Novo salário mínimo compra duas cestas básicas e mais 1 kg de carne

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IBGE estima que renda média mensal de 60% dos trabalhadores brasileiros foi menor que um salário mínimo em 2018

Com o novo salário mínimo de R$ 1.045 que vigorará a partir de fevereiro é possível comprar duas cestas básicas (R$ 1.013) e mais um quilo de carne (R$ 31.52) por mês.

De acordo com dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a cesta básica em São Paulo custava, em média, R$ 506,50 em dezembro. O valor considera itens frequentes da mesa do brasileiro como arroz, feijão, farinha, carne, café, batata e tomate.

Em São Paulo, a cesta básica inclui 6 quilos de carne (R$ 189,12), 3 quilos de arroz (R$ 8,94) e 4,5 quilos de feijão (R$ 27), por exemplo. Os produtos da cesta básica e as quantidades são diferentes por regiões do Brasil.

Segundo o IBGE, a renda média mensal de 60% dos trabalhadores brasileiros — o correspondente a 54 milhões de brasileiros empregados com carteira assinada ou na informalidade — foi menor que um salário mínimo em 2018. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc), que trata de todas as fontes de rendimento, divulgada no ano passado.

Além disso, cerca de dois terços das aposentadorias e pensões pagas pelo INSS são de um salário mínimo. Segundo dados do Dieese, o salário mínimo necessário para uma família de 4 pessoas era de R$ 4.342,57 em dezembro. O valor, calculado com base no custo da alimentação, é 4,15 mais que o os R$ 1.045 estipulados pelo governo federal atualmente.

O piso mínimo que valerá a partir de fevereiro é maior do que o previsto inicialmente pelo governo. No ano passado, Bolsonaro fixou o salário mínimo em R$ 1.039 — reajuste de 4,1% em relação ao piso vigente até dezembro de 2019, R$ 998.

O reajuste não foi suficiente para repor a inflação e ficou abaixo do INPC (Índice de Preços ao Consumidor) de 2019, que foi de 4,48%. O reajuste também incorpora resíduo da inflação de 2018 que não havia sido incorporado ao piso mínimo vigente em 2019.

Bolsonaro se antecipou à mudança que deveria acontecer no Congresso e preferiu editar uma outra MP (Medida Provisória) para recompor a inflação de 2019 a partir do fevereiro. Segundo apurou o Estado, o governo já tinha recebido sinais de que o Congresso daria o reajuste integral. O governo quis evitar o carimbo de ter dado um reajuste abaixo da inflação e que o Congresso saísse vitorioso. Via Estadão

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Corumbiara é o município onde mais nasceu crianças em RO

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Dados são do IBGE

De acordo com pesquisa divulgada esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de gravidez na adolescência tem diminuído enquanto que o registro de gravidez em mulheres entre 30 e 45 anos tem aumentado.

Entre 2003 e 2018, no país, a média de idade da parturiente subiu de 25 anos para 27 anos; em Rondônia, a média era de 23,5 anos e foi de 26 anos em 2018.No Brasil, em 2003, 15% dos nascidos vivos tiveram mães com até 18 anos de idade.

Já em 2018, este percentual caiu para 10%. Essa queda também ocorreu em Rondônia: em 15 anos, essa taxa caiu de 19,46% para 12,46%, ou seja, em 2003, a cada cinco grávidas, uma tinha até 18 anos e, em 2018, a proporção foi de uma para cada oito grávidas.Em mulheres com idades entre 30 e 45 anos foi registrado um aumento de gravidezes em 37%.

Em 2003, foram quase 769 mil partos em todo o país, correspondendo a 23% dos registros de nascidos vivos; já em 2018, este número foi de mais de um milhão, passando a representar 36% dos nascidos vivos.

Nesta faixa etária, também houve crescimento em Rondônia neste período em 72,7%: foram 4.673 registros em 2003 e passaram a ser 8.072 em 2018. A proporção subiu de 14,78% para 28,96%.

O analista do IBGE, Jorge Elarrat, ressalta que o número total de mulheres que engravidam vem diminuindo a cada ano. “Houve uma queda do número global. Isso quer dizer que estão nascendo menos crianças apesar do crescimento populacional, o que indica o envelhecimento da população”, conclui.

Os municípios rondonienses que apresentaram as maiores variações de nascidos vivos entre 2018 e 2017 foram: Corumbiara (53%), Governador Jorge Teixeira (29%) e Vale do Paraíso (25%). Primavera de Rondônia, Seringueiras e Theobroma apresentaram as maiores taxas negativas.

