Mínimo teve ganho menor que inflação em 2 dos últimos 10 anos

Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Piso da remuneração paga aos trabalhadores acumula variação de 104%, passando de R$ 510, em 2010, para R$ 1.045

O salário mínimo nacional registrou ganho real de 16,48% nos últimos dez anos. Com o anúncio do governo nesta terça-feira (14) de que o piso de R$ 1.039 (anunciado no dia 1º de janeiro) foi elevado para R$ 1.045, apenas em 2017 e 2018, foram registrados reajustes menores do que a inflação.

Nesses dez anos, o salário mínimo acumula uma variação de 104%, passando de R$ 510, em 2010, para R$ 1.045, em 2020.

O advogado Giovanni Magalhães, especialista em cálculo do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados, aponta que a evolução do mínimo mostra ganho real nos últimos dez anos.

Veja também

Para chegar ao novo piso nacional, o governo incorporou, além da reposição pelo INPC (Índice de Preços ao Consumidor) de 2019, que fechou o ano em 4,48%, um resíduo de 2018 (porcentagem do INPC daquele ano que não havia sido levado em conta no reajuste do mínimo de 2019).

Com os aumentos, portanto, o poder de compra do salário mínimo fica igual ao que era no final de 2018. O total do reajuste do valor do mínimo de 2019 para 2020 ficou em 4,7%, já que em 2019, o salário mínimo estava em R$ 998.

Apesar de a alta, o coordenador de relações sindicais do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), José Silvestre, afirma que o valor ainda não repõe a perda real registrada em 2017.

“Se fosse considerar a aplicação da política que existia até o ano passado, o salário mínimo deveria ser de R$ 1.071”, calcula Silvestre, De acordo com ele, mais de 48 milhões de pessoas recebam o salário mínimo no Brasil.

Como funciona o reajuste do salário mínimo

Por lei, o salário mínimo brasileiro foi definido, até 2019, com base na inflação calculada pelo INPC, índice próximo ao IPCA, do ano anterior e o crescimento da economia de dois anos antes.

A determinação visava garantir a reposição do poder de compra dos brasileiros remunerados pelo mínimo. A medida, no entanto, resultou em uma perda real aos trabalhadores em 2017 e 2018, devido à desaceleração da economia no período. 

“Acabou a política de valorização que permitiu que o salário mínimo nesses anos tivesse ganhos”, lamenta Silvestre.

Para este ano, o reajuste do salário mínimo foi estabelecido por uma MP (Medida Provisória), que poderia ser derrubada pelos parlamentares. “O INPC deu muito mais do que o estimado e o valor anunciado de R$ 1.039 ficou abaixo de inflação. Para não ter uma derrota no Congresso, o governo anunciou uma reposição da inflação”, analisa ele.

Via R7

Continue lendo…

Preço da carne dispara nos mercados de Rondônia

Painel Político Revista - https://revista.painelpolitico.com

Quilo do coxão mole, por exemplo, saiu de R$ 17 para até R$ 28 em alguns mercados de Porto Velho. Saída é comer peixe e frango, diz economista

O preço do quilo da carne disparou nos mercados de Rondônia. O motivo, de acordo com o governo, seria devido ao aumento das exportações para China, Rússia e Emirados Árabes, segundo especialistas. Além disso, o período de estiagem em 2019 deixou o pasto seco, que não engordou o gado e colocou ainda “mais pressão no mercado”.

Segundo Otacílio Moreira de Carvalho, professor de economia da Universidade Federal de Rondônia (Unir), alguns mercados locais elevaram o preço da carne em mais de 20% nas últimas semanas.

“Em Rondônia nós temos algumas situações específicas. O estado é novo e os espaços estão sendo ocupados por várias culturas e isso movimenta o preço de vários produtos, incluindo a carne. Isso reflete nas gôndulas dos supermercados e acaba assustando bastante o consumidor”, diz.

Coxão mole, filé, picanha e contrafilé foram alguns dos cortes que mais subiram de preço.

“O consumidor que pagava R$ 17 no quilo do coxão mole agora está pagando até R$ 28”, afirma.

Em dos mercados pesquisados nesta terça-feira (26), em Porto Velho, o quilo do coxão mole estava sendo vendido ao consumidor por R$ 27,99 (mesmo valor do patinho). Já o quilo da picanha custa R$ 42,99. Via G1

LEIA TAMBÉM

Prévia da inflação de julho é a mais elevada para o mês desde 2004

O aumento médio de 6,77% no custo da energia elétrica no país foi o principal responsável pelo índice do IPCA-15

A alta de 0,64% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) em julho foi a mais elevada registrada para o mês desde 2004, quando a inflação ficou em 0,93%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O aumento médio de 6,77% no custo da energia elétrica foi o principal responsável pela inflação. Como consequência, a taxa acumulada em 12 meses subiu de 3,68%, em junho, para 4,53% em julho, o resultado mais elevado desde março de 2017, quando estava em 4,73%. Em julho do ano passado, a taxa do IPCA-15 foi de -0,18%.

