Joaquim Barbosa anuncia que não será candidato à Presidência

Ex-presidente do STF disse que decisão foi ‘estritamente pessoal’

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e ministro aposentado do tribunal Joaquim Barbosa anunciou no Twitter que não será candidato à Presidência da República em 2018: “Está decidido. Após várias semanas de muita reflexão, finalmente cheguei a uma conclusão. Não pretendo ser candidato a Presidente da República. Decisão estritamente pessoal”.

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Em abril, o ministro aposentado anunciou sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Na ocasição, a legenda disse que iniciaria discussões sobre uma possível candidatura à Presidência. Joaquim Barbosa apareceu entre os quatro primeiros colocados nos 9 cenários de 1º turno pesquisados na última Datafolha de intenção de voto para presidente.

Indicado para ministro do STF pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Barbosa permaneceu no STF de 2003 a 2014, e assumiu a presidência da Corte entre 2012 e 2014.

Relator do processo do mensalão, levou o caso a julgamento em 2012 com voto pela condenação da maioria dos acusados.

Fonte: g1

PSB já vê consenso para candidatura de Joaquim Barbosa

Nos cenários que incluem ou excluem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Barbosa alcança de 8 a 10 pontos porcentuais e fica à frente ou empatado (sempre dentro da margem de erro) de pré-candidaturas já consolidadas, como a de Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT)

Dez dias depois de se filiar ao PSB, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa já é considerado o virtual candidato do partido à Presidência da República. A resistência inicial a um projeto eleitoral encabeçado pelo ex-ministro foi superada internamente, disse nesta segunda-feira, 16, ao jornal O Estado de S. Paulo o presidente do PSB, Carlos Siqueira.

“Havia dúvidas, mas ao longo do tempo elas foram se atenuando. Hoje (a candidatura) é um consenso. Vai ser possível anunciar em breve”, afirmou Siqueira. A entrada do ex-ministro do STF na arena da disputa presidencial ganhou impulso significativo após a divulgação de pesquisa Datafolha, no Domingo.

Nos cenários que incluem ou excluem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Barbosa alcança de 8 a 10 pontos porcentuais e fica à frente ou empatado (sempre dentro da margem de erro) de pré-candidaturas já consolidadas, como a de Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT). O resultado deixou Barbosa impressionado. Segundo um interlocutor, seu nome aparece em um patamar competitivo sem ele “abrir a boca e sem praticamente sair de casa”.

Nos últimos meses, o ex-ministro do Supremo se manteve recolhido à espera de uma “segurança mínima” do PSB para ingressar no partido. O processo de filiação superou desconfianças mútuas e o ritual do lançamento de Barbosa já está sendo preparado. Ele deve se reunir na quinta-feira, em Brasília, com a cúpula da sigla e líderes do PSB para discutir um calendário de viagens pelos Estados.

Antes resistente ao projeto de Barbosa, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, passou a considerar que o ex-ministro “se enquadra” no perfil de centro esquerda que o PSB quer e elogia a trajetória dele. Câmara convidou Barbosa para conhecer o modelo de gestão em Pernambuco. O governador, no entanto, é contra anunciar agora a pré-candidatura de Barbosa.

A resistência do atual governador de São Paulo, Márcio França (PSB), perdeu força porque ele não conseguiu amarrar o apoio do PSDB de Alckmin à sua candidatura à reeleição. Com isso, o caminho para a filiação de Barbosa ficou aberto. Nesta segunda-feira, França sugeriu uma dobradinha entre o ex-governador tucano e o ex-ministro do Supremo.

Foi a consolidação do nome de Barbosa como possível candidato do PSB ao Planalto que levou o ex-ministro Aldo Rebelo a deixar o partido. Conforme antecipou o estadao.com.br, Aldo foi anunciado nesta segunda como pré-candidato do Solidariedade. Nesse período, o ex-ministro também ganhou aliados internos como o deputado Alessandro Molon (RJ), que deixou a Rede para ingressar no PSB.

Sempre crítico à atuação dos “caciques” nos partidos, Barbosa levou em conta o fato de o PSB ser hoje um partido “sem dono” desde a morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. Barbosa nunca escondeu sua defesa da possibilidade de candidatura avulsa (sem necessária filiação a uma sigla).

