Trump muda discurso e estende medidas de isolamento social até o fim de abril

Político - https://politico.painelpolitico.com

Presidente americano vinha dizendo que pretendia ‘reabrir’ o país na Páscoa, em três semanas; EUA têm mais de 130 mil casos

Em uma entrevista coletiva marcada por dados sobre tratamentos para enfrentar o coronavírus, equipamentos e algumas discussões com repórteres, o presidente Donald Trump parece ter aceitado que a ideia de “abrir os EUA” até a Páscoa, que ele vinha cogitando desde a semana passada, não é plausível.

Falando no Rose Garden, ao invés da habitual sala de imprensa, Trump anunciou que as recomendações do governo federal para o distanciamento social serão ampliadas pelo menos até 30 de abril — até há poucos dias, o presidente não escondia seu desejo de afrouxar essas regras depois de 12 de abril, apesar de especialistas, incluindo da força-tarefa da Casa Branca, afirmarem que isso não era recomendável. As medidas recomendadas pelo governo federal dos EUA, e que vêm sendo impostas obrigatoriamente por alguns estados do país, são de que as pessoas fiquem em suas casas e não se reúnam em grupos de mais de 10 pessoas.

Trump afirmou  que o pico da doença deve ocorrer “nas próximas duas semanas”, ou seja, justamente no período que ele antes via como o provável para essa reabertura do país.

— Nada seria pior do que declarar vitória antes que essa vitória seja obtida — admitiu o presidente americano neste domingo.

Donald Trump durante entrevista coletiva na Casa Branca Foto: JIM WATSON / AFP

Ele ainda espera que haja uma redução no número de casos e mortes até o começo de junho, quando o país poderia vislumbrar o início de algum retorno à normalidade. Ele também disse esperar não ser necessário estender novamente as medidas de distanciamento social.

Os EUA têm quase 140 mil casos confirmados, com 2.300 mortes. Mais cedo, o epidemiologista Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, havia estimado que o coronavírus pode deixar até 200 mil mortos e “milhões de casos” no país. Fauci, por sinal, foi apontado por comentaristas na imprensa americana como o grande responsável por convencer o presidente a mudar de rumo. Na coletiva de sexta-feira, Trump sinalizou que iria tomar suas decisões com base em especialistas. Neste domingo, considerou ainda que, se os EUA conseguirem deixar a taxa de mortalidade dentro ou abaixo do previsto, será um sinal de que “um trabalho muito bom foi feito”.

Aos jornalistas, com quem teve algumas rusgas, falou também sobre tratamentos que estão sendo feitos com pacientes, especialmente em Nova York, cidade com o maior número de infecções e mortes. Ele voltou a dizer que os EUA estão realizando mais testes “do que qualquer país no mundo” e anunciou a aprovação de um kit de testagem capaz de dizer se uma pessoa está ou não com o coronavírus em até cinco minutos. O Globo

Bolsonaro mentiu sobre reabertura de estabelecimentos nos EUA, nesta quarta

Político - https://politico.painelpolitico.com

Declaração foi feita pelo presidente Jair Bolsonaro durante entrevista coletiva pela manhã

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na manhã desta quarta-feira (25), em entrevista coletiva, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende reabrir os estabelecimentos do país nesta data. A afirmação é #FAKE.

Em entrevista coletiva na frente do Palácio do Alvorada, Bolsonaro, por duas vezes, afirmou que Trump pretendia reabrir o país nesta quarta-feira e o usou como exemplo para justificar sua defesa do “isolamento vertical”.

“Ontem, ouvi um relato, das palavras do presidente Trump, dos Estados Unidos, tá numa linha semelhante à minha. Obviamente, um país bem mais poderoso do que nós, um país que tem uma cultura diferente, uma educação diferente da nossa e, pelo que tudo indica, ele vai abrir, a partir de hoje, reabrir, né, os postos de trabalho”

A declaração é #FAKE. Veja o porquê: Trump afirmou, na terça (24), que gostaria que a reabertura do país ocorresse até a Páscoa. Em pronunciamento, o presidente americano agradeceu “ao povo americano pelo enorme sacrifício que está fazendo”. “Eu quero encorajar todo mundo a continuar seguindo nossas orientações de distanciamento social.” Os Estados Unidos são o terceiro país no mundo com o maior número de casos, atrás apenas da Itália e da China.

