FHC pede renúncia de Bolsonaro, “que renuncie antes de ser renunciado”

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Ex-presidente ainda pediu que ‘o vice assuma logo’

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso postou em seu twitter um pedido para que Jair Bolsonaro renuncie logo ao cargo.

FHC, que comandou o país entre 1 de janeiro de 1995 a 1 de janeiro de 2003, ainda disse, “poupe-nos de, além do coronavírus, termos um longo processo de impeachment”.

Veja a postagem:

Há dias que o ex-presidente vem se manifestando sobre os movimentos de Jair Bolsonaro, e as atitudes do atual ocupante do Planalto.

FHC será ouvido como testemunha de defesa de Lula

Ex-presidente prestará depoimento sobre sítio de Atibaia

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vai prestar depoimento como testemunha de defesa de Lula, no próximo dia 28, dentro das investigações sobre o sítio de Atibaia. Ele será ouvido por meio de videoconferência, a partir de São Paulo.

As audiências referentes ao inquérito foram retomadas esta semana. Entre as pessoas ouvidas pelo juiz Sérgio Moro estão o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e o ex-ministro do governo petista Gilberto Carvalho.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é réu no processo, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na denúncia, o Ministério Público Federal (MPF) acusa o pestista de estruturar, orientar e comandar esquema ilícito de pagamento de propina em benefício de partidos, políticos e funcionários públicos.

A força-tarefa da Lava Jato sustenta ainda que Lula, quando era presidente, nomeou diretores da Petrobras para praticar crimes em benefício das empreiteiras Odebrecht e OAS. Em troca, recebeu propina das construtoras de forma disfarçada por meio de obras feitas no sítio. O ex-presidente nega as acusações.

Segundo o portal G1, foram arroladas mais de 130 pessoas pelas defesas dos réus. A ex-presidente Dilma Rousseff também prestará depoimento, no dia 25 de junho, também por videoconferência, a partir de Porto Alegre.

Fonte: noticiasaominuto

Justiça Federal em Brasília manda destruir dados de quebra de sigilo de FHC

A destruição dos documentos foi publicada pelo O Globo e confirmada pelo jornal O Estado de S. Paulo

O juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal em Brasília, mandou destruir os dados contidos na quebra de sigilo fiscal e bancário do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e de duas empresas ligadas a ele. A decisão do juiz segue determinação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que decidiu pela prescrição dos supostos crimes investigados.

A destruição dos documentos foi publicada pelo O Globo e confirmada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

A investigação teve origem na entrevista da jornalista Mirian Dutra, concedida ao jornal Folha de S.Paulo, em que ela afirmou que FHC utilizou a empresa Brasif Importação e Exportação para enviar dinheiro para o exterior. Na entrevista, a jornalista afirmou ter feito na época um contrato fictício de trabalho com a empresa para mascarar os repasses de pensão a seu filho Tomás, a quem sempre o ex-presidente sempre tratou como filho. Fernando Henrique admitiu ter mantido uma relação extraconjugal com Mirian.

Entretanto, quando ouvida pela Polícia Federal, Mirian mudou sua versão e negou que os repasses tenham sido feitos pela empresa. Segundo ela, os pagamentos teriam sido efetuados diretamente por FHC. A quebra de sigilo havia sido autorizada pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal, mas o caso foi enviado para a 12ª Vara após redistribuição promovida pelo TRF-1

Na prática, com a decisão do TRF-1 pela prescrição, o caso é encerrado, uma vez que nenhuma das possíveis provas coletadas nas quebras de sigilo poderiam ser utilizadas para imputar crimes ao ex-presidente.

A investigação ainda deve continuar apenas sobre a possível falsificação por parte de Mirian Dutra do contrato de trabalho com a Brasif que foi entregue a polícia à época da entrevista. Ao determinar a destruição dos dados da quebra de sigilo, o juiz da 12ª Vara decidiu que essa parte da investigação deve ser enviada para a Justiça Federal do Rio de Janeiro.

Fonte: correiobraziliense

Para FHC, “Brasil corre o risco de eleger um Hitler”

Justiça arquiva investigação contra FHC

Fernando Henrique Cardoso destacou o momento político vivido pelo Brasil e afirmou que o País corre o sério risco de eleger um “Hitler, Trump ou Macron” nas eleições de outubro. “Tem que ser alguém que toque as pessoas com as palavras, mas com algumas regras de democracia e de bem-estar, que tenha compromisso com o país”, falou, em entrevista exclusiva ao programa 90 minutos com Datena, da Rádio Bandeirantes, nesta quinta-feira (18).

