Pesquisa mostra impactos no bem-estar de usuários ao deixar Facebook

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Eles relataram ter se dedicado a outras atividades, como assistir televisão e socializar com familiares e amigos

Uma pesquisa de acadêmicos das universidades de Stanford e de Nova York, nos Estados Unidos (EUA), mostrou impactos positivos em pessoas que pararam de usar a rede social Facebook durante um período. O estudo verificou entre os entrevistados um aumento do “bem-estar”, melhoria na socialização offline, redução da polarização política e uma queda do tempo de presença na plataforma após o fim do levantamento.

O trabalho, que envolveu 2,8 mil pessoas residentes nos EUA, constatou que a interrupção reduziu o tempo em redes sociais, “liberando” em média uma hora por dia dos participantes. Eles relataram ter se dedicado a outras atividades, como assistir televisão e socializar com familiares e amigos.

Os autores também examinaram o acompanhamento de notícias e o engajamento político, incluindo a polarização das pessoas envolvidas. Esse último termo mostra a intensidade de discordância de pontos de vista, fenômeno indicado por outros estudos como um dos efeitos do uso de redes sociais diversas.

Foi observada uma queda de 15% no tempo dedicado a notícias. As pessoas fora da rede social acompanharam menos questões de atualidade política e iniciativas de governantes, como do presidente Donald Trump. Os autores não conseguiram detectar impacto na participação política, como a decisão de não participar das eleições legislativas norte-americanas.

Contudo, o estudo verificou uma diminuição da polarização e exposição a mensagens com conteúdos de críticas fortes a determinadas visões políticas. Houve queda no índice formulado pelos autores. Contudo, eles alertam para o fato de que esse resultado não foi significativo e não pode ser generalizado como uma mudança de postura em relação a temas como o partido de preferência, por exemplo.

Bem-estar

Também foram analisados indicadores relacionados ao bem-estar das pessoas que participaram do estudo. “A desativação da rede social trouxe pequenas, mas significativas melhorias no bem-estar e, em particular, em registros de felicidade, satisfação de vida, depressão e ansiedade”, concluíram os acadêmicos. Na escala utilizada, esses impactos foram equivalentes a cerca de 25% a 40% de efeitos percebidos em intervenções psicológicas, como terapias individuais e em grupo.

Uso do Facebook

Outro ponto avaliado foi a continuidade do uso do Facebook pelos participantes. Eles relataram, em média, um tempo na plataforma 23% menor do que o dispendido pelas pessoas que não desativaram as contas e também foram acompanhadas no estudo. “Os participantes relataram que estavam passando menos o Facebook, tinham desinstalado o app de seu telefone e estavam fazendo um uso mais decidido da plataforma”, diz o texto.

Segundo os autores, essas respostas vão ao encontro da percepção de impactos positivos na vida dos usuários, ao encerrar ou reduzir o engajamento na rede social. “A desativação fez com que as pessoas apreciassem mais o Facebook, tanto em seus impactos positivos quanto negativos em sua vida”, destaca a pesquisa.

Procedimentos

O levantamento avaliou 2,8 mil usuários da rede social e convidou-os a interromper o uso durante um mês, especificamente na reta final das eleições legislativas promovidas no ano passado nos Estados Unidos. Foram avaliadas tanto pessoas que desativaram seus perfis quanto aquelas que não o fizeram, técnica chamada em pesquisas de “grupos de controle”.

Fonte: agenciabrasil

Sem saber como superar um fora, mulher é julgada por mandar 159 mil mensagens

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Americana chegou a ser presa por perseguição e caso está nos tribunais; ela ainda é acusada por invadir a casa da vítima e dizer que era sua “esposa”

Como superar um fora? É verdade que a situação exige uma certa maturidade e algumas pessoas não reagem tão bem quando são rejeitadas, mas uma americana passou um pouco dos limites e agora está sendo julgada por perseguir um homem que não queria continuar saindo com ela.

A esteticista Jacqueline Claire Ades, de 33 anos, é acusada de invasão de residência, assédio e stalking – que configura perseguição obsessiva, nos EUA – por ter mandado inacreditáveis 159 mil mensagens de texto para um homem que ela havia tido um encontro por não saber como superar um fora .

Os dois se conheceram há um ano e meio, por um site de relacionamento que reúne milionários solteiros. Depois de trocarem algumas mensagens , eles marcaram um encontro em uma festa em Phoenix, no Arizona. Mas, no fim da noite, ele, um executivo de uma multinacional que não teve o nome revelado, não se interessou muito pela mulher e não quis repetir o date.

