Mais de 82 mil pessoas desapareceram no Brasil, mostra anuário

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Famílias reclamam da desatenção e querem cadastro nacional

Agência Brasil – O administrador Jonis Gonçalves Martins , 45 anos, morador de Vila Maria na zona norte de São Paulo, recorda-se do último dia que viu a mãe, a dona de casa Sueli de Oliveira, que despareceu. “Era um sábado à tarde. Eu estava descansando após o almoço, e percebi que ela foi três vezes ao lado da minha cama e ficou me olhando sem falar nada. Acabei pegando no sono e quando levantei, já era no final da tarde, e ela não estava mais em casa”. Sueli de Oliveira tinha 67 anos e está desaparecida há mais de três anos (desde 30 de janeiro de 2016).

“A cada jantar que você faz, vem ela no pensamento. A cada passeio, a cada frio, a cada calor, a cada sorriso, a cada conquista sempre tem um pouco [dela] presente. A cada rosto ou gesto parecido, ela vem à cabeça”, conta Jonis Martins. A separação forçada pela ausência inexplicável é lembrada no filho que espera a mãe e na mãe que não sabe do paradeiro do filho sumido ainda na adolescência (17 anos), há mais de 10 anos.

“Me lembro dele a todo instante, quando vou tomar café, almoçar, e na hora do jantar. Quando está chovendo, penso ‘será que ele está em lugar seguro? Será que ele está nas ruas passando necessidade, com frio ou passando por perigo? Será que está doente precisando de ajuda e não tem como se comunicar comigo?’”, descreve Lucineide da Silva Damasceno, de 53 anos, também de São Paulo. Segundo ela, o desaparecimento do filho, desde 3 de novembro de 2008, ainda não apresentou motivo. “Nenhuma explicação! Ele saiu para ir à casa de um colega próximo e não mais voltou”.

Os relatos de Jonis e Lucineide expõem o desalento de milhares famílias que registraram o desaparecimento de parentes. Em 2018, foram 82.094 casos, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Foram contabilizados 39,4 desaparecimentos a cada grupo de 100 mil pessoas. Os números são apurados, a partir de microdados das secretarias estaduais de Segurança, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a pedido do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). 

Lucineide da Silva Damasceno
Lucineide da Silva Damasceno busca o filho desaparecido desde 2008 – Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV)

Em termos absolutos, os estados com o maior número de pessoas desaparecidas em 2018 foram: São Paulo (24.366), Rio Grande do Sul (9.090), Minas Gerais (8.594), Paraná (6.952) e Rio de Janeiro (4.619). Em termos relativos, taxa de desaparecimento por 100 mil habitantes, os maiores índices são do Distrito Federal (84,5), Rio Grande do Sul (80,2), Rondônia (75,2), Roraima (70,4) e Paraná (61,3).

De 2007 a 2018, as estatísticas somam 858.871 casos, quase quatro vezes (3,88) a população estimada do Plano Piloto, onde ficam as sedes dos Três Poderes em Brasília (DF). Nesse período de mais de uma década, a média é de 71,5 mil registros de pessoas desaparecidas por ano.

Números subestimados

Apesar de altos, os números podem estar subestimados. “A gente sabe, por causa do contato com as famílias, que há gente que não vai à delegacia registrar o caso por diversas razões”, afirma Marianne Pecassou, coordenadora de Proteção da Delegação Regional do CICV.

“Há pessoas que não sabem que têm que registrar na delegacia o desaparecimento e que têm o direito a fazer esse registro. Mas os delegados sabem que é prevaricação não fazer o registro quando a família procura a polícia para fazer a ocorrência”, detalha Ivanise Esperidião da Silva, do movimento Mães da Sé.

De acordo com ela, “todos os anos, mais de 200 mil pessoas desaparecem no Brasil”. O cálculo de Ivanise da Silva é baseado em levantamento feito ao final da década de 1990 em pesquisa da Universidade de Brasília, disponível na Rede Virtual de Bibliotecas, sob demanda do Movimento Nacional de Direitos Humanos, com apoio do Ministério da Justiça. “Se de lá para cá a população aumentou, não tem como achar que esse número diminuiu”, raciocina.

