Bancos públicos liberam R$ 4 bi à dona da Friboi em 6 meses

Em apenas seis meses, o grupo J&F recebeu R$ 4 bilhões em financiamentos públicos. A Caixa foi a maior financiadora, emprestando R$ 3,15 bilhões, boa parte em um empréstimo que surpreendeu o mercado.

Em uma operação pouco usual no País, o banco financiou em dezembro do ano passado 100% da compra das ações da Alpargatas que estavam nas mãos da Camargo Corrêa e foram passadas para a J&F Investimentos.

O banco liberou R$ 2,7 bilhões em um empréstimo com prazo de pagamento de 7 anos, sendo 2 de carência, para o grupo da família Batista.

Apesar de uma certa surpresa do mercado com o negócio, para alguns executivos que auxiliaram na transação, não provocou estranheza a J&F ter comprado a Alpargatas.

Eles contam que a J&F já estava no páreo e era forte concorrente porque podia pagar à vista, sem fazer o que se chama de due diligence – uma apuração mais detalhada da situação da empresa que está sendo comprada.

Mas segundo esses executivos, boa parte da diligência já podia ser feita com as informações prestadas na abertura do processo.

Para a Caixa, foi um negócio vultoso. Para se ter ideia, o maior cliente do banco, que é a Petrobrás, possui créditos no valor total de R$ 11,5 bilhões, que vêm sendo concedidos ao longo dos anos. Em uma tacada, o banco emprestou 23% desse valor para a J&F.

O banco estatal não comenta o negócio e, por nota, informou que o dinheiro da operação veio da parte de “recursos livres” da instituição, ou seja, não foi usado orçamento de fundos estatais ou dinheiro carimbado para financiamentos imobiliários.

Já a J&F diz que não comenta sua estratégia de financiamento. Mas, segundo documento registrado pela empresa, os juros cobrados pela Caixa foram de CDI mais 3% ao ano (17,25%), e a garantia dada foram as ações da Vigor, empresa que pertence ao J&F.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Empresas brasileiras renegociam US$ 24 bilhões em dívidas no exterior

Brasil teve redução de 18% nos voos internacionais em um ano

É o maior volume de reestruturação de débitos de empresas em um só País; Gol e Oi se juntaram recentemente ao grupo

As empresas brasileiras estão renegociando mais de US$ 24 bilhões em dívidas com bônus emitidos no exterior. É o maior volume de reestruturação de débitos de empresas em um só País, e corresponde a mais de 10% do total de US$ 224 bilhões de bônus de companhias brasileiras em circulação no mercado (excluindo bancos), segundo a Dealogic, que compila dados sobre a atividade de mercado de capitais, finanças estruturadas, project finance e empréstimos.

Gol e Oi são as empresas que mais recentemente se juntaram a esse grupo, que conta com empresas do agronegócio, como GVO, Usina São João, Tonon, Arcalco e Ceagro, as construtoras Schahin e OAS, a Cimento Tupi, a General Shopping e a Odebrecht Óleo e Gás, entre outras. Várias estão em recuperação judicial.

Para analistas, o efeito dessa onda de renegociações pode ser equivalente ao ocorrido após a moratória do Brasil na década de 1980: anos para retomada da confiança e para acesso ao dinheiro mais cobiçado e barato no exterior, o dos fundos de pensão e das seguradoras.

“O Brasil ganhou o prêmio de default no mundo em 2015. Globalmente, no portfólio de empresas da Fitch, o Brasil tem o maior número de companhias em default”, disse ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, Daniel Kastholm, diretor executivo do grupo de finanças corporativas da Fitch Ratings para a América Latina. Segundo ele, esta é a crise mais grave para as companhias brasileiras nos últimos 30 anos, marcada por uma recessão extremamente profunda e um elevado conteúdo de incerteza política.

O pior aspecto para os investidores não é o fato de terem de alongar, trocar ou, no limite, até perderem parte do que investiram nos bônus, mas a insegurança durante o processo de renegociação, especialmente aquelas que se dão por meio da recuperação judicial. “O processo de reestruturação judicial no Brasil não é o ideal, pois não é conduzido por estruturas legais centralizadas e especializadas, o que resulta em inconsistências não baseadas em precedentes, além de levar muito tempo”, avaliou Kastholm.