O que o homem não esperava era que Jacqueline não iria aceitar os fatos facilmente. Ao perceber que o milionário não respondia suas mensagens, ela não só se recusou a assumir que tinha sido dispensada, como também passou a mandar cerca de 500 mensagens por dia para ele durante 10 meses.

A situação absurda não parou por aí: não contente em perturbar a vida dele virtualmente, a esteticista chegou a invadir a casa da vítima e tomar banho em sua banheira. Além disso, ela também apareceu no trabalho dele e contou a todos que era sua “esposa”.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO DELAS.

Sem regalias, ex-presidente da CBF limpa chão de cela nos EUA

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José Maria Marin está preso nos EUA por pelos crimes de organização criminosa, fraude bancária e lavagem de dinheiro

Acostumado com o conforto do seu apartamento de 600 metros quadrados nos Jardins, zona nobre de São Paulo, e com hotéis luxuosos, o ex-presidente da CBF José Maria Marin tem convivido com uma realidade bem diferente na penitenciária federal de Allenwood, nos Estados Unidos.

Transferido em outubro da Metropolitan Detention Center, cadeia no Brooklyn, em Nova York, onde passou dez meses, para o presídio de segurança baixa localizado em uma pequena cidade no interior do estado da Pensilvânia, o ex-cartola passou a ter acesso a serviços como biblioteca e programas educativos, mas continua submetido a uma rígida rotina imposta pelos agentes do sistema prisional norte-americano.

Aos 86 anos, Marin ganhou o direito de deixar a Metropolitan Detention Center – chamada por advogados de “depósito humano” por causa da condições dadas os presos – devido principalmente à idade avançada e por não oferecer risco de fuga. Isso, no entanto, não significa que em Allenwood ele tenha privilégios.

O Estado conversou com pessoas próximas a Marin e teve acesso a documentos que detalham não só como o brasileiro tem passado os últimos quatro meses, mas a lista de deveres e obrigações dele dentro da cadeia.

Condenado a quatro anos de prisão pelos crimes de organização criminosa, fraude bancária e lavagem de dinheiro cometidos no período em que presidiu a CBF, de 2012 a 2015, Marin teria recebido U$ 6,5 milhões (R$ 23,7 milhões pelo câmbio atual) de propina para assinar contratos de direitos comerciais da Copa Libertadores, Copa do Brasil e Copa América. Ele nega.

Em Allenwood, Marin acorda todas os dias às 5h da manhã, quando os agentes penitenciários passam nas celas para fazer a contagem dos presos. A partir das 6h, o café da manhã começa a ser servido. Quem não acordar no horário estipulado ou não deixar a cela “de forma organizada” está sujeito a medidas disciplinares.

A cama tem de estar arrumada com lençol, cobertor e travesseiro até 7h30, no máximo. Às 10h, o ex-presidente da CBF tem de ficar “quieto” e em pé dentro da cela, para uma nova contagem dos presos. Às 10h45, vai para o almoço. Às 16h, mais uma vez Marin tem de estar em pé na cela para outra conferência de detentos. Na sequência, vem o jantar.

Dentro do refeitório, as regras são rígidas. As mesas não podem ser reservadas, por exemplo, colocando casacos ou roupas nas cadeiras.

A acomodação é por ordem de chegada. Na fila do bandejão, o preso não pode se servir em nenhuma hipótese e tem de esperar que os funcionários do presídio coloquem a comida no seu prato. Depois de sair do refeitório, o detento não poderá entrar novamente no espaço “por qualquer motivo”. Também é proibido retirar frutas ou qualquer item do restaurante.

Marin é obrigado a usar o tempo todo um cartão preso a um cordão em volta do pescoço com seus dados de identificação. Só pode tirar o crachá quando estiver dentro da cela. O seu número de inscrição no sistema prisional norte-americano é 86356-053.

Outra obrigação é o uso de uniforme com uma importante observação: a camisa deve ficar dentro da calça, exceto quando Marin estiver no ginásio ou no pátio. Mas, por causa do inverno rigoroso que tem castigado Allenwood, com temperaturas entre -15ºC e -20ºC, o ginásio e a sala de musculação só devem reabrir em maio, quando não estiver mais tão frio.

A previsão é de que Marin fique ao menos mais dois anos e meio em Allenwood e ganhe a liberdade em junho de 2021, quando terá 89 anos – seu aniversário é no dia 6 de maio. Nos Estados Unidos, não existe progressão da pena para os regimes semiaberto e aberto para cidadãos estrangeiros não residentes.

