Índio que flechou tio após descobrir traição é condenado no DF

Índio que flechou tio após descobrir traição é condenado no DF

Homem foi sentenciado a um ano e oito meses de prisão em regime aberto. Crime aconteceu em 2012.

Um índio que tentou matar o tio após descobrir que o parente mantinha um romance com a esposa dele foi condenado pelo Tribunal de Justiça do DF a pena de um ano e oito meses de prisão, na quinta-feira (9). O crime aconteceu em setembro de 2012, na aldeia Tekohaw, que fica no Setor Noroeste. O homem poderá cumprir a pena em liberdade. Cabe recurso da decisão.
No depoimento do índio Galdino de Sousa Guajajara à polícia, ele confesou que tentou matar o tio após discussão e que, no momento do crime, ambos estavam bêbados. Por isso, durante o julgamento, o juri entendeu que a tentativa de homicídio não foi qualificada – quando o motivo é futil, ou mediante a pagamento, em meio a traição e emboscada ou com uso de produtos que possam resultar perigo comum.
Além disso, de acordo com o juiz responsável pelo julgamento, Roberto da Silva Freitas, a flechada não apresentou risco de vida à vítima e o homem também não continuou a execução. Por isso, reduziu a prisão para um ano e oito meses.
Por se tratar de uma pena inferior a quatro anos, o Código Penal permite que o índio a cumpra em regime aberto.
Entenda o caso
De acordo com o delegado responsável pelo caso na época, Rodrigo Bonach, a tentativa de homicídio aconteceu na tarde de 29 de setembro de 2012 e foi motivada por uma discussão após o tio contar que teria tido relações sexuais com a mulher do sobrinho. Em troca, o tio teria oferecido a própria companheira para se relacionar sexualmente com o sobrinho, mas ele negou.
“O autor não aceitou [a traição] e acertou a vítima com um pau na testa. Em seguida, voltou para sua cabana, pegou um arco e uma flecha e desferiu a flechada através de uma fresta na cabana do tio”, contou Bonach.
Na época, a polícia tinha apreendido dois arcos, cinco flechas, dois facões e dois estilingues, com Galdino, que tinha 32 anos. De acordo com o delegado, cerca de 50 pessoas moravam na aldeia Tekohaw. O grupo teria se mudado do Maranhão para Brasília em 2006.
Fonte: g1/df

Homem mata 3 pessoas em ataque com flechas em Toronto

Homem mata 3 pessoas em ataque com flechas em Toronto

Polícia afirma que outros objetos podem ter sido usados no crime

Três pessoas morreram e outras duas ficaram gravemente feridas em um ataque nesta quinta-feira, dia 25, em uma rua residencial de Scarborough, na cidade canadense de Toronto.

De acordo com a imprensa local, ao lado dos corpos de dois homens e de uma mulher foi encontrada uma besta, que para os policiais deve ser a principal arma do crime.

Além disso, os oficiais já disseram que outros objetos também podem estar relacionados às mortes, mas não afirmaram quais são eles.

Um homem de 35 anos suspeito pelo ocorrido já foi levado para uma delegacia e está sendo investigado e a região da casa onde o crime aconteceu está sendo vasculhada.

Índios ‘enterram’ ministros em protesto

Inconformados com projetos de lei que atingem povos indígenas, cerca de 1,5 mil índios de todo o país fizeram um enterro simbólico de parlamentares e ministros no gramado em frente ao Congresso Nacional. Líderes indígenas também entregaram um documento a deputados listando as reivindicações de mais de cem etnias que vieram a Brasília protestar contra propostas que tramitam no parlamento.

Os índios criticam, entre outros projetos, a Proposta de Emenda à Constituição que altera as regras de demarcação de reservas indígenas. Em razão da pressão dos indígenas, o presidente em exercício da Câmara, deputado André Vargas (PT-PR), sinalizou nesta quarta que a tendência é que a PEC 215 seja arquivada.
Para registrar a insatisfação com os projetos de lei, os índios decidiram promover um enterro de congressistas da bancada ruralista e integrantes do governo federal que eles consideram inimigos da causa indígena.
Sob os olhares de parlamentares, os índios cavaram uma cova nos gramados do parlamento e depois de cobri-la com terra cravaram cruzes de madeira com as fotos do líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), da senadora Kátia Abreu (PSD-TO), e dos ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União).
Encerrada a sepultura, pajés (sacerdotes indígenas) fizeram um ritual religioso em volta da cova. Enquanto isso, dezenas de índios cantavam e dançavam.

A Polícia Militar do Distrito Federal fez um cordão de isolamento diante da fachada do Legislativo para evitar invasões. Na véspera, os mesmo índios tentaram entrar sem autorização no Congresso, mas foram contidos pelos policiais. Nesta quinta, entretanto, não houve registro de tumultos.
Em outro ponto do gramado, índios queimaram uma cópia da PEC 215 e depois a enterraram em uma cova simbólica.
Reivindicações
Os caciques que viajaram à capital federal para protestar contra os projetos de lei entregaram nesta quinta (3) a oito parlamentares um documento de quatro páginas com reivindicações dos povos indígenas de todo o país. Receberam o manifesto indigenista os deputados Ivan Valente (PSOL-SP), Chico Alencar (PSOL-RJ), Janete Capiberibe (PSB-AP), Lincoln Portela (PR-MG), Erika Kokay (PT-DF), Amauri Teixeira (PT-BA), Domingos Dutra (PT-MA) e Benedita da Silva (PT-RJ).
O ofício foi batizado de “declaração da mobilização nacional em defesa da Constituição Federal dos direitos territoriais indígenas, quilombolas, de outras populações e da mãe natureza”. No texto, os caciques dizem “repudiar” supostos ataques do governo federal contra as etnias indígenas. Os índios também acusam no documento a bancada ruralista de estar agindo “a serviço de interesses privados”.
“Nós caciques e lideranças indígenas de todo o Brasil (…) repudiamos de público os ataques do governo da presidente Dilma Rousseff e parlamentares, majoritariamente ruralistas do Congresso Nacional, contra os nossos direitos originários e fundamentais, principalmente os direitos sagrados à terra, territórios e bens naturais garantidos pela Constituição Federal de 1988”, escreveram os índios representados pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.
Além da PEC 215, os índios reclamam do projeto de lei complementar que define os bens de relevante interesse público da União para fins de demarcação de terras indígenas. Segundo Sônia Guajajara, uma das lideranças indígenas do povo Guajajara, do Maranhão, o PLP 227/12 preocupa mais os índios do que a PEC que modifica as regras das demarcações.
Sônia enfatizou que os índios ainda vão ficar mais alguns dias em Brasília “para mostrar ao país que os povos indígenas estão vivos”. “O que pode nos calar é o arquivamento de todas essas medidas anti-indígenas que estão aí”, ressaltou.

 

Fonte: G1