Kim e Trump assinam acordo para desnuclearização das Coreias; EUA oferecem “garantias de segurança”

O documento selado hoje após uma histórica cúpula de mais de quatro horas entre o presidente dos EUA e o líder norte-coreano afirma que os dois países se comprometem em cooperar para desenvolver novas relações e para a “promoção da paz, prosperidade e segurança”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, assinaram uma declaração conjunta nesta terça-feira (12), em Singapura, que estabelece como meta a desnuclearização completa da península coreana. O presidente dos EUA afirmou também que dará garantias de segurança ao regime de Kim.

Em uma coletiva realizada após o encontro, Trump afirmou que os EUA vão parar os exercícios militares na Coreia do Sul. “O que vamos fazer é parar os ‘jogos de guerra’ e vamos economizar bastante dinheiro com isso.”

O documento selado hoje após uma histórica cúpula de mais de quatro horas entre o presidente dos EUA e o líder norte-coreano afirma que os dois países se comprometem em cooperar para desenvolver novas relações e para a “promoção da paz, prosperidade e segurança”.

Kim Jong-un “reafirmou seu firme e inabalável comprometimento pela desnuclearização completa da península coreana”, segundo o texto.
Apesar dos compromissos, o texto é vago, e não informa o formato ou o prazo em que a desnuclearização será feita nem detalha quais seriam as “garantias de segurança” dos EUA à Coreia do Norte.

O documento estabelece que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, se reunirá na “data mais próxima possível” com um alto funcionário norte-coreano para continuar o diálogo bilateral sobre a desnuclearização.

Mundo vai presenciar uma “grande mudança”, diz Kim

No momento em que assinaram a declaração, os dois líderes falaram sobre o que foi chamado de “acordo de cooperação entre EUA e Coreia do Norte”. Foi o último momento conjunto de Trump e Kim após quase cinco horas de reuniões no hotel Capella, na ilha de Sentosa.

“Hoje nós tivemos uma reunião histórica, e estamos prontos para deixar o passado para trás. O mundo vai presenciar uma grande mudança”, disse Kim, durante a assinatura, onde também agradeceu a Trump pela sua disposição em realizar a reunião.

Por sua vez, Trump disse estar desenvolvendo “um vínculo muito especial” com Kim. “Nós vamos lidar com um problema muito grande e muito perigoso para o mundo”, enfatizou Trump. O presidente norte-americano afirmou que o processo de desnuclearização da Coreia do Norte começará “em breve”.

Quatro temas na mesa

Nos próximos meses, está previsto novos encontros entre norte-americanos e norte-coreanos para um diálogo sobre quatro pontos principais. O primeiro objetivo é “estabelecer novas relações entre os Estados Unidos e a DPRK de acordo com o desejo dos povos dos dois países que haja paz e prosperidade”, o segundo indica que as duas nações, que agora não têm relações diplomáticas, “unirão seus esforços para construir um regime de paz durável e estável na península coreana”.

Em terceiro lugar a “reafirmação da Declaração de Panmunjom”, selada pelas duas Coreias no final de abril, em que Pyongyang se compromete com a desnuclearização.

Por último, acordaram em “recuperar os corpos dos prisioneiros de guerra ou desaparecidos em combate” depois da Guerra das Coreias (1950-1953), “incluindo o repatriamento imediato daqueles que já foram identificados”.

Saul Loeb/AFP

Trump diz que Kim é um homem de talento

Em declarações aos jornalistas quando se separou de Kim, Donald Trump descreveu o líder norte-coreano como um homem “com muito talento” que “ama muito seu país”, e acrescentou que os dois se reunirão “muitas vezes” a partir de agora.

Perguntado pelos jornalistas se convidaria Kim para visitar a Casa Branca, Trump respondeu: “Absolutamente, eu farei isso”.

Como foi o encontro

O evento, preparado para as primeiras páginas dos jornais, começou com os dois líderes posando diante de um cenário formado por bandeiras dos Estados Unidos e da Coreia do Norte.

