Emissora ligada a Igreja Internacional da Graça de Deus, de R. R. Soares demite 80 profissionais

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RIT TV dispensa cerca de 80 profissionais em todo o Brasil. Cortes atingem comunicadores, de produtores a diretores

Demissões em massa. Assim pode ser classificada a decisão tomada pelo comando da Rede Internacional de Televisão (RIT TV). Mantida por fundação ligada à Igreja Internacional da Graça de Deus, a emissora iniciou o processo de cortes na manhã da última terça-feira, 24.

Dispensas que atingem diversas praças e, segundo apurado pela reportagem do Portal Comunique-se, devem reduzir em 80 os postos de trabalho no veículo de comunicação liderado pelo religioso R. R. Soares.

As dispensas atingem produções jornalísticas então mantidas pela RIT TV em todo o país. Informações dão contas que a sede do canal, no Centro de São Paulo, será a mais atingida. Na matriz, jornalistas estão sendo demitidos. Ação que vai de repórteres e produtores a diretores, passando por cinegrafistas e editores. Com isso, atrações como o jornalístico ‘RIT Notícias’ já veem suas equipes serem reduzidas. Outros produtos serão descontinuados da grade de programação — que certamente seguirá os exibindo os telecultos de R.R. Soares e demais líderes da igreja.

Pastor R.R. Soares

São Paulo, porém, não é a única praça a ser atingida pelas demissões na RIT TV. A emissora também está promovendo cortes em Londrina (PR), Porto Alegre e Ribeirão Preto (SP). “Fila na clínica para fazer exame demissional”, lamenta um dos demitidos em contato com a reportagem do Portal Comunique-se. Ele pede para não ter o nome divulgado, para evitar sofrer represálias por parte de R. R. Soares ou qualquer outro membro do comando da emissora ou mesmo da Igreja Internacional da Graça de Deus. “Tem funcionários com 10, 15, 20 anos de casa sendo demitidos”, prossegue o profissional. Além da RIT TV, as demissões impactam outras divisões da Fundação Internacional de Comunicação (FIC). São os casos do canal RIT Notícias, da Nossa Rádio e a Graça Music.

Igrejas fechadas

As mais de 80 demissões na RIT TV ocorrem em meio ao fechamento da Igreja Internacional da Graça de Deus. Ação que ocorre em meio à pandemia do novo coronavírus. Com as igrejas fechadas, R. R. Soares pediu, por meio da televisão, que os fiéis fizessem doações pela internet.

O líder religioso passou a conta mantida pela denominação em três bancos: Brasil, Bradesco e Itaú. “Se você não sabe fazer a transferência [online], um filho, uma filha, uma pessoa pode fazer para você pelo computador”, indicou. Mensagem que foi veiculada na véspera das demissões em massa.

As informações são de Anderson Scardoelli – Portal Comunique-se

Repórteres de Globo e SBT ‘brigam’ ao vivo por entrevistada; veja

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‘Nós tratamos que falaríamos com ela, com licença!’, afirmou jornalista de Goiás que teve sua entrevista ‘invadida’ pela concorrente

Repórteres de afiliadas da Globo e do SBT na região de Goiás chamaram atenção nesta sexta-feira (21) após ‘disputarem’ uma entrevistada quando estavam ao vivo em suas respectivas emissoras.

Patrícia Bringel, da TV Anhanguera, afiliada da Globo em Goiás, conversava com uma tia da vítima para o JA1Rozaine Ferraz, por sua vez, fazia a cobertura pela TV Serra Dourada, afiliada do SBT na região, pelo Jornal do Meio Dia.

As duas realizavam a cobertura de um crime na cidade de Bela Vista de Goiás, e entrevistariam parentes da vítima.

Rozaine, com o microfone do SBT, anunciou estar ao lado da irmã da vítima. Ela, porém, deixa a entrevistada de lado e se aproxima do link ao vivo da repórter da Globo, alegando que gostaria de ouvir o que a mãe da vítima teria a dizer. Patrícia, porém, estava conversando com a tia da mulher.

“Vamos ouvir um pouco aqui dela falando sobre esse sentimento de revolta, né…”, afirmou a repórter da afiliada do SBT, ao que foi repreendida pela colega: “Por favor, eu estou falando com a tia, agora…”

Na sequência, Patrícia questionou à tia “como é que está essa situação para vocês?”, e passou a ouvir a resposta.

A jornalista do SBT voltou a reclamar: “Vamos ouvir, então, porque, na realidade, a família está recebendo toda a imprensa em uma coletiva, tanto a mãe quanto a irmã disseram que falariam apenas uma vez…”

A repórter da Globo, então tira o microfone da entrevistada e volta a criticar sua colega: “Essa não é a mãe, essa é a tia! Nós tratamos que falaríamos com ela, com licença!”