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Para Bolsonaro, o IBGE mente e o Brasil não tem 13,1 milhões de desempregados

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Para presidente, índice de desemprego ‘não mede a realidade’ e ‘engana’ a população

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar nessa segunda-feira, 1°, a metodologia empregada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, para medir o desemprego no País. Em entrevista à RecordTV, o presidente afirmou que a forma de se verificar a desocupação no Brasil não corresponde à realidade.

“Com todo respeito ao IBGE, essa metodologia, em que pese ser aplicada em outros países, não é a mais correta. (…) Tenho dito aqui, fui muito criticado, volto a repetir, não interessam as críticas. Tem de falar a verdade”, afirmou.

“Como é feita hoje em dia a taxa? Leva-se em conta quem está procurando emprego. Quem não procura emprego, não está desempregado. (…) Então, quando há uma pequena melhora, essas pessoas que não estavam procurando emprego, procuram, e, quando procuram e não acham, aumenta a taxa de desemprego. É uma coisa que não mede a realidade. Parecem índices que são feitos para enganar a população.”

Segundo o presidente, “é fácil ter a metodologia precisa no tocante à taxa de desemprego. É você ver dados bancários, dados junto à Secretaria de Trabalho, quantos empregos geramos a mais ou a menos no mês”, reforçou.

Na última sexta-feira, o IBGE divulgou que a taxa de desemprego no Brasil subiu para 12,4% no trimestre encerrado em fevereiro, atingindo 13,1 milhões de pessoas. De acordo com o instituto, a alta representa a entrada de 892 mil pessoas na população desocupada.

O total da população subutilizada – grupo que inclui desocupados, quem trabalha menos de 40 horas semanais e os disponíveis para trabalhar, mas que não conseguem procurar emprego – é recorde (27,9 milhões) e o número de 4,9 milhões de desalentados, aqueles que desistiram de procurar emprego, também é o maior da série.

Na própria sexta-feira, 29, Bolsonaro já havia tuitado sobre o melhor saldo para fevereiro de empregos com carteira assinada, medido pelo Caged, dos últimos cinco anos. “Já o levantamento trimestral divulgado pelo IBGE parte de dezembro de 2018, período no qual é comum o saldo negativo”, escreveu o presidente.

“Para comparar, em relação a fevereiro do ano passado, o saldo de novos empregos foi quase três vezes maior”, destacou em outro tuíte na sexta-feira, ainda sobre o Caged.

Crítica antiga

Em outubro do ano passado, Bolsonaro já havia classificado a metodologia de cálculo de desemprego do IBGE como “farsa”. À época, na condição de presidente eleito, ele disse à TV Bandeirantes que pretendia mudar a metodologia da entidade para calcular a taxa de desemprego porque os beneficiários do Bolsa Família são contabilizados como empregados. Como resposta, o IBGE divulgou nota oficial na qual afirmava que o levantamento segue padrões internacionais. O instituto também esclareceu informações incorretas de Bolsonaro, uma vez que beneficiários do Bolsa Família não são considerados empregados.

Estado de Rondônia atinge a marca de 1,7 milhão de habitantes, diz IBGE

Porto Velho é município mais populoso do estado e Pimenteiras do Oeste tem menor índice de habitantes. Confira a lista com a quantidade de moradores nos 52 municípios.

A população rondoniense foi estimada em 1.757.589, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (29), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Diário Oficial da União. No Brasil a população total alcançou o número de 208,5 milhões.

Em comparação ao último Censo divulgado pelo IBGE em 2010, quando havia 1.562.409 moradores em Rondônia, o número de habitantes cresceu 12,49%.

Se comparado com 2017, quando o levantamento de habitantes no estado apontou uma estimativa de 1.805.788 pessoas, houve uma diminuição de 2,66% da população de Rondônia.

A capital Porto Velho continua sendo apontado como o município mais populoso, com 519.531 pessoas. Em 2017, a estimativa era de 519.436, portanto na capital houve um aumento de 95 pessoas em um ano.

Em oito anos, a população da capital aumentou 21,23%, quando haviam 428.527 moradores.

Já a estimativa de menor índice populacional, em 2018, é de Pimenteiras do Oeste (RO), com 2.191 habitantes. O município tinha 2.410, estimados, no ano anterior. Em 2010 a cidade possuía 2.315 pessoas, segundo o Censo.

