal, mas não conseguiram entrar no imóvel e os vizinhos alegaram que não tinham desconfiado de nada. Ainda na noite de quarta-feira, o delegado recebeu uma ligação da própria vítima questionado o motivo de a polícia ter ido até a residência do casal.

“Ela falou que estava tudo bem. Então, eu disse que, se tudo tivesse bem, que ela comparecesse na delegacia para esclarecermos a situação e que nada mais seria tratado por telefone”, explicou Ariel.

Fonte: g1/go

Jovem é suspeita de inventar gravidez para se vingar do ex e fazer até falsa festa de 1 ano do ‘bebê’

Jovem é suspeita de inventar gravidez para se vingar do ex e fazer até falsa festa de 1 ano do 'bebê'

Uma jovem de 24 anos é suspeita de fingir uma gravidez e o nascimento de uma criança, além de falsificar um exame que induziu a Justiça a erro, para se vingar do ex-namorado em Ribeirão Preto (SP). Segundo o rapaz que seria o pai do bebê, a farsa foi revelada um ano depois, durante a festa que marcaria o primeiro aniversário da menina.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso. Segundo o Ministério Público, a situação é gravíssima e, se ficar provado que outras pessoas ajudaram a jovem a manter a mentira, elas também deverão responder criminalmente.

O advogado da mulher, Carlos Andreotti, afirma que ela está em tratamento psiquiátrico e que os documentos apresentados à Justiça deverão passar por perícia.

Pai nunca viu a filha

Victor Guerino Sedassare e Pâmela Ribeiro Serveli mantiveram um relacionamento amoroso por quatro anos. Eles terminaram o namoro em 2015, mas chegaram a sair juntos por algumas vezes, porque a jovem tentava reatar e não aceitava o fim da relação. Pouco tempo após o último encontro, Pâmela procurou Victor para contar que estava grávida e apresentou um exame, que comprovava a gestação.

Às vésperas do parto, os pais dela chegaram a ir à casa de Victor para convidar a família para assistir o nascimento da criança. Eles, no entanto, recusaram o convite por não terem certeza sobre a paternidade da criança.

“Nós estávamos sendo convidados a participar do parto. Aí eu questionei: como eu vou assistir o parto, se eu não sei nem se é filho do Victor?”, diz João Batista Sedassare, pai do rapaz.

Victor diz que nunca pode ver a filha, apesar de pedidos insistentes à mãe da criança em Ribeirão Preto, SP (Foto: Reprodução/EPTV)

Segundo a família, Pâmela entrou na Justiça para obrigar o ex-namorado a custear todas as despesas com a gestação, e conseguiu um mandado favorável ao pedido. Após o nascimento da criança, no entanto, o rapaz nunca conseguiu ver a menina, chamada de Laura pela mãe e pelos avós maternos.

De acordo com Victor, Pâmela chegou a publicar algumas fotos da criança em seu perfil em uma rede social, mas em muitas delas não era possível ver o rosto do bebê.

“Ela começou a me evitar. Eu pedia pra ela trazer a criança pra eu ver, e ela simplesmente não trazia. Ela falava que vinha, chegava na hora e ela não trazia. Sempre tinha um problema, sempre tinha um empecilho. Aí a gente começou a duvidar, que isso não era tão normal”, diz o jovem.

Exame falso

Desconfiada do comportamento de Pâmela, há quatro meses, a mãe de Victor passou a buscar evidências sobre a existência da neta. Rosa Helena Sedassare conta que, por várias vezes, foi até a casa da família de Pâmela para tentar ver a criança.

Em uma das visitas, a mãe da jovem deixou que Rosa entrasse, mas a mulher se surpreendeu ao ver o quarto do bebê, que tinha uma boneca dentro do berço. Pâmela e a filha, porém, não estavam em casa.

“Ela disse que a Pâmela não queria que ninguém visse a criança. Ninguém viu. Eu conversei com os vizinhos e ninguém nunca tinha visto essa criança, nem saindo com a Pâmela, nem com outra pessoa. Ninguém nunca viu uma criança naquela casa.”