Assim, a expectativa dos advogados de defesa de Marin é reduzir a pena por bom comportamento e também porque o ex-cartola ficou 13 meses detido (na Suíça e em Nova York) antes do anúncio da sua sentença, em agosto do ano passado.

Não entra nesta conta o período de mais de um ano em que o brasileiro cumpriu prisão domiciliar em seu apartamento localizado na 5.ª Avenida, no arranha-céu Trump Tower, numa das regiões mais valorizadas de Nova York. Durante esse período, ele podia sair até sete vezes por semana de casa, desde que permanecesse dentro de um raio de até duas milhas (o equivalente a 3,2 quilômetros) de seu apartamento e usasse tornozeleira eletrônica.

Na prisão de Allenwood, cabe a Marin manter a sua cela com “um alto nível de saneamento”, “limpa e ordenada”. Isso significa varrer o chão todos os dias e esvaziar a lata de lixo. As celas no presídio são padrão, com uma escrivaninha e um armário. Todos os pertences pessoais de Marin tem de ficar guardados nas gavetas.

Não é permitido nenhum item pendurado nas paredes ou no teto. Quem montar prateleiras dentro do armário, adicionando ganchos, por exemplo, ou mudar a decoração da cela é punido.

O dia de Marin em Allenwood termina às 22h. Novamente o ex-presidente da CBF tem de ficar “quieto” e em pé dentro da cela para a última contagem antes de dormir. Às 5h do dia seguinte, a rotina recomeça infalivelmente.

Pensão de R$ 20 mil

Mesmo preso nos Estados Unidos, o ex-presidente da CBF José Maria Marin recebe pensão vitalícia do Estado de São Paulo no valor de R$ 20.257,80 por mês – com os descontos e impostos, sobraram líquidos para o ex-dirigente R$ 14.914,56 no mês de dezembro.

O valor refere-se à pensão parlamentar da extinta carteira previdenciária dos deputados paulistas. Marin foi deputado estadual por dois mandatos, de 1971 a 1979. Também foi governador do Estado por dez meses, entre 1982 e 1983.

O ex-presidente da CBF contribuiu por 16 anos, de 1971 a 1987. Ele recebe a pensão há quase 32 anos, desde o dia 16 de março de 1987. O valor da pensão é reajustado na mesma proporção dos deputados estaduais em mandato. Em 2012, por exemplo, Marin recebia R$ 16.033,00 por mês.

Ao ser condenado à prisão em agosto do ano passado pela Corte Federal do Brooklyn, nos Estados Unidos, o ex-cartola teve US$ 3,35 milhões (R$ 12,2 milhões na cotação atual) confiscados e foi multado em US$ 1,2 milhão (cerca de R$ 4,3 milhões).

Marin ainda foi condenado em novembro a devolver US$ 137.532,60 (R$ 500 mil) para a Conmebol e a Fifa. Desse montante, US$ 118 mil (R$ 430,8 mil) são referentes à entidade sul-americano e US$ 19.532,60 (R$ 71,2 mil) à Fifa.

Para conseguir arcar com todas as despesas e pagar advogados no Brasil e nos EUA, Marin tem vendido bens adquiridos no período em que presidiu a CBF, como uma mansão no Jardim Europa comprada por R$ 13,5 milhões em 2014 e passada para frente três anos depois por R$ 11,5 milhões.

Fonte: exame

Homem mata e esconde mulher grávida e 2 filhas em tanques de gasolina

Antes de os corpos serem encontrados, o marido chegou a dar entrevistas nas quais mostrava-se preocupado com o desaparecimento

Um americano é o principal suspeito de matar a esposa grávida de 4 meses e as duas filhas em casa antes de esconder os três corpos em tanques de gasolina para abafar o odor da putrefação.

Christopher Watts, de 33 anos, é acusado de assassinar Bella, de 4, Celeste, de 3, e a mulher, Shannan, 34, e ocultar os cadáveres no campo de petróleo Anadarko Petroleum, no norte do estado americano de Colorado, segundo o canal Denver 7.

As vítimas foram encontradas na tarde desta quinta-feira (16/8) e estavam desaparecido desde o começo da semana. Agora, Watts está sendo acusado de homicídio e adulteração de evidências. Os procuradores ainda não divulgaram qual a causa da morte, nem as razões.

Um amigo da família, contudo, disse à revista People que havia discordâncias entre o casal e registros públicos apontam que eles enfrentaram problemas financeiros, chegando até mesmo a falir em 2015. Eles conseguiram se restabelecer, afirma o Denver Post, citando viagens caras mostradas nas redes sociais.

