Procuradoria da República no DF abre investigação sobre Lula e Dilma

A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu uma investigação sobre o suposto repasse de US$ 80 milhões do Grupo J&F aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff em contas no exterior (leia mais abaixo o que dizem Lula e Dilma).

O procedimento investigatório criminal foi instaurado após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin remeter à procuradoria trechos dos depoimentos de executivos da JBS. Lula e Dilma não têm direito ao chamado foro privilegiado.

Na delação premiada, Joesley Batista, dono da JBS, afirmou que, em 2009, foi criada uma conta para repasses a Lula, que totalizaram US$ 50 milhões. Em 2010, ainda de acordo com o delator, foi aberta outra conta, para enviar valores a Dilma, para a qual foram enviados US$ 30 milhões.

Os valores, segundo o delator, seriam contrapartida a um financiamento de R$ 2 bilhões, concedido em 2011, para a construção de uma fábrica da Eldorado Celulose.

O caso envolvendo o suposto repasse é investigado em Brasília em razão de suspeitas de desvios no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Segundo relatos de delatores da JBS, a empresa corrompeu políticos para ter incentivos fiscais e conseguir dinheiro no BNDES e em fundos de pensão.

O que dizem Lula e Dilma

À TV Globo, os advogados de Lula informaram que “só vão se manifestar quando tiverem acesso ao material e reiteram a inocência do ex-presidente Lula”.

Em nota divulgada na semana passada sobre o suposto repasse, a assessoria de Lula já havia declarado que é falso, leviano e até criminoso atribuir ao ex-presidente qualquer relação com uma conta que não é dele e da qual o ex-presidente nunca teve conhecimento.

Em nota divulgada na semana passada, a ex-presidente declarou ser “fantasiosa a versão de que ela seria beneficiária de uma conta na Suíça” e que Dilma “nunca recebeu qualquer benefício financeiro de Joesley Batista.”

TSE retoma em 6 de junho cassação da chapa Dilma/Temer

Temer rebate Dilma: ‘Os que se dizem fortes destruíram o país’

O julgamento das ações que pedem a cassação da chapa Dilma/Temer será retomado pelo Tribunal Superior Eleitoral no dia 6 de junho. A corte programou ainda outras três sessões para a análise do processo que vão ocorrer entre os dias 7 e 8 de junho.

O Palácio do Planalto esperava inicialmente que um pedido de vista de um dos integrantes da corte adiasse a votação do processo. A ideia era empurrar o caso até 2018. Mas, agora, diante de uma nova composição do TSE, interlocutores do presidente Michel Temer avaliam que a estratégia vai depender dos sinais do plenário do tribunal. Se houver segurança de que o peemedebista será mantido no cargo, a ideia é finalizar o quanto antes o processo. O ministro Napoleão Nunes Maia que antes indicava intenção de suspender a votação do processo já aponta que pode recuar.

Assessores de Temer calculam que o voto do relator do processo, ministro Herman Benjamin, será pela cassação do presidente e da ex-presidente Dilma Rousseff e esperam um duro voto, com fortes críticas. Temer e Dilma são acusados de abuso de poder político e econômico, além de que recursos de empresas da Lava Jato terem abastecido a campanha à reeleição.

Vários integrantes da corte já declararam publicamente que a questão da governabilidade deverá influenciar o julgamento.

Após Benjamin, serão tomados os votos dos ministros Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga, Tarcisio Vieira, Luiz Fux, Rosa Weber e Gilmar Mendes.

No julgamento, os sete ministros do TSE vão enfrentar três questões centrais:

1) Cassação; ou seja, se os elementos justificam ou não a perda do mandato de Temer. Os ministros vão avaliar se ele foi ou não eventualmente beneficiado pelos fatos narrados na ação;

2) Se cabe ou não separar a responsabilização de presidente e vice. A defesa de Temer alega que as contas das campanhas eram separadas e pedem a individualização das condutas. Por outro lado, os advogados de Dilma afirmam que as ações eram conjuntas e até custearam despesas do peemedebista. A jurisprudência do tribunal é pela indivisibilidade, mas os ministros dizem nos bastidores que os elementos probatórios vão pesar nessa questão;

3) Inelegibilidade dos dois políticos. Ou seja, ocorre se for comprovado que ele sabia de eventuais irregularidades apontadas.

ALEGAÇÕES

Em manifestação ao TSE, o Ministério Público Eleitoral defendeu a cassação da chapa, mas com punições diferentes para Temer e Dilma. Para o MP, Temer deve perder o cargo, mas preservaria seus direitos políticos, enquanto Dilma, além de cassada, ficaria inelegível pelos próximos oito anos. O MP avalia que os elementos do processo revelam que Dilma sabia do uso de caixa dois na campanha e financiamento irregular pela Odebrecht, sendo que não foram feitas implicações diretas a Temer.

Ao tribunal, o PT pediu o arquivamento das ações sob argumento de que Dilma sofreu impeachment no Congresso, tendo a ação perdido objeto. Assim como os petistas, a defesa de Temer requer a anulação dos depoimentos da Odebrecht e do publicitário João Santana e sua mulher, Mônica Moura, delatores da Lava Jato.

