Eike usa há dez anos película de silicone para esconder calvície

Eike usa há dez anos película de silicone para esconder calvície

Método, desenvolvido na Itália, custa cerca de 50 mil reais e exige manutenção mensal; preso, empresário teve a cabeça raspada e a ‘prótese’ arrancada.

O empresário Eike Batista, preso desde segunda-feira no Rio sob a acusação de pagar propina ao ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), usa há pelo menos dez anos uma espécie de prótese de silicone para encobrir a calvície.

Vaidoso, Eike teve a sua calvície exposta após a prisão, quando teve a cabeça raspada – como é praxe entre os presos – e a prótese arrancada antes de ser levado para o presídio Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9, no Complexo de Gericinó, na Zona Norte do Rio.

Segundo VEJA apurou, a prótese consiste em uma película de silicone sob medida, repleta de micro-furos com diâmetros do tamanho exato do fio de cabelo do paciente. Os fios são confeccionados de forma artesanal. A prótese pronta é fixada com cola biológica na cabeça – a área que vai receber a película é previamente raspada.

O método é conhecido pelo nome de “adensamento capilar”. A técnica nasceu na Itália, inventada por Cezare Ragazzi, há mais de 50 anos. É um método não-cirúrgico, não-invasivo e, por isso, considerado 100% seguro. A prótese é tão natural que não é facilmente identificada a olho nu e nem facilmente percebida ao toque.

A técnica, no entanto, exige manutenção mensal. Eike cumpria o prazo correto e era atendido em sua casa, no Rio de Janeiro. O empresário pagava todas as despesas dos profissionais que se locomoviam para atendê-lo. O paciente tem liberdade para realizar qualquer tipo de movimento, incluindo esportes aquáticos. O preço médio gira em torno de 50 mil reais.

Eike já admitiu ter feito um implante capilar em 2010, mas não foi divulgado se o processo deu algum resultado.

Fonte: veja.com

Em Bangu, Eike Batista divide cela com outros seis presos

Mulher de Eike usa carteira de advogada para visitar marido

Espaço tem 15 metros quadrados, quatro beliches e não tem vaso sanitário; empresário foi preso por suspeita de integrar esquema de propinas liderado pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral.

O empresário Eike Batista ocupa uma cela de 15 metros quadrados, equipada com quatro beliches, na Cadeia Pública Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9, no Complexo Penitenciário de Gericinó. A unidade é destinada para milicianos e ex-policiais militares. Eike divide o espaço com outros seis presos da Lava Jato que, assim como ele, não têm curso superior.

O empresário foi transferido para Bangu por questões de segurança após passar pouco menos de duas horas no presídio Ary Franco, carceragem da Polícia Federal do Rio conhecida como “masmorra”. O pedido para a transferência partiu do secretário de Administração Penitenciária (Seap), coronel Erir Ribeiro Costa Filho. “Tal medida se faz necessária uma vez que o Presídio Ary Franco também custodia presos ligados a facções criminosas”, justificou o secretário em ofício ao juiz Marcelo Bretas. Eike foi preso nessa segunda-feira, 30, ao desembarcar de voo vindo de Nova York.

Ele é suspeito de pagar propinas ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB-RJ), que também está detido desde novembro de 2016.

A cela não tem vaso sanitário – os presos fazem necessidades em um buraco no chão, conhecido como boi. No lado oposto, há um cano por onde sai água fria. A unidade sofre ainda com problemas de abastecimento de água e entupimento no sistema de esgoto, segundo funcionários da unidade. Os registros são abertos três vezes ao dia, de acordo com os servidores. A Secretaria de Administração Penitenciária negou os problemas.

Cada preso tem direito a levar uma televisão de 14 polegadas e um ventilador. Eles recebem quatro refeições ao dia – café da manhã e lanche, composto de pão com manteiga e café com leite; almoço e jantar, em que são servidos uma proteína, arroz ou macarrão, feijão, e legumes, além de refresco e sobremesa (fruta ou gelatina).

A família de Eike terá de fazer a carteira de visitante, que permite o acesso ao Complexo Penitenciário. O documento fica pronto entre 15 dias e um mês. Antes desse prazo, é possível pedir à secretaria autorização especial para visita.

