Hidrelétrica Jirau abre vagas para jovens aprendizes em Porto Velho

Revista - https://revista.painelpolitico.com

Escolhidos irão participar do curso de Técnico em Eletromecânica. Estudantes terão bolsa, plano de saúde, vale transporte e outros benefícios.

A Energia Sustentável do Brasil (ESBR), concessionária da Usina Hidrelétrica (UHE) Jirau, abriu inscrições para preencher oito vagas de jovens aprendizes em Porto Velho.

Segundo a hidrelétrica, o processo seletivo tem objetivo de selecionar estudantes do ensino médio regular não profissionalizante da rede pública de ensino. Os escolhidos irão participar do curso de Técnico em Eletromecânica, com carga horária de 1.440 horas.

Para participar, o candidato precisa ter mais de 18 anos e menos de 24 anos. Também é necessário residir em Porto Velho e distritos, ou em Candeias do Jamari.

Segundo Jirau, os estudantes terão bolsa auxílio, no valor R$ 499, vale transporte, seguro de vida e plano de saúde.

As inscrições podem ser feitas até 3 de julho, através do e-mail [email protected] A prova escrita aos candidatos será aplicada em 5 de julho no Senai Cetem, entre 14h e 17h. Mais informações estão disponíveis no edital (clique aqui).

Odebrecht fraudou processo de licitação de Jirau, revelam delatores

O G1 produziu um especial sobre a forma como a Odebrecht conduzia seus negócios no Brasil, a criação de um cartel de construtoras, direcionamentos em licitações e como manobrava para driblar a lei de licitações.

Entre as obras fraudadas está a de Jirau, em Rondônia, que contou com a participação direta do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha e do senador Edson Lobão, para vencer o consórcio concorrente, Tractebel-Suez. Veja o que disseram os delatores:

Usina Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia: Foi o caso de uma das obras do Projeto Madeira, a construção da Usina Hidrelétrica de Jirau, vencida pela empresa Tractebel-Suez. A Odebrecht, segundo os delatores Emílio Odebrecht e Henrique Serrano Valladares, estava convicta de que a Suez teria vencido a licitação de forma irregular e, para tentar barrar a contratação, teria apelado, em vão, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e depois teria pago R$ 5,5 milhões em espécie ao senador Edison Lobão (PMDB-MA), para que ele interferisse junto ao governo Dilma.

Outra estratégia da Odebrecht foi contar com o apoio do então deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para atacar representantes do governo durante audiência na Câmara sobre as obras da usina.

Segundo Valladares, Cunha organizou um café da manhã com ele e “pelo menos seis deputados”, para que o executivo “treinasse” os deputados a fazerem perguntas embaraçosas ao governo. “A reunião do café era para que eu capacitasse os deputados a fazerem perguntas durante essa reunião da comissão. Perguntas que eu sabia que eles não tinham respostas, perguntas embaraçosas, que eu faria se estivesse lá na condição de fazer. Então, eu fiz uma explanação daquilo que é o [rio] Madeira. Eles não sabiam de nada disso, de Furnas, Odebrecht, investimentos de R$ 100 milhões, essa ladainha que os senhores não aguentam mais ouvir”, acrescentou o delator no depoimento.

A reportagem completa do G1 você lê AQUI

Senador do Maranhão recebeu R$ 5,5 milhões para interferir em obra de usina do Madeira, em RO

Ministro do STF determina instauração de inquérito contra Edison Lobão

Empresário diz que pagou para Edison Lobão interferir em obra de hidrelétrica

O senador Edison Lobão (PMDB-MA) é suspeito de receber R$ 5,5 milhões para interferir em obras do Projeto Madeira. A acusação aparece em inquérito autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A PGR fez o pedido com base nas delações dos ex-executivos da Odebrecht.

Segundo depoimento de Henrique Serrano do Prado Valladares, Lobão, que consta na lista da Odebrecht com o apelido de “Esquálido”, recebeu o pagamento em espécie, entregue na casa de seu filho.