Para o ex-presidente, é preciso observar com atenção a mensagem de cada candidato. “O discurso tem que ter razão e não só emoção, que conduza a pessoa pelo motivo certo e não pelo errado”, explica.

FHC disse que o Brasil vive um período de desgaste no sistema político. “As pessoas estão cansadas de tanta confusão: é violência, crime, roubo. Nós precisamos voltar a acreditar no país, que já passou por muita coisa. Precisamos olhar para a frente, para o futuro. “Nós estamos em um momento que é preciso conectar os políticos com a população”.

MAIS

FHC questiona ‘perseguição’ a Lula O “fenômeno”, de acordo com o ex-presidente, não é específico do Brasil. “O mundo todo está sofrendo esse desgaste porque a democracia social mudou, assim como a sociedade. A demanda das pessoas aumentou, elas querem mais”.

O ex-presidente também indicou que Geraldo Alckmin será o candidato do PSDB à presidência e que João Doria pode ser o candidato tucano ao governo de São Paulo, apesar de o prefeito afirmar que irá continuar no comando da prefeitura.

Sobre o atual governador, Fernando Henrique disse que quem tem mais chance, dentro do PSDB, para ser candidato à Presidência da República é Alckmin. “Nesse momento, as forças vão na direção de Geraldo Alckmin”, reforçou. Para FHC, o dicurso dos futuros candidatos não precisa ser agressivo e sim firme. “Geraldo não é ‘Maria vai com as outras’ e tem opinião. Ele tem capacidade de ser firme, já perdeu um filho e isso muda uma pessoa”, falou.

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FHC afirma ter medo da direita e de Bolsonaro

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse nessa quinta-feira (16/11), que não pode descartar a possibilidade de o Brasil repetir a experiência italiana depois da Operação Mãos Limpas e eleger um presidente de direita similar a Silvio Berlusconi na esteira da Lava Jato. Embora não tenha citado nomes, ele deixou claro que considera o deputado e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) a principal ameaça nas eleições do próximo ano.

“Eu não quero entrar em detalhes, mas há pessoas da direita que são pessoas perigosas”, disse FHC em evento na Universidade Brown, nos EUA. “Um dos candidatos propôs me matar quando eu estava na Presidência. Na época, eu não prestei atenção. Mas hoje eu tenho medo, porque agora ele tem poder, ainda não, ele tem a possibilidade do poder.”

Em entrevista à TV Bandeirantes em 1999, Bolsonaro afirmou que seria impossível realizar mudanças no Brasil por meio do voto. “Você só vai mudar, infelizmente, quando nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro. E fazendo um trabalho que o regime militar não fez. Matando 30 mil, e começando por FHC”, declarou.

Segundo o ex-presidente, há um “debate sério” no Brasil sobre o assunto, inclusive entre os juízes responsáveis pela Lava Jato. “Eles estão comparando, eles sabem o que aconteceu na Itália, todo mundo sabe das consequências em termos de Berlusconi. Se você olha a situação atual do Brasil, eu não posso dizer que isso não é possível.”

Para o tucano, o sucesso na disputa de 2018 dependerá da capacidade do candidato de expressar uma mensagem que coincida com as aspirações da população. Mas ele ressaltou que a política não é pautada só pela razão, mas também pela emoção. “É arriscado. Essa pessoa está comprometida com a Constituição, com o respeito das leis, com os direitos humanos?”

FHC disse que relutou em apoiar o impeachment de Dilma Rousseff, mas mudou de ideia quando houve a paralisia do governo. De acordo com ele, a única saída possível para esse tipo de situação em um regime presidencialista é o impeachment. O ex-presidente afirmou ainda que o afastamento é uma decisão política, ainda que amparado em base legal – no caso, o desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Isso é um crime tremendo? Não, muitas pessoas fizeram (o mesmo). E por que não (foram afastadas)? Porque essas pessoas não estavam em uma frágil posição de poder e a consequência não foi a interrupção do processo de tomada de decisões. É uma questão política.”