O PSDB, autor das ações, defendeu que Dilma fique inelegível, mas afirmou que não há razões para Temer perder o mandato.

Delatora diz que Dilma usou e-mail ‘fake’ para alertar sobre Lava Jato

'Golpe' deixou País nas mãos do único presidente denunciado por corrupção, diz Dilma

Ex-presidente teria usado artifício para alertar o casal de marqueteiro Monica Moura e João Santana

A marqueteira Mônica Moura afirmou em delação premiada que a ex-presidente Dilma Rousseff manteve contato com ela e com seu marido e sócio, João Santana, usando um e-mail fictício. A petista teria avisado o casal sobre a aproximação da Operação Lava Jato em direção a eles.

As informações são do blog da jornalista Andréia Sadi, da GloboNews. O e-mail teria sido criado em 2015 porque a ex-presidente queria manter um canal de comunicação seguro com os publicitários. Tanto Mônica quanto Dilma teriam a senha da conta.

A marqueteira afirma que a ex-presidente usava metáforas para se comunicar com o casal. Em uma das mensagens, teria dito que um amigo estava doente, em estado quase terminal, e que a mulher que sempre cuidou dele também estava doente.

O casal interpretou que os amigos doentes eram eles, e que a “doença” seria a investigação da Lava Jato. O computador que contém a mensagem teria sido entregue as investigadores. A delação do casal já foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal.

‘São muitos frágeis as provas contra Lula’, diz Dilma

'Golpe' deixou País nas mãos do único presidente denunciado por corrupção, diz Dilma

Ex-presidente diz que existe uma ‘extrema direita’ que quer controlar o país

A ex-presidente Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira em uma palestra em Washington o direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser candidato em 2018, afirmando que não se constrói uma liderança política da dia para a noite e que nenhum partido jogaria fora uma liderança que tem 40% dos votos. Mas Dilma disse que teme que “tentem alterar a regra do jogo” e tirar Lula das eleições.

– Se o Judiciário quiser afastá-lo, terá que pensar bastante, porque são muito frágeis as provas contra ele – disse.

Dilma afirmou ainda que algumas das decisões do Judiciário foram medidas de exceção, como a autorização da Justiça que permitiu a grampo de um presidente da República – autorizado pelo juiz Sergio Moro na investigação da Lava-Jato -, e que isso fere todo o Judiciário e a democracia. Dilma ainda criticou o vazamento seletivo e disse que recentemente houve o caso de “vazamento em tempo real” de um depoimento.

– Ninguém pode ser julgado pela mídia – disse ela.

Ela disse ainda que Lula continua com 40% das intenções de votos mesmo submetido a uma perseguição somente comparável à que teria sido vivida por Getúlio Vargas, Juscelino Kubitchek e João Goulart.

Ela ainda disse que a democracia está em risco no país, citando seu impeachment e casos que envolvem a investigação da Lava-Jato. Ela afirma que agora o Brasil tem uma extrema direita que quer controlar o país, mas que ela só pode fazer isso se ganhar eleições.

– Quando você faz um impeachment sem crime de responsabilidade você abre a caixa de monstros e normalmente os monstros devoram quem abre a caixa – disse a presidente na George Washington University, na capital americana.

A ex-presidente ainda fez críticas indiretas ao prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), e ao apresentador Luciano Huck, ao ser questionada sobre a possibilidade de não-políticos.

Ela criticou os que se elegem com a fama de bom gestor e empresário, pois disse que isso vai contra a origem da democracia, pois o empresário é reconhecido por defender bem os seus interesses e não o interesse de todos, que é a função do político. Falando sobre personalidades que pretendem ser eleitas, disse:

– Há pessoas que confundem auditório de show de mídia com programas sociais – disse.

E completou:

– Toda pessoa que é cidadã brasileira pode querer concorrer a tudo, não podemos impedir. O problema é votar em uma proposta que é pretensamente apolítica. Qualquer proposta apolítica é tecnocrata – disse

A ex-presidente citou o senador Aécio Neves, seu adversário na campanha de 2014 à Presidência:

– Abra a caixa dos monstros e você será devorada pelos monstros. Isso está ocorrendo com o senador Aécio Neves – disse ela.

Sobre Bolsonaro, afirmou que o que mais a chocou com a votação da abertura do processo de impeachment na Câmara dos deputados foi o voto do deputado, que elogiou o militar que a torturou.

– Isso não seria aceito em nenhum país do mundo – disse.

Segundo a ex-presidente, agora existe uma extrema direita no Brasil, algo que não havia antes, e que o mundo todo tem visto um processo de “financeirização” do processo político. Segundo ela, quando o sistema político falha, abre-se o espaço para a radicalização. Ela afirmou que aprova o combate à corrupção, mas que isso não pode ser utilizado de forma partidária ou política:

– Tirando os nossos, talvez o maior caso de corrupção tenha sido o sub-prime – disse ela, em referência à crise financeira americana de 2008.

Questionada ao fim do evento sobre as denúncias de caixa 2 em sua campanha, que foram confirmadas pelo marqueteiro João Santana, ela disse que não iria se pronunciar.