Em seu Instagram, posteriormente, Rozaine Ferraz abordou o episódio: “”Minha atitude foi conforme solicitado pela família, que tia e irmã falassem uma vez com todos os repórteres ao vivo, pois estavam cansados. Assim o fiz”.

E+ entrou em contato com Patrícia Bringel a respeito da situação, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Assista abaixo ao momento em que as repórteres de afiliadas da Globo e do SBT discutem ao vivo por conta de uma entrevistada em Goiás:

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Mulher descobre que filha foi assassinada ao vivo no ‘Cidade Alerta’ e programa é detonado na Internet

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‘Uma das maiores atrocidades que eu já vi na TV’, disse um telespectador

Uma reportagem do programa “Cidade Alerta”, da Record, causou revolta nos telespectadores nesta segunda-feira. Uma mãe ficou sabendo ao vivo sobre a morte de sua filha enquanto era entrevistada e filmada. A mulher desmaiou ao saber do assassinato. 

Marcela, de 21 anos, estava grávida e desapareceu após uma briga com o namorado, Carlos Pinho dos Santos, de 26, no dia 8 de fevereiro. Segundo familiares, Marcela vivia um relacionamento abusivo.

Andreia, mãe de Marcela, falou com Luiz Bacci sobre o desaparecimento da filha. “Eu já chorei muito, não tenho dormido. Estou na fé que minha filha esteja viva. Estou esperando”, disse. O jornalista, então, afirmou ter recebido informações sobre o caso e perguntou se ela gostaria de saber as atualizações ao vivo. 

“Jesus amado. Eu quero saber se a senhora quer saber todas as notícias agora conosco, ao vivo. Quer ouvir mesmo?”, perguntou. A tela foi dividida em três janelas: uma com Luiz Bacci, uma com a jovem e outra com a mãe dela. Apenas a voz do advogado do namorado de Marcela foi ouvida e ele explicou que seu cliente havia confessado a autoria do assassinato além de ter indicado a localização do corpo.

Assim que soube o que houve, a mãe de Marcela começou a gritar e tirou o fone que usava para escutar as informações. “Não, ele não fez isso com a minha filha”, disse Andreia pouco antes de desmaiar. Ela foi socorrida por pessoas que estavam ao redor, que tentaram erguê-la do chão. Ela recomeçou a gritar e a câmera finalmente foi cortada. 

No estúdio, Luiz Bacci ficou algum tempo em silêncio e depois tentou se justificar. “Doutor, eu não sabia que… ele confessou o caso?”, perguntou. “Ele confessou… infelizmente, Bacci”, disse o advogado.

Os telespectadores do programa demonstraram revolta nas redes sociais. “O que o Cidade Alerta de Luiz Bacci permitiu que fosse ao ar hoje é uma das maiores atrocidades que eu já vi na TV. A mãe soube da morte da filha ao vivo e desmaiou diante das câmeras. O vídeo é de quebrar no meio. A TV Record, concessão pública, foi indecente em todos os níveis”, disse uma pessoa. Via O Dia

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BBC vai cortar 450 empregos para economizar dinheiro

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A BBC está cortando o programa Victoria Derbyshire e anunciando outros cortes em uma tentativa de economizar 80 milhões de libras

 A rede inglesa BBC, que produz reportagens em todo o mundo cortará 450 empregos como parte de uma tentativa de economizar dezenas de milhões de libras, anunciou o diretor de notícias da corporação.

Fran Unsworth, diretor de notícias e assuntos atuais da BBC, disse que a empresa estava cobrindo muitas notícias por dia e precisava trabalhar de maneira mais inteligente.

Ele disse que haveria uma mudança de foco para o digital.

O plano divulgado nesta quarta-feira à tarde, segundo fontes da reunião, prevê a perda de 450 empregos, um corte no orçamento de filmes do Newsnight e uma redução no número de apresentadores.

Também haverá perda de empregos no 5Live e alguns programas em inglês de serviço mundial serão encerrados.

Em vez de jornalistas designados para equipes específicas, haverá um grupo de jornalistas que trabalham em matérias para todos os meios de comunicação.

Unsworth disse: “Precisamos remodelar a BBC News para a próxima década de uma maneira que economize quantias substanciais. Estamos gastando muito de nossos recursos na transmissão linear tradicional e insuficiente no digital.

“Nosso dever como emissora de capital aberto é informar, educar e divertir todos os cidadãos. Mas há muitas pessoas neste país que não estamos servindo bem o suficiente”.