Confira a quantidade populacional nos 52 municípios do estado:

População em Rondônia

Municípios População
1 Alta Floresta D’Oeste 23.167
2 Alto Alegre dos Parecis 13.227
3 Alto Paraíso 20.999
4 Alvorada D’Oeste 14.722
5 Ariquemes 106.168
6 Buritis 38.937
7 Cabixi 5.438
8 Cacaulândia 6.190
9 Cacoal 84.813
10 Campo Novo de Rondônia 14.009
11 Candeias do Jamari 25.983
12 Castanheiras 3 . 11 9
13 Cerejeiras 16.444
14 Chupinguaia 10.886
15 Colorado do Oeste 16.227
16 Corumbiara 7.567
17 Costa Marques 17.855
18 Cujubim 24.226
19 Espigão D’Oeste 32.047
20 Governador Jorge Teixeira 8.095
21 Guajará-Mirim 45.783
22 Itapuã do Oeste 10.272
23 Jaru 51.933
24 Ji-Paraná 127.907
25 Machadinho D’Oeste 39.097
26 Ministro Andreazza 9.762
27 Mirante da Serra 11 . 0 8 0
28 Monte Negro 15.695
29 Nova Brasilândia D’Oeste 20.459
30 Nova Mamoré 29.757
31 Nova União 7.047
32 Novo Horizonte do Oeste 8.751
33 Ouro Preto do Oeste 36.340
34 Parecis 5.947
35 Pimenta Bueno 36.434
36 Pimenteiras do Oeste 2.191
37 Porto Velho 519.531
38 Presidente Médici 19.409
39 Primavera de Rondônia 2.939
40 Rio Crespo 3.723
41 Rolim de Moura 54.702
42 Santa Luzia D’Oeste 6.781
43 São Felipe D’Oeste 5.280
44 São Francisco do Guaporé 19.842
45 São Miguel do Guaporé 22.931
46 Seringueiras 11 . 8 6 0
47 Te i x e i r ó p o l i s 4.384
48 Theobroma 10.494
49 Urupá 11 . 6 6 5
50 Vale do Anari 11 . 0 2 8
51 Vale do Paraíso 6.998
52 Vi l h e n a 97.448
Fonte: g1

Desemprego recua para 12,4% em junho, mas ainda atinge 13 milhões de pessoas, diz IBGE

Pesquisa registrou queda em relação ao último trimestre quando o indicador foi de 13,1%

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta terça-feira (31/7) que a taxa do desemprego no Brasil ficou em 12,4% significando 13 milhões de brasileiros desocupados no segundo trimestre, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). No trimestre anterior, o indicador havia ficado em 13,1%.

O número de desempregados caiu. No trimestre encerrado em maio eram 13,2 milhões. Já na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, quando havia 13,5 milhões de desocupados, o número de desempregados caiu 3,9%, ou menos 520 mil pessoas nesta situação.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.198 no segundo trimestre. O resultado representa alta de 1,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 195,7 bilhões no segundo trimestre, alta de 2,3% ante igual período do ano anterior.

Carteira assinada
O número de empregados com carteira de trabalho assinada, 32,8 milhões no setor privado, ficou estável frente ao trimestre anterior – janeiro a março de 2018. No confronto com o mesmo trimestre de 2017, houve queda de -1,5% ou menos 497 mil pessoas com emprego formal.

A quantia de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada ficou em 11,0 milhões no setor privado e cresceu 2,6% – mais 276 mil pessoas – em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, houve alta de 3,5%, ou mais 367 mil pessoas empregados informais.

A categoria dos trabalhadores autônomos, que gira em torno de 23,1 milhões de pessoas, ficou estável em relação ao trimestre anterior – janeiro a março de 2018. Em relação ao mesmo período de 2017, houve alta de 2,5%, ou mais 555 mil pessoas.

Fonte: metropoles

 

Greve dos caminhoneiros fez indústria recuar 10,9% de abril para maio

O patamar de produção industrial retornou a um nível próximo ao de dezembro de 2003, ficando 23,8% abaixo do recorde alcançado em maio de 2011

A produção industrial brasileira caiu 10,9% em maio deste ano, na comparação com abril. Foi a maior queda do indicador desde dezembro de 2008, com recuo de 11,2%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda foi motivada principalmente pela paralisação dos caminhoneiros no final de maio, que afetou o processo de produção em várias unidades industriais do país.

Na comparação com maio do ano passado, o recuo chegou a 6,6%, o mais intenso desde outubro de 2016, que foi de 7,3%, interrompendo 12 meses consecutivos de altas. Apesar disso, a indústria brasileira ainda acumula altas de 2% no ano e de 3% em 12 meses.

“A greve desarticulou o processo de produção em si, seja pelo abastecimento de matéria prima, seja pela questão da logística na distribuição. A entrada do mês de maio caracterizou uma redução importante no ritmo de produção”, explicou o coordenador da pesquisa André Macedo.

