Golpe promete Netflix grátis por causa de coronavírus e atinge 1 milhão

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Netflix libera acesso de graça? Golpe que circula no WhatsApp usa período de quarentena em isolamento ao coronavírus

Um novo golpe que circula no WhatsApp nesta quinta-feira (19) promete Netflix de graça durante o período de isolamento e quarentena para prevenção do surto do novo coronavírus. A mensagem falsa diz que libera acesso ao serviço de streaming após o usuário fazer o suposto cadastro grátis na Netflix pelo link indicado, que não é oficial e é potencialmente malicioso. Segundo análise do dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital da PSafe, o endereço do golpe tem mais de 1 milhão de acessos e compartilhamentos.

Não há registros oficiais de Netflix grátis durante a pandemia da Covid-19. Com base em outros golpes semelhantes, é possível concluir que o objetivo dos cibercriminosos seja ganhar dinheiro com anúncios fraudulentos ou roubar dados dos usuários, em golpe conhecido como phishing.

Golpe no WhatsApp promete Netflix grátis durante isolamento provocado por coronavírus — Foto: Rubens Achilles/TechTudo
Golpe no WhatsApp promete Netflix grátis durante isolamento provocado por coronavírus — Foto: Rubens Achilles/TechTudo

A Netflix decidiu liberar o acesso a sua plataforma de filmes e séries pelo período de isolamento das pessoas, mas é por pouco tempo o cadastramento! Corre no site https://netflix-usa.net/

De acordo com o Google Trends, ferramenta que monitora buscas na Internet, a procura por termos como “netflix isolamento”, “netflix libera acesso” e “netflix grátis” tiveram aumento repentino ao longo das últimas 24 horas. No Twitter, usuários também reagiram à informação falsa — veja algumas postagens ao final da matéria.

Google Trends mostra pico de buscas para "netflix isolamento" — Foto: Reprodução/Google Trends
Google Trends mostra pico de buscas para "netflix isolamento" — Foto: Reprodução/Google Trends
Google Trends mostra pico de buscas para “netflix isolamento” — Foto: Reprodução/Google Trends

A Netflix oferece ferramentas online para detectar golpes com o nome da empresa de streaming. Ao suspeitar de alguma suposta oferta da Netflix, é possível conferir a veracidade no site oficial (netflix.com/signup/planform), que lista os planos disponíveis na plataforma.

O atendimento por telefone está disponível pelo número 0800 761 4631 das 8h até 23h (horário de Brasília). Assinantes também podem seguir as dicas da página de segurança do serviço (netflix.com/security), no caso de movimentação estranha na conta da Netflix.

Golpes se aproveitam do novo coronavírus

Outras mensagens falsas que circulam no WhatsApp se aproveitam da pandemia do novo coronavírus para enganar usuários. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o surto da Covid-19 trouxe uma infodemia de desinformação, pela quantidade exagerada de notícias sobre o assunto. Portanto, é importante questionar mensagens muito encaminhadas no WhatsApp, já que podem se tratar de boatos.

É o caso de um texto que promete distribuição grátis de mais de 1 milhão de unidades de álcool em gel produzido pela Ambev, com link para inscrição. A fabricante de cervejas realmente vai doar o produto a hospitais públicos, mas o endereço com as supostas informações é falso e se assemelha a golpe de phishing.

Em comunicado na página oficial no Facebook, a empresa esclareceu que a corrente no WhatsApp sobre a Ambev distribuir álcool em gel é falsa. O produto será, na verdade, entregue a hospitais públicos de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília para uso interno dos funcionários de saúde.

Também há registros textos oferecendo diagnóstico grátis para o coronavírus causador da Covid-19, com formulários de verificação ou supostas consultas grátis com médicos pelo WhatsApp. Os links que acompanham as mensagens são falsos e também têm potencial para roubar dados dos usuários.

Como se proteger?

Em períodos de crise, é comum o aumento da circulação de fake news e correntes falsas pelas redes sociais. De acordo com o diretor do dfndr lab Emilio Simoni, é importante duvidar de textos que não acompanhem links para fontes oficiais de órgãos de saúde, como a OMS ou o Ministério da Saúde, ou notícias de veículos conhecidos da imprensa.

Ao acessar páginas para inserir dados pessoais, é importante verificar se o endereço começa com o código HTTPS, que possui uma camada de segurança a mais que o HTTP. Também é sempre válido manter um antivírus instalado em seu celular, manter o sistema operacional atualizado e tomar cuidado extra ao utilizar redes Wi-Fi públicas. Via TechTudo

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No PR, dentista descobre que namorado é um golpista que engana mulheres: “dei mais de R$ 70 mil pra ele”

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Ela o conheceu pela internet. Estelionatário foi preso em flagrante

Uma dentista de 44 anos, divorciada e moradora de Curitiba, viu seu sonho de ter encontrado um grande amor desmoronar. Tudo porque ela descobriu ser vítima de um estelionato amoroso. Com promessas de amor eterno e uma conversa envolvente, durante cerca de um ano ela chegou a depositar mais de R$ 70 mil para o golpista de 38 anos. Ele foi preso em flagrante, no centro de Curitiba, no momento em que iria receber mais dinheiro da vítima, que chamou a polícia “depois que a ficha caiu”.

“Demora um pouco para cair a ficha, de perceber que a gente é vítima. É que o trabalho dele é enganar, o modo de vida dele é ser um estelionatário. O que espero agora é justiça, que ele fique preso para sempre e que ninguém mais caia no seu golpe”, disse a dentista.

Jozué Cardoso de Andrade foi preso nesta quarta-feira (19),  no momento em que receberia uma alta quantia em dinheiro da, até então, namorada que conheceu pela internet. Segundo o  delegado Emmanoel David, da Delegacia de Estelionato, o suspeito tem mais de 17 Boletins de Ocorrência, a maioria em Santa Catarina, de mulheres que foram enganadas com promessas amorosas e eram coagidas a dar dinheiro a ele.

“Ele sempre dizia que era assessor parlamentar, às vezes médico, advogado. Envolvia a vítima, dizia que era de família rica, mas que tinha dinheiro retido em algum lugar para que ela lhe desse várias quantias. Mentia nome, profissão e pesquisava a mulher que seria seu alvo. Sempre vítimas separadas ou viúvas com mais de 40 anos e boa condição financeira”, contou o delegado.

Flagrante

A vítima de Curitiba chegou a registrar um Boletim de Ocorrência contra Juarez em janeiro, mas ele a convenceu de que a amava e ela fez mais um depósito. Quando fez mais um pedido de dinheiro, ela entendeu que estava sendo vítima de um golpista e armou o flagrante com a polícia.

“Ele foi preso no momento em que iria encontrá-la para receber mais dinheiro. Disse que nunca tinha pisado numa delegacia, que sentia ultrajado, mas já tínhamos outros 17 Boletins de Ocorrência contra ele por estelionato, não só contra mulheres, mas também contra igrejas e hotéis, que ele se hospedava e saia sem pagar”, completou o delegado.

Na delegacia, Juarez fez questão de esconder o rosto e não quis falar até conseguir um advogado.

