Propaganda eleitoral paga na internet terá que ser identificada

As mensagens devem trazerem informações sobre o candidato ou partido, com os nomes, o CPF ou CNPJ do patrocinador da publicação

Com o começo oficial da campanha eleitoral, teve início também a divulgação de publicidade voltada à disputa de outubro. Além dos tradicionais anúncios em rádio e TV, abre-se o período, de maneira inédita, para a divulgação de propaganda paga de candidatos e partidos em redes sociais.

A novidade foi introduzida pela Minireforma Eleitoral (Lei 13.488), aprovada no ano passado. A norma prevê as modalidades de impulsionamento de conteúdo (praticadas pelo Facebook, por exemplo) e de priorização paga de conteúdos em mecanismos de busca (adotada pelo Google, por exemplo).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou uma resolução (23.551/2017) detalhando exigências para essa modalidade de campanha. As mensagens com essa finalidade devem estar identificadas como tal, por meio da criação de selos (como no caso do Facebook) ou outras marcas. O TSE também definiu a necessidade das publicações trazerem as informações sobre o candidato ou partido, como os nomes e o CPF ou CNPJ do patrocinador daquela publicação.

Sendo essa uma obrigação da legislação eleitoral, candidatos e partidos não podem impulsionar conteúdos ou pagar resultados de busca sem essas identificações. Os que agirem desta maneira estão sujeitos à fiscalização. As denúncias podem ser feitas por eleitores (por meio do aplicativo Pardal), por candidatos ou pelo Ministério Público Eleitoral. Os questionamentos são analisados pela Justiça Eleitoral e podem se transformar em sanções diversas.

Concorrentes e legendas também não podem veicular publicidade em outros canais na internet, como banners em sites. Mas podem enviar mensagens por correio eletrônico e divulgar mensagens em seus sites.

Facebook

O Facebook abriu processo de cadastramento para veicular publicidade eleitoral paga. A inscrição pode ser feita por meio de um formulário específico disponibilizado no site da rede social. Esses anúncios serão identificados nas linhas do tempo dos usuários da plataforma como “propaganda eleitoral”. Aqueles publicados por candidatos vão mostrar o CPF dele, bem como a legenda à qual é filiado. Já os anúncios de partidos vão conter o CNPJ da legenda.

Consultado pela Agência Brasil, o Facebook não informou quantos candidatos e legendas já se cadastraram até o presente momento. Na plataforma, além da fiscalização da Justiça Eleitoral, os candidatos também ficam sujeitos às regras internas, denominadas “Padrões da Comunidade” (Community Standards). Esses princípios definem os limites do que pode ser publicado, proibindo, por exemplo, mensagens com discurso de ódio e conteúdos não autênticos. A empresa já afirmou em diversas ocasiões que não fiscalizará as chamadas “notícias falsas”.

O eleitor que receber uma mensagem desta poderá verificar o motivo em uma ferramenta, denominada “Por que estou vendo este anúncio”. A plataforma vai disponibilizar também um recurso chamado de “biblioteca de anúncios”. Nela, os usuários poderão ver posts pagos relacionados a política, incluindo propaganda eleitoral. Este repositório vai reunir tanto as publicações impulsionadas ativas quanto as que já foram divulgadas, permitindo que o eleitor possa verificar quais são as mensagens difundidas por seu candidato ou por concorrentes.

Este mecanismo tem por objetivo dialogar com preocupações manifestadas por diversos agentes da sociedade civil em eventos sobre internet e eleições acerca dos riscos da publicidade paga no Facebook, o que permitiria segmentar, ou quase personalizar, mensagens dos candidatos. Assim, abriria espaço para que um político falasse algo específico para um determinado público e, para outro grupo segmentado, um conteúdo diferente, ou até mesmo contraditório.

Google

O Google informou à Agência Brasil que vai disponibilizar as plataformas de publicidade a candidatos e partidos “de acordo com as regras previstas pelo Tribunal Superior Eleitoral”. Os conteúdos impulsionados voltados à campanha deverão ser identificados como “anúncio eleitoral” pelos responsáveis e conter CPF ou CNPJ, a depender se o patrocinador for um candidato ou partido.

Ainda de acordo com a assessoria, as plataformas identificam qualquer forma de anúncio, diferenciando o resultado de busca pago dos resultados “orgânicos”. A exemplo do Facebook, caso um usuário queira saber por que está visualizando aquela publicação paga, pode clicar em um ícone “I” e, em seguida, na opção “Por que esse anúncio”. O usuário pode também bloquear os anúncios daquela fonte se não quiser mais receber propaganda eleitoral daquele candidato.