Fonte: oglobo.com

Marqueteiro João Santana afirma que mentiu para tentar manter Dilma no cargo

Marqueteiro João Santana afirma que mentiu para tentar manter Dilma no cargo

Ao ser preso em 2016, ele disse que dinheiro no exterior era de eleições em outros países; hoje, admitiu caixa 2 para ex-presidente, Haddad, Marta e Gleisi.

Em depoimento ao juiz Sergio Moro, que conduz a Operação Lava Jato na primeira instância, o publicitário João Santana admitiu nesta terça-feira que mentiu em seu primeiro interrogatório, em fevereiro de 2016, porque estava “atordoado” com a sua prisão e “preocupado” em manter a então presidente Dilma Rousseff (PT) no cargo — ela foi afastada do posto dois meses depois.

Na ocasião, ele disse que os recursos que recebera no exterior se referiam, “exclusivamente”, a pagamentos de campanhas feitas em outros países. Nesta terça-feira, ele mudou a versão: “Na época, [estava] ainda atordoado, um dia depois da prisão, e também preocupado com a própria estabilidade política e manutenção do cargo da presidente Dilma. Eu cometi o equívoco, eu menti para a Justiça sobre isso. Por isso, a primeira versão minha, que esses recursos eram todos de campanhas no exterior. Não estava mentindo de todo, porque boa parte dos recursos provinha disso”, disse Santana, que atuou em campanhas eleitorais em países da África e da America Latina. Ele foi preso na Operação Acarajé após os investigadores rastrearem depósitos da Odebrecht em uma conta sua aberta no Panamá e sediada na Suíça.

O marqueteiro também confirmou que recebeu pagamentos não declarados (caixa dois) em contas no exterior pela campanha presidencial de Dilma, em 2010. Além disso, ele relatou que foi remunerado por fora nas campanhas municipais dos também petistas Fernando Haddad, em São Paulo, e Patrus Ananias, em Belo Horizonte, em 2012; e de Marta Suplicy (hoje no PMDB), em São Paulo, e Gleisi Hoffmann, em Curitiba, em 2008. Os repasses teriam sido feitos pela empreiteira Odebrecht por intermediação do ex-ministro da Casa Civil e da Fazenda Antônio Palocci.

Esta foi a primeira vez que o ex-marqueteiro do PT prestou depoimento ao juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba na condição de delator — ele fechou acordo de colaboração premiada com Procuradoria-Geral da República (PGR), que foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 4.

A Moro, ele deu detalhes de como começou a trabalhar para a campanha (vitoriosa) à reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. Segundo ele, em agosto de 2005, logo após o estouro do escândalo do mensalão, ele foi convidado a ir a Brasília para uma conversa com o então presidente Lula. “Encontrei ele num momento fragilizado. Ele me convidou para saber se poderia ajudá-lo nesse momento. Eu disse que sim. E ele me disse: ‘Olha, qualquer detalhe mais burocrático, o Palocci depois conversa com você”, contou Santana.

Na mesma noite, segundo o seu depoimento, ele avisou o então ministro da Fazenda que esperava receber os pagamentos de forma legal, principalmente após os desdobramentos do mensalão que atingiram o seu ex-sócio, o marqueteiro Duda Mendonça. Em maio de 2006, no entanto, ele teria recebido o seguinte recado de Palocci: “Infelizmente, não vai poder ser tudo com recursos contabilizados, por causa das dificuldades naturais, da cultura existente, mas nós temos uma empresa que dá total garantia para fazer o pagamento. Você deve conhecer. É a Odebrecht, [empresa] baiana”, detalhou o marqueteiro, natural de Feira de Santana, na Bahia. Nas planilhas apreendidas com a empreiteira, os pagamentos associados a ele aparecem com o codinome “Feira” — esta informação também foi confirmada no interrogatório de hoje.

Nas considerações finais, o marqueteiro disse a Moro que recebia o dinheiro ilícito com a consciência limpa porque havia criado um “duplo escudo mental”, de dizer a si mesmo que o caixa dois era uma “doutrina do senso comum” e que ganhava pelo seu “trabalho honesto”. “Eu construí esse equívoco para mim mesmo sem perceber que, ao fazer isso, eu estava sendo cúmplice de um sistema eleitoral corrupto e negativo. Não estou demagogicamente dizendo que sou vítima, não, fui agente disso”, afirmou ele.

Antes de Santana, quem falou com Moro foi a sua mulher, Mônica Moura, sua sócia na empresa de marketing político, a Polis, e responsável pela área financeira da companhia. Ao juiz, ela disse que “em todas as campanhas políticas” que o casal atuou houve pagamento de caixa dois.”Sempre trabalhamos com caixa dois. Em todas as campanhas. Não acredito que exista um marqueteiro no Brasil que trabalhe só com caixa um”, disse ela, dando como exemplo, inclusive, a campanha presidencial de Dilma em 2014.