Após o Datafolha, o recado do partido é que a candidatura agora depende de Barbosa. O marqueteiro argentino Diego Brady já se reuniu uma vez com o ex-ministro, mas tem evitado falar sobre a possível candidatura. Há, porém, uma percepção no PSB de que o relator do julgamento do mensalão no Supremo poderá ser apresentado aos eleitores como alguém capaz de exercer a gestão do País com autoridade, mas comprometido com os valores democráticos. Uma forma de tentar contrapô-lo a Jair Bolsonaro (PSL).

Vídeo

Além disso, a aposta é na sua trajetória pessoal. Integrantes da legenda já começaram essa estratégia no domingo, quando divulgaram vídeo em redes sociais e WhatsApp contando a história do ex-ministro, desde sua origem humilde na cidade mineira de Paracatu até sua atuação no STF, e destacando que ele é fluente em quatro idiomas.

“Joaquim perpassa todas as classes sociais e eleitores. Tem muita gente que diz votar no Bolsonaro por uma questão de revolta e protesto. Ele vai navegar por eleitores de todas as candidaturas”, afirmou Siqueira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: istoé

PSB diz que Joaquim Barbosa vai se filiar ao partido nesta sexta-feira

A tese de lançar o ex-presidente do STF na disputa pelo Palácio do Planalto é defendida com entusiasmo pela bancada do PSB na Câmara, mas sofre resistências de alas dos partidos

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse à reportagem que o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa vai se filiar ao partido nesta sexta-feira, 7. “É provável que se filie ao partido na sexta. Já a candidatura dele à Presidência é outro tema. É importante que ele se filie para depois maturarmos isso”, afirmou o dirigente.

A tese de lançar o ex-presidente do STF na disputa pelo Palácio do Planalto é defendida com entusiasmo pela bancada do PSB na Câmara, mas sofre resistências de alas dos partidos.

Aliado do governador Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência, o vice governador de São Paulo, Márcio França, é um dos que se opõem a ideia.

Fonte: istoé

Barbosa se reúne com deputados e admite que pode ser candidato em 2018

Apontado como possível candidato à Presidência da República em 2018, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa se reuniu na tarde desta segunda-feira, 11, com deputados federais do PSB para discutir o cenário político-eleitoral. O encontro aconteceu no escritório dele em São Paulo e contou com a presença de oito dos 33 integrantes da bancada na Câmara.

A reunião foi pedida pelos parlamentares, com aval do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. De acordo com relatos dos deputados, nas quase duas horas de conversa, Barbosa admitiu que cogita ser candidato a presidente e prometeu anunciar uma decisão até março do próximo ano, prazo final exigido pela legislação eleitoral para que ele se filie a um partido político para poder participar da disputa.

“Ele (Barbosa) disse que ainda está refletindo sobre a candidatura. Ponderou que hoje está com uma vida estabilizada com a advocacia, palestras e aulas que dá”, contou o líder do PSB na Câmara, Júlio Delgado (MG), ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Delgado era um dos presentes no encontro. Segundo o deputado, a bancada reforçou o convite para o ex-ministro ser candidato pela sigla. “Ele não falou nem que sim, nem que não. Disse que está analisando o cenário”, afirmou.

Delgado ressaltou que o ex-ministro se mostrou atento ao cenário político e ao comportamento do PSB no Congresso Nacional. Barbosa teria questionado a opinião dos deputados sobre como será disputar eleições sem a doação empresarial, proibida pelo STF desde 2015. “Ele perguntou como será enfrentar candidatos de grandes oligarquias, com alto poder econômico. Dissemos que isso não era o principal desafio”, relatou o parlamentar.

No encontro, o ex-ministro ainda se colocou à disposição para novas conversas com os deputados. De acordo com o líder do PSB, Barbosa disse aos parlamentares que deve chegar a Brasília na próxima sexta-feira, 15, para passar as festas de fim de ano com a família e que estava aberto para conversar nesse período. “Ele não está desligado como muitos pensam. Ele está acompanhando tudo”, declarou Delgado.

A reportagem não conseguiu contato com Barbosa. O ex-ministro, que deixou o Supremo em 2014, vem travando conversas com integrantes do meio político há algum tempo. Recentemente, se encontrou no Rio de Janeiro com o apresentador de TV Luciano Huck, que já negou que será candidato a presidente em 2018. Barbosa também mantém diálogo com a Rede, da ex-ministra Marina Silva.

Fonte: O Estado de S. Paulo

‘Não sei como PMDB, PSDB e PT têm coragem de lançar candidatos’, diz Joaquim Barbosa

Em mais uma crítica ao momento de perda da credibilidade na política, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa afirmou que “não sabe como os três maiores partidos do Brasil ainda terão coragem de lançar candidatos” para as próximas eleições. “Acredito que haverá um repúdio enorme aos candidatos desses três maiores partidos – PMDB, PSDB e PT”, disse, em entrevista à rádio CBN, na noite dessa segunda-feira, 20.