Envolvimento

A dentista curitibana lamenta ter demorado tanto para entender que era vítima de um estelionatário. Ela chegou a cancelar seu plano de saúde, não fez festa para o filho e acabou com suas economias, tudo para ajudar o namorado.

“Era um relacionamento normal, ele frequentava minha casa e envolveu toda minha família e inclusive meu filho. Ainda é difícil acreditar que tudo era um golpe. Sempre dizia que precisava de ajuda, mas minha família começou a me dizer que havia algo errado. O problema é que ele era tão envolvente, me fazia tantas promessas, que fechei os olhos”, completou a vítima, que apresentou vários prints das conversas em que o suspeito diz que ama e pede dinheiro.

A polícia orienta que a pessoa fique atenta ao se envolver com alguém. “É preciso ficar atento e desconfiar em caso de qualquer atitude estranha. Faça pesquisas sobre a vida pregressa, tente conseguir referências e, na dúvida, procure a Delegacia de Estelionato”, finalizou o delegado. Via BandaB

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No Paraná, dona de farmácia é presa após prometer prevenção ao coronavírus com comprimidos

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O produto ainda foi vendido como se estivesse em promoção: passou de R$ 94 para R$ 74,90

Uma mulher de 54 anos, sócia de uma farmácia em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, foi presa após colocar comprimidos polivitamínicos à venda com promessa de prevenir o coronavírus. Ela foi detida pela PCPR (Polícia Civil do Paraná) na tarde de quinta-feira (5), após o Procon-PR (Departamento Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor) denunciar um vídeo que mostra a farmácia fazendo a propaganda do produto.

Segundo o delegado André Gustavo Feltes, a farmácia ainda colocou um cartaz próximo ao material com a frase “proteja-se do vírus”. O produto ainda foi vendido como se estivesse em promoção: passou de R$ 94 para R$ 74,90.

“O que chama a atenção é a maneira como esse informe publicitário foi realizado. Da maneira com que a informação foi passada, ela fazia uma pessoa leiga entender que o consumo do produto ia deixar ela imune ao vírus, e a gente sabe que isso não é verdade”, afirma ele.

Na delegacia, a mulher prestou depoimento e, de acordo com a polícia, disse não ter tido a intenção de ludibriar ninguém. Além disso, declarou que não tem certeza se alguém comprou os polivitamínicos desde que a divulgação foi feita.

“A partir do momento que a gente constatar que alguma pessoa foi lesada comprando esse produto com essa intenção, podem procurar a delegacia ou o Procon para a gente avaliar as medidas a serem tomadas. Isso pode configurar um crime mais grave, que é induzir o consumidor ao erro, uma modalidade de estelionato”, diz delegado.

A mulher foi autuada por fazer afirmação falsa ou enganosa de produtos e pode pegar pena de um a seis meses de prisão ou prestação de serviços à comunidade. Entretanto, ela foi liberada da delegacia após assinar um termo circunstanciado.

Procon quer a contrapropaganda

Além de acionar a polícia, o Procon-PR tomou medidas administrativas para determinar a imposição de contrapropaganda. Ou seja, a mulher responderá na forma criminal e também administrativamente.

“A empresa terá de vir a público e informar corretamente as propriedades e destinação dos polivitamínicos”, diz a chefe do Procon-PR, Claudia Francisca Silvano.

Conforme ela, os consumidores precisam ficar atentos no que as autoridades divulgam sobre a prevenção dos coronavírus. Além disso, ela alerta que as pessoas não devem comprar qualquer produto com bases em promessas e que possíveis vítimas podem recuperar o dinheiro gasto.

“As pessoas podem buscar a devolução do dinheiro se o produto tiver sido comprado naquele estabelecimento”, conclui Silvano.

Coronavírus

A infecção causada pelo coronavírus já matou 639 pessoas. Wuhan, capital de Hubei, é o epicentro da doença e tem 22.112 casos confirmados além de 619 mortes. Em todo o mundo, são 31.528 casos confirmados, sendo que 1.735 pessoas conseguiram se recuperar.

Os números são atualizados no coronavirusapp, um mapa que mostra a situação da epidemia.

No Brasil, o Ministério da Saúde colocou o país em alerta para o risco de transmissão, mas ainda não há casos confirmados. O Paraná se prepara para possíveis casos do novo coronavírus e discute procedimentos para suspeita de coronavírus no Aeroporto Afonso Pena.

Assim como outras viroses, o coronavírus pode ser transmitido entre seres humanos pelo ar (tosses e espirros) ou pelo contato com objetos contaminados. O vírus pode se disseminar pelo ar e coloca em risco pessoas imunidade debilitada. Ainda não há um remédio específico para combater o vírus.

O coronavírus tem período de incubação entre dois e sete dias, podendo chegar a 14 em alguns casos. Os sintomas se parecem com os da gripe ou resfriado comum: tosse, febre e dificuldade para respirar. Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para pneumonia ou síndrome respiratória aguda grave. A matéria é do Paraná Portal

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Fique atento: golpe faz trabalhador assinar a rescisão com empresa sem receber o dinheiro

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Com o fim da homologação da demissão em sindicatos, empresas orientam funcionários a assinar a rescisão mesmo sem ter recebido o dinheiro. E dão calote

A não homologação da rescisão do contrato de trabalho no sindicato da categoria, como previsto na Reforma Trabalhista, tem sido um artifício utilizado por algumas empresas para não pagarem as verbas trabalhistas ao ex-empregado. Até a entrada em vigor da Lei 13.467, o artigo 477 da CLT estabelecia que o pedido de demissão ou o recibo de quitação de rescisão do contrato de trabalho firmado pelo empregado com mais de um ano só seria válido quando feito com a assistência do respectivo sindicato ou perante a autoridade competente. A Reforma Trabalhista acabou com essa exigência.

“Os trabalhadores estão sendo vítimas de golpe”, adverte o advogado Sergio Batalha. Dois casos que O DIA teve acesso mostram uma prática não usual na dispensa de empregados. Em um deles, o ex-empregado, que é analfabeto, dá quitação da verba trabalhista sem ter recebido. Em outro, a ex-funcionária também assinou os papeis e não recebeu a rescisão. Os dois casos, por acaso, se referem à mesma empresa.

E como seria esse golpe? “O empregado é dispensado e convocado ao departamento de pessoal para ‘assinar a rescisão’. Quando comparece, é informado de que tem de ‘assinar a rescisão para sacar o FGTS’ e que a empresa irá depositar as verbas rescisórias nos próximos dias”, conta o advogado. O que não ocorre. “A empresa não deposita e, quando o empregado entra com o processo na Justiça do Trabalho, ela alega que pagou as verbas rescisórias ‘em espécie’, ou seja, em dinheiro”, acrescenta Batalha.

E faz um alerta: “O trabalhador não deve assinar o Termo de Rescisão do contrato de trabalho sem ter recebido as verbas nele discriminadas, pois o termo tem a natureza jurídica de um recibo de quitação. Ou seja, se o valor líquido das verbas rescisórias discriminadas for de R$ 5 mil , por exemplo, quando o trabalhador assina o termo dá um recibo de R$ 5 mil ao empregador”.

