Mulher tem casa assaltada 4 vezes no ano em Rolim de Moura, posta desabafo e relato viraliza na web: ‘tenho direito de ter paz’

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Última invasão que ocorreu na casa da vítima, em Rolim de Moura, foi na madrugada desta quinta-feira (27). Filha teve celular roubado no mesmo dia

“Eu não aguento mais ser roubada. Tenho direito de ter paz. Desse jeito eu vou trabalhar e nunca vou ter nada”. Esse é um trecho do desabafo feito no Facebook por Maria Madalena Fernandes dos Santos, de 38 anos, moradora do bairro Jardim Tropical, em Rolim de Moura (RO). Ela, que vive da confecção e venda de marmitas, teve a casa invadida por bandidos quatro vezes somente este ano.

Até a noite desta quinta-feira (27), dia da postagem, 11 mil usuários curtiram, outros 3,7 mil compartilharam e mais 66 comentaram na publicação.

Maria disse que resolveu recorrer às redes sociais para pedir ajuda. A última invasão aconteceu na madrugada desta quinta. Dessa vez, os bandidos levaram os temperos que ela comprou para preparar as marmitas, vendidas até R$ 6.

A preocupação maior também é com as filhas. Por volta das 17h30 desta quinta-feira, Maria revelou que uma de suas meninas foi assaltada e teve o celular levado. O aparelho foi comprado há cerca de 30 dias. Segundo a cozinheira, todos os assaltos foram registrados na polícia.

Sozinha, Maria, que é natural de Sergipe, cuida de duas filhas, um neto e ajuda o genro, que está desempregado. Com a venda das comidas, consegue sustentar a casa – que é própria –, além de pagar um salário a uma das filhas, que a ajuda fazendo entrega.

Em média, Maria Madalena consegue fazer de 35 a 42 marmitas por dia e garante que vende todas. Porém, por conta dos gastos, a cozinheira fica com apenas entre R$ 200 a R$ 300 por mês para ela.

“Levanto às 5h todos os dias e vou dormir por volta das 22h. Eu to cheia de cicatrizes, de machucados porque me queimo muito. É muito gasto, então sobra pouco para mim. Mas, olha, lhe garanto que amo o que eu faço. Eu amo isso. É meu trabalho”, disse.

Do G1/RO

Homem leva pais de 86 e 92 anos para almoçar e os abandona em bar

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Casal mora com o filho em um apartamento, e todos foram despejados na manhã de quarta (5) pela imobiliária porque não haviam pagado pelo aluguel

Um homem, que não teve a identidade divulgada, abandonou seus pais, uma idosa, de 86 anos, e um outro idoso, de 92, depois de levá-los para almoçar em um bar, localizado em Rosário, cidade da Argentina. As informações são do jornal portenho “Clarín” e foram divulgadas nesta quinta-feira (6).

O casal morava com o filho em um apartamento, e todos foram despejados na manhã de quarta (5) pela imobiliária porque não haviam pagado pelo aluguel. No mesmo dia, o homem os levou em um táxi para almoçar em um bar e os deixou sem dar explicações.

Um dos funcionários do estabelecimento, ao ver que o casal não saía do lugar, lhes perguntou se necessitavam de ajuda e ouviu deles que esperavam pela chegada do filho.

O casal não tinha celular nem sabia de nenhum telefone que pudesse entrar em contato para poder buscá-lo. Então, depois de algumas horas, o funcionário acabou chamando pela Polícia.

Os agentes fizeram investigações nas proximidades e descobriram o local onde o casal morava. Entretanto, ao passar por lá, já não encontraram o filho dos idosos.

Mais tarde, entretanto, localizaram outro filho do casal que, visivelmente consternado com a situação, segundo o jornal, disse que mal sabia da situação financeira dos pais. Ele os levou para a casa dele.

‘Fiquei paraplégica por causa de um piercing’, o drama da jovem do DF

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Quando tinha 20 anos, a jovem Layane Dias colocou um piercing no nariz e acabou infectada por uma bactéria que a deixou paraplégica

No início de julho do ano passado, Layane Dias comemorava o estágio que acabara de conquistar e planejava uma viagem em família no mês seguinte. Para a jovem, na época com 20 anos, era o início de uma nova fase.