Fonte: O Estado de S. Paulo

‘Se não houver convergência, apoiarei Tasso à presidência’, diz FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgou na tarde desta sexta-feira, 10, uma mensagem em seu Facebook na qual afirma que apoiará o nome do senador Tasso Jereissati (CE) à presidência do PSDB, caso o partido não encontre uma convergência até sua convenção, marcada para o dia 9 de dezembro.

Nesta quinta-feira (9) Tasso foi destituído do comando interino da sigla pelo senador Aécio Neves (MG). “Se porventura tal convergência não se concretizar, o que porá em risco as chances do PSDB, já disse que apoiarei a candidatura do senador Tasso Jereissati à presidência do partido”, escreveu. O ex-presidente acrescentou, porém, que não faz ressalvas à eventual candidatura do governador de Goiás, Marconi Perillo, “a quem respeito por sua fidelidade ao PSDB e pelo bom governo que faz”.

O tucano disse, ainda, que espera que o novo presidente interino do partido, o ex-governador e Alberto Goldman, “crie condições para que líderes experientes e respeitados, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assumam posição central no partido”

Goldman assumiu interinamente o comando da sigla nesta quinta-feira, por indicação do senador Aécio Neves (MG), após a destituição do senador cearense. A justificativa do mineiro para a saída de Tasso foi garantir “isonomia” na disputa pelo comando do partido. Além de Tasso, que oficializou sua candidatura na última quarta-feira (8) Perillo, aliado de Aécio, também pleiteia a vaga.

A decisão deflagrou a pior crise interna da história do partido, fundado em 1988.

Fonte:otempo

Justiça arquiva investigação contra FHC

Justiça arquiva investigação contra FHC

A Justiça arquivou o pedido de investigação envolvendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com base no desmembramento da lista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a partir da delação de Emílio Odebrecht. Em despacho assinado nesta quarta-feira, 5, o juiz federal substituto da 8.ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Márcio Assad Guardia, determinou o arquivamento do caso por reconhecer a prescrição da pretensão punitiva estatal – o Estado perdeu o direito de punir FHC porque o fato relatado é muito antigo.

Segundo Flávia Rahal, advogada criminalista e sócia do escritório Rahal, Carnelós e Vargas do Amaral Advogados (RCVA), que defende o ex-presidente, além da prescrição, não há qualquer indício de que FHC tenha cometido algum crime ou recebido vantagens na campanha à Presidência da República em 1993 e 1997.

“O próprio Emílio Odebrecht inocenta na delação Fernando Henrique, ao declarar não ter constatado nada de ilícito”, diz Flávia.

Na petição encaminhada ao juiz pelo escritório, argumenta a advogada, isso fica claro. Emílio Odebrecht usa expressões como “Eu não vi aí fato ilícito”.

Além disso, lembra a advogada que o delator nunca ‘relatou pagamentos de valores não contabilizados’ envolvendo FHC.

Para Flávia Rahal, “não houve a indicação de nenhum fato que justificasse uma investigação porque a fala do delator não aponta nada, não descreve nada e isenta o ex-presidente’.

“A decisão é simples, porém mais que uma leitura temporal o importante é o reconhecimento de que não havia nenhum fato ilícito a ser apurado”, declarou Flávia. “Nunca houve imputação de qualquer crime ao ex-presidente.

Os grandes nomes para eleição indireta são FHC e Tasso, diz Alckmin

Os grandes nomes para eleição indireta são FHC e Tasso, diz Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu publicamente nesta sexta-feira, 26, os nomes do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), para disputar uma eleição indireta na eventual saída do presidente Michel Temer (PMDB) do poder. O tucano reforçou que, nesse cenário, não é candidato. Ele pretende disputar as eleições gerais no pleito de outubro do ano que vem.

A declaração foi dada um dia depois de Alckmin se reunir com Jereissati e com o prefeito João Doria na casa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A reunião foi organizada entre as lideranças como parte das viagens de Jereissati para ouvir os caciques do partido e decidir uma posição de permanecer ou desembarcar do governo Temer na semana que vem, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma o julgamento da ação que pode cassar o presidente.

“Quero antecipar que nesta hipótese eu não sou candidato a nenhuma eleição indireta. Os dois grandes nomes do PSDB são o presidente Fernando Henrique e o Tasso Jereissati”, disse o governador, após cerimônia de abertura de um feirão da Caixa, na capital paulista.