Outra opção ao usuário é a denúncia de uma propaganda deste tipo. Basta clicar no ícone “x” e depois na opção “Denunciar este anúncio”. Na ferramenta, a pessoa pode justificar porque está questionando aquela mensagem. Segundo a assessoria da empresa, a legislação eleitoral não prevê fiscalização prévia dos assuntos, mas os candidatos e legendas estão sujeitos às políticas internas e podem ser alvo de punições como bloqueio da propaganda ou da conta.

Outras plataformas

O Twitter anunciou que não veicularia anúncios por não ter como se adequar às exigências do TSE.

Fonte: agenciabrasil

Youtubers franceses são acusados de assediar fãs menores de idade

Squeezie, de 22 anos, causou polêmica ao afirmar que influencers assediam seguidoras menores de idade nas redes

PARIS – Uma nova onda de denúncias de assédio sexual, dessa vez dirigido a menores de idade, está ganhando forma entre usuários europeus na internet. A onda ganhou espaço depois que o youtuber francês Squeezie denunciou outros “influencers” que estariam usando o próprio prestígio adquirido na rede mundial para seduzir fãs com idades que podem chegar aos 14 ou 15 anos. Squeezie não citou nomes de seus colegas, mas nas redes sociais fãs vieram à tona para falar sobre os casos mais rumorosos envolvendo astros juvenis.

Segundo o youtuber, seus colegas teriam relações sexuais com jovens “psicologicamente frágeis”, valendo-se da fama e da possibilidade de contato direto com a audiência. As denúncias vieram a público depois que Lucas Hauchard, verdadeiro nome de Squeezie, de 22 anos, resolveu falar sobre o assunto.

Estrela na internet na França desde 2011, hoje com 11 milhões de seguidores no YouTube, site de vídeos da gigante americana Google, o jovem decidiu revelar as práticas de seus colegas, sem evocar seus nomes, em dois tweets publicados na segunda-feira, 6 de agosto.

“Os youtubers, inclusive aqueles que alegam ser feministas, aproveitam-se da vulnerabilidade psicológica dos jovens seguidores para conseguir relações sexuais. Nós estamos vendo”, disse o jovem, em um tweet replicado 48 mil vezes até a noite de domingo, 12. “A verdade acaba sempre por vir à tona.”

Em uma segunda mensagem, Squeezie se explicou, justificando o fato de não ter revelado os nomes. “Não quero fazer acusações precipitadas, mas os envolvidos não estão forçosamente entre os que vocês estão pensando”, ponderou. “Eu queria em um primeiro momento colocar o dedo na ferida dessas práticas e incitar os envolvidos a parar de forma imediata. Tratar do tema é complexo e precisa de tempo.”

A iniciativa detonou uma reação em cadeia nas redes sociais, em que fãs começaram a denunciar outros youtubers, seus assediadores, não raro fornecendo nomes e materiais de provas, como cópias de telas e diálogos. Com o passar das horas, uma hashtag sobre o assunto, #balancetonyoutuber – “denuncie seu youtuber” –, foi criada na internet sob a inspiração de outra iniciativa do gênero, a #BalanceTonPorc – “denuncie seu porco”, versão francesa do movimento #MeToo, que tomou a web no final de 2017.

Em meio às manifestações, várias jovens, entre elas meninas de 15 e 16 anos, relataram os casos de assédio que teriam enfrentado. Solicitações de “nudes”, fotografias de nus com ou sem identificação, são das mais usuais. Uma reportagem de investigação publicada dois dias depois pelo jornal Le Parisien confirmou casos com o que o jornal considerou provas do assédio.

Entre os nomes apontados com supostas evidências de assédio estão Wass Freestyle, FromHumanToGod, Math Podcast e Anthox Colaboy, todos estrelas do YouTube. Vários dos citados permaneceram em silêncio ou negaram qualquer atividade ilícita relacionada aos seus fãs na internet. Colaboy, de 29 anos, trocou mensagens com uma jovem de 15 anos, que testemunhou ao Parisien e à rádio Europe 1. “Você já fez (sexo)? Se você teve uma má experiência, eu garanto que na próxima vez vai ser diferente. (…) Se um dia nos virmos, eu te c… com prazer”, diz ele em mensagens mostradas pela jovem.

Em um vídeo, o acusado desmentiu as acusações. “Vocês estão sujando a minha imagem me fazendo passar por assediador de meninas”, protestou.

