Estudo diz que IA do Google pode identificar câncer de mama melhor que humanos

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O estudo que concluiu a vantagem do Google é baseado em uma série de testes reavaliados de mais de 76 mil mulheres no Reino Unido e outras 15 mil nos EUA

O Google começou bem o ano de 2020, com uma conquista bastante sólida na indústria da saúde: segundo estudo publicado da própria empresa, publicado pela revista Nature, o projeto Deepmind AI, capitaneado pela companhia de Mountain View e voltado a pesquisas em inteligência artificial (IA), é mais exato na identificação de câncer de mama do que os maiores especialistas na doença no mundo.

Segundo a pesquisa, em testes executados, o Deepmind trouxe “menos resultados falso positivos, falso negativos, e foi de uma forma generalizadas mais preciso” do que os métodos clínicos normais, encontrando nódulos e manchas que especialistas oncológicos não conseguiram identificar.

Aliviando o termo para os leitores menos iniciados: “falso positivo” significa o indício de uma doença no exame, mas ela na realidade não existe. O “falso negativo”, consequentemente, segue a linha oposta, ou seja, a doença existe na pessoa examinada, ainda que o exame não a acuse na primeira amostra. Pela conclusão da Nature, o Deepmind do Google foi capaz de determinar a presença ou ausência do câncer de mama ainda que os primeiros exames indicassem o contrário.

O estudo que concluiu a vantagem do Google é baseado em uma série de testes reavaliados de mais de 76 mil mulheres no Reino Unido e outras 15 mil nos EUA. Ao comparar o trabalho da IA com o de especialistas humanos, o Deepmind conseguiu reduzir o volume de resultados falso positivos em 5,7% (EUA) e 1,2% (Reino Unido). Falso negativos também apresentaram redução: 9,4% nos EUA e 2,7% no Reino Unido.

Diz o Google que a mamografia digitalizada é, hoje, o principal método de identificação do câncer de mama – a grosso modo, é um exame de raio-x do seio (ou dos seios) –, mas a identificação e diagnóstico de câncer de mama é mais complicada, o que implica em um número mais alto de resultados falso positivos ou falso negativos. Consequentemente, resultantes do tipo podem atrasar o início do tratamento nas pessoas acometidas pela doença.

A empresa ainda diz que o Deepmind teve menor acesso a dados do que suas contrapartes humanas: a inteligência artificial não pôde, por exemplo, levar em consideração o histórico dos pacientes e de suas respectivas famílias, bem como quadros sintomáticos pré-diagnóstico. O Google diz que, com o Deepmind, é possível adaptar o sistema em diferentes sistemas de saúde, basicamente exemplificando que a IA pode ser treinada com dados do Reino Unido e ainda ser eficaz nos EUA.

“Há sinais bem promissores de que o modelo tem potencial de ampliar a eficiência e precisão dos programas de triagem, além de reduzir o estresse e tempo de espera dos pacientes”, disse Shravya Shetty, chefe da área técnica da divisão Google Health, em um post de blog. “Chegar lá, no entanto, vai exigir uma pesquisa continuada, estudos clínicos e aprovação regulatória para compreender e comprovar como sistemas de software inspirados por essa pesquisa possam aprimorar a vida do paciente”.

A boa notícia é que, ao contrário do medo dos mais incautos, esse projeto não vai eliminar o profissional humano de oncologia, mas sim servir-lhe de ferramenta mais precisa no diagnóstico e avaliação de quadros cancerígenos. Via Canaltech

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Inteligência artificial tenta prever quando as pessoas vão morrer

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Ferramentas podem ajudar médicos a decidir tratamentos; no País, primeiro estudo do tipo será publicado em breve

Embora a única certeza da vida seja a morte, ninguém sabe precisar quando irá cruzar a fronteira final da existência. No que depender de sistemas de inteligência artificial (IA), essas incertezas serão menores. Em diversos países, universidades e empresas já estão treinando algoritmos médicos para realizarem previsões sobre óbitos, a partir das informações de saúde e hábitos de qualquer pessoa. A ideia passa longe de uma curiosidade mórbida: munidos dessas informações, médicos poderão tomar decisões e ações para melhorar a condição dos pacientes e prolongar seu tempo de vida. Agora, o primeiro estudo do tipo no Brasil está prestes a ser publicado. 

