Recorde de homicídios e estupros de crianças: 9 dados que você precisa saber sobre a violência no Brasil

Os dados são do Ministério da Saúde e foram divulgados nesta terça-feira no Atlas da Violência 2018

Nunca antes o Brasil teve tantos homicídios. Foram 62.517 mortes em 2016, último ano com dados disponíveis. O número equivale a um estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, lotado de vítimas da violência ao longo de apenas um ano.

Os dados são do Ministério da Saúde e foram divulgados nesta terça-feira no Atlas da Violência 2018, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Proporcionalmente, são 30,3 homicídios para cada 100 mil pessoas, também a maior taxa já registrada no Brasil. Para comparação, é 30 vezes a taxa da Europa.

Veja abaixo 9 dados para entender a violência no Brasil.

1) Número recorde

As 62.517 vítimas de homicídio no Brasil, em 2016, representam um recorde. É 5% mais do que no ano anterior e 14% mais do que o registrado dez anos antes. Ao longo da década de 2006 a 2016, o aumento do número de mortes foi praticamente contínuo, saindo do patamar de 49,7 mil mortes até chegar aos números mais recentes.

A taxa de homicídios de 30,3 por 100 mil habitantes, também recorde, coloca o Brasil entre os países mais violentos do mundo. A taxa mundial é menor que 10 entre 100 mil habitantes. A taxa média do continente americano, o mais violento do mundo, é metade da taxa brasileira.

Os números do Brasil podem ser ainda maiores. Alguns estudos já demonstraram que grande parte das mortes registradas como “causa indeterminada” no Brasil, especialmente as provocadas por arma de fogo, seriam na verdade homicídios.

Se o cálculo de vítimas incluísse as mortes indeterminadas por arma de fogo, por exemplo, o número de vítimas chegaria a 63.569.

Forças de segurança em operação no Rio de Janeiro

2) 1 de cada 10 mortes no país foi homicídio

De acordo com o Atlas da Violência, 9,7% de todos os óbitos do Brasil em 2016 foram homicídios. Isso significa que, de cada 10 mortes, uma foi assassinato.

Entre os jovens, essa proporção é ainda mais expressiva. Assassinatos foram as causas de metade das mortes na faixa etária de 15 a 19 anos em 2016 no Brasil.

3) Norte é a região mais violenta do Brasil

Esqueça Rio de Janeiro e São Paulo. Há mais de uma década, o Sudeste não está entre as regiões mais violentas do país. A região Norte fica no topo do ranking.

Até 2006, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte tinham taxas de homicídio parecidas, em torno de 25 por 100 mil habitantes. A partir daí, os números começaram a se distanciar. Enquanto a violência no Sudeste começou a cair, se aproximando dos níveis do Sul do país, passou a aumentar continuamente nas outras três regiões.

Uma das razões por trás dessa migração da violência do Sudeste para o Norte-Nordeste é a mudança das dinâmicas do crime organizado. O Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, e o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, passaram a disputar territórios em outras regiões do país. Ao longo desse processo, diversas facções criminosas surgiram ou se fortaleceram no Norte-Nordeste, como a Família do Norte (FDN).

De 2011 a 2015, o Nordeste foi a região mais violenta do país. Mas, em 2016, o Norte assumiu a liderança, com um aumento de mais de 10% de um ano para outro.

Veja na tabela abaixo as taxas de homicídio para cada região do país:

Homicídios Taxa de homicídio por 100 mil habitantes
BRASIL 62.517 30,3
Norte 7.902 44,5
Nordeste 24.863 43,7
Sudeste 16.815 19,5
Sul 7.288 24,8
Centro-Oeste 5.647 36,1

4) São Paulo tem queda contínua nos números

A taxa de homicídios de São Paulo tem apresentado queda desde 2006. Naquele ano, o número era de 20,4 por 100 mil habitantes. Esse foi o ano dos maiores ataques do PCC, que paralisaram a capital e parte do Estado. Como reação, dezenas de pessoas foram mortas pela polícia nos meses posteriores.

No ano seguinte, subitamente, a taxa caiu em 24%, para cerca de 15 por 100 mil. Em 2016, chegou ao menor patamar já registrado, de 10,9 por 100 mil.

“São Paulo continua numa trajetória consistente de diminuição das taxas de homicídios, iniciada em 2000, cujas razões ainda hoje não são inteiramente compreendidas pela academia”, afirma o Atlas da Violência 2018.

Entre os fatores para a queda da violência em São Paulo, o estudo cita políticas de controle de armas de fogo, melhorias no sistema de informações criminais e na organização policial, envelhecimento da população, além de um aspecto controvertido: a hipótese da “pax (paz) monopolista do PCC, quando o tribunal da facção criminosa passou a controlar o uso da violência letal, o que teria diminuído homicídios em algumas comunidades”.