Não assine sem receber

Nilda Casarias: emprego por nove anos com carteira assinada e na demissão não recebeu verbas rescisórias – Ricardo Cassiano/Agencia O Dia

Uma das justificativas para os trabalhadores assinarem o termo de rescisão do contrato de trabalho quando são demitidos é a liberação das vias para saque do FGTS e do seguro-desemprego. Por conta disso Claudinei e Nilma, os dois trabalhadores que foram lesados por uma empresa, assinaram os papeis.

Mas o advogado Sergio Batalha adverte: a solução para sacar o FGTS mesmo sem o recebimento das verbas rescisórias seria fazer uma ressalva no próprio termo de rescisão, esclarecendo que não recebeu as verbas nele discriminadas.

“O ideal nestes casos é procurar um advogado trabalhista especializado, mas nunca assinar um termo de rescisão sem depósito prévio das verbas ou pagamento no ato”, acrescenta.

Vale ressaltar que o prazo limite para o pagamento das indenizações previstas em contrato é de até dez dias — a partir do dia do rompimento contratual entre as partes diretamente interessadas. O mesmo período máximo se aplica ao envio dos documentos que comprovem o fim do vínculo com a empresa aos órgãos competentes. Os documentos são Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS (GRRF) e Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Três pessoas diferentes e o mesmo problema: vítimas de calote

Luiz Cláudio foi demitido e não recebeu a rescisão – Arquivo Pessoal

Morador de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, Claudinei Jesuíno, de 50 anos de idade, trabalhou por cinco anos em uma empresa prestadora de serviços que cedia funcionários para grandes empresas. Ou seja, ele era terceirizado. No ano passado, Claudinei foi demitido e ao se dirigir para o departamento pessoal da empresa recebeu orientação para assinar o termo de rescisão para sacar FGTS e seguro-desemprego. O dinheiro da rescisão, segundo a empresa informou ao trabalhador, seria pago outro dia. Mas não foi. “Ficava indo e vindo e eles enrolando para pagar. Até que entrei na Justiça para tentar receber o dinheiro que a empresa me deve”, diz Claudinei. Mas ao chegar na audiência no final deste mês, a empresa alegou que pagou o trabalhador em espécie e mostrou o documento assinado por ele. Só tem um detalhe: o Claudinei só sabe escrever o próprio nome, não sabe ler. O trabalhador lamenta: “Não recebi um centavo da minha rescisão, nem férias, nem horas extras, nada. E agora eles dizem que me pagaram em espécie!”

Com dificuldade Nilma Casadias, 58, moradora de Botafogo, desce a escadaria que dá acesso à sua casa. Nilma também trabalhou na mesma empresa que Claudinei de 2009 a 2018, quando foi demitida. Ela conta a O DIA que em maio do ano passado foi dada a baixa na carteira de trabalho, a rescisão foi assinada e – assim como Claudinei – o pagamento não foi feito.

“Na última vez que fui tentar receber na empresa, a funcionária disse que eu não era a única a ‘encher o saco’ e me mandou ir atrás dos meus direitos. Eu fui”, conta. No caso de Nilda ainda há um outro agravante: ela está em auxílio-doença pelo INSS e faz uso de muitos remédios. “Minha saúde acabou, não tenho como trabalhar e não recebi o que era meu direito. Não sei o que vou fazer”, lamenta.

E o golpe de alegar que “pagou o que não desembolsou” não se limita à empresa onde trabalharam Claudinei e Nilda. Uma firma de serviços de segurança, também deu o cano em trabalhadores. Luiz Claudio Santos, 56, de Vila Kennedy, conta que por 11 anos trabalhou como prestador de serviços mas em agosto passado foi demitido. O “modus operandi” foi similar: assinar o termo de rescisão para sacar FGTS e seguro-desemprego. “Recebi os papeis, mas não vi dinheiro nenhum. A saída foi entrar na Justiça”, diz. Via O Dia

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Mulher é presa por roubar R$ 1,2 milhão da avó doente para bancar ‘vida de luxo’

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Segundo a polícia, britânica assumiu as finanças após avó ser diagnosticada com demência e usava todo o dinheiro em hotéis e festas nos Estados Unidos

Em julgamento realizado no último final de semana na cidade de Northampton, na Inglaterra, uma mulher foi condenada a dois anos de prisão após roubar cerca de R$ 1,2 milhão da própria avó, diagnosticada com demência, e usar o dinheiro para bancar uma vida de luxo nos EUA.

Segundo informações da BBC, Emily Rosina Evans-Schreiber, de 38 anos, era conhecida nas redes sociais por ostentar diversos luxos, como viagens internacionais, estadias em hotéis luxuosos em Beverly Hills, no estado da Califórnia, e muitas festa. Tudo era bancado com o dinheiro que ela retirava da conta da avó , como a investigação descobriu.

O caso teve início quando a mãe de Emily , que se dizia preocupada com o estilo de vida que a filha levava em Londres, comprou para ela uma casa em Northampton. Para poder ficar na residência, ela deveria cuidar da avó, que sofria de demência .

Quando se mudou, em abril de 2018, ela tinha cerca de R$ 200 em sua conta bancária, como apontaram os investigadores. Ao longo dos oito meses seguintes, ela fez diversas viagens, comprou roupas e realizou procedimentos estéticos, mesmo sem ter uma fonte de renda identificável, uma vez que já havia deixado a carreira de modelo.

Tais gastos chamaram a atenção da mãe, Clare Evans-Schreiber, que resolveu descobrir de onde estava vindo o dinheiro que a filha esbanjava. Para isso, entrou em contato com o banco em que a moça tinha conta e descobriu diversas movimentações suspeitas, identificadas como ‘contas’, ‘cuidados’ e ‘poupança’, totalizando 230 mil libras (cerca de R$ 1,2 milhão).

Foi neste momento em que a polícia foi envolvida no caso, para apurar as suspeitas de Clare. Ao realizar revista na casa de Emily, em maio de 2019, encontraram diversos artigos de luxo , como relógios, roupas e óculos. Após odos os gastos, descobriram que ela havia deixado  menos de R$ 30 mil na conta da avó, que morreu recentemente morreu e jamais soube dos roubos da neta.

No julgamento, a defesa de Emily alegou que ela não estava “em seu juízo perfeito” e que deixou dinheiro suficiente para cobrir as despesas da avó e mandou regularmente flores e chocolates para ele. Entretanto, acabou sendo considerada culpada pelo crime de roubo e sentenciada a dois anos de prisão, além de 150 horas de serviços comunitários e a obrigação de participar de um programa de reabilitação pelo uso de álcool por seis meses. via IG – Foto de capa – Segundo investigação, Emily Rosina Evans-Schreiber tirou ao menos R$ 1,2 milhão da conta da avó

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Cuidado! Novo golpe usa Nubank para roubar dados dos usuários

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Criminosos enviam emails se passando pela equipe do Nubank e, assim, conseguem dados pessoais das vítimas, incluindo senha do cartão

Circula um novo golpe para clientes do Nubank em que usuários recebem um e-mail falso avisando que seu cartão de crédito está parcialmente bloqueado por motivos de segurança, necessitando de informações pessoais para “resolver o problema”. O que acaba enganando os clientes do banco é o endereço do remetente usado para aplicar o crime, [email protected], que soa confiável – mas não é.