Realizado pelo Laboratório de Big Data e Análise Preditiva em Saúde (Labdaps), parte da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), o trabalho teve como cerne o desenvolvimento de um algoritmo, cuja tarefa era prever óbitos, dentro de um período de cinco anos, para um grupo de pessoas da terceira idade. Os resultados, que serão publicados em breve na revista acadêmica Cadernos de Saúde Pública e foram antecipados com exclusividade ao Estado, mostram uma precisão de 70% nas previsões feitas pela máquina. 

“Uma ferramenta dessas pode ser usada por médicos e hospitais para iniciar tratamentos preventivos, determinar prioridades de internações e realizar intervenções clínicas”, diz Alexandre Chiavegatto Filho, diretor do Labdaps e responsável pelo estudo. “Ela oferece informação que às vezes os humanos não tem para a tomada de decisões mais assertivas.” 

Ferramenta estudou banco de dados e fez prova, como criança na escola

Para fazer as previsões, a inteligência artificial do Labdaps teve de ser alimentada com dados. O sistema analisou informações do estudo Saúde, Bem Estar e Envelhecimento (Sabe), organizado pela Organização Pan-Americana da Saúde: o levantamento acompanha, desde o ano 2000, 2.808 mil idosos residentes na cidade de São Paulo. A cada cinco anos, eles geram uma batelada de informações, por meio de questionários, exames médicos, avaliações funcionais e antropométricas. 

Na primeira fase, o algoritmo analisou informações de 70% dos idosos do grupo de estudo, verificando 37 variáveis presentes apenas no questionário. Algumas delas eram pouco óbvias – como, por exemplo, a dificuldade do idoso para ir ao banheiro. A ideia não era necessariamente encontrar relações diretas entre as perguntas, mas sim analisar um cenário mais amplo que possa levar à morte dos pacientes. A partir desses dados, o sistema começou a tirar suas próprias conclusões sobre o que leva alguém a óbito, podendo detectar padrões e relações pouco claras para um ser humano. 

Depois disso, para verificar sua eficácia, a máquina foi confrontada com os dados iniciais dos outros 30% para fazer previsões. É como se uma criança na escola tivesse estudado sete exercícios, e, a partir disso, fizesse uma prova com outros três. O resultado foi que, das 118 mortes que tinham acontecido dentro dos idosos do segundo grupo, o sistema foi capaz de prever 83 delas. 

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO ESTADÃO

Uber registra patente de tecnologia que detecta passageiros bêbados

O projeto de inteligência artificial conseguiria identificar como você digita e até a forma como segura o celular para saber se está embriagado

Todo motorista de Uber deixa bem claro que odeia passageiros bêbados. Ao que parece, a empresa Uber também não é lá muito fã. Um pedido de patente registrado em 2016 e divulgado esta semana mostrou que a empresa está desenvolvendo uma inteligência artificial capaz de ler o padrão de comportamento do usuário – e, possivelmente, identificar passageiros alcoolizados. De acordo com o resumo protocolado pela empresa, o propósito seria outro: a IA tem o objetivo de entender comportamentos incomuns de maneira geral entre os usuários, o que pode colaborar na segurança dos passageiros e motoristas.

A ideia é que o sistema use e compare informações como a sua localização, a precisão com a qual você digita (e quantos erros tipográficos você comete) e até mesmo o ângulo em que segura o celular. Esses dados vão servir como base para identificar o que eles chamam de “atividade de usuário não característica”. Quando isso acontecer, a empresa poderá enviar uma mensagem ao motorista informando que o passageiro está “diferente” – muito provavelmente, embriagado.

Também faz parte do projeto que a IA consiga reconhecer incidentes de segurança ou conflitos antes da viagem. Assim, a Uber poderá tomar atitudes, como, por exemplo, alterar os pontos de embarque e desembarque para áreas melhor iluminadas e de fácil acesso. No caso de um passageiro embriagado, o sistema também poderia tomar a liberdade de encaminhar a corrida para um motorista que tenha experiência e saiba lidar com situações adversas.