Antes de os corpos serem encontrados, o marido chegou a dar entrevistas nas quais mostrava-se preocupado com o desaparecimento e esperançoso pelo retorno dos familiares. Chris foi preso ainda na quarta (15/8) e não foi estipulada fiança. “Este é absolutamente o pior cenário que qualquer um de nós poderia imaginar”, afirmou John Camper, do Colorado Bureau of Investigation, ao anunciar que Shanann havia sido achada. Com informação da People.

Fonte: metropoles

EUA iniciam testes clínicos em humanos para vacina contra zika

Essas vacinas são aquelas que têm micro-organismos vivos ou debilitados e cujo propósito é provocar resposta defensiva do corpo para prevenção de doenças

Os Institutos Nacionais da Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos iniciaram testes clínicos em humanos para uma vacina experimental contra o vírus da zika desenvolvida por pesquisadores do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (Niaid, na sigla em inglês).

“O Niaid segue comprometido com o desenvolvimento de vacinas seguras e efetivas contra o vírus da zika, e estamos felizes de começar os testes clínicos com uma vacina atenuada”, afirmou nesta quinta-feira em comunicado o diretor do instituto, Anthony Fauci.

Essas vacinas são aquelas que têm micro-organismos vivos ou debilitados previamente e cujo propósito é provocar uma resposta defensiva do corpo para a prevenção de certas doenças.

Atualmente, não estão disponíveis vacinas autorizadas para a infecção pelo vírus da zika, que é transmitido aos humanos principalmente pela picada de um mosquito infectado e também através do sexo, mas vários centros se encontram em diversas etapas de desenvolvimento.

O teste inclui um total de 28 adultos sadios com entre 18 e 50 anos que serão avaliados no Centro de Pesquisas de Imunização da Universidade Johns Hopkins em Baltimore (Maryland) e no Centro de Testes de Vacinas da Universidade de Vermont.

A equipe dirigida pelo cientista Stephen Whitehead, do Niaid, utilizou técnicas de engenharia genética para desenvolver um chamado vírus quimérico, criado através da combinação de genes de vários vírus.

O vírus quimérico está vivo, porém atenuado, por isso não pode provocar a doença nos receptores. Quando é injetado no corpo, o vírus enfraquecido deve provocar uma resposta do sistema imunológico.

A primeira fase dos testes clínicos analisará a resposta imunológica nos participantes e avaliará a segurança da vacina experimental, cujos resultados foram “promissores” em testes anteriores em macacos, de acordo com os cientistas.

Todos os 28 participantes serão distribuídos aleatoriamente para receber uma única dose subcutânea da vacina experimental (20) ou um placebo (oito).

Nem os participantes, nem os pesquisadores, saberão quem está recebendo a vacina experimental.

Depois da vacinação, os participantes receberão um diário para registrar sua temperatura em determinados momentos e suas amostras de sangue. Além disso, outros indicadores serão analisados durante seis meses.

Os pesquisadores estudarão essas amostras para ver se os participantes desenvolvem ou não anticorpos em resposta à vacina experimental.

Fonte: exame

Os chocantes casos de abuso cometidos por ‘padres predadores’ contra centenas de menores nos EUA

A Suprema Corte da Pensilvânia publicou relatório em que afirma que cerca de 300 sacerdotes da Igreja Católica abusaram sexualmente de mais de mil menores de idade em seis dioceses do Estado americano.

E segue: “Para muitos de nós, esse tipo de histórias ocorreram em outro lugar, em algum lugar distante. Agora sabemos a verdade: ocorreram em todas as partes”.

Essas histórias são as de mais de mil menores de idade, possivelmente mais, que foram abusados sexualmente ao longo de 70 anos por cerca de 300 padres de seis dioceses do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Esses abusos ocorreram, segundo detalha o relatório divulgado pela Suprema Corte da Pensilvânia, “enquanto funcionários eclesiásticos tomavam medidas para encobri-los”.

Conheça a seguir detalhes de seis destes casos presentes no documento de 900 páginas do júri da Pensilvânia.

1. Um abuso disfarçado de ‘exame de câncer’

Cerca de mil menores de idade – talvez mais – foram vítimas de abusos ao longo de 70 anos – AFP/GETTY

Um padre em Erie, Chester Gawronski, acariciava sexualmente as crianças e dizia que o fazia para “checar se tinham câncer”.

Em 1997, depois de serem apresentadas queixas contra ele, Gawronski entregou à diocese uma lista de 41 possíveis vítimas e confirmou que havia feito o “exame de câncer” em menos 12 crianças relacionadas ali.