O dinheiro teria sido entregue para que ele interferisse junto ao governo federal para anulação da adjudicação da obra referente à Usina Hidrelétrica de Jirau.

Segundo o Ministério Público, o Grupo Odebrecht foi vencedor de processo licitatório referente à Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, sendo que a empresa Tractebel-Suez venceu processo licitatório envolvendo a obra da Usina Hidrelétrica de Jirau, ambas integrantes do Projeto Madeira.

Outro lado

Antonio Carlos de Almeida Castro, advogado de defesa do senador Edison Lobão, diz que agora a defesa poderá, em inquérito, fazer o enfrentamento das denúncias. O senador nega as denúncias; a defesa informou que comprovará que os acusadores não tem prova ou indício do que dizem.

G1

MPF recomenda que hidrelétrica de Jirau e ICMBio agilizem compensação ambiental

MPF recomenda que hidrelétrica de Jirau e ICMBio agilizem compensação ambiental

Para o órgão, usina hidrelétrica está demorando a repassar R$ 53 milhões para as Unidades de Conservação Ambientais da região

A hidrelétrica de Jirau e o Instituto Chico Mendes (ICMBio) receberam uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para que providenciem a assinatura do Termo de Cumprimento de Compensação Ambiental e, com isso, a usina faça o repasse de mais de R$ 53 milhões para as Unidades de Conservação Ambientais Federais das áreas impactadas direta ou indiretamente pela barragem.

A procuradora da República Gisele Bleggi argumenta que “os recursos financeiros oriundos de compensação ambiental são recursos públicos decorrentes de contraprestação pelo uso de recursos naturais” e que há “uma injustificada demora por parte do empreendedor (a hidrelétrica de Jirau) em assinar o Termo de Compromisso”.

Na recomendação, a hidrelétrica de Jirau e o ICMBio são orientados para que os créditos compensatórios sejam destinados às Unidades de Conservação Ambientais Federais que estejam, total ou parcialmente, nos municípios de Porto Velho, Alto Paraíso, Ariquemes, Buritis, Cacaulândia, Campo Novo de Rondônia, Candeias do Jamari, Cujubim, Governador Jorge Teixeira, Itapuã do Oeste, Jaru, Machadinho do Oeste, Monte Negro, Rio Crespo, Theobroma e Vale do Anari.

Fonte:MPF/RO

Santo Antônio e Jirau perdem mais um benefício fiscal em Rondônia

TCE decidiu contra o Crédito Presumido e Redução de Base de Cálculo concedidos pelo atual governo e estabelecidos pela Lei 3277, de 12/12/2013

O Tribunal de Contas do Estado, através de decisão monocrática do Conselheiro Valdivino Crispim de Souza, acaba de suspender mais um benefício fiscal das usinas do Madeira. Trata-se da decisão no processo nº 0560/2014. Se refere ao Crédito Presumido e Redução de Base de Cálculo concedidos pelo atual governo e estabelecidos pela Lei 3277, de 12/12/2013.

Em sua decisão, o Conselheiro determina ao governador Confúcio Moura e ao Secretário Wagner Garcia de Freitas que se abstenham de aplicar a referida lei concessiva dos benefícios e Decreto Regulamentador nº 18.496/2014, até decisão colegiada do TCE/RO, pelos seguintes motivos:

a) Violação ao art. 155, § 2º, XII, G, da Constituição Federal c/c art. 1º, I e III da Lei Complementar nº 24/75, bem como o princípio da isonomia tributária, supremacia do interesse público, moralidade administrativa e razoabilidade;
b) Infringência do art. 14, I e II, da Lei de Responsabilidade fiscal e decisão do pleno do TCE nº 183/2011, em caso análogo;
c) Infringência do art. 150, § 6º, da constituição Federal e arts. 97, VI, 172, 180 e 181 do Código Tributário Nacional.
d) Concessão indevida de crédito presumido,

Com mais essa decisão, que se soma àquela que derrubou a isenção de 2011 e outras Ações Civis Públicas e Ações Diretas de Inconstitucionalidade exitosas, já encerradas ou em andamento promovidas pelo Ministério Público Estadual, reduz-se a possibilidade do Estado vir a perder centenas de milhões de reais para grupos de empresários poderosos e bilionários.

