Aloysio Nunes afirma que Moro e Lava Jato manipularam impeachment de Dilma

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

“Não é possível, em um processo judicial, em um país civilizado, um juiz e os procuradores se comportarem da forma como se comportaram”, afirmou o ex-chanceler de Temer

O ex-senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), um dos grandes defensores do afastamento da então presidenta Dilma Rousseff, em 2016, agora considera que houve uma “manipulação política do impeachment” pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e pelo ex-juiz Sergio Moro, atual ministro do governo Jair Bolsonaro (PSL).

Em entrevista para a Folha publicada nesta sexta-feira (27), Aloysio, que com o impeachment se tornou ministro das Relações Exteriores do governo Michel Temer (MDB), afirma que isso ficou provado após a divulgação de mensagens trocadas entre procuradores da operação, obtidas pelo site The Intercept Brasil por meio de fonte anônima e também analisadas por outros veículos, entre eles a Folha.

“Não é possível, em um processo judicial, em um país civilizado, um juiz e os procuradores se comportarem da forma como se comportaram. Processo judicial exige um juiz independente, imparcial, que dê iguais oportunidades tanto à defesa quanto ao Estado provarem seus argumentos.”

Aloysio Nunes Ferreira. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ele afirma também que a divulgação do telefonema entre a então presidente Dilma e o ex-presidente Lula em 2016, que resultou em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que barrou a posse de Lula como chefe da Casa Civil do governo, impediu o governo petista de recompor sua base e barrar o impeachment.

“Lula, que dizem que foi um governo socialista, governou com a direita. Teria rapidamente condições de segurar a base política. Porque o impeachment é um processo jurídico —crime de responsabilidade—, e político. Ele, pelo menos em relação à questão política, talvez tivesse condição de recompor. Foi exatamente por isso que eles procuraram barrar, como conseguiram, a posse de Lula.”

Aloysio afirmou ainda que “eles manipularam o impeachment, venderam peixe podre para o Supremo Tribunal Federal. Isso é muito grave”.

Quatro deputados de Rondônia assinam “CPI da Vaza Jato”

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Pedido de CPI da Lava Jato é validado pela Câmara

O pedido de CPI da Lava Jato foi validado pela Mesa da Câmara dos Deputados nesta sexta-feira (13). A Mesa validou 175 das mais de 200 assinaturas obtidas pela oposição no requerimento que pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar, com base nas mensagens divulgadas pelo site The Intercept, supostas arbitrariedades e ilegalidades cometidas pelos membros da Força Tarefa da Lava Jato e pelo então juiz Sergio Moro. Ainda é necessário, contudo, que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), autorize a instalação da CPI.

De Rondônia, quatro parlamentares, Mauro Nazif (PSB), Expedito Netto (PSD) e duas deputadas assinaram o requerimento, Jaqueline Cassol (PP) e Silvia Cristina (PDT).

CLIQUE AQUI PARA VER O NOME DE TODOS OS 175 PARLAMENTARES

Autora do pedido, que também tem sido chamado de CPI da Vaza Jato, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) contou que desde o recesso de julho vinha tentando recolher as 171 assinaturas necessárias ao pedido de CPI, que foi protocolado nessa quinta-feira (12). Ela comemorou, portanto, a conferência da Mesa e lembrou que agora cabe ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), instalar a comissão.

Deltan Dallagnol terá que se explicar, caso a CPI seja instalada

Processos contra ex-senadores Jucá e Raupp devem ser mantidos na JF em Curitiba, opina PGR

Político - https://politico.painelpolitico.com

Em agravos, defesas pedem que processos sejam julgados no Distrito Federal e em Roraima, onde crimes teriam ocorrido

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, manifestou-se pelo indeferimento dos agravos apresentados pelos ex-senadores da República Romero Jucá e Valdir Raupp, contra decisão que determinou o encaminhamento dos processos nos quais são réus para a Justiça Federal no Paraná.

Jucá e Raupp respondem por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por desvios ocorridos na Transpetro, subsidiária da Petrobras. Nos recursos, os políticos pedem ao Supremo Tribunal Federal (STF) que designe a competência para julgamento dos casos à Justiça Federal no Distrito Federal.

Jucá ainda indica a Justiça Federal em