JBS contrata mais 3 mil funcionários

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Empresa brasileira emprega 240 mil pessoas em todo o mundo

JBS anuncia logo mais a contratação de 3 mil funcionários, informa Lauro Jardim, em seu blog no jornal O Globo.

A empresa, que emprega 240 mil pessoas no mundo (120 mil no Brasil) , já havia se comprometido com a manutenção dos postos de trabalho na crise do coronavírus.

A JBS S.A. é uma empresa brasileira de Goiás, fundada em 1953. É uma das maiores indústrias de alimentos do mundo. A companhia opera no processamento de carnes bovina, suína, ovina e de frango e no processamento de couros. Além disso, comercializa produtos de higiene e limpeza, colágeno, embalagens metálicas, biodiesel, entre outros. Seus negócios são divididos em três unidades: JBS Mercosul, JBS Foods e JBS USA, que inclui as operações de bovinos nos EUA, Austrália e Canadá, suínos e aves nos EUA, México e Porto Rico.

O grupo controla marcas como Swift, Friboi, Maturatta, Seara, Cabaña Las Lilas, Pilgrim’s, Gold Kist Farms, Pierce, 1855 e Big Frango. A companhia atua em 22 países de cinco continentes (entre plataformas de produção e escritórios) e atende mais de 300 mil clientes em mais de 150 nações. A companhia abriu seu capital em março de 2007 e suas ações são negociadas na BM&FBovespa no mais elevado nível de governo corporativo do mercado de capitais do Brasil, o Novo Mercado.

A companhia hoje tem 340 unidades, entre fábricas e escritórios comerciais.

JBS Brasil compra frigoríficos da Empire Packing Company nos EUA

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Valor do negócio é de U$ 238 milhões

A frigorífica brasileira JBS (JBSS3.SA) afirmou na terça-feira que concordou em adquirir cinco instalações de produção prontas da Empire Packing Company, bem como a marca Ledbetter por US $ 238 milhões.

As instalações estão localizadas nos Estados Unidos e a transação ainda requer aprovação regulatória.

As informações são da Reuters

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Justiça determina bloqueio de R$ 128 milhões de Aécio Neves

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Decisão foi tomada no âmbito do inquérito policial que apura o pagamento de vantagens indevidas ao tucano pelo empresário Joesley Batista, da J&F

O juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, determinou o bloqueio imediato de R$ 128 milhões do deputado federal Aécio Neves (PSDB). A decisão foi tomada no âmbito do inquérito policial que investiga o pagamento de vantagens indevidas ao parlamentar pelo empresário Joesley Batista e pelo Grupo J&F, sob a promessa de favorecimento em eventual governo presidencial.

A decisão atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF). Segundo apurado, o acordo feito entre Aécio e Joesley ainda envolveria uma influência no governo de Minas Gerais para viabilizar a restituição de créditos de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) em favor de organizações do Grupo J&F. A defesa de Aécio entrou com recurso contra a medida, que ainda atinge outras 15 pessoas e empresas.

O pagamento das vantagens indevidas teria acontecido em quatro oportunidades, entre 2014 e 2017. Em 2014, o então senador pelo PSDB teria solicitado a Joesley a quantia de R$ 100 milhões de reais para a campanha presidencial da coligação liderada pelos tucanos. Em troca, Aécio prometeu influência em um eventual governo de seu partido.

Já em 2015, em encontro na casa do empresário, o deputado teria pedido mais R$ 18 milhões para quitar despesas eleitorais do ano anterior ainda pendentes. O tucano teria recebido exatos R$ 17.354.824,75 por meio da compra do prédio do jornal Hoje em Dia , localizado em Belo Horizonte (MG).

Depois disso, entre 2015 e 2017, Aécio teria solicitado a Joesley uma mesada de R$ 50 mil por meio da Rádio Arco Íris, também situada em Belo Horizonte, para custear despesas pessoais. “Em decorrência da solicitação, o investigado teria recebido ao menos R$ 918 mil, em dezessete pagamentos de R$ 54 mil realizados entre os meses de julho de 2015 e junho de 2017”, diz a decisão do juiz paulista.