O governo de São Paulo sempre repeliu a hipótese de que o fortalecimento e o monopólio do PCC no Estado poderiam estar por trás da redução da violência.

Variação das taxas de homicídio por Estado, entre 2006 e 2016. Quanto mais escura a região, maior o aumento. Fonte: Atlas da Violência 2018

5) Acre é o Estado onde a violência mais aumenta

Na outra ponta, está o Acre, na Amazônia, o Estado brasileiro onde os homicídios mais aumentaram de 2015 para 2016. O crescimento foi de 65%, contra 5% de acréscimo no Brasil como um todo.

O principal motivo por trás do aumento da violência no Acre é uma guerra de facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas na região. O Estado faz fronteira com a Bolívia e o Peru, importantes produtores de cocaína. Por volta de 2013, uma nova facção surgiu no Acre, o Bonde dos 13, aliado do PCC e rival do CV.

A violência no Acre tem requintes de crueldade. Uma forma de morte frequente são as decapitações de rivais, muitas vezes filmadas e distribuídas por WhatsApp.

6) Risco para homens jovens é maior

A maior parte das pessoas assassinadas no Brasil é jovem. Das 62 mil vítimas de homicídio, 33,6 mil tinham entre 15 e 29 anos – na grande maioria, homens.

Enquanto a taxa de homicídio na população em geral é de 30,3 por 100 mil, entre os jovens é de 65,5 por 100 mil. Em outras palavras, entre os jovens, o risco de morrer assassinado é mais do que o dobro da média da população.

Já entre os homens jovens, a situação é pior ainda: 123 homicídios a cada grupo de 100 mil. É quatro vezes a média do Brasil.

Além disso, entre os jovens, o risco de homicídio está crescendo mais que o do conjunto da população. Houve um aumento de 7,4% entre 2015 e 2016, contra 5% no país em geral. Novamente, o Acre teve a maior piora – aumento de 85% no assassinato de jovens de um ano para o outro.

Protesto contra homicídio de jovens negros no Brasil; entre negros, o risco de morrer assassinado é muito maior que entre brancos.

7) Número de vítimas negras aumentou, enquanto o de brancas, caiu

Entre os negros, o risco de morrer assassinado é muito maior que entre os brancos. E essa diferença, em vez de diminuir, está aumentando.

Vamos lembrar que a taxa de homicídios no Brasil foi de 30,3 por 100 mil pessoas em 2016. Entre os negros, foi maior, de 40,2 por 100 mil. Já entre os não negros, foi menor, de 16 por 100 mil. Isso significa que os números para a população negra equivalem a duas vezes e meia o da população branca.

Em uma década, entre 2006 e 2016, a taxa dos negros cresceu em 23%. Já a dos não negros caiu em cerca de 7%.

“Os negros são também as principais vítimas da ação letal das polícias e o perfil predominante da população prisional do Brasil. Para que possamos reduzir a violência no país, é necessário que esses dados sejam levados em consideração e alvo de profunda reflexão”, afirma o Atlas da Violência 2018.

8) Sete de cada 10 homicídios são provocados por arma de fogo

As armas são a principal forma de assassinato. De cada 10 vítimas, sete foram mortas por arma de fogo, em 2016.

“A maior difusão de armas de fogo jogou mais lenha na fogueira da violência. O crescimento dos homicídios no país desde os anos 1980 foi basicamente devido às mortes com o uso das armas de fogo, ao passo que as mortes por outros meios permaneceram constantes desde o início dos anos 1990”, afirma o Atlas da Violência.

Em 2003, entrou em vigor no Brasil o Estatuto do Desarmamento, que dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição. Se não fosse essa lei, os homicídios teriam crescido 12% a mais, segundo o estudo.

“O enfoque no controle responsável e na retirada de armas de fogo de circulação nas cidades deve, portanto, ser objetivo prioritário das políticas de segurança pública”, completa a publicação.

Denúncias podem chegar por diversos canais – mas raramente são as próprias crianças que denunciam

9) 51% das vítimas de estupro são crianças

Os dados sobre estupro no Brasil não são precisos. É um crime com uma elevada subnotificação, ou seja, muitos casos não são registrados oficialmente e não entram nas estatísticas.

Existem duas fontes principais de dados de estupro no Brasil: os registrados nas polícias, quando é apresentada queixa, e os notificados pelo sistema de saúde, quando a vítima vai buscar atendimento médico. Enquanto a polícia registrou 49,5 mil estupros em 2016, a saúde contabilizou 22,9 mil.