Jirau fica inadimplente em acerto do setor elétrico por pedir parcelamento

MPF recomenda que hidrelétrica de Jirau e ICMBio agilizem compensação ambiental

A coluna Radar da Rebista Veja informa que o calvário da usina de Jirau continua. A Energias Sustentáveis do Brasil (ESBR), responsável pelas obras, está na lista de inadimplentes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Como sanção, deve sofrer ajustes para baixo no montante que pode vender no mercado.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]A usina não depositou as garantias para fazer o acerto de contas do setor elétrico referente a novembro, que será liquidado nos próximos dias 11 e 12.

Paralisadas desde outubro, essas liquidações foram finalmente retomadas neste mês, após boa parte das hidrelétricas toparem um acordo com o governo para minimizar as perdas com a energia que não foi gerada por conta da prioridade dada ao despacho térmico.

Conforme antecipou o Radar, Jirau aderiu ao acordo, mas pediu a Aneel o parcelamento do que deve. De acordo com a usina, ao desistir de ações judiciais que a livraram do pagamento, passaria a dever 375 milhões de reais. No acerto previsto para este mês, contudo, esses valores não entram – a CCEE só colocou na conta o que não está protegido por liminar.

Jirau não será responsabilizada por atraso nas obras

O articulista Lauro Jardim, informa em sua coluna no jornal O Globo que A pedido da Aneel, o presidente do TRF da 1ª Região acatou parcialmente um pedido de suspensão de sentença no caso da Usina de Jirau.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Com isso, não será exigido das distribuidoras o ressarcimento imediato da energia entregue a mais por Jirau.

Ao mesmo tempo, Jirau não poderá sofrer novas consequências financeiras pelo atraso nas obras, mantendo-se o reconhecimento judicial de que não há responsabilidade da usina pelos episódios.

Coluna – Associações da PM querem a “cabeça” do secretário de Defesa

Antônio Carlos Reis teria sido o principal articulador da saída do coronel Pretz do comando da Polícia Militar

Deu ré

Mangabeira Unger, ministro de “alguma coisa que ninguém sabe o que é” desistiu de vir para Rondônia. Na manhã desta segunda-feira, a agência de notícias do governo informava laconicamente que a entrevista coletiva que seria realizada às 9, havia sido cancelada. Não informaram os motivos da mudança na agenda, tampouco deram nova data para a visita do guru de Confúcio Moura. Quer saber? Melhor não ter vindo mesmo. Não tem nada para apresentar e só ia gastar dinheiro público e jogar conversa fora.

Olha essa

Só a título de recordação, logo após a coluna divulgar a viagem da cúpula da segurança pública à Colômbia, o governador Confúcio Moura declarou que “agora todos estavam capacitados e não tinha mais desculpas para que as coisas não acontecessem”. Dias depois, em um ato de bravata, o governador afirmou, “hoje, em dia, basta saber, de ouvido mesmo, que algo errado esteja acontecendo, não tenho como aprofundar na investigação, por certo, serei injusto em muitos casos, mas, tomarei decisões imediatas, inclusive, exonerando sem dar explicações”. Pois é, desde então a coluna já revelou vários casos de nepotismo e coisas erradas e nada aconteceu.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Opa

Quer dizer, aconteceu sim. No Diário Oficial do último dia 9, em uma rápida contagem a coluna detectou 183 autorizações de viagens de servidores para todos os lados do Brasil. Teve gente viajando para encontros, seminários, palestras, cursos, capacitação, ufa, tanta coisa que acho que o serviço público de Rondônia deverá ser o mais bem preparado do Brasil.