Outro lado

Em nota, a defesa do tucano afirmou que “considera inusitada e incompreensível a determinação de bloqueio das contas pessoais do deputado Aécio Neves e já apresentou recurso contra ela”. Segundo o advogado Alberto Zacharias Toron, os valores se referem a doações eleitorais feitas pela JBS a diversos partidos políticos e foram declaradas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“Nunca houve sequer uma acusação de que o deputado Aécio tenha se beneficiado pessoalmente de nenhum centavo. Registre-se que os aventados R$ 128 milhões nunca entraram, saíram ou transitaram nas contas do deputado, que, ao longo dos anos, não chegou a ter como saldo, entre conta bancária e aplicação financeira, sequer 1% de tal valor”, continua a nota. 

Ao final, a defesa de Aécio ainda reafirma “a falsidade das acusações feitas pelos delatores da JBS na busca desesperada pela validação de seu acordo de delação e aguarda a conclusão das investigações para o restabelecimento da verdade”.

Ex-sócio da Gafisa processa JBS alegando perdas depois da divulgação de conversa gravada entre Joesley e Michel Temer

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Gestora de recursos GWI entra com pedido de arbitragem contra empresa da família Batista, alegando perdas depois da divulgação de conversa gravada entre Joesley e Michel Temer; inédito, processo busca indenização por prejuízo sistêmico ao mercado

A gestora de recursos GWI, que pertence ao investidor coreano Mu Hak You, entrou com pedido de arbitragem contra a JBS, da família Batista, sob a alegação de que seus fundos tiveram pesados prejuízos após as delações de Joesley e Wesley virem à tona em maio de 2017, apurou o Estado. Ex-acionista da Gafisa, Mu Hak You, que teve sua gestão questionada na construtora, busca ressarcimentos pela forte desvalorização de seus fundos que tinham ações na JBS, maior companhia de carnes do mundo, há quase dois anos.

Protocolado há quase um mês, o processo ainda não teve definido o corpo de árbitros. O Estado apurou que a gestora de Mu Hak You busca ressarcimento não só pelos prejuízos pela queda das ações da JBS à época que os áudios de Joesley na casa do ex-presidente Michel Temer se tornaram públicos, mas também das perdas decorrentes da desvalorização das ações da carteira de outras empresas investidas pela GWI, que também foram impactadas.

No dia 18 de maio de 2017, um dia após as gravações terem se tornado públicas, a Bolsa registrou queda de quase 9% – maior recuo diária desde o dia 22 de outubro de 2008, quando o recuo foi de 10,18%, reagindo à crise financeira internacional.

Na tese apresentada pela GWI, a gestora busca ressarcimento pelo prejuízo sistêmico causado ao mercado financeiro, dias após as declarações dos Batistas virem à tona. O impacto negativo também foi estendido aos investimentos não só em ações, mas também afetou os mercados cambial e de opções futuras. Não há nenhum processo deste natureza no País. O argumento de prejuízo sistêmico tem como base os processos as ações conduzidas nos Estados Unidos após as quebras das empresas Enron e Worldcom, no início dos anos 2000.

O processo de arbitragem está sendo conduzido pelo escritório Almeida Advogados, comandado pelo advogado André de Almeida, responsável pelo processo contra a Petrobrás nos Estados Unidos. Procurada, a GWI disse que não tem nenhum porta-voz para comentar o assunto. O escritório Almeida Advogados e a JBS também não quiseram se manifestar.

Quem é Mu Hak You

Em outubro do ano passado, o sul-coreano Mu Hak You, dono da gestora GWI, cujo fundo principal tem R$ 5,3 bilhões em patrimônio, começou a comprar ações ordinárias da construtora Gafisa. Sem alarde, ele foi pouco a pouco ganhando posições até acumular um quarto do capital da companhia, conseguindo nomear dois membros de um total de sete no conselho de administração da empresa. No dia 2 de agosto, Mu Hak surpreendeu a todos. Com a justificativa de renovar a administração, ele pediu formalmente a troca de todos os membros do board da Gafisa.