As denúncias em curso na França não são inéditas. Nos Estados Unidos, várias acusações semelhantes foram feitas contra “influencers”. Um deles, Austin Jones, responde a processo em liberdade desde o ano passado por ter solicitado“nudes” a suas seguidoras, menores de idade.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Por que é uma boa ideia usar papel alumínio para melhorar o sinal de wi-fi

Muitos já ouviram falar desse truque por aí, e ele tem respaldo na ciência. Pode não só reduzir interferências e fortalecer a conexão, mas também tornar a internet de sua casa mais segura.

Graças à nossa luta diária para ter um bom wi-fi em casa, ficou famosa a ideia de usar papel alumínio para direcionar o sinal de internet. Não é um truque novo, mas é bom saber que a ciência demonstrou que ele funciona.

Segundo pesquisadores da Universidade de Darthmouth, nos Estados Unidos, colocar papel alumínio ou uma lata em volta das antenas do roteador pode melhorar o sinal, reduzir interferências e aumentar a segurança da conexão.

“Isso melhora a eficiência da rede sem fio em edifícios, ao reduzir o impacto que paredes e divisões internas têm”, dizem os engenheiros de Darthmouth.

Como funciona o truque do papel alumínio para melhorar o sinal de wi-fi?

As antenas dos roteadores são geralmente omnidirecionais, ou seja, seu sinal se dispersa para todos os lados.

Uma barreira de papel alumínio colocada em torno delas faz com que o sinal se torne unidirecional, ou seja, vá apenas em um sentido.

Assim, você pode direcionar o wi-fi para a sala, por exemplo, o que fará com que outros ambientes fiquem sem sinal, mas ele estará concentrado onde pode ser mais necessário.

Os roteadores usados em nossas casas normalmente enviam o sinal para várias direções

Impedir que o sinal se propague em determinada direção e chegue apenas a alguns locais pode ter outros benefícios.

Pode ser útil, por exemplo, para evitar que ele atinja um espelho e seja refletido, o que pode gerar interferências e afetar a qualidade da conexão.

Isso ainda pode tornar a internet mais segura em sua casa

Direcionar o sinal reduz a interferência e ainda pode melhorar a segurança do wi-fi.

A barreira de alumínio pode servir para que o sinal não chegue a pessoas que queiram piratear a internet de sua casa ou que estejam tentando de alguma forma acessá-la para cometer uma fraude ou realizar um ataque.

Os pesquisadores de Darthmouth criaram uma versão mais sofisticada desse truque caseiro.

Fizeram um sistema que imprime modelos 3D em plástico, que podem ser envolvidos em papel alumínio para direcionar o sinal até onde se deseje.

Parece bastante simples, mas não é comum ainda ter acesso a uma impressora 3D, então, é melhor por enquanto ter um pouco de paciência e criatividade para criar nossos próprios painéis de papel alumínio.

Fonte: bbc

Instagram e Facebook incluem opções para controlar tempo de uso

Série de ferramentas permite que usuário tenha maior controle e administre o tempo que dedica ao uso dos aplicativos.

As redes sociais Instagram e Facebook vão incorporar a partir de agora uma série de ferramentas para que o usuário tenha maior controle e administre o tempo que dedica ao uso desses aplicativos. O recurso está sendo liberado nos aplicativos aos poucos para os usuários a partir desta quarta-feira (1º).

As opções novas são:

  • Um painel de atividade no qual aparece o tempo que o usuário dedica todos os dias à rede social;
  • Uma opção para delimitar o tempo diário de uso – o aplicativo envia uma mensagem quando ultrapassa um certo tempo;
  • A possibilidade de limitar notificações.

Passo a passo para usar:

  • Acesse a página de Configurações em qualquer um dos aplicativos
Configurações no Facebook (Foto: Reprodução)
  • No Instagram, clique no item Sua Atividade
  • No Facebook, clique no item Tempo no Facebook
  • Nas duas redes, é exibido um painel com o tempo médio de uso
Facebook acrescentou no app opções para controlar tempo de uso (Foto: Divulgação/Facebook)

Ao clicar nos gráficos, é possível ver informações detalhadas sobre tempo de uso

  • Também existe a opção de criar um aviso diário: o usuário escolhe um tempo limite de uso e é notificado quando atinge esse limite

“Ao ajudar as pessoas a ver o tempo que passam em nosso aplicativo também as ajudamos a tomar decisões sobre como gerenciar esse tempo”, explicou nesta a diretora de assuntos públicos do Facebook na Espanha e em Portugal, Natalia Basterrechea, segundo a agência EFE.