A declaração completa de Trump sobre a reabertura do país foi: “Finalmente, nosso objetivo é relaxar as regras e abrir as coisas em grande parte do nosso país na medida em que nos aproximarmos do fim de nossa histórica batalha contra esse inimigo invisível, que já vem há algum tempo, mas vamos vencer. Eu disse hoje mais cedo que espero que consigamos fazer isso até a Páscoa. Acho que seria uma grande coisa para o país”, afirmou o presidente americano.

Ou seja, nem mesmo certeza de que conseguirá abrir até a Páscoa, um domingo, 12 de abril, Trump deu.

Em outro momento da coletiva, o presidente Jair Bolsonaro foi questionado por um repórter se ele não estava tomando uma medida até mais radical do que seu colega americano ao defender a flexibilização da quarentena. O diálogo foi o seguinte:

Repórter: Presidente, o próprio presidente Trump colocou que gostaria de reabrir o país até a Páscoa, 12 de abril. O senhor não acha que está tomando uma medida até mais radical do que a que o Presidente Trump defendeu?

Bolsonaro: O Trump tá pra abrir a partir de hoje… é o que… eu… fiquei sabendo…

Repórter interrompe: Ele falou Páscoa, que gostaria Páscoa, 12 de abril, presidente.

Bolsonaro: Tudo bem, cara, o vírus se espalhou no país em datas diferentes, como na China começou lá, na verdade, em novembro, né?

O repórter ainda tenta questionar o presidente mais uma vez, que grita mais alto, muda de assunto e passa a falar da cloroquina, medicamento cujo uso para tratar a Covid-19 ainda é experimental.

Com G1

Bolsonaro mentiu sobre reabertura de estabelecimentos nos EUA, nesta quarta

Político - https://politico.painelpolitico.com

Declaração foi feita pelo presidente Jair Bolsonaro durante entrevista coletiva pela manhã

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na manhã desta quarta-feira (25), em entrevista coletiva, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende reabrir os estabelecimentos do país nesta data. A afirmação é #FAKE.

Em entrevista coletiva na frente do Palácio do Alvorada, Bolsonaro, por duas vezes, afirmou que Trump pretendia reabrir o país nesta quarta-feira e o usou como exemplo para justificar sua defesa do “isolamento vertical”.

“Ontem, ouvi um relato, das palavras do presidente Trump, dos Estados Unidos, tá numa linha semelhante à minha. Obviamente, um país bem mais poderoso do que nós, um país que tem uma cultura diferente, uma educação diferente da nossa e, pelo que tudo indica, ele vai abrir, a partir de hoje, reabrir, né, os postos de trabalho”

A declaração é #FAKE. Veja o porquê: Trump afirmou, na terça (24), que gostaria que a reabertura do país ocorresse até a Páscoa. Em pronunciamento, o presidente americano agradeceu “ao povo americano pelo enorme sacrifício que está fazendo”. “Eu quero encorajar todo mundo a continuar seguindo nossas orientações de distanciamento social.” Os Estados Unidos são o terceiro país no mundo com o maior número de casos, atrás apenas da Itália e da China.

A declaração completa de Trump sobre a reabertura do país foi: “Finalmente, nosso objetivo é relaxar as regras e abrir as coisas em grande parte do nosso país na medida em que nos aproximarmos do fim de nossa histórica batalha contra esse inimigo invisível, que já vem há algum tempo, mas vamos vencer. Eu disse hoje mais cedo que espero que consigamos fazer isso até a Páscoa. Acho que seria uma grande coisa para o país”, afirmou o presidente americano.

Ou seja, nem mesmo certeza de que conseguirá abrir até a Páscoa, um domingo, 12 de abril, Trump deu.

Em outro momento da coletiva, o presidente Jair Bolsonaro foi questionado por um repórter se ele não estava tomando uma medida até mais radical do que seu colega americano ao defender a flexibilização da quarentena. O diálogo foi o seguinte:

Repórter: Presidente, o próprio presidente Trump colocou que gostaria de reabrir o país até a Páscoa, 12 de abril. O senhor não acha que está tomando uma medida até mais radical do que a que o Presidente Trump defendeu?