Não se trata exatamente de uma surpresa quando o nome envolvido no conselho de administração é do de Mu Hak. Ele frequentemente se torna persona non grata nas companhias em que investe e já arrumou confusão na livraria Saraiva, na corretora Socopa e deixou a distribuidora de remédios Profarma sem maiores explicações. “Ele é considerado uma figura adversa no mercado e acaba levando essa sombra também para as empresas em que investe”, diz um gestor que prefere não se identificar. No caso da Gafisa, a tentativa de tomar de assalto a construtora, tal qual um ditador, não será uma missão fácil. O Conselho, presidido por Odair Senra, autorizou, na terça-feira 14, a diretoria a buscar alternativas estratégicas para impedir a empreitada do gestor da GWI. Uma das opções é aceitar novos sócios para equilibrar o controle da companhia. Isso não garante, no entanto, a preservação do atual quadro de executivos. A dissolução do Conselho será votada em assembleia extraordinária, marcada para 25 de setembro. Procuradas, a Gafisa e a GWI não quiseram se pronunciar.

Odair Senra: presidente do Conselho da Gafisa defende o atual controle da empresa (Crédito:Fabiano Cerchiari/Valor)

Mu Hak tem 66 anos e nasceu na Coreia do Sul. Veio para o Brasil com 18 anos e se instalou em São Paulo, no bairro central do Bom Retiro. Foi na capital paulista que começou a sua carreira na área de fusão e aquisição do Bankers Trust, e depois do Citi. Desde cedo, de acordo com um executivo do mercado que preferiu não se identificar, demonstrou uma personalidade controladora e autoritária. Com essa experiência, fundou a GWI em 1995, a princípio como uma factoring, com 13 sócios da comunidade coreana. Três anos depois, comprou as ações de todos os sócios e transformou a GWI em uma gestora ao inaugurar a nova sede em dois andares de um pequeno prédio comercial na rua Ribeiro de Lima, localizado no mesmo bairro em que morava, ao lado do Parque da Luz. Na época, contava com 25 funcionários.

A organização do escritório mostra sua maneira de pensar. Ele ordenou os analistas e operadores em estações de trabalho viradas para a mesma posição e instalou sua mesa no fundo da sala. Assim, poderia observar os monitores de todos os funcionários. Perfeccionista, não admitia desde o começo qualquer erro dos colaboradores. Discordância, então, nem pensar. “No trato pessoal, ele era agressivo e muito exigente. Diante de algum equívoco, ele costumava constranger os funcionários”, diz um analista que trabalhou dois meses na GWI em 2003. “O que me atraiu para lá foi a visão de longo prazo de Mu Hak, o que era raro naquela época”, afirma o analista. Sua postura sempre foi de manter distância dos funcionários. “O contato se dava sempre na sala de reunião.” Desconfiado, sempre contou com a presença da família por perto. O seu filho, Thiago You, batia ponto na empresa desde adolescente. A sua mulher e filha mais velha também trabalhavam na empresa.

Lojas Americanas: a primeira empresa que Mu Hak investiu, em 2004, com intuito de participar da administração (Crédito:Divulgação)

Nesse período, o sul-coreano já era famoso no mercado por gerir seus fundos de ações pesadamente alavancados e aplicando estratégias de alto risco. “Ele ganhou muito dinheiro com ações da siderúrgica Tubarão”, diz um gestor famoso por também operar alavancado, porém com menos obstinação. Grande parte desse lucro se deu com a venda da companhia capixaba para o conglomerado Arcelormittal, com sede em Luxemburgo, em 2005. Conhecido na Faria Lima, avenida que abriga hoje a sede da GWI, como “o rei do termo”, a sua estratégia visa à compra futura de ações dadas em garantia nas operações a termo. Na prática, ele detém os papéis, mas não paga por elas, apostando na sua valorização. A tática lhe rendeu muitos ganhos e permitiu que ele se tornasse, em 2004, um investidor ativista – que participa diretamente da gestão das empresas nas quais investe.