Apesar de notificar menos que a polícia, a saúde tem dados muito mais completos. É possível saber, por exemplo, a idade da vítima, o grau de relação com o abusador e se foi um estupro coletivo ou não.

Um dos dados mais chocantes é que mais de metade das vítimas de estupro são crianças até 13 anos (51%). Foram abusadas, na sua maior parte, por amigos ou conhecidos (30%) e pai ou padrasto (24%). Apenas 9% são abusadores desconhecidos.

Adolescentes de 14 a 17 anos são 17% das vítimas. Nessa faixa etária, os desconhecidos passam a ser os principais abusadores (32%), seguidos de amigos e conhecidos (26%).

Entre as mulheres maiores de idade, que são 32% das vítimas de estupro, metade dos agressores são desconhecidos.

Os dados também revelam que duas de cada 13 vítimas sofreu estupro coletivo (por mais de um abusador). Além disso, muitas mulheres são vítimas de estupro mais de uma vez na vida. De cada 10 vítimas atendidas pela rede de saúde em 2016, quatro já tinham sido estupradas em outra ocasião.

Fonte: bbc

Quem eram os 3 amigos assassinados e dissolvidos em ácido em crime que chocou o México

Estudantes de cinema voltavam de uma filmagem quando foram sequestrados após serem, aparentemente, confundidos com rivais de cartel de drogas.

A divulgação de detalhes sobre o assassinato de três estudantes de cinema no Estado de Jalisco, no oeste do México, chocou novamente o país, que já tem mais de 200 mil homicídios registrados na última década.

Javier Salomón Aceves, Marco García e Daniel Díaz foram sequestrados (em 19 de março), mortos e tiveram seus corpos dissolvidos em ácido por membros de um cartel de drogas, o Jalisco Nova Geração (CJNG).

Os três estudantes voltavam para casa depois de concluir um projeto da faculdade nos arredores de Guadalajara, a segunda maior cidade do México, quando foram interceptados pelos criminosos.

Eles teriam sido confundidos com membros de um grupo rival da CJNG, de acordo com a investigação da Promotoria de Jalisco.

A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, conta o que se sabe sobre esses três estudantes assassinados e o que esse crime diz sobre a situação da violência no país.

Javier Salomón Aceves Gastélum

Javier Salomón Aceves Gastélum, conhecido como “Salo”, tinha 25 anos e era da cidade de Mexicali. Ele estudava cinema na Universidade de Meios Audiovisuais de Guadalajara.

Sua irmã Michelle escreveu uma mensagem na página que ele tinha no Facebook. Ela o descreveu como uma pessoa muito dedicada, apaixonada pela cinematografia.

“Me deixa triste que tenham interrompido assim seus sonhos. Eu sei que você tinha um futuro, dava para ver como você segurava sua câmera, como dirigia”, escreveu ela.

“Havia cores em você, uma luz que brilhava em seus olhos com tantas ideias e imaginação que você tinha, você nunca estava em branco.”

Outra de suas paixões era tocar bateria.

Os três estudantes de cinema foram dados como desaparecidos em 19 de março, após terem saído para gravar um curta-metragem (Foto: EPA)

Ele tocava com uma banda chamada Betray Me, que também publicou uma mensagem de despedida: “Até sempre, irmão. Você sempre viverá em nossos corações, você foi e será parte essencial deste projeto”.

Marco Francisco García Ávalos

Marco Francisco García Ávalos era de Tepic, a capital do estado de Nayarit, e tinha 20 anos.

Ele estava terminando o 2º semestre da faculdade de cinema. Segundo colegas ouvidos por jornais de Jalisco, sua especialidade até então era a edição de vídeo e o gerenciamento de programas de pós-produção.

“Seu sonho era ser o melhor diretor e ninguém duvidava disso, porque todos sabíamos o quão talentoso ele era e o dom que tinha para se comunicar com as pessoas”, disse a amiga Aylin Michelle ao jornal El País.

Ela também o descreveu como o garoto que “dava diversão” aos encontros dos amigos.

Jesús Daniel Díaz García

Jesús Daniel Díaz García, também de 20 anos, era originalmente da cidade de Los Cabos, no Estado de Baixa Califórnia do Sul.

Ele frequentemente compartilhava seus trabalhos audiovisuais em uma plataforma da universidade.

Díaz García também gostava de jogar futebol. Quando foi sequestrado, usava muletas por conta de uma lesão que sofreu jogando futebol.

Seus colegas se lembram dele por sua alegria e por ser uma pessoa muito calma.

“Fazíamos os trabalhos da faculdade juntos, nos encontrávamos em minha casa para fazer vídeos, para escrever roteiros”, disse uma colega ao jornal Mural.

