Acusados pela morte de embaixador grego vão a júri popular no RJ

A Justiça negou o recurso de François de Souza, ex-mulher da vítima, que constestava as acusações

Nos próximos dias, a viúva Françoise de Souza e os outros dois acusados pelo assassinato do embaixador grego Kyriakos Amiridis, em dezembro passado, vão a júri popular, em Nova Iguaçu, na Região Metropolitana do Rio.

Segundo informações do jornal O Globo, a Justiça negou o recurso de François que contestava as acusações. De acordo com a desembargadora Katya Monnerat, da 1ª Câmara Criminal, há provas e indícios de autoria do crime.

Entenda o caso

Em dezembro, o corpo de Kyriakos Amiridis foi encontrado carbonizado dentro de um carro, no RJ. Dias depois, a mulher do embaixador da Grécia confessou ter participado do assassinato do marido. O policial militar Sérgio Gomes Moreira, de 29 anos, também afirmou ter envolvimento na morte de Amiridis.

Informações da polícia na época indicavam que Françoise de Souza Oliveira seria a mandante do crime, enquanto o PM, amante da suspeita, seria o executor. Os dois tiveram o pedido de prisão enviados à Justiça. Outros dois dois cúmplices, Eduardo Tedeschi, amigo do PM, e um primo de Sérgio Moreira também foram indiciados.

Fonte: noticiasaminuto

Viúva e outros dois réus por morte de embaixador grego vão a júri popular no Rio

Viúva e outros dois réus por morte de embaixador grego vão a júri popular no Rio

O juiz Antonio Lucchese, da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, decidiu nesta segunda-feira (3/7) que os três acusados de envolvimento na morte do embaixador grego Kyriakos Amiridis serão submetidos a júri popular. Na decisão, Françoise de Souza Oliveira, mulher do embaixador, o policial militar Sérgio Gomes Moreira Filho e o primo dele Eduardo Moreira Tedeshi tiveram, também, a prisão preventiva mantida.

Kyriakos Amiridis foi assassinado no dia 26 de dezembro do ano passado, em sua residência, no centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Após ser atacado na sala, teve hemorragia interna e não resistiu aos ferimentos. O carro em que o embaixador dirigia foi encontrado queimado dias depois, embaixo de um viaduto do Arco Metropolitano, em Nova Iguaçu. Dentro, estava o corpo carbonizado do diplomata.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Françoise planejou com Sérgio Gomes o assassinato do marido. O policial ainda teria sido ajudado por Eduardo. Em sua decisão, o juiz ressaltou que os autos apontam que havia um relacionamento entre Françoise e Sérgio. “Há a versão sustentada pelo Ministério Público, lastreada em elementos colhidos em sede policial, de que ambos, juntamente com Eduardo, arquitetaram um plano para ceifar a vida de Kyriakos”, aponta o juiz.

Embaixatriz muda versão e se contradiz em novo depoimento sobre morte de embaixador grego

Embaixatriz muda versão e se contradiz em novo depoimento sobre morte de embaixador grego

De acordo com Giniton Lages, titular da DHBF, o novo depoimento de Françoise apresenta “contradições flagrantes”.

A embaixatriz Françoise de Souza Oliveira, presa há mais de um mês acusada de participação na morte do marido, o embaixador grego Kyriakos Amiridis, se contradisse em depoimento a agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) prestado durante a realização da reprodução simulada, na noite desta quarta-feira. Françoise, seu amante, o soldado PM Sérgio Gomes Moreira Filho, e Eduardo Moreira Tedeschi de Melo estão presos há mais de um mês pelo crime.

Durante a reprodução simulada, Françoise negou participação no crime e afirmou que em nenhum momento soube que seu marido estava, de fato, morto. Foi Françoise que fez o registro de ocorrência de desaparecimento de Kyriakos na Polícia Civil. Ao longo da reprodução, Françoise também disse que não viu Sérgio e Eduardo retirarem o corpo de sua casa. Ela também diz não ter visto os dois em sua casa na noite do crime.

Ainda de acordo com o depoimento prestado durante a reconstituição do crime, Françoise afirmou ter entrado na casa com a filha e ido dormir direto. Negou ter passado pela cozinha e pela sala onde Kyriakos foi morto. As câmeras de segurança do local mostram que ela entra em casa quando Sérgio e Eduardo já estão dentro do local.