Rosa, mãe de Victor, buscou informações no laboratório, onde Pâmela fez o exame em Ribeirão Preto, SP (Foto: Reprodução/EPTV)

Em julho deste ano, Rosa procurou o laboratório responsável pelo exame que atestou a gravidez de Pâmela e descobriu o que seria uma grande mentira. “Me veio uma luz e eu fui. Quando eu cheguei no laboratório, até o teste de gravidez era falso. Eu pensei, se o teste de gravidez é falso, tudo é falso, não existiu uma gravidez.”

A notícia deixou Victor perplexo. O jovem, que descobriu um câncer na coluna e há dez meses passa por um tratamento intensivo contra a doença, diz ter ficado muito abalado.

“No começo, eu acho que ela me queria pra ela. Como ela percebeu que isso não foi mais possível, que eu falei pra ela ‘se você tiver uma criança, a gente simplesmente vai manter esse relacionamento’, eu acho que já começou a ser uma vingança. É como se ela quisesse só me prejudicar acima de tudo”, afirma o rapaz.

“Em todo lugar que eu ia, as pessoas me julgavam, perguntavam sobre a minha filha, sendo que a filha que ela dizia eu nunca vi. Ela só pensou ‘eu quero difamar a imagem dele, prejudicar ele perante os amigos, perante a família, perante todo mundo que se aproximar dele'”, diz Victor.

Farsa revelada em festa de aniversário

Rosa procurou o juiz e relatou sobre a possibilidade de o exame que atestava a gravidez ter sido fraudado por Pâmela. Um oficial de Justiça foi enviado à casa da jovem para informar que ela e a criança teriam que comparecer ao Fórum e que a mãe teria de apresentar a certidão de nascimento da filha.

O oficial foi enviado no dia da festa do primeiro aniversário de Laura, como a criança era chamada, no dia 11 de julho deste ano. A mulher distribuiu convites a familiares, amigos e vizinhos dela e do pai da criança, e chegou a gastar R$ 3 mil com a contratação de um buffet para o evento.

Festa de 1 ano do bebê custou R$ 3 mil em Ribeirão Preto, SP (Foto: Arquivo pessoal)

A mãe de Victor esteve na festa e diz ter questionado Pâmela sobre a presença da criança. De novo, Rosa diz ter ouvido uma desculpa da jovem. “A festa estava linda e parecia ser real. Mas não tinha a criança. Nem a mãe da criança estava lá. Ela alegou que o oficial de Justiça tinha chegado na casa dela naquele momento, porque tinha uma denúncia de maus-tratos. Que a criança tinha ficado em casa com o pai dela e que assim que o oficial fosse embora, o pai dela viria com a criança pra festa.”

A farsa foi, enfim, revelada quando uma mulher chamada Emily invadiu a festa e afirmou que três pessoas tinham tentado levar a filha dela de casa. A Polícia Militar foi chamada, e Pâmela foi levada para a delegacia para prestar esclarecimentos.

Pâmela usa uma toalha de mesa para deixar a festa de 1 ano do bebê que nunca existiu em Ribeirão Preto, SP (Foto: Arquivo pessoal)

Suspeita de outras participações

Para a família de Victor, a mulher chamada Emily contribuiu para que Pâmela levasse a farsa adiante. Rosa não acredita que a jovem tenha planejado roubar a criança para apresentar como sua filha na festa de aniversário.

“Eu acho que se o oficial de Justiça não tivesse chegado na casa da Pâmela, a criança chegaria na festa. [Eu creio] que a Emily teria cedido a criança pra ela. Por que como que ela montou uma festa sabendo que não tinha uma criança pra levar na festa?”, diz.

Segundo Rosa, a farsa planejada pela jovem é uma trama maquiavélica e a história deixou a saúde do filho ainda mais debilitada.

“Eu creio que o estado de saúde do meu filho foi agravado por toda essa mentira. Eu achei que ela estava grávida, mas que poderia não ser do meu filho e que, por isso, ela não queria fazer o DNA. Eu tenho medo dela, a história é assustadora. Eu chorei muito por esse motivo, e estou muito sentida”, diz a mãe de Victor.

O rapaz diz que nunca poderia imaginar que a ex-namorada pudesse ser capaz de agir desta forma, e afirma que vai recorrer à Justiça para fazer com que ela pague por suas ações.

“Graças a Deus, a farsa foi descoberta e a Justiça será feita. Tudo o que foi tramado, planejado por ela, o juiz vai conseguir ver e vai tomar as medidas cabíveis contra ela.”