Ao Broadcast Político, Alckmin disse que a decisão de não ser candidato em uma eleição indireta é definita e reforçou que este não é o momento para discutir o cenário porque a prioridade é ajudar o País e o governo a manter a agenda de reformas.

O ex-presidente FHC já afastou a possibilidade de ser candidato, mas é apoiado por liderenças do partido. Já Jereissati, depois da reunião no aptarmento de FHC, desconversou quando perguntado da disposição em concorrer. “Nem pensei nisso, ninguém pensou nisso”, disse o senador.

Perguntado sobre o cenário diante das declarações de FHC e Jereissati, que deixariam apenas o senador como candidato tucano, Alckmin reforçou que nao gostaria de discutir isso neste momento. Além disso, ele defende que o PSDB não decida pelo desembarque do governo sem a garantia que as reformas vão andar no Congresso. “Nós não temos nenhuma decisão de fazer nenhuma medida. Neste momento é apoiar o governo, apoiar o Brasil.”

Comentado o encontro dos tucanos na casa do ex-presidente, o governador disse que a reunião serviu para uma “avaliação” e que o senador cearense está conduzindo o partido com “muita sabedoria e serenidade” ao ouvir todas as lideranças. “Temos a responsabilidade de ajudar o País a recuperar o emprego, não deixar a economia ser prejudicada e nem as reformas”, disse.  O governador tucano evitou criar polêmica com o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), que disputava internamente a candidatura tucana para as eleições de 2018 e foi atingido pelas delações dos empresários da JBS. Quando questionado se considerava o mineiro como uma “carta fora do baralho”, Alckmin limitou-se a dizer que “o Aécio pediu afastamento do partido para fazer sua defesa”. Na noite de quinta-feira, Tasso Jereissati falou com jornalistas e disse que acreditava que Aécio havia se afastado da presidência da legenda para “provar sua inocência”.

“Prefiro não imaginar Lula preso”, diz Fernando Henrique Cardoso

“Prefiro não imaginar Lula preso”, diz Fernando Henrique Cardoso

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comentou, nesta quinta-feira, o depoimento de Lula concedido na tarde de quarta para o juiz Sérgio Moro em processo no qual é réu por suposto recebimento de vantagens ilegais. O tucano, que chegou a ser ouvido como testemunha de defesa do petista em fevereiro de 2017 no caso que investiga supostas irregularidades no Instituto Lula, afirmou que prefere “não imaginar Lula preso”. “Mas são coisas da vida: não sei o que ele fez. Dependendo do que foi, o que o juiz poderá fazer?”, questiona. Para FHC, “a Justiça não pode julgar em função da popularidade, e sim se [o réu] cometeu ou não o crime, a lei é para todos”. As declarações foram dadas durante evento de lideranças realizado em Buenos Aires.

Para o tucano, Moro não está fazendo um “julgamento político” do petista. Na oitiva de quarta, o ex-presidente tornado réu afirmou várias vezes que o que está sendo julgado era “o seu Governo”, e não eventuais crimes cometidos por ele. “É um tribunal normal do Brasil que alcançou muita gente, inclusive do meu partido, que foi incluído na investigação da Lava Jato. Por isso acho que as investigações precisam prosseguir”, afirmou FHC. A Procuradoria-Geral da República pediu abertura de inquérito contra vários tucanos de alta plumagem, como o senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP), e o governador paulista Geraldo Alckmin – todos possíveis candidatos ao Planalto em 2018.

No entanto, apesar das palavras de apoio à operação, o ex-presidente aproveitou para engrossar o coro dos que criticam as longas prisões preventivas decretadas pela Operação Lava Jato. “Me choca uma prisão provisória que dure mais que um ano”, disse. Recentemente o Supremo Tribunal Federal soltou o ex-ministro petista, José Dirceu, o ex-assessor do PP João Cláudio Genu e o pecuarista José Carlos Bumlai. Eles estavam presos há vários meses, após condenação em primeira instância – pela lei brasileira o início do cumprimento de pena é autorizado após sentença de segundo grau. Para o ex-presidente, este tipo de revisão da decisão de um juiz de instância inferiores é algo comum “que ocorre nas democracias”. “As cortes superiores devem controlar [as decisões tomadas na primeira instância]. E em 95% dos casos elas disseram que não houve excesso [por parte de Moro]”, afirma.