Acontece que o endereço falso pertence a um domínio hospedado pela Umbler. Neste momento, o site não pode mais ser acessado (http://desbloqueionuconta-com-br.umbler.net/), após usuários relatarem o ocorrido para o Nubank e para a Polícia Federal.

Nubank
ReproduçãoGolpistas enviam email com link que direciona a um site que não pertence ao Nubank
nubank
ReproduçãoNo site, a vítima é induzida a passar seus dados pessoais

No golpe, informações pessoais do usuário como CPF, endereço e senha do e-mail, número do celular, senhas de oito dígitos e do cartão são solicitadas. Caso os criminosos tenham consigam esses dados, além de usar o cartão para fazer compras na internet, eles podem hackear a NuConta e até mesmo clonar o telefone do cliente.

Nubank se pronunciou sobre o golpe, afirmando que:

“Esse tipo de atividade é crime, e sempre iremos colaborar com as autoridades competentes para investigar e coibir golpes como esse. Além disso, nós deixamos claro que nunca pedimos para que os clientes nos mandem seus documentos ou outras informações sensíveis por e-mail. Em casos de conteúdo suspeito, pedimos sempre que reportem por meio dos nossos canais de atendimento (chat, e-mail ou telefone), para que o conteúdo seja direcionado para o nosso time de especialistas. É importante também reportar o e-mail como phishing ao seu respectivo provedor de acesso.” Via IG Tech

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Banco é condenado a indenizar cliente que foi vítima de golpe em agência

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Suspeitos chegaram a fazer empréstimo de R$ 22,7 mil na conta da mulher. Banco terá de pagar R$ 3,9 mil e excluir débitos

A 5ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal condenou o Banco de Brasília (BRB) a indenizar uma cliente que foi vítima de um golpe dentro de uma agência da instituição. Segundo a mulher, um homem furtou o cartão dela e usou para fazer compras, um saque de R$ 2,9 mil e até um empréstimo de R$ 22,7 mil.

A indenização foi fixada em R$ 3,9 mil por danos materiais. Segundo a sentença, o banco também terá de extinguir qualquer dívida feita pelos suspeitos com o cartão da vítima. A decisão é de primeira instância e cabe recurso.

O BRB informou que “orienta periodicamente seus clientes a não fornecerem suas senhas a terceiros”. Ainda de acordo com a instituição, “em caso de necessidade de auxílio, ele deve ser solicitado apenas junto a funcionários devidamente identificados”.

O caso

Na ação, a cliente afirmou que, ao entrar na agência do banco, foi abordada por um suposto funcionário da instituição. Segundo a mulher, o homem disse que ela precisava atualizar a senha.

Fachada do BRB — Foto: Reprodução/JN
Fachada do BRB — Foto: Reprodução/JN

A vítima foi até um caixa eletrônico e afirma que, nesse momento, o suspeito furtou o cartão dela e trocou por outro.

A cliente afirma que percebeu o ocorrido algumas horas depois, quando os criminosos já haviam feito uma compra de R$ 1 mil no cartão de crédito. De acordo com a mulher, ela entrou em contato com o setor de atendimento do banco e solicitou o cancelamento do cartão.

Ainda assim, a autora do processo afirma que diversas movimentações foram realizadas na conta bancária dela.

“Mesmo após vários contatos com o banco para tentar solucionar o problema, nenhuma providência foi tomada”, disse no processo.

O que disse o banco

O BRB, por sua vez, alegou que a autora contribuiu para o episódio ao repassar os próprios dados para terceiros. Além disso, a empresa declarou não poder responder pelas compras realizadas na fatura do cartão de crédito, pois a responsabilidade seria da administradora do cartão.

Ao analisar o caso, no entanto, a juíza Nayrene Souza Ribeiro da Costa contestou a versão da empresa. Segundo a magistrada, o banco gestor da conta corrente e a administradora do cartão do crédito pertencem ao mesmo grupo econômico, o que possibilita que o banco seja responsabilizado.

“O banco é civilmente responsável pela segurança dos clientes que utilizam caixas eletrônicos no interior de suas agências, sendo que essa responsabilidade faz parte do dever de cuidado objetivo, decorrente da própria natureza da atividade desenvolvida”, ressaltou. via G1/DF

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Rainha da criptomoeda’: A mulher que enganou milhares de investidores e depois desapareceu

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Ruja Ignatova faturou pelo menos 4 bilhões de libras esterlinas com a OneCoin, uma falsa criptomoeda, deixando uma legião de pessoas falidas pelo mundo; seu paradeiro ainda é desconhecido

Em junho de 2016, uma empresária de 36 anos chamada Ruja Ignatova subiu ao palco no famoso estádio de Wembley, em Londres, diante de milhares de fãs entusiasmados com a ascensão das criptomoedas. Como de costume, ela vestia uma cara roupa de gala, brincos de diamantes e batom vermelho.

À multidão ela disse que a OneCoin estava a caminho de se tornar a maior criptomoeda do mundo, permitindo que “todo mundo possa realizar pagamentos em qualquer lugar”.

A OneCoin, Ruja disse ela ao público em Wembley, seria a “assassina da Bitcoin”. “Em dois anos, ninguém vai mais falar de Bitcoins”, ela gritou.

Ruja Ignatova se autoproclamava “cripto-rainha” e criadora de uma criptomoeda rival da Bitcoin. Até que, dois anos atrás, ela simplesmente desapareceu.

Antes disso, ela convenceu pessoas de todo o mundo a investir suas economias na OneCoin, na expectativa de altos retornos. Documentos sigilosos a que a BBC teve acesso mostram que britânicos gastaram quase 30 milhões de libras (R$ 161 milhões) em OneCoin nos primeiros seis meses de 2016. Há também registro de investimentos vindos de países como Paquistão, Noruega, Canadá, Iêmen e também do Brasil.

Mas esses investidores não sabiam de algo muito importante.

Primeiro, é preciso explicar como funciona uma criptomoeda, algo notoriamente difícil — uma simples busca online resulta em centenas de descrições diferentes. Mas o princípio básico é este: o dinheiro só tem valor, porque acreditamos em seu valor e confiamos nele. Por muito tempo, foram criadas versões independentes de dinheiro, mas como não havia quem confiasse no valor delas, fracassaram.

A Bitcoin causou empolgação porque resolveu esse problema: ela depende de uma base de dados chamada blockchain e, a cada vez que uma Bitcoin troca de mãos, o registro disso vai para a blockchain de cada usuário, embora ninguém esteja no comando da moeda. Isso evita que ela seja forjada, hackeada ou aplicada duplicadamente.

Ainda está em dúvida? Não se preocupe. O ponto crucial é que a blockchain é a base de tudo — para os fãs de criptomoedas, seu potencial de ser independente de bancos centrais e moedas nacionais era revolucionário e potencialmente enriquecedor para quem entrasse rápido no mercado.