Ela afirma que jamais imaginaria que estava prestes a passar pelo período que considera o mais complicado de sua vida.

Dias antes de iniciar o estágio, Layane começou a sentir dores frequentes pelo corpo. Para ter forças para trabalhar, a jovem teve de recorrer a medicamentos. No entanto, cada vez mais debilitada, teve de abandonar o estágio.

O quadro de saúde dela foi piorando até que, semanas depois, a estudante perdeu os movimentos da perna. A situação tornou-se ainda mais difícil e a jovem deixou de sentir parte do próprio corpo. “Dos seios para baixo, não conseguia sentir mais nada”, diz à BBC News Brasil.

Segundo Layane, o neurocirurgião que a acompanhou apontou que a bactéria Staphylococcus aureus — que pode causar mazelas em diferentes níveis ao atingir a corrente sanguínea — entrou no organismo da jovem por meio de uma infecção no nariz e a deixou paraplégica.

“O médico me perguntou se eu tive alguma espinha na região do nariz ou algo assim, porque essa bactéria, comumente, é desenvolvida nas fossas nasais. Foi então que contei que havia colocado um piercing no lado esquerdo do nariz, no mês anterior”, relata a jovem.

“Quando contei isso, ele me disse: o piercing foi a entrada da bactéria em seu corpo. Ouvir isso me deixou em choque”, conta.

O piercing

Um dos primeiros sintomas da infecção sofrida por Layane Dias foi uma 'bola vermelha' no nariz — Foto: Arquivo pessoal (via BBC)

Um dos primeiros sintomas da infecção sofrida por Layane Dias foi uma ‘bola vermelha’ no nariz — Foto: Arquivo pessoal (via BBC)

Layane sempre se considerou uma jovem vaidosa. Além de estudante de Recursos Humanos, também fazia alguns trabalhos como modelo fotográfica.

Ela revela que sempre gostou de piercings. “Já tinha colocado na parte direita do nariz por três vezes”, comenta. Em junho passado, a estudante mudou o lado do piercing. “Foi a primeira vez em que coloquei na parte esquerda do nariz. Também foi a primeira vez em que saiu sangue durante o procedimento para colocar o piercing.”

No início de julho, segundo Layane, surgiu uma bola vermelha na ponta do nariz, semelhante a uma espinha. “Eu achava que era apenas uma espinha, mas ela me causou febre. Como pensei que não fosse nada relevante, cuidei em casa mesmo, com pomadas. Em uma semana, ela sumiu.”

A dermatologista Alessandra Romiti ressalta que as complicações decorrentes do piercing, comumente, acontecem apenas na área do corpo em que o objeto é colocado. “Há casos como inflamações ou infecções locais. Por isso, é fundamental que o estabelecimento obedeça às normas de higiene adequadas. O material utilizado tem que estar esterilizado, o piercing tem que estar limpo e a pele precisa ser muito bem higienizada”, diz.

“Depois, o paciente precisa manter o lugar limpo para evitar o risco de haver qualquer tipo de contaminação”, acrescenta. Segundo a médica, complicações graves são consideradas extremamente raras.

Na sexta-feira que antecedeu o início do estágio da estudante, ela foi a uma festa com as amigas, em Brasília, onde mora. “Dançamos muito. Foi uma noite muito legal”, relata. No dia seguinte, a jovem acordou com intensa dor nas costas. “Não dei muita atenção, porque achei que fosse uma dor muscular normal, por conta da noite anterior.”

“Tomei um remédio, mas a dor não passou. Continuou intensa. No dia seguinte, um domingo, as dores continuaram e estavam ainda mais fortes. A minha mãe me levou a uma farmácia, onde tomei um coquetel de injeções e a dor sumiu. Fiquei aliviada”, narra.

Na segunda-feira, ela iniciou o estágio. “Fui muito animada, mas no período da noite as dores voltaram. Tomei medicamentos e elas diminuíram. Na terça, a situação foi igual. Na quarta, as dores ficaram ainda mais fortes”, diz. As dores eram nas costas e no pescoço.

Como as dores não cessavam, a jovem foi ao médico. “Fizeram um raio-X, que não apontou nada. O médico me disse que não havia nada nas minhas costas. Mas mesmo assim, aquelas dores não passavam de jeito nenhum.”