Enquanto isso

Falta gente para trabalhar em praticamente todas as áreas. Mas isso não deve incomodar o governador, não. Como ele próprio declarou, “eu, aqui, sozinho jamais darei conta de ver tudo. Mas, por delegação de confiança, preciso que todo corpo de secretariado aumente a vigilância e os controles”. Pelo jeito governador, seu secretariado está lhe traindo “de com força”. Nunca na história desse Estado os servidores viajaram tanto.

Oficial

A exoneração do Coronel Pretz como comandante da Polícia Militar foi publicada no Diário Oficial do último dia 9. Associações de policiais militares querem a cabeça do secretário de Defesa Antônio Carlos Reis, que segundo informações teria sido um dos principais articuladores da queda de Pretz. Eles ameaçam inclusive com manifestações. O governo se faz de morto, tanto no caso da saída do coronel quanto em relação ao secretário de Defesa. O governador sequer deu alguma satisfação sobre a troca de comando. A notícia sobre a pressão pela saída de Reis circulou em todos os grupos de informação tanto da polícia civil quanto militar.

Essa foi boa

Em 2009 quando Lula esteve zanzando por aqui, o helicóptero da presidência da república não conseguia comportar todos os convidados da comitiva, então um dos aloprados, o ministro com o sugestivo nome de Marcos Raposo teve a brilhante idéia de pedir “uma ajuda” da construtora Camargo Correia que integrava o consórcio construtor de Jirau e solicitou um helicóptero, por e-mail, à diretoria da empresa. A aeronave seria para levar a comitiva composta pelos à época senadores Expedito Júnior e Fátima Cleide, além do senador Valdir Raupp e Anderson Dorneles (assessor de Dilma, que na época era ministra), Jair Meneghelli (presidente do SESI) e José Manoel Martins (diretor-geral do Senai).

Claro

Que se o Brasil fosse um país sério isso bastaria para um enorme processo contra Lula e certamente seria bem embaraçoso para o ex-ministro Marcos Raposo. O e-mail com o pedido veio à público nas investigações da Operação Lava-Jato e a presidencia da república encarou o episódio como corriqueiro e destacou que “a licitação já havia ocorrido, portanto não haveria em que se falar de favorecimento”. Mas não é isso que está em questão. O “empréstimo” mostra a promiscuidade do governo federal em relação ao uso de “favores” por parte de empresas privadas que ganham bilhões com obras públicas. E pior, financiadas com recursos públicos.

Por aqui

O senador Valdir Raupp foi autor da melhor resposta sobre o episódio. Ao ser indagado pela reportagem do jornal O Estadão de São Paulo ele afirmou, “como é que vou saber que cor é a vaca que eu tomo o leite?”. O ex-senador Expedito Júnior seguiu a mesma linha de raciocínio e lembra bem da viagem, “fomos nesse voo sim, mas de fato não tínhamos como saber se a aeronave era do governo ou da empresa, não temos acesso a esse tipo de informação”, declarou a PAINEL POLÍTICO. Detalhes sobre esse caso você pode ler AQUI!

Em Guajará

No sábado chegou ao fim o impasse causado pela Receita Federal com os bolivianos em relação ao transporte de mercadorias. Na semana passada, com o apoio da Receita, um empresário local resolveu fazer valer a legislação que obriga que todas as mercadorias só podem cruzar o rio sobre uma balsa, e não em pequenas embarcações. A coisa não funcionou porque o custo de transporte pela balsa é infinitamente mais caro que o modelo atual, que emprega cerca de 200 pessoas, só no lado brasileiro. Os bolivianos, irritados com a medida adotada pela Receita, fecharam o porto no lado deles, impossibilitando o transporte.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Com isso

Os comerciantes brasileiros ficaram sem poder mandar suas mercadorias. O bloqueio durou cerca de três dias, mas, para o alívio de todos, a balsa “quebrou” no último sábado e pela falta dela, passou a ser novamente “legal” fazer o transporte em embarcações pequenas. O problema na balsa não tem data para ser resolvido.