Bolsonaro: O Trump tá pra abrir a partir de hoje… é o que… eu… fiquei sabendo…

Repórter interrompe: Ele falou Páscoa, que gostaria Páscoa, 12 de abril, presidente.

Bolsonaro: Tudo bem, cara, o vírus se espalhou no país em datas diferentes, como na China começou lá, na verdade, em novembro, né?

O repórter ainda tenta questionar o presidente mais uma vez, que grita mais alto, muda de assunto e passa a falar da cloroquina, medicamento cujo uso para tratar a Covid-19 ainda é experimental.

Com G1

Senado absolve Trump em julgamento de impeachment e ele fica no cargo

Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Trump é o terceiro a sofrer um processo de impeachment e ser absolvido pelo Senado, mas primeiro a passar por isso durante campanha de reeleição

Donald Trump se tornou nesta quarta-feira (5) o terceiro presidente dos EUA a ser absolvido pelo Senado em um processo de impeachment aprovado pela Câmara. Desta forma, ele não será afastado da presidência.

Ele é o primeiro, no entanto, a passar por isso enquanto tenta se reeleger ao cargo.

Trump era acusado de abuso de poder e obstrução ao Congresso (leia mais sobre as acusações abaixo) e foi absolvido pelos votos de 52 senadores na primeira acusação (contra 48) e por 53 votos (contra 47) na segunda. Para que fosse condenado, ele teria que ser considerado culpado por pelo menos dois terços dos senadores (67 dos 100).

A absolvição está longe de ser uma surpresa. Desde que o processo foi anunciado – e antes mesmo de ser aprovado pela Câmara, em 18 de dezembro – a bancada do Partido Republicano, que ocupa a maioria do Senado, com 53 membros, afirmava que votaria para que ele não fosse condenado.

A única exceção entre os republicanos foi o senador Mitt Romney, candidato do partido à presidência em 2008 e 2012, que votou pela condenação de Trump por abuso de poder (mas contra por obstrução ao Congresso).

“O presidente é culpado de um abuso chocante da confiança pública”, disse Romney em um discurso no Senado. “Corromper uma eleição para se manter no poder talvez seja a violação mais abusiva e destrutiva do juramento ao cargo de alguém que eu possa imaginar”, acrescentou. Com agências Foto de capa – O presidente dos EUA, Donald Trump, chega ao Congresso para o discurso de Estado da União, na terça-feira (4) — Foto: Reuters/Tom Brenner

||Vote na enquete

|||+destaques

Câmara vota envio do impeachment de Trump ao Senado nesta quarta

Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Segundo presidente da Casa, Nancy Pelosi, os democratas também vão decidir a equipe que vai liderar as acusações contra o republicano

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos , que é controlada pelos democratas, vai votar nesta quarta-feira (15) o envio dos artigos de impeachment do presidente do país, Donald Trump , ao Senado .

De acordo com a imprensa norte-americana, a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi , afirmou em uma reunião da legenda que também vai nomear os responsáveis da Casa que vão liderar a acusação contra o magnata republicano no julgamento.

O jornal The New York Times revelou que até o fim desta quarta-feira (15), os representantes da Câmara vão levar os artigos ao Senado, iniciando o processo de julgamento.

O atual presidente dos Estados Unidos sofreu impeachment na Câmara no dia 18 de dezembro, mas, de acordo com as regras do país, Trump só poderá ser afastado do cargo caso o Senado o considerar culpado.

Entretanto, no cenário atual, é improvável que o magnata sofra o impeachment, já que o Senado é dominado pelo Partido Republicano e onde a condenação dependerá do aval de maioria qualificada de dois terços. Por lá, a legenda conta com 53 senadores, número mais do que suficiente para evitar a deposição do presidente.

Até hoje, apenas dois chefes de Estado do país foram submetidos a processos de impeachment: Andrew Johnson (1868) e Bill Clinton (1998), ambos absolvidos – Richard Nixon renunciou em 1974, evitando um afastamento iminente por causa do escândalo “Watergate”.

Trump é acusado de ter pressionado o presidente da Ucrânia, Volodymyer Zelensky, a anunciar uma investigação contra Joe Biden, pré-candidato à Casa Branca e cujo filho, Hunter, foi conselheiro de uma empresa ucraniana de gás, a Burisma. Para alcançar seu objetivo, o magnata seria congelado uma ajuda militar de quase US$ 400 milhões a Kiev.