Após a fotografia histórica, Trump deu um tapinha nos ombros de Kim e os dois seguiram para uma antessala. Sentados e sorridentes, fizeram breves declarações para a imprensa e tiraram fotos. Em seguida, os líderes fizeram uma reunião fechada, acompanhados apenas de seus tradutores, que durou cerca de 40 minutos. Uma outra reunião, dessa vez na companhia dos respectivos assessores e aberta, ocorreu em seguida.

Participaram do almoço ao lado de Trump o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, o chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, e o assessor de segurança nacional, John Bolton. Também estavam a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders; o embaixador dos EUA nas Filipinas, Sung Kim, que liderou as negociações com a Coreia do Norte para preparar a agenda da cúpula, e o chefe na Ásia do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Matt Pottinger.

Da parte da Coreia do Norte, além do líder, participaram do almoço Kim Yong-chol, considerado um dos seus principais colaboradores, Ri Yong-ho, atual ministro das Relações Exteriores, e o ex-chanceler Ri Su-yong.

Esta foi a primeira vez em que um presidente norte-americano em exercício se encontra com um líder norte-coreano. Antes de Trump, Bill Clinton viajou à Coreia do Norte, mas já havia deixado a Casa Branca quando isso aconteceu.

Tanto o pai quanto o avô de Kim, líderes da Coreia do Norte antes dele, chegaram a iniciar negociações para abandonar as ambições nucleares do país, em troca de assistência econômica. Todos os acordos no entanto acabaram fracassando.

O contexto histórico da reunião

A Coreia do Sul e a Coreia do Norte se enfrentaram durante três anos (1950-1953), no contexto da Guerra Fria (1947-1991). Na época, Washington e Moscou apoiavam lados opostos como forma de garantir seus espaços de influência no mundo.

Sem um desfecho oficial para a guerra, em 1953 as Coreias assinaram um armistício em vigor até hoje, quase 70 anos depois, mas nunca assinaram um acordo de paz. Ou seja, tecnicamente, as Coreias ainda estão em guerra.

Nesse período, o pequeno país ao norte tornou-se um poço de reclusão e hostilidade. Extremamente fechado e isolado da comunidade internacional, a Coreia do Norte teve momentos de maior e menor tensão com o vizinho e também com os Estados Unidos. A intensidade das ameaças variou de acordo com a disposição dos líderes no poder e do contexto mundial.

A constante realização de testes com mísseis de longo alcance tornaram o país uma ameaça crescente. Em 2002, o então presidente norte-americano, George W. Bush classificou o país como integrante do que chamou de “Eixo do Mal”, conjunto de governos inimigos dos Estados Unidos.

Neste contexto de ameaças que se arrastam há décadas, com potencial de conflito global, o encontro entre Trump e Kim acena para a paz.

(Com agências de notícias)

Fonte: uol

 

 

Autoridades dos EUA e da Coreia do Norte debatem diferenças antes de cúpula; Trump se diz otimista

Kim e Trump chegaram à cidade-Estado tropical no domingo para a primeira reunião presencial da história entre líderes de dois países que são inimigos desde a Guerra da Coreia entre 1950 e 1953

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que a histórica reunião com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, em Cingapura, pode “funcionar muito bem”, enquanto autoridades dos dois países se encontraram para reduzir diferenças sobre como finalizar o impasse nuclear na península coreana.

Kim e Trump chegaram à cidade-Estado tropical no domingo para a primeira reunião presencial da história entre líderes de dois países que são inimigos desde a Guerra da Coreia entre 1950 e 1953.

Com dúvidas restando sobre o que a desnuclearização implicaria, autoridades de ambos os lados conversaram por duas horas para avançar com a agenda do encontro antes da reunião de cúpula da terça-feira.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse em nota que a reunião foi “substancial e detalhada”, mas não houve comentários imediatos sobre o resultado do encontro prévio.

Trump expressou otimismo em uma reunião com o primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, no almoço.

“Temos um encontro muito interessante em particular amanhã, e eu só penso que irá funcionar muito bem”, disse Trump.