Eduardo Mattar, sócio do escritório Pinheiro Guimarães, que participa de grande parte das renegociações de empresas feitas com detentores de bônus, diz que os investidores estrangeiros têm sido surpreendidos por um ambiente espinhoso, enviesado e excessivamente pró-devedor nos processos.

“Os bônus foram adquiridos na suposição de que a lei de recuperação judicial, alterada em 2005, seria aplicada. Mas o fato é que sua aplicação a está tornado tão ruim quanto era a lei da concordata, vigente anteriormente”, disse. Segundo ele, por vezes os juízes têm desrespeitado a própria lei e as companhias, por entenderem que estarão na maioria dos casos protegidas pela interpretação de que tudo deve ser feito para salvar a empresa, abusam dos credores.

Prazo

Como exemplo, Mattar cita o fato de o período de 180 dias que as empresas têm para aprovar o plano de recuperação ser prorrogado, embora a lei diga que é improrrogável. Outra questão que tem sido alvo de discussão entre advogados nos processos em andamento está relacionada às garantias dos bônus, pelas quais credores têm de brigar em vários casos, mesmo que previstas nos contratos.

O Brasil chega a ser complicado até para os investidores acostumados a lidar com empresas que estão com a casa desarrumada, os chamados fundos “distress”. Rafael Fritsch, responsável pela área de crédito da Canvas, especializado em ativos de alto retorno, diz que os preços praticados no mercado secundário por bônus de empresas brasileiras em reestruturação já espelham essa insegurança.

Os bônus da Oi, por exemplo, operam no mercado secundário na margem de 20% a 30% do valor de face. “Não é possível que se recupere menos de 20% do que foi investido”, disse Fritsch. O Brasil tem um dos níveis mais baixos de recuperação, de acordo com ele, lembrando que, no exterior, a média do porcentual de recuperação é o dobro disso.

Ex-ministro Guido Mantega é levado pela PF para depor

O ex-ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff e do governo Lula, Guido Mantega foi levado coercitivamente para prestar depoimento à Polícia Federal na manhã desta segunda-feira na Operação Zelotes. A condução de Mantega foi autorizada pela Justiça Federal. Investigadores da Zelotes querem apurar a ligação de Mantega com empresa que é suspeita de comprar decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda.

Ainda segundo os investigadores, Mantega foi citado por suspeitos investigados na operação como amigo de um dos alvos da fase deflagrada nesta segunda-feira. A atua etapa da Zelotes tem como um dos principais alvos a empresa Cimento Penha, suspeita de comprar decisões do Carf.

Além da condução de Mantega, a PF deve cumprir cerca de 30 mandados, de busca e apreensão e de condução coercitiva, na atual fase da Zelotes. Agentes foram ao Distrito Federal e para os estados de Pernambuco e São Paulo.

Brasil fica sem ministros de Minas e Energia e Portos; eles pediram demissão

Eduardo Braga dará parecer favorável a Moraes na CCJ

Ministro deve entregar uma carta ainda nesta quarta à Presidência; segundo ele, Dilma já teria aceitado a demissão

Os ministros de Minas e Energia, Eduardo Braga, e da Secretaria de Portos, Helder Barbalho, filiados do PMDB, pediram demissão à presidente Dilma Rousseff. A decisão deles foi tomada três dias depois de a Câmara dos Deputados aprovar a abertura do processo de impeachment contra Dilma com amplo apoio da legenda.

“Acabei de conversar com Dilma e avaliamos que é hora de entregar o ministério. Fizemos um balanço e chegamos à conclusão de que vencemos os desafios aqui”, afirmou. “Ainda há outros desafios a serem vencidos no setor elétrico, há desafios como a sobrecontratação de eletricidade, a energia livre de Belo Monte e as questões da Eletrobras”, completou Eduardo Braga.

A informação de interlocutores do Palácio do Planalto é que ambos os ministros teriam ficado desconfortáveis com a situação do partido após o resultado da votação.

No momento, dos sete integrantes da legenda nomeados ministros, apenas dois permanecem nos cargos: Marcelo Castro, na Saúde, e Kátia Abreu, na Agricultura.

Além de Braga e Barbalho, o deputado Celso Pansera, que também é do PMDB e deixou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para votar contra o impeachment, não retornou ao cargo. O deputado Mauro Lopes, ex-ministro da Aviação Civil, votou favoravelmente aoimpeachment e por isso também não reassumirá a pasta.