A estudante conta que na quinta-feira foi a um posto de saúde, após o estágio, e foi avaliada por uma médica. “Ela me atendeu e disse que os músculos das minhas costas estavam inchados. Ela fez uma massagem em mim, me passou uma injeção e voltei pra casa. Consegui dormir.”

Na manhã seguinte, a jovem passou a sentir que as pernas estavam enfraquecidas. “Tive que tomar banho com a ajuda da minha mãe”, diz. Naquele dia, ela foi com a mãe em uma igreja. “Quando voltei, a dor estava insuportável. Deitei e dormi. Quando acordei, naquela tarde, não senti mais as minhas pernas.”

A paraplegia

Ainda naquela sexta-feira, Layane foi carregada às pressas ao hospital. “O médico pediu exames de sangue e de urina. Eu já não conseguia fazer minhas necessidades e tive de colocar uma sonda. Quando saiu o resultado do exame, apontou que eu estava com uma infecção no sangue.”

“O médico começou a furar a minha perna e eu, realmente, não estava sentindo nada. Como era um caso grave, fui transferida para o Instituto Hospital de Base, aqui em Brasília”, relata.

Ela narra que as dores se intensificaram. “Os médicos não conseguiam ter um diagnóstico exato. Suspeitaram de câncer ou síndrome de Guillain-Barré”, diz.

Na madrugada daquele domingo, 22 de julho, ela se recorda que as dores ficaram insuportáveis. “Eu estava deitada em uma maca, sem me mexer, cheia de furos, tomando soro e várias medicações. Minha mãe estava sentada em uma cadeira ao lado. Eu pedi pra ela: ‘desculpa, mas aplica alguma coisa, porque eu preciso morrer. Não aguento mais’. E a minha mãe respondeu que não aplicaria nada, porque eu iria aguentar aquilo tudo”, relembra.

“Para aliviar as dores, começaram a me dar morfina por um período. Isso me alucinava muito e um médico pediu para suspender”, conta.

Layane passou por uma ressonância magnética, que apontou que havia 500 mililitros de pus comprimindo três vértebras da medula espinhal dela. Ela teve de passar por uma cirurgia de urgência, para a retirada do líquido.

Responsável pela cirurgia da jovem, o neurocirurgião Oswaldo Ribeiro Marquez explica que, apesar de raro, é possível que um piercing deixe uma pessoa paraplégica. “Essa situação pode acontecer quando há alguma complicação em decorrência do piercing”, pontua o profissional, que afirma nunca ter visto situação parecida desde que iniciou a carreira na medicina, há cerca de 15 anos.

Segundo o médico, as complicações com o piercing ocorrem quando o objeto abre caminho para infecções. “A disseminação de qualquer infecção cutânea costuma ser hematogênica – quando é transmitida pela corrente sanguínea. Por exemplo, se a bactéria está na ponta do nariz, ela pode evoluir, pegar o nariz inteiro, cair na corrente sanguínea e parar em outro canto do corpo”, esclarece.

“A paciente fez um procedimento cutâneo, que gerou uma infecção, que pode ter feito a disseminação da bactéria para a corrente sanguínea. Como ela não tinha infecção na coluna anteriormente, é muito provável que tenha sido causada por uma bactéria que estava em seu sangue”, acrescenta.

Marquez avalia que é “bem provável e plausível” que Layane tenha ficado paraplégica em decorrência do piercing. Porém, ressalta que somente estudos genéticos podem garantir que a paraplegia da jovem foi motivada unicamente por complicações oriundas da inserção do objeto no nariz.

‘Espero que ele se preocupe mais com os clientes’

A cirurgia de Layane teve o objetivo de retirar o pus que comprimia a medula da jovem. “Esse procedimento evitou a progressão da paraplegia, que poderia subir. O pus poderia causar uma infecção que poderia até levar à morte. Com a retirada do líquido, a medula dela foi descomprimida e evitou que o quadro da paciente piorasse”, explica Marquez.

“O procedimento foi um sucesso. Voltei para a Unidade de Tratamento Intensivo de recuperação e estava tudo tranquilo. Já não sentia mais aquela dor insuportável”, comenta Layane.