Imagem mostra embaixatriz na cena do crime Foto: Reprodução
Imagem mostra embaixatriz na cena do crime Foto: Reprodução

Logo após ser detida, dias após o crime, Françoise deu uma versão diferente aos agentes. Segundo seu primeiro relato, quando chega em casa na noite do crime, Françoise encontra uma mancha de sangue no sofá e pergunta a Sérgio o que havia acontecido. Ele, segundo Françoise contou aos agentes em dezembro, teria confessado o homicídio a ela. Depois, a embaixatriz ainda confirmou à polícia que registrou o desaparecimento da vítima mesmo sabendo que Kyriakos estava morto.

De acordo com Giniton Lages, titular da DHBF, o novo depoimento de Françoise apresenta “contradições flagrantes”.

— Com a nova versão, Françoise apresenta contradições flagrantes se compararmos com seu relato anterior, os depoimentos dos demais envolvidos e outras testemunhas. Agora, os peritos criminais vão trabalhar em cima deste novo depoimento. Eles vão dizer, por exemplo, se era possível ou não que ela não tenha ouvido nada depois que chegou na casa — afirma o delegado.

Fonte: extra.com

Justiça prorroga prisão de indiciados pela morte de embaixador grego

Crime ocorreu na noite do dia 26 de dezembro do ano passado, na casa da vítima, em Nova Iguaçu

O juiz Alexandre Guimarães Gavião Pinto, da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, prorrogou por mais 30 dias as prisões temporárias de Françoise de Souza Oliveira, Sérgio Gomes Moreira Filho e Eduardo Moreira Tedeshi.

Os três foram indiciados pela morte do embaixador grego no Brasil, Kyriakos Amiridis, no fim do ano passado.O pedido foi feito pela Polícia Civil. O crime ocorreu na noite do dia 26 de dezembro do ano passado, na casa da vítima, em Nova Iguaçu.

Segundo as investigações, Françoise, esposa do embaixador, teria articulado o assassinato de Kyriakos com o policial militar Sérgio Gomes. O policial ainda teria sido ajudado por Eduardo, que é seu sobrinho. Os três tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça no dia 30 de dezembro.

Embaixatriz ameaçou cúmplice de morte, caso ele revelasse os planos

Divisão de Homicídios e polícia grega vão buscar imagens que corroborem versão

Eduardo Tedeschi de Melo, apontado pela polícia como um dos três suspeitos de matar e tentar ocultar o cadáver do embaixador grego Kyriakos Amiridis no Rio de Janeiro, afirmou em seu depoimento que Françoise Amiridis, esposa do diplomata, o ameaçou de morte caso falasse sobre os planos do crime a alguém. Eduardo é primo do PM Sérgio Gomes Moreira Filho, apontado como amante de Françoise e que teria sido responsável, segundo as investigações, por matar Kyriakos.

Nesta segunda-feira (2), a polícia grega e a Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) continuarão as diligências para conseguir imagens do crime. Uma reunião realizada na manhã desta segunda-feira (2), antes de os policiais irem para a Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense para continuar as investigações, define detalhes da cooperação.

“Vamos fazer um cronograma de diligências para que esses policiais gregos acompanhem”, disse o delegado Rivaldo Barbosa, em entrevista ao Bom Dia Rio. As investigações, após a prisão de Françoise e do PM Sérgio Moreira, além do sobrinho, seguem principalmente na busca por imagens que possam ajudar a elucidar os últimos pontos do crime.

PM tentou apagar imagens

O PM da UPP fallet, preso suspeito de assassinar o embaixador da Grécia no Brasil, tentou apagar imagens de câmeras de segurança do circuito interno do condomínio onde o diplomata foi morto, em Nova Iguaçu, município da Baixada Fluminense.

A informação consta na decisão da Justiça do Rio, que determinou na noite de sexta-feira (30) a prisão não só do PM, como da amante do militar e mulher do embaixador, Françoise de Souza Oliveira, de 40 anos, e o primo do policial, Eduardo Tedeschi de Melo, de 24 anos. O PM não conseguiu apagar as imagens porque agentes da Polícia Civil conseguiram impedir.

Todos os três já foram encaminhados a presídios e ficarão acautelados por pelo menos 30 dias. Também na decisão, o juiz Felipe Carvalho da Silva ressaltou que nos depoimentos dos acusados pela polícia de matar Amiridis existem várias contradições.