“É nossa responsabilidade falar abertamente sobre como o tempo na internet afeta as pessoas e levamos essa responsabilidade muito a sério. Essas novas ferramentas são um primeiro passo importante e nos comprometemos a seguir trabalhando para fomentar comunidades seguras, amáveis e solidárias para todos”.

Para o desenvolvimento dessas ferramentas, as duas redes sociais trabalharam com organizações de saúde mental e pessoas que tiveram algum tipo de experiência pessoal com o suicídio.

As novas ferramentas são acessíveis a partir das páginas de configuração dos dois aplicativos, no Instagram, na seção Sua Atividade, e no Facebook, em Seu Tempo no Facebook.

‘Controle de tempo’ é tendência

Recentemente, a Apple também anunciou que o sistema operacional iOS 12 incluiria várias funções para controlar o uso racional dos dispositivos, que foram desenvolvidas para evitar a dependência e o uso abusivo dos aparelhos, além de controlar o uso das crianças.

As funções da Apple incluem modos como “Do Not Disturb” (Não Incomodar) e “Screen Time” (Tempo de Tela), que regula o tempo máximo que uma pessoa pode dedicar a um aplicativo específico.

Telas do Instagram mostram o modo stories do app (Foto: Divulgação/Instagram)

Fonte: g1

O que é a ‘Momo do WhatsApp’ e quais são os riscos que ela representa?

Autoridades e especialistas advertem que pode ser algo muito mais sério do que uma simples distração online

Ela se chama Momo e sua aparência é aterrorizante: olhos esbugalhados, pele pálida e um sorriso sinistro. Sua imagem ficou famosa pelo WhatsApp, disseminada como um desafio viral. Mas autoridades e especialistas advertem que pode ser algo muito mais sério do que uma simples distração online.

“Tudo começou em um grupo de Facebook onde os participantes eram desafiados a começar a se comunicar com um número desconhecido”, publicou no Twitter a Unidade de Investigação de Delitos Informáticos do Estado de Tabasco, no México.

“Vários usuários disseram que, se enviassem uma mensagem à Momo do seu celular, a resposta vinha com imagens violentas e agressivas. Aliás, há quem afirme que teve mensagens respondidas com ameaças.”

O fenômeno se estendeu por todo o mundo, da Argentina aos Estados Unidos, França e Alemanha.

Não está claro o quão disseminado o jogo está no Brasil, mas Rodrigo Nejm, da ONG Safernet, alerta para os riscos. “É mais uma isca usada por criminosos pra roubar dados e extorquir pessoas na internet”, diz.

Nejm diz que sua organização já foi procurada por pais e educadores preocupados com o jogo, mas ainda não recebeu nenhuma denúncia específica.

A BBC News Brasil procurou o Ministério da Justiça e a Polícia Federal para saber se há alguma investigação em andamento ou providência sendo tomada, mas não houve resposta.

A Polícia Nacional da Espanha também fez alertas sobre o assunto, reforçando que “é melhor ignorar desafios absurdos que entram na moda no WhatsApp”.

A Guarda Civil do país disse no Twitter: “Não entre no ‘Momo’! Se gravar o número na sua agenda, vai aparecer um rosto estranho de mulher. É o mais recente viral de WhatsApp a entrar na moda entre os adolescentes.”

Mas apesar das advertências, ainda há muita confusão. Quem é Momo, de onde saiu e por que temos que prestar atenção nisso?

De onde vem o jogo Momo

A internet está cheia de perguntas sobre Momo.

No Reddit, alguém perguntou em inglês há apenas uma semana: “Quem é Momo, a menina do WhatsApp? Encontrei há pouco um vídeo que dava medo. Acho que é uma brincadeira elaborada, mas não tenho certeza”.

Esta foi a resposta mais votada: “Alguém de um país de língua espanhola tirou a foto, criou uma conta de WhatsApp e espalhou os rumores para contactar a Momo. Dessa conta, envia mensagens e imagens inquietantes a quem escreve para ela. Em algumas, insinua que tem informações pessoais sobre a pessoa.”

A Momo interage com quem escreve para ela através do WhatsApp, às vezes, de um número mexicano

O youtuber ReignBot, que tem mais de 500 mil inscritos em seu canal, publicou um vídeo visto por milhões de pessoas em que explica que é difícil encontrar o usuário de WhatsApp que criou a Momo, mas sabe-se que está vinculado a pelo menos três números de telefone que começam com 81, código do Japão, e dois latino-americanos, um da Colômbia (52) e outro do México (57).