Além do problema de subnotificação, Marianne Pecassou aponta que a falta de produção de informação leva ao desconhecimento sobre as razões e circunstâncias do desaparecimento, como problemas de saúde mental, migração e violência empregada para diferentes propósitos – assalto, homicídio, abuso e exploração sexual, tráfico de pessoas e até tráfico de órgãos.

Ivanise da Silva reclama que os cadastros nacionais de desaparecidos para adultos e crianças, lançados da década passada, não foram atualizados e não podem ser utilizados para ajudar a localizar as pessoas e produzir uma estatística confiável. Ela participou da elaboração das duas plataformas e lembra que o funcionamento desses serviços está previsto em lei. “Aquilo foi para inglês ver”, salienta. “O cadastro nacional de veículos funciona e até acha carro roubado no Paraguai. Por que não temos cadastro para pessoas desaparecidas?”, pergunta.

Lei nº 13.812/2019, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em março, descreve no Artigo 3º que “a busca e a localização de pessoas desaparecidas são consideradas prioridade com caráter de urgência pelo poder público e devem ser realizadas preferencialmente por órgãos investigativos especializados, sendo obrigatória a cooperação operacional por meio de cadastro nacional, incluídos órgãos de segurança pública e outras entidades que venham a intervir nesses casos”. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, prevê no Artigo nº 87 o funcionamento de “serviço de identificação e localização de pais, responsável, crianças e adolescentes desaparecidos”.

Para Marianne Pecassou a disponibilidade e a troca de informações são fundamentais para resolver casos de desaparecimento. Além disso, é necessário ter ações preventivas e esclarecimento da opinião pública. “Alertar ajuda a prevenir”, sublinha. “Não queremos piedade, mas precisamos de solidariedade.”

Na opinião da coordenadora de Proteção da Delegação Regional do CICV, o Estado e a sociedade também devem cuidar melhor das famílias com pessoas desaparecidas. “Enfrentam problemas psicológicos ou psicossociais e de relacionamento com o seu entorno. São famílias que estão isoladas. Se recebem certo apoio no início das buscas, ao longo do tempo, se o familiar não aparece, as pessoas vão se distanciando e essas famílias vão ficando cada vez mais isoladas”.

“O tempo vai passando, e as pessoas vão se questionando e formando julgamentos. O tempo passa mais ainda, as pessoas começam a cansar dessa história e, depois de mais tempo, elas não querem mais saber do problema. Se você não se adaptar, será completamente excluído da sociedade e até da família”, descreve Jonis Martins.

“Não existe nenhuma atenção da sociedade em relação aos nossos desaparecidos”, reclama Lucineide Damasceno. Para ela, o Poder Público também deveria fazer mais: “o Estado pode capacitar profissionais para trabalhar na polícia, implantar o Registro Geral (RG) Nacional, criar banco de dados entre delegacias, hospitais, institutos médicos legais, albergues, inclusive com imagens das pessoas que circulam ali diariamente”, sugere.

“Para a sociedade é mais fácil nos tratar como coitadinhos. Nós não queremos piedade, mas precisamos de solidariedade”, pondera Ivanise da Silva. Ela também é crítica da ação do Estado: “Por trás desse problema de desaparecimento há crimes. Temos o direito de que seja apurado. O problema é que desaparecido não vota”, enfatiza.

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Jovem que desapareceu há 8 anos pode ter sido morta por ex; ele foi preso junto com irmão, que é PM

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Jennifer tinha 15 anos quando foi morar com rapaz, em 2009, sendo vista pela última vez em 2011. Inquérito só foi aberto em 2017, quando testemunha revelou ter visto o companheiro da jovem e o irmão dele, que é PM, sujos de sangue. PM também foi preso nesta quinta (23)

O ex-companheiro de uma jovem desaparecida há oito anos e o irmão dele, que é Policial Militar da UPP do Morro dos Macacos, foram presos na manhã desta quinta-feira (23) em Rio das Ostras (RJ). Eles são suspeitos de ocultar o cadáver de Jennifer Tifany Vei­ga Pires, que foi vista pela última vez em 2011, segundo investigação da Polícia Civil.