Ele também disse a Lee: “Nós apreciamos sua hospitalidade e profissionalismo e amizade… Você é meu amigo”.

Lagosta e sorvete estavam no menu do almoço, que também teve um bolo de aniversário antecipado para Trump, que faz 72 anos de idade na próxima quinta-feira.

Kim continuou acomodado no hotel St. Regis, altamente protegido por seus guardas. Também não houve sinal de sua irmã, Kim Yo Jong, que o acompanhou até Cingapura.

Algumas pessoas reclamavam na rica cidade-Estado por conta dos congestionamentos causados pela reunião, além do custo de receber dois líderes com gigantescas necessidades de segurança.

Lee já disse que a conferência custaria a Cingapura cerca de 20 milhões de dólares de Cingapura (15 milhões de dólares dos EUA), sendo mais da metade do valor em segurança.

“Obrigado ao primeiro-ministro Lee por gastar 20 milhões de dólares em dinheiro dos contribuintes que poderia… ajudar várias famílias necessitadas em Cingapura a sobreviver”, publicou um usuário do Facebook. Outros reclamaram dos congestionamentos na região central de Cingapura.

Lee afirmou que o custo valeria a pena.

“É a nossa contribuição para um esforço internacional que está dentro de nossos interesses profundos”, disse a jornalistas no domingo.

Trump e Kim estão ficando em hotéis separados na famosa área de Orchard Road em Cingapura, repleta de arranha-céus de apartamentos de luxo, prédios corporativos, e shoppings iluminados. O trânsito foi bloqueado ao meio dia de um dia quente e úmido e dezenas de passantes foram multados pela polícia enquanto Trump se encontrava com Lee.

Cenas semelhantes foram vista no domingo quando Kim e Trump chegaram à cidade e quando Kim foi se encontrar com Lee. As entradas para os seus hotéis é extremamente restrita.

Fonte: Reuters

Trump confirma encontro com Kim Jong-un em 12 de junho

Presidente americano se reuniu com importante líder norte-coreano na Casa Branca e recebeu carta do ditador norte-coreano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (01) que irá se encontrar com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, em 12 de junho em Singapura, conforme havia sido combinado no início de maio.

“Acho que provavelmente será um processo muito bem-sucedido”, disse a repórteres no gramado da Casa Branca. A decisão foi anunciada após seu encontro com o “segundo em comando” da Coreia do Norte, Kim Yong-chol, no Salão Oval.

O funcionário norte-coreano, que viajou para Washington depois de dois dias de reuniões em Nova York com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, entregou uma carta de Kim Jong-un para Trump.

Na mensagem, segundo antecipou o jornal The Wall Street Journal, o líder norte-coreano expressou seu interesse em reunir-se com Trump, sem fazer concessões nem ameaças.

Quando perguntado sobre o comprometimento de Pyongyand com a desnuclearização, Trump afirmou: “Eu sei que eles querem fazer isso”. “Eles querem se desenvolver como país”, completou.

Esta será o primeira vez na história em que os líderes de Estados Unidos e Coreia do Norte se reunirão após quase 70 anos de conflito, que começou com a Guerra da Coreia (1950-1953), e de 25 anos de negociações fracassadas sobre o programa nuclear de Pyongyang.

A visita de Kim Yong-chol também é a primeira de um alto funcionário norte-coreano à Casa Branca desde 2000, quando o chefe do exército da Coreia do Norte, Cho Myong Rok, se reuniu com o então presidente Bill Clinton e o convidou a visitar Pyongyang para falar sobre seus programas nucleares e de mísseis.

O “segundo em comando” de Pyongyang é um poderoso militar que foi responsável pelos serviços de espionagem do regime norte-coreano, e está sancionado nos Estados Unidos pelo seu suposto papel em ataques cibernéticos contra empresas americanas.

Fonte: veja

Trump cancela reunião com Kim Jong-un em Cingapura

O presidente norte-americano comunicou sua decisão por carta ao líder da Coreia do Norte

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (24) o cancelamento de seu encontro com o líder norte-coreano Kim Jong-un, marcado para 12 de junho em Cingapura. A decisão, comunicada em carta a Kim, ocorre após dias de especulações sobre se a reunião seria realizada após as ameaças lançadas por Pyongyang de que poderia não participar da reunião, na qual seria discutido o programa nuclear do empobrecido país asiático.