Ruja conseguiu vender a mesma ideia para muita gente. Mas seus investidores desconheciam um detalhe importante.

Em outubro de 2016, quatro meses depois do “show” em Wembley, um especialista em blockchain chamado Bjorn Bjercke foi contratado por uma agência de recrutamento para cargo curioso: gerente técnico de uma start-up de criptomoedas da Bulgária, com direito a apartamento, carro e salário anual equivalente a R$ 1,3 milhão.

“Eu pensei: que trabalho é esse? O que vou ter que fazer?”, lembra-se Bjercke. “E me disseram: ‘a primeira coisa é que vão precisar de uma blockchain, que eles ainda não têm’.”

Bjercke ficou surpreso com uma empresa de criptomoedas — que descobriria ser a OneCoin — que sequer tinha blockchain naquele momento. Ele recusou a oferta de emprego.

“Oportunidade imperdível”

Na mesma época, a escocesa Jen McAdam recebeu de um amigo uma “oportunidade imperdível de investimento”. Diante de seu computador, ela clicou em um link e assistiu a um seminário online da OneCoin.

Durante uma hora, ouviu depoimentos entusiasmados sobre a nova criptomoeda e suas oportunidades de enriquecimento. “Você tem tanta sorte de estar assistindo a este seminário agora”, escutou. “Você está entrando em uma fase inicial e vai ser como a Bitcoin. Vai ser ainda maior.”

O webinar exaltava o currículo de Ruja Ignatova: Universidade de Oxford, um PhD, experiência em grandes empresas. O vídeo mostrava ainda a participação em uma conferência da revista The Economist. Foi aí que McAdam se convenceu. “O poder que aquela mulher tinha! Senti orgulho por ela.”

McAdam decidiu investir mil libras. E foi fácil: comprou tokens da OneCoin que se convertiam em moedas e iam para a conta corrente dela. Em breve, ela ouviu, essas moedas virariam euros ou libras. Mil libras lhe pareceram pouco. Pouco depois, McAdam comprou um novo pacote, investindo um total de 10 mil libras. Ela ainda convenceu amigos e parentes a investirem um total de 250 mil libras. Todos acompanhavam entusiasmados o valor crescente da OneCoin no site da empresa, enquanto faziam planos sobre como gastar seus lucros vindouros.

No fim daquele ano, porém, McAdam foi contactada por um estranho na internet. Ele se dizia um bom samaritano que havia estudado a OneCoin e queria alertar os investidores.

Timothy Curry, um entusiasta de criptomoedas, temia pela reputação de todo o setor por causa da OneCoin.

Curry passou a enviar informações a McAdam e apresentou-a a Bjorn Bjercke, que a alertou sobre a ausência de blockchain. Ela passou a fazer perguntas à OneCoin, que finalmente a respondeu em uma mensagem de voz em abril de 2017: “Ok, Jen, eles não querem revelar essa informação, caso algo dê errado onde a blockchain está sendo guardada. (…) Nossa tecnologia blockchain é um servidor SQL com uma base de dados.”

“Eu pensei, ‘o quê?’ Minhas pernas literalmente fraquejaram, e caí no chão.”

Àquela altura, McAdam havia aprendido com Curry e Bjercke que um servidor SQL não poderia abrigar uma criptomoeda genuína, uma vez que poderia ser facilmente adulterado por qualquer pessoa.

Ela concluiu que o aumento de valor da OneCoin não significava nada: eram apenas números digitados por um funcionário da empresa na qual ela e outras pessoas conhecidas haviam investido suas economias.

Ruja desaparece

Ruja, porém, continuava viajando o mundo para vender sua visão — e lotando auditórios de Macau a Dubai e Cingapura. A OneCoin continuava a crescer rapidamente, enquanto Ruja gastava sua recém-adquirida fortuna: comprou propriedades multimilionárias na capital da Bulgária, Sófia, e no resort de Sozopol e realizou festas em seu luxuoso iate Davina.

Jamie Bartlett, autor desta reportagem e do podcast The Missing Cryptoqueen, diante do iate de Ruja
Jamie Bartlett, autor desta reportagem e do podcast The Missing Cryptoqueen, diante do iate de RujaFoto: BBC News Brasil

Só que os problemas começavam a aparecer. A promessa de retorno dos investimentos era constantemente adiada, e investidores começaram a se preocupar. Os temores cresceram quando Ruja simplesmente não apareceu a uma conferência de investidores da OneCoin realizada em outubro de 2017 em Lisboa.

Em seu escritório em Sófia, ninguém sabia de seu paradeiro. Ela havia desaparecido. Surgiu até o boato de que ela teria sido sequestrada ou morta a mando de grandes bancos, supostamente por medo da revolução das criptomoedas.

Na verdade, ela estava escondida. Registros do FBI apresentados à Justiça no início deste ano indicam que, em 25 de outubro de 2017, duas semanas antes do evento em Lisboa, ela estava a bordo de um avião de Sófia para Atenas. De lá, desapareceu do radar. E foi a última vez que se viu ou ouviu falar de Ruja.

Entra o marketing multinível

Igor Alberts usa roupas extravagantes pretas e douradas, todas da Dolce and Gabbana. Ele e a mulher, Andreea Cimbala, vivem em uma mansão nos arredores de Amsterdã com seus nomes inscritos no portão e uma Maserati e um Aston Martin na garagem.

Alberts vem de uma juventude pobre. Até que começou a ganhar uma fortuna com o chamado marketing multinível. Ele diz ter faturado 100 milhões de libras (R$ 536 milhões) em 30 anos.

Igor Alberts e Andreea Cimbala passaram a vender OneCoin pelo modelo de marketing multinível...
Igor Alberts e Andreea Cimbala passaram a vender OneCoin pelo modelo de marketing multinível…Foto: BBC News Brasil

O marketing multinível funciona assim: eu pago R$ 100 para vender vitaminas diretamente ao meu consumidor. Vendo uma caixa a meus amigos Juliana e Felipe, e recruto-os para vender também. E ganho uma porcentagem em cima da venda deles. Juliana e Felipe recrutam mais dois vendedores, e assim por diante. E eu ganho uma porcentagem em cima de todos.

Não é ilegal. Mas é polêmico, porque apenas um pequeno grupo de pessoas ganha muito dinheiro. É também um modelo conhecido por exagerar promessas de lucros e impor altas metas de venda. Na ausência de vendas, porém, quando o dinheiro começa a vir do recrutamento de outras pessoas, torna-se ilegal e ganha outro nome: esquema de pirâmide.

Em maio de 2015, já bem-sucedido no marketing multinível, Alberts foi convidado para um evento da OneCoin em Dubai e se impressionou com os lucros dos investidores e com a própria Ruja. Ele voltou de lá com uma missão: instruiu seus vendedores multinível a parar tudo e passar a vender OneCoin. “Juntamos as equipes e passamos a trabalhar como loucos”, ele conta. “No primeiro mês, tiramos 90 mil libras do nada. Bang!”

Ruja logo reconheceu que as cadeias de marketing multinível eram perfeitas para vender sua falsa moeda, segundo investigações do FBI. Este acabou sendo o segredo do sucesso da OneCoin — não era apenas uma falsa moeda, mas também um esquema de pirâmide, que tinha uma criptomoeda como produto. E rapidamente se espalhou.