FHC defende que os pedidos de libertação de presos preventivos sejam analisados “caso a caso”. “Não vale para todos: a Justiça é feita caso a caso, e a culpa também, não é genérica”, diz.

Questionado sobre a corrupção praticada pelas empreiteiras durante seu Governo – algo que ele admite em seu livro Diários da Presidência (Companhia das Letras) – e que os delatores da Odebrecht confirmam, FHC foi evasivo. “Eu tentei me informar e não descobri nada”, disse. Emílio Odebrecht, patriarca da construtora que leva seu nome, afirmou que o modelo de negócio de obras públicas no país “sempre” foi tocado mediante propina e caixa 2. “A tese da Odebrecht é que sempre houve [propina]. Só que naquela época não havia essa obsessão de caixa 2. No meu caso os recursos eram fáceis de obter, porque do outro lado era o Lula. E naquela época ele era visto como um Ferrabrás [vilão de histórias de ficção]”, diz o tucano.

No início do ano FHC se envolveu em outra polêmica envolvendo caixa 2. Assim que as denúncias de que tucanos do Congresso receberam pagamentos irregulares, ele foi um dos que defendeu a tese de separar o caixa 2 “pago como corrupção”, do caixa 2 “sem corrupção”. Ele admitiu, no entanto, que durante seu Governo havia corrupção. “A [corrupção] que vinha há décadas nunca parou. Só que ela não é uma corrupção política ou organizada pelo Governo, é de pessoas, desvio pessoal de condutas. Quando eu sabia eu combatia”, disse.

FHC também comentou a possibilidade de um “acordão” para livrar boa parte dos congressistas e ministros envolvidos na Lava Jato. A hipótese começou a ser ventilada após encontros fora da agenda oficial realizados entre o presidente Michel Temer com ministros do STF. Além disso ventilou-se a possibilidade de uma reunião entre FHC, Lula e o atual mandatário. “Antes dessa crise da Lava Jato eu mandei sinais de que havia chegado o momento de nos reunirmos para discutir questões [políticas]”, diz o ex-presidente. “Agora é mais complicado, porque a aparência será sempre de que estamos reunidos para frear a Lava Jato. Isso dificulta muito”, afirma. Para ele, é necessário que se faça uma reforma política ampla. “O sistema político que montamos na Constituição de 1988 está corrompido. Tem 28 partido no Congresso, 70 esperando serem criados”, diz.

Fonte: elpais.com

FHC nega articulação com Temer e Lula contra Lava Jato

Justiça arquiva investigação contra FHC

O ex-presidente afirmou também que é necessário um diálogo entre políticos e a sociedade diante do “desmoronamento” da ordem político-partidária.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) negou neste domingo, por meio das redes sociais, que tenha participado de qualquer articulação com o presidente Michel Temer (PMDB) e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em torno de um acordo com o objetivo de garantir a sobrevivência política de seus partidos.

Além de FHC, Lula e Temer, políticos das três legendas foram citados nas delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht que originaram pedidos de inquérito enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Não participei e não participo de qualquer articulação com o presidente Temer e com o ex-presidente Lula para estancar ou amortecer os efeitos das investigações da Operação Lava Jato. Qualquer informação ou insinuação em contrário é mentirosa”, diz FHC.

O ex-presidente tucano defendeu, no texto, o estabelecimento de um diálogo entre políticos e a sociedade diante do “desmoronamento” da ordem político-partidária e das “distorções” do sistema eleitoral. “O diálogo em torno do interesse nacional é o oposto de conchavos. Deve ser feito às claras, com o propósito de refundar as bases morais da política.”

Declarações

No texto, FHC também voltou a se defender das declarações do patriarca do Grupo Odebrecht, Emílio Odebrecht, que disse ter pago “vantagens indevidas não contabilizadas” às campanhas presidenciais de FHC, em 1993 e 1997.

O tucano afirmou que não há menção a irregularidades na delação. “Basta ouvir a íntegra das declarações de Emílio Odebrecht em seu depoimento ao Judiciário para comprovar que nelas não há referência a qualquer ilicitude por mim praticada nas campanhas presidenciais de 1994 e 1998 (anos das campanhas eleitorais)”, afirmou.

Para FHC, o País vive uma “crise gravíssima com desdobramentos econômicos e sociais imprevisíveis”.

Fonte: veja.com