Sem confirmar e nem negar a possibilidade de ser candidato à Presidência, Barbosa admitiu que vem sendo sondado por partidos políticos, movimentos e “muitas pessoas nas ruas, por onde vai”. “Mas eu não tenho resposta ainda”, afirmou, sem citar as siglas que o procuraram.

Para o ex-ministro, as eleições de 2018 serão muito parecidas com as de 1989, que sucederam a ditadura militar no Brasil. “Pela pulverização de candidatos, esfacelamento das instituições, decadência moral e perda de credibilidade”, explicou. Apesar de não admitir qualquer tipo de candidatura até o momento, Barbosa fez questão de ressaltar que fez parte de um momento que talvez tenha sido o “apogeu do STF em sua história”.

“O Supremo soube estar à frente de seu tempo, à frente da sociedade brasileira, que é conservadora em muitos aspectos”, ressaltou, citando decisões da Corte como o reconhecimento da união homoafetiva, a lei da Ficha Limpa, o aborto em caso de fetos anencéfalos e o fim do financiamento de campanhas políticas por empresas – que passa a valer nas próximas eleições.

Questionado sobre o julgamento do escândalo do mensalão, disse que prefere ser lembrado pelo conjunto das decisões tomadas pelo tribunal durante sua presidência. “É um clichê criado pela imprensa, que tem importância para vocês – para mim, não.”

Entrevistado no Dia da Consciência Negra, ele ainda destacou acreditar em alguns avanços no combate ao racismo no País. “Me regozijo em perceber que, finalmente, o Brasil começa a reconhecer o peso histórico da escravidão e da discriminação racial que sempre foi a marca da sociedade. Há um avanço ao aceitar o debate, aceitar a existência do problema. Falta enfrentá-lo de maneira efetiva.”

Joaquim Barbosa deixou o STF em agosto de 2014 e vem atuando em escritório de advocacia com sedes no Rio, São Paulo e Brasília.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Surgem os documentos contra Aécio que “sumiram” na CPI dos correios

Surgem os documentos contra Aécio que "sumiram" na CPI dos correios

Depois de 12 anos, em março de 2017, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deu andamento ao inquérito civil nº 0024.05.000060-3. Instaurado em 26 de junho de 2005, a partir de inquérito do Ministério Público Federal (MPF), ele investiga os contratos entre as empresas de Valério (agências de publicidade SMP&B  e DNA) e o governo de Minas de 1996 a 2006.

Os documentos investigados são os solicitados, em abril de 2006, ao governador de Minas Gerais, Aécio Neves, pelo então procurador geral da República, Antônio Fernandes de Souza, por intermédio do ministro Joaquim Barbosa,  do Supremo Tribunal Federal (STF). Estranhamente, tanto o PGR Antônio Fernandes de Souza quanto o ministro Joaquim Barbosa negaram a demanda da PF.

Em despacho de 28 de abril de 2006, o ministro Joaquim Barbosa atende a todas demandas do PGR. E também  nega a perícia contábil-financeira no diretório regional do PSDB em Minas.

Alega: “indefiro-a por ter sido considerada inoportuna por titular de futura ação penal que eventualmente possa originar-se deste inquérito”.

De cara, nesses documentos quatro detalhes chamam atenção:

1) A solicitação de Joaquim Barbosa é datada de 2 maio de 2006, como mostra a imagem abaixo.

2)Danilo de Castro, secretário de governo de Aécio, responde à demanda de Joaquim Barbosa/Antônio de Souza, em 5 de outubro de 2006. Portanto, só cinco meses depois!

3) Nos contratos e aditivos celebrados  entre a administração de Minas e as empresas de Marcos Valério dois nomes fazem dobradinha: Danilo de Castro e Frederico Pacheco de Medeiros, respectivamente  secretário e secretário-adjunto do governo Aécio Neves, como mostra o aditivo abaixo, de 21 de setembro de 2004.

Frederico Pacheco de Medeiros é o Fred, primo de Aécio, preso em 18 de maio pela Polícia Federal.

Segundo Joesley Batista, dono da JBS, Fred foi a pessoa designada para receber os R$ 2 milhões solicitados por Aécio Neves.