Siga lendo…

EUA apoiam candidatura do Brasil na OCDE

Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

De acordo com pessoas que acompanham o tema, os EUA querem que o Brasil “fure a fila” e ocupe o local que era da Argentina

Os Estados Unidos vão formalizar que consideram uma prioridade o ingresso do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). 

Segundo disseram interlocutores à reportagem, os americanos entregaram uma carta à organização oficializando que querem que o Brasil seja o próximo país a iniciar o processo de adesão.

“Os EUA querem que o Brasil se torne o próximo país a iniciar o processo de adesão à OCDE. O governo brasileiro está trabalhando para alinhar as suas políticas econômicas aos padrões da OCDE enquanto prioriza a adesão à organização para reforçar as suas reformas políticas”, disse a embaixada dos EUA em Brasília. 

Em outubro, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, enviou um documento ao secretário-geral da entidade, Angel Gurria, em que dizia que Washington defendia as candidaturas imediatas apenas de Argentina e Romênia. 

A ausência do Brasil naquele documento gerou queixas de que o alinhamento de Bolsonaro com o presidente Donald Trump não estaria trazendo os resultados esperados. Embora a reação negativa no Brasil tenha levado Pompeo a dizer que a carta não representava “com precisão” a opinião americana, a falta de um endosso mais explícito acentuou as críticas contra o alinhamento com os EUA.    

Agora, a formalização do apoio foi costurada em Washington justamente para rebater os argumentos de que o Brasil não estaria recebendo nada em troca das concessões feitas aos americanos. 

“A nossa decisão de priorizar a candidatura do Brasil como o próximo país a iniciar o processo é uma evolução natural do compromisso reafirmado pelo Secretário de Estado e pelo presidente Trump em outubro de 2019”, acrescentou a missão diplomática. 

De acordo com pessoas que acompanham o tema, os EUA querem que o Brasil “fure a fila” e ocupe o local que era da Argentina. 

Até o final do ano passado a Argentina era governada pelo liberal Mauricio Macri, o que fortalecia o pleito pelo ingresso na OCDE.

Com a vitória do peronista Alberto Fernández, os americanos passaram a considerar que as novas autoridades em Buenos Aires deixaram de ver a entrada no chamado clube dos países ricos como uma prioridade. Isso permitiu que a operação de troca fosse realizada. Via Folhapress

Continue lendo…

v

EUA anuncia novas sanções, mas pede paz ao Irã

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Os EUA e Irã têm um inimigo em comum: o Estado Islâmico, e ambos devem trabalhar em conjunto nesse e em outros pontos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um pronunciamento, na tarde desta quarta-feira (8), a respeito dos ataques a mísseis disparados pelo Irã contra duas bases norte-americanas no Iraque, realizado durante a noite de terça-feira (7).

“Eu estou feliz por informar que o povo americano deve estar grato e feliz. Nenhum americano foi atingido, não sofremos perdas, nossos soldados estão seguros e só danos minmios aconteceram nas nossas bases.”

Ele também afirmou que enquanto ele for presidente, o Irã nunca poderá ter arma nuclear. Disse também que vai impor novas sanções.

Veja o resumo do que ele falou:

  • Nenhum americano ou iraquiano morreu durante os ataques de terça-feira (7);
  • Ele vai impor novas sanções econômicas que vão continuar “ate que o Irã mude seu comportamento”
  • As forças armadas dos EUA estão “preparadas para tudo”
  • Ao mesmo tempo, EUA quer “abraçar a paz”
  • Os países que ainda estão no acordo nuclear (Alemanha, China, Reino Unido, Rússia e França) devem abandoná-lo
  • O Irã é o principal patrocinador de terrorismo no mundo, e a busca por armas nucleares ameaça o mundo civilizado. “Nunca deixaremos isso acontecer”
  • A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) deve ter um papel mais ativo no Oriente Médio
  • Qasem Soleimani, que os EUA mataram na semana passada, era responsável pelas piores atrocidades cometidas pelo regime
  • Os EUA e Irã têm um inimigo em comum: o Estado Islâmico, e ambos devem trabalhar em conjunto nesse e em outros pontos

O ATAQUE

Entre as 19h45 e 20h15 de terça, horário de Brasília – 1h45 e 2h15 no horário do Iraque -, 22 mísseis foram disparados contra as bases e, até agora, não há relatos de vítimas entre as forças dos EUA ou do Iraque. Os alvos foram a base aérea de Ain al-Assad e outra base sediada na cidade de Erbil, na região curda do Iraque.