Ela também explicou que os valores eram pagos em espécie — “em malas e mochilas entregues em hotéis e flats. Assim como a gente recebia em caixa 1 e 2, a gente também gastava em caixa 1 e 2” — e que “todos os candidatos” sabiam dos pagamentos por fora. “Posso lhe dizer com segurança que todos eles sabiam dos valores exatos e de quanto estavam nos pagando e de quanto era o pagamento”, respondeu ela ao ser indagada por Moro se os políticos tinham conhecimento da prática ilícita.

A assessoria da ex-presidente Dilma Rousseff informou que não se pronunciará por enquanto sobre o depoimento de João e Mônica Moura e que deve divulgar uma nota nesta quarta-feira. Procurados, as senadoras Marta Suplicy (PMDB-SP), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) não foram encontradas. Em ocasiões anteriores, eles negaram as acusações e reiteraram que as doações às campanhas foram feitas de acordo com a legislação eleitoral.

Fonte: veja.com

Odebrecht pediu intervenção da equipe Dilma para liberar presos

Marcelo Odebrecht diz que chegou a alertar assessores próximos da então presidente sobre os riscos das delações dos executivos da OAS e UTC.

Ex-presidente de uma das maiores empreiteiras do país, Marcelo Odebrecht admitiu ao Ministério Público Federal (MPF) que tentou interferir pessoalmente junto ao Planalto nos desdobramentos da operação Lava Jato. Em seu depoimento aos procuradores responsáveis pelo caso, ele afirmou ter procurado pessoas próximas da então presidente da República, Dilma Rousseff, com o objetivo de convencê-la a agir pela liberação dos executivos das empresas OAS e UTC, presos pela Polícia Federal no âmbito da operação.

A delação de Marcelo Odebrecht teve o sigilo quebrado semana passada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. O executivo revelou ao Ministério Público que procurou o então assessor especial de Dilma Rousseff Giles Azevedo, além de Sigmaringa Seixas, ex-conselheiro da seção DF da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), ex-deputado federal e conselheiro informal da ex-presidente da República.

Queria ajuda do Planalto para libertar os amigos executivos, e evitar que eles firmassem acordo de delação premiada com o Ministério Público.

“Teve uma questão logo no início que a gente procurou o Giles e Sigmaringa Seixas para alertar eles (sic): ‘Olha, o pessoal da OAS e UTC está preso, se vocês não encontrarem uma maneira de ajudar na libertação deles, os caras vão acabar fazendo delação”, contou Marcelo Odebrecht aos procuradores. A reunião teria ocorrido em 17 de novembro de 2014 no escritório Sigmaringa, em Brasília. Mas, segundo Odebrecht, sua tentativa não surtiu efeito.

Fonte: metrópoles.com

Pedidos de Janot colocam Dilma na mira da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba

Dilma diz que investigadores já sabiam quem era Temer

Petições encaminhadas à Justiça Federal do Paraná envolvem Cunha, Skaf e petistas.

A Justiça do Paraná receberá pelo menos 38 pedidos de investigação com base nas delações da Odebrecht. Os 211 declínios de competência dos casos enviados pela Procuradoria-Geral da República a outras instâncias devem colocar pela primeira vez a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) sob a mira dos procuradores da força-tarefa de Curitiba e do juiz Sérgio Moro. Dilma será investigada por suposto favorecimento ao grupo Tractebel-Suez na licitação da Usina Hidrelétrica de Jirau que, em conjunto com a Usina Hidrelétrica Santo Antônio, fez parte do Projeto Madeira. As duas usinas foram construídas no Rio Madeira, em Rondônia. Lula, por sua vez, teve mais cinco solicitações de inquéritos encaminhadas a Moro, inclusive uma que responde junto com seu filho, Luis Cláudio.

Ex-prefeitos petistas e ex-ministros de Dilma, Fernando Haddad, de São Paulo, Luiz Marinho, de São Bernardo do Campo, e o ex-ministro Alexandre Padilha também tiveram pedidos de inquéritos endereçados a Curitiba. Os donos da Odebrecht, Emilio e Marcelo Odebrecht, relataram em delação terem negociado com Lula o pagamento de caixa 2 para a campanha de Haddad à prefeitura da capital paulista, em 2012.

O processo com o nome de Dilma se refere a um pagamento de R$ 630 mil da empreiteira para a contratação de uma empresa de marketing para assessorar o filho do petista num projeto que pretendia criar uma liga nacional de futebol americano. Em troca, Lula ajudaria Emílio Odebrecht na interlocução com a ex-presidente Dilma, a quem Emílio se referia como “pessimista em tudo”.

Já os pagamentos via caixa 2 para a campanha de Haddad foram destinados ao marqueteiro João Santana. Este também será alvo de mais uma investigação no Paraná. O marqueteiro ainda responde a dois processos na Justiça de Curitiba. Ele já foi condenado por Moro junto com sua mulher Mônica Moura a oito anos de prisão por lavagem de dinheiro. O casal recebeu propina da Petrobras numa conta não declarada na Suíça. O dinheiro seria parte de pagamento de uma dívida de R$ 10 milhões da campanha presidencial de Dilma Rousseff, em 2010, não declarada à Justiça Eleitoral — o chamado “caixa 2”. Contudo, devem ter as condenações abrandadas já que firmaram delação premiada, no início do mês.