Alimentos
Após a pressão sobre a inflação de junho, provocada pela crise de abastecimento resultante da greve de caminhoneiros, os alimentos subiram menos nos supermercados em julho. Os gastos com Alimentação e Bebidas aumentaram 0,61% em julho, após um avanço de 1,57% em junho, com base em dados do IPCA-15.

O custo da alimentação no domicílio passou de um salto de 2,31% em junho para aumento de 0,74% em julho. De acordo com o IBGE, a desaceleração ocorreu por conta do realinhamento nos níveis de preços médios de itens alimentícios, que subiram em junho devido à paralisação dos caminhoneiros no fim do mês de maio.

Entre as principais quedas registradas em julho, estão os itens batata-inglesa (-24,80%), tomate (-23,57%), cebola (-21,37%), hortaliças (-7,63%) e frutas (-5,24%). Por outro lado, permaneceram com aumentos o leite longa vida (18,30%), frango inteiro (6,69%), frango em pedaços (4,11%), arroz (3,15%), pão francês (2,58%) e carne (1,10%).

Já a alimentação fora de casa teve um aumento de 0,38% em julho, depois do avanço de 0,29% em junho.

Fonte: metropoles

Alimentos da cesta básica ficam mais caros pelo segundo mês seguido

Pesquisa do Dieese estimou em R$ 3.804,06 o salário mínimo ideal para a manutenção de uma família de quatro pessoas, equivalente a 3,99 vezes o salário mínimo brasileiro, hoje R$ 954

Os preços dos alimentos que compõem a cesta básica subiram no mês de junho em 15 das 20 capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Na aferição de maio, o custo da cesta também aumentou na maioria das capitais (18).

As altas mais expressivas foram em Cuiabá (7,54%), Recife (5,82%), Curitiba (3,84%), Belém (3,83%) e Porto Alegre (3,45%). As reduções foram observadas em Campo Grande (4,51%), Florianópolis (3,70%), Belo Horizonte (0,32%), Goiânia (0,23%) e Rio de Janeiro (0,10%).

A cesta com custo mais elevado foi em Porto Alegre, no valor de R$ 452,81, seguida por São Paulo, R$ 451,63; Rio de Janeiro, R$ 445,58, e Cuiabá, R$ 425,32. Os menores valores foram observados em Salvador, R$ 333,00 e Aracaju, R$ 349,55.

No acumulado de junho de 2017 a junho de 2018, os preços caíram em 13 cidades, com destaque para Goiânia (-6,23%), João Pessoa (-5,40%) e Salvador (-4,92%). As altas foram registradas em sete capitais, sendo as principais Cuiabá (7,61%) e Rio de Janeiro (6%).

Alimentos

Sofreram aumento de preços, o leite integral, a carne bovina de primeira, o feijão, a farinha de trigo, o óleo de soja e o açúcar. O leite integral subiu em todas as capitais, com variação entre 2,34%, em Belém, e 18,01%, em Curitiba.

O quilo da carne bovina de primeira aumentou em 18 capitais, com altas que oscilaram entre 0,27%, em Goiânia, e 8,07%, no Rio de Janeiro. A elevação do volume de carne exportada e o maior abate de novilhos (carne de melhor qualidade) explicam a alta do quilo da carne no varejo.

Salário mínimo

O Dieese estimou em R$ 3.804,06 o salário mínimo ideal para a manutenção de uma família de quatro pessoas, equivalente a 3,99 vezes o salário mínimo brasileiro, hoje R$ 954.

Fonte: agenciabrasil

Com greve dos caminhoneiros, prévia da inflação acelera para 1,11% em junho

A alta da taxa foi puxada principalmente pelos alimentos e pelos transportes

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, registrou taxa de 1,11% em junho, ou seja, uma forte alta em relação às prévias de maio (0,14%) e de junho (0,16%). Essa foi a maior taxa do IPCA-15 para um mês de junho desde 1996, quando foi registrado o mesmo índice.

O IPCA-15 acumulado no trimestre ficou em 1,46%, acima da taxa de 0,61% registrada no mesmo período de 2017. Com isso, o acumulado no ano está em 2,35%, acima do 1,62% registrado em 2017. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula taxa de inflação de 3,68%, acima dos 2,7% registrados nos 12 meses anteriores.

A alta da taxa foi puxada principalmente pelos alimentos e pelos transportes. O grupo alimentação teve alta de preços de 1,57% no mês, impulsionado por alimentos como batata-inglesa (45,12%), cebola (19,95%) e tomate (14,15%).