“Eu estava muito interessado em estar lá com você. Infelizmente, com base na tremenda raiva e hostilidade aberta refletida em sua declaração recente, sinto que é inadequado, neste momento, celebrar esta reunião há muito planejada “, escreve Trump na carta. Representantes norte-coreanos vem criticando com dureza, a última vez na quarta-feira (23), declarações de membros do Governo de Trump sobre a desnuclearização da península.

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Fonte: elpais

Donald Trump e Kim Jong-un se encontrarão em Cingapura em 12 de junho

Nós dois iremos tentar torná-lo um momento muito especial para a paz mundial”, escreveu Trump no Twitter

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou no Twitter nesta quinta-feira (10) que se encontrará com o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, no dia 12 de junho em Cingapura, na Ásia. Este será o primeiro encontro entre um presidente dos EUA e um líder da Coreia do Norte.

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“O muito aguardado encontro entre Kim Jong Un e eu irá ocorrer em Cingapura em 12 de junho. Nós dois iremos tentar torná-lo um momento muito especial para a paz mundial”, escreveu Trump no Twitter.

Cingapura já recebeu em outras ocasiões reuniões diplomáticas de alto nível. Em 2015, os líderes da China e de Taiwan realizaram conversas históricas na cidade-estado do Sudeste Asiático –a primeira delas em mais de 60 anos. Os EUA e Cingapura têm um bom relacionamento. O país asiático tem laços diplomáticos com a Coreia do Norte, mas suspendeu todo o comércio com o país em novembro do ano passado, quando as sanções internacionais foram endurecidas.

A Coreia do Norte mantém uma embaixada e um embaixador em Cingapura. O embaixador de Cingapura na China também é responsável por Pyongyang.

Trump e Kim devem discutir o desenvolvimento de armas nucleares da Coreia do Norte e seu programa de testes de mísseis balísticos, que durante muitos anos aprofundou as tensões entre Washington e Pyongyang.

A Zona Desmilitarizada entre as Coreias chegou a ser cogitada para o encontro –na Casa da Paz, um edifício construído em 1989 na fronteira entre as duas Coreias e onde Kim e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, realizaram a histórica cúpula.

No encontro, no final de abril, Kim e Moon concordaram em substituir ainda este ano o armistício que definiu a trégua na guerra entre as Coreias por um “regime de paz sólido e permanente”. A guerra entre as Coreias terminou em 1953 com um armistício nunca substituído por um tratado de paz definitivo.

Vários países, como Tailândia e Mongólia, tinham se oferecido até agora para receber a cúpula.

Americanos libertados por Kim Jong-un

O anúncio é feito depois que Pyongyang libertou três cidadãos americanos que estavam detidos na Coreia do Norte. Os três homens ex-prisioneiros são Kim Hak-song, Tony Kim e Kim Dong-chu. Eles estavam presos acusados de espionagem e atos hostis e tinham sido condenados a trabalhos forçados. Eles foram recebidos por Trump nos EUA na madrugada desta quinta-feira.

A libertação foi noticiada pela imprensa norte-americana como uma vitória da diplomacia de Trump. A entrega dos presos também foi vista como um gesto de boa vontade de Kim Jong-un.

Ao recebê-los de volta, Trump disse acreditar que Kim quer levar a Coreia do Norte “para o mundo real” e que tem esperança em um grande avanço na reunião. “Acho que temos uma chance muito boa de fazer algo muito significativo”, disse. “A conquista de que mais me orgulharei será –isto é uma parte– quando desnuclearizarmos a península inteira”, afirmou.

A data do encontro entre Trump e Kim foi anunciada na mesma semana em que o ditador norte-coreano se reuniu, pela segunda vez, com o presidente da China, Xi Jinping, em solo chinês. Trump conversou com o líder chinês, por telefone, logo após a reunião –nas últimas semanas, Trump tem elogiado os esforços da China no diálogo com a Coreia do Norte.