A operação iraniana foi batizada de “Mártir Soleimani”, em resposta à morte do general Qasem Soleimani, que estava em um comboio atacado por drones dos EUA no dia 2 de janeiro, no aeroporto internacional de Bagdá, no Iraque. A Casa Branca assumiu a autoria do ataque contra Soleimani – que também matou outros 8 líderes de facções iranianas.

Logo após os ataques às bases dos EUA, Trump foi ao Twitter para dizer que estava “tudo bem” e anunciar que faria um pronunciamento nesta quarta.

“Está tudo bem! Mísseis lançados do Irã contra duas bases militares localizadas no Iraque. Avaliação das vítimas e mortes ocorrendo agora. Até o momento, tudo bem! Temos, de longe, as forças armadas mais poderosas e bem equipadas do mundo! Farei uma declaração amanhã de manhã”, escreveu o presidente dos EUA

O Irã reagiu de maneira extremamente agressiva após o bombardeio às bases dos EUA, dizendo que se os Estados Unidos retaliassem os ataques desta terça, responderiam à ofensiva atacando territórios “dentro da América”.

De acordo com informações da Globo News, além de Haifa, o comunicado ameaçava também Dubai, nos Emirados Árabes. O califado, assim como Israel, é um dos principais aliados dos Estados Unidos na região.

‘BOFETADA’

O guia supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, classificou o ataque como “uma bofetada na cara” dos Estados Unidos.

“Na noite passada, foi dada uma bofetada na cara” dos americanos, disse o líder em um discurso divulgado pela televisão. “O que importa é que a presença corrupta dos Estados Unidos nesta região tem que terminar”, frisou.

Khamenei já havia pedido uma “vingança severa” pela morte de Qasem Soleimani, general morto em 3 de janeiro em um ataque americano perto do aeroporto de Bagdá.

Continue lendo…

Trump deve sofrer impeachment esta semana, mas não deixará presidência; entenda

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Ele é acusado de abuso de poder e obstrução de justiça e impeachment é apoiado por maioria na Câmara. Nos EUA, presidente não precisa se afastar enquanto aguarda julgamento final no Senado, onde Trump deve ser inocentado

A Câmara dos Estados Unidos – de maioria democrata – deve aprovar esta semana o impeachment do presidente Donald Trump, mas isso não significa que ele será necessariamente afastado da presidência. A data da votação ainda não foi anunciada.

A decisão final depende de uma votação no Senado, casa ocupada por uma maioria republicana, partido do presidente. Para que Trump perca o mandato, dois terços dos senadores devem votar a favor disso.

Mas o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, já afirmou mais de uma vez à imprensa que seus colegas não aprovarão o afastamento.

Não há, portanto, uma suspensão do mandato do presidente depois que o processo sai da Câmara, diferentemente do que ocorre no Brasil — Fernando Collor e Dilma Rousseff precisaram deixar a Presidência de maneira provisória antes do julgamento no Senado, sendo substituídos pelos então vice-presidentes Itamar Franco e Michel Temer, respectivamente.

Dilma teve o mandato cassado definitivamente apenas com o voto dos senadores, enquanto Collor renunciou antes da decisão final.

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante abertura de jogo entre times de futebol americano do Exército e da Marinha, na Filadélfia, no sábado (14) — Foto: AP Photo/Jacquelyn Martin

Impeachments anteriores nos EUA

Até hoje, dois presidentes já sofreram impeachment na história dos Estados Unidos, mas Trump é o primeiro a passar pelo processo enquanto tenta se reeleger ao cargo.

Antes dele, Andrew Johnson e Bill Clinton tiveram seus processos de impeachment aprovados pela Câmara, mas ambos foram absolvidos pelo Senado e não perderam o cargo. Diferente de Collor e Dilma, eles continuaram no cargo enquanto aguardavam o julgamento no Senado.

