“Jamais apoiei ou fiz empenho pelo golpe”, diz Temer sobre impeachment de Dilma

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Ex-presidente concedeu entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura

Em entrevista ao programa Roda Viva nesta segunda-feira (16), o ex-presidente Michel Temer negou que tenha se empenhado para dar um golpe durante o processo que levou ao afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

“O pessoal dizia ‘o Temer é golpista’ e que eu teria apoiado o golpe. Diferente disso, eu jamais apoiei ou fiz empenho pelo golpe”, disse Temer . Aliados de Dilma se referem ao impeachment como um golpe, sendo que Temer também foi criticado por supostamente ter atuado contra a presidente.

“Não imaginava que viraria presidente por essas vias”, disse Temer, que em seguida foi questionado pelo jornalista Ricardo Noblat se “não havia conspirado nem um pouquinho?”. O ex-presidente reiterou que não.

Temer também disse acreditar que, se Lula fosse nomeado ministro da Casa Civil de Dilma em 2015, o impeachment poderia não ter acontecido. A nomeação de Lula foi barrada pelo Supremo Tribunal Federal ( STF ) após o então juiz Sergio Moro divulgar uma ligação entre o petista e Dilma. No telefonema, Lula e Dilma tratavam sobre o termo de posse para o cargo.

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“Ele (Lula) tinha bom contato com o Congresso “, afirmou Temer.

Ao analisar o cenário político e a chegada do presidente Bolsonaro ao poder, Temer disse que não vê correlação com o impeachment de Dilma: “no Brasil, de tempos em tempos as pessoas querem mudar tudo. Foi assim na eleição do Lula. Eu não faço exatamente essa conexão (entre o afastamento de Dilma e ascenção de Bolsonaro)”.

Ao ser questionado sobre sua avaliação a respeito do governo Bolsonaro, Temer respondeu com um autoelogio: “o  governo Bolsonaro tem um ponto positivo. Esse ponto positivo, modéstia de lado, é porque ele está dando sequência a tudo aquilo que eu fiz – disse o emedebista, ao lembrar das reformas aprovadas pelo seu governo, como o projeto do teto de gastos e a reforma trabalhista”.

CLIQUE AQUI para assistir a entrevista na íntegra

Ele evitou fazer críticas contra o governo. Ao comentar sobre o comportamento de Bolsonaro no Planalto, que costuma adotar um tom informal nas declarações e tem sido criticado por não ter apreço com a liturgia do cargo, Temer se limitou a dizer que “cada um tem seu estilo”. Para ele, os embates protagonizados por Bolsonaro não devem tirar a confiança de investidores estrangeiros no país.

“O estilo é de conciliação. Eu jamais disse palavras agressivas em relação às pessoas. O estilo do presidente Bolsonaro é mais de confronto. Se o empresário perceber que a economia está decolando, ele aplica o dinheiro independente do estilo do governo”, afirmou.

Temer também avaliou que não há risco de autoritarismo a partir da gestão Bolsonaro: “por mais que se fale ‘podemos caminhar para o autoritarismo’, acho difícil chegar nisso”.

Temer também comentou sobre os processos que responde na Justiça e sobre possíveis abusos na decretação de sua prisão, recentemente. Ele disse que no Brasil “não há mais a tendência de cumprir rigorosamente os textos legais”.

“É possível pode decretar a prisão de alguém, quando se investiga e o Ministério Público denuncia. E só depois de o juiz receber a denúncia é que se ouve o acusado. No meu caso, não se fez nada disso”, disse o ex-presidente. “Se isso acontece comigo, você pode imaginar o que acontece com o cidadão comum”.

Réu num processo em São Paulo sob a acusação de lavar dinheiro de propina da JBS e Odebrecht por meio da reforma da casa de uma de suas filhas, Maristela Temer, o ex-presidente demonstrou irritação ao ser questionado sobre o caso.

Ele negou que o coronel João Batista Lima Filho , seu antigo amigo e também réu na ação penal, tenha pago pela reforma. Disse ainda que sua filha vai esclarecer o caso à polícia: “o Lima não pagou por nada. Depois que tentaram me derrubar do governo e não conseguiram, tentam me quebrar psicologicamente envolvendo minha filha”.

Netflix lança trailer de documentário sobre impeachment de Dilma; assista

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“Democracia em Vertigem” é uma produção nacional e explora o período de crise da democracia no Brasil, que culminou na polarização do país

Netflix divulgou, nesta quarta-feira (5), o trailer do documentário “Democracia em Vertigem”, produção original brasileira que estreia globalmente em 19 de junho.