A sua primeira empreitada como investidor ativista foi na Lojas Americanas. Ele comprou 5,2% das ações com voto e chegou a elevar essa participação para 16,2% em 2007. Conquistou uma cadeira no conselho de administração e, ao lado de sócios de peso, como Carlos Alberto Sucupira, Marcel Telles e Jorge Paulo Lemann, queria contribuir para tornar a companhia global, uma espécie de InBev do varejo. “Jorge Paulo Lemann comprou a Brahma, depois a Antarctica. Partiu para a América Latina, se juntou com a belga Interbrew e depois com americana Budweiser. É exatamente assim que queremos fazer”, disse Mu Hak à DINHEIRO em setembro de 2008, em uma rara entrevista. Poucos dias depois, porém, a crise do subprime derreteu os mercados – e seus investimentos. A queda prejudicou os fundos, que foram fechados para captações e resgates depois de quatro anos seguidos de rentabilidade. Para evitar a falência, ele teve de se desfazer de parte do portfólio, o que incluiu as ações das Lojas Americanas.

Saraiva: A GWI tentou derrubar o presidente da empresa em 2016 e acabou perdendo a queda de braço para a família controladora (Crédito:Fabiana Schreiner e Fernando Raphael)

O investidor sul-coreano enfrentou situação semelhante em agosto de 2011, quando em outro tropeço do mercado, o seu fundo Private, igualmente alavancado, perdeu 273% em um só dia e ficou com patrimônio negativo de R$ 25 milhões. Nos fundos muito alavancados, erros dos gestores podem, sim, provocar perdas superiores ao total de ativos. As perdas se deveram, em grande parte, à queda dos papéis da Marfrig, que despencaram 92% entre abril e agosto de 2011. Isso rendeu à Mu Hak mais um desafeto, a corretora Socopa. O gestor havia comprado 5% das ações do frigorífico em uma operação a termo, custodiada pela corretora. Nesses casos, se as cotações caírem antes da conclusão do negócio, o prejuízo fica com o comprador.

Para azar de Mu Hak, a queda ocorreu antes do pagamento, o que lhe custou caro. O gestor acusou a Socopa de ter vendido os papéis em apenas cinco dias, amplificando as perdas em 30%. A corretora reagiu dizendo que havia sido obrigada a vender os papéis para cobrir os prejuízos. A Bolsa avaliou que os fundos da GWI haviam feito operações acima do permitido. A CVM considerou a gestora culpada e lhe aplicou uma multa de R$ 7,6 milhões, além de suspender, por cinco anos, a autorização de Mu Hak para administração de carteira de valores mobiliários. A GWI entrou com recurso e a decisão está sendo discutida em segunda instância. Até a palavra final da autarquia, a penalidade está suspensa.

O caso mais ruidoso envolvendo Mu Hak aconteceu em junho de 2016, quando o sul-coreano tentou tomar o controle da Saraiva. À época, ele tinha 38,6% das ações preferenciais com voto restrito da companhia, cujos fundamentos frágeis refletiam na perda de 30% do valor de mercado no primeiro semestre daquele ano. Diante do cenário, Mu Hak engrossou o coro dos minoritários para retirar o comando das mãos de Jorge Saraiva Neto. A família Saraiva reagiu de maneira contundente e entrou com uma representação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para investigar abuso de direito de acionista, entre outras infrações. Mu Hak foi acusado de invadir a sede da empresa no feriado de Corpus Christi para verificar documentos. A Saraiva venceu a queda de braço e a GWI reduziu aos poucos a sua participação na empresa até zerar posição em abril de 2017. Agora, com a briga com a Gafisa, Mu Hak tenta mais uma vez assumir o protagonismo em um conselho. Será que terá mais sorte que nas outras ocasiões?

Com informações da Istoé e Terra

Fachin prorroga inquérito sobre propinas a Raupp e cúpula do MDB

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Investigação foi aberta após delação de ex-diretor da Transpetro e de executivo da J&F; segundo eles, repasses milionários teriam sido feitos nas eleições de 2014 a pedido do PT

O ministro Luiz Edson Fachin prorrogou, a pedido da Procuradoria Geral da República, uma investigação sobre supostos repasses milionários da JBS a integrantes do MDB em 2014. A decisão é de segunda-feira (4).