O presidente dos EUA Richard Nixon sobe em plataforma para observar o lado comunista de Berlim por cima do muro, em foto de fevereiro de 1969. Atrás dele, o chanceler alemão Kurt Kiesinger — Foto: AP/Arquivo

O presidente dos EUA Richard Nixon sobe em plataforma para observar o lado comunista de Berlim por cima do muro, em foto de fevereiro de 1969. Atrás dele, o chanceler alemão Kurt Kiesinger — Foto: AP/Arquivo

Richard Nixon estava prestes a enfrentar um processo também, mas renunciou antes que a Câmara pudesse realizar a votação.

A primeira tentativa de impeachment contra Andrew Johnson – por tentar afastar seu Secretário da Guerra, Edwin M. Stanton, sem consentimento do Congresso – aconteceu em dezembro de 1867, mas não foi aprovada, e a segunda, que conseguiu os votos necessários, aconteceu em 24 de fevereiro de 1868. A acusação tinha 11 artigos, e após três semanas de julgamento o Senado quase o condenou por três delas, mas em todos os casos ele escapou por apenas um voto.

O ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, em foto de julho de 2016 — Foto: Lucy Nicholson/Reuters

O ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, em foto de julho de 2016 — Foto: Lucy Nicholson/Reuters

Já Bill Clinton foi acusado por perjúrio e obstrução de justiça, ligados ao relacionamento do então presidente com a estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky. Ele foi condenado pela Câmara em 8 de outubro de 1998, mas inocentado pelo Senado em fevereiro de 1999, após um mês de julgamento.

No caso de Nixon, ele enfrentaria acusações de obstrução da justiça, abuso de poder e desrespeito ao Congresso durante o escândalo Watergate. Mas, em 9 de agosto de 1974, antes que a Câmara pudesse votar seu impeachment, ele renunciou à presidência.

Acusações contra Trump

Na sexta-feira (13), o Comitê Judiciário da Câmara aprovou as acusações a serem usadas contra Trump. Os artigos do impeachment serão:

  • Abuso de poder ao pedir investigação contra os Biden, no que os deputados consideraram “interferência de um governo estrangeiro” em favor da reeleição de Trump em 2020;
  • Obstrução de justiça por ignorar intimações e se recusar em entregar documentos aos investigadores durante o inquérito.

A abertura do processo foi anunciada em setembro, motivada porque Trump pediu ao governo da Ucrânia que lançasse uma investigação sobre seu adversário político, Joe Biden – um dos favoritos à indicação democrata para enfrentá-lo na eleição presidencial de 2020, e o filho deste, Hunter.

Folhas com contagem de votos dos artigos de impeachment contra Donald Trump, durante sessão do Comitê Judiciário da Câmara, na sexta-feira (13) — Foto: Reuters/Erin Scott

Folhas com contagem de votos dos artigos de impeachment contra Donald Trump, durante sessão do Comitê Judiciário da Câmara, na sexta-feira (13) — Foto: Reuters/Erin Scott

Trump também reteve uma ajuda militar de US$ 391 milhões ao país, cuja liberação – que acabou acontecendo mais tarde – seria condicionada à colaboração nessa investigação sobre os Biden.

Os rivais do presidente consideraram que ele abusou do poder de seu cargo ao pedir intervenção estrangeira nas eleições americanas.

Após o início do processo de impeachment, Trump ordenou que as autoridades do governo não testemunhassem e se recusou a entregar documentos requeridos pela Câmara relacionados ao assunto. Via G1

Continue lendo…

Impeachment de Trump: Como um telefonema ouvido por acaso pode complicar presidente americano

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Se Sondland ou Holmes validarem o depoimento de Taylor, isso pode minar a defesa do presidente americano

A primeira audiência pública do processo de impeachment do presidente americano, Donald Trump, realizada na quarta-feira, poderia ter sido relativamente trivial para quem acompanhou a cobertura no último mês dos depoimentos a portas fechadas de uma série de funcionários do atual governo e do governo anterior.

Mas o embaixador dos Estados Unidos em exercício na Ucrânia, Bill Taylor, fez uma revelação que pode complicar a situação do presidente americano.