Embaixatriz acusada de tramar a morte do marido passou reveillon no presídio de Bangu

O carro que o embaixador dirigia foi encontrado queimado na manhã de quinta-feira

A embaixatriz Françoise de Souza Oliveira, apontada pela polícia como mandante da morte do embaixador da Grécia no Brasil, Kyriankos Amiridis, já está no Complexo Prisional de Bangu.

Ela foi transferida no início da manhã deste sábado (31) para a Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, unidade feminina, onde também se encontra Adriana Ancelmo, ex-primeira dama do estado do Rio de Janeiro.

Françoise negou envolvimento na morte do marido, mas em depoimento um outro preso, Eduardo Moreira de Melo, disse que receberia dela R$ 80 mil para participar do crime, juntamente com o policial militar Sergio Gomes Moreira Filho, primo dele e, segundo a polícia, amante da embaixatriz. O PM foi transferido para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói. Ele confessou participação no crime.

O carro que o embaixador dirigia foi encontrado queimado na manhã de quinta-feira (29), embaixo de um viaduto do Arco Metropolitano, em Nova Iguaçu. Dentro, estava o corpo carbonizado do diplomata.

De acordo com o delegado Evaristo Pontes, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, Amiridis foi morto dentro de sua casa, em Nova Iguaçu, pelo policial militar e depois levado para o carro, enrolado em um tapete, com a ajuda do primo.

Os dois aparecem em gravações de câmeras de segurança, no condomínio do embaixador.

Os três tiveram prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça. Uma quarta pessoa, um mototaxista que levou o PM Moreira até o local onde o carro foi incendiado, está sendo investigado, mas não teve a prisão reequerida.

Conforme o delegado, entre as motivações para o crime pode estar a apropriação de bens e até de seguro de vida do embaixador, mas isto ainda está sendo investigado.

O diplomata estava desaparecido desde a última segunda-feira (26). Amiridis morava em Brasília e passava férias no Rio de Janeiro, onde foi cônsul-geral de 2001 a 2004.

Embaixatriz que tramou morte de marido será transferida para presídio de Bangu

Françoise Amiridis deixou a sede da DHBF por volta das 9h deste sábado

A mulher do embaixador grego, suspeita de ter participado da morte do marido, será transferida neste sábado (31) para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. Françoise Amiridis deixou a sede da DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense) por volta das 9h. Antes de seguir para o presídio, ela deve fazer uma exame de delito no IML (Instituto Médico Legal) de Nova Iguaçu.

Kyriakos Amiridis desapareu na segunda-feira (26), quando saiu da casa da família de sua esposa, no município de Nova Iguaçu. Amiridis mora em Brasília e passava férias no Rio de Janeiro, onde foi cônsul-geral de 2001 a 2004.

Eduardo Melo, primo do PM Sérgio Gomes, disse em depoimento, que a mulher do diplomata  lhe ofereceu R$ 80 mil pela morte do marido caso “nada desse errado”, afirmou a Polícia Civil durante entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (30). Ela nega participação no crime. O dinheiro não teria sido entregue.

Melo, Gomes e Françoise tiveram a prisão decretada sob a suspeita de participação na morte do embaixador. A polícia considera que o crime foi passional, já que a embaixatriz e o PM teriam um relacionamento amoroso.

 O corpo do embaixador foi encontrado nesta quinta-feira (29) dentro de um veículo alugado embaixo de um viaduto do Arco Metropolitano, também em Nova Iguaçu.

Segundo fontes da DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense), o PM teria confessado participação no crime ao ser confrontado com imagens dele entrando e saindo da casa onde Amiridis estava em Nova Iguaçu. Ele também acusa Françoise de ser a mandante do crime. Em depoimento, Sérgio Gomes teria dito ainda que o primo e outro homem teriam participado do crime.

O PM era responsável, segundo a polícia, em fazer a segurança da casa do embaixador, sobretudo quando o embaixador estava em Brasília. Ele tinha acesso privilegiado à residência e acabou envolvendo-se com Françoise.

A embaixatriz a firma que só no dia seguinte ao assassinato percebeu o sofá de sua casa “molhado”, supostamente de sangue, e questionou o PM, que lhe teria contato sobre o homicídio.