Falando em balsa

O DNIT informou que a balsa que faz a travessia em Abunã vem causando uma série de transtornos e atrasos nas obras da ponte. A empresa que opera as balsas, que pertence ao ex-deputado federal pelo Mato Grosso Roberto Dorner afirma que “são acidentes que ocorrem”. Esses “acidentes” estão custando uma fortuna e dando mais tempo para Dorner engordar seu cofrinho. A família do ex-deputado federal também é dona dos refrigerantes Dydyo, em Porto Velho.

Massacre

Fim de semana com 5 mortos apenas em Porto Velho. Uma das vítimas, um policial civil que teve a casa invadida por assaltantes.

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no www.painelpolitico.com e www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Internet vicia! Excesso pode causar doenças e depressão 

Você não larga o celular, tecla enquanto dirige ou caminha, fica ansioso quando não pode acessar a rede social e bota a mão no bolso achando que o aparelho vibrou, quando na verdade nada aconteceu? Cuidado, você pode estar viciado em internet. Parece brincadeira, mas o uso excessivo da web pode resultar em doenças graves como depressão , cada vez mais comum. O chamado estresse digital indica falta de habilidade em lidar com as pressões do cotidiano atual, como a “obrigatoriedade” em estar sempre conectado e de saber logo sobre tudo que se passa no mundo. “Somos bombardeados de novidades e de pressões para usar a internet o tempo todo. Já chegamos em um nível em que um mundo sem internet parece impossível. Mas o problema é quando a falta da web passa a gerar sofrimento intenso”, afirma o médico Hewdy Lobo, psiquiatra do Hospital Lacan. Sentar à frente de uma tela de computador por cinco horas diárias pode aumentar drasticamente o risco de depressão e insônia, segundo uma nova pesquisa realizada na Chiba Univertsity, no Japão. Segundo a mostra, que durou três anos com 25 mil trabalhadores, a maioria reclamou de se sentir depressivo, ansioso e relutante em acordar e ir trabalhar de manhã. Eles ainda reclamaram de sono quebrado, pos acordam muitas vezes durante a noite, “O resultado demonstra que é preciso ficar menos tempo conectado à internet”, disse a médica e responsável pela pesquisa, Tetsuya Nakazawa. O psquiatra Lobo alerta que a falta da internet pode causar reações e efeitos parecidos com aqueles que são encontrados em dependentes químicos.

Usinas do Madeira pagaram propina e doações de campanha com dinheiro público

Alan Alex / da reportagem de Painel Político – Em 2011, uma série de reportagens de Painel Político revelou um golpe milionário aplicado por um consórcio chinês chamado Sustainable Forest Holdings Limited (Susfor) que teria contado com a suposta participação do ex-deputado Tiziu Jidalias, além de outros parlamentares que na época participaram da chamada “CPI das Usinas”. O empresário paraense Luiz Carlos Tremonte, que representava o consórcio chinês, alegou que os deputados haviam recebido propina para “amenizar” o relatório final, que realmente não chegou a lugar algum.

Tremonte também revelou que o então diretor da Santo Antônio Energia, José Bonifácio Sobrinho, o Boni, havia sido o responsável pelas articulações políticas, e era ele o responsável pelo pagamento de propinas. Logo após as revelações de Tremonte por Painel Político, Boni “se aposentou” de Rondônia e ganhou um cargo fora do Estado. Vale lembrar que o dinheiro utilizado pelos consórcios tanto de Jirau quanto Santo Antônio é público, financiado pelo BNDES.

No mês passado, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, em depoimento ao procurador federal Reginaldo Trindade, revelou que um grupo de parlamentares iria receber R$ 1 milhão, cada, em troca de voto pela isenção fiscal às usinas do Madeira, um golpe que renderia cerca de R$ 1 bilhão aos consórcios. Graças a rápida atuação do Ministério Público do Estado que ingressou com ações civis públicas, a sangria foi estancada. Mesmo assim, segundo o depoimento de Valter, os deputados chegaram a receber 50% do valor combinado. O caso está sendo investigado e muita gente ainda deve ser ouvida nos próximos meses.