O promotor Sebastião Donizete Lopes diz que o caso é perverso (Foto: Reprodução/EPTV)

Ministério Público

A Promotoria afirma que as acusações contra Pâmela atingem a esfera criminal, uma vez que ela fraudou documentos que induziram a Justiça a erro.

“Quando o processo chega até nós, com o acervo de documentos que tinha para estabelecer alimentos pra mulher grávida, nós cremos na documentação. Agora, a gente vê que são falsos. Isso é crime e deve merecer um tratamento extremamente rigoroso agora. Essa moça não induziu só a Justiça ao erro, mas todos que estavam próximos dela, inclusive o suposto pai”, diz o promotor Sebastião Donizete Lopes.

A pedido do Ministério Público, a Polícia Civil instaurou inquérito para investigar as circunstâncias do caso. A jovem poderá responder por falsificação de documentos e por utilização da Justiça de forma indevida. A pena é de um a cinco anos de prisão para cada um dos crimes.

O advogado de Pâmela diz que a jovem passa por tratamento psiquiátrico em Ribeirão Preto, SP (Foto: Reprodução/EPTV)

Defesa

Segundo o advogado de Pâmela, Carlos Andreotti, a jovem está internada em uma clínica psiquiátrica. “Essa história, possivelmente, ela tenha fantasiado em virtude desse relacionamento com o Victor, desde 2010, e que já havia existido uma gravidez anterior e ela já teria ficado abalada. O foco do problema encontra-se no problema psiquiátrico dela”, afirma.

Andreotti diz acreditar que os pais da jovem não tinham consciência sobre a farsa. “A versão que eles me passaram é que ela falou que, desde o dia do nascimento, a criança nasceu com problemas no coração e precisou ficar internada, e o acesso a essa criança não era possível em razão dessa internação.”

Emily, que acusou Pâmela de ter planejado sequestrar a filha, não quis gravar entrevista.
Fonte: g1/sp

Estado do Ceará registrou 474 homicídio em junho

RN tem uma morte a cada três horas e meia e bate recorde

Em média, Ceará teve um homicídio a cada uma hora e meia

O número de homicídios no Ceará em junho quase dobrou em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com registros da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgados nesta sexta-feira (7).

Em 2016, foram 250 homicídios no mês; neste ano, foram 474, incluindo uma morte ocorrida dentro de uma unidade prisional. Em todo o primeiro semestre, foram 2.229 homicídios. No primeiro semestre de 2016, foram 1.777.

De acordo com o secretário da Segurança, delegado André Costa, a escalada da violência se deve ao conflito entre facções criminosas que disputam território do tráfico de drogas.

Fortaleza foi a região com maior aumento na violência, com 197 homicídios e aumento de mais de 200% em relação ao mês de junho do ano passado. Os números foram altos em todas as regiões do estado: 121 na Grande Fortaleza, 79 no interior Norte e 77 no interior Sul.

Este é o mês de junho mais violento do estado desde 2013, quando a SSPDS passou a divulgar os assassinatos com base nos crimes violentos letais intencionais (CVLI). Em junho de 2015 foram 284 homicídios; 373 em 2014; e 356 em 2013.

Em maio, o Ceará também estebelecido o mês mais violento desde a contagem de CVLI, com 471 assassinatos. Em média, uma pessoa foi morta a cada uma hora e meia no mês, índice repetido em junho.

Número de homicídios por mês no Ceará

2015 2016 2017
Janeiro 237 327 352
Fevereiro 431 298 269
Março 331 321 358
Abril 323 278 140
Maio 327 303 471
Junho 323 250 474
Julho 282 256
Agosto 355 293
Setembro 332 226
Outubro 342 283
Novembro 356 300
Dezembro 359 273

Turistas estrangeiros são assaltados e esfaqueados em trilha que dá acesso ao Cristo Redentor

Turistas estrangeiros são assaltados e esfaqueados em trilha no RJ

Dois casais de estrangeiros foram assaltados no início da tarde desta quarta-feira (5) na trilha que dá acesso ao Corcovado, na Zona Sul do Rio. Os dois homens foram esfaqueados e levados para o hospital.

Um turista inglês foi atendido, liberado e já prestou depoimento na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat). Por foto, ele reconheceu dois bandidos que teriam praticado o assalto.