Nem tudo são rosas. Alguns especialistas se mostraram preocupados com certos aspectos do projeto. Se o motorista saberá que o passageiro está embriagado, isso não facilitará alguém mal intencionado a atacar pessoas vulneráveis? A corrida ficará mais cara para quem está em “atividade não característica”? Ainda não há respostas satisfatórias para essas questões.

A empresa, por sua vez, se mostra na defensiva. Em comunicado à imprensa, Uber disse que está sempre explorando novas maneiras de melhorar a experiência dos usuários, mas que registrar uma patente não significa que ela irá de fato colocar a ideia em prática.

A reputação da Uber acaba dando peso às preocupações: em 2017, foi divulgado que a empresa tentou esconder por um ano um vazamento de dados que afetou 57 milhões de contas. A empresa pagou aos hackers US$ 100.000 para que apagassem as informações dos usuários. Não seria agradável se descobríssemos que hackers podem adivinhar quando estamos de porre.

Fonte: superinteressante

Inteligência artificial será usada para mapear risco de câncer de pulmão

Software está sendo treinado para identificar nódulos que possam evoluir para lesões malignas

Pela primeira vez no Brasil, um software de inteligência artificial será capaz de mapear nódulos pulmonares em exames de rotina e revelar aos médicos quais pacientes têm maior risco de desenvolver câncer de pulmão, um dos tipos de tumor mais letais

Anunciado na semana passada, o projeto é uma parceria entre o Hospital Sírio-Libanês e a Siemens Healthineers. As duas instituições firmaram um acordo de cooperação de dois anos que prevê uma varredura em laudos de tomografias do tórax de pacientes do hospital com o objetivo de identificar nódulos achados incidentalmente.

“Imagine uma situação em que o paciente faz um exame de rotina ou vai a um pronto-socorro por uma tosse, buscando outra doença, e é descoberto naquele exame um nódulo no pulmão. Pode acontecer que, depois de resolvido o problema que o levou ao hospital, ele não faça o acompanhamento desse nódulo e ele evolua para um câncer. É isso que queremos evitar”, explica Armando Lopes, diretor da Siemens Healthineers no Brasil.

Mas como nem todos os nódulos evoluem para lesões malignas, o software está sendo “treinado” para identificar somente aqueles casos com maior risco, em um processo chamado de machine learning (aprendizado de máquina). “Nessa parceria, estamos definindo critérios para ensinar o software a apontar somente os nódulos com maior chance de malignidade”, explica Cesar Nomura, um dos diretores da área de Medicina Diagnóstica do Sírio-Libanês.

O especialista diz que, para que a máquina identifique só os casos suspeitos, ela vai avaliar tanto informações do nódulo, como o tamanho e suas características, quanto dados do paciente, como histórico de tabagismo ou de câncer na família. Com base na identificação dos casos suspeitos, a equipe vai receber constantemente avisos do software, indicando a necessidade de seguimento dos pacientes, que, por sua vez, serão informados por e-mail ou telefone caso não estejam fazendo o acompanhamento.

Inicialmente, o sistema vai avaliar cerca de 4 mil tomografias de tórax por mês, mas, futuramente, a mesma tecnologia deverá ser usada para identificar outras doenças, como problemas cardíacos ou tumores de próstata, segundo Nomura.

Uso ampliado

O Sírio-Libanês é o terceiro hospital no mundo a utilizar o software, batizado de Proactive Follow-up. Somente dois hospitais americanos já testaram o programa.

A ideia, diz a Siemens Healthineers, é de que a experiência traga benefícios para a saúde pública ao criar estatísticas sobre quais tipos de nódulos têm maior risco de ser malignos.

“O câncer de pulmão é um dos que mais mata e uma das razões para isso é o fato de ele ser assintomático, geralmente detectado em estágios avançados. Ao antecipar o diagnóstico, poderíamos salvar vidas e economizar em tratamentos”, explica Robson Miguel, gerente da divisão de soluções digitais da empresa. Finalizada a etapa de “treinamento” da máquina, os exames começarão a ser analisados, o que deve ocorrer em até três meses

Alterações genéticas

A inteligência artificial também começou a ser usada de maneira inédita em outro serviço de saúde brasileiro. Nesta terça-feira, 8, o Grupo Fleury passou a ser a primeira instituição da América Latina a oferecer um exame diagnóstico cujo laudo é emitido com o auxílio da computação cognitiva.