Em março deste ano, investigações da Polícia Federal que investiga a compra de uma refinaria de petróleo no Texas (EUA) pela estatal Petrobrás, foi descoberto que a GDF Suez, empresa líder do consórcio para construção da Usina Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, uma das maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), tem como acionista o bilionário empresário belga Albert Frère, que controla a empresa Astra Oil por meio da Transcor Astra Group, aparece como membro do conselho e diretor independente. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a empresa nacional Tractebel, que vende energia no Brasil doou R$ 1 milhão, em duas parcelas de R$ 500 mil, diretamente ao comitê financeiro nacional da campanha de Dilma Rousseff. O restante, em três parcelas de R$ 250 mil, R$ 200 mil e R$ 100 mil, foi repassado ao comitê financeiro único do PT de Rondônia e de Santa Catarina e, ainda, à direção nacional do partido.

Quatro anos antes, Dilma deu aval para a Petrobras comprar a refinaria de Pasadena, no Texas, até então pertencente à empresa belga Astra Oil, ocasionando um prejuízo bilionário ao Brasil. A Tractebel, uma companhia com sede em Florianópolis, é controlada pela francesa do setor de energia GDF Suez. O bilionário empresário belga Alfred Frére, que controla a Astra Oil por meio da Transcor Astra Group, é também um dos acionistas da gigante mundial da França.

Leia também:

“Usinas não tem culpa” diz Dilma sobre enchentes; Elas deram R$ 18 milhões ao PT

Moradores do Areal sentem efeitos da enchente do Rio Madeira

Cassol pede assistência a ribeirinhos atingidos por enchentes em Rondônia

No último fim de semana, o jornal Folha de São Paulo revelou que as construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa, responsáveis pelo canteiro de obras nos dois empreendimentos, doaram ao Partido dos Trabalhadores (PT) R$ 18.300.000,00. A transferência de dinheiro para partidos políticos não é proibida, mas a grande maioria das empresas que doa mantém contratos com o poder público. A Odebrecht, que venceu o leilão em consórcio para construir a usina de Santo Antônio, doou R$ 6 milhões aos petistas em 2013. Dos R$ 16 bilhões utilizados na construção do empreendimento de Santo Antônio, a mesma Odebrecht pegou 75% no BNDES com aval do Governo Federal. A Camargo Corrêa mandou outros R$ 12,3 milhões para a conta do PT no ano passado. A mesma Camargo Corrêa recebeu do BNDES R$ 7,2 bilhões em 2009 e outro crédito suplementar no valor de R$ 2,32 bilhões para financiar 60% da usina de Jirau.

Vale lembrar que o dinheiro “doado” pertence ao BNDES, ou seja, é dinheiro público.

Enchente histórica

Os lagos das usinas de Jirau e Santo Antônio podem ter sido os responsáveis pela maior enchente da história do Rio Madeira, que afetou a Bolívia e isolou o Estado do Acre e as cidades rondonienses de Guajará-Mirim e Nova Mamoré. Com a cheia do rio, a presidente Dilma Roussef fez um sobrevôo sobre as áreas alagadas e afirmou que “a culpa não é das usinas” e empurrou o problema para os Andes bolivianos. Em fevereiro deste ano, antes da visita de Dilma, o ministro do Desenvolvimento da Bolívia, Ruan Ramón Quintana, braço direito do presidente Evo Morales afirmou em entrevista que o presidente, Evo Morales pretendia entrar com uma ação contra o Brasil e acusá-lo da tragédia no país boliviano. Em abril, dias antes de sua visita a Rondônia, o governo brasileiro autorizou por medida provisória, a liberação R$ 60 milhões do Orçamento para contratar, sem licitação, uma estatal para prestar serviços de recuperação e transporte de equipamentos de geração de energia elétrica. Os equipamentos serão cedidos à Bolívia, em um programa de cooperação energética entre os dois países. Morales mudou o discurso sobre as usinas e passou a responsabilidade, também, pelas chuvas nos Andes.