Dirigido por Petra Costa, responsável por “Elena”, a narrativa explora um período de crise da democracia no Brasil, que culminou na polarização do país.

Relatos da cineasta misturam-se com momentos da história dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, além do atual governo de Jair Bolsonaro.

Assista ao trailer de “Democracia em Vertigem”:

Oposição avalia que não é hora para pedir impeachment de Bolsonaro

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Dirigentes dos cinco principais partidos de oposição ­ PT, PSB, PCdoB, PDT e PSOL ­ avaliaram que não é o momento de pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Segundo eles, que se encontraram na quarta­-feira, 22, não existe motivo formal para o afastamento, apesar do desgaste sofrido pelo governo em apenas cinco meses de gestão.

“Não é hora de tomarmos nenhuma iniciativa neste sentido. O terreno é o da luta política com mobilizações e ações conjuntas no Congresso”, disse o presidente do PSOL, Juliano Medeiros. Nesta quinta-­feira, 23, o presidente afirmou que, “quem defende fechamento do STF e do Congresso Nacional, estaria na manifestação errada”.

No PT, sobretudo, a ordem é para não repetir com o atual governo o “golpe” contra a presidente afastada Dilma Rousseff. Em reunião de avaliação dos cenários políticos, na semana passada, dirigentes do PT chegaram a questionar se a possibilidade de o vice-presidente Hamilton Mourão assumir é melhor do que a permanência de Bolsonaro.

De Curitiba, onde está preso, o ex­-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ordenou que o partido intercale os ataques a Bolsonaro com propostas para a geração de empregos e recuperação da economia. Os dirigentes que fazem parte do Fórum dos Partidos de Oposição decidiram também que vão acompanhar os desdobramentos da crise no governo e as manifestações de rua marcadas para os dias 26 (em favor de Bolsonaro e 30 (contra os cortes do governo na educação) antes de decidirem os próximos passos. “A depender dos desdobramentos, a gente volta a se reunir”, disse Juliano.

Brasília (DF), 23/05/18. Marcha dos prefeitos 2018 – Jair Bolsonaro. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Além dele, participaram do encontro os presidentes do PT, Gleisi Hoffmann; PSB, Carlos Siqueira; PDT, Carlos Lupi e o vice-­presidente do PCdoB, Walter Sorrentino. Nenhum deles chegou a colocar em pauta o pedido de impeachment de Bolsonaro, mas o assunto foi tratado em função da pressão feita pelas bases das legendas de centro-­esquerda. Por meio das redes sociais, militantes têm cobrado uma postura mais incisiva dos partidos. Nas manifestações do dia 15 em defesa da educação, o grito “fora Bolsonaro” foi ouvido em diversas cidades.

Além da avaliação unânime de que não existe motivo para um pedido de impeachment do presidente, houve um entendimento comum dos caciques quanto à gravidade do momento político e a necessidade de ampliar a rede de oposição para entidades da sociedade civil. Uma série de encontros dos dirigentes será agendada com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), entre outros.

Manifestações ‘racham’ direita

As manifestações do dia 26, convocadas por simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais, estão provocando um racha na grande frente de direita que apoia o presidente ­ o grupo reúne militares, liberais, evangélicos, “lavajatistas”, antipetistas desgarrados e cidadãos comuns fartos da corrupção e da falta de segurança no País.

Ricardo Galhardo – Estadão

Impeachment de governador de RO avança e ele nem pode alegar que desconhecia a lei; PAINEL POLÍTICO avisou em dezembro e ele disse que era “fake news”

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Marcos Rocha ignorou legislação e chegou a debochar do assunto

O processo de impeachment do governador de Rondônia, Marcos Rocha vai avançando na Assembleia Legislativa. Na última quarta-feira foi lido o requerimento em plenário e foi encaminhado a Comissão de Constituição e Justiça da Casa, onde será votado. O governador está sendo acusado de crime de responsabilidade, por não ter passado pelo crivo do legislativo, os nomes dos diretores de autarquias e fundações públicas, conforme estabelece uma emenda constitucional em vigor desde 2017, que já tem respaldo do Supremo Tribunal Federal.

Em 30 de dezembro de 2018, dois dias antes da posse de Marcos Rocha, PAINEL POLÍTICO publicou a necessidade de se cumprir essa exigência, mas o governador debochou do assunto junto com os puxa-sacos de plantão. Entre os “juristas” estava o advogado João Closs, cujas relações com o governo são estreitas, que chegou a afirmar que “O ex ministro do Supremo Marcio Moreira Alves afirmou que ela (Assembleia de Rondônia) constituia um ANEDOTÁRIO JURIDICO”. O mesmo advogado também afirmou que “A Assembleia Legislativa é a campeã nacional de produção legislativa inconstitucional. E parece que isso deu segurança a Rocha de seguir em frente, desrespeitando a legislação.