O padre confessou voluntariamente ter cometido abusos sexuais em múltiplas ocasiões e, ainda assim, de 1997 a 2002, ele permaneceu na ativa no clero e repetidamente foi transferido para outras paróquias.

2. ‘Por favor, ajude-me, abusei sexualmente de uma criança’

Um dos padres, Michael Lawrence, disse ao monsenhor Anthony Muntone: “Por favor, me ajude, abusei sexualmente de uma criança”.

Muntone registrou a confissão em um memorando confidencial escrito à mão. E, mesmo depois do registro, a diocese afirmou: “Essa experiência não será necessariamente um trauma terrível para a vítima”.

O padre Lawrence permaneceu na ativa na Igreja por anos sob o comando de três diferentes bispos.

O arcebispo Wuerl enviou aos padres da Pensilvânia uma carta em que alertava sobre o conteúdo ‘perturbador’ do relatório

3. O padre que engravidou uma jovem de 17 anos

O padre Raymond Lukac engravidou uma jovem de 17 anos, falsificou a assinatura de um pastor em uma certidão de casamento e se divorciou pouco depois de ela dar à luz.

Apesar de ter feito sexo com uma menor de idade, tido um filho com ela, se casado e divorciado, foi permitido que Lukac permanecesse na Igreja enquanto a diocese buscava “um bispo benevolente em outro Estado disposto a aceitar o predador e a escondê-lo da Justiça”.

4. Uma criança nua na casa do pároco

O padre Joe Pease abusou repetidamente de uma criança quando ela tinha entre 13 e 15 anos.

Funcionários da diocese encontraram em uma ocasião a vítima nua na casa onde o pároco vivia, mas Pease disse que era uma “brincadeira” e que “não havia ocorrido nada sexual”.

A diocese escreveu então em um dos seus memorandos confidenciais: “Por hora, estamos em um impasse: são alegações e não admissões”.

O padre teve de fazer tratamentos indicados pela Igreja, e foi permitido que ele voltasse à ativa por mais sete anos.

O ex-arcebispo de Washington, Theodore McCarrick, renunciou após acusações de que abusou de um menor nos anos 1970

5. Vítimas identificadas por cruzes de ouro

Um grupo de ao menos “quatro padres predadores” teria estabelecido um vínculo emocional e abusado sexualmente e de forma violenta de menores.

Uma das crianças teria sido forçada a ficar nua em uma cama e a posar como Cristo em uma cruz. Os padres fotografaram a vítima e incluíram essas imagens em uma coleção de pornografia infantil.

Para facilitar a identificação das vítimas, eles davam presentes às suas crianças favoritas: cruzes de ouro que elas deveriam usar no pescoço – esses itens indicavam que as vítimas estavam sendo preparadas para serem abusadas.

6. O padre que providenciou um aborto para sua vítima

O padre Thomas Skotek abusou de uma jovem e a engravidou. Ele mesmo providenciou depois um aborto para ela.

O bispo James Timlin expressou o que sentia em uma carta: “Este é um momento muito difícil em sua vida e me dou conta de quão amargo é. Compartilho de sua dor”.

A carta, entretanto, não era endereçada à vítima, mas ao padre.

‘O padrão foi de abuso, negação e ocultação’, afirmou procurador-geral da Pensilvânia

Estes são só alguns dos muitos exemplos incluídos no documento. E, como destacou o procurador-geral do Estado, Josh Shapiro, ao apresentar o documento, os casos “demonstram claramente que houve um abuso corrupto e desmedido”.

“O padrão foi de abuso, negação e ocultação”, afirmou Shapiro.

E o pior, destacou ele, é que ainda que a lista de padres que cometeram abusos seja longa, “não acreditamos que o relatório abrange todos”.

“Temos certeza de que muitas vítimas mais nunca se apresentaram para testemunhar”, afirmou o procurador.

Fonte: bbc

As polêmicas acusações de ex-participante de ‘O Aprendiz’ que trabalhou ao lado de Trump na Casa Branca

Omarosa Manigault Newman detalha supostos racismo e sexismo de presidente dos EUA em livro recém-lançado, recebido com cautela pela mídia e criticado por contradições, informações incorretas e falta de fontes identificáveis.

Em um livro lançado nesta semana nos Estados Unidos, uma ex-participante do reality show americano The Apprentice (O Aprendiz) e ex-assessora da Casa Branca descreve o presidente americano, Donald Trump, como racista, sexista, intolerante e em declínio mental.

Omarosa Manigault Newman conheceu Trump em 2003, nas gravações de O Aprendiz, programa que ele comandou até 2015 e no qual ela ganhou reputação de “vilã”.