Embaixatriz ofereceu R$ 80 mil pelo assassinato do marido; prisões foram decretadas

Primo de PM que era amante da mulher do embaixador disse à polícia que aceitou oferta de R$ 80 mil para ajudar no crime. Ela nega o pagamento

A Justiça fluminense, segundo informou a Polícia Civil, decretou na noite desta sexta-feira (30) a prisão temporária de três pessoas por envolvimento na morte do embaixador da Grécia no Brasil, Kyriakos Amiridis, de 59 anos. O corpo do grego e um carro alugado por ele foram encontrados carbonizados próximo ao Arco Metropolitano, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

De acordo com o delegado Evaristo Pontes Magalhães, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), o crime foi passional e há fortes indícios da participação da mulher de Kyriakos, Françoise Souza Oliveira, de 40 anos, com quem o embaixador tinha uma relação há 15 anos e uma filha de dez. Além dela, foram apontados pelo crime o PM Sérgio Gomes Moreira Filho, de 29 anos, amante de Françoise; e o primo dele, Eduardo Moreira de Melo, 24.

Os três tiveram a prisão decretada no plantão judiciário desta sexta, mas, até as 20h30, a informação não havia sido confirmada pelo Tribunal de Justiça. À noite, o trio seguia detido na delegacia, em Belford Roxo, e deveria ser levado a presídios neste sábado (31).

Em coletiva de imprensa na Cidade da Polícia, no Jacaré, o delegado responsável disse que o PM e o primo dele confessaram o crime. Eduardo, primo do militar, disse aos policiais que o assassinato foi planejado pelo PM e pela mulher do embaixador, que teria oferecido pessoalmente R$ 80 mil para que ele ajudasse na ação. Em depoimento, a viúva negou ter oferecido o dinheiro.

“Quando Eduardo chega [à delegacia], ele se revolta, entende como uma traição, e aí resolve revelar toda a trama criminosa. Ele falou que no dia anterior [domingo (25)], foi convidado por Sérgio e Françoise para planejar a morte [do embaixador].”

Embora Françoise não tenha confessado participação no crime, a mulher admitiu que sabia que o marido tinha sido assassinado pelo PM, com quem mantinha um relacionamento há seis meses. O militar era conhecido da família e costumava cuidar da casa que o embaixador mantinha em Nova Iguaçu. Confrontada pelos policiais, Françoise contou aos agentes que sabia do crime.

“Conseguimos demonstrar para ela que ela não tinha mais saída. (…) Aí, ela cai em contradição, cai em prantos e começa a relatar que o policial militar tinha sido o autor daquele crime de homicídio contra o esposo. [Ela] Disse que não queria que acontecesse, que não tinha culpa, que não tinha como ter evitado”, explicou o delegado. Magalhães disse que Eduardo não sabia que a vítima era um embaixador.

Apesar de muito já ter sido apurado em pouco mais de 48 horas de investigação, a polícia informou, no entanto, que o caso não está encerrado. “A investigação é complexa e há muitas informações a serem esclarecidas ainda”, explicou Evaristo Magalhães.

Pelo apurado até agora, o embaixador foi morto dentro de uma casa onde ele se hospedava quando ia à Baixada visitar a família da mulher. A polícia realizou uma perícia no local e encontrou um sofá com manchas de sangue, mas a arma do crime não foi localizada.

Em depoimento, Sérgio disse que lutou com o grego e usou a arma que estaria com o diplomata para atirar nele. A polícia não encontrou nenhuma arma de fogo e investiga se o embaixador foi esfaqueado já que, de acordo com depoimentos de vizinhos, ninguém ouviu o som de disparos no apartamento.

“Ele [Sérgio] disse que entrou em desespero, que não sabia o que fazer e buscou auxílio de um primo, e os dois, então, vão dar cabo do embaixador”, explicou o delegado.

O delegado disse que Françoise afirmou em depoimento que chegou em casa de madrugada e não viu nada. Ela, então, perguntou ao PM porque o sofá estava molhado. O militar revelou a ela que tinha matado o embaixador.

No depoimento, o PM diz que, logo depois e com a ajuda do primo, retirou o corpo da casa usando o carro que tinha sido alugado pelo embaixador. Sérgio ainda rodou com o cadáver, mas só decidiu incendiar o veículo no dia seguinte ao asssassinato. O policial contratou um mototaxista para levá-lo ao local onde estava o carro, no Arco Metropolitano, e ateou fogo no veículo.