Batizado de Oncofoco, o teste, desenvolvido em parceria com a IBM, mapeia alterações genéticas nos tumores de pacientes que não responderam ao tratamento padrão. “A partir do mapeamento dessas alterações genéticas, o software busca todos os estudos existentes no mundo e indica, no laudo, qual tratamento tem evidências de maior eficácia. É um exemplo de medicina personalizada”, explica Edgar Rizzatti, diretor médico, técnico e de processos do Fleury. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Fonte: otempo

Vivo terá inteligência artificial para atender clientes

Vivo anuncia a chegada ao Brasil da Aura, assistente digital da Telefônica, similar ao serviço da famosa Siri, da Apple. A novidade é um projeto global do grupo e o alicerce para um novo modelo de relacionamento com clientes. Com base em inteligência cognitiva os próprios consumidores poderão gerenciar suas experiências digitais com a companhia.

A operadora é a primeira do país a oferecer uma ferramenta de relacionamento baseada em inteligência cognitiva e acessível por comando de voz. No Grupo Telefônica, outras cinco operadoras – Reino Unido, Espanha, Alemanha, Chile, Argentina – anunciam o lançamento da Aura em seus respectivos mercados e em diferentes interfaces.

No Brasil a Aura está disponível no aplicativo Meu Vivo Mais, mas há planos para que até o fim deste ano a ferramenta esteja em outros canais de atendimento da empresa.

Para Christian Gebara, Chief Operating Officer (COO) da Vivo, o pioneirismo da marca em apresentar inovações na era digital é marcado pelos avanços no uso de Big Data em diferentes frentes e com o desenvolvimento de soluções baseadas em Inteligência Artificial. “A Vivi (assistente virtual) é um exemplo desse movimento, e, agora, com o lançamento da Aura reforçamos mais uma vez o nosso pioneirismo. Queremos oferecer, sempre, a melhor experiência ao nosso cliente”, afirma Gebara.

O que a Aura faz?

A Aura responde a perguntas apenas ouvindo comandos de voz e é capaz de responder de maneira personalizada a questões relacionadas a doze “temas macro”, como, por exemplo, plano, fatura, informações pessoais e cobrança indevida e também a perguntas genéricas sobre produtos e serviços da empresa.

Ao ouvir a pergunta, em tempo real, a funcionalidade consulta e cruza informações relacionadas à dúvida para chegar à resposta final. Por exemplo, se a pergunta é: “Quando ficarei sem dados?”, em questão de segundos é feita uma consulta no histórico de consumo do assinante. Essa busca é cruzada com informações e então, a resposta é dada ao cliente, também por voz.

Para conhecer a Aura, basta fazer o download do aplicativo Meu Vivo Mais, disponível para todos os clientes móveis da Vivo, tanto com aparelhos Android, quanto iOS. O download do aplicativo e a navegação não consomem dados.

Mais informações sobre o anúncio global da Aura estão disponíveis aqui ou aqui.

Fonte: exame

Inteligência Artificial é usada para criar vídeos eróticos falsos de celebridades

A mente do ser humano pode ser uma coisa inacreditavelmente fantástica. E, ao mesmo, pode ser algo assustadoramente doentio. A criação e o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial e machine learning têm impressionado até os mais crentes nessas tecnologias, com uma infinidade de aplicações que vão desde a medicina até a melhoria de nossas vidas doméstica cotidianas. Mas e quando o recurso começa a ser usado para criar vídeos pornográficos falsos de celebridades?

Foi o que a publicação Motherboard descobriu e relatou em uma matéria: um vídeo pornográfico hospedado em uma plataforma com esse tipo de conteúdo mostrava a atriz Gal Gadot, famosa pelo recente papel como Mulher Maravilha no cinema, em cenas de sexo explícito. O problema é que a mulher presente no vídeo não é ela, mas sim uma atriz pornô que recebeu o rosto de Gadot sobre o seu próprio por meio de algoritmos de Inteligência artificial.