Depois de se destacar como uma das principais apoiadoras da campanha presidencial de Trump, ela se tornou a funcionária negra com cargo mais alto e um dos maiores salários da Casa Branca, onde era diretora de Comunicações do Escritório de Relações Públicas.

Demitida em dezembro do ano passado, ela agora diz que finalmente percebeu “que a pessoa que eu achava que conhecia tão bem por tanto tempo era na verdade um racista”.

Em seu livro de memórias Unhinged: An Insider’s Account of the Trump White House (“Desequilibrado: Um Relato dos Bastidores da Casa Branca de Trump”, em tradução livre), Newman acusa o ex-chefe e ex-mentor de ter usado diversas vezes nas gravações do reality show o termo pejorativo “nigger” (considerado tabu nos Estados Unidos) para se referir a negros e menciona a existência de uma gravação que comprova a alegação.

“O uso da palavra que começa com N não era apenas o jeito que ele fala, mas, o que é mais perturbador, era como ele pensava sobre mim e outros negros”, escreve ela.

Newman, no lançamento do livro em um programa de TV: Nos últimos dias, trechos ganharam manchetes nos EUA, mas foram vistos com desconfiança

Rumores

Rumores sobre a existência de uma fita em que Trump usa o termo pejorativo durante gravações de O Aprendiz são antigos e já foram noticiados diversas vezes, mas tal gravação nunca apareceu.

Alguns ataques do presidente contra personalidades e políticos negros nas redes sociais, como a deputada Maxine Waters, descrita por ele como “QI baixo”, costumam gerar alegações de racismo por parte de seus críticos. Trump também é lembrado por seu papel de destaque entre os que espalharam a teoria da conspiração de que o então presidente Barack Obama havia nascido no Quênia (o que o tornaria inelegível).

Mas Newman não oferece provas para sua acusação e cita apenas fontes não identificadas. Nos últimos dias, quando trechos do livro ganharam manchetes nos Estado Unidos, muitos apontaram para contradições no relato, entre elas o fato de que, em entrevista à NPR (Rádio Pública Nacional), ela afirma ter ouvido a gravação, mas no livro ela apenas cita fontes que teriam descrito o conteúdo da fita.

Em uma série de tuítes na segunda-feira, Trump chamou Newman de “maluca” e disse que as pessoas na Casa Branca “a detestavam”. Disse ainda que quando seu chefe de gabinete, John Kelly, relatou que Newman “só causava problemas”, Trump o orientou a tentar resolver a situação, se possível, “porque ela só dizia coisas excelentes sobre mim – até ser demitida!”.

Em uma série de tuítes na segunda-feira, Trump chamou Newman de “maluca” e disse que as pessoas na Casa Branca “a detestavam”

Gravações secretas

Em entrevistas à rede NBC para divulgar o livro, Newman revelou gravações secretas que afirma ter feito do momento em que Kelly a demitiu e de um telefonema com Trump no dia seguinte.

Em um dos áudios, uma voz supostamente do presidente diz não saber que ela havia sido demitida. Na gravação da demissão, o homem que se supõe ser Kelly afirma que ela está sendo dispensada devido a “questões de integridade”, entre elas o uso não autorizado de um carro do governo, e diz que ela está suscetível a ações legais.

“Se fizermos disso uma saída amigável… você poderá olhar para o período em que esteve na Casa Branca como um ano de serviço à nação e então poderá ir adiante sem qualquer tipo de dificuldade no futuro em relação a sua reputação”, diz o homem na gravação.

O fato de Newman ter gravado as conversas privadas atraiu críticas de especialistas em segurança e gerou dúvidas sobre se ela violou a lei. O diálogo com Kelly ocorreu na Situation Room, sala de conferências da Casa Branca onde equipamentos de gravação são estritamente proibidos.

Newman afirma que fez as gravações para se “proteger” e insinua que foi demitida porque sabia demais sobre a suposta fita em que Trump usa o termo ofensivo.

No livro, ela diz que após sua demissão recebeu de Lara Trump, nora do presidente, a oferta de US$ 15 mil (cerca de R$ 58 mil) mensais para atuar na campanha de reeleição, contanto que assinasse um contrato que a proibia de falar sobre a família Trump ou a família Pence (do vice-presidente Mike Pence). Ela afirma que negou a oferta.