Um dos principais aliados do vice-presidente Michel Temer, o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves deixou o cargo um dia antes de o PMDB decidir deixar a base de apoio ao governo, no final de março. Na ocasião, o partido determinou que os ministros filiados ao partido deixassem o cargo.

Minas e Energia

Eduardo Braga entregou o cargo de ministro de Minas e Energia após conversar com a presidente Dilma. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do ministério. A assessoria informou que o ministro deixa o cargo e vai entrar de licença médica, mas não soube precisar por quanto tempo. Nesse período, Sandra Braga (PMDB-AM), mulher de Eduardo, permanece como sua suplente no Senado. Após o período de licença médica, Eduardo Braga reassume a vaga no Senado.

Senado

O processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff está agora no Senado. Os líderes dos partidos começaram, na tarde dessa terça-feira (19), a fazer indicações dos membros da comissão especial que vai analisar o pedido de abertura de processo de impeachment na Casa. Logo após o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), conceder prazo de 48 horas para que os nomes sejam entregues à Mesa Diretora, os primeiros líderes anunciaram seus indicados.

Renan convocou sessão para a próxima segunda-feira (25) para a eleição dos 21 membros, que poderão ser indicados até a noite de sexta-feira (22) – considerando que amanhã (21) é feriado nacional e não conta no prazo.

O bloco formado por PSDB e DEM indicou os senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Antônio Anastasia (PSDB-MG), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Ronaldo Caiado (DEM-GO). O bloco que reúne PTB, PR e PSC indicou os senadores Wellington Fagundes (PR-MT) e Zezé Perrela (PTB-MG) como titulares.

Nomeação de Aragão como ministro da Justiça é suspensa pelo TRF

A juíza Luciana Raquel Tolentino de Moura, da 7a Vara Federal, deferiu liminar suspendendo a nomeação de Eugênio Aragão para o Ministério da Justiça. A juíza atendeu ao pedido de uma ação popular. O argumento é o mesmo utilizado em relação ao antecessor de Aragão: ele não pode ser ministro porque integra o Ministério Público.

aragaofora

Com informações do Antagonista

PMDB começa a deixar governo; Ministro do Turismo pede demissão

O peemedebista diz que a decisão foi difícil, mas o diálogo se “exauriu”

No pedido de demissão entregue nesta segunda-feira à presidente Dilma Rousseff,  o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves diz ter pensado muito sobre a decisão, mas diz que o momento coloca o PMDB “diante de um desafio maior de escolher o seu caminho”. O peemedebista diz que a decisão foi difícil, mas o diálogo se “exauriu”. Alves foi o primeiro ministro a pedir demissão e deu a largada à debandada oficial do partido do governo da presidente Dilma Rousseff.
Alves começa o documento agradecendo a presidente pela confiança e “respeitosa relação” que tiveram por 11 meses, antes de explicar o pedido de exoneração. “Pensei muito antes de fazê-lo, considerando as motivações e desafios que me impulsionaram a assumir o Ministério (e que acredito ter honrado): fazer do Turismo uma importante agenda econômica, política e social do governo e do país. Mas, independentemente de nossas intenções, o momento nacional coloca agora o PMDB, meu partido há 46 anos, diante do desafio maior de escolher o seu caminho, sob a presidência do meu companheiro de tantas lutas, Michel Temer”, afirma Alves na carta.
O ex-presidente da Câmara diz que sempre “prezou” pelo diálogo. “Diálogo este que — lamento admitir — se exauriu. Assim, Presidenta Dilma, é a decisão que tomo. Não nego que difícil, mas consciente, coerente, respeitando o meu Rio Grande do Norte, e sempre — como todos nós — na luta por um Brasil melhor”, diz. Alves conclui a carta dizendo estar certo de que Dilma entenderá sua decisão.
Carta de exoneração de Henrique Alves
Carta de exoneração de Henrique Alves
Correio Braziliense

Mônica Moura, esposa do marqueteiro João Santana, delata campanhas de Dilma

O articulista Lauro Jardim, do jornal O Globo, informou em seu blog que pelo o que está sendo negociado com a força-tarefa da Lava-Jato, não será só Dilma Rousseff que terá problemas com a delação premiada de Mônica Moura, mulher de João Santana.