O governador, ao ser provocado por leitores, afirmou que se tratava de “fake news”, seguiu nomeando os diretores.

O problema é que a emenda constitucional aprovada pela Assembleia em 18 de maio de 2017 não apenas é amparada pela Constituição como encontra suporte no mesmo Supremo. O governo de Santa Catarina havia impetrado ação questionando a validade de emenda similar, e foi mantida pelo STF, em julgamento de Ação Direta de Inconstitucionalidade.

O processo de impeachment é um ato político, mas que precisa estar amparado pela legislação. O crime de responsabilidade atribuído à Marcos Rocha se enquadra no pedido. Desde que assumiu o governo, Rocha se fechou e vem demonstrando total incompatibilidade com o cargo, já que não tem projetos, enfrenta uma crise com o setor de segurança e não conseguiu sequer construir uma base política dentro do legislativo ou fora dele.

Os deputados, por sua vez buscaram abrir o diálogo com o governo, apontando caminhos e alertando sobre diversas questões. Rocha rebateu dizendo que “não quer saber de indicações” e que ele “faz as coisas do jeito certo”. Mas, parece seu jeito não é o mais correto.

Boatos de uso da polícia para intimidar

Nas últimas semanas, circulam informações sobre uma operação policial que atingiria alguns membros do Legislativo, a ser deflagrada pela Polícia Civil. A idéia seria desacreditar os parlamentares perante à opinião pública. Alguns deputados chegaram a comentar o assunto e garantem que não são verdadeiras essas informações, “o governador, apesar de tudo, é uma pessoa responsável e não seria capaz de usar a máquina estatal neste sentido”, disse um deputado.

Vice-governador de Rondônia pode sofrer impeachment por ameaçar concorrentes de sua empresa

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Pedido de abertura feito contra Zé Jodan foi protocolado nesta terça-feira na Assembleia Legislativa pelo mesmo advogado que denunciou o governador Marcos Rocha e pediu sua cassação pelo Legislativo

O vice-governador de Rondônia, Zé Jodan (PSL), passou a enfrentar, a partir desta terça-feira, um pedido de impeachment protocolado na Assembleia Legislativa pelo mesmo advogado que também está pedindo a cassação  do governador Marcos Rocha (PSL) por crime de responsabilidade.

Nesta terça, o advogado Caetano Vendimiatti Neto, autor do pedido de enquadramento de Marcos Rocha, protocolou, na Assembleia Legislativa, pedido de impeachment do vice, Zé Jodan, por “ofensa à norma constitucional estadual e cometimento de crime de responsabilidade por ameaça fiscal, abuso de poder ,revelando atuação incompatível com o cargo”.

Segundo o pedido, Zé Jodan afrontou princípio constitucional estadual, quanto a atribuição e competência afetas ao cargo de vice-governador, com cometimento de abuso de poder  ao promover ameaça fiscal, com o uso da máquina pública,   em desfavor de produtores e compradores de café , durante reunião ocorrida na cidade de Novo Horizonte.

Para o denunciante, Zé Jodan,  ao ameaçar os produtores e compradores de café – seus concorrentes diretos na iniciativa privada, pois o vice é um dos maiores empresários do setor -, atuou de modo incompatível com a dignidade do cargo, honra e o decoro, conforme comprova a divulgação de áudio em rede social.

O vice-governador de Rondônia, Zé Jodan (PSL) é um dos maiores comerciantes de café do estado e anunciou que usará o setor de “inteligência” do Governo para promover uma devassa policial nas empresas que comercializam café, justamente o setor em que ele atua fortemente como empresário.

O caso

O vice-governador de Rondônia, Zé Jodan (PSL), um dos maiores comerciantes de café do estado, aproveitou uma reunião no município de Novo Horizonte para ameaçar seus concorrentes na iniciativa privada. Ele anunciou que usará o setor de “inteligência” do Governo para promover uma devassa policial nas empresas que comercializam café, justamente o setor em que ele atua fortemente como empresário.

As ameaças de Zé Jodan contra seus concorrentes chegaram  ao conhecimento dos deputados estaduais por meio de um vídeo gravado durante o encontro do vice com os empresários e geraram   uma série de críticas “ao terrorismo que ele pretende promover, usando a máquina estatal,  contra a concorrência”, como definiu o presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB).