Já os transportes tiveram inflação de 1,95%, puxada pela alta de preços da gasolina (0,81%), que teve o maior impacto individual na prévia do IPCA, do etanol (2,36%) e do óleo diesel (3,06%).

O grupo habitação também teve impacto importante no índice, com taxa de 1,74%, devido principalmente a reajustes de tarifas de energia elétrica (5,44%), que aumentou nas cidades de Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Porto Alegre e Salvador.

O IPCA-15 foi calculado com base em preços coletados entre os dias 16 de maio e 13 de junho, portanto durante a greve nacional dos caminhoneiros, que provocou desabastecimento em várias cidades do país.

Fonte: agenciabrasil

Governo reduz previsão do salário mínimo para R$ 998 em 2019

Atualmente, o salário mínimo está em R$ 954

O governo reduziu a previsão de salário mínimo para o ano que vem de R$ 1.002, valor proposto em abril, para R$ 998. A revisão consta em um relatório feito pela CMO (Comissão Mista do Orçamento), formada por deputados e senadores. Atualmente, o salário mínimo está em R$ 954.

Segundo o relatório, a redução do mínimo é justificada pela projeção menor de inflação para este ano. Em abril, a previsão para o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) era de 3,8%. No entanto, essa projeção foi revisada para 3,3% pelo governo, o que afetou o cálculo do salário mínimo.

Por lei, o reajuste do salário mínimo em 2019 deve ser feito pela soma do INPC deste ano (3,3%, conforme previsão do governo) com o PIB (Produto Interno Bruto) do ano passado (1%, como divulgado pelo IBGE em março).

Fonte: uol

Mercado financeiro prevê menor crescimento do PIB e inflação maior

A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,60% para 3,65% neste ano no terceiro aumento seguido. Para 2019, a projeção foi ajustada de 4% para 4,01%

O mercado financeiro continua reduzindo a projeção para o crescimento da economia e aumentando a estimativa de inflação.

De acordo com o Boletim Focus, publicação divulgada na internet todas as semanas pelo Banco Central (BC), a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – passou de 2,37% para 2,18%. Essa foi a quinta redução seguida. Para 2019, a previsão permanece em 3% há 18 semanas consecutivas.

A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,60% para 3,65% neste ano no terceiro aumento seguido. Para 2019, a projeção foi ajustada de 4% para 4,01%.

Mesmo assim, a expectativa para a inflação permanece abaixo da meta, que é 4,5%, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Taxa básica de juros

Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,50% ao ano. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação.

Para cortar a Selic, o BC precisa estar seguro de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro este ano, indica que o Copom considera que alterações anteriores foram suficientes para chegar à meta.

Para o mercado, a Selic deve permanecer em 6,50% ao ano até o fim de 2018 e subir ao longo de 2019, encerrando o período em 8% ao ano.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar no fim do ano subiu de R$ 3,48 para R$ 3,50. Para o fim de 2019, passou de R$ 3,47 para R$ 3,50.

A projeção para o superávit comercial subiu de US$ 57,15 bilhões para US$ 57 bilhões neste ano, e de US$ 49,80 bilhões para US$ 49,30 em 2019.

Fonte: agenciabrasil

Projeto criminaliza aumento de preços em decorrência de crises

O projeto foi encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde aguarda designação de relator, para ser analisado em decisão terminativa

O aumento de preço dos produtos diante da escassez em decorrência da greve dos caminhoneiros nos últimos dias pode virar crise. Começou a tramitar no Senado proposta que prevê como crime a elevação, sem justa causa, de preços de bens ou serviços, em situações de grave crise econômica, calamidade, interrupção e suspensão de serviços de interesse público ou social.

O Projeto de Lei do Senado 269/2018, do senador Airton Sandoval (MDB-SP), altera a Lei 8.137/1990, que trata de crimes contra a ordem tributária e as relações de consumo para criminalizar a prática do aumento de preços em situações de crise. Pelo texto, a nova modalidade de crime contra a ordem econômica, passa a ter pena de dois a cinco anos de reclusão mais multa.

O projeto foi encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde aguarda designação de relator, para ser analisado em decisão terminativa.

Sandoval explicou que, neste período da greve dos caminhoneiros, a sociedade ficou refém do desabastecimento em diversos setores da economia, públicos e privados. Não bastasse isso, destacou Sandoval, a população ainda precisou lidar com estabelecimentos e empresários aproveitando-se da escassez de oferta e da demanda ampliada para aumentar os preços de produtos e serviços.