Vários dos vídeos que os três estudantes fizeram juntos foram compartilhados pelo YouTube.

O que esse crime diz sobre a situação no país?

O governo de Enrique Peña Nieto começou com índices de criminalidade em queda, em contraste com as altas taxas de homicídios durante a gestão de Felipe Calderón.

Segundo analistas consultados pela BBC Mundo, essa queda gerou a percepção errônea de que a segurança no país estava melhorando.

No entanto, Pienã Neto, que termina o seu mandato de seis anos agora em 2018, terá a mais alta taxa de homicídios durante uma gestão presidencial desde que os registros oficiais começaram, em 1997.

Para o acadêmico e especialista em segurança nacional Javier Oliva, da Universidade Nacional Autônoma do México, o caso dos três estudantes mortos em Jalisco é “um sintoma de como a violência no México está longe, muito longe de ser controlada”.

O tipo de violência usada contra Salomón, Ávalos e Díaz reflete os níveis de crueldade que organizações criminosas atingiram, diz o acadêmico.

“Isso nos lembra de como a crueldade extrema e desumana tem aumentado, se é que a crueldade pode ser categorizada de qualquer outra forma”, diz ele.

Por sua vez, Francisco Rivas, diretor do Observatório Nacional do Cidadão, uma ONG que monitora os índices de insegurança no país, aponta que esse tipo de crime expõe a falta de controle que o governo tem sobre o território mexicano.

Neste caso, os estudantes universitários realizavam um projeto da universidade e foram sequestrados em Tonalá, um município de Guadalajara, a segunda maior cidade do México.

“Se há algo que expõe a fraqueza do Estado são os desaparecimentos, porque onde há desaparecimentos o Estado não controla o território”, diz Rivas à BBC.

O governador de Jalisco, Aristóteles Sandoval, havia solicitado um prazo de 15 dias para se resolver o desaparecimento dos jovens, mas a investigação levou 34 dias para ter seus resultados apresentados.

Para Rivas, “o Estado é incapaz de ter uma resposta rápida e pronta, há debilidade para se investigar crimes, há uma violação dos direitos dos cidadãos e falta de acesso à verdade e à justiça para as pessoas”.

Por que os jovens?

Como indicam dados do Instituto Nacional de Estatística e Geografia do México, entre as cerca de 210 mil vítimas de homicídios ocorridos de 2007 a 2016, mais de 107 mil eram pessoas de 15 a 34 anos.

E, em média, para cada mulher que foi morta, oito vítimas eram homens.

Embora parte desses números se explique pelo fato de a maior parte da população mexicana ser jovem, o diretor da ONG também aponta para condições sociais e econômicas.

Um dos acusados de matar os três estudantes é um jovem de 20 anos, identificado pelas autoridades como Omar N.

O rapper mexicano QBA, também conhecido como Christian Omar “N”, em cena do clipe da música ‘La Muerte No Tiene Horario’ (Foto: Reprodução/YouTube)

“Os jovens estão mais expostos ( à violência) em seu cotidiano”, diz Rivas, porque além de sofrerem com a falta de respeito a seus direitos humanos, também carecem de espaços para estudo e trabalho.

“Eles podem entrar no tráfico de drogas ou no crime organizado porque é o mercado que mais facilmente os recebe, onde há potencialmente mais renda do que em um mercado de trabalho legal. Mas também há aqueles que entram porque são forçados a isso”, diz ele.

Além dos homicídios, registros oficiais indicam que das 34 mil pessoas desaparecidas no México, 35% têm menos de 29 anos de idade.

Em uma declaração incomum e feita conjuntamente na quarta-feira, 25, a Universidade Autônoma do México e a Universidade de Guadalajara, disseram que “não é possível continuar assim”. No texto, dizem que cada assassinato de um jovem representa uma investigação fracassada, uma família quebrada e uma esperança perdida.

“A escalada da violência e a impunidade desenfreada estão presentes em todos os cantos da nossa nação”, diz o comunicado. “Exigimos ações imediatas para parar e erradicar essa violência a qual todos nos ressentimos e a qual não merecemos.”

Fonte: bbc

Polícia investiga gangue suspeita de mortes e tráfico de drogas no DF

Policiais civis do Distrito Federal estão desde as primeiras horas da manhã de hoje (13) cumprindo 39 mandados judiciais expedidos contra integrantes de uma gangue suspeita de envolvimento em homicídios, tráfico de drogas, aliciamento de menores e roubos.