4) Os aditivos celebrados a partir de janeiro de 2003 em contratos originados no governo Eduardo Azeredo (janeiro de 1995 a dezembro de 1999) comprovam que o esquema do mensalão tucano, que a quem Valério serviu em 1998, continuou operando no governo Aécio Neves.

De 1996 a 2006, o único período em que Valério não operou no governo de Minas foi na gestão Itamar Franco (janeiro de 2000 a janeiro de 2003, cuja auditora geral era a hoje ministra Cármen Lúcia, presidente do STF.

Em tempo. Atente à movimentação do inquérito instaurado pelo MPMG, em junho de 2005. De 2005 a 2012, nenhuma movimentação. Alguém ainda tem dúvida que o senador Aécio Neves sempre contou com a blindagem do Judiciário para perpetrar e continuar fazendo seus malfeitos?

Fonte: brasil247.com

Estou mais para não ser, diz Joaquim Barbosa sobre sair candidato

Estou mais para não ser, diz Joaquim Barbosa sobre sair candidato

­ Cotado como forte candidato à presidência da República, o ex­-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) ainda resiste à ideia, informa a coluna de Mônica Bergamo do jornal Folha de S. Paulo. “A verdade é que eu resisto”, diz ele. “Estou mais para não ser.”

Barbosa já foi procurado por lideranças de partidos como Rede, PSB e até o PT e reuniu­-se nesta semana com artistas como Marisa Monte, Lázaro Ramos, Fernanda Torres, Fernanda Lima, Caetano Veloso e Thiago Lacerda, que o convidaram para um encontro e tentaram convencê-­lo a mudar de ideia.

O jantar com artistas, aliás, foi visto como frustrante por muitos participantes do evento, segundo informa o jornal O Estado de S. Paulo, que aponta que Barbosa teria negado a candidatura. Segundo o jornal, a recusa em confirmar a hipótese da candidatura, levantada por ele mesmo, teria sido “um banho de água fria” para os presentes. . “Pelo menos foi o que contou a anfitriã, a produtora cultural Paula Lavigne”, afirma o Estadão. De acordo com Paula, o ex­-ministro foi simpático, mas “ouviu muito mais do que falou”. Apesar da recusa, Paula postou no Twitter: “Estamos tentando! O que acham? Ele não quer #joaquimbarbosapresidente”. Mas as reações se dividiram entre “vamos insistir mais” e “ele não é do ramo”.

Barbosa disse que “o maior obstáculo à ideia sou eu mesmo” ao afirmar que preza “muito a liberdade”. Desde que saiu do STF, há três anos, “gozo dessa liberdade na sua plenitude, com independência total para fazer e falar o que bem entendo. Isso não tem preço”, aponta ele.

No início do mês, o ex­-ministro afirmou que não descartava a hipótese de concorrer e, de acordo com a BBC, havia uma hipótese “robusta” de que ele compusesse uma chapa com Marina Silva em 2018 pela Rede.

Ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa pode ser candidato à presidência

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa admitiu que não descarta se candidatar à Presidência da República. Em solenidade no Supremo, em Brasília, Barbosa afirmou que uma eventual candidatura está em sua “esfera de deliberação”, que já conversou com partidos e até com Marina Silva, mas que ainda “hesita” sobre o tema.

“Eu sou um cidadão brasileiro, um cidadão pleno, há três anos livre das amarras de cargos públicos, mas sou um observador atento da vida brasileira. Portanto, a decisão de me candidatar ou não está na minha esfera de deliberação. Só que eu sou muito hesitante em relação a isso. Não sei se decidirei positivamente neste sentido”, disse o ex-ministro do STF durante a inauguração de seu retrato na galeria dos ex-presidentes da corte.

Barbosa admitiu conversas sobre uma possível candidatura, mas negou ter assumido compromisso com algum partido. “Já conversei com líderes de partidos políticos, dois ou três. Até mesmo quando estava no Supremo fui sondado, sondagens superficiais. Ano passado, tive conversas com Marina Silva. Mais recentemente, tive conversas, troca de impressões, com a direção do PSB”, disse. “Mas nada de concreto em termos de oferta de legenda para candidatura, mesmo porque eu não sei se eu decidiria dar este passo. Eu hesito.”

Na cerimônia, Barbosa também afirmou que, no atual cenário político, o país conta com o STF. “Eu não os invejo, eu não gostaria de estar aqui na Corte neste momento cataclísmico. Eu só diria o seguinte, o Brasil precisa muito dos senhores. O Brasil precisa muito desta Corte”, disse aos antigos colegas.