“Vimos notícias surpreendentes: em Fortaleza, o Procon notificou 21 postos de gasolina. Em Brasília, houve postos cobrando o litro da gasolina a quase R$ 10,00, um aumento insustentável em uma situação de grave crise social como essa. Ainda no DF, alimentos hortifrutigranjeiros tiveram aumentos que chegaram a 60%, em alguns casos” relatou o senador, ao justificar a proposta.

Sandoval citou ainda o caso do saco de 50 kg de batata que passou de R$ 50 para R$ 500 no Rio de Janeiro.

“Trata-se de uma situação insustentável, que revela, em grande parte, a má-fé de setores empresariais da sociedade”, acrescentou.

Fonte: agenciasenado

Preço do bacalhau cai, mas cesta da Páscoa fica mais cara

Com queda de 9,37%, segundo pesquisa, o bacalhau é um dos ingredientes que deve ser bastante procurado na Semana Santa

Pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro da Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE) revela que a cesta de Páscoa deste ano registrou aumento de 2,61%, em comparação ao ano passado. O índice está abaixo da inflação do período, que foi de 2,87%. Dentre os produtos mais consumidos nesta época do ano, porém, o bacalhau e o azeite estão mais baratos do que no ano passado.

O alimento que teve a maior alta é a batata-inglesa (16,18%), seguido pela sardinha em conserva (11,82%) e pelo atum (5,74%). O bacalhau está 9,37% mais barato e o azeite praticamente não teve alteração, com queda de 0,65%.

“Em comparação com 2017 houve aceleração dos preços, mas os principais itens do almoço, como bacalhau e azeite, apresentaram queda, o que pode aliviar as despesas com a ceia”, explica André Braz, coordenador do IPC do FGV/IBRE. Ele lembra ainda que no ano passado a cesta havia subido 0,36%.

Embora os preços pesquisados e divulgados pelo FGV/IBRE revelem aumento não muito brusco, é importante ficar atento aos preços praticados próximos à data, uma vez que foi medido o que aconteceu com os preços nos últimos 12 meses até março deste ano. “Às vésperas da Páscoa, além desse aumento de 4,79% do pescado fresco já registrado, o preço do peixe pode subir mais porque a demanda aumenta”, acrescenta Braz.

Ovos de Páscoa
Na semana passada, o Procon-SP divulgou pesquisa que mostra que o preço dos ovos de Páscoa tem diferença de 91,24% de uma loja para outra. O ovo Surpresa Pet Cachorros (Dog Ventures) de 150 g da Nestlé é vendido por 22,48 reais no Walmart na zona oeste, enquanto que nas Lojas Americanas do centro da cidade, o mesmo item é vendido por 42,99 reais. O preço médio do ovo é de 33,68 reais.

O Procon-SP orienta que o consumidor compare os preços praticados por diferentes estabelecimentos e também considere a relação qualidade, peso e preço do item a ser adquirido, pois foi observada a redução da gramatura de ovos e de tabletes de chocolate.

Poupança tem retirada líquida de R$ 708 milhões em fevereiro

Em um mês tradicionalmente marcado por despesas com educação e com o pagamento de impostos, os brasileiros voltaram a sacar recursos da caderneta de poupança. Em fevereiro, a retirada líquida (saques menos depósitos) somou R$ 708,12 milhões, divulgou hoje (6) o Banco Central (BC). Nos dois primeiros meses de 2018, os saques superaram os depósitos em R$ 5,91 bilhões.

Pelo quarto ano seguido, segundo o BC, os investidores retiraram a mais do que aplicaram na caderneta de poupança em fevereiro. A saída de recursos em 2018, no entanto, foi menor que em outros anos. A retirada líquida tinha chegado a R$ 6,3 bilhões em fevereiro de 2015, R$ 6,6 bilhões em fevereiro de 2016 e R$ 1,67 bilhão em fevereiro de 2017.

Histórico

No ano passado, a poupança tinha registrado o primeiro ingresso líquido desde 2014. Em 2017, os brasileiros tinham depositado R$ 17,12 bilhões a mais do que tinham sacado da caderneta.

Até 2014, os brasileiros depositavam mais do que retiravam da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrirem dívidas, num cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,5 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões.

Rendimento

Mesmo com a queda de juros, a poupança tinha voltado a atrair recursos nos últimos meses do ano passado. Isso porque o investimento voltou a garantir rendimentos acima da inflação. No entanto, a inflação subiu levemente nos últimos meses, reduzindo a rentabilidade real (descontada a alta de preços) da caderneta.

Nos 12 meses terminados em fevereiro, a poupança rendeu 5,76%. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)-15, que funciona como uma prévia da inflação oficial, acumula 3,02% no mesmo período. Em novembro do ano passado, esse índice registrava 2,86% no acumulado em 12 meses. Na sexta-feira (9), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA cheio de fevereiro.

Fonte: agenciabrasil