Fonte: oglobo.com

Marcelo Odebrecht tentou barrar Lava Jato e ameaçou Dilma, diz delator

Marcelo Odebrecht tentou barrar Lava Jato e ameaçou Dilma, diz delator

Empresário teria enviado mensagens dizendo que revelaria documentos sobre repasses ao caixa dois em 2014, caso investigações prosseguissem.

“Ela cai, eu caio”. A frase é atribuída a Marcelo Odebrecht pelo ex-diretor da construtora João Nogueira, durante depoimento a investigadores da operação Lava Jato, e se refere à ex-presidente Dilma Rousseff.

De acordo com o delator, o proprietário da empresa tentou barrar a força-tarefa, inclusive solicitando que o governo da então presidente nomeasse um interlocutor para tratar diretamente com a empreiteira.

João Nogueira afirmou que Marcelo ameaçou, por meio de mensagens, revelar documentos sobre repasses ao caixa dois da campanha de 2014, na qual Dilma e Temer se reelegeram. As provas dessas conversas estão com os investigadores.

O delator ainda contou que o empresário se encontrou com o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), logo após a reeleição da petista, em Belo Horizonte.

“A intenção dele, ao encontrar com o Pimentel, era passar mensagem à presidente Dilma, porque era notório que o Pimentel era muito próximo dela. Essa mensagem eu entendi que era a comprovação por meio de documentos que contribuições com recursos não contabilizados tinham sido de fatos realizados à campanha dela, de 2014. Com isso, Marcelo Odebrecht pretendia pressioná-la a tomar providências bastante mais contundentes”, declarou o ex-diretor. “Eram tempos já desesperadores”, acrescentou.

O próprio Marcelo Odebrecht, no fim de 2014, teria se reunido com Dilma para cobrar providências em relação à Lava Jato. Segundo Nogueira, Dilma demonstrou preocupação por entender que não estava “blindada”.

O site Congresso em Foco revela que, entre outros assuntos, Marcelo queria que o Planalto intercedesse para que uma reclamação da empreiteira Engevix contra o juiz Sérgio Moro fosse aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), retirando do magistrado paranaense a condução das investigações – o que acabou não ocorrendo.

Tanto Dilma quanto Pimentel negam ter tentado atrapalhar as investigações e qualquer envolvimento com as irregularidades.

Fonte: noticiasaominuto

“Foi uma obrigação da candidatura Dilma de bancar seus partidos”, disse Marcelo sobre compra da base

“Foi uma obrigação da candidatura Dilma de bancar seus partidos”, disse Marcelo sobre compra da base

Ex-presidente da Odebrecht e outros dois delatores da empreiteira na Lava Jato detalharam a doação via caixa 2 a legendas da coligação que reelegeu a petista em 2014.

Em depoimentos no âmbito do acordo de delação premiada, os executivos Marcelo Odebrecht, Fernando Reis e Alexandrino Alencar detalharam a doação via caixa 2 a partidos que integraram a coligação que elegeu a presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014, a pedido do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. “Foi uma obrigação da candidatura Dilma de bancar em certo montante para seus partidos”, disse Marcelo, herdeiro e ex-presidente do grupo que leva seu sobrenome.

Mantega apresentou uma lista de partidos aliados para que a empreiteira comprasse o tempo de TV das siglas e consolidasse a formação da coligação ‘Com a Força do Povo’. Os valores, que oscilaram entre R$ 4 milhões e R$ 7 milhões, foram repassados para o PCdoB, Pros, PDT, PRB e o PP, segundo as informações do ex-presidente da Odebrecht Ambiental Fernando Reis.

“O Guido veio com pedido adicional da campanha. (…) Até então para a campanha eu já tinha feito a doação oficial, já tinha feito a doação oficial para o PT que deu para ela (campanha da Dilma) e já tinha acertado pagamentos para João Santana. Aí ele (Mantega) veio com pedido adicional”, disse Marcelo aos procuradores.

O ex-ministro da Fazenda sugeriu o pagamento a partidos que iriam compor a base e depois realizou inclusive a cobrança. “Eu estava indo para a minha casa, passando pela Avenida Morumbi, e eu recebi uma ligação do Guido falando ‘Marcelo, você já fez aqueles…?’. Eu falei: ‘não dá ainda, você acabou de me pedir e não deu’”, disse.

O pedido inicial era de R$ 57 milhões para os partidos da base, mas posteriormente o valor foi reduzido. Tudo foi feito via caixa dois. Marcelo Odebrecht não conversou com os dirigentes partidários sobre a doação, mas orientou diretores do grupo a fazerem os contatos. “Mas aí sim a pessoa (diretor) ia e dizia (ao político): ‘a pedido do Edinho (Silva), aquele compromisso que vocês tinham está sendo cumprido através da gente’”, narrou Marcelo.

O pedido e os repasses foram combinados em junho de 2014. Fernando Reis disse que recebeu uma mensagem de Marcelo Odebrecht para que procurasse Alexandrino Alencar, então diretor de relações institucionais da construtora.