Eleição direta

Sobre a possível vacância no poder em caso de queda do presidente Michel Temer, Barbosa se posicionou a favor de uma alteração constitucional que possibilite as eleições diretas. “Veja bem, a Constituição brasileira prevê eleição indireta. Mas eu não vejo tabu de modificar Constituição em situação emergencial como esta para se dar a palavra ao povo. Em democracia, isso é que é feito”, opinou.

(Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)

Brasileiros devem se mobilizar e reivindicar renúncia de Temer, diz Joaquim Barbosa

Brasileiros devem se mobilizar e reivindicar renúncia de Temer, diz Joaquim Barbosa

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, disse nesta sexta-feira, 19, que os brasileiros devem se mobilizar para pedir a renúncia imediata do presidente Michel Temer (PMDB), após delação premiada do empresário Joesley Batista, da JBS, indicar que ele sabia do pagamento de propina ao deputado cassado Eduardo Cunha.

“Não há outra saída: os brasileiros devem se mobilizar, ir para as ruas e reivindicar com força: a renúncia imediata de Michel Temer”, escreveu Barbosa em seu Twitter.

O ex-ministro da Corte, que foi relator do caso Mensalão, disse que as revelações são motivo forte o bastante para levar à renúncia do presidente. “Isoladamente, a notícia extraída de um inquérito criminal e veiculada há poucas semanas de que o sr Michel Temer usou o Palácio do Jaburu para pedir propina a um empresário seria um motivo forte o bastante para se desencadear um clamor pela sua renúncia”.

Barbosa chama de “estarrecedoras” as delações de Joesley. “São fatos gravíssimos”, disse.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Joaquim Barbosa sobre impeachment de Dilma: ‘Aquilo foi uma encenação’

Joaquim Barbosa sobre impeachment de Dilma: 'Aquilo foi uma encenação'

Ex-ministro do STF afirma também que governo Temer corre risco de não chegar ao fim

O ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa, há quase um ano sem dar entrevistas, disse à Folha de S. Paulo que o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef foi “uma encenação”, uma volta ao passado, “no qual éramos considerados uma República de Bananas” e que acredita que o governo de Temer pode não chegar até o fim.

Quando questionado sobre a sua declaração no Twitter de que o processo que tirou Dilma do poder foi um “impeachment Tabajara”, ele disse que tudo já estava planejado pelos políticos. “O que houve foi que um grupo de políticos que supostamente davam apoio ao governo num determinado momento decidiu que iriam destituir a presidente. O resto foi pura encenação. Os argumentos da defesa não eram levados em consideração, nada era pesado e examinado sob uma ótica dialética”, explicou.

Para o ex-ministro do STF, parlamentares fizeram manobras para acobertar os seus próprios crimes, mas, mesmo assim, não considera que houve golpe. “Acuados por acusações graves, eles tinham uma motivação espúria: impedir a investigação de crimes por eles praticados”, disse.

Ministrando palestras atualmente, Barbosa diz que por algum tempo questionou aos seus ouvintes se o Brasil sobreviverá à turbulência política. Para ele, “isso só vai acabar no dia em que o Brasil tiver um presidente legitimado pela soberania popular”.

Quando questionado sobre a gestão do atual presidente Michel Temer, o ex-ministro diz acreditar que o governo pode não resistir. “Corre o risco. É tão artificial essa situação criada pelo impeachment que eu acho, sinceramente, que esse governo não resistiria a uma série de grandes manifestações”, respondeu.

Falando sobre o ex-presidente Lula, Barbosa se mostrou preocupado com uma possível prisão, pois acredita que isso só iria piorar a visão que o mundo tem do Brasil.

Sei que há uma mobilização, um desejo, uma fúria para ver o Lula condenado e preso antes de ser sequer julgado. E há uma repercussão clara disso nos meios de comunicação. Há um esforço nesse sentido. Mas isso não me impressiona. Há um olhar muito negativo do mundo sobre o Brasil hoje. Uma prisão sem fundamento de um ex-presidente com o peso e a história do Lula só tornaria esse olhar ainda mais negativo. Teria que ser algo incontestável.”

Para finalizar, o ex-ministro do STF disse que não pensa em assumir a presidência da República, como foi clamado por muitos brasileiros quando ainda estava à frente do STF.

Seria uma aventura muito grande eu me lançar na política, pelo meu temperamento, pelo meu isolamento pessoal, pelo meu estilo de vida. Eu não tenho por trás de mim nenhuma estrutura econômica, de comunicação. Nem penso em ter.”