Fonte: uol

 

Líderes da Coreia do Norte usaram passaportes brasileiros para pedir vistos de países ocidentais, dizem fontes

O líder norte-coreano, Kim Jon-un, e seu pai, o falecido Kim Jong-il, usaram passaportes brasileiros obtidos de forma fraudulenta para solicitar vistos para visitar países ocidentais nos anos 1990, disseram cinco fontes europeias de segurança à agência de notícias Reuters.

Apesar de já ser conhecido que a família que governa a Coreia do Norte usou documentos de viagem obtidos de forma irregular, há poucos
exemplos específicos até o momento. As cópias dos passaportes brasileiros vistas pela Reuters nunca haviam sido publicadas.

“Eles usaram esses passaportes brasileiros, que claramente mostram fotos de Kim Jong-un e Kim Jong-il, para tentar obter vistos de embaixadas estrangeiras”, disse uma alta fonte de segurança ocidental, sob condição de anonimato.

“Isso mostra seu desejo por viagens, e aponta para as tentativas da família governante de construir uma possível rota de fuga”, acrescentou.

A embaixada da Coreia do Norte no Brasil se recusou a comentar.

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro disse que está investigando o caso.

Uma fonte brasileira, que também falou sob condição de anonimato, disse que os dois passaportes em questão eram documentos legítimos quando enviados em branco para emissão em consulados.

Outras quatro fontes de segurança europeias confirmaram que os dois passaportes brasileiros com fotos dos Kim com os nomes de Josef Pwag e Ijong Tchoi foram utilizados para solicitar vistos em ao menos dois países ocidentais.

Não ficou claro se os vistos foram obtidos.

Os passaportes também podem ter sido usados para viagens a Brasil, Japão e Hong Kong, de acordo com as fontes de segurança.

O jornal japonês Yomiuri Shimbun informou em 2011 que Jong-un visitou Tóquio quando criança usando um passaporte brasileiro em 1991 — antes da data de emissão impressa nos dois passaportes brasileiros vistos pela Reuters.

“Josef Pwag”

Os dois passaportes brasileiros com 10 anos de validade contêm um carimbo dizendo “Embaixada do Brasil em Praga” com data de expedição de 26 de fevereiro de 1996. As fontes de segurança disseram que a tecnologia de reconhecimento facial confirmou que as fotos são de Kim Jon-u n e seu pai.

O passaporte com a foto de Jong-un foi emitido em nome de Josef Pwag, com data de nascimento de 1 de fevereiro de 1983.

Sabe-se tão pouco sobre Jong-un que até mesmo sua data de aniversário é contestada. Ele teria de 12 a 14 anos de idade quando o passaporte brasileiro foi emitido.

É sabido que Jong-un estudou em uma escola internacional de Berna, na Suíça, onde fingia ser filho de um motorista de uma embaixada.
O passaporte de Jong-il foi emitido no nome de Ijong Tchoi com data de nascimento de 4 de abril de 1940. Jong-il morreu em 2011. Sua verdadeira data de nascimento era em 1941.

Ambos os passaportes exibem como local de nascimento dos portadores a cidade de São Paulo.

A primeira fonte de segurança se recusou a descrever como as cópias dos passaportes foram obtidas, citando regras de sigilo.

A Reuters viu apenas cópias dos documentos, de forma que não foi capaz de discernir se foram adulterados.

Fonte: uol.com

Trump designa a Coreia do Norte como patrocinador do terrorismo

WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou nesta segunda-feira, 20, a designação da Coreia do Norte como Estado patrocinador do terrorismo, em um novo passo para fortalecer o isolamento internacional do governo de Pyongyang.

“Os Estados Unidos designam a Coreia do Norte como Estado patrocinador do terrorismo. Isso deveria ter ocorrido há tempos”, afirmou Trump na Casa Blanca.

Ele acrescentou que o governo norte-coreano “apoiou repetidamente atos de terrorismo internacional”.