Veja também:

Enchentes já causaram prejuízos de R$ 360 milhões

MP confirma que enchentes são culpa das usinas do Madeira

O mesmo aconteceu com o governo do Acre, que antes da visita de Dilma, afirmava que “as usinas eram responsáveis”. Após a passagem da comitiva presidencial, o discurso mudou. Ainda não foi derrubada a liminar da Justiça Federal que responsabiliza os consórcios pelos prejuízos causados pela enchente, mas, pelo visto, isso é uma questão de tempo. E dinheiro público.

 

Coluna – Haitianos ficaram em melhores condições que desabrigados da enchente

Dramática

A situação dos ribeirinhos que estão nas áreas atingidas pela enchente do Madeira. Algumas famílias, na região do Belmont, preferiram permanecer no local, e estão vivendo em balsas improvisadas que eles chamam de “dragas”. A condição é precária, mas eles se consideram em melhor situação que os desabrigados que foram encaminhados para o Parque dos Tanques, em Porto Velho. O governo da enganação montou um “acampamento de refugiados” com barracas iguais as utilizadas pela ONU nos mais diversos cantos do planeta.

Porém

Tem uma diferença. “Refugiado” está em um país estranho, em condições quase de prisioneiro de guerra. Até mesmo os primeiros haitianos que chegaram em Porto Velho em março de 2011 ficaram melhor instalados. Eles ficaram acampados no ginásio de esportes Cláudio Coutinho com direito a café da manhã, almoço e jantar pagos pelo governo. Nossos desabrigados estão no sol contando com a solidariedade da população, porque o governo, após uma série de críticas por parte da imprensa, agora resolveu que “pode colocar condicionadores de ar nas barracas”. O que cá entre nós, não resolve nada.

Falta moral

O governador deveria ter exigido que as usinas construíssem alojamentos adequados no Parque dos Tanques. Eles tiveram tempo de sobra para isso e até onde se sabe, inclusíve com decisão judicial confirmando, a responsabilidade dessa enchente é das usinas sim. Sempre choveu na Bolívia, os andes sempre derreteram e essa bacia do Madeira nunca chegou a esse volume. Duas obras desse porte, com estudos de impacto ambiental feito nas coxas só poderia resultar nesse colossal desastre ambiental.

Memória fraca

Os portovelhenses podem puxar um pouco pela memória e vão lembrar do que dizia Marina Silva, quando era ministra do Meio Ambiente. Ela se recusava a dar as licenças para o início das obras porque sabia-se que algo dessa natureza ia acontecer. Na época, Cassol, Sobrinho e a FIERO promoveram uma verdadeira campanha contra Marina, pregando que ela era “contra o desenvolvimento”. O molúsculo que presidia o País então a demitiu e nomeou aquele tal de Carlos Minc, que entende de meio ambiente igual os engenheiros das usinas entendem de áreas de alagação. O resultado é exatamente esse que estamos vendo. E a tendência é piorar.

Enquanto isso

Confúcio Moura fica brincando de governar o estado, sem ter a menor idéia do que acontece a seu redor. O “mundo da lua” do governador é uma coisa séria. Exemplo disso é o faz de contas chamado “Nota Legal”. É até meio ridículo ouvir dos caixas a pergunta, “CPF na nota, senhor?”. Dá vontade de rir.

Sobre o STJ

Um leitor da coluna, possivelmente policial civil, postou um comentário na coluna anterior dizendo o seguinte, “Voces não dizem que a policia civil é policia do governador? Que ela faz o que ele quer? Na operação que culminou com o afastamento do presidente da Ale, li algumas vezes até mesmo em sua coluna essa afirmativa.Voce acha que ele iria mandar denuncia-lo? É tao dificil admitir que sempre esteve errado? Voces deveriam pedir desculpas à corporação”.