Talvez por isso a Momo tenha ficado especialmente conhecida na América Latina.

Segundo o especialista Rodrigo Nejm, há cada vez mais números se espalhando com a Momo.

A origem da imagem é japonesa. Pertence a uma escultura de uma mulher-pássaro que foi exposta em 2016 numa galeria de arte em Ginza, um luxuoso distrito de Tóquio, e que fez parte de uma exposição sobre fantasmas e espectros.

As fotos foram tiradas de uma conta do Instagram, explicam as autoridades mexicanas.

Os riscos do jogo Momo

Mas por que o jogo é perigoso? Qual é o problema de escrever para um número desconhecido no WhatsApp?

Os investigadores mexicanos citam cinco possíveis razões:

  • roubo de informações pessoais
  • incitação ao suicídio ou à violência
  • assédio
  • extorsão
  • transtornos físicos e psicológicos (ansiedade, depressão, insônia etc.)

“Lendas urbanas existem desde sempre, e com a internet isso não mudou. Criminosos aproveitam para surfar essa onda”, diz Rodrigo Nejm.

Os especialistas em crimes cibernéticos aconselham a não fomentar a cadeia de mensagens e não contactar números desconhecidos para evitar cair em fraude, extorsão ou outro tipo de ameaça.

Dar seu número a um estranho pela internet nunca é uma boa ideia.

O que os pais podem fazer

“Pais devem orientar seus filhos de que é mais um golpe e deixar claro para eles que é importante proteger seus dados pessoais na internet”, diz Nejm.

“Ter domínio do aparelho não significa ter maturidade para reconhecer situações de perigo.”

Nejm diz que, se alguém estiver “conversando” com a Momo e ela pedir algo indevido – se houver uma extorsão ou um pedido de foto, por exemplo -, deve-se salvar a conversa e procurar uma autoridade. Ele adverte que não basta dar “print” na conversa. É preciso exportar a conversa para nós mesmos. O WhatsApp tem uma ferramenta que permite isso.

Ele também sugere que pais consultem o canal de ajuda da ONG, canaldeajuda.org.br, que orienta as pessoas sobre o que fazer em situações de violência online.

Momo é o novo ‘Baleia Azul’?

Alguns comparam o fenômeno Momo com o “Baleia Azul”, um desafio que se tornou viral em abril de 2017 e sobre o qual as autoridades levantaram alertas porque incitava o suicídio.

Assim como Momo, se disseminou rapidamente pela internet e as redes sociais.

Os primeiros casos foram registrados na Rússia, mas o jogo chegou ao Brasil, México, Colômbia e outros países.

Alguns comparam a Momo com o `Baleia Azul`, um desafio que se tornou viral em abril de 2017 e sobre o qual as autoridades alertaram porque incitava o suicídio.

No caso da Momo, seu principal meio de disseminação é o WhatsApp, mas também se popularizou através do jogo Minecraft, que tem mais de mil jogadores por dia.

Fonte: bbc

Usuários mais populares do Twitter perdem em média 2% de seguidores após mudança de política

Twitter eliminou contas ‘bloqueadas’ da contagem de seguidores

Uma mudança de política do Twitter para aumentar a credibilidade do serviço custou aos 100 usuários mais populares da rede social a perda na quinta-feira (12) de cerca de 2% de seus seguidores em média, disse a firma de dados de mídia social Keyhole.

O Twitter não está mais contando como seguidores contas que tenham sido bloqueadas por causa de suspeita de fraude, informou o presidente-executivo Jack Dorsey na quinta-feira. As contas bloqueadas já haviam sido mantidas fora dos números de usuários ativos diários e mensais do Twitter.

As contas são bloqueadas se o Twitter detectar comportamentos incomuns, como uma explosão de atividade após meses de inatividade.

A nova política pode ser importante para alguns usuários do Twitter, porque os seguidores totais servem como referência quando celebridades e os chamados influenciadores de mídia social negociam acordos com anunciantes. Para outros usuários, o número de seguidores é uma questão de orgulho.

Com a entrada em vigor da mudança, a conta “@Twitter” do Twitter perdeu 12,4% de seus seguidores em comparação com a quarta-feira, a maior queda entre as 100 maiores contas por seguidores, segundo dados da Keyhole.