Fonte: Oestadão.com

Advogado de Caruaru entra com pedido de habeas corpus para Eike

Advogado de Caruaru entra com pedido de habeas corpus para Eike

O pedido foi solicitado pelo advogado José Antonildo Alves de Oliveira, da cidade de Caruaru, em Pernambuco.

Um advogado de Pernambuco, que não faz parte da equipe de defesa de Eike Batista, deu entrada na Justiça Federal do Rio de Janeiro com um pedido de habeas corpus em favor do empresário que foi preso nesta segunda-feira no Rio de Janeiro logo após desembarcar vindo de Nova York, nos Estados Unidos.

Segundo o Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, com sede no Rio de Janeiro, o pedido foi solicitado pelo advogado José Antonildo Alves de Oliveira, da cidade de Caruaru.

“Na verdade, qualquer pessoa, que se sinta incomodada com a prisão de alguém, mesmo não sendo advogado, pode usar desse expediente e entrar com um pedido na Justiça”, explicou uma fonte da Justiça.

“É algo incomum, mas não é inédito”, acrescentou a fonte.

O advogado Fernando Martins, da equipe que defende Eike, disse que não conhece o autor do pedido de habeas corpus e negou o uso de laranjas na defesa do empresário, ao ser questionado sobre essa possibilidade.

“Não procede essa dúvida levantada”, disse Martins, referindo-se ao possível uso de laranjas. “A defesa do Eike vem agindo sempre com absoluta transparência.”

O pedido de habeas corpus em favor de Eike já foi distribuído. O relator do processo seria o desembargador Abel Gomes, mas como o magistrado está de férias, o habeas corpus será analisado pelo juiz substituto Vigdor Teitel.

Fontes da PF disseram que Eike pode ser ouvido na terça-feira na superintendência da PF no Rio.

Eike, que já foi um dos homens mais ricos do mundo, é acusado de ter pago propina de 16,5 milhões de dólares ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral em troca de obter vantagens para seus investimentos no Estado durante os dois mandatos de Cabral, que está preso em Bangu desde novembro.

Fonte: exame.com

Eike é homem de fé e enfrenta o que tiver que enfrentar, diz Luma

Eike é homem de fé e enfrenta o que tiver que enfrentar, diz Luma

Em resposta a fãs no Instagram, ex-atriz, que foi casada e teve dois filhos com o empresário, afirma que ele investiu muito no país com recursos próprios.

A ex-atriz Luma de Oliveira, que foi casada e teve dois filhos com o empresário Eike Batista – Thor, 25, e Olin, 21 -, saiu em defesa do ex-marido, preso nesta segunda-feira pela Polícia Federal, dentro da Operação Eficiência, sob a acusação de pagar 16,5 milhões de dólares ao ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

Foi a primeira vez que Luma, que ficou célebre por ter usado uma coleira com o nome de Eike no Carnaval do Rio em 1998 quando era madrinha de bateria da escola de samba Tradição, se manifestou sobre a prisão do ex-marido.

Na rede social Instagram, em foto postada há uma semana, ela interagiu no final desta tarde com fãs que comentavam a prisão de Eike. “Fez muitos investimentos no nosso país com recursos próprios. Infelizmente, parece que os empresários ficam acuados com pseudogovernantes. Lamentável”, escreveu em um dos posts.

Em três oportunidades, Luma usou a expressão “fé” para se referir a como a família está enfrentando a situação. Ela disse que, “dentro do possível, estamos fortes e com muita fé” e “que somos pessoas de muita fé e confiantes no melhor”. Ela também ressaltou que “ele (Eike) é um homem de fé” e que “enfrenta o que tiver de enfrentar”.

Sobre como os dois filhos dela com Eike estão reagindo ao episódio, Luma afirmou que tenta ajuda-los a enfrentar a situação. “Estou firme o mais que posso para ajudar os meninos”, escreveu.

Um dos filhos de Luma e Eike, Olin já havia se manifestado antes, ao lançar no Twitter a hashtag #ForçaEikeEstamosComVoce”, em solidariedade ao pai. O post, no entanto, gerou reações diferentes da esperada por Olin: a grande maioria ironizou o apelo, criticou o empresário ou pediu que ele delatasse tudo o que sabe.