Segundo o delegado Waldemar Antonio Tassara, os suspeitos agiam na cidade de Planaltina, a cerca de 40 quilômetros do centro de Brasília. Entre os alvos dos 16 mandados de prisão, há seis pessoas que já se encontravam presas e sete adolescentes. Quatro dos dez mandados de prisão expedidos contra pessoas que se encontravam em liberdade já tinham sido cumpridos até as 10 horas. Também estão sendo cumpridos 23 mandados de busca e apreensão que, até o mesmo horário, já tinham resultado na apreensão de dinheiro em espécie e drogas. Um balanço preliminar deve ser divulgado por volta do meio-dia.

Ainda de acordo com o delegado, a ação da gangue vem sendo investigada há cerca de um ano e meio. “Durante as investigações, conseguimos reunir informações de que os indivíduos aliciavam menores para praticar roubos em várias cidades do Distrito Federal, traficar drogas e atentar contra a vida de integrantes de grupos rivais. Sempre para mostrar poder e ampliar a dominação territorial”, contou Tassara à Agência Brasil.

Segundo o delegado, há indícios de que mais de 40 homicídios ou tentativas de homicídios estejam associados à ação criminosa do grupo e à rivalidade entre gangues. “Aqui em Planaltina, a maioria dos homicídios está vinculada a guerra de gangues. Além disso, parte dos crimes eram cometidos em Formosa, Sobradinho, Planaltina e outras regiões administrativas do Distrito Federal”, acrescentou o delegado, afirmando ainda não haver indícios de ligação do grupo com facções criminosas de outras partes do país.

Apelidada de Ares (alusão ao deus grego da guerra), a operação conta com a participação de mais de 150 policiais das divisões de Operações Aéreas (DOA), de Operações Especiais (DOE) e do Departamento de Polícia Circunscricional do Distrito Federal.

Fonte: agenciabrasil

Vereador de Novo Hamburgo (RS) é preso por porte de arma e suspeita de envolvimento em 4 homicídios

Um vereador de Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi preso em flagrante na manhã desta sexta-feira (6) por suspeita de envolvimento em quatro homicídios e participação em uma quadrilha ligada ao tráfico de drogas. Na casa dele foi encontrado um revólver calibre 38 furtado, pelo qual ele foi preso em flagrante.

Emerson Fernando Lourenço (Solidariedade) tem 44 anos e também atua como empresário. O advogado dele, Eduardo Pivetta Boeira, disse ao G1 que não vai comentar da prisão. O G1 também entrou em contato com o gabinete do vereador, onde ninguém se dispôs a falar.

O procurador geral da Câmara de Novo Hamburgo, Vinícius Bomber, diz que a Câmara não foi oficialmente comunicada e que está tomando conhecimento da situação pela imprensa. Por isso, não vai se posicionar.

Conforme o delegado Rodrigo Zucco, Lourenço passou a liderar uma facção criminosa após a prisão do entãso líder do grupo, em 2011. Em 2016, entrou na carreira política após ser eleito como vereador em Novo Hamburgo, com o codinome Fernandinho. A partir deste ano, passou a integrar duas comissões, uma delas de Direitos Humanos.

“Ele já possui passagem pela polícia, cumpriu há mais de 10 anos pena por assalto, tráfico de drogas e outros crimes. Ele tem um passado delituoso”, observa o delegado.

O vereador também atuava como empresário de um jogador profissional do Grêmio e de dois jogadores da categoria de base do Internacional, segundo Zucco, que está preservando o nome deles.

Além da prisão, a polícia cumpriu sete mandados de busca e apreensão em Novo Hamburgo e Campo Bom.

Em uma casa em Novo Hamburgo, foi apreendido um Volkswagen Golf. Também foi apreendido uma grande quantidade de dinheiro, em notas e moedas de baixo valor, o que, para o delegado, indica dinheiro de tráfico de drogas.

As investigações levaram quatro meses. A polícia chegou até o vereador a partir de inquéritos que apuravam os homicídios.

Fonte: g1/rs

Comandante da PM defende prisão perpétua para assassinos de policiais

Comandante da PM defende prisão perpétua para assassinos de policiais

O comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Wolney Dias, defendeu nesta quarta-feira (19/7) penas mais severas para assassinos de policiais. “Quem atenta contra a vida de policiais atenta contra o Estado. Esse é um ato de terrorismo. Eu defendo penas muito severas”, disse o comandante durante o enterro de um policial morto na última segunda-feira (17). “Esse tipo de crime deveria ser [punido com] prisão perpétua”, acrescentou.

O soldado Thiago Marzola de Abreu foi assassinado com um tiro na cabeça na noite de segunda durante patrulhamento na Favela da Tida, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio. Este ano, 89 policiais militares já foram mortos no Rio, 11 a mais do que em todo o ano de 2016. O soldado deixou esposa e um filho de apenas 2 meses.