No vídeo, o governador afirma que policiais estarão nas empresas de madrugada para fiscalizar os empresários. Na mesma fala, ele diz que os comerciantes passarão a ser visitados por policiais, não por fiscais da Secretaria de Finanças.

O presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia saiu em defesa dos produtores de café e acusou o vice de promover terrorismo, de querer usurpar as funções do governador Marcos Rocha e de usar o aparelho policial para perseguir e ameaçar concorrentes, já que Jodan é um dos maiores empresários da cafeicultura rondoniense.

“Vamos sortear quatro empresas por semana” para receber devassa do setor de inteligência do Governo, disse o vice-empresário aos seus concorrentes. Na ocasião, segundo Laerte Gomes, o vice estava  acompanhado de pelo menos  15 seguranças.

Segundo o deputado, Zé Jodan, dono de empresas de café, “inclusive de várias em nome de outras pessoas”, está ameaçando usar a polícia para perseguir concorrentes.

A fala ameaçadora do vice recebeu o repúdio dos deputados Laerte Gomes, Jean Oliveira (MDB) e Adelino Follador (DEM).

Com informações do Tudorondonia

Vice-líder de Bolsonaro na Câmara protocola pedido de impeachment de Hamilton Mourão, vice-presidente da República

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Pastor que ocupa hoje a vice-liderança do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados afirmou que o general tem assumido “conduta indecorosa”

Vice-líder do governo na Câmara, o deputado federal Marco Feliciano (Podemos-SP) apresentou e protocolou nesta terça-feira (16), um pedido de impeachment contra o vice-presidente da República, Hamilton Mourão. O pastor justificou o pedido pelo que chama de “conduta indecorosa” do vice do presidente Jair Bolsonaro.

“A nação não pode ficar à mercê dos maus governantes, da vaidade e do despreparo emocional daqueles que alçados a cargos de relevo se deslumbram com o poder”, escreveu Marco Feliciano . O documento possui 13 páginas e faz referências ao pedido de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff, escrito por Janaína Paschoal, Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, há três anos.

O deputado federal Marco Feliciano protocola pedido de impeachment contra o vice-presidente Hamilton Mourão

Nas redes sociais, o vice-líder do governo na Câmara afirmou que entende que o pedido seja inédito, porque também considera inédita uma conduta de vice-presidência como a de Mourão. Para ele, o general vem “desdizendo” tudo o que Bolsonaro diz, o que seria “indelicado”

“Pela primeira vez, um deputado apresenta e protocola um pedido de impeachment ao vice-presidente da República. As pessoas que estão nos assistindo podem perguntar: ‘Mas como isso? Isso nunca aconteceu antes’. Mas nunca antes, nos primeiros 100 dias do governo de um presidente, um vice-presidente agiu de maneira tão indecorosa e indelicada, desdizendo tudo o que o presidente da República diz”, afirmou Feliciano.

“Quem acompanha a imprensa sabe que, nessa semana, o vice-presidente Hamilton Mourão acabou curtindo uma fala estranha de uma jornalista que vive para alfinetar o nosso presidente, dizendo que quando o presidente sai do País, o País de fato é governado. E lá vai o nosso vice-presidente e curte esse tipo de fala”, reclamou o pastor.

A declaração é uma referência a mensagens publicadas pela jornalista Rachel Sheherazade, do SBT, que criticavam Bolsonaro e que elogiavam Mourão . Mais tarde, a própria jornalista publicou outra mensagem celebrando que o vice-presidente tenha apoiado sua fala, curtindo a publicação.

“Ele esteve nos EUA nessa semana e, em Washington, ele aceitou um convite de uma instituição. No convite, que foi postado nas mídias, dizia exatamente assim: que o Brasil está desgovernado e a única pessoa que pode unir o Brasil é Mourão”, continua Feliciano, durante a sua apresentação.

O pastor ressalta ainsa que se recusa a chamar o vice-presidente de general, porque “no nosso governo ele é um civil”. E complementa, dizendo que, “o governo está caracterizado na pessoa do presidente da República e ele está empossado para isso”.

Por fim, Marco Feliciano faz uma referência às armas e diz que espera que tal pedido “seja apenas um recado”. “Não é um tiro para matar, é um tiro para o alto, um tiro de alerta. Tem alguém observando, senhor Hamilton Mourão”, encerra o vice-líder do governo na Câmara.