A família notou que algo poderia ter ocorrido com ela ao ver que o então companheiro postou foto nas redes sociais anunciando um novo relacionamento, em 2014. Mas o inquérito policial só foi aberto em 2017, depois que uma testemunha relatou ter visto o rapaz e o irmão dele com as blusas sujas de sangue, tendo um deles confessado que havia dado um sumiço na jovem, ainda segundo a polícia.

A mãe, Gláucia Pires, conta que peregrinou em busca da filha e disse que acredita na culpa dos suspeitos pelo fato deles nunca terem ajudado a procurá-la. A jovem saiu de casa em 2009, quando tinha 15 anos, para morar com o rapaz e teve dois filhos.

A mãe explicou que sempre teve dificuldade de falar com a filha, por isso, decidiu procurar a polícia ao vê-lo com outra pessoa nas redes sociais.

“Uma ora diziam que ela estava viajando. Outra ora, que não queria me ver. Isso não só pra mim. Minha filha vivia em cárcere privado. Só que eu não sou ninguém, não tenho muito estudo, não tenho formação, não tenho dinheiro, então, eu dependo de tudo público. Por isso, agradeço ao Dr. Ronaldo que abraçou a causa pra descobrir a verdade”, desabafou.

Gláucia disse que, ao ir atrás da filha, foi comunicada que ela havia indo embora de casa sem dizer para onde iria. A mãe de Jennifer conta que ainda tentou a guarda das crianças e descobriu que já havia um pedido feito pela família paterna à Justiça.

O delegado titular da 128° DP de Rio das Ostras, Ronaldo Andrade Cavalcanti, explicou que o relato da testemunha foi importante para desencadear o caso. Ele desconfia que o corpo da jovem foi jogado em um rio do município.

Mãe de Jennifer Tifany fez uma montagem da foto da filha desaparecida, aos 15 anos, e da projeção digital, divulgada pela Polícia Civil, mostrando como a jovem estaria em 2019 — Foto: Arquivo Pessoal e Polícia Civil/Divulgação

“Apreendi até arma na casa de um dos suspeitos. Os prendi para fazer as acareações necessárias e ouvir novamente a testemunha sem se sentir intimidada pelo fato de um dos suspeitos ser um policial”, conta o delegado.

Ainda segundo a Polícia Civil, o PM vai ser levado para o Batalhão Prisional da Polícia Militar no Rio de Janeiro. Já o ex-companheiro da vítima vai ser encaminhado para um presídio de Campos dos Goytacazes, no interior do Estado do Rio.

A Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que “não coaduna e pune com o máximo rigor qualquer desvio de conduta em seus quadros, conduzindo os processos apuratórios com base na legislação vigente.”

Ainda segundo a secretaria, o comando da corporação segue à disposição para colaborar com as investigações e disse que o policial permanecerá preso na Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói.

“Só quero saber o que aconteceu com a minha filha e que os culpados paguem pelo que fizeram a ela, porque ela não merecia”, disse a mãe.

Do G1/RJ

Número de mortos em Brumadinho chega a 150; 182 estão desaparecidos

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A tragédia deixou, ao todo, 103 desabrigados. Três pessoas permanecem hospitalizadas.

O número de mortos após o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Vale em Brumadinho, Minas Gerais, subiu para 150, conforme balanço divulgado hoje (6) pela Defesa Civil do estado. Desse total, 134 vítimas foram identificadas e 16 permanecem sem identificação até o momento.

Ainda de acordo com a atualização, 182 pessoas continuam desaparecidas, sendo 55 funcionários da Vale e 127 terceirizados e membros da comunidade.