Pelo Twitter, a Polícia Militar divulgou uma recompensa de R$ 5 mil para quem tiver informações sobre a morte de policiais. “Colabore com informações que levem à prisão de assassinos de policiais.#ValorizeQuemTeProtege #ApoieaPolicia @DDalertaRio #Parceria”, diz o texto. Segundo a PM, as informações podem ser repassadas para o Disque-Denúncia, pelo telefone (21) 2253-1177, com anonimato garantido.

Prisão de suspeito de morte de policial

No começo da tarde de hoje, policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Mangueira, prenderam um homem suspeito de participação no ataque a policiais da UPP do Telégrafo no início da semana, que resultou na morte do cabo Bruno dos Santos Leonardo, de 29 anos, com um tiro de fuzil na cabeça e um tiro na perna.

O suspeito, de 22 anos, foi encontrado em uma casa na região conhecida como Buraco Quente após uma denúncia anônima e encaminhado à Divisão de Homicídios da Capital, que está investigando o caso. Segundo o comando da UPP, o homem foi reconhecido pela equipe que patrulhava a comunidade no dia da morte do cabo Bruno Leonardo. Na PM há seis anos, o cabo estava em seu primeiro dia de trabalho na Base Avançada do Telégrafo, que faz parte do Complexo da Mangueira.

Fonte: metropoles.com

Estado do Ceará registrou 474 homicídio em junho

RN tem uma morte a cada três horas e meia e bate recorde

Em média, Ceará teve um homicídio a cada uma hora e meia

O número de homicídios no Ceará em junho quase dobrou em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com registros da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgados nesta sexta-feira (7).

Em 2016, foram 250 homicídios no mês; neste ano, foram 474, incluindo uma morte ocorrida dentro de uma unidade prisional. Em todo o primeiro semestre, foram 2.229 homicídios. No primeiro semestre de 2016, foram 1.777.

De acordo com o secretário da Segurança, delegado André Costa, a escalada da violência se deve ao conflito entre facções criminosas que disputam território do tráfico de drogas.

Fortaleza foi a região com maior aumento na violência, com 197 homicídios e aumento de mais de 200% em relação ao mês de junho do ano passado. Os números foram altos em todas as regiões do estado: 121 na Grande Fortaleza, 79 no interior Norte e 77 no interior Sul.

Este é o mês de junho mais violento do estado desde 2013, quando a SSPDS passou a divulgar os assassinatos com base nos crimes violentos letais intencionais (CVLI). Em junho de 2015 foram 284 homicídios; 373 em 2014; e 356 em 2013.

Em maio, o Ceará também estebelecido o mês mais violento desde a contagem de CVLI, com 471 assassinatos. Em média, uma pessoa foi morta a cada uma hora e meia no mês, índice repetido em junho.

Número de homicídios por mês no Ceará

2015 2016 2017
Janeiro 237 327 352
Fevereiro 431 298 269
Março 331 321 358
Abril 323 278 140
Maio 327 303 471
Junho 323 250 474
Julho 282 256
Agosto 355 293
Setembro 332 226
Outubro 342 283
Novembro 356 300
Dezembro 359 273

Polícia Civil prende 14 integrantes de máfia chinesa em SP

Polícia Civil prende 14 integrantes de máfia chinesa em SP

O Departamento começou a investigar o grupo após três homicídios de pessoas de origem chinesa.

A Polícia Civil deflagrou na manhã de hoje (8) uma operação contra a máfia chinesa, que resultou na prisão de 14 pessoas na cidade de São Paulo e no Guarujá, litoral do estado.

Durante a ação, batizada de Fujian, foram cumpridos ainda 33 mandados de busca e apreensão. O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) começou a investigar o grupo após três homicídios de pessoas de origem chinesa.

“No curso das investigações, surgiram diversas informações sobre prática de outros crimes, como casos de extorsões, sequestro, tráfico de mulheres, exploração, jogos, enfim, uma gama de atividades delituosas que originaram os mandados de prisão cumpridos na operação”, disse a diretora do DHPP, Elisabete Sato.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP), os detidos e as vítimas pertencem à província chinesa de Fujian.

Ao chegarem ao Brasil, parte deles entrou para o comércio de eletrônicos e a outra se dividiu em duas facções que atuam na zona central da cidade, extorquindo dinheiro dos compatriotas para oferecer proteção e praticando outros delitos.

“Quando as pessoas se negavam a pagar, eram agredidas, tinham as lojas destruídas e, em alguns casos, tinham levados os produtos dos comércios”, disse a secretaria em nota.