Trump, falando com repórteres na Casa Branca, disse que o Departamento do Tesouro dos EUA anunciará novas sanções contra a Coreia do Norte na terça-feira.

Temor

A Coreia do Norte deve conduzir testes adicionais neste ano para aperfeiçoar sua tecnologia de mísseis de longo alcance e aumentar a ameaça contra os Estados Unidos, disse a agência de inteligência da Coreia do Sul nesta segunda-feira, acrescentando que acompanha de perto os desdobramentos.

A Coreia do Norte toca programas de mísseis e armas nucleares que desafiam as sanções do Conselho de Segurança da ONU e não tem feito segredo sobre seus planos de desenvolver um míssil capaz de atingir o território norte-americano. O país já disparou dois mísseis sobre o Japão.

O Estado recluso parece ter realizado recentemente um teste de motor de mísseis enquanto rápidos movimentos de veículos foram percebidos perto de conhecidas instalações de mísseis, disse Yi Wan-young, um membro do comitê de inteligência do parlamento sul-coreano, informado pelo Serviço Nacional de Inteligência de Seul. /AFP e REUTERS

Fonte: O Estado de S. Paulo

‘Guerra’ entre EUA e Coreia do Norte: devemos nos preocupar?

O ministro das Relações Exteriores norte-coreano, Ri Yong-ho, disse que o regime poderia atingir os aviões americanos mesmo que eles não estivessem em seu espaço aéreo, já que os Estados Unidos “foram os primeiros a declarar guerra”. Em resposta, o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA, disse que Pyongyang deve parar com as provocações, e a Casa Branca chamou de “absurda” a afirmação.

O comentário de Rio Yong-ho foi uma resposta ao tuíte de Trump dizendo que nem ele nem o líder Kim Jong-un “estariam aqui por muito mais tempo” se continuassem com as ameaças aos EUA. O presidente, por sua vez, respondia ao sexto teste nuclear da Coreia do Norte, que também havia ameaçado disparar mísseis para o território americano de Guam e dito que pretendia testar uma bomba de hidrogênio no oceano Pacífico.

Tudo isso em meio a relatos de que Pyongyang pode ter finalmente conseguido miniaturizar uma arma nuclear que poderia caber dentro de um míssil intercontinental – uma perspectiva há muito temida pelos EUA e seus aliados asiáticos.

Estaríamos realmente mais perto de um conflito militar? Especialistas dizem que não é preciso entrar em pânico ainda. Eis o porquê:

1. Ninguém quer guerra

Esta é uma das informações mais importantes de se manter em mente. Uma guerra na península coreana não serve aos interesses de ninguém.

O principal objetivo do governo norte-coreano é sobrevivência – e um conflito direto com os EUA poderia ameaçar seriamente essa possibilidade. Segundo o repórter de Defesa da BBC, Jonathan Marcus, qualquer ataque contra os Estados Unidos ou seus aliados no contexto atual pode evoluir rapidamente para uma guerra mais ampla – e devemos assumir que o governo de Kim Jong-un não é suicida.

Na verdade, é por isso que a Coreia do Norte está tentando se tornar uma potência nuclear. De acordo com o regime, isso protegeria o governo ao aumentar o custo de tentar derrubá-lo. Kim Jong-un não quer terminar como os ex-ditadores da Líbia, Muammar Khadafi, e do Iraque, Saddam Hussein.

Andrei Lankov, professor da Universidade Kookmin em Seul, disse ao jornal britânico The Guardian que havia “uma probabilidade muito pequena de conflito”, mas que os norte-coreanos estão “pouco interessados em diplomacia” neste momento.

“Eles querem ter a capacidade de tirar Chicago do mapa, por exemplo. Depois terão interesse em soluções diplomáticas”, disse Lankov.

E um ataque preventivo dos EUA? Eles sabem que atingir a Coreia do Norte forçaria o governo retaliar contra seus aliados Coreia do Sul e Japão.

Isso ocasionaria a perda de muitas vidas, incluindo a morte de centenas de americanos – militares e civis.