Pois bem

A coluna nunca afirmou que “a polícia civil é polícia do governador”. Disse que a Polícia Civil é subordinada ao governador, portanto, se ele achar por bem, consegue utiliza-la para combater desafetos, coisa que ficou bem evidente da Operação Apocalipse. É claro que em todas as corporações existem profissionais dedicados, outros nem tanto, mas não é esse o mérito. As provas contra Confúcio oram encaminhadas ao STJ exatamente por que parte da imprensa responsável questionou a forma como a operação foi conduzida, e principalmente, graças a dedicação de delegados que não compactuaram com essa prática. E ainda bem que temos essas pessoas em nossa polícia.

Portanto

Torno a afirmar que a Operação Apocalipse foi feita de forma atabalhoada, apresentando um relatório tosco que poderia ter sido brilhante, exceto pela interferência política e principalmente pela pressa em destruir desafetos. Só para constar, a maioria dos acusados eram de alguma forma credores do governo Confúcio, fossem credores financeiros, fossem credores morais. Interessante observar, por exemplo, que pessoas com íntima relação com os presos, como Lindomar Garçn (bom de voto) e Alan França (aliado de primeira hora de Confúcio) escaparam ilesos. Enquanto que o filho de Hermínio, que nada tinha a ver com a história foi preso erroneamente. Portanto, caro leitor, se tem alguém que deve desculpas não é a imprensa responsável, e sim os autores dessa lambança.

Reajuste

O prefeito de Ji-Paraná Jesualdo Pires deu uma “enxugada” na máquina administrativa municipal e anunciou um reajuste salarial de 6% aos servidores efetivos e um reajuste de 8,32% para o piso salarial dos professores municipais (Magistério e Nível Superior). E isso vale já para a folha de abril. Jesualdo poderia dar um curso relâmpago para Confúcio sobre como reajustar sem quebrar.

Desfavor

E a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória (MP) 630/13, que estende o Regime de Contratação Diferenciada (RDC) para todas as licitações da União, dos estados, municípios e do Distrito Federal. Os deputados aprovaram o relatório da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), alterando o texto original encaminhado pelo governo, que ampliava o uso desse regime apenas às licitações de obras de construção ou reforma de presídios e unidades de internação de adolescentes infratores.

Agora imagine

Se com a Lei de Responsabilidade Fiscal esse país já é uma roubalheira louca de Norte a Sul, imagine com a aplicação desse novo regime, que permite qualquer tipo de mutreta sem nenhum controle. Impressionante como no Brasil a gente dá um passo para a frente e cinco para trás.

Fale conosco

Pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no Facebook.com/painel.político e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Para fazer parte de nossos grupos no whatsapp envie um whats para 9248-8911 com a seguinte informação: nome+sobrenome+NOTÍCIAS (apenas para receber informações); Caso queira participar de debates e interagir com os demais membros envie nome+sobrenome+DEBATES; Não incluímos ninguém por indicação, a própria pessoa deve enviar o pedido. Notícias são enviadas até às 22 horas, a partir desse horário só se for algo de grande relevância. Também estamos com grupos no aplicativo Line e Telegram.. Para mais informações clique AQUI.

Empata de propósito

Pais com bebês pequenos ficam tão cansados que, quando estão na cama, sozinhos, só pensam em dormir. Isso não é novidade e acontece com casais de todas as classes sociais. A novidade é que os bebês fazem tudo de caso pensado. Segundo estudo americano, eles são “programados” para chorar à noite e deixar seus pais exaustos. O motivo? Eles não querem a concorrência de irmãozinhos mais novos. A pesquisa da Universidade de Harvard afirma que a questão é biológica. O nascimento de um irmão mais novo em curto período de tempo está associado ao aumento da mortalidade infantil, especialmente em famílias com poucos recursos e em locais com surtos de doenças infecciosas. De acordo com os cientistas, a amamentação durante a noite também é uma adaptação dos bebês na estratégia de não permitir a nova gravidez. Mulheres que dão de mamar de madrugada têm um período de infertilidade maior.