A tragédia deixou, ao todo, 103 desabrigados. Três pessoas permanecem hospitalizadas.

Prisões

A Polícia Militar de Minas Gerais informou que, desde o rompimento da barragem, seis prisões foram efetuadas na região, sendo duas por utilização indevida de drone. Em um desses casos, a corporação destacou que o uso desse tipo de equipamento colocou em risco aeronaves utilizadas nos trabalhos de busca e resgate.

Ainda de acordo com a polícia, duas pessoas foram presas por tentativa de saque e duas por tentativa de estelionato.

A corporação reforçou que, neste momento, não há necessidade de envio de doações e pediu que a população fique atenta a indivíduos que acabam se aproveitando da tragédia para angariar vantagem.

Coleta de DNA

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que, amanhã (7), equipes do Instituto Médico Legal (IML) vão recolher amostras de DNA e exames odontológicos de vítimas do rompimento da barragem. A coleta será feita na Estação do Conhecimento, das 9h às 17h.

De acordo com a corporação, dos 134 corpos identificados, 124 já foram liberados e entregues às famílias. A polícia informou ter realizado, até o momento, 522 coletas de amostras para exame de DNA.

Boatos

Em entrevista coletiva, o porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara, classificou de “boato falacioso” a informação de que a operação no município mineiro estaria perto de ser encerrada. Segundo Aihara, os trabalhos demandam muito tempo, e ainda não há prazo estabelecido para que sejam encerrados.

A maior parte dos corpos resgatados pela corporação nas últimas 24 horas, de acordo com o tenente, foi encontrada no estacionamento, na estação de tratamento químico e nos arredores do vestiário da Vale. Aihara destacou que, neste momento, é necessário fazer uma escavação bastante profunda, por meio de maquinário pesado, para ter acesso às vítimas.

Chuva

O porta-voz do Corpo de Bombeiros destacou que há previsão de chuva em Brumadinho, nos próximos sete a dez dias, o que pode dificultar os trabalhos na região onde a barragem se rompeu. Aihara disse que a precipitação demanda modificações nas áreas de busca por conta da movimentação e da nova acomodação dos rejeitos.

Ele informou ainda que uma reunião com o comando-geral da corporação deve definir os rumos da operação nos próximos dias. As buscas no Rio Paraopeba serão mantidas.

Fonte: agenciabrasil

Prédio cai na Índia deixando pelo menos três mortos e vários desaparecidos

As quedas de prédios são comuns em todo país, especialmente durante a temporada de moções

Um prédio em construção de seis andares perto de Nova Délhi caiu com pelo menos 12 trabalhadores, que podem estar presos entre os escombros – informou a imprensa local nesta quarta-feira (18).

Equipes de resgate com mais de 100 homens e cães farejadores trabalham para tentar encontrar os operários, que estavam dentro do prédio quando ele despencou, disse a Press Trust of India (PTI), citando o chefe dos Bombeiros regional, Arun Kumar Singh.

Três corpos foram retirados dos escombros até o momento. O agente Kumar Singh apontou que vários socorristas foram chamados ao local da queda, em Greater Noida, cidade a leste da capital, de acordo com a PTI. “Não sabemos exatamente quantos estão presos lá dentro. Acreditamos que 12 pessoas possam estar sob os escombros”, completou Singh.

Este é o mais recente acidente de construção que acontece na Índia, onde a aplicação de normas de segurança costumam ser frouxas e é comum o uso de materiais de baixa qualidade. As quedas de prédios são comuns em todo país, especialmente durante a temporada de moções, entre junho e setembro.

Pelo menos 18 pessoas morreram em maio, quando um viaduto despencou no norte da Índia, soterrando veículos e passageiros sob toneladas de concreto.

Fonte: diariodepernambuco

DNA confirma que corpos carbonizados são de Miss e de empresário desaparecidos desde 22 de março

Bruna Zucco e Valdir Brito Feitosa estavam desaparecidos desde 22 de março. Na mesma data, polícia encontrou dois corpos em picape na área rural de Altônia, no noroeste do estado

Exames de DNA comprovaram que os corpos encontrados carbonizados em Altônia, no noroeste do Paraná, são da miss Bruna Zucco, de 21 anos, e do empresário Valdir Brito Feitosa, de 34 anos, segundo a Polícia Civil.