Além disso, Washington não quer arriscar que mísseis com armas nucleares sejam disparados em direção ao território americano.

Por fim, a China – único aliado de Pyongyang – ajudou a manter o governo norte-coreano justamente porque sua queda poderia ter um resultado estratégico pior. Ter soldados americanos e sul-coreanos na fronteira com a China é uma perspectiva que Pequim não quer enfrentar – e é isso o que a guerra iria trazer.

Analistas acreditam que um conflito não interessa a ninguém, mas temem que erros de cálculo dos países levem a conflito

2. O que você está vendo são palavras, não ações

Trump pode ter ameaçado a Coreia do Norte com um linguajar incomum para um presidente americano, mas isso não significa que os EUA estão de fato entrando em pé de guerra.

Uma fonte anônima nas forças armadas americanas disse à agência de notícias Reuters em agosto que “só porque subiram o tom da retórica, não significa que nossa postura mudou”.

Max Fisher, colunista do jornal The New York Times, concorda: “Esses são os sinais que realmente importam nas relações internacionais – não os comentários improvisados de um líder”.

Além disso, depois do sexto teste nuclear da Coreia do Norte no início de setembro e os testes de mísseis sobre o Japão, os EUA voltaram a uma tática que já havia sido utilizada antes, com sucesso: pressionar Pyongyang por meio do Conselho de Segurança da ONU e de sanções unilaterais.

Seus diplomatas, no entanto, ainda falam na possibilidade de voltar à mesa de negociações – mencionando o apoio da China e da Rússia a um acordo. Essas afirmações mandam sinais contraditórios para Pyongyang, mas também equilibram as palavras duras de Trump.

Mesmo assim, alguns analistas dizem que qualquer movimento mal interpretado nesse ambiente tenso pode levar a uma guerra acidental. E vale a pena relembrar que os bombardeiros americanos sobrevoaram a Coreia do Norte como demonstração de força.

“Poderia acontecer, por exemplo, uma queda de energia na Coreia do Norte que eles confundam com um ataque preventivo. Os EUA podem cometer algum erro na zona desmilitarizada (na fronteira entre as Coreias). Há muitas formas de cada lado fazer cálculos errados e de a situação ficar fora de controle”, disse Daryl Kimnall, do think tank americano Arms Control Association.

Governo norte-coreano afirma que conseguiu produzir armas nucleares que podem ser colocadas dentro de mísseis intercontinentais

3. Já estivemos nesse ponto

Segundo PJ Crowley, ex-secretário de Estado assistente dos EUA, os dois países chegaram perto de um conflito armado em 1994, quando Pyongyang se recusou a permitir inspetores internacionais em suas instalações nucleares. A diplomacia venceu.

Ao longo dos anos, a Coreia do Norte fez ameaças regulares aos Estados Unidos, ao Japão e à Coreia do Sul, ameaçando transformar Seul em um “mar de fogo”.

A retórica de Trump – em conteúdo, mesmo que não no estilo – não é sem precedentes para um presidente americano.

“De formas muito diferentes, mesmo que não tão extravagantes, os Estados Unidos sempre disse que se a Coreia do Norte um dia atacar, o regime deixará de existir”, diz Crowley.

A diferença desta vez, segundo ele, é que o presidente americano pareceu sugerir que tomaria medidas preventivas (apesar de o secretário de Estado Rex Tillerson ter dito que isso não ocorreria).

Analistas políticos dizem que esse tipo de retórica belicosa e imprevisível vinda da Casa Branca não é comum e preocupa as pessoas.

A Coreia do Sul – o aliado americano que tem mais a perder em um confronto com o Norte – pediu um esfriamento da retórica tanto de Pyongyang quanto de Washington. Nenhum país quer que Kim Jong-un pense que um ataque é iminente.