Não demorou para que Igor Alberts estivesse ganhando 1 milhão de libras por mês com a OneCoin, quantia que subiu para 2 milhões. 60% era pago em dinheiro e o resto, em OneCoin. Eles também investiram dinheiro próprio na moeda, convencidos de que este se multiplicaria e que ficariam “mais ricos que o Bill Gates”.

...e ganharam milhões, mas dizem também ter investido milhões que não puderam recuperar
…e ganharam milhões, mas dizem também ter investido milhões que não puderam recuperarFoto: What Dreams May Come / BBC News Brasil

Depois que Ruja faltou ao evento em Lisboa, Igor Alberts, assim como Jen McAdam, pediu provas da existência da blockchain da OneCoin. Sem recebê-las, abandonou o modelo em dezembro de 2017.

A reportagem pergunta a ele se sentiu-se culpado por ter vendido a tanta gente uma moeda que nunca existiu e por ter faturado tanto com ela.

“Sinto responsabilidade, não culpa”, ele responde. “Você não pode ser culpado por acreditar em algo. Não tinha ideia que poderia ser falso.”

Ele diz, ainda, que investiu milhões de dólares próprios comprando OneCoin.

Jen McAdam, por sua vez, se sente culpada por ter apresentado a criptomoeda a pessoas conhecidas e por ter investido na OneCoin todo o dinheiro herdado de seu pai, um mineiro que passara a vida trabalhando em condições horríveis.

Seguindo o caminho do dinheiro

É difícil quantificar quanto dinheiro foi, no total, investido na OneCoin. Documentos vazados à BBC indicam cerca de 4 bilhões de libras (R$ 21 bilhões) entre agosto de 2014 e março de 2017. Algumas pessoas disseram à reportagem que essa cifra pode ter alcançado 15 bilhões de libras.

A famosa máxima diz “siga o dinheiro”. Então, ao lado de Georgia Catt, produtora do podcast The Missing Cryptoqueen, a reportagem visitou Oliver Bullough, especialista no que ele chama de “Moneyland” — um obscuro mundo paralelo onde criminosos e super-ricos escondem suas fortunas.

O problema, diz ele, é que seguir o dinheiro não é tão fácil quanto parece, porque criminosos estruturam suas empresas e contas bancárias de modo a ocultar seus bens. “Esses bens continuam existindo e sendo usado para comprar influência política, casas e iates. Mas quando alguém tenta achá-los, seja um policial ou um jornalista, eles ficam invisíveis.”

Site da OneCoin diz que 'a cripto-moeda é única, segura, global e sem risco de inflação'
Site da OneCoin diz que ‘a cripto-moeda é única, segura, global e sem risco de inflação’Foto: OneCoin / BBC News Brasil

Não surpreende, portanto, que a estrutura corporativa da OneCoin seja incrivelmente complicada. Por exemplo: Ruja comprou um grande imóvel no centro de Sófia. Tecnicamente, o imóvel pertence à empresa chamada One Property, que por sua vez pertencia à Risk Ltda. Essa Risk Ltda pertencia a Ruja, mas posteriormente foi transferida para um grupo panamenho não identificado, ao mesmo tempo em que era admnistrada por uma empresa chamada Peragon. A Peragon, enquanto isso, pertencia à Artefix, que estava no nome da mãe de Ruja, Veska. Até que, em 2017, a Artefix foi vendida para um homem desconhecido.

Tratando-se de um golpe bilionário, não é incomum que grupos obscuros estejam envolvidos. Diversas pessoas entrevistadas para esta reportagem mencionaram vínculos suspeitos e pessoas misteriosas, mas não tiveram coragem de citar nomes.

“Diante da quantidade de dinheiro que foi investida na OneCoin, é claro que há gente irritada e que faria de tudo para calar a boca de pessoas como eu”, diz Bjorn Bjercke, que passou a divulgar publicamente que a OneCoin não tinha uma blockchain. Ele diz que sofreu ameaças de morte por isso. “Se soubesse o que iria passar, nunca teria falado nada. Teria virado as costas e ido embora.”

Igor Alberts, do marketing multinível, também cita o envolvimento de “pessoas muito influentes”, mas se recusa a dar detalhes. “Não posso, porque não quero arriscar minha vida.”

Bjorn Bjercke foi o primeiro a identificar falhas estruturais na OneCoin
Bjorn Bjercke foi o primeiro a identificar falhas estruturais na OneCoinFoto: NRK / BBC News Brasil

O Departamento de Justiça dos EUA, por sua vez, afirma haver indícios de vínculos entre o irmão de Ruja, Konstantin Ignatov — que assumiu o controle da OneCoin quando Ruja desapareceu —, com “agentes importantes do crime organizado no Leste Europeu”.

Dentro da ‘família’

Em 6 de março de 2019, Konstantin Ignatov estava no aeroporto de Los Angeles esperando um voo para a Bulgária quando foi detido por agentes do FBI e indiciado por fraude. Os EUA também indiciaram Ruja, mesmo sem tê-la em custódia, por fraude e lavagem de dinheiro.

O incrível é que, mesmo depois disso, a OneCoin continuou ativa e recebendo investimentos. Por que os investidores continuavam a aportar dinheiro no negócio?

Konstantin Ignatov, irmão de Ruja, foi preso nos EUA
Konstantin Ignatov, irmão de Ruja, foi preso nos EUAFoto: OneCoin / BBC News Brasil

Muitos disseram à reportagem que entraram no negócio em busca das oportunidades de enriquecimento que haviam escutado sobre a Bitcoin. Também se disseram impressionados com o poder de persuasão de Ruja, seu currículo e o fato de ela ter estado na capa da revista Forbes.

O currículo dela é verdadeiro. A capa da Forbes, não. Era, na verdade, um golpe publicitário: um anúncio feito na Forbes Bulgária.

Além das promessas de riqueza, as pessoas eram atraídas também pela chance de ser parte da “família OneCoin”, diz Jen McAdam. Ela foi incluída em um grupo de WhatsApp no qual um “líder” disseminava informações do quartel-general em Sófia. “Ele dizia que não acreditássemos em nada que ouvíssemos no ‘mundo lá fora'”, conta ela. “Os adeptos da Bitcoin eram ‘haters’. Até o Google — ‘não escute o Google’, ele dizia.”

Eileen Barker, professora da London School of Economics que passou anos estudando cultos messiânicos, vê semelhança entre eles e a OneCoin: a sensação passada aos participantes de que eles serão parte de algo maior que vai mudar o mundo — e, mesmo diante de qualquer evidência contrária, é muito difícil para os participantes admitirem que se enganaram.

“Quando as profecias fracassam, essa crença aumenta”, diz a professora. “Sobretudo se você tiver investido algo, não só dinheiro como crença, reputação, inteligência. Você pensa, ‘vou esperar um pouco mais’.”

O dinheiro pode ter sido o empurrão inicial, mas a sensação de pertencimento e conquista é o que faz as pessoas ficarem, afirma Baker. “Nesse sentido, é como um culto.”