Ex-assessora também dedica parte do livro para analisar a relação de Trump com a família e diz que a primeira-dama conta os dias para se separar

Ivanka e Melania

O livro descreve a Casa Branca de Trump como um “culto”. Em determinada passagem, Newman analisa a relação entre o presidente e sua filha mais velha, Ivanka. “Desde que conheço Trump, observo a maneira como ele abraça, toca, beija Ivanka; a maneira como ela o chama de papai. Na minha opinião, baseada nas minhas observações, a relação deles ultrapassa a linha de comportamento apropriado entre pai e filha”, diz um trecho.

Newman diz que Ivanka usa sua posição de “menininha do papai” para conseguir o que quer. Sobre a primeira-dama, diz que Melania e o presidente muitas vezes não se falam e que ela “está contando cada minuto até que Trump deixe a Presidência para poder se divorciar”.

Segundo o livro, na época de O Aprendiz, Trump costumava perguntar aos participantes homens o que achavam das candidatas mulheres, se eram sexy ou como eram na cama.

Em outro trecho, Newman afirma que Trump chegou a pensar em fazer o juramento de posse sobre seu próprio livro, The Art of the Deal (A Arte da Negociação), em vez de sobre a Bíblia, como é costume entre os presidentes americanos.

Newman também questiona a saúde mental e física do presidente, de 72 anos, descrevendo “divagações incoerentes”, e diz que Trump tem um entendimento apenas superficial do conteúdo das leis que sanciona.

O livro foi recebido com cautela pela imprensa americana. Entre as principais críticas estão a falta de comprovação ou de fontes identificáveis para as alegações, além de passagens com informações claramente incorretas.

Muitos questionam se a ex-estrela de reality shows é uma fonte confiável para falar sobre os bastidores da Casa Branca. Citam também o fato de que, até ser demitida, Newman era uma defensora ardorosa de Trump.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, disse que o livro está cheio de “mentiras e falsas acusações”.

“É triste que uma ex-funcionária descontente da Casa Branca esteja tentando lucrar com esses falsos ataques, e ainda pior que a imprensa agora dê a ela uma plataforma, depois de não levá-la a sério quando ela só tinha coisas positivas a dizer sobre o presidente enquanto estava no governo”, afirmou Sanders.

Fonte: bbc

Detida por suspeita de dirigir alcoolizada, americana argumenta com policial: “Sou branca”

Lauren Cutshaw também disse à polícia que deveria ser liberada por ter sido líder de torcida. Ela foi acusada de dirigir em alta velocidade, sob efeito de álcool.

Um dos agentes que a abordaram, que é branco, afirmou que Lauren Cutshaw, de 32 anos, apelou a ele por um tratamento especial baseado em sua raça.

Quando questionada o que justificaria o pedido, ela respondeu: “Você é policial, você deve saber o que isso significa”, diz no relatório.

A mulher foi presa no sábado à noite e foi também acusada de posse de drogas.

Direção perigosa

Cutshaw foi parada pelos policiais depois de avançar por uma placa de pare a uma velocidade de 96 km/h, em Bluffton, na Carolina do Sul.

Quando foi abordada, ela argumentou que não deveria ser presa e listou motivos que iam além do fato de ser branca.

Ela disse aos policiais que tirou notas perfeitas a vida inteira, que foi líder de torcida, membro de uma irmandade na graduação, que se formou em uma “universidade altamente credenciada” e que seu parceiro era policial, de acordo com relatório policial cujo teor foi divulgado pelo site de notícias locais The Island Packet.

O documento registrava ainda: “Fazer afirmações como essas como meio de justificar não ser presa é algo incomum, de acordo com o que já ouvi em minha experiência como agente da lei, e acredito que demonstre o nível de embriaguez da suspeita”.

No momento da abordagem, o nível de álcool no sangue de Cutshaw estava em 0,18% – o limite legal é de 0,08% – e ela também falhou nos testes de sobriedade.

Seus olhos estavam vermelhos e vidrados e sua fala estava enrolada, segundo a polícia.

Ela teria dito aos policiais que só bebeu dois copos de vinho em um restaurante de luxo, onde estava comemorando o seu aniversário.

A polícia também encontrou maconha em seu carro. De acordo com o relatório, Cutshaw disse que “podia ​​ter” fumado mais cedo naquela noite.

Ela foi acusada no Centro de Detenção do Condado de Beaufort por dirigir alcoolizada, em excesso de velocidade e por porte de maconha.

Fonte: bbc

Garçonete devolve dinheiro que roubou em restaurante nos EUA após mais de 20 anos

Atitude da ex-funcionária comoveu dona de restaurante no Arizona, que gostaria de devolver o dinheiro.