Segundo as apurações, os repasses teriam sido feitos a pedido do PT, para manter o apoio dos emedebistas à sigla nas eleições daquele ano.

O inquérito foi aberto em maio de 2018 com base nas delações do ex-diretor da Transpetro, Sérgio Machado, e do executivo da JBS, Ricardo Saud. As apurações miram os crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

São investigados no procedimento os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Jader Barbalho (MDB-PA), Eduardo Braga (MDB-AM), Dário Berger (MDB-SC), o ex-senadores Valdir Raupp e Eunício Oliveira, o atual governador do Pará e ex-ministro, Hélder Barbalho, o hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, senador na época das apurações, e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

O ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves também era investigado no STF, mas Fachin determinou o envio das apurações sobre ele à Justiça Federal no Rio Grande do Norte.

Segundo os delatores, antes das eleições de 2014, a JBS pagou integrantes do então PMDB cerca de R$ 43,6 milhões para manter a “coesão interna” do integrantes do partido e, dessa forma, garantir a manutenção do apoio da sigla ao PT.

Na época em que se tornaram públicas as delações, os políticos do MDB que são alvo do inquérito negaram recebimento de verba irregular.

Para Fachin, não se justifica o arquivamento do inquérito, porque não há evidências de “retardo indevido” das investigações, “seja pelos órgãos da persecução criminal, seja no âmbito do Supremo Tribunal”.

“Ao revés, sobressai factível que os órgãos da persecução conduzem os trabalhos com racionalidade, minudenciando, em suas manifestações, as diligências faltantes e imprescindíveis à integral elucidação do objeto deste caderno inquisitorial’, escreveu Fachin.

Segundo o relator, os delatores apontaram fatos “aparentemente tipificados como infração penal”, sendo “legítimos” que diligências autorizadas no procedimento sejam cumpridas.

“Ademais, valioso registrar que a abertura deste Inquérito deu-se em 14.5.2018, ou seja, transcorreram tão somente desde então 7 meses”, escreveu o ministro.

Do G1/BSB

Plenário do STF decidirá sobre anulação das delações de Joesley e Saud

Ministro Edson Fachin remeteu pedido da Procuradoria-Geral da República à análise dos onze ministros. Decisão será tomada só depois do recesso do Judiciário

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou nesta quarta-feira, 27, que o plenário do STF deve decidir sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para homologar a rescisão do acordo de colaboração do empresário Joesley Batista, um dos sócios do Grupo J&F, e do ex-diretor de relações institucionais da empresa Ricardo Saud.

Ainda não há data marcada para o julgamento, mas os onze ministros do Supremo devem analisar o caso somente a partir de agosto, quando se encerra o período de recesso do Judiciário.

No despacho em que encaminhou o caso ao plenário, Fachin concedeu prazo de cinco dias para que as partes no processo indiquem as provas que pretendem produzir.

Em setembro do ano passado, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot pediu ao STF a rescisão dos acordo de colaboração de Joesley e Saud. Desde então, Edson Fachin, relator do caso, analisa a questão.

Segundo a PGR, os acusados omitiram da delação a participação do ex-procurador da República Marcelo Miller a favor dos interesses do grupo J&F e uma suposta conta bancária de Saud no Paraguai. Para a procuradoria, as provas obtidas no acordo de colaboração, que baseiam investigações, devem ser mantidas.

Após pedido de rescisão das delações premiadas de Joesley Batista e Ricardo Saud, Fachin decretou as prisões de ambos, mas eles conseguiram liberdade provisória a partir de uma decisão da Justiça Federal em Brasília.

Fonte: veja

Cármen Lúcia arquiva investigação contra ministros do STF

Presidente do STF determinou a investigação em setembro do ano passado, quando a PGR informou que gravações feitas por Joesley Batista citavam ministros

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, anunciou nesta quinta-feira (21) o arquivamento de uma investigação aberta no ano passado para apurar menções a ministros da Corte em gravações de executivos da JBS.

Numa conversa entregue à Procuradoria-geral da República (PGR), em acordo de delação premiada, o empresário Joesley Batista e o diretor Ricardo Saud falaram sobre possível tentativa de gravarem o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo para que ele “entregar” ministros da Corte.