As mudanças significarão que mais jornalistas estarão baseados fora de Londres, e haverá mais investimentos no aplicativo de notícias da BBC, para torná-lo mais “intuitivo” e com “maior personalização”.

Isso ocorre quando a empresa tenta economizar 80 milhões de libras para lidar com as pressões financeiras em andamento, como pagar a taxa de licença para maiores de 75 anos no crédito de pensão.

Os planos para acabar com o show de Victoria Derbyshire foram divulgados antes do anúncio, com a apresentadora dizendo que estava “arrasada”. Uma petição para salvá-la já recebeu dezenas de milhares de apoiadores.

Lord Hall, diretor-geral da BBC, anunciou na semana passada que deixaria o cargo no verão.

Em comentários de um evento de mídia publicado no Daily Telegraph, ele disse que a BBC havia contribuído para um discurso tóxico através do jornalismo político que, segundo ele, pretendia “pegar” os políticos.

Ele acrescentou que era um “grande crente na entrevista longa, onde você pode explorar longamente”.

Unsworth disse que a decisão de cortar o programa de Derbyshire “não foi fácil”, mas disse que o programa “não é mais econômico”.

Derbyshire, 51, disse que descobriu os planos em um jornal.

A empresa também foi envolvida em escândalos de disputas salariais e teve que pagar à apresentadora de rádio Sarah Montague um acordo de £400.000.

Samira Ahmed também ganhou no tribunal de trabalho a remuneração igual.

Via SkyNews

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O Antagonista ocultou notícias de corrupção a pedido da Lava-Jato, revelam diálogos

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The Intercept Brasil revelou diálogos entre procuradores e jornalistas do blog, que chegou a “queimar” indicados para diretoria do Banco do Brasil

O site The Intercept Brasil divulgou, nesta segunda-feira 20, diálogos entre os procuradores da Lava Jato de Curitiba e jornalistas do site O Antagonista. No fim de 2018, a força-tarefa municiou o site comandado pelos jornalistas Diogo Mainardi, Mario Sabino e Claudio Dantas com documentos, a fim de alimentar notícias que evitassem que o ex-presidente da Petrobras Ivan Monteiro ocupasse a presidência do banco. Monteiro era o nome mais forte entre os cotados para assumir o BB, uma escolha do ministro da Economia Paulo Guedes – a ele era dado o crédito por ter salvado as contas da Petrobras.

As conversas também revelaram que “O comentarista Diogo Mainardi, dono e editor do site, acatou pedido do procurador Deltan Dallagnol e parou de publicar notícias sobre um escândalo de corrupção que envolvia a Mossack Fonseca, um escritório de advocacia suspeito de abrir empresas offshore no Panamá”, cita a matéria.

Nas conversas também é possível identificar que Dallagnol passava informações privilegiadas ao site. Isso fica claro em uma troca de mensagens ocorrida no dia 30 de agosto de 2018, dentro de um chat privado, em que o procurador diz, ao entregar em primeira mão a Claudio Dantas dados que haviam sido pedidos pelo jornal El País: “Nao estamos passando pra mais ng agora”. Tratava-se de uma resposta da operação a um depoimento do advogado Rodrigo Tacla Duran, um crítico da Lava Jato, na Espanha.

Em outro caso, os diálogos mostram também que a Lava Jato acreditou num boato repassado por Claudio Dantas para pedir – sem autorização da Justiça – a quebra do sigilo fiscal de uma nora do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2016. Para isso, os procuradores acionaram informalmente um contato na Receita Federal. Nada foi encontrado contra ela, que jamais foi indiciada ou acusada de crimes.

Procurada pelo The Intercept, a força-tarefa da Lava Jato no Paraná disse que “não há qualquer favorecimento ou privilégio no fornecimento de informações” – o que é desmentido pela reportagem. Insistiu, ainda, que “as mensagens que são atribuídas à força-tarefa têm sido usadas de modo descontextualizado ou deturpado, para fazer acusações que não correspondem à realidade”, o que o Intercept – e o bom senso – repudiam.

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Bolsonaro ataca imprensa após matéria sobre demissão de Moro: ‘Vergonha. Lê meus pensamentos agora’

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) respondeu na manhã desta terça (14) matéria publicada no jornal O Globo na última segunda (13), que apontava o ministro Augusto Heleno como responsável por convencer Bolsonaro a supostamente não demitir o também ministro Sérgio Moro.

“Essa imprensa é uma vergonha. Lê meus pensamentos e ministros se convencem a não demitirem a si próprios”, escreveu o presidente, acompanhando a fala de uma longa risada.