Como criptomoedas são algo novo, as autoridades também demoraram a reagir. A FCA, agência reguladora financeira do Reino Unido, emitiu em setembro de 2016 um comunicado sobre a OneCoin, citando “preocupação com o risco que apresenta a consumidores britânicos”.

Menos de um ano depois, o comunicado foi removido do site da FCA. A agência afirma que ele ficou muito tempo no ar, mas defensores da OneCoin usaram o exemplo para alegar que as autoridades britânicas haviam reconsiderado a OneCoin como um investimento legítimo.

“Se você achava que era uma empresa fraudulenta, então, imagine só, o alerta foi removido. Fim de jogo”, afirmou um promotor de OneCoin no Canadá.

O fato de a OneCoin operar internacionalmente também criou dificuldades para autoridades. Em agosto deste ano, a polícia londrina iniciou uma investigação, mas deparou-se com o fato de que “empresas e indivíduos por trás da OneCoin estão fora da jurisdição britânica”.

Com isso, até recentemente, o escritório da OneCoin continuava operante e recebendo investimentos.

Uma tragédia em Uganda

Na região de Ntangamo, em Uganda, a maioria da população vive da produção de banana, mandioca, batata doce ou feijão. Foi ali que o jovem Daniel Lienhardt, de 22 anos, economizou o equivalente a US$ 250 para comprar um pacote de OneCoin em 2016. Juntou suas economias com o dinheiro da venda de três cabras.

Daniel é um dos milhares de ugandenses que investiram em OneCoin — e ao lado de outras pessoas da África, do Oriente Médio e do subcontinente indiano, se tornaram cada vez mais importantes para a empresa, à medida que o número de investidores da Europa rareava.

Quem apresentou a OneCoin para Daniel foi sua amiga Prudence, uma enfermeira em uma favela de Campala, que tinha sido instruída por vendedores da criptomoeda a visitar agricultores ugandenses no auge de sua colheita, quando teriam dinheiro para investir.

Daniel, Prudence e Jamie na favela em Campala onde ela trabalha; a enfermeira convenceu muitas pessoas próximas a investir suas economias na OneCoin, e o dinheiro foi perdido
Daniel, Prudence e Jamie na favela em Campala onde ela trabalha; a enfermeira convenceu muitas pessoas próximas a investir suas economias na OneCoin, e o dinheiro foi perdidoFoto: BBC News Brasil

Esses agricultores venderam tudo para participar da OneCoin, com consequências desastrosas.

“Alguns têm filhos que não vão mais à escola, que sequer têm onde dormir, que estão fugindo porque tomaram empréstimo no banco”, diz Prudence. “Eu, de certa forma, também estou me escondendo. Não quero que as pessoas para quem eu apresentei a OneCoin me vejam. Elas acham que fiquei com o dinheiro delas, e podem me matar.”

Ela parou de incentivar novos investimentos, mas nem todos fizeram o mesmo.

Um dos maiores escritórios da OneCoin em Campala fica junto a uma igreja. Há vídeos do pastor, conhecido como Bispo Fred, gritando “One Life” (Uma vida), ao que seu público responde: “OneCoin!”. Ele é apontado como um dos principais promotores da criptomoeda em Uganda.

Assim como em outros países, o negócio se espalhou ali pelo boca a boca entre famílias e amigos. No caso de Daniel Lienhardt, sua família havia economizado o equivalente a R$ 16 mil para comprar uma loja que permitisse à mãe dele parar de trabalhar na agricultura. Quando Daniel soube da OneCoin, lhe pareceu uma alternativa melhor.

Daniel ainda não havia tido coragem de contar à mãe, que não fala inglês, que o dinheiro fora perdido. “É muito difícil. É muito difícil contar.”

Daniel e sua mãe: ele teve coragem de contar a ela que suas economias desapareceram
Daniel e sua mãe: ele teve coragem de contar a ela que suas economias desapareceramFoto: BBC News Brasil

O paradeiro de Ruja

No fim de 2018, quando o podcast The Missing Cryptoqueen começou a ser pensado, ninguém sabia o que havia acontecido com Ruja. Foi só no começo de 2019 que se soube de sua ida a Atenas em outubro de 2017. E, mesmo assim, permanecia a pergunta: para onde ela foi em seguida?

Havia rumores, e muitos. Igor Roberts diz ter ouvido que ela tem passaportes russo e ucraniano e vive entre a Rússia e Dubai. Há relatos de que ela é protegida por pessoas poderosas em sua terra natal, a Bulgária, onde teria feito cirurgias plásticas para mudar sua aparência. Há quem diga que ela está em Londres, ou mesmo que esteja morta.

O investigador particular Alan McLean é especialista em encontrar pessoas desaparecidas. Ele sugeriu aos repórteres que investigassem o estilo de vida de Ruja, em vez da OneCoin.

Ruja apresentava os eventos vestindo roupa de gala
Ruja apresentava os eventos vestindo roupa de galaFoto: OneCoin / BBC News Brasil

Algumas semanas mais tarde, McLean contou ter ouvido de colegas detetives que Ruja fora vista em diversos restaurantes elegantes de Atenas — algo que não conseguimos confirmar. Pode ser um indício de que ela segue viva e que se sente à vontade para passear em uma capital europeia.

Outra pista aparece durante uma bizarra visita a um concurso de beleza da OneCoin em Bucareste (Romênia). Alguns presentes dizem que Ruja esteve lá, mas estaria irreconhecível por causa das supostas plásticas.

É possível que também estivesse com identidades falsas, uma vez que pode ser extraditada aos EUA tanto da Grécia quanto da Romênia.

Seguindo o conselho do investigador McLean, pesquisando na internet é possível descobrir pistas de Ruja na cidade alemã de Frankfurt — há registros de postagens online dela em endereços locais e antigos números de telefone. A reportagem descobriu, também, que Ruja teve uma filha em 2016, que poderia estar morando em Frankfurt, a mesma cidade onde o marido (ou ex-marido) dela mora e trabalha.

Ruja posou ao lado da filha bebê nas redes sociais; pistas apontam para a cidade alemã de Frankfurt
Ruja posou ao lado da filha bebê nas redes sociais; pistas apontam para a cidade alemã de FrankfurtFoto: OneCoin / BBC News Brasil

Uma fonte anônima confirma que ela passa muito tempo na cidade alemã, mas poucas pessoas se dispuseram a falar a respeito em Frankfurt.

Em 5 de novembro de 2019, o irmão de Ruja, Konstantin Ignatov, testemunhou à Justiça de Nova York no caso de um advogado acusado de lavar US$ 400 milhões do dinheiro que a OneCoin faturou nos EUA. Konstantin fechou um acordo com a Justiça, admitindo culpa em diversas acusações de fraude. Segundo pessoas presentes na audiência, Konstantin repetiu os mesmos argumentos de outros promotores da OneCoin: que críticos são “haters” que não devem ser levados a sério.

Sua irmã, ele disse, desapareceu por temer que alguém a denunciasse ao FBI.