O patamar de produção industrial retornou a um nível próximo ao de dezembro de 2003, ficando 23,8% abaixo do recorde alcançado em maio de 2011.

Fonte: agenciabrasil

PIB cresce 0,4% no primeiro trimestre de 2018 e soma R$ 1,641 tri, aponta IBGE

Embora o destaque da vez seja a agropecuária, com seu crescimento de 1,4% em relação ao mesmo período de 2017, o setor apresentou queda de 2,6%

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4% no primeiro trimestre de 2018 em comparação com o último trimestre do ano passado. O balanço publicado nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que, até março, o País obteve um saldo positivo de R$ 1.641,1 trilhões.

Segundo o levantamento, o setor que mais colaborou com a alta do PIB foi o da agropecuária, que cresceu 1,4% entre os trimestres, enquanto que indústria e serviços mostraram variações positivas mais tímidas, de 0,1%.

Em relação ao mercado internacional, as exportações de bens e serviços tiveram expansão de 1,3% no período. Entretanto, as importações foram mais significativas para as contas do País, já que cresceram 2,5% em relação ao quarto trimestre de 2017.

Primeiro trimestre de 2017

O IBGE também fez o comparativo com o primeiro trimestre de 2017 e, nesse quesito, a soma de todos os bens e serviços produzidos no País cresceu 1,2%. Embora o destaque da vez seja a agropecuária, frente ao comparativo anual, o setor apresentou queda de 2,6%, enquanto que indústria e serviços cresceram, respectivamente, 1,6% e 1,5%.

Enquanto os setores citados mostraram variações de queda e crescimento, o ramo da construção civil permanece apresentando resultados negativos. Se na comparação trimestral, a categoria obteve queda de 0,6%, frente ao mesmo período do ano passado o recuo é ainda maior, de 2,2%.

Consumo

No primeiro trimestre de 2018, a despesa de consumo das famílias cresceu 2,8% frente ao trimestre anterior, o quarto avanço seguido registrado. O IBGE explica que a alta se deve ao barateamento do crédito para pessoa física, bem como as taxas de inflação e de juros mais baixas que as registrada no primeiro trimestre de 2017.

Para se ter uma ideia, a taxa básica de juros, a Selic, estava em 12,15% em fevereiro do ano passado e, agora, o indicador está em 6,50% ao ano. O consumo do governo, por outro lado, obteve retração de 0,8% em relação ao primeiro trimestre.

Para este ano, a expectativa do mercado financeiro frente ao PIB atualmente está em 2,37% . O resultado foi publicado na última segunda-feira (28) pelo Banco Central no Boletim Focus, publicação semanal de projeções das instituições financeiras frente aos principais indicadores econômicos do País.

Taxa de desemprego sobe para 12,9 % no trimestre encerrado em abril

Segundo o IBGE, no trimestre encerrado em janeiro, a taxa havia ficado em 12,2%. Em abril de 2017, ela foi de 13,6%.

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,9% no trimestre encerrado em abril deste ano. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

Segundo o IBGE, no trimestre encerrado em janeiro, a taxa havia ficado em 12,2%. Em abril de 2017, ela foi de 13,6%.

O contingente de desempregados, isto é, pessoas que procuram emprego e não conseguem, chegou a 13,4 milhões no trimestre encerrado em abril deste ano. Isto representa um aumento de 5,7% em relação aos 12,7 milhões de desocupados registrados no trimestre encerrado em janeiro.

Na comparação com abril de 2017, no entanto, houve uma queda de 4,5% na massa de desempregados, já que naquele período havia 14 milhões de desocupados no país.

A população ocupada chegou a 90,7 milhões no trimestre encerrado em abril deste ano, 1,1% menor do que no trimestre encerrado em janeiro (91,7 milhões), mas 1,7% acima do trimestre encerrado em abril do ano passado (89,2 milhões).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada, que ficou em 32,7 milhões, apresentou queda de 1,7% em ambas comparações temporais. Já os trabalhadores sem carteira (10,9 milhões de pessoas) mantiveram-se estáveis em relação a janeiro, mas cresceram 6,3% em relação a abril do ano passado.

Os trabalhadores por conta própria (23 milhões de pessoas) também mostraram o mesmo comportamento: permaneceram estáveis em relação a janeiro e cresceram 3,4% na comparação com abril do ano passado.

Quedas em três setores da economia

Nenhum dos dez grupamentos de atividades pesquisadas teve aumento na população ocupada de janeiro para abril. Foram observadas quedas nos segmentos da Construção (-2,7%), Serviços Domésticos (-2,7%) e Comércio (-2,5%). Os demais setores ficaram estáveis.