“Tinha havido uma reunião entre o então ministro Guido Mantega com o Marcelo, onde o ministro dizia que eles precisavam selar a coligação Com a Força do Povo com determinados partidos. Eles queriam selar e garantir que fariam parte da coligação, através da compra do tempo de televisão desses partidos”, declarou Fernando Reis. “Isso significaria que nós teríamos de fazer doações de caixa 2 para esses determinados partidos, por valores estabelecidos na conversa do ministro com o Marcelo, algo entre R$ 4 milhões e R$ 7 milhões para cada um desses partidos”.

Marcelo teria escolhido Fernando para atuar nos repasses ilegais por conta de sua relação com ex-ministro Carlos Lupi, presidente do PDT. “Eu tinha relação com ele, era o ponto de contato da Odebrecht com o PDT”, disse Reis.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Ao TSE, Marcelo Odebrecht diz que Dilma sabia de todas as doações por caixa 2

Marcelo Odebrecht tentou barrar Lava Jato e ameaçou Dilma, diz delator

Empreiteiro revelou que pagou R$ 50 milhões à campanha do PT como ‘contrapartida’ a aprovação de MP em 2009; Dilma chamou declarações de ‘levianas’ e exigiu que empresário comprove.

O empresário Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira Odebrecht, afirmou em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no início de março que a ex-presidente Dilma Rousseff sabia da “dimensão” das doações por meio de caixa 2 feitas pela empresa à campanha da petista à reeleição.

A informação foi divulgada pelo site “O Antagonista” e confirmada posteriormente pela TV Globo.

O executivo falou ao TSE como testemunha nas ações que tramitam no tribunal pedindo a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer por suposto abuso de poder político e econômico na eleição presidencial de 2014.

Em nota, a ex-presidente Dilma negou as informações, chamou a declaração de “leviana” e pediu que o empresário comprove o que disse ao tribunal (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem).

Ao ser questionado pelo juiz auxiliar Bruno César Lorencini sobre se teria conversado com Dilma a respeito da campanha de 2014, Marcelo Odebrecht negou.

Ele, porém, disse que a então presidente e candidata à reeleição sabia da “dimensão” das doações e que os pagamentos não constavam da prestação de contas do PT.

“A Dilma sabia da dimensão da nossa doação, e sabia que nós éramos quem doá… quem fazia grande parte dos pagamentos via caixa dois para [o marqueteiro] João Santana. Isso ela sabia”, disse Odebrecht no depoimento.

Questionado novamente sobre as doações, dessa vez pelo ministro Herman Benjamin, Marcelo Odebrecht afirmou:

“O que Dilma sabia era que a gente fazia, tinha uma contribuição grande – a dimensão da nossa contribuição era grande, ela sabia disso – e ela sabia que a gente era responsável por muitos pagamentos para o João Santana. Ela nunca me disse que sabia que era caixa 2, mas é natural, é só fazer uma… ela sabia que toda aquela dimensão de pagamentos não estava na prestação do partido”, disse o empresário.

Ele reiterou, em outro momento do depoimento, que nunca ouviu de Dilma que ela sabia que os repasses eram feitos de forma irregular.

“Eu não sei especificar o momento em que eu tive essa conversa com ela, mas isso sempre ficou evidente, é que ela sabia dos nossos pagamentos para o João Santana. Isso eu não tenho a menor dúvida”, complementou.

Lula e Palocci

Marcelo Odebrecht afirmou no depoimento que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro da Casa Civil Antônio Palocci foram os responsáveis por arrecadar dinheiro para a campanha de Dilma Rousseff à Presidência em 2010.

Durante o depoimento, o empreiteiro narrou que, a partir de 2011, quando Dilma já exercia seu primeiro mandato, a petista passou a tratar da “relação” do PT com a Odebrecht.

Antes, segundo ele, quem cuidava da arrecadação para o partido era Palocci e, durante a campanha de 2010, Lula.

“Ela [Dilma] começou a cuidar, digamos assim, da relação – porque 2010 ela praticamente nem olhou as finanças, acho que todos os pedidos de doação foram feitos por Lula, Palocci, ela nem se envolvia em 2010”, afirmou o ex-presidente da Odebrecht.

Em nota (leia a íntegra ao final desta reportagem), o Instituto Lula informou que o ex-presidente “jamais solicitou qualquer recurso indevido para a Odebrecht ou qualquer outra empresa para qualquer fim”.

Campanha à reeleição

No depoimento, Marcelo Odebrecht disse ao ministro que “inventou” a campanha de Dilma à reeleição em 2014. Como exemplo, disse que os valores a serem doados para a equipe da petista foram definidos por ele.

“A campanha presidencial de 2014, ela foi inventada primeiro por mim, tá? E… eu não me envolvi na maior parte das demais campanhas, mas a… a eleição presidencial foi… eu conheço ela… os valores foram definidos por mim”, afirmou o empresário.

Além disso, Odebrecht afirmou que em 2014 a ex-presidente orientou a empresa a concentrar todos os recursos que seriam doados ao PT para a campanha dela à reeleição.

O empresário disse, porém, que, antes disso, Dilma nunca havia pedido “nada para ela”.