Trump é acusado de ter pressionado a Ucrânia a investigar seu rival político Joe Biden, principal pré-candidato democrata na corrida para as eleições de 2020, em troca de apoio militar ao país. O presidente nega, no entanto, as acusações, afirmando se tratar de uma “caça às bruxas”.

Taylor revelou na audiência pública que um de seus assessores estava com o embaixador americano na União Europeia, Gordon Sondland, enquanto ele conversava por telefone com Trump após uma reunião com os ucranianos em 26 de julho — um dia depois do controverso telefonema entre Trump e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, no qual o americano teria feito pressão para abrir as investigações, o que motivou o pedido de impeachment.

Segundo Taylor, seu assessor ouviu Trump perguntar sobre “as investigações” — e Sondland respondeu que a Ucrânia estava pronta para seguir em frente.

Sondland teria dito então ao assessor de Taylor que o presidente americano se importava mais com a investigação de Biden do que com qualquer outra coisa envolvendo a Ucrânia.

Esse telefonema tem o potencial de representar uma grande reviravolta no processo de impeachment.

William Taylor
Bill Taylor, de 72 anos, é um veterano condecorado da Guerra do Vietnã

Houve consideráveis relatos sobre a interação de Sondland com os ucranianos, e o próprio embaixador afirmou em depoimento ter dito às autoridades ucranianas em 1º de setembro que presumia que a ajuda militar dos EUA provavelmente seria retida até o início das investigações.

Durante a audiência pública de quarta-feira, Taylor falou sobre como Sondland contou a ele que o presidente americano, como um empresário, queria receber o que “deviam a ele” antes de “assinar o cheque” e que haveria um “impasse” se a Ucrânia não agisse — o que Taylor interpretou no sentido de a ajuda militar não ser retomada sem a abertura das investigações.

Embora também haja relatos da relação direta de Sondland com o presidente, ainda não há evidências ligando Trump diretamente à suposta troca de favores.

Mas o telefonema que Taylor descreveu pode mudar esse cenário.

George Kent e Bill Taylor participaram da primeira audiência pública do processo de impeachment de Trump
Além de Taylor, George Kent, vice-secretário-assistente de Estado e responsável por supervisionar a política externa americana com a Ucrânia, também depôs na quarta-feira

No meio da audiência pública de quarta-feira, o Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes anunciou que agendou para sexta-feira o depoimento a portas fechadas de uma nova testemunha: um assessor de Taylor chamado David Holmes — supostamente o assessor que Taylor mencionou quando fez referência ao telefonema.

E, na próxima semana, o próprio Sondland vai depor durante as audiências públicas.

Embora o embaixador não tenha mencionado o telefonema com o presidente em seu depoimento original a portas fechadas, vale lembrar que ele já precisou retificar seu depoimento uma vez para incluir que havia lembrado de ter discutido com autoridades ucranianas sobre ajuda militar. Os democratas podem estar esperando que ele faça isso de novo.

Se Sondland ou Holmes validarem o depoimento de Taylor, isso pode minar a defesa do presidente americano, que sugere que Trump não estava diretamente envolvido nas atividades do “canal não oficial”, como Taylor chama, com o governo da Ucrânia, que estaria pressionando o país a investigar Biden.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, falam durante uma reunião em Nova York em 25 de setembro de 2019
Telefonema entre Trump e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, motivou pedido de impeachment

Na semana passada, quando perguntado sobre seu relacionamento com Sondland, Trump afirmou: “Eu mal conheço esse senhor”.

Mas, se o presidente recebeu de fato ligações diretas do embaixador após as reuniões com a Ucrânia, essa declaração parece menos convincente.

Mais tarde na quarta-feira, durante uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente turco, Recep Erdogan, Trump afirmou que não se lembrava “nem um pouco” do telefonema.

“Não sei nada sobre isso”, ele disse. “Primeira vez que ouço isso.”

Há a possibilidade, portanto, de Holmes ou Sondland prestarem depoimentos que contradigam o presidente nos próximos dias.

Enquanto isso, independentemente de ter sido por acaso ou programado, o primeiro dia das audiências públicas do processo de impeachment ganhou as manchetes dos jornais e criou uma nova linha de investigação — e especulação política.