[Coluna] – Insatisfação de deputados com governo reflete na população e palavra “impeachment” começa a ganhar força

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Marcos Rocha ainda não tem um interlocutor adequado, nem abriu um canal de diálogo com parlamentares; e ainda, presídios de porteira aberta em Rondônia

Fazendo amigos

O deputado federal Expedito Netto colocou o ministro da Economia, Paulo Guedes em uma situação complicada nesta quarta-feira em Brasília. O ministro falava sobre as dificuldades da articulação política do governo, quando Netto o interrompeu, “Bolsonaro não sabe, mas o filho dele sabe direitinho como é que faz [velha política]”, disse o parlamentar, segundo o relato de colegas, sem citar nomes. Netto se referia a Flávio Bolsonaro, enrolado com seu ex-assessor Fabrício Queiroz. Guedes desconversou, “quem errou tem que pagar”. A informação foi divulgada hoje, no Painel, da Folha.

Mea culpa

O marido de Isis Queiroz, que está à disposição da Sibra, em Brasília, é advogado, e não técnico agrícola, conforme noticiamos. Mas, mantemos a pergunta, o que um advogado faz na Sibra, cuja função é ciceronear as autoridades de Rondônia que vão à capital federal?

Porteira aberta

Já são 39 os presos que conseguiram fugir dos presídios de Porto Velho nos últimos dias. Nesta quarta-feira, 11 escaparam pulando o muro do Urso Panda. O sistema prisional do Estado atravessa uma grave crise. Esta semana, em entrevista a uma emissora de rádio, o governador Marcos Rocha declarou que o ministro da Justiça Sérgio Moro deve vir à Porto Velho no próximo dia 16, mas não explicou bem o que ele vem fazer por essas bandas.

Falando em Marcos Rocha

Na Assembleia Legislativa cresce a sensação de que o pedido de impeachment, protocolado esta semana, pode ter um desfecho nada agradável para o governo. Os deputados já andam de cara fechada com Rocha, que até hoje não arrumou um interlocutor entre o executivo e legislativo. Já entramos no quarto mês de governo e as coisas seguem emperradas. O governador não apresentou nenhum plano para a economia do estado, para a saúde, educação ou segurança. Nas redes sociais, fora os apaniguados do governo, o sentimento é de arrependimento.

Ainda dá tempo

Marcos Rocha vem sendo considerado “intransigente” e “de difícil diálogo” até mesmo entre seus apoiadores. Ele, ao que tudo indica, está seguindo a receita adotada por Hildon Chaves, prefeito de Porto Velho, de se cercar de uma bolha de conforto em redes sociais e assessores que ficam repetindo que está tudo bem, mas não enxergam fora dessa bolha. Fica o alerta, uma hora a realidade se faz presente…

“Vice também sofre impeachment”

Foi essa frase que o deputado federal Marco Feliciano postou em seu Twitter nesta quarta-feira, referindo-se ao general Hamilton Mourão, vice-presidente da República. Feliciano postou, “nunca vi vice falar tanto.Desde janeiro, contradiz o tempo todo seu superior. Sua conduta é desleal/indigna/desonrosa e indecorosa! Vice também sofre impeachment: é crime de responsabilidade proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”. Pois é, a chapa está esquentando.

O Congresso

Faria um grande favor se aprovasse o chamado “recall” para cargos do Executivo. Se o chefe do Executivo não atender as expectativas ou fizer muita lambança, são convocadas novas eleições. Essa possibilidade está na Proposta de Emenda à Constituição PEC 25/2016 apresentada pelo senador Cristovam Buarque (PPS-DF), ainda em 2016.

Segundo a Wikipédia

O processo de impeachment não deve ser confundido com o recall político, que é, usualmente, iniciado por eleitores e que pode ser baseado em “acusações políticas”: por exemplo, má administração política, sem evidente viés – criminal de organização – criminosa. Apesar de ambos servirem para pôr fim ao mandato de um representante político, os dois institutos diferem quanto à motivação e à iniciativa (titularidade) do ato de cassação do mandato. O impeachment é iniciado por um órgão constitucional (geralmente legislativo) e, geralmente – mas não sempre – decorre de uma infração grave. Os passos que removem o funcionário do gabinete também são diferentes. Para que se desencadeie o processo de impeachment, é necessário motivação, ou seja, é preciso que se suspeite da prática de um crime ou de uma conduta inadequada para o cargo. Já no recall, tal exigência não existe: o procedimento de revogação do mandato pode ocorrer sem nenhuma motivação específica. Ou seja, o recall é um instrumento puramente político. Outra diferença é que, no impeachment, o procedimento é geralmente desencadeado e decidido por um órgão legislativo, enquanto que, no recall, é o povo que toma diretamente a decisão de cassar ou não o mandato.