A proprietária de um restaurante no Arizona, sul dos Estados Unidos, recebeu uma carta de uma ex-garçonete com US$ 1000 e um pedido de desculpas escrito à mão. Ela tinha roubado o dinheiro há mais de 20 anos.

A mulher tinha trabalhado no restaurante “El Charro”, em Tucson, nos anos 1990, enquanto ainda estava na universidade, de acordo com a CNN.

“Um dos garçons com quem eu trabalhei me encorajou a esquecer de contabilizar alguns drinques e guardar o dinheiro. Por alguma razão estúpida, eu fiz isso”, afirmou a mulher, que assinou o bilhete apenas como “ex-funcionária agradecida”.

“Felizmente, eu era uma garçonete terrível e todos vocês me demitiram antes que [o montante roubado] pudesse chegar a algumas centenas de dólares no total”, disse, sem precisar o quanto desviou da patroa.

“Eu cresci na igreja. Eu nunca tinha roubado um centavo antes, nem fiz mais isso desde então”, declarou a ex-funcionária.

“Já faz 20 anos, mas ainda carrego muito remorso. Sinto muito que roubei de você. Por favor, aceite minhas desculpas e este dinheiro como um reembolso, com mais de 20 anos de juros. Que Deus abençoe você e sua família para sempre”, conclui.
A proprietária Carlotta Flores, que não conseguiu identificar a ex-funcionária, disse à CNN que a carta a comoveu profundamente e que gostaria de enviar o dinheiro de volta. Alguns de seus gerentes também choraram depois de ler a mensagem.

“Eu tive minha bolsa roubada e isso renovou a fé que tínhamos muitas pessoas boas por aí”, disse a proprietária a uma afiliada da CNN.

Fonte: g1

Autoridades pedem que americanos parem de lavar e reutilizar camisinhas

Agência de saúde pública dos Estados Unidos faz alerta pelo Twitter; estudos indicam que de 1,4% a 3,3% de usuários relataram ter reutilizado preservativos em um mesmo ato sexual.

Uma das principais agência de saúde pública do mundo, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC na sigla em inglês), nos Estados Unidos, recentemente viu a necessidade de emitir um alerta à população.

“Estamos falando porque as pessoas fazem isso: não lavem nem reusem #camisinhas. Use uma nova a cada ato #sexual”, publicou a agência, ligada ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos do governo em sua conta no Twitter.

O CDC também divulgou um link para uma página com informações sobre como usar preservativos masculinos e femininos e sua eficácia na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, as DSTs.

O CDC não deu mais comentários sobre o que teria levado ao alerta, mas órgãos da imprensa americana especulam que a medida pode estar ligada a divulgação recente de dados preocupantes sobre as DSTs no país.

Em 2016, foram computados 2 milhões de casos de gonorreia, clamídia e sífilis – o maior número desde o início dos registros.

“Enquanto todas essas três DSTs podem ser curadas com antibióticos, se não são diagnosticadas e tratadas, podem trazer sérias consequências à saúde, como infertilidade, gravidez ectópica (gravidez anormal que ocorre fora do útero), morte do feto e um risco aumentado de transmissão de HIV”, diz o site do CDC.

Pesquisa identificou os erros mais comuns

Uma revisão de estudos científicos publicada em 2012 identificou 14 erros comuns no uso de camisinha.

O reuso do preservativo em um mesmo ato sexual foi identificado em quatro estudos diferentes. De 1,4% a 3,3% dos participantes relatou já ter feito isso.

Reutilizar uma camisinha aumenta as chances de que ela se rompa. E lavá-la com água e sabão não adianta para livrá-la totalmente de vírus, bactérias ou esperma.

Colocar ou tirar o preservativo na hora errada e não checar se preservativo está danificado são falhas frequentes

Entre outras falhas frequentes, estão colocar o preservativo no meio do ato sexual ou tirá-lo antes de acabar e não desenrolar a camisinha por completo.

Ou não apertar a ponta para tirar o ar que pode ficar preso ali, não checar para ver se o preservativo está danificado de alguma forma ou ainda colocá-lo do lado errado, retirá-lo, virá-lo e usar o mesmo em seguida.

O uso correto e constante de preservativos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), reduz em 80% ou mais risco de uma pessoa pegar DSTs, HIV e hepatite viral.

O CDC recorda ainda que este método protege de outras doenças que também podem ser transmitidas dessa forma, como zika e ebola.

A camisinha também é 98% eficaz na prevenção de gravidez quando usada corretamente, mas esse índice pode cair para 85% em situações cotidianas, com seu manuseio equivocado.

Fonte: bbc