A atual mulher de Eike, a empresária Flávia Sampaio, pai do terceiro filho do empresário – Balder, três anos – publicou uma foto no Instagram com a hashtag sugerida por Olin e a frase “Deus tem propósito até nos dias mais difíceis”.

Veja os comentários de Luma sobre Eike no Instagram:

Fonte: veja.com

 

Agente é preso entrando com celulares em presídio que vai abrigar Eike

Penitenciária Bandeira Stampa, no Complexo de Gericinó.

Ao todo, foram encontrados dois celulares, fones de ouvido, chips, remédios e R$ 2.800.

No inicio da tarde desta segunda-feira (30), um agente penitenciário foi preso tentando entrar com celulares na Penitenciária Bandeira Stampa, no Complexo de Gericinó.

Segundo informações do Extra, o presídio vai abrigar o empresário Eike Batista, preso pela manhã ao chegar de Nova York no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.

O homem, identificado como Nelson Rego Lira, de 48 anos, estava com os pertences em uma bolsa com fundo falso. Ao todo, foram encontrados dois celulares, fones de ouvido, chips, remédios e R$ 2.800.

A Seap não revela com quem Eike dividirá a cela, por motivos de segurança. No entanto, confirmou que o empresário não terá acesso à cela especial.

Fonte: noticiasaominuto

Seguranças de Eike e Thor eram da Polícia Federal

Seguranças de Eike e Thor eram da Polícia Federal

Questão está sob investigação.

O relacionamento entre Eike Batista e a Polícia Federal é antigo, o que reforça a hipótese de vazamento sobre sua prisão.

Isso porque os seguranças que cuidavam do empresário e de seus filhos até 2014 pertencem à corporação.

Uma das equipes, inclusive, acompanhava Thor, o filho mais velho de Eike, desde que ele tinha cinco anos.

Na própria PF é fortíssima a ideia de que alguém avisou a Eike. Resta saber quem foi.

Fonte: radaronline

 

Filho de Eike Batista passa férias com os amigos em Las Vegas; família opta pelo silêncio

Filho de Eike Batista passa férias com os amigos em Las Vegas; família opta pelo silêncio

Ele viajou há uma semana de férias, na companhia de três amigos.

Enquanto a Polícia Federal tenta prender o empresário Eike Batista, alvo de uma operação deflagrada na manhã desta quinta-feira, no Rio, o filho dele, o DJ Olin, de 21 anos, curte a vida em Las Vegas, nos EUA. Ele viajou há uma semana de férias, na companhia de três amigos. Um vídeo publicado por Olin na madrugada desta quinta-feira numa rede social mostra ele se divertindo com os companheiros de viagem.

Já o filho mais velho de Eike, o também empresário Thor Batista, de 24 anos, está no Rio de Janeiro. Nesta terça-feira, ele e a namorada, a modelo gaúcha Luana Campos, estiveram em uma premiação de teatro no Copacabana Palace.

A ex-mulher do empresário, Luma de Oliveira, também está em casa, na Zona Sul do Rio. Eike, que estaria em Nova York, também nos EUA, já é considerado foragido da Justiça.

O empresário teve mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça por suspeita de envolvimento em um esquema de pagamento de propina ao governador Sérgio Cabral. As investigações fazem parte da Operação Lava-Jato e apuram a ocultação de US$ 100 milhões em contas no exterior. Eike é acusado de pagar propina em troca de benefícios com o governo do Estado.

O EXTRA entrou em contato com os filhos de Eike e com Luma de Oliveira, mas eles não quiseram dar nenhuma declaração sobre o episódio.

Fonte: extra.globo

Amigo de políticos, Eike foi ícone da ascensão da economia

Amigo de políticos, Eike foi ícone da ascensão da economia

Eike tinha acesso direto a Lula e Dilma e a líderes e governadores de partidos como o PMDB e o PSDB.

Símbolo da ascensão da economia brasileira à época em que figurou entre os dez homens mais ricos do mundo, Eike Fuhrken Batista materializava, em 2009, a euforia internacional com o Brasil expressa na capa de The Economist intitulada “O Brasil decola” e ilustrada com um Cristo Redentor disparando como um foguete.