Twitada do dia

Estudo em camundongos obesos sugere que exercício físico reduz esteatose hepática não alcoólica mesmo sem perda ponderal

Um estudo pré-clínico brasileiro, feito na Universidade Federal de Campinas (UNICAMP) e publicado no periódico Journal of Endocrinology,[1] mostrou que o treinamento de força de curta duração reduziu o acúmulo de gordura e a inflamação no fígado de camundongos obesos. A pesquisa também demonstrou aumento da sensibilidade hepática à insulina e maior controle da glicemia hepática com esse tipo de exercício. O principal ponto do estudo é que esses resultados foram observados mesmo sem perda ponderal ou diminuição da gordura corporal. Como a esteatose hepática não alcoólica (EHNA) tem relação direta com obesidade, resistência insulínica e diabetes tipo 2, e as pesquisas anteriores sobre o tema ainda não haviam demonstrado os efeitos moleculares do treinamento de força de curta duração no acúmulo de gordura hepática em camundongos obesos, o estudo atual teve como objetivo investigar os efeitos do exercício nos mecanismos de oxidação e síntese lipídica no fígado dos animais obesos. O protocolo de curta duração foi escolhido justamente para evitar que os camundongos perdessem tecido adiposo durante o experimento. Para analisar com acurácia os efeitos do exercício físico, os pesquisadores separaram os camundongos em três grupos: magros (controle), obesos sedentários e obesos em treinamento de força. Os dois grupos de camundongos obesos foram alimentados com uma dieta alta em gordura durante 14 semanas e distribuídos de acordo com o peso e glicemia de jejum nos dois grupos – obesos sedentários e obesos em treinamento de força.


Em dia de sessão de impeachment, Crivella anuncia Wi-Fi e carregador de celular em ônibus

Prefeitura vai comprar 150 coletivos por R$ 72 milhões. Sindicato de empresários do setor, RioÔnibus se comprometeu a divulgar balanços trimestrais em nome de ‘transparência’.

Alvo de ação do Ministério Público estadual e imerso em polêmica sobre supostos atos de improbidade administrativa, o prefeito Marcelo Crivella conheceu, nesta quinta-feira (12), um dos ônibus que devem integrar a nova frota do Rio de Janeiro. Os coletivos, segundo informações do Município, terão Wi-Fi, ar-condicionado e carregador para celulares.

“Nós temos uma passagem, no Rio, que é a mais em conta de todas as capitais do Brasil, no valor de R$ 3,95. Nossos ônibus, agora, vão ter Wi-Fi, ar-condicionado, conexão para carregar o celular e mais segurança. A iluminação é toda de LED, com mais luz e gastando menos energia, melhor para o meio ambiente. Portanto, esse sistema vai agradar a população, que todo dia vai trabalhar e volta para casa de ônibus”, prometeu o prefeito.

Há uma semana, o prefeito do Rio tem enfrentado sucessivas acusações após o jornal O Globo revelar detalhes de uma reunião a porta fechadas no Palácio da Cidade, sede do governo municipal. No enconto, Crivella recebeu líderes religiosos e pastores evangélicos e prometeu facilidades aos participantes, como celeridade na resolução de problemas com IPTU e agilidade em cirurgias de catarata.

Alheio às críticas, o prefeito anunciou que 150 veículos deverão ser entregues num primeiro lote. A remessa deve chegar em até 90 dias e irá custar R$ 72 milhões à Cidade. Também nesta quinta, a Câmara dos Vereadores irá decidir se recebe pedido de impeachment contra o prefeito.

O Município informou, ainda, que o acordo da RioÔnibus (sindicato que representa empresários de ônibus) com a prefeitura, em junho, prevê a renovação total da frota até 2020. Também consta no compromisso que a entidade se compromete a dar informações sobre receita e custos com os coletivos.

A “prestação de contas” será trimestral, com emissão de balancetes das operações contábeis e financeiras. A prefeitura informou que uma empresa independente fará a auditoria dos números.

“A gente acredita nesse processo de transparência com a prefeitura. Estamos, hoje, dando mais um passo nesse sentido, ao trazer os representantes das montadoras e dos bancos [que vão financiar a compra dos novos veículos] para apresentar ao prefeito todo o pacote de benefícios que os ônibus terão”, afirmou Claudio Callak, presidente do RioÔnibus.