Com G1

 

Embaixatriz confessa participação no assassinato de marido no RJ

Ele foi encontrado em um carro carbonizado 

Françoise Amiridis, mulher do embaixador da Grécia no Brasil, Kyriakos Amiridis, confessou a participação na morte do marido. O corpo de Kryakos foi achado carbonizado dentro de um carro incendiado na última quinta-feira em Nova Iguaçu (RJ), após ele ter sido dado como desaparecido desde a noite do dia 26. As informações são do jornal O Globo. 

A polícia pediu a prisão de Françoise e do soldado da PM Sérgio Gomes Moreira Filho, e Eduardo Tedeschi, um amigo seu, e Sérgio Moreira, primo do PM. Françoise e Sergio, que tem 29 anos e é lotado na UPP do Morro do Fallet, confessaram manter uma relação extraconjugal, segundo investigadores. 

A trama para matar o embaixador grego começou a partir do dia 22, quando ele e a mulher tiveram uma briga dentro de casa. Ela teria sido agredida e decidido se vingar. “A partir daí ela contou para o PM, que era amante dela, e eles tramaram o crime”, explica um investigador.
A polícia acredita que Kyriakos foi assassinado na sala de sua casa, a facadas. A suspeita se baseia em manchas de sangue encontradas no móvel, e na ausência de relatos de disparo de arma de fogo. 

Polícia pede prisão de viúva e PM e confirma morte de embaixador grego

Corpo encontrado é do diplomata, apontam exames. Segundo as investigações, viúva e PM tramaram a morte de Kyriakos Amiridis; policial confessou o crime

A Polícia Civil do Rio confirmou nesta sexta-feira (30) que o corpo encontrado em um carro carbonizado é do embaixador da Grécia no Brasil, Kyriakos Amiridis. A informação foi dada com exclusividade no RJTV, pela repórter Bette Lucchese, com produção de Márcia Brasil.

Os investigadores pediram à Justiça a prisão de quatro pessoas que teriam planejado e matado o diplomata. Entre elas, a embaixatriz Françoise Amiridis, viúva do diplomata, e o policial militar Sérgio Gomes Moreira Filho, que confessou o crime. Os dois são amantes, de acordo com a polícia. A principal hipótese é de crime passional.

Ainda de acordo com a investigação, o embaixador foi morto dentro da própria casa e, logo depois, o PM retirou o corpo usando o carro que tinha sido alugado pelo embaixador. Os outros dois suspeitos de envolvimento no crime não tiveram o nome divulgado.

A Justiça do Rio informou que recebeu o pedido de prisão, que está sendo analisado.

Françoise comunicou na quarta-feira (28) o desaparecimento de Amiridis, de 59 anos. Segundo ela, ele saiu de casa Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na noite de segunda-feira (26), em um carro alugado sem dizer onde ia. Os dois viviam juntos há 15 anos e têm uma filha de 10 anos.

O veículo foi encontrado incendiado no fim da tarde de quinta (29), no Arco Metropolitano, em Nova Iguaçu, com um corpo em seu interior. Além do carro, a polícia apreendeu ainda um sofá para ser periciado.

Uma pessoa chegou algemada à DHBF no início da manhã. Durante a madrugada, um policial militar prestou depoimento na especializada. O advogado do PM, que acompanhou o depoimento, deixou o local por volta das 3h, mas o policial permanecia na unidade até a publicação desta reportagem. Os investigadores não informam se o PM foi ouvido como testemunha ou suspeito do crime.

Por volta das 10h desta sexta-feira, Françoise Amiridis chegou à delegacia, acompanhada por policiais. Cerca de meia hora depois, os agentes trouxeram uma testemunha do caso, que vestia uma touca ninja para não mostrar o rosto. A mulher de um homem identificado apenas como Eduardo, suspeito de envolvimento no desaparecimento do diplomata, também foi à especializada.

O carro alugado pelo embaixador foi encontrado incendiado e com um corpo em seu interior (Foto: Henrique Coelho/G1)

O desaparecimento do embaixador da Grécia teve repercussão internacional. Nos Estados Unidos, foi notícia no “New York Times” e no “Washington Post”, os principais jornais do país.

A agência de notícias inglesa “BBC” disse que um corpo foi encontrado enquanto o Brasil busca o embaixador desaparecido.

Kyriakos Amiridis mora em Brasília desde janeiro, quando assumiu o cargo de embaixador geral da Grécia no Brasil. O diplomata já foi cônsul no Rio entre 2001 e 2004.