Cortejado por governantes, o empresário, 60 anos completados em novembro, era invejado por seus negócios e contatos de sucesso no poder. Tinha acesso direto aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, do PT, e a líderes e governadores de partidos como o PMDB e o PSDB.

Um dos amigos era o então governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), a quem Eike costumava emprestar seus jatos particulares. Essas relações garantiram acesso a financiamentos oficiais que ajudaram a turbinar sua fama de gênio dos negócios e que depois implodiria.

Figuram entre os ícones desta época “feliz” as fotos de Eike em solenidades oficiais, ao lado de poderosos. Em um evento da Petrobras, o empresário, trajando o uniforme laranja da estatal, posou fazendo o V da vitória, com Lula e Dilma.

Em 2008, elogiado publicamente pelo ex-ministro Raphael de Almeida Magalhães durante uma solenidade – que virou ato em seu desagravo porque era investigado pela Polícia Federal por supostas irregularidades no processo de concessão de uma ferrovia no Amapá -, Eike chorou.

‘Filho adotivo’

Em 2012, Eike foi chamado de “orgulho do Brasil” pela então presidente Dilma Rousseff durante visita a uma de suas obras, o Porto do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense. Considerado um megaempresário, ele foi personagem em abril daquele ano de um artigo assinado pelo então prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), na revista americana “Time”. No texto, Paes chama Eike de “filho adotivo” do Rio e o classifica como um dos responsáveis pelo renascimento da capital fluminense.

Forbes

Quando apareceu no ranking da Forbes como o sétimo homem mais rico do mundo, em 2012, com fortuna estimada em US$ 30 bilhões, Eike chegou a prometer que lideraria a lista. O filho de Eliezer Batista, ex-ministro e ex-presidente da Vale, apelidou sua mineradora MMX de “miniVale”.

A Lula, em 2009, apresentou detalhes do Porto do Açu, que deveria ser um dos maiores complexos portuários da América Latina. Eike obteve financiamento de R$ 10,4 bilhões no BNDES, mas nem tudo foi liberado porque muitos projetos foram interrompidos.

A derrocada começou quando as promessas sobre o desempenho das empresas do grupo EBX feitas a investidores não foram cumpridas. As ações das companhias do grupo derreteram e chegaram a ser negociadas por centavos. Quatro das seis empresas fundadas por Eike com ações na Bolsa entraram em recuperação judicial.

‘X’

Nas negociações com credores, ele entregou participações nas companhias e viu três serem rebatizadas sem o “X” que carregavam como marca do supersticioso empresário, por simbolizar multiplicação.

Os problemas de Eike chegaram à esfera criminal em 2014. O ex-bilionário tem pendências na Justiça, entre elas por uso de informação privilegiada e manipulação de mercado. Ainda em 2014, Eike convocou a imprensa para um “desabafo” após um ano e meio calado. Disse ter patrimônio negativo de US$ 1 bilhão.

Pelo menos até o fim do ano passado, Eike dava expediente num prédio comercial na Praia do Flamengo, zona sul do Rio. No ápice, a holding EBX chegou a abrigar 400 funcionários. Hoje, se resume a cerca de 20 pessoas, incluindo o filho Thor, de 25 anos.

Atualmente, uma de suas apostas é o lançamento de um creme dental. Mas a que mais se aproxima de seus antigos projetos é um corredor logístico que prevê o transporte de cargas da Argentina ao Chile, transpondo os Andes.

Fonte: Exame.com

Cabral estuda acordo de delação para ter pena reduzida

Cabral estuda acordo de delação para ter pena reduzida

Cabral está no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro, há mais de dois meses, o que teria pesado na decisão dele de cogitar uma delação premiada.

Após a Operação Eficiência e a prisão preventiva decretada do empresário Eike Batista, o ex-governador Sérgio Cabral estuda negociar um acordo de delação premiada como forma de diminuir o tempo que ficará preso. Fontes ligadas a Cabral, ouvidas pelo GLOBO sob a condição de anonimato, disseram que essa negociação pode começar em breve, aproveitando que o empresário é considerado foragido da Polícia Federal.