De acordo com a prefeitura, “os 150 ônibus do primeiro lote já estarão no novo padrão de cores combinado entre Prefeitura e Rio Ônibus: cada empresa será representada por uma cor diferente”. O objetivo é, segundo o Município, “facilitar a identificação da linha pelos usuários nos pontos”.

Fonte: g1

Vereadores analisam nesta quinta pedidos de impeachment de Crivella

O prefeito é acusado de crime de responsabilidade e improbidade

Os vereadores do Rio de Janeiro interrompem hoje (12) o recesso do meio de ano para analisar a admissibilidade de pedidos de abertura de impeachment do prefeito Marcelo Crivella (PRB) pelos crimes de responsabilidade e improbidade administrativa. Ele é acusado de oferecer supostas vantagens aos fiéis da Igreja Universal, da qual é pastor licenciado, durante uma reunião no Palácio da Cidade.

Os 51 vereadores foram convocados pelo presidente da Câmara Municipal, Jorge Felippe (MDB), para uma sessão extraordinária, às 14h. A suspensão do recesso parlamentar ocorreu após a oposição conseguir a assinatura de 17 vereadores, mínimo necessário. Os pedidos foram protocolados pelo vereador Átila Nunes (MDB) e pelo deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) junto com o diretório municipal do partido.

Para a abertura do processo de impeachment, são necessários 34 votos. A oposição conta com a pressão popular nas galerias para influenciar o voto dos indecisos. Já a bancada do governo afirma ter votos suficientes para barrar a medida, classificada como “política e eleitoreira”.

Caso seja instaurado, o processo deve demorar cerca de 90 dias. O regimento atual não deixa claro por quanto tempo o prefeito teria de ser afastado durante a investigação. No caso do Rio de Janeiro, a situação é complexa porque o vice-prefeito, Fernando Mac Dowell, morreu em maio deste ano.

Há duas compreensões em discussão. A aprovação do afastamento do prefeito dependeria apenas da maioria simples da Casa – ou seja: metade mais um de 51. Porém, outro entendimento é de que serão necessários 34 votos do total de 51.

Ainda existe a dúvida sobre o período em que Crivella poderá ser afastado, pois há um entendimento que só ocorreria depois do fim do processo, que teria prazo de 90 ou 180 dias para conclusão.

Entenda o caso

No último dia 4, Marcelo Crivella fez uma reunião secreta no Palácio da Cidade com mais de 250 pessoas. Na ocasião, o prefeito do Rio afirmou, segundo gravações divulgadas pelo jornal O Globo, que poderia resolver problemas dos fiéis, como agilizar o acesso a cirurgias de catarata, varizes e vasectomia. Ele disse que contratou 15 mil cirurgias de catarata para serem realizadas até o final deste ano e chegou a indicar dois de seus assessores para resolver os problemas. Marcelo Crivella também se dispôs a desenrolar pagamentos de IPTU atrasados das igrejas. “Nós temos de aproveitar que Deus nos deu a oportunidade de estar na prefeitura para fazer esses processos andarem”, afirmou.

Em nota, a prefeitura do Rio afirmou que o encontro entre Crivella e os evangélicos teve como objetivo prestar contas e divulgar serviços, como mutirão de cirurgias de catarata e varizes, e que não há qualquer irregularidade na ação do prefeito em indicar uma assessora para orientar a população. Em outro comunicado, Marcelo Crivella disse entender que “protocolar pedido de impeachment faz parte do jogo político da oposição” e que “tem certeza que tanto a Câmara de Vereadores quanto o Ministério Público vão saber separar o que é realidade do que é manipulação nesse caso”.

Ato

Na véspera da sessão na Câmara, cerca de 100 pessoas se reuniram em frente à sede da prefeitura, na Cidade Nova, região central da cidade, para pedir o afastamento de Crivella. Antes do ato, que começou por volta das 10h, um grupo de 15 pessoas entrou na prefeitura e tentou ser recebido pela Casa Civil. A integrante do Fórum de Saúde Municipal Tatianny Araújo contou que, como eles não foram recebidos por ninguém, resolveram descer pelos andares e conversar com os servidores “para explicar o que está acontecendo”. Ela diz que no sétimo andar, na Secretaria de Saúde, o grupo foi agredido por guardas municipais.

Grupo protesta em frente à prefeitura do Rio de Janeiro pedindo impeachment do prefeito Marcelo Crivella – Tomaz Silva/Agência Brasil

Crise na prefeitura

Foi publicada no Diário Oficial do Município a exoneração do secretário de Educação, Cesar Benjamin. O ex-secretário fez críticas à prefeitura nas redes sociais após a saída. Assumiu a pasta a professora Talma Suane, que estava no cargo de chefe de gabinete da secretaria.