Mônica vai esquadrinhar todas as campanhas feitas aqui e no exterior pela Polis, empresa dela e do marido. No caso do Brasil, isso significa que entrarão no escrutínio as campanhas de Lula (2006), Marta Suplicy (2008) e Fernando Haddad (2012), além, claro, das de Dilma em 2010 e 2014.

João Santana e a esposa Mônica Moura foram presos em 23 de fevereiro deste ano, acusados de esconder contas milionárias no exterior. Eles trabalharam nas últimas campanhas do PT. João Santana não fez acordo de delação, mas sua mulher vem negociando há cerca de duas semanas com procuradores da Lava-Jato.

 

Delcídio diz à Veja que : “Lula comandava o esquema”

“Errei, mas não roubei nem sou corrupto. Posso não ser santo, mas não sou bandido”

O senador Delcídio do Amaral participou do maior ato político da história do país. No domingo 13, ele pegou uma moto Harley-Davidson, emprestada do irmão, e rumou para a Avenida Paulista, onde protestou contra a corrupção e o governo do qual já foi líder. Delcídio se juntou à multidão sem tirar o capacete. Temia ser reconhecido e hostilizado. Com medo de ser obrigado pela polícia a remover o disfarce, ficou pouco tempo entre os manifestantes, o suficiente para perceber que tomara a decisão correta ao colaborar para as investigações. “Errei, mas não roubei nem sou corrupto. Posso não ser santo, mas não sou bandido.” Na semana passada, Delcídio conversou com VEJA por mais de três horas. Emocionou-se ao falar da família e ao revisitar as agruras dos três meses de prisão. Licenciado do mandato por questões médicas, destacou o papel de comando de Lula no petrolão, o de Dilma como herdeira e beneficiária do esquema e a trama do governo para tentar obstruir as investigações da Lava-Jato. O ex-líder do governo quer acertar suas contas com a sociedade ajudando as autoridades a unir os poucos e decisivos pontos que ainda faltam para expor todo o enredo do mais audacioso caso de corrupção da história. A seguir, suas principais revelações.

Por que delatar o governo do qual o senhor foi líder?

Eu errei ao participar de uma operação destinada a calar uma testemunha, mas errei a mando do Lula. Ele e a presidente Dilma é que tentam de forma sistemática obstruir os trabalhos da Justiça, como ficou claro com a divulgação das conversas gravadas entre os dois. O Lula negociou diretamente com as bancadas as indicações para as diretorias da Petrobras e tinha pleno conhecimento do uso que os partidos faziam das diretorias, principalmente no que diz respeito ao financiamento de campanhas. O Lula comandava o esquema.

Qual é o grau de envolvimento da presidente Dilma?

A Dilma herdou e se beneficiou diretamente do esquema, que financiou as campanhas eleitorais dela. A Dilma também sabia de tudo. A diferença é que ela fingia não ter nada a ver com o caso.

Lula e Dilma atuam em sintonia para abafar as investigações?

Nem sempre foi assim. O Lula tinha a certeza de que a Dilma e o José Eduardo Cardozo (ex-ministro da Justiça, o atual titular da Advocacia-Geral da União) tinham um acordo cujo objetivo era blindá-la contra as investigações. A condenação dele seria a redenção dela, que poderia, então, posar de defensora intransigente do combate à corrupção. O governo poderia não ir bem em outras frentes, mas ela seria lembrada como a presidente que lutou contra a corrupção.

Como o ex-presidente reagia a essa estratégia de Dilma?

Com pragmatismo. O Lula sabia que eu tinha acesso aos servidores da Petrobras e a executivos de empreiteiras que tinham contratos com a estatal. Ele me consultava para saber o que esses personagens ameaçavam contar e os riscos que ele, Lula, enfrentaria nas próximas etapas da investigação. Mas sempre alegava que estava preocupado com a possibilidade de fulano ou beltrano serem alcançados pela Lava-Jato. O Lula queria parecer solidário, mas estava mesmo era cuidando dos próprios interesses. Tanto que me pediu que eu procurasse e acalmasse o Nestor Cerveró, o José Carlos Bumlai e o Renato Duque. Na primeira vez em que o Lula me procurou, eu nem era líder do governo. Foi logo depois da prisão do Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, preso em março de 2014). Ele estava muito preocupado. Sabia do tamanho do Paulo Roberto na operação, da profusão de negócios fechados por ele e do amplo leque de partidos e políticos que ele atendia. O Lula me disse assim: “É bom a gente acompanhar isso aí. Tem muita gente pendurada lá, inclusive do PT”. Na época, ninguém imaginava aonde isso ia chegar.