Nos últimos cinco meses, a equipe do DHPP se aproximou da comunidade chinesa, com auxílio do consulado chinês, para conseguir a confiança das pessoas que poderiam colaborar com as investigações.

“As apurações resultaram em 14 prisões, sendo três em flagrante por porte ilegal de arma, e na apreensão de quatro pistolas – uma .380, duas 9mm e uma calibre 635 -, além de dois silenciadores e R$ 12,5 mil”, segundo a SSP.

A polícia informou que vai continuar com as investigações para identificar mais vítimas, levantar inquéritos de outras delegacias e apurar ocorrências que não chegaram ainda ao conhecimento das autoridades.

Os arquivos dos detidos serão encaminhados para a Polícia Federal a fim de comprovar a identidade e legalidade da situação de residência deles no Brasil.

Fonte: exame.com

PE registra em janeiro o maior número de homicídios em 10 anos

PE registra em janeiro o maior número de homicídios em 10 anos

Dados do governo mostram que 479 pessoas morreram assassinadas no primeiro mês do ano – há uma década foram contabilizadas 459 mortes

O número de homicídios no estado de Pernambuco em janeiro de 2017 é o maior dos últimos dez anos. Dados da Secretaria de Defesa Social do estado mostram que 479 pessoas morreram assassinadas nesse período. Há uma década, em janeiro de 2007, foram contabilizadas 459 mortes violentas – vinte a menos.

A Região Metropolitana do Recife (RMR) responde por 43% desse total. A cidade onde mais pessoas foram assassinadas é a capital, com 70 mortes. Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Cabo de Santo Agostinho, Olinda e Ipojuca registram mais de dez homicídios.

Já no interior do estado, o município com mais ocorrências é Caruaru, com 21 vítimas. Dos 184 municípios de Pernambuco, 68 não tiveram homicídios no mês de janeiro.

Os dados divulgados ontem (15) interromperam a tendência de queda no número de homicídios, registrada depois da criação do programa Pacto pela Vida, em 2007.

O programa foi lançado pelo governo do estado com o objetivo de reduzir a violência por meio de políticas públicas integradas entre áreas do Executivo e também entre os diferentes poderes.

O objetivo foi cumprido até 2014, quando o número de mortes violentas em janeiro foi quase a metade (256) do registrado no primeiro mês deste ano.

Em meio a críticas de que o Pacto pela Vida teria sido deixado de lado, o governador Paulo Câmara cobrou na segunda feira (13), durante reunião com prefeitos da Região Metropolitana do Recife, que as administrações municipais cumpram o papel que lhes cabe em ações que, para o governo estadual, podem ajudar a reduzir a criminalidade, tais como iluminação pública e a fiscalização de trânsito e bares.

Em texto divulgado pela Secretaria de Defesa Social sobre as estatísticas de janeiro, o órgão informou que “vem ajustando a atuação das polícias de modo a aumentar o policiamento ostensivo, como também aumentar a resolutividade dos inquéritos” para combater os homicídios.

Outros crimes

A Secretaria de Defesa Social divulgou também o número de Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVP) – roubo, extorsão mediante sequestro e roubo com restrição de liberdade da vítima. Em janeiro foram 10.691 ocorrências em todo o estado. Recife é responsável por cerca de 35% do total (3.796 casos).

Um dos setores que mais faz críticas à política de segurança pública do Estado é o rodoviário. Diariamente a cidade registra assaltos em ônibus, inclusive com mortes de passageiros e assaltantes. De acordo com dados do Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco, desde o início de 2017 até ontem foram registradas 513 ocorrências, uma média de 11,4 por dia.

Até o ano passado, os dados mensais disponibilizados pela Secretaria de Segurança eram mais completos e continham gráficos comparativos por período; taxa de mortes por 100 mil habitantes; além de comparações entre regiões, municípios e população. Este ano, no entanto, o documento contém apenas uma lista simples do número de mortes por município ou região.

Fonte: exame.com

RN tem uma morte a cada três horas e meia e bate recorde

RN tem uma morte a cada três horas e meia e bate recorde

Aumento no número de homicídios no ano passado foi de 41% em relação a 2015.

A cada três horas e meia do mês passado, uma pessoa foi assassinada no Rio Grande do Norte. O número de homicídios, cuja maioria teve uma ou mais armas de fogo como instrumento causador, chegou a 208.

No mesmo período do ano passado foram 147 assassinatos. O aumento contabilizado pelo Observatório da Violência Letal Intencional do Rio Grande do Norte (Obvio) chegou a 41,5%.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) ainda não divulgou os números de homicídios em janeiro.

A morte de 26 presos na maior rebelião da história da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal, engrossou a estatística. Mas não foi, entretanto, a maior causadora do aumento dos casos.