Fonte: agenciabrasil

Câmara do RJ suspende recesso e vai analisar impeachment de Crivella

Saúde e educação também entrarão nos cortes, diz Crivella

Dois pedidos serão avaliados em sessão extraordinária na quinta-feira

A Câmara de Vereadores do Município Rio de Janeiro fará, nesta quinta-feira (12), sessão extraordinária para analisar dois pedidos de impeachment do prefeito Marcelo Crivella. Segundo o vereador Reimont (PT), que confirmou a informação, os oposicionistas conseguiram reunir as 17 assinaturas necessárias para suspensão do recesso legislativo, que começou no dia 4 deste mês, para que os dois pedidos possam ser analisadas pelo Legislativo.

Reimont lembrou que ontem, em reunião com o presidente da casa, Jorge Felippe (MDB), nove vereadores pediram a suspensão do recesso, mas Felippe recomendou que se buscassem as assinaturas necessárias (um terço dos vereadores) para que a decisão não fosse discricionária.

Autor de um dos pedidos, o vereador Átila Nunes (MDB) disse que há divergências de entendimento sobre o trâmite de um possível processo deimpeachment. “Diversos vereadores estão participando de reuniões, porque existem muitas dúvidas sobre os trâmites. Algumas leis falam sobre isso, seja a lei federal, a Lei Orgânica do Município, o Regimento Interno. Tem algumas leis que são um pouquinho contraditórias, que podem dar margem a questionamentos na Justiça.”

De acordo com o vereador, o entendimento predominante é que a decisão sobre o início do processo cabe ao presidente da Casa. “Há um entendimento, pelas consultas realizadas, de que, quando o presidente da Casa faz a leitura, não necessariamente está dando início ao processo. Consultar como? O entendimento é que isso é discricionário, cabe ao presidente aceitar, ou não.”

Átila Nunes acrescentou que há advogados e outros vereadores discutindo isso. “Inclusive vereadores contrários a essa regra entendem assim. Poderia ter uma coleta de assinaturas grande, pelo menos maioria absoluta, mas não tem sido esse o entendimento.”

O vereador lembrou que o presidente da Câmara é o primeiro na linha sucessória do prefeito, já que a cidade está sem vice-prefeito desde o falecimento de Fernando Mac Dowell, em maio deste ano, e que, por isso, pode haver conflito de interesse no impeachment de Crivella.

Reimont informou que, na sessão extraordinária de quinta-feira, serão avaliados os procedimentos que foram denunciados após o vazamento de um áudio em que o prefeito oferece vantagens a pastores e líderes evangélicos.

Segundo Reimont, o presidente da Câmara deve colocar os pedidos de impeachmentpara apreciação dos vereadores e colocar o processo em votação. “Caso dois terços dos vereadores votem pela admissibilidade do processo, ou seja, 34 vereadores, o caso terá andamento”, explicou.

Oposição

Em coletiva na tarde de hoje (10), a bancada de oposição disse que aposta na pressão popular para aprovar a admissibilidade de abertura de processo de impeachment de Crivella. Embora reconheçam que ainda estão longe de conseguir os 34 votos necessários, os vereadores esperam mudanças em outras bancadas para aprovar o pedido.  “A base aliada do prefeito é muito volúvel. Ele não tem uma base orgânica, como o [ex] prefeito Eduardo Paes tinha, de 18 vereadores. O Crivella foi eleito com apenas três vereadores de seu partido. Então a composição de maioria na Câmara depende sempre de muita negociação”, disse o vereador Renato Cinco (PSOL).

Prefeitura

Em nota, a assessoria do prefeito Crivella informou que recebe com tranquilidade a notícia sobre o pedido de impeachment.  “O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, entende que protocolar pedido de impeachment faz parte do jogo político da oposição. Mas tem certeza que tanto a Câmara de Vereadores quanto o Ministério Público vão saber separar o que é realidade do que é manipulação nesse caso”. A prefeitura disse que Crivella aconselhou sua base a abrir um pedido para esclarecer a situação.

O líder do governo na Câmara, vereador Dr. Jairinho (MDB), classificou de eleitoreira a iniciativa da oposição. “Estão se aproveitando que as eleições vão acontecer e querendo fazer um palanque político. Ninguém viu motivação grave para isso acontecer. Estamos passando por um momento tão difícil no Brasil, aí o cara faz uma reunião para poder orientar, tudo mais, e aí vai tomar o impeachment por conta disso? Não é razoável”, sustentou Jairinho.

Fonte: agenciabrasil