Outro ferido, um turista polonês, seguia internado no Hospital Miguel Couto até o fim da tarde. O estado de saúde dele não foi divulgado. As duas mulheres não foram feridas, segundo as primeiras informações.

Policiais da Deat realizam diligências para apurar as circunstâncias e identificar a autoria do crime.

Casos de assalto a cariocas e turistas em trilhas têm se tornado frequentes no Rio. No fim do ano, 34 pessoas tiveram pertences levados na trilha que sai do Parque Lage até o Corcovado, morro onde fica no topo o Cristo Redentor, um dos principais cartões postais da cidade.

Fonte: g1.com

Rio ganha aplicativo para alertar sobre onde há tiroteios e crimes

Rio ganha aplicativo para alertar sobre onde há tiroteios e crimes

Para ajudar  a população a reduzir os riscos, um grupo de cidadãos, de forma voluntária, criou nas redes sociais o aplicativo Onde Tem Tiroteio, conhecido como OTT, que alerta em tempo real os lugares onde estão ocorrendo confrontos, assaltos e arrastões.

“A ideia surgiu em dezembro de 2015. Vi uma reportagem sobre uma vítima de bala perdida em uma comunidade do Rio e pensei: por que não criar uma página, um meio de alertar a população carioca sobre onde acontecem os tiroteios?”, explicou Benito Quintanilha, petroleiro de 41 anos e criador do projeto.

No início, Benito pedia a seus amigos de sua rede de contatos do Facebook que compartilhassem os alertas mas, ao ficar sobrecarregado, pediu ajuda a dois amigos, Marcos Vinicius e Denis Colli, um físico e um programador de 36 anos, aos quais depois se juntou Henrique Coelho Caamaño, de 50 anos.

“Nos reunimos e criamos um padrão, temos uma forma. Cada um tem uma função. Eu e Henrique somos o operacional, recebemos as mensagens. Marcos Vinicius se ocupa da parte administrativa e Denis é o TI, o suporte para qualquer problema que houver no aplicativo”, comentou Benito.

Os alertas, que foram ampliados para outras redes sociais como Twitter, Instagram e Telegram, chegam hoje, durante 24 horas, a cerca de 3 milhões de pessoas, quase a metade da população do Rio de Janeiro.

“Hoje temos grupos próprios de Whatsapp com mais de 11 mil pessoas. Constantemente chegam mensagens” para denunciar tiroteios, arrastões e qualquer tipo de incidências.

Para evitar falsos alarmes, o grupo tem normas rígidas de funcionamento e uma rede de ‘informantes’ de extrema confiança, divididos por áreas em toda a cidade.

Marcos Vinicius admite que, com o nível de violência no Rio de Janeiro, mal dá tempo para descansar do aplicativo: “Você trabalha com a cabeça em outro lugar”.

Henrique é o melhor exemplo do “vício” em administrar os alertas: dorme com os fones nos quais recebe durante o dia todo os áudios que relatam problemas.

“Você não consegue deixá-lo, fica ansioso em ajudar alguém, sabe que seu relato ajudará alguém. Sem que você se dê conta, a noite já passou, já amanheceu. É viciante e é difícil conciliar com a família e os amigos”, admitiu Henrique.

O aplicativo já se transformou em um serviço público, “um serviço dos cidadãos para os cidadãos”, diz Benito orgulhoso, consciente da dimensão que sua iniciativa tomou.

“O carioca está carente deste tipo de informações, os meios normais não as oferecem, esta é a verdade”, lamentou Henrique.

Marcos Vinicius lembra com satisfação a mensagem de pais agradecidos que os chamaram de “anjos da guarda” porque um dos seus alertas evitou que seus filhos entrassem no meio de um fogo cruzado.

Para os criadores do OTT, a violência do Rio de Janeiro é fruto “dos maus políticos” do país.

“Não é somente no Rio, é em todo o Brasil. É uma polícia mal paga, mal estruturada, há várias questões sociais, falta de investimentos, falta de cultura, não existe o debate sobre as drogas…”, comentou Benito.

O grupo, que diariamente envia um relatório com as estatísticas de tiroteios e assaltos através das redes sociais, afirma que os números por eles levantados “são apenas uma fração da realidade, pois só são lançados os incidentes confirmados”.

Fonte: O Estado de S. Paulo