A guerra do tráfico e a falta de estrutura da Segurança Pública são apontados por especialistas como principais causadores da escalda da violência no estado potiguar.

“Continua a sequência de violência iniciada em 2016. A falta de planejamento custa caro e quem paga é o contribuinte. A escassez de investimentos gera mais violência e criminalidade”, analisou o especialista em segurança pública e diretor do Obvio, Ivênio Dieb Hermes.

Ele destacou, ainda, que o mês de janeiro de 2017 foi o mais violento desde que os homicídios passaram a ser contabilizados no Rio Grande do Norte.

Nas ruas da capital, os cidadãos ainda temem novos ataques com a saída dos militares das Forças Armadas. Os quase dois mil homens deverão voltar às suas bases neste sábado.

“Eu não acredito que acabou. Os presos podem se rebelar mais uma vez. Quando os militares saírem, poderemos voltar ao pesadelo do mês passado”, comentou o professor Kassios Costa. Ele é morador de uma das regiões afetadas pelos atos de vandalismo mês passado, durante a rebelião.

O saldo da destruição entre os dias 14 e 20 de janeiro, conforme dados da Sesed, foi de 26 ônibus e microônibus parcial ou totalmente destruídos pelo fogo.

Cinco carros oficiais depredados e queimados e cinco prédios públicos alvos de ação de vândalos. Desde o dia 21 de janeiro, com a chegada das Forças Armadas, nenhum novo atentado foi registrado.

Fonte: exame.com

ALERTA: autor de quatro homicídios, assaltante e assassino confesso fogem do Pandinha pulando o portão

Tanus dos Santos, de 25 anos, matou a namorada, dois enteados e o cunhado em Guajará-Mirim

A madrugada do dia 30 de dezembro de 2013 foi sangrenta para os familiares de Luciene Almeida Rodrigues, de 28 anos. Nesse dia ela e seus dois filhos, uma criança de 5 anos e um adolescente de 16, foram barbaramente assassinados por Tanus dos Santos, então namorado de Luciene. Os motivos do crime ainda não foram esclarecidos, mas segundo testemunhas Tanus teria atirado em Luciene, nas crianças e no cunhado, de quem teria roubado R$ 3 mil. Ele seria preso dias depois e encaminhado ao presídio Pandinha, onde aguardava julgamento.

Chacina cometida por Tanus dos Santos em Guajará-Mirim
Chacina cometida por Tanus dos Santos em Guajará-Mirim

Porém, na madrugada desta segunda-feira, aproveitando a fragilidade do sistema penitenciário, a carência de agentes e as péssimas condições que se encontra o presídio, Tanus dos Santos, Diego Tavares da Silva, preso por tentativa de fraude e assalto e Edione Pessoa da Silva (26), acusado de ter matado a tiros a pescadora e ativista do MAB – Movimento de Atingidos por Barragem Nilce de Souza Magalhães, que desapareceu no dia 07/01/2016 na região do Abunã, km 876 da BR 364 sentido Rio Branco, conseguiram fugir do presídio. Eles serraram a grade da cela e pularam o portão, que tem cerca de 4 metros de altura. Como a guarita não funciona, os marginais não tiveram problemas em empreender fuga.

Familiares das vítimas de Tanus estão revoltados e oferecem recompensa para quem puder informar seu paradeiro. Informações podem ser repassadas pelos telefones 190 ou 69 – 8442-6312.

Presídio está caindo de podre

As fotos mostram bem as condições precárias em que se encontra o Pandinha, presídio de médio porte que abriga presos provisórios (aqueles que ainda não foram julgados). O governo insiste em querer mostrar uma versão fantasiosa do sistema, que não condiz com a realidade. Em janeiro desse ano, o governo anunciou a implantação do “monitoramento de câmeras” e de acordo com o release, “a diretora do Presídio Provisório, Andreia Cardoso de Oliveira, disse que na unidade foram instaladas quatro câmeras de monitoramento adquiridas com o recurso do Programa de Gestão Financeira (Progesfi)”. Conforme Andréia, as câmeras foram dividas entre a área externa e interna da unidade. “O monitoramento por câmeras é de muita importância para a unidade, pois dá suporte para o efetivo  de agentes penitenciárias”.

Pois é. As câmeras devem estar com problemas então porque três perigosos marginais estão soltos graças a inoperância da SEJUS.

Grade da cela dos marginais foi serrada sem grandes dificuldades
Grade da cela dos marginais foi serrada sem grandes dificuldades
Muro que os marginais saltaram, também sem dificuldades
Muro que os marginais saltaram, também sem dificuldades