Após a revelação da conversa, a ministra Cármen Lúcia mandou a Polícia Federal abrir investigação sobre as menções. Nesta quinta, a presidente do STF informou que o relatório final da investigação não apontou nenhum indício de participação de ministros em atos ilícitos.

“Não houve, não há qualquer dúvida que tenha sido extraída de qualquer documento sobre qualquer conduta de qualquer ministro”, afirmou, na abertura da sessão de julgamentos.

Cármen Lúcia determinou a investigação em setembro do ano passado, depois que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot informou que gravações feitas por Joesley Batista citavam ministros do Supremo.

No diálogo entre Joesley e Saud, ocorrido em março de 2017, segundo a PGR, eles também discutem uma forma de se aproximarem de Janot, por intermédio do ex-procurador Marcello Miller.

A suposta orientação prestada por Miller aos executivos levaram a PGR a rescindir o acordo de delação, por suposta omissão da ajuda, sujeitando os delatores a punições – a perda dos benefícios ainda não foi decidida pelo STF.

Na sessão, Cármen Lúcia disse que a investigação sobre a menção aos ministros se fazia necessária porque, segundo ela, “não poderia pender qualquer tipo de a mais leve dúvida sobre a conduta daqueles que compõem e integram esse Supremo Tribunal Federal”.

“Fui ingênuo, cometi erros e me penitencio”, diz Aécio sobre acusações

O senador foi denunciado após aparecer em gravação do dono da JBS, Joesley Batista, pedindo R$ 2 milhões. Ele nega que seja propina

Na véspera do julgamento previsto no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o inquérito em que é denunciado pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva e tentativa de obstrução da Lava Jato, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) diz, em artigo publicado no jornal Folha de S Paulo, que no país todos os políticos são considerados, de antemão, culpados.

Aécio foi denunciado após aparecer em gravação do dono da JBS, Joesley Batista, pedindo R$ 2 milhões, que a PGR sustenta ser propina e o senador nega, alegando que o dinheiro foi resultado de um empréstimo firmado entre ele Joesley.

Se a denúncia for acatada nesta terça-feira (17/4) pelo STF, o senador mineiro passa a ser réu. Além de Aécio, sua irmã Andrea Neves, seu primo Frederico Pacheco de Medeiros e o advogado Mendherson Souza Lima também foram denunciados pela prática do crime de corrupção passiva.

No artigo publicado na Folha, Aécio diz que em 2017 precisou contratar advogados, então sua mãe colocou um apartamento à venda porque ele não possuía os recursos necessários. Sua irmã ofereceu o imóvel a alguns empresários, incluindo Joesley Batista.

O senador mineiro diz que a PF recuperou um telefonema, não citado pelo delator, no qual fica claro o objetivo do contato feito – a venda do imóvel. E diz estar arrependido de ter usado, “numa conversa criminosamente gravada e induzida por Joesley”, vocabulário inadequado e fazer “brincadeiras injustificáveis e de mau gosto”, das quais afirma estar arrependido profundamente. “Fui ingênuo, cometi erros e me penitencio diariamente por eles, mas não cometi nenhuma ilegalidade”, argumenta Aécio.

Fonte: metropoles

MPF recorre de soltura de Joesley e pede que processo volte a juiz Vallisney

No entendimento dos investigadores, ainda não é possível afirmar que cenário mudou e que o empresário não tem condições de interferir nas apurações em andamento

A Procuradoria da República no Distrito Federal recorreu da decisão do juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal em Brasília, que soltou no início do mês o empresário Joesley Batista, acionista da JBS. No mesmo pedido, os procuradores solicitam que o caso volte para o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília.

O pedido dos procuradores confronta a posição do juiz da 12ª Vara, exposta em sua decisão, de que a suposta “prática criminosa foi interrompida com as medidas já adotadas”. No entendimento dos investigadores, ainda não é possível afirmar que cenário mudou e que o empresário não tem condições de interferir nas apurações em andamento.