Eles estavam desaparecidos desde 22 de março, mesma data em que dois corpos foram encontrados queimados na caçamba de uma picape na área rural da cidade. A polícia trabalhava com a principal suspeita de que os corpos eram da estudantes e do empresário.

O material genético foi coletado pelas famílias dos desaparecidos em 23 de março e a previsão era de que o exame ficasse prontro entre 30 e 60 dias. Mas o resultado foi divulgado nesta segunda-feira (9), 17 dias após a coleta do material.

Com a identificação, os corpos, que permanecem do Instituto Médico-Legal (IML) de Umuarama, também no noroeste, já podem ser liberados para o sepultamento.

De acordo com o delegado Izaias Cordeiro de Lima, responsável pelo caso, as famílias de Bruna e de Valdir já foram informadas sobre os resultados dos exames de DNA.

Próximos passos da investigação

A polícia aguarda agora o laudo que vai identificar a causa da morte dos dois. Conforme o delegado, ele deve ficar pronto apenas nesta quinta-feira (12).

“Ele [o exame] só fica pronto após a identificação dos corpos. Então, o exame de necropsia, para identificar as causas da morte, qual foi o instrumento utilizado, se teve perfuração dos ossos ou não, nós só vamos saber quando sair o laudo”, detalhou.

Lima explicou que as investigações continuam sob sigilo, mas que a polícia já tem um suspeito e trabalha com a hipótese de que existem mais pessoas envolvidas no crime.

Mandados de busca e apreensão já foram cumpridos, e telefones celulares foram encaminhados para o Instituto de Criminalística em Curitiba. Para o delegado, o resultado da perícia dos aparelhos pode levar aos autores do crime.

“Através dele [do suspeito] é que nós vamos chegar nos outros”, declarou.

As equipes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) que chegaram a ir até Altônia para ajudar nas investigações já deixaram a cidade, ainda de acordo com o delegado.

Motoristas que passavam pela estrada rural, em Altônia, encontraram o veículo em chamas e acionaram a polícia (Foto: Divulgação/Polícia Militar)

Relembre o caso

A Miss Altônia Bruna Zucco, de 21 anos, foi vista pela última vez na madrugada de 22 de março, depois de sair da faculdade.

Na manhã de 22 de março, dois corpos foram encontrados carbonizados em uma picape em uma estrada rural do município.

Desde o início das investigações a polícia trabalhava com a hipótese de que os corpos encontrados queimados eram de Bruna e do empresário Valdir Brito Feitosa, de 34 anos, que tinha desaparecido no mesmo dia.

O irmão de Feitosa já havia reconhecido o carro e uma caixa de ferramentas que estava na caçamba do veículo.

Dois dias após o desaparecimento de Bruna, a avó de Bruna, Agda de Lima Segantin, disse que a família acreditava que a estudante está viva.

Os moradores de Altônia relataram o clima tenso na cidade após os crimes, e disseram que esperavam que uma solução rápida.

Família procura por garotos que sumiram há 5 dias na zona sul de SP

Os primos Davi Julio Oliveira, 12 anos, e Isaque Kelvin Oliveira Souza, 11, estão desaparecidos desde sábado (20) e a família pede ajuda para localizá-los. Os garotos sumiram na região de Cidade Júlia, na zona sul de São Paulo.

A mãe de Isaque, Jéssica das Dores, disse estar abalada e explica que não havia motivos para o filho ter desaparecido. “Ele nunca dormiu fora de casa e sempre avisa onde vai”, diz.

Viviane de Jesus Silva, mãe de Davi,  diz que a última vez que viu o garoto foi no sábado, quando ele saiu de casa para brincar com o primo, que também desapareceu.