Realidade manipulada

A tecnologia usada no vídeo pornográfico é bastante similar à que já é usada no cinema em alguns casos específicos

Em alguns momentos, a montagem é bastante realista, em outros nem tanto, mas devemos nos ater ao que isso representa: em pouco tempo, pode ser possível ter vídeos de todas as naturezas com o rosto de praticamente qualquer pessoa de modo realista e isso é um perigo muito maior do que podemos conceber à primeira vista.

A tecnologia usada no vídeo pornográfico é bastante similar à que já é usada no cinema em alguns casos específicos, como para criar a participação do falecido ator Paul Walker no filme “Velozes e Furiosos 7”. Fácil de usar para qualquer pessoa com um mínimo de experiência com machine learning, o recurso baseia-se em um algoritmo que tira suas informações de materiais de livre acesso e código aberto, como vídeos do YouTube e resultados do Google Imagens.

paul walkerMesmo depois de ter morrido, o ator Paul Walker fez uma ponta em “Velozes e Furiosos 7”

Qualquer um pode usar

Até onde se sabe, essa ferramenta já foi usada para criar vídeos impróprios envolvendo famosas como Emma Watson, Scarlett Johansson, Taylor Swift e diversas outras, obviamente sem o conhecimento ou consentimento das mesmas. O pesquisador de inteligência artificial Alex Champandard explicou que o hardware necessário para esse tipo de tarefa é bastante simples e que com uma placa de vídeo relativamente poderosa – mas de fácil acesso para o consumidor – é possível produzir vídeos com essa tecnologia em algumas horas.

A tecnologia ainda não é exatamente perfeita e fica bastante claro que se trata de uma montagem quando o vídeo é visto com mais atenção. No entanto, isso cria um alerta importante: podemos estar entrando em uma era em que ninguém mais vai ter privacidade e as principais vítimas, as mulheres, famosas ou não, vão ter mais um motivo para se preocuparem quando se trata de assédio sexual e abuso de sua imagem.

Com informações do Tecmundo

Congresso em Brasília debate uso de inteligência artificial na Justiça

Mais de 30 especialistas de nove países estarão em Brasília, nesta quinta (23/11) e sexta-feiras (24), para discutir o uso de tecnologias como blockchain e inteligência artificial em favor do direito. A capital da República sediará o “I Congresso Internacional de Direito e Tecnologia”, que pretende reunir juízes, advogados, professores e cientistas em torno do propósito de otimizar o trabalho da Justiça.

O evento, que será realizado na sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST), é organizado pelo Grupo de Pesquisa & Desenvolvimento em Direito e Tecnologia da Universidade de Brasília (DireitoTec/UnB). Para Ricardo Fernandes, coordenador científico do congresso, o país precisa das novas tecnologias para conseguir dar vazão à grande quantidade de processos que batem às portas do Judiciário.

“Para se ter uma ideia, só nos processos tributários, 80% do volume diz respeito a ações de baixa complexidade e baixo valor pecuniário, mas com muitos trâmites burocráticos, que podem ser incrivelmente agilizados com softwares que ‘aprendem’ a ler decisões ou petições, por exemplo, para classificar aquele tipo de ação”, afirma Fernandes.

I Congresso Internacional de Direito e Tecnologia
Data: 23 e 24 de novembro de 2017
Local: Auditório do Plenário Ministro Arnaldo Süssekind – Edifício-sede do TST, em Brasília.
Mais informações: www.congressodireitotecnologia.com.br

Arábia Saudita é primeiro país do mundo a dar cidadania a um robô

RIAD – A Arábia Saudita é o primeiro país do mundo a conceder cidadania a um robô. Chamada de Sophia, a máquina de inteligência artificial recebeu o título em Riad, durante um evento de investidores em tecnologia.

O robô foi criado pela empresa Hanson Robotics, de Hong Kong, e inspirado nas feições da atriz belga Audrey Hepburn. Ao ter sua cidadania anunciada, Sophia agradeceu.

No rápido bate-papo com o apresentador americano Andrew Ross Sorkin, Sophia revelou que seu objetivo é “usar a inteligência artificial para ajudar os humanos a terem uma vida melhor”.

O governo saudita busca lançar o projeto Neom, que visa a construção de uma “cidade do futuro” espalhada por seu território, pelo Egito e pela Jordânia. /ANSA

Fonte: O Estado de S. Paulo