Na comparação com abril do ano passado, houve geração de postos de trabalho apenas nos segmentos de Outros Serviços (9,1%) e Administração Pública (3,8%).

O rendimento médio real habitual ficou em R$ 2.182 no trimestre encerrado em abril deste ano, relativamente estável em relação a janeiro deste ano e a abril do ano passado. A massa de rendimento real habitual (R$ 193 bilhões) também ficou estável em ambas comparações temporais.

Fonte: agenciabrasil

Três milhões de desempregados buscam trabalho há pelo menos 2 anos no Brasil

Número corresponde a 22% do total de pessoas que procuravam emprego no 1º trimestre deste ano. Total de pessoas que desistiu de buscar trabalho quase triplicou em 4 anos

Dados divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que havia 3,035 milhões de brasileiros procurando emprego há 2 anos ou mais até o final do 1º trimestre deste ano. Este número corresponde a 22% do total de desempregados no país, que ficou em 13,7 milhões.

A maior parte dos desempregados – 6,4 milhões ou 45% do total – estava na busca por emprego há mais de um mês, mas há menos de um ano. Outros 2,2 milhões de brasileiros procuravam por uma oportunidade no mercado há um ano, mas a menos de 2, enquanto 2 milhões estavam desempregados há menos de um mês.

Na comparação com 2012, aumentou em 71,8% o número de pessoas que estavam há mais de dois anos desempregadas, enquanto os que buscavam emprego entre um e dois anos aumentou 129% no mesmo período.

“Com o aumento da desocupação, o tempo na fila por emprego também aumenta”, afirmou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

O pesquisador ressaltou que por conta do aumento do tempo de procura por trabalho, “parte dessa população acaba desistindo e sai da fila, se tornando desalentada”.

Número de desalentados atinge recorde

Azeredo destacou que desde o início da crise econômica no Brasil, o número de pessoas desalentadas quase triplicou. No primeiro trimestre de 2014 havia 1,6 milhão de pessoas nesta condição. Este número saltou para 4,6 milhões no primeiro trimestre de 2018, o maior número da série histórica do IBGE, iniciada em 2012.

Desalentados são, de acordo com a classificação do IBGE, aquelas pessoas que desistiram de procurar emprego e, por isso, deixam de fazer parte da população desempregada do país.

Ainda de acordo com o pesquisador, foi o desalento que contribuiu para reduzir a taxa de desemprego no país na comparação entre o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do passado – passou de 13,7% para 13,1%. “O desalento foi o principal canal de saída da desocupação”, enfatizou.

Do total de desalentados do país, 60,6% estavam no Nordeste (2,8 milhões e pessoas). Entre as unidades da federação, os maiores contingentes estavam na Bahia (805 mil) e Maranhão (430 mil).

Ao analisar o perfil dos desalentados, Azeredo destacou que tal condição atinge principalmente “a população jovem, feminina, preta ou parda e com baixa e escolaridade”. Do total de desalentados, 54,2% eram mulheres, 48,4% tinham entre 14 e 29 anos, 73,1% eram pretos ou pardos e 38,5% tinha ensino fundamental incompleto.

Do G1/IBGE

27,7 milhões de brasileiros estãoi desempregados, aponta IBGE, o maior número desde 2012

Taxa de força de trabalho subutilizada ficou em 24,7% no 1º trimestre, a maior da série histórica, iniciada em 2012. Número inclui trabalhadores desocupados, mas que poderiam trabalhar, e também aqueles que trabalham menos de 40 h por semana

o Brasil, falta trabalho para um total de 27,7 milhões de brasileiros. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) trimestral divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,7% no 1º trimestre de 2018, a maior da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O contingente de subutilizados também é o maior já registrado pela pesquisa.

Esse número representa os trabalhadores subutilizados no país, grupo que reúne os desempregados, aqueles que estão subocupados (menos de 40 horas semanais trabalhadas) e os que fazem parte da força de trabalho potencial (não estão procurando emprego por motivos diversos).

Veja o que são considerados trabalhadores subutilizados e quantos estavam nessa condição no 1º trimestre de 2018:

  • 13,7 milhões de desempregados: pessoas que não trabalham, mas procuraram empregos nos últimos 30 dias;
  • 6,2 milhões de subocupados: pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais;
  • 7,8 milhões de pessoas que poderiam trabalhar, mas não trabalham (força de trabalho potencial): grupo que inclui 4,6 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) e outras 3,2 milhões de pessoas que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.