Segundo os pais das crianças, eles tinham o hábito de ir vender doces na Estação Conceição da Linha 1-Azul do Metrô, mas que não foram vistos na estação naquele dia. Eles afirmam também que procuraram pelos garotos em todos os lugares conhecidos.

A mãe de Isaque afirmou ainda que o garoto não tinha problemas com a família e que registrou um boletim de ocorrência no 16º DP, na Vila Clementino, na zona sul de São Paulo.

Já Viviane, mãe de Davi, afirmou que no sábado, em particular, não havia nenhum motivo que justificasse o desaparecimento do garoto. Ela ainda disse que não havia feito boletim de ocorrência do desaparecimento de seu filho, mas que iria até uma delegacia para providenciar.

A Polícia Civil informou, por meio de nota, que o desaparecimento de Isaque Kelvin Oliveira Souza segue em investigação por meio de Procedimento de Investigação de Desaparecido na 4ª DAS (Divisão Anti-Sequestro) do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

“Os familiares do jovem foram orientados a comparecer no DHPP e fornecer uma foto atual da criança para que seja incluída no banco de dados de pessoas desaparecidas”, disse no comunicado.

Já o desaparecimento de Davi Julio Oliveira só será analisado quando for registrado o boletim de ocorrência. A Secretaria de Segurança Pública alertou que o documento é “de extrema importância para que o caso possa ser devidamente investigado”.

Com R7

Seguem as buscas por desaparecidos em Rondônia; eles haviam denunciado ameaças

Parentes e agentes de segurança do Amazonas e de Rondônia investigam o sumiço de três trabalhadores rurais sem terra dados como desaparecidos desde o último dia 14, em Canutama (AM), a cerca de 620 quilômetros de Manaus e a pouco mais de 50 quilômetros de Porto Velho (RO).

Segundo a Polícia Civil do Amazonas, testemunhas dizem que Flávio Lima de Souza; Marinalva Silva de Souza e Jairo Feitoza Pereira desapareceram enquanto vistoriavam parte da propriedade rural ocupada por sem terras desde 2015. O grupo reivindica a destinação da área para a reforma agrária.

Ex-chefe de brigada do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Flávio preside uma associação de moradores da qual Marinalva é a vice-presidente. Jairo é um dos integrantes do assentamento dos sem terra, chamado de Arara.

Nas redes sociais, parentes de Flávio que vivem em Porto Velho, informam que as buscas pelos três desaparecidos começaram no dia 16, mas que os representantes dos “órgãos competentes” relataram enfrentar dificuldades por se tratar de uma área distante, de floresta, na divisa entre os dois estados.

Bombeiros de Rondônia e policiais civis do Amazonas participam das buscas aos três sem terra. Uma equipe da perícia técnica de Rondônia também foi deslocada para o local a fim de colaborar nas diligências.

Uma das coordenadoras da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Rondônia Maria Petronila Neto esteve terça-feira (19) no assentamento Arara. “O pessoal está indignado e muitos sequer acreditam que os três companheiros estejam vivos, pois eles conheciam muito bem a região e não poderiam estar perdidos há tantos dias”, comentou a coordenadora, acrescentando que a hipótese mais forte entre os assentados é de que Flávio, Marinalva e Jairo tenham sido emboscados.

De acordo com Petronila, Flávio procurou a CPT em Porto Velho no início do mês para pedir ajuda de outros movimentos sociais. “Ele disse que tinha recebido ameaças de funcionários da fazenda, que pertence a uma madeireira. A Marinalva até registrou um boletim de ocorrência na ocasião, denunciando as ameaças ao grupo”, revelou a coordenadora.

Na terça-feira (19), uma parte dos sem terra que ocupam a área em disputa interrompeu o tráfego de veículos na rodovia BR-319 para cobrar providências dos órgãos públicos e rapidez nas investigações. Ainda segundo Marinalva, o grupo reivindica a participação da PF na apuração do desaparecimento e a realização de buscas na área ao redor da sede da fazenda. “Até ontem [terça-feira], os policiais só tinham inspecionado ao redor do assentamento”, disse Petronila.

O Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ainda não se pronunciou sobre a situação da área ocupada. A reportagem também ainda não teve respostas das polícias militares do Amazonas e de Rondônia.

 

Submarino argentino desaparece com 37 pessoas a bordo

O submarino Ara San Juan desapareceu na zona sul do mar argentino, e agora as operações de busca são realizadas no Golfo San Jorge. O jornal Clarín anunciou que dentro do Ara San Juan, estavam 37 pessoas, incluindo oito oficiais. A Marinha disse sem dar mais detalhes, que fará uma declaração para relatar o que aconteceu.

Há a possibilidade de o submarino ter tido um problema de corte de energia e ter sofrido um incêndio devido à explosão de uma das linhas da bateria, na área do Golfo de San Jorge, perto de Puerto Madryn. Contudo, as Forças Armadas da Argentina não confirmaram.

De acordo com fontes locais, a última posição do submarino corresponde ao início do 15 de novembro às 7h30 horas locais, 46 ° 44 ‘de latitude norte e 59 ° 54 oeste a oeste. Estas coordenadas são do auge de Puerto Madryn.

O submarino estava operando junto com outras unidades da frota marítima, em tarefas de controle da zona econômica exclusiva.

O ARA San Juan (S-42) é um tipo submarino TR-1700 fabricado na Alemanha que serve a Marinha Argentina desde 1985. É um sistema convencional de propulsão diesel e snorkel, projetado para ataques contra forças de superfície, submarinos, tráfego comercial e operações de mineração.

No início deste mês, a mídia informou que a Área Naval do Sul autorizou o ARA San Juan, juntamente com outros navios, a participar dos exercícios integrados de treinamento e patrulha marítima.

Até o seu retorno à operação em maio de 2014 , o navio permaneceu em reparação por sete anos no estaleiro argentino de Tandanor.

Fonte: noticiasaominuto

Brasil terá sistema nacional de localização de desaparecidos

Brasil terá sistema nacional de localização de desaparecidos

Para criar um sistema nacional de buscas integrado e desenvolver ações conjuntas para sistematizar procedimentos, comunicações e registros de notícias de pessoas desaparecidas ou vítimas de tráfico humano, com cruzamento de dados, foi assinado hoje (24) acordo de cooperação para a criação e expansão do Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos (Sinalid). O acordo foi feito entre o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

A gestão técnica do sistema será feita pelo Ministério Público do Rio, que implantou, em 2010, o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid).

Segundo o coordenador do Plid-RJ, André Luiz de Souza Cruz, o Ministério Público de São Paulo adotou o sistema em 2013 e o do Amazonas em 2015. Agora, com a assinatura do termo, o MP da Bahia também adere ao sistema e, segundo ele, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Sergipe já demonstraram interesse.

“Cada ministério público tem uma unidade do programa e trocamos informações em tempo real. Então, no momento em que se registra o desaparecimento de uma pessoa em outro estado, temos como localizar essa pessoa aqui. Existem causas policiais para o desaparecimento que devem ser tratadas pela polícia. Mas nem todas são policiais. Então, não faz sentido transferir a carga para a polícia se não é um processo investigatório que vai resolver aquele caso.”

De acordo com Cruz, a iniciativa consiste em complementar ao Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos não apenas de registro dos desaparecimentos funcionando como um mecanismo de busca das pessoas.

“Existem fluxos migratórios do Norte e Nordeste para o Rio de Janeiro e São Paulo e vice-versa. Então, não faz sentido manter essa busca em um único local sem troca de informação. O que faz as pessoas desaparecerem com muita frequência é a falta de fazer com que a informação circule. Às vezes, você tem uma pessoa de outro estado tirando uma carteira de habilitação no Rio de Janeiro, e a família procurando lá, e não sabe porque não existe essa intercomunicação”.