O empresário do setor de tecnologia Elon Musk viu o menor declínio, 0,3%, ou cerca de 71 mil seguidores. O declínio médio das top 100 contas foi de cerca de 734 mil seguidores, de acordo com os dados. O Twitter disse que a queda média (por conta) para todo o serviço deve ser de quatro seguidores.

Twitter recusou-se a fornecer dados adicionais. A Keyhole é especializada em capturar dados do Twitter e Instagram e vender relatórios para empresas.

A artista de música pop Katy Perry, cuja conta é a mais seguida, perdeu mais de 2,8 milhões de seguidores na quinta-feira, uma queda de 2,6% em relação ao dia anterior. Outros músicos no top 100, incluindo Pink, Mariah Carey, Britney Spears e Eminem, tiveram quedas de mais de 3%.

Analistas financeiros aplaudiram os esforços do Twitter para melhor limitar o uso indevido, dizendo que isso pode levar a um maior uso da rede social no longo prazo.

Fonte: g1

Brasil fica em segundo lugar em ranking global de ofensas na internet

Três de cada 10 pais brasileiros relataram ao instituto Ipsos que seus filhos foram vítimas de bullying virtual

Uma pesquisa global sobre cyberbullying (agressões registradas na internet) mostra que o Brasil é o segundo país em que as ofensas em meios digitais são mais frequentes.

De acordo com o levantamento, realizado pelo Instituto Ipsos entre 23 de março e 6 de abril com 20,8 mil pessoas, 29% dos pais ou responsáveis brasileiros consultados relataram que os filhos já foram vítimas de violência online. Na sondagem anterior, divulgada em 2016, esse índice era de 19%.

O Brasil só perde da Índia, onde 37% disseram que as crianças ou adolescentes foram tratados de forma ofensiva – a média global é de 17%.

A pesquisa mostra ainda que mais da metade dos pais brasileiros afirma que as agressões virtuais vieram de um colega de classe do filho – a maior parte delas por meio das redes sociais.

Em tempo: entre as 28 nações, a Rússia é o único país onde os pais não relataram casos de bullying na internet. No ano anterior, 9% dos russos tinham apontado que os filhos foram vítimas de ofensas virtuais.

Veja o ranking:

Ranking País % de cyberbullying em 2018 % de cyberbullying em 2016
Índia 37% 32%
Brasil 29% 19%
Estados Unidos 27% 34%
Bélgica 26% 13%
África do Sul 25% 25%
Malásia 23%
Suécia 23% 20%
Canadá 20% 17%
Turquia 19% 14%
10º Arábia Saudita 19% 17%
11º Austrália 19% 20%
12º México 17% 20%
13º Grã-Bretanha 17% 15%
14º China 17% 20%
15º Sérvia 15%
16º Alemanha 14% 9%
17º Argentina 14% 10%
18º Peru 14% 13%
19º Coréia do Sul 13% 9%
20º Itália 11% 11%
21º Polônia 11% 18%
22º Romênia 11%
23º Hungria 10% 11%
24º Espanha 9% 10%
25º França 9% 7%
26º Chile 8%
27º Japão 4% 7%
28º Rússia 0% 9%

Fonte: exame

Buscas na internet sobre termo ‘machismo no Brasil’ cresceram 263%

Levantamento apontou que o conceito de “masculinidade tóxica” é desconhecido por 75% dos homens no país

Internautas brasileiros demonstram cada vez mais curiosidade em pesquisar o termo “machismo” nos canais de busca do Google e do YouTube, apesar de ainda existir falta de informação ou confusão sobre o tema. O apontamento faz parte de uma pesquisa realizada pelo Google BrandLab, que realizou 700 entrevistas online em diversos estados brasileiros e analisou o resultado nos canais de busca do Google e YouTube.

As consultas com o termo “machismo no Brasil” aumentaram 263% nos últimos dois anos, pulando da 9ª posição para 3º em volume de busca, e a existência do machismo no país é uma verdade assumida por 78% dos brasileiros.

No entanto, a pesquisa aponta que, apesar do crescimento do interesse, ainda há muita confusão e falta de informação sobre o tema. Para metade dos homens, machismo e feminismo são movimentos equivalentes. “O feminismo está disputando não é a hegemonia de um grupo sobre o outro, mas as relações de igualdade entre homens e mulheres”, explica o pesquisador do Núcleo sobre Sexualidades, Gêneros, Feminismos e Diferenças da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Fábio Mariano. O machismo, por outro lado, é o esforço para manter as assimetrias entre os gêneros.