A matéria em questão repercute trecho do livro “Tormenta – O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos”, da jornalista Thaís Oyama. A obra da Companhia das Letras estará disponível ao público a partir do dia 20 de janeiro. 

De acordo com o livro, houve episódio no qual Bolsonaro teria ficado extremamente nervoso após supostamente saber que Moro havia pedido a Dias Toffoli que o ministro do STF reconsiderasse uma liminar que paralisara investigações baseadas em informações do Coaf. 

Entre as investigações estava o caso Queiroz, no qual está envolvido o senador Flávio Bolsonaro (sem partido – RJ), filho do presidente.

Ainda de acordo com informações do livro, no final de agosto que Bolsonaro teria tomado a decisão de decidir Moro. Heleno, então, teria dito: “Se demitir o Moro, seu governo acaba”.

Os envolvidos no caso negam as informações.

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Repórter desmaia ao vivo na Globo no meio de entrevista na rua

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Em vídeo, é possível notar que no meio da fala de um entrevistado ela começa a não se sentir bem

A repórter Cássia Carioca, da afiliada da Globo TV Rio Sul, no Rio de Janeiro, teve um desmaio ao vivo durante uma entrevista que fazia para o programa RJ1.

Em vídeo, é possível notar que no meio da fala de um entrevistado ela começa a não se sentir bem. A queda acontece segundos depois. O próprio entrevistado tenta acudir a jornalista. O assunto eram as compras de fim de ano em Angra dos Reis.

Com o momento inesperado, as âncoras do jornal, visivelmente preocupadas, continuaram a dar informações. “Tivemos um problema com a nossa repórter”, disse uma delas.

De acordo com o UOL, a repórter se sentiu mal por conta do forte calor carioca. Ela já foi medicada e está consciente.
Em setembro, mas na TV da Argentina, a cantora Daniela Pérez batia um papo com os apresentadores do programa local

Intrusos, da América TV, quando se sentiu mal e teve um AVC no meio do palco. Ela foi levada para o hospital.

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Bonner diz que ‘cidadão de bem’ sente mortes em Paraisópolis e é criticado nas redes

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No contexto da crescente polarização que se estabeleceu no país, estudiosos não aprovam o uso do termo

A morte de nove jovens depois de uma operação policial, no último final de semana, na comunidade de Paraisópolis, zona Sul de São Paulo, segue repercutindo no país inteiro. Na noite dessa segunda-feira (02), o âncora do Jornal Nacional, da TV Globo, William Bonner foi criticado nas redes sociais por utilizar a expressão “cidadão de bem” ao comentar a notícia.

Ao final de uma reportagem que mostrava um morador emocionado ao ver um jovem desacordado durante o tumulto instaurado na comunidade, William Bonner afirmou que “está doendo em todos os cidadãos de bem do Brasil e precisa ser apurado”.

O termo foi muito usado por políticos como Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e João Doria (PSDB-SP) para tentar criar uma identificação com seus potenciais eleitores. No contexto da crescente polarização que se estabeleceu no país, estudiosos não aprovam o uso do termo, já que os valores de quem fala podem ser diferentes dos valores de quem ouve a expressão.

Nas redes sociais, muitos internautas criticaram o apresentador pelo emprego do termo ao comentar a tragédia. Uma delas dizia ser hipocrisia usar o termo para tentar diferenciar quem se comoveria ou não com as mortes dos jovens. Outra internauta lamentou o uso da expressão, dizendo que é, atualmente, “um tanto questionável”.

Em outra postagem, um internauta classificou como “pejorativo” o termo utilizado pelo âncora. Segundo ele, “os que se autodenominam “cidadãos de bem” estão agradecendo a PM pelo ocorrido, o que é lamentável.”

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Morre em Porto Velho Euro Tourinho, um dos mais antigos jornalistas do Brasil

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Falecimento foi confirmado pela família na noite desta segunda-feira (25). Jornalista era proprietário do jornal centenário Alto Madeira, que fechou em 2017

Considerado um dos jornalistas em atividade mais antigos do Brasil, Euro Tourinho morreu na noite desta segunda-feira (25), em Porto Velho, aos 97 anos. Uma das netas do comunicador, Euma Tourinho, confirmou a morte do avô em uma publicação no seu perfil pessoal no Facebook.

Segundo o jornalista Lúcio Albuquerque, Euro, que era seu amigo, estava internado em um hospital particular de Porto Velho, mas não resistiu e faleceu por volta das 19h. Ainda não se sabe a causa da morte, mas, segundo um familiar, o jornalista tratava uma pneumonia.