Cruz disse que o acordo de cooperação prevê a colaboração de agentes externos ao Ministério Público. Segundo ele, no Rio de Janeiro já existe a integração com alguns órgãos policiais e abrigos da prefeitura e que, apenas com o cruzamento de informações, o programa de localização de pessoas tem uma taxa de resolutividade de 38%, para uma média de 530 desaparecimentos por mês.

Para a promotora de Justiça Márcia Teixeira, que representou o Ministério Público da Bahia, a integração proporcionada pelo sistema é fundamental para resolver, por exemplo, casos de pessoas consideradas desaparecidas porque não dão notícias às famílias.

“Temos muitos idosos com Alzheimer nas casas asilares. A ideia é que a gente vá construindo políticas e tendo ideias a partir das experiências de outros estados, para fortalecer uma lógica mais uniforme da utilização desse sistema, que é de busca, não é só um cadastro. É um sistema muito rico em possibilidades de identificação de crianças que são encontradas na rua, de idosos, de pessoas com transtornos mentais, de pessoas que estão internadas nos hospitais, de você identificar com esses recursos”.

Representante da sociedade civil, Jovita Belfort, mãe de Priscila Belfort, desaparecida desde 2004, lembra que militou pela instalação da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) e que o novo sistema de localização de pessoas vem para complementar o trabalho policial e dar dignidade aos familiares “que passam por essa dor”.

“Isso é tudo o que a gente queria também, porque se você não tem um cadastro único e nacional, a coisa fica dividida. Se a Priscila for encontrada na Bahia, no Sergipe, no Rio Grande do Sul, se por acaso morreu lá, se não tem esse cadastro nacional, eu nunca vou saber. Vou procurar até morrer e não vai ter solução para o meu caso. Isso é só do Ministério Público, mas deveria ser muito maior, não adianta só criar, tem que ir alimentando, vendo diariamente. A família do desaparecido sofre muito, é pior do que a morte, a gente morre todo dia a noite e ressuscita todo dia de manhã. Eu já tenho 13 nos nessa luta, quem entra não sai nunca mais, porque a gente é tão carente de tanta coisa”.

De acordo com Márcia, em dois anos de funcionamento a DDPA conseguiu devolver 761 pessoas aos seus lares. Segundo estimativa do Ministério Público, cerca de 200 mil pessoas desaparecerem por ano no país.

Fonte: noticiasaominuto

 

Rebocador de balsa afunda após bater com navio no rio Amazonas; 9 estão desaparecidos

Rebocador de balsa afunda após bater com navio no rio Amazonas; 9 estão desaparecidos

Um comboio formado por um rebocador e nove balsas da empresa Bertolini afundou no rio Amazonas, próximo ao município de Óbidos, região oeste do Pará, depois de bater com um navio da Mercosul que seguia para Manaus, carregado de carga em container.

De acordo com a Capitania Fluvial de Santarém, no empurrador havia 11 pessoas, sendo 9 tripulantes e dois passageiros. Ao menos nove estão desaparecidas e duas conseguiram se salvar. Ainda segundo a Capitania, o rebocador seguia no sentido oposto quanto colidiu com o navio, por volta de 4h30 desta quarta-feira (2).

Uma equipe do Corpo de Bombeiros, incluindo mergulhadores, seguiu de Santarém para iniciar buscas aos desaparecidos. A Capitania Fluvial também seguiu com uma equipe para o local e informou que vai abrir um inquérito para investigar as causas do acidente.

O navio está parado no local do acidente com duas balsas presas na proa da embarcação. Outras balsas estão à deriva, segundo informou a Capitania Fluvial. O local do acidente fica cerca de uma hora de barco do porto de Óbidos.

Por telefone, o gerente da empresa Bertolini, Juraci Neri, responsável pelo rebocador e pelas balsas, infomou que enviou uma equipe ao local do acidente e que aguarda a abertura do inquérito que vai investigar o caso. O gerente disse ainda que a empresa vai colaborar com as investigações e que dará toda a assistência necessária as famílias dos envolvidos no acidente.

Fonte: g1/pa