O levantamento apontou que o conceito de “masculinidade tóxica” é desconhecido por 75% dos homens no Brasil. O termo explica que machismo e masculinidade hegemônica vêm a partir da construção do patriarcado, que é o sistema que, na construção do Estado, colocou as mulheres na esfera privada, cuidando da casa e dos filhos, e os homens na arena pública. “Responsável por manter a casa e por ocupar os espaços da política, onde se disputa poder”, destaca Mariano.

“A masculinidade vem referendar isso dizendo para o homem: ‘você precisa provar que é homem, assimilar determinados comportamentos’”, complementa o pesquisador. Essa construção é, segundo Mariano, tóxica ao dar aval para uma série de práticas nocivas.

Entre os comportamentos ligados ao padrão dominante de masculinidade que, de acordo com a pesquisa, vem sendo questionado pelos homens, está o cuidado com os filhos. Para 88% dos brasileiros, ser um bom pai é participar ativamente do cotidiano dos filhos. Enquanto 40% da audiência do YouTube de vídeos sobre cuidados com bebês é masculina.

“Ser pai é quem cuida, quem está junto o tempo todo, na medida do possível. Garantir uma casa limpa, as fraldas do bebê, as roupas lavadas. Fazer o rango. Dá um tapa na louça. Cuidar das contas. Cuidar da minha companheira”, afirma Marcel Segalla, de 33 anos, pai de Tiê, com menos de dois meses de vida.

Ele acredita ser preciso trabalhar ainda como transmitir bons valores à criança. “Saber a história da minha família, história do mundo. Pensar como traduzir essa história de erros e acertos dos familiares da gente, da humanidade, em forma de aprendizado que eu consiga transmitir para o meu bebê”, completa.

A combinação de atenção aos filhos com responsabilidade com as tarefas domésticas não é, no entanto, um consenso ente os brasileiros. Para apenas 34%, os homens também têm como tarefa o trabalho doméstico.

O pesquisador da PUC-SP ressalta que as contradições são ainda maiores. “Os números têm, por um lado, crescido. Os homens têm buscado mais, os canais de YouTube têm mais assinantes. Mas os números de violência continuam crescendo”, aponta. “O Brasil é o país que mais mata LGBTS, é o país em que uma mulher é assassinada a cada duas horas”, acrescenta o pesquisador sobre os fenômenos que atribui ao machismo, a masculinidade tóxica e a construção patriarcal da sociedade.

“Não adianta reconhecer e perpetuar. Você precisa avançar”, acrescenta Mariano. Ele defende que deve haver um esforço coletivo para descontruir ideias e práticas ligadas à construção da identidade do que é ser homem, mas que são nocivas à sociedade. “Os homens precisam ser educados desde pequenos para comportamentos voltados à igualdade”. Com informações da Agência Brasil.

Fonte: noticiasaominuto

Oi deve indenizar hotel por falha de telefone e internet durante a Copa de 2014

Lei que proíbe limite na banda larga avança na Câmara

Decisão é do TJ/RS.

A empresa de telefonia Oi terá de indenizar um hotel por danos morais e materiais em razão de problemas nos telefones e na internet ocorridos durante a edição brasileira da Copa do Mundo, em 2014. A decisão é da 17ª câmara Cível do TJ/RS ao afirmar que a justificativa de que o problema estaria na rede interna do hotel vai de encontro aos laudos técnicos.

O hotel ajuizou ação contra a Oi e outra empresa de engenharia de telecomunicações após constatar que as linhas telefônicas e o sinal de internet pararam de funcionar no dia da maior concentração de hóspedes, em razão do jogo da seleção Argentina. Na ação, argumentou que as máquinas de cartão pararam de funcionar e que perdeu clientes em virtude do problema.

Como as linhas telefônicas e o sinal de internet foram restabelecidos, o hotel pugnou pela exclusão da empresa de engenharia de telecomunicações do polo passivo, o que foi deferido. O juízo de 1º grau, então, condenou a Oi a pagar R$ 8,5 mil por danos morais.

Diante da decisão, ambas as partes apelaram. O hotel por acreditar fazer jus ao pagamento de danos materiais, pois alegou que ficou privado de usar telefone e internet durante o maior evento da história da cidade de Porto Alegre. Já a empresa de telefonia argumentou que a falha na prestação de serviço pode ser única e exclusivamente atribuída a problemas na rede interna da cliente.

Ao analisar o caso, a desembargadora Liége Puricelli Pires, relatora, destacou que a empresa de telecomunicação foi incapaz de fazer prova contrária ao que demonstrou o autor da ação. Também endossou que a justificativa de que o problema estaria na rede interna do hotel vai de encontro aos laudos técnicos.