Fonte: bbc.com

‘Não estarão muito tempo por aí’, diz Trump sobre Kim Jong Un e seu chanceler

O presidente americano Donald Trump recorreu ao Twitter para mandar novo recado para a Coreia do Norte. Desta vez, ele respondeu ao chanceler norte-coreano Ri Yong Ho, que no sábado (23) atacou duramente Trump, chamando-o de “um trastornado mental que está repleto de megalomania”, em fala na Assembleia Geral da ONU. As ameaças do presidente americano de “destruir totalmente” a Coreia do Norte fazem com que “a visita de nossos foguetes seja inevitável”, alertou ainda Ri Yong Ho.

“Acabei de ouvir o ministro das Relações Exteriores da Coréia do Norte falar nas Nações Unidas. Se ele faz eco dos pensamentos do homenzinho do foguete (referindo-se a Kim Jong Un), eles não estarão por aí por muito mais tempo!”, twittou Trump na noite do próprio sábado.

Mais cedo, no sábado, bombardeiros americanos voaram perto da costa leste da Coreia do Norte em uma demostração de força do poder militar dos Estados Unidos ao programa armamentista de Pyongjang. 

Manifestação antiamericana em Pyongyang (Foto: Reuters)

E no mesmo dia, milhares de norte-coreanos participaram neste sábado (23) de uma grande manifestação antiamericana convocada pelo regime em Pyongyang para encenar o apoio ao líder Kim Jong-un, em um momento marcado pela troca de insultos com Donald Trump, informou hoje a agência “KCNA”.

Segundo o texto divulgado pela agência estatal de notícias da Coreia do Norte, mais de 100 mil pessoas participaram da concentração na praça Kim Il-sung de Pyongyang.

Durante o ato o comunicado de Kim Jong-un publicado na sexta-feira foi lido integralmente.

Nesse texto, o mandatário norte-coreano criticou o discurso que Trump tinha pronunciado na terça-feira na ONU (em que ameaçou “destruir totalmente a Coreia do Norte”), qualificou o presidente americano de “velho caduco” e fez novas ameaças a Washington.

Representantes do Exército e do Partido dos Trabalhadores leram também discursos durante o ato. “Estamos esperando o momento decisivo final para eliminar os Estados Unidos, o império do mal, do mundo”, leu um oficial dos Guardas Vermelhos, segundo a “KCNA”.

Fonte: g1.com

Coreia do Norte diz que condenará à morte ex-presidente da Coreia do Sul

Coreia do Norte diz que condenará à morte ex-presidente da Coreia do Sul

A Coreia do Norte afirmou nesta quinta-feira (29) que condenará à morte a ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, por supostamente tramar um plano para assassinar o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e pedirá sua extradição. A informação é da Agência EFE.

Em comunicado conjunto dos ministérios de Segurança Pública e Segurança Estatal e da Procuradoria norte-coreana, divulgado hoje pela agência estatal de notícias KCNA, o regime diz que imporá a pena de morte” a Park e ao ex-diretor do Serviço Nacional de Inteligência sul-coreano Lee Byung-ho por esse suposto plano.

“As autoridades sul-coreanas devem entregar a traidora Park Geun-Hye, o ex-diretor de inteligência Lee Byung-ho e seus correligionários à República Popular Democrática da Coreia (nome oficial da Coreia do Norte) em virtude das convenções internacionais”, diz o texto.

O governo norte-coreano exige a extradição dos dois por considerá-los responsáveis “pelo abominável terrorismo de Estado contra a liderança suprema” da Coreia do Norte.

O texto foi divulgado depois que um órgão de imprensa japonês publicou recentemente um artigo que acusa Park, que sofreu impeachment em março e está em prisão preventiva por corrupção, de ter pedido a Lee em 2015 que removesse Kim Jong-un do poder utilizando todos os meios possíveis, inclusive o assassinato.

De acordo com a Coreia do Norte, o plano era que a morte de Kim parecesse um acidente para apagar qualquer indício de participação, mas “a estrita vigilância” das autoridades norte-coreanas obrigou o Sul a desprezar o plano citado.

Representantes do Serviço Nacional de Inteligência (NIS) da Coreia do Sul explicaram à agência Yonhap que as alegações norte-coreanas “carecem de fundamento”.

Fonte: agenciabrasil