A OneCoin nega irregularidades. Em um comunicado, a empresa disse à BBC: “a OneCoin, de modo verificável, preenche todos os critérios de uma criptomoeda” e que o podcast Missing Cryptoqueen “não vai apresentar nenhuma informação verdadeira nem pode ser considerado objetivo ou independente”. “Nossos parceiros, consumidores e advogados estão, de modo bem-sucedido, rebatendo (as acusações) ao redor do mundo e temos certeza de que a visão de um novo sistema com base em uma ‘revolução financeira’ será estabelecida.” VIA BBC BRASIL

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Tratava-se de mais uma das supostas trapaças sofridas por ela em esquema que envolveu ao menos oito pessoas (entre policiais, advogados e empresários)

O coração da empresária Sueli Maluta, 69, acelerou ao ver o símbolo da Polícia Federal fixado no lugar ao qual foi levada para uma reunião, no início de 2016, em Piracicaba (SP). Passava mal só de pensar na hipótese de ser presa e, por isso, aceitou pagar os R$ 800 mil solicitados para que fossem resolvidas pendências criminais contra ela.

Só tempos depois ela viria a descobrir que o cenário era falso. Tratava-se de mais uma das supostas trapaças sofridas por ela em esquema que envolveu ao menos oito pessoas (entre policiais, advogados e empresários), durou cerca de três anos e conseguiu tirar dela cerca de R$ 5 milhões.

Seis pessoas foram condenadas pela Justiça em setembro por participação no esquema. As penas variam de 2 a 28 anos de prisão. Todos se declaram inocentes e recorrem em liberdade da decisão de primeira instância. A Promotoria também recorre para aumentar a pena.

O imbróglio vivido pela empresária de Rio Claro (SP) teve início, conforme ela contou à Justiça em um acordo de delação premiada, em julho de 2014, quando recebeu visita do investigador de polícia André Luís Barbalho de Toledo.

O policial disse que o delegado Marcos Garcia Fuentes, então integrante da cúpula da Polícia Civil da cidade e que conduzia inquéritos contra Sueli, investigada por sonegação fiscal, solicitava R$ 100 mil para beneficiá-la.

Sueli disse à Justiça que acredita ter pago, em 12 meses, algo próximo de R$ 400 mil a Fuentes. Tornou-se íntima do delegado e aceitou dele indicação para contratar o advogado Marcelo Aith e, também, para receber conselhos do empresário Cristiano Sorano, dono de lojas de veículos.

Em setembro de 2015, ela também conheceu outras pessoas indicadas por essas novas amizades, o também advogado Alcyr Menna Barreto de Araújo Filho, ex-promotor de Justiça (exonerado), e os “abridores de portas” Carlos Eduardo Guimarães Marques e Almir Aparecido dos Santos.

Segundo a sentença, Aith e outro investigado no processo (Mário Rogério dos Santos, absolvido) disseram a Sueli que um rapaz a levaria à sede da Polícia Federal em Piracicaba, onde “as coisas poderiam ser ajeitadas”.

“Foi levada em um local em que havia um brasão da Polícia Federal, mas posteriormente soube que não era a Polícia Federal”, disse Sueli à Justiça. “Nessa ocasião, Carlos Eduardo pediu R$ 800 mil para ‘resolver tudo’.”

Sueli continuou realizando outros pagamentos ao longo do tempo até que, no início de 2017, foi levada a um hotel com a promessa de que iria conversar pessoalmente com um promotor, primo de Carlos Eduardo. Era outro engodo. Ela acabou assinando um contrato no valor de R$ 3,8 milhões, que incluía imóveis da família estimados em R$ 2,5 milhões.

As supostas extorsões sofridas por Sueli só foram descobertas porque em 17 de julho de 2017 ela foi, de fato, alvo de uma operação do Gaeco por sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Na busca e apreensão, os promotores encontrariam indícios da extorsão. Presa, Sueli fez o acordo de delação premiada.

De acordo com a sentença de Caio Cesar Ginez Almeida Bueno, há provas que corroboram a versão de Sueli. “Verifica-se que Sueli não pode ser definida apenas como uma velhinha indefesa, tampouco apenas como uma criminosa astuta. Sueli é uma pessoa complexa, com seus próprios traços de personalidade e peculiaridades”, escreveu o juiz.

O promotor André Camilo Castro Jardim, integrante do grupo que investigou o esquema, afirma nunca ter visto algo parecido com que foi descoberto em Rio Claro, dada “a estrutura e sofisticação do esquema, envolvendo agentes públicos, advogados, empresários.”

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Golpistas usam documentos roubados para fazer compras e causam prejuízo de mais de R$ 30 mil

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Bordadeira e técnica de enfermagem contam que vivem um pesadelo, pois estão com o nome sujo. Apesar de terem registrado os crimes na Polícia Civil de Goiás, as faturas não param de chegar

Duas moradoras de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, tiveram os documentos roubados e passaram a viver um pesadelo, pois os dados pessoais são usados por golpistas para fazer compras. O prejuízo delas, somado, ultrapassa R$ 30 mil. Embora tenham registrado os roubos na Polícia Civil, os criminosos não param de agir.

A Polícia Civil informou, em nota, que a Delegacia de Trindade apura os crimes: “A investigação da visa identificar os autores que utilizam de documentação fraudulenta para os golpes. Todas as medidas legais estão sendo tomadas, inclusive, novos depoimentos das vítimas serão necessários para apurar prejuízo recente”.

A bordadeira Lucineide de Fátima Ferreira, de 39 anos,teve os documentos roubados em 2003, dentro de um terminal de ônibus, em Goiânia. As consequências começaram a aparecer 13 anos depois. De acordo com a bordadeira, que não tem salário fixo, as faturas de compras chegam na casa dela desde 2016.

Duas mulheres foram vítimas

Segundo a bordadeira, o primeiro boletim de ocorrência sobre o roubo foi registrado na Polícia Civil em 2016. No ano seguinte, outro boletim foi registrado. Segundo Lucineide, as compras são presenciais e ocorrem em Trindade, Goiânia, Brasília e São Paulo.

“Eu registrei as ocorrências. Agora, chegou outra fatura de novo e é valor alto. Já estou num prejuízo de mais de R$ 20 mil”, relata a bordadeira.

Outro problema, segundo ela, é que está impossibilitada de fazer compras. Mas ainda assim, a pessoa que está com os documentos dela consegue comprar.

A técnica em enfermagem Elaine Maria de Faria, de 49 anos, passa pela mesma situação que a vizinha Lucineide. De acordo com ela, o assalto aconteceu em abril de 2010, na porta de um banco. Na ocasião, o documento da moto era o único que estava dentro da bolsa e foi levado.

Segundo Elaine, por meio do CPF que está no documento do veículo, o golpista consegue fazer compras. Já foram gastos mais de R$ 14 mil.

“Quando foi em julho, a pessoa fez uma compra de quase R$ 5 mil. Mas em 2015, ela fez uma de quase R$ 7 mil. Aí em 2018 ela fez mais duas compras”, explica a técnica em enfermagem.

Para Elaine, a solução para o problema, mesmo depois de ter registrado boletins de ocorrências, está sendo deixar o nome sujo. Via G1

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