“Democratas lançam novas evidências comprometedoras no inquérito do impeachment”, escreveu o site Politico.

“A grande revelação do impeachment de William Taylor”, dizia a revista The Atlantic.

“Bill Taylor soltou uma bomba”, ecoou o site Vox.

Foi o suficiente para provocar a indignação de alguns republicanos.

“Ele se preparou por horas para subir aqui. E de repente, voilà, vem essa intervenção milagrosa de um de seus funcionários que lembra ele de alguma coisa”, afirmou o congressista republicano Mark Meadows a jornalistas do lado de fora da sala de audiência do comitê.

“Quando começamos a olhar para os fatos, todo mundo tem a sua impressão do que é a verdade.”

Após a grande revelação do dia, os democratas têm motivos para ficar contentes, enquanto a equipe do presidente ganhou mais uma dor de cabeça. Via BBC Brasil

LEIA TAMBÉM

Trump sofre derrota em eleições consideradas termômetro para 2020

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

O democrata foi impulsionado por uma grande mobilização nas áreas mais ricas das grandes cidades, uma dinâmica que pode ser crucial para as eleições

Candidatos republicanos sofreram derrotas embaraçosas para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se envolveu nas campanhas eleitorais de dois estados, um ano antes do pleito em que tentará a reeleição.

Em um país muito dividido, estas eleições regionais eram muito aguardadas e consideradas um teste sobre a popularidade de Trump, o quarto presidente da história americana ameaçado por um processo de impeachment.

Ironizando o alvoroço dos meios de comunicação, o presidente fez um apelo na segunda-feira a seus eleitores para que comparecessem às urnas em Kentucky com palavras quase premonitórias.

“Se perdermos, isto enviaria uma mensagem muito ruim (…) Não podem deixar que isto aconteça comigo”, afirmou a 20.000 seguidores no estado conservador.

Um dia depois, o candidato democrata conseguiu a vitória e superou o atual governo republicano.

A diferença de votos é pequena e o republicano Matt Bevin não admitiu a derrota, apesar das declarações das autoridades eleitorais.

A vitória do democrata Andy Beshear em Kentucky, estado em que Trump superou a rival democrata Hillary Clinton por 30 pontos em 2016, envia uma forte mensagem.

O presidente reagiu no Twitter e escreveu que Bevin “ganhou pelo menos 15 pontos nos últimos dias. Mas pode não ser suficiente (e a mídia falsa vai culpar Trump)”.

O democrata foi impulsionado por uma grande mobilização nas áreas mais ricas das grandes cidades, uma dinâmica que pode ser crucial para as eleições presidenciais de novembro de 2020.

Os democratas também retomaram o controle – pela primeira vez em 25 anos – das duas câmaras da Assembleia da Virginia, de acordo com projeções da imprensa.

Com um governador do partido, agora os democratas dominam os principais níveis de poder no estado após uma campanha marcada pelo debate sobre as armas de fogo.

“Esta vitória histórica deve provocar um frio na espinha de Donald Trump e todos os republicanos”, declarou o presidente do Partido Democrata, Tom Perez.

“Como vencemos esta noite, venceremos Trump em um ano”, completou.

No Mississippi, o candidato republicano Tate Reeves estava em boa posição para a reeleição como governador, superando o democrata centrista Jim Hood, anti-aborto e favorável às armas de fogo.

Trump mantém assim o apoio neste estado conservador, onde venceu com uma vantagem de 18 pontos em 2016.

Mas a dinâmica era diferente na Virginia, estado vizinho de Washington e que Trump perdeu por cinco pontos na eleição presidencial.

O balanço é considerado inquietante para o presidente.

“Eu espero que todos na Virginia votem para enviar uma mensagem a Washington”, tuitou Trump, que considerava esta eleição um símbolo da defensa do direito de portar armas, da redução de impostos e da luta contra a imigração ilegal.

Trump, no entanto, não fez campanha na Virginia, e sim no Mississippi e Kentucky, onde buscou fortalecer sua entusiasmada base eleitoral com pedidos para “enviar uma mensagem aos democratas radicais” e afirmando que a investigação parlamentar sobre um possível julgamento político contra ele “irritou” a maioria da população. Via AFP/Istoé Dinheiro

LEIA TAMBÉM