A estudante conta que somente depois do procedimento cirúrgico descobriu sobre a causa dos problemas de saúde que a afetaram. “O médico que me acompanhou desde o início me explicou sobre a bactéria e como o piercing pode ter me afetado. Isso tudo foi desenvolvido por uma perfuração errada. Por isso sangrou quando coloquei o piercing. Outro fator que complicou foi a má higienização do objeto”, diz.

A estudante não planeja tomar nenhuma medida contra o profissional responsável por colocar o piercing. “Eu optei por não falar sobre ele, porque isso não me fará voltar a andar. Espero que a minha situação faça com que ele se preocupe mais com a saúde dos clientes a partir de agora”, declara a jovem, que revela que já havia colocado um piercing com o mesmo profissional anteriormente. “No de antes, não tive nenhum problema.”

A vida na cadeira de rodas

Por dois meses, Layane permaneceu internada para se recuperar. No hospital, soube que é incerta a possibilidade de voltar a andar. “Dois dias depois da cirurgia, o médico me disse que eu continuaria sem sentir as minhas pernas”, relata. Hoje, ela faz acompanhamento com uma psicóloga e sessões de fisioterapia.

A descoberta de que permaneceria na cadeira de rodas foi um dos momentos mais difíceis para a jovem. “Eu fiquei arrasada. A princípio, foi uma situação muito triste”, conta.

Para Marquez, há possibilidade de Layane retomar os movimentos das pernas. Porém, segundo o neurocirurgião, ainda é prematuro fazer uma avaliação. “A medicina tem avançado nesse aspecto e há estudos que apontam sobre essa possibilidade. Por isso, não podemos negar que ela retomará os movimentos das pernas, assim como não podemos garantir isso”, pondera.

Apesar do choque inicial, Layane aprendeu a lidar com a atual fase da vida. “Conheci outros jovens cadeirantes e vi que posso ser feliz assim. Hoje faço exercícios e até jogo basquete e handebol”, conta.

Em setembro, ela voltou para casa, onde vive com a mãe e a avó. “Minha vida se tornou completamente diferente. Mas fiquei feliz, porque já não estava no hospital. Consegui ver todos os amigos que não puderam ir ao hospital. Recebi muitas visitas e isso me fez muito bem.”

Um dos momentos mais importantes para a jovem, na nova fase da vida, foi o aniversário, em novembro. “Comecei a organizar a festa, mas dois dias antes, quase desisti, porque pensei que não me sentiria bonita para a comemoração”, relembra.

“Essa festa foi muito importante para mim. Depois de quase desistir dela, decidi comemorar, apesar de tudo. Na data, consegui me sentir linda pela primeira vez, depois de tudo o que aconteceu. Recuperei a minha autoestima. Foi um dia muito feliz.”

No fim de janeiro, Layane relatou a sua história em seu perfil no Instagram. “Foi a primeira vez em que contei abertamente que um piercing me deixou paraplégica”, diz. Ela publicou as fotos que tirou desde a data em que colocou o objeto.

“Eu registrei tudo, porque minha mãe enviava aquelas imagens para a minha avó”, explica. A publicação da jovem viralizou e ela conseguiu mais de 20 mil seguidores em poucos dias. “Muitas pessoas ficaram assustadas com a minha história e vieram me procurar para prestar solidariedade.”

Ela ressalta que não quer que sua história desestimule as pessoas que queiram colocar um piercing. “O que quero é que tenham mais cuidado. As pessoas precisam conhecer muito bem o local onde vão fazer. Além disso, os profissionais precisam ser extremamente cuidadosos e ter muito cuidado na higienização dos itens”, diz.

Da BBC Brasil

Viver com até R$ 47 por mês obriga a escolher entre comida e higiene

Para cerca de 4,5 milhões de pessoas na base da pirâmide, a recessão ainda está longe de acabar

Reportagem da Folha de São Paulo mostra o drama das famílias atingidas pela crise e que realmente sofrem com a falta de dinheiro até ara comprar produtos básicos.

Com dados do Rio de Janeiro, Recife e São Paulo, a matéria conta o drama de Rosângela Silva, 28, que é um dos trabalhadores brasileiros que vivem com menos de R$ 47 por mês.  Ela mora em uma comunidade chamada Fim de Semana no Jardim São Luís, bairro da cidade mais rica do país, São Paulo, e distante apenas dez quilômetros do shopping de luxo Cidade Jardim —onde um prato de salada no restaurante do grupo Fasano custa cerca de R$ 70.