Segundo ele, em uma conversa com Guido Mantega, o ex-ministro relatou a ele: “Marcelo, a orientação dela [Dilma] é que todos os recursos de vocês vão para a campanha dela. Você não vai mais doar para o PT, você só vai doar para a campanha dela, basicamente para as necessidades da campanha dela: João Santana, Edinho Silva ou esses partidos da coligação”.

Contrapartida

Em outro trecho do depoimento, ele disse que a empresa doou R$ 150 milhões à chapa Dilma-Temer na eleição de 2014, mas não precisou quanto do valor foi doado por meio do caixa oficial e quanto entrou via caixa dois.

“Cento e cinquenta [milhões]. […] Nós tínhamos uma relação intensa com o governo. Essa relação intensa, ela gerava também a expectativa de que a gente fosse um grande doador. Então, eu, para não ser pego de calças curtas, eu sempre tentava negociar com meus empresários um valor que, na hora que viesse essa demanda do governo, eu tivesse, da parte deles, uma segurança de que esse recurso haveria”, explicou o empresário.

Desse valor, segundo o depoimento, R$ 50 milhões seriam uma “contrapartida específica” à aprovação em 2009, pelo Congresso, de uma medida provisória que beneficiava diversas empresas do setor.

A medida provisória 470/2009, conhecida como MP do Refis, foi editada pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Nesse caso desses cento e cinquenta, tem um detalhe específico que é o seguinte: cinquenta milhões, desses cento e cinquenta, de fato, veio em cima de um pedido, de uma contrapartida específica, de um tema que é de 2009. Então, em 2009, houve, de fato, para esse caso, uma contrapartida específica para a aprovação de um projeto de lei que atendia a várias empresas. E esses cinquenta milhões vieram com um pedido para a campanha de dois mil e dez. Só que acabou não indo para a campanha de 2010, não sendo utilizado na campanha de 2010, e acabou sendo utilizando na campanha de dois mil e quatorze”, afirmou.

Segundo Odebrecht, o acerto para a doação de R$ 50 milhões foi feito diretamente com o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

O empresário disse que Mantega era o responsável no governo Dilma por tratar de doações com as empresas. Antes, durante o governo Lula, o responsável por tratar de pagamentos ao governo e ao PT era o também ex-ministro Antônio Palocci, de acordo com Marcelo Odebrecht.

“Então, você estava no meio de negociação para discurtir Refis, várias empresas. Eu não sei que tipo de abordagem eles fizeram com as outras empresas, não tenho conhecimento. Sei que, no meu caso específico, em… em uma dessas reuniões, acho – porque eu tinha reuniões com outras empresas, eu tinha algumas reuniões a sós – em uma delas, ele [Guido Mantega] anotou no papel e disse: ‘Olha, Marcelo, eu tenho a expectativa de que você contribua para a campanha de 2010 com cinquenta milhões’. Isso foi com o Guido”, disse.

De acordo com o ex-presidente da Odebrecht, o valor acabou ficando para 2014 porque, segundo ele, Mantega só se envolveu diretamente e passou a solicitar recursos para o PT a partir de 2011, “quando o Palocci saiu da Casa Civil”.

“Até então, era com o Palocci a maior parte dos pedidos que tinha o PT”, complementou.

Conta do PT na Odebrecht

No depoimento, Marcelo Odebrecht disse que o PT tinha uma conta corrente na empreiteira que era utilizada, inclusive, para pagamentos que deveriam ser feitos ao marqueteiro João Santana.

De acordo com o empresário, a conta foi administrada inicialmente pelo ex-ministro Antônio Palloci e, em um segundo momento, por Guido Mantega.

Segundo Odebrecht, a conta, embora administrada por petistas, tinha como principal objetivo atender às necessidades da Presidência da República, primeiro de Lula e depois de Dilma.

“Quando eu digo PT é com a Presidência, quer dizer, Guido… Não tinha envolvimento, não tinha nada a ver com a relação dos meus outros empresários – certo? – com o PT. Não tinha relação, por exemplo, com o [João] Vaccari, algumas vezes a pedido de Palocci ou Guido, a gente ajudou o Vaccari a fechar a conta do PT. Mas o Vaccari foi e pediu para eles, eles me pediram e eu autorizei, porque saiu da conta. Mas não tinha relação [com o PT]”, disse no depoimento.

‘Amigo’

De acordo com a reportagem do “Antagonista”, confirmada pela TV Globo, documentos apresentados pela Odebrecht ao TSE apontam que houve movimentação financeira na conta corrente mantida pela empreiteira e vinculada ao PT.

A movimentação teria sido feita entre outubro de 2013 e março de 2014 pelo ex-presidente Lula.

Em uma planilha enviada ao tribunal, há três codinomes vinculados à conta: “Itália”, “Amigo”, e “Pós Itália”. Segundo Marcelo Odebrecht, os codinomes se referiam, respectivamente, a Antônio Palocci, Lula e Guido Mantega.

Na planilha, há dados sobre o saldo em 22 de outubro de 2013, que era de R$ 71 milhões. Em 31 de março de 2014, o saldo da conta era de R$ 66 milhões.