“Meu avô Euro Tourinho desencarnou às 19h. Aqui com um dos seus melhores amigos. Almino Afonso, cuja amizade de mais de 80 anos, nos ensina muito sobre lealdade, dedicação e amor a vida. Meu avô viveu plenamente com generosidade e leveza todos os dias de sua vida. Deixa muitos ensinamentos sobre ética, moral, união, amizade, honestidade e alegria de viver. Jamais o vi alterar a voz com quem quer que seja. Era um homem generoso. Com todos. E humilde, como só os sábios são. Vovô Euro, siga em paz. O céu deve estar em festa. Agradeço a Deus pelos seus 97 anos dos quais 48 eu pude te-lo como avô. Eu te amo. Pra sempre, em todas as vidas”, disse Euma.

De acordo com Lúcio Albuquerque, o velório está previsto para ocorrer perto da Catedral de Porto Velho a partir das 1h de terça-feira (26). Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre o sepultamento. Euro deixa 9 filhos.

Trajetória

Tourinho era considerado um dos jornalistas em atividade mais antigos do Brasil. No total, foram 63 anos dedicados à profissão. Já foi homenageado e serviu de tema para um livro.

Durante sua trajetória, o jornalista já viajou quatro meses para sair de Mato Grosso até Manaus (AM), trabalhou em seringal e entregou um jornal para o ex-presidente do país Juscelino Kubistchek. Também ficou conhecido por nunca esquecer a máquina de fotografar.

Natural de Corumbá (MS), Tourinho cresceu em Santa Fé, no antigo Território do Guaporé, hoje conhecido como Rondônia. Os pais vieram para o Norte após uma briga por terras.

“Meu pai foi pego em uma emboscada. Minha mãe se desesperou. Um dia, ele foi chamado para ser agente fiscal no norte do Mato Grosso e ela disse que era de Deus”, relembrou o jornalista em 2016.

Tourinho foi diretor do extinto Jornal Alto Madeira, que abriu as portas em 1912, em Porto Velho. Ele entrou como repórter e virou diretor anos depois. Assim que voltou para a capital, fez amizade com jornalistas do jornal, que na época integrava o grupo Diários Associados, cujo dono era Assis Chateubriand.

O jornalista também esteve na abertura da BR-364, na época conhecida como BR-29, na década de 1960. O ex-presidente Juscelino Kubistchek veio para o evento derrubar a última árvore em Vilhena (RO), região do Cone Sul, para autorizar a construção da rodovia, junto com 70 jornalistas e três cinegrafistas.

Tourinho levou um exemplar do Alto Madeira para JK e se debateu para que o presidente pegasse o jornal – e conseguiu. Entregou o Alto Madeira e participou de uma cobertura “emocionante”. A rodovia significava a possibilidade de Rondônia ao resto do país, já que na época só se chegava ao estado por meio de navio.

Cada ciclo de desenvolvimento do estado foi devidamente registrado por Tourinho. A migração de trabalhadores para trabalhar na construção da EFMM, a exploração de cassiterita e a abertura da estrada para Guajará-Mirim (RO) foram relatadas e arquivadas por ele.

No ano passado e com apoio da neta Euma Tourinho, Euro abriu, aos 96 anos, um canal no YouTube para registrar as lembranças que o jornalismo lhe deixou ao longo de sua carreira – além de muito conhecimento.

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Globo demite ao menos 30 jornalistas e extingue versão impressa da Galileu

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Revista Época também está na mira e pode ser extinta em 2020

O grupo de comunicações Globo demitiu ao menos 30 jornalistas nesta 3ª feira (19.nov.2019). Também foi anunciado o fim da versão impressa da revista Galileu, voltada para a área de ciências.

A última edição da revista chegará às bancas em dezembro e, a partir de janeiro, a Galileu será totalmente digital. Segundo apurou o Poder360, a revista Época também pode ser extinta no início de 2020.

A maioria dos funcionários demitidos trabalhava nos jornais O Globo e Extra. Diversas editorias do O Globo sofreram alterações, sendo Economia, Sociedade e Nacional preservadas, por serem as editorias que mais vendem assinaturas, de acordo com relatos de funcionários. As editorias mais impactadas foram Esporte e Segundo Caderno.

Ainda segundo relatos de funcionários, a editora-chefe da Galileu, Giuliana de Toledo, também foi demitida.

A lista inclui ainda toda a equipe de arte da revista e outros funcionários, tais como motoristas. Uma lista parcial com 29 nomes circula em grupos de aplicativos de mensagens.

O grupo Globo não comentou o assunto e não confirmou os nomes contidos nessa lista. Via Poder360

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