Quem mais ajudava o ex-presidente na Lava-Jato?

O cara da confiança do Lula é o ex-deputado Sigmaringa Seixas (advogado do ex-presidente e da OAS), que participou ativamente da escolha de integrantes da cúpula do Poder Judiciário e tem relação de proximidade com ministros dos tribunais superiores.

Quando Lula e Dilma passam a trabalhar juntos contra a Lava-Jato?

A presidente sempre mantinha a visão de que nada tinha a ver com o petrolão. Ela era convencida disso pelo Aloizio Mercadante (o atual ministro da Educação), para quem a investigação só atingiria o governo anterior e a cúpula do Congresso. Para Mercadante, Dilma escaparia ilesa, fortalecida e pronta para imprimir sua marca no país. Lula sabia da influência do Mercadante. Uma vez me disse que, se ele continuasse atrapalhando, revelaria como o ministro se safou do caso dos aloprados (em setembro de 2006, assessores de Mercadante, então candidato ao governo de São Paulo, tentaram comprar um dossiê fajuto contra o tucano José Serra). O Lula me disse uma vez bem assim: “Esse Mercadante… Ele não sabe o que eu fiz para salvar a pele dele”.

O que fez a presidente mudar de postura?

O cerco da Lava-­Jato ao Palácio do Planalto. O petrolão financiou a reeleição da Dilma. O ministro Edinho Silva, tesoureiro da campanha em 2014, adotou o achaque como estratégia de arrecadação. Procurava os empresários sempre com o mesmo discurso: “Você está com a gente ou não está? Você quer ou não quer manter seus contratos?”. A extorsão foi mais ostensiva no segundo turno. O Edinho pressionou Ricardo Pessoa, da UTC, José Antunes, da Engevix, e Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez. Acho que Lula e Dilma começaram a ajustar os ponteiros em meados do ano passado. Foi quando surgiu a ideia de nomeá-lo ministro.

População faz buzinaço na frente da casa do senador Gurgacz; assista

Senador do PDT, que é relator das pedaladas, não se manifestou sobre protestos

Dezenas de moradores de Ji-Paraná, segunda maior cidade do Estado se reuniram na noite da última quinta-feira e promoveram um buzinaço em frente a casa do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), declaradamente favorável à Dilma Roussef e contra o impeachment.

Gurgacz esteve na solenidade do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil e estava entre os primeiros da fila. O senador também é relator das chamadas ‘pedaladas fiscais’ da presidente, uma manobra financeira irregular, segundo o Tribunal de Contas da União. Em seu relatório, Gurgacz foi contra o parecer do TCU e a favor da presidente.

O senador também vem sendo hostilizado em seu perfil no Facebook, com pessoas que se dizem “decepcionadas’ por ele estar apoiando o atual governo.

Internautas deixam mensagens na página do senador
Internautas deixam mensagens na página do senador

Nos últimos dias, ele vem confidenciando à políticos locais que foi convidado por Dilma Roussef para comandar um ministério, mas ele não disse qual seria.

Gurgacz é proprietário do maior grupo de comunicação do Estado, que engloba emissoras de TV, rádios e o jornal Diário da Amazônia.

Manifestantes voltam ao Planalto para protestar contra Dilma e Lula

Após uma manhã tumultuada, nesta quinta-feira (17/3), os manifestantes voltam a ocupar a Praça dos Três Poderes, por volta de 18h10, para protestar contra o governo Dilma e contra a nomeação do ex-presidente Lula ao cargo de ministro da Casa Civil.

Embora o local esteja cheio, – aproximadamente 5 mil pessoas, de acordo com PM-, muitos manifestantes não desceram até o gramado e prefereriram permanecer na parte alta da via, apenas apoiando quem está embaixo..

O Corpo de Bombeiros informou que pediu reforço, porque notou o aumento no consumo de bebida. De acordo com o comando do CBMDF a medida é preventiva, caso alguém precise de atendimento.

As informações são da equipe do Correio Braziliense