A assessoria de Lula diz que o ex-presidente “não tem nenhuma relação com qualquer planilha na qual outros se referem a ele como ‘amigo’, que essa planilha nem esse apelido são de sua autoria ou do seu conhecimento.”

Doação para instituto

Além dos depoimentos, os ex-executivos entregaram documentos ao TSE para ilustar o que relataram ao ministro.

Em um desses documentos, disponibilizado pelo ex-diretor do Departamento de Operações Estruturadas Hilberto Mascarenhas, há o registro de uma doação de R$ 4 milhões da Odebrecht, feita em 2014. Ao lado do valor da doação, aparece escrito: “Doação Instituto 2014!”.

A reportagem do “Antagonista” afirma que o valor foi destinado ao Instituto Lula, entidade que representa o ex-presidente.

O departamento que era chefiado por Mascarenhas ficou conhecido como setor de propinas da Odebrecht.

Em nota, o Instituto Lula informou que todas as doações, incluindo as da Odebrecht, foram “devidamente registradas, com os nomes das empresas doadoras e com notas fiscais emitidas”. Além disso, as notas “foram entregues para a Receita Federal em dezembro de 2015 e já tornadas públicas há mais de 1 ano”.

O que disseram os citados

Dilma Rousseff

Leia a íntegra da nota divulgada pela assessoria de imprensa de Dilma:

NOTA À IMPRENSA

Não adianta lançarem novas mentiras contra Dilma Rousseff
A respeito de informações publicadas nesta quinta-feira, 23, sobre um supostas declarações, avisos e afirmações atribuídas ao empresário Marcelo Odebrecht, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff esclarece:

1. A ex-presidenta Dilma Rousseff não tem e nunca teve qualquer relação próxima com o empresário Marcelo Odebrecht, mesmo nos tempos em que ela ocupou a Casa Civil no governo Lula.

2. É preciso deixar claro: Dilma Rousseff sempre manteve uma relação distante do empresário, de quem tinha desconfiança desde o episódio da licitação da Usina de Santo Antônio.

3. Dilma Rousseff jamais pediu recursos para campanha ao empresário em encontros em palácios governamentais, ou mesmo solicitou dinheiro para o Partido dos Trabalhadores.

4. O senhor Marcelo Odebrecht precisa incluir provas e documentos das acusações que levanta contra a ex-presidenta da República, como a defesa de Dilma solicitou – e teve negado os pedidos – à Justiça Eleitoral. Não basta acusar de maneira leviana.

5. É no mínimo estranho que, mais uma vez, delações sejam vazadas seletivamente, de maneira torpe, suspeita e inusual, justamente no momento em que o Tribunal Superior Eleitoral, órgão responsável pelo processo que analisa a cassação da chapa Dilma-Temer, está prestes a examinar o relatório do ministro Herman Benjamin.

6. Espera-se que autoridades judiciárias, incluindo o presidente do TSE, Gilmar Mendes, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, venham a público cobrar a responsabilidade sobre o vazamento de um processo que corre em segredo de Justiça.

7. Apesar das levianas acusações, suspeitas infundadas e do clima de perseguição, criado pela irresponsável oposição golpista desde novembro de 2014 – e alimentada incessantemente por parcela da imprensa – Dilma Rousseff não foge da luta. Vai até o fim enfrentando as acusações para provar o que tem reiterado desde antes do fraudulento processo de impeachment: sua vida pública é limpa e honrada.

ASSESSORIA DE IMPRENSA

DILMA ROUSSEFF

Luiz Inácio Lula da Silva

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo Instituto Lula:

O ex-presidente Lula teve seus sigilos fiscais e telefônicos quebrados, sua residência e de seus familiares sofreu busca e apreensão há mais de um ano, mais de 70 testemunhas foram ouvidas em processos e não foi encontrado nenhum recurso indevido para o ex-presidente.

Lula jamais solicitou qualquer recurso indevido para a Odebrecht ou qualquer outra empresa para qualquer fim e isso será provado na Justiça. Lula não tem nenhuma relação com qualquer planilha na qual outros se referem a ele como “amigo”, que essa planilha nem esse apelido são de sua autoria ou do seu conhecimento, por isso não lhe cabe comentar depoimento sob sigilo de justiça vazado seletivamente e de forma ilegal.

Todas as doações para o Instituto Lula, incluindo as da Odebrecht estão devidamente registradas, com os nomes das empresas doadoras e com notas fiscais emitidas, foram entregues para a Receita Federal em dezembro de 2015 e já tornadas públicas há mais de 1 ano.

Odebrecht

Leia abaixo a íntegra da nota da Odebrecht:

A Odebrecht não se manifesta sobre o teor de eventuais depoimentos de pessoas físicas, mas reafirma seu compromisso de colaborar com a Justiça. A empresa está implantando as melhores práticas de compliance, baseadas na ética, transparência e integridade.

Guido Mantega e Antônio Palocci

A defesa de Guido Mantega e de Antônio Palocci disse que não vai cometer a “leviandade” de comentar trechos de depoimentos sem conhecer a íntegra do que foi dito ao TSE.

Fonte: g1.com