“A suposta prática criminosa foi interrompida com as medidas já adotadas pelo dominus litis, nos acordos de colaboração e leniência do grupo empresarial que administra. O risco à aplicação da lei penal há de ser afastado pela retenção de seu passaporte a proibição de ausentar-se do país, medidas suficientes, razoáveis e proporcionais à situação pessoal do Requerente”, disse o juiz na decisão de soltura de Batista.

No entendimento dos procuradores, a conexão foi apontada pelo próprio juiz Vallisney de Souza Oliveira, em decisão de 14 de dezembro, ao deferir o compartilhamento de informações da Sépsis e Cui Bono? com a investigação de Joesley Batista.

O caso de Batista está relacionado com a operação Patmos, desdobramento do acordo de colaboração dos executivos do Grupo J&F, que investiga o pagamento de propina a mais de 1 mil políticos.

A Sépsis, deflagrada em julho de 2015, investiga a atuação da suposta organização criminosa formada por integrantes do MDB da Câmara na vice-presidência de Fundos de Governo e Loterias da Caixa. Responsável por administrar o fundo de investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), a vice-presidência era comandada por Fabio Cleto, indicado pelo ex-deputado Eduardo Cunha. Após ser alvo da Lava Jato, Cleto virou delator e entregou à Justiça detalhes sobre o pagamento de propina feito por grandes empresas para conseguir investimentos do FI-FGTS.

A Cui Bono?, por sua vez, também tem como alvo uma vice-presidência da Caixa, a de Pessoa Jurídica, comandada à época do governo de Dilma Rousseff (PT) por Geddel Vieira Lima. De acordo com o MPF, o grupo político do MDB da Câmara, do qual o presidente Michel Temer faz parte, cobrava propina de grandes empresas para liberar empréstimos milionários.

Fonte: istoé

Defesa de Joesley Batista entrega passaporte à Justiça Federal

O empresário deixou a prisão na sexta-feira (9/3), mas está proibido de sair do país

A defesa de Joesley Batista, um dos donos da J&F, entregou nesta segunda-feira (12/3) o passaporte do empresário à Justiça Federal, em São Paulo. A apreensão do documento foi determinada na última sexta-feira (9) pelo juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal de Brasília. O magistrado revogou a prisão preventiva de Joesley, mas o proibiu de deixar o país. A informação é do jornal O Globo.

Segundo o advogado Ariel Barazzetti Weber, o passaporte foi entregue na 6ª Vara de São Paulo, que comunicará a 12ª Vara sobre o recebimento.

Ainda na sexta, o empresário deixou a carceragem da Polícia Federal em São Paulo, onde estava preso desde setembro do ano passado. De acordo com a defesa, ele seguiu para sua mansão no Jardim Europa, bairro nobre da capital paulista.
Joesley foi preso por por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Depois, Fachin mandou o processo para a Justiça Federal de Brasília, onde a 10ª Vara concentrava os processos de corrupção e lavagem de dinheiro mais famosos. Em decorrência do volume de trabalho, desde o mês passado os casos estão sendo divididos com a 12ª Vara, que também tornou-se especializada em lavagem e corrupção.

Ao determinar a soltura de Joesley Batista e do ex-executivo da J&F Ricardo Saud, o juiz Marcus Vinícius Reis Bastos lembrou que sequer foi instaurada ação penal. Afirmou que há um “induvidoso excesso de prazo da prisão cautelar”, com “inegável constrangimento ilegal passível de correção pela via do habeas corpus”.

O magistrado destacou também que ambos têm residência conhecida e que eles próprios forneceram provas no âmbito do acordo de colaboração, o que impede prejuízos à investigação caso estejam soltos. Além disso, os supostos crimes já foram interrompidos, não justificando a continuidade da prisão.

“Verifico que a sua prisão temporária foi decretada em 8 de setembro de 2017 e convertida em prisão preventiva em 14 de setembro de 2017, estando o requerido (Joesley) encarcerado preventivamente há exatos seis meses, prazo muito superior aos 120 dias previstos para a conclusão de toda a instrução criminal e flagrantemente aviltante ao princípio da razoável duração do processo”, decidiu o juiz.

Fonte: metropoles