“Outrossim, em que pese à mera interrupção na prestação de serviços de telefonia não enseje, em regra, a condenação ao pagamento de indenização por danos morais, a análise detida dos autos ultrapassa o mero aborrecimento ou dissabor, considerando os vetores acima mencionado. Não obstante, a autora comprovou ter sido diligente ao apresentar diversos números de protocolo de atendimento junto ao call center da demandada, contratando, inclusive, profissionais particular para averiguar o motivo da interrupção telefônica, diante da inércia da parte ré.”

Assim, a 17ª câmara condenou a ré a restituir o valor de R$ 3.490 a título de diárias que deixou de ganhar em razão da ausência de serviço de internet e manteve o valor de R$ 8,5 mil por danos morais.

Fonte: migalhas

Facebook confirma que rastreia até os movimentos do seu mouse

Empresa de Mark Zuckerberg usa técnicas que permitem acompanhar os movimentos do cursor na tela do seu computador

Em um documento enviado ao Senado dos Estados Unidos, o Facebook responde ponto por ponto às perguntas feitas pelos parlamentares. São 228 páginas em que a empresa expõe a maneira como age em relação aos dados dos seus usuários. Um dos aspectos mais polêmicos é o da coleta de informações.

Aqui a empresa de Mark Zuckerberg lista em vários trechos do documento como reúne dados concretos sobre os dispositivos do usuário e que uso faz dessas informações. No computador, um dos parâmetros mais chamativos que o Facebook monitora são os movimentos do mouse. Tradicionalmente, esse tipo de rastreamento, conhecido como mouse tracking, serve para indicar como os usuários se comportam dentro de uma plataforma de software, reunindo dados que permitam melhorar a interface.

No computador, o Facebook controla os movimentos do cursor do mouse e também se uma janela está aberta em primeiro ou segundo plano. A companhia acrescenta entre parênteses que esse tipo de informação “pode ajudar a distinguir humanos de robôs”. Também observa que toda a informação colhida de um usuário através dos múltiplos dispositivos que ele usa, como computadores, smartphones e TVs conectadas, é cruzada para “ajudar a proporcionar a mesma experiência personalizada onde quer que as pessoas usem o Facebook”.

O documento não esclarece se a rede social se vale dos movimentos do mouse para algo além de distinguir entre humanos e robôs, embora tampouco afirme que o utilize exclusivamente para essa finalidade. No passado, o Facebook foi acusado de testar métodos que usavam o mouse tracking para determinar não só em quais anúncios o usuário clica como também em quais pontos da tela ele se detém, e durante quanto tempo.

Informações desse tipo são relevantes porque o lugar onde o cursor se detém muitas vezes coincide com o ponto no qual focamos nossa atenção, segundo os especialistas em mouse tracking.

Dados sobre bateria, armazenamento e operadora

No memorando enviado ao Senado dos EUA – e que a revista Business Insider foi o primeiro veículo de comunicação a examinar –, o Facebook também enumera a informação que reúne sobre os atributos do aparelho que usuário utiliza. Isso inclui o sistema operacional, as versões de hardware e software, o nível de bateria e a capacidade de armazenamento disponível. Do mesmo modo, sabe qual navegador e os tipos e nomes dos aplicativos instalados e de arquivos guardados.

A companhia também tem a capacidade de acessar o sinal Bluetooth e de rastrear informação sobre os pontos de acesso wi-fi próximos, as torres de telecomunicações ou outros dispositivos emissores de sinal, como os beacons.

O nome da operadora de telefonia celular de um usuário e o seu provedor de Internet são outros dados que a rede social conhece. Neste item relativo à conexão, o Facebook também detecta “o número de telefone, o endereço IP, a velocidade de conexão e, em alguns casos, informações a respeito dos dispositivos que estão próximos ou em sua mesma rede, com o que podemos fazer coisas como ajudar a enviar um vídeo do celular para a televisão”.

Informações sobre a localização por GPS, assim como acesso à câmera e à galeria de fotos, são outros dos aspectos, já amplamente conhecidos, que a companhia enumera no documento. Mas ela deixa claro, diante de várias perguntas ao longo do texto, que “não usa o microfone do celular dos usuários ou qualquer outro método para extrair áudio” a fim de influenciar os anúncios que são apresentados ou para determinar o que aparece no feed de notícias do usuário.

Fonte: elpais