Com Eike na mira da PF, Sérgio Cabral ganharia espaço para negociar uma delação segundo essas fontes. O empresário também é visto pelos investigadores como um possível colaborador, já que ele poderia delatar todo o esquema de corrupção envolvendo Cabral e outros políticos. Com isso, poderia evitar ser preso.

Para servidores que participal das investigações, Eike e Cabral terão que disputar a prioridade para fechar um acordo e receber os benefícios. Segundo esses servidores, há apenas espaço para uma mega delação nesse caso, porque é preciso a punição de pelo menos um dos maiores beneficiados pelo esquema de corrupção.

Eike pode estar em desvantagem por ser considerado um foragido da Justiça. Poucos dias antes da Operação Eficiência, ele viajou para o exterior. Segundo a defesa do empresário, ele estaria em Nova York numa viagem de negócios. O empresário já é procurado pela Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal. Como ele embarcou com o passaporte alemão, a PF trabalha com a hipótese de fuga e não há expectativa que ele se entregue rapidamente.

Enquanto o empresário refugia-se no exterior, o ex-governador tem outra realidade: a prisão. Cabral está no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro, há mais de dois meses, o que teria pesado na decisão dele de cogitar uma delação premiada. Há dúvida, porém, se a força-tarefa aceitaria sua colaboração.

US$ 100 MILHÕES

A fase da Lava-Jato deflagrada na quinta-feira foi viabilizada com informações conseguidas pelos investigadores por meio delação premiada de outros envolvidos no esquema. A operação Eficiência apura a lavagem de dinheiro e ocultação no exterior de US$ 100 milhões.

Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal estão atrás de mais dinheiro depositado fora do país em benefício do ex-governador do Rio Sérgio Cabral ou de algum laranja.

Fonte: extra.globo

Incluído na lista da Interpol, Eike teve Lamborghini, Porsche e R$ 100 mil apreendidos pela PF

Incluído na lista da Interpol, Eike teve Lamborghini, Porsche e R$ 100 mil apreendidos pela PF

Investigadores da Operação Eficiência também apreenderam outros dezesseis carros, obras de arte, relógios e joias.

A Polícia Federal (PF) apreendeu, na quinta-feira, a Lamborghini Aventator e o Porsche Cayenne do empresário Eike Batista em sua residência, no Rio, durante a Operação Eficiência, que apura um esquema de lavagem de ao menos US$ 100 milhões em propinas para o grupo do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) no exterior. Ao todo, os investigadores da Eficiência apreenderam dezoito carros, além de obras de arte, relógios, joias e cerca de R$ 100 mil em dinheiro vivo.

Foto: Divulgação / Polícia Federal
Foto: Divulgação / Polícia Federal

A PF cumpriu sete mandados de prisão preventiva, dois de condução coercitiva e 22 de busca e apreensão expedidos pelo juiz federal Marcelo Bretas, do Rio. Do total de nove mandados de prisão expedidos, três foram para investigados que já estão presos em Bangu: Sérgio Cabral, Carlos Miranda e Wilson Carlos.

Eike, que chegou a ser considerado um dos homens mais ricos do país, e o ex-subsecretário do governo de Sérgio Cabral, Francisco Assis Neto, o “Kiko”, tiveram prisão preventiva decretada, mas não foram localizados pela PF e foram incluídos na lista de procurados da Interpol, a Polícia Internacional.

A PF suspeita que o empresário tenha deixado o país com passaporte alemão. O advogado de Eike disse que ele ficou “surpreso” com a ordem de prisão e que estava negociando com as autoridades para o empresário se entregar no Brasil.

A Operação Eficiência investiga crimes de lavagem de dinheiro consistente na ocultação no exterior de aproximadamente U$ 100 milhões, organização criminosa e corrupção ativa e passiva por parte de empresários, políticos e pessoas a eles ligadas. Desta quantia, cerca de R$ 270 milhões já foram repatriados em meio à investigação.

Não é a primeira vez que Eike tem a Lamborghini e o Porsche Cayenne brancos e outros bens apreendidos pela PF. Em fevereiro de 2015 o empresário teve seus bens retidos pela Justiça do Rio em uma ação para reparar os credores da OGX. Em maio daquele ano, porém, o veículo e outros bens do empresário foram devolvidos a ele após o juiz do caso ser flagrado dirigindo o Porsche do empresário.