Se a crise econômica atingiu em cheio o mercado de trabalho como um todo, ela foi especialmente cruel com a parcela mais pobre: o contingente de 4,5 milhões de pessoas que estão na base da pirâmide do rendimento do trabalho, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na ponta mais privilegiada, entre os 5% da população com salário médio mais elevado, de R$ 9.700, a perda na renda foi de 3% no ano passado.

No extremo oposto, a renda do trabalho caiu quase 40% de 2016 para 2017. Para dimensionar a profundidade do mergulho, um ano antes, a renda mensal média desse grupo era R$ 76 —comprava uma salada no restaurante cinco estrelas.  Rosângela ilustra como a crise foi bem mais dura com as famílias das classes mais baixas.

Com um bebê de dois meses no colo, ela já não consegue mais passar roupa ou fazer faxina por R$ 100 a diária com a frequência de antes. Seu marido reforçava a receita da casa também fazendo trabalhos temporários, mas teve uma morte violenta no ano passado, quando Rosângela ainda estava grávida.  “Agora ficou difícil por causa do bebê, ninguém chama.

O enxoval foi doação, mas não dá para comprar fralda. O pessoal ajuda”, conta.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA FOLHA DE SÃO PAULO CLICANDO AQUI

No destaque, Rosângela Silva, da comunidade Fim de Semana, em São Paulo; após o nascimento do filho, ficou difícil encontrar bicos de faxina – Foto Danilo Verpa/Folhapress

Soldado da PM suspeito de matar a ex e fugir com a filha é preso em BH

A garota também foi resgatada e, segundo a Polícia Militar. Ela passam bem

Depois de seis dias de buscas, o soldado da Polícia Militar Gilberto Novaes, suspeito de matar a ex-mulher a tiros em Santos Dumont, na Zona da Mata, e sequestrar a filha de 4 anos, foi preso. Os serviços de inteligência das polícias Civil e Militar conseguiram identificar a localização do homem, que acabou detido em Belo Horizonte. A garota também foi resgatada e, segundo a PM, passa bem.

Uma grande operação foi montada para capturar o militar desde sábado, dia do assassinato. Uma força-tarefa composta por policiais Militares e Civis buscou pistas que pudessem levar até o soldado. A prisão dele aconteceu nesta quinta-feira. Porém, os detalhes sobre a captura serão passados ainda hoje em coletiva de imprensa.

As apurações inicias das corporações indicam que o crime foi planejado. Segundo a PM, ele teria se planejado financeiramente para a fuga. Saques foram feitos na conta do militar dias antes do crime. O modo como ocorreu o assassinato reforça a tese. A ex-companheira do soldado foi morta a tiros na casa dela, no Bairro Córrego de Ouro, em Santos Dumont.

Gilberto teria atacado a mulher quando ela saiu de casa para receber comida encomendada. A polícia relata que o namorado da vítima disse que estava na casa quando o militar entrou armado na residência, disparou contra a mulher e saiu com a filha no colo. Ele informou que teve de se esconder atrás de um poste para se proteger quando ouviu os tiros.

O soldado utilizou o carro de um colega para não ser reconhecido. O proprietário do carro foi ouvido e disse que o militar trocou de veículo com ele dias antes. Não foi divulgado qual o motivo para a troca.

De acordo com a PM, o policial estava afastado por problemas psicológicos e era ligado ao 29º Batalhão, de Poços de Caldas, no Sul de Minas. A vizinhança disse aos investigadores que as brigas entre Gilberto e Sthefania eram frequentes e brutais, motivo pelo qual ela pediu proteção à polícia.

Caso de menino de 7 anos que trabalha como entregador gera revolta na China

Um vídeo publicado no site Pear Video, um site popular em território chinês, mostra o menino, apelidado de “Pequeno Li” nas redes sociais, entregando pacotes na cidade de Qingdao, no leste da China. As imagens foram vistas mais de 18 milhões de vezes.

O Pear Video afirma que o Pequeno Li perdeu o pai e perdeu contato com sua mãe após ela se casar novamente. O garoto vive com um amigo de seu pai desde os três anos.

Esse homem trabalha com entregas, e o menino passou a acompanhá-lo nesses momentos depois de eles se mudarem da região rural da Província de Shandong. Hoje, o garoto faz entregas sozinho.

Nas redes sociais, muitos disseram estar tristes com a situação do garoto e manifestaram preocupação com seu bem-estar e o desejo de que ele tenha uma “vida melhor”.

“Problemas de família sempre afetam mais as crianças”, disse um usuário sobre o caso.

‘Tragédia’

Menino fazendo entregas na China
Vídeo gerou debate sobre crianças pobres e problemas na educação da China | Foto: Reprodução/Pear Video

O vídeo também foi o ponto de partida para um debate sobre crianças pobres na China.

Alguns usuários classificaram a condição do Pequeno Li como uma “tragédia” e apontaram falhas no sistema de seguridade social chinês.

Outros comentaram sobre o plano do governo de erradicar a pobreza até 2020, dizendo que a meta está “em um futuro distante”.

Segundo órgão dedicado à causa, ligado ao Ministério de Assuntos Civis do país, há 43,35 milhões de pessoas pobres no país, que tem mais de 1,3 bilhão de habitantes.

Várias pessoas questionaram a aceitação do trabalho infantil na sociedade chinesa e lamentaram que algumas crianças não possam ter uma infância feliz e livre de preocupações.

Na rede social Weibo, a mais popular do país, usuários cobraram providências das autoridades quanto à situação do Pequeno Li. “Que menino incrível”, comentou uma pessoa. “Espero que o serviço social faça uma campanha de financiamento coletivo para dar a ele uma vida melhor.”

Outro usuário escreveu: “Deveriam ajudar o garoto e processar sua mãe”. Em reação a essa mobilização, autoridades locais confirmaram que estão avaliando o caso, segundo o site estatal de notícias China Daily.

Do ‘menino de gelo’ ao ‘Pequeno Li’

A história do Pequeno Li é apenas o mais recente de uma série de exemplos de “crianças abandonadas” que causaram revolta no país.

Ainda que a mídia estatal busque controlar as discussões em torno de certas questões sociais, os apelos em nome de crianças pobres e abandonadas é um assunto amplamente coberto por veículos oficiais.

Muitos nas redes sociais traçaram um paralelo entre o Pequeno Li e outro menino, Wang, de 8 anos, apelidado de “menino de gelo” após ser fotografado com o cabelo e as sobrancelhas congelados depois de caminhar 4,5 km para chegar à escola.

Um dos comentários dizia: “Do ‘menino de gelo’ ao menino das entregas, todas essas crianças são de famílias pobres”.

Ao China Daily, o diretor de uma organização de caridade para crianças confirmou que o Pequeno Li agora estava sob os cuidados da ONG. As autoridades também estão matriculando o garoto em uma escola, segundo relatos à imprensa chinesa.

George Pierpoint e Kerry Allen

Grávida espera mais de três dias em hospital para tirar bebê morto da barriga

Além da dor de perder a primeira filha com sete meses de gestação, a babá Lizandra da Cunha de Paula, de 26 anos, ainda encarou o drama de esperar por mais de três dias para que o feto fosse retirado da barriga dela na rede pública de saúde do Amapá. Ela está internada desde a quarta-feira (22) no Hospital da Mulher Maternidade Mãe Luzia, em Macapá, e a cesárea para retirada do corpo aconteceu no fim da manhã deste sábado (25).

O procedimento foi o fator responsável pela demora superior à 72h, segundo o hospital. A maternidade reforçou que o prazo está dentro das recomendações do Ministério da Saúde e que a cesariana só foi feita após Lizandra não apresentar reação ao medicamento aplicado para a indução do parto. A menina seria a primeira filha da babá.

À espera foi um tormento para o marido dela, o chapeiro Marcio Pereira de Souza, de 32 anos. Ele relata que procurou na maternidade na segunda-feira (20) após identificar que a bebê não se mexia na barriga há três dias. A comprovação do óbito só ocorreu dois dias depois.

Ele temia que a esposa tivesse alguma complicação por permanecer tanto tempo com o feto sem vida. Lizandra apresentava quadro de pressão alta, o que motivou a internação, disse.
“Mandaram ela para casa, porquê não estava sentindo nada. O segundo médico indicou e subiu com ela para o leito da UTI. Queriam induzir ela ao parto, mas não tinha o remédio em Macapá. A gente queria a cesárea diante do grande tempo que o bebê está lá”, contou o chapeiro.

O remédio a que se refere o pai é o misoprostol, que tem no hospital, mas numa dosagem duas vezes maior que a indicada para Lizandra. O coordenador clínico da maternidade, o médico Carlos Filho, contou que a medicação foi reduzida e dada para a paciente, mas mesmo assim o organismo dela não reagiu para provocar o parto.

“A cesariana tem riscos e a gente não ia expor a mãe ao risco porquê o feto estava em óbito. O Ministério da Saúde nunca enviou para a gente o misprostol de 100 microgramas que é o mais utilizado nessa atual situação que ela está”, explicou o médico.

O hospital reforçou que não houve negligência à paciente, e que foram apenas tomadas as medidas necessárias para evitar o menor risco de infecção à mãe, que deve ter alta nos próximos dias.
“A cirurgia foi indicada porque houve mais de 72 horas do uso da medicação e não respondeu. Poderíamos tentar outras manobras, outra medicação, a citocina, mas a equipe se reuniu e decidiu pela cesariana, também pela parte psicológica dela”, completou o coordenador clínico.

G1/AP

Chefe de direitos humanos da ONU denuncia fome em cerco na Síria e exige acesso humanitário

situação humanitária nos arredores sitiados do leste da cidade síria de Damasco, capital da Síria, é “um ultraje”, e as partes do conflito devem permitir que alimentos e remédios cheguem a ao menos 350 mil sírios aprisionados, disse o alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os direitos humanos, Zeid Ra’ad al-Hussein, nesta sexta-feira (27).

“As imagens chocantes do que parecem ser crianças gravemente subnutridas que emergiram nos últimos dias são uma indicação assustadora do sofrimento do povo em Ghouta Oriental, que agora está enfrentando uma emergência humanitária”, disse Zeid em um comunicado.

O cerco cada vez maior deixou as pessoas à beira da fome no enclave rebelde, disseram moradores e agentes humanitários à agência Reuters.

“Lembro todas as partes que provocar fome em civis de maneira deliberada como método de guerra constitui uma violação clara da lei humanitária internacional, e pode equivaler a um crime contra a humanidade e/ou um crime de guerra”, alertou Zeid.

Crianças brincam nesta quarta-feira (25) com um míssil abandonado no campo de deslocados Ash'ari, na área de Ghouta Oriental (Foto: AFP/ Amer Almohibany)

Crianças brincam nesta quarta-feira (25) com um míssil abandonado no campo de deslocados Ash’ari, na área de Ghouta Oriental (Foto: AFP/ Amer Almohibany)

Seu escritório tem uma lista de centenas de pessoas que precisam ser retiradas por motivos médicos, mas há relatos de que o governo impôs restrições severas a tais retiradas, o que levou à morte de vários civis, disse o comunicado da ONU.

Um comboio da ONU chegou à área sitiada pela última vez em 23 de setembro levando auxílio a 25 mil pessoas.

Os preços dos alimentos dispararam desde que forças leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad, assumiram o controle de vários bairros em maio e destruíram túneis que haviam sido usados para contrabandear comida para a área sitiada. Neste mês, elas fecharam o principal posto de verificação que dá acesso a Ghouta Oriental e impuseram um grande aumento nos impostos cobrados dos comerciantes.

Na semana passada, dois armazéns de alimentos foram saqueados, “um possível sinal de desespero crescente”, segundo o comunicado da ONU.

G1/REUTERS

Namorada de Marcelo Rezende está desempregada e com depressão

Após ser expulsa da casa de Marcelo Rezende pelos filhos do jornalista, Luciana Lacerda tem passado por algumas dificuldades. A loira está desempregada e desenvolveu depressão.

Segundo o colunista Leo Dias, a moça, que foi acolhida por Geraldo Luis, já voltou ao seu apartamento no Rio de Janeiro, mas não sabe o que fazer para se manter.

Para quem não sabe, Lú abandonou todos os seus compromissos nos últimos meses para auxiliar o ex-apresentador do “Cidade Alerta”, da Record. Ela até saiu do emprego, tudo para ajudar na recuperação do veterano.

Marcelo Rezende morreu aos 65 anos, no último sábado (16). O famoso estava internado em São Paulo desde a terça-feira (12) com um quadro grave de pneumonia e não resistiu.

A mulher que se prepara para o Alzheimer aos 27 anos: ‘Entro em pânico cada vez que me esqueço de algo’

A britânica Jayde Green tem 27 anos, mas está se preparando para uma doença comum em idades muito mais avançadas

Ela acaba de descobrir, por um teste genético, que tem a mesma mutação em seu DNA que fez com que seu pai apresentasse os primeiros sintomas do mal de Alzheimer aos 42 anos. Jayde tinha 12 anos.

“Quando eu fiz 14, ele praticamente já tinha esquecido quem eu era”, diz ela à jornalista Hannah Morrison, do programa Victoria Derbyshireda BBC.

Jayde morava sozinha com seu pai quando ele ficou doente. Começou a notar que ele estava tendo brancos e de repente passava a repetir as mesmas perguntas sem se lembrar de conversas que eles já haviam tido sobre aquele assunto.

A saúde dele se deteriorou rapidamente e, logo depois, a jovem passou a morar com seus avós. Seu pai foi internado numa clínica.

Esquecimento

“Qundo fui visitá-lo, ele não fazia ideia de quem eu era. Ele sorria, mas não estava me vendo. Seu olhar estava fixo”, diz.

Ela conta que ter que lidar com essas dificuldades enquanto ainda era adolescente foi tão brutal que acabou deixando de visitar seu pai com frequência.

Jayne Green com seu pai
O pai de Jayne Green teve os primeiros sintomas de Alzheimer aos 42 anos

“O tempo foi passando e um dia me disseram que ele havia morrido”, afirma ela.

O pai de Jayde tinha um irmão gêmeo que também teve a doença antes dos 45 anos.

Em geral, o mal de Alzheimer costuma ser diagnosticado em pessoas com mais de 65 anos. Quando aparece antes dessa idade, é considerado precoce.

Pesquisadores já identificaram várias mutações genéticas que desencadeiam a doença prematuramente ao longo de várias gerações.

Problema de família

Jayde sabia que tinha um risco de desenvolver o mal de Alzheimer precocemente, mas não se preocupava muito com isso – até ter um filho, Freddy.

“Você sente o peso da responsabilidade quando tem um filho. Você começa a se preocupar com o futuro e com sua saúde, porque tem que estar presente para ele”, afirma.

Por isso, ela decidiu fazer uma análise genética. Três semanas depois, chegaram os resultados, confirmando que ela tinha as mesmas mutações que seu pai.

“Praticamente desde o dia em que ele nasceu tenho um caderno no qual escrevo coisas para o Freddy. Quero que ele saiba como me sinto, porque pode ser que eu não esteja presente em seu futuro para contar”, explica.

Caderno de Jayne Green
Jayde Green tem um caderno no qual escreve mensagens para seu filho ler no futuro

Agora, Jayde sabe que há 50% de chances de que seu filho, hoje com um ano, também tenha Alzheimer precocemente.

“É meu maior medo. Não aguento pensar que ele pode passar por isso e que sua vida seja encurtada. Meu segundo maior medo é que não consiga vê-lo crescer, que não esteja ao seu lado para apoiá-lo”, lamenta.

No momento, Jayde não tem nenhum sintoma da doença e participa de vários testes clínicos.

“Me apego à ideia de que ainda tenho mais 15 anos antes de ficar doente”, diz ela. “(Mas) cada vez que me esqueço de algo, entro em pânico”, completa.

Jayde Green e seu filho, Freddy
Jayde Green e seu filho, Freddy

Ela diz que se obriga a lutar contra esse medo e se pensar no tempo de uma maneira positiva.

“Quero viver no presente, fazer tudo o que puder desde já”, resume.

Como as causas exatas do mal de Alzheimer são desconhecidas, pesquisadores ainda não chegaram a conclusões sobre como se prevenir.

Mas existem pistas.

O NHS, o sistema de saúde pública britânico, recomenda não fumar, reduzir o consumo de álcool, manter um peso saudável e um dieta balanceada.

Também diz que estar sempre física e mentalmente ativo pode reduzir o risco de desenvolver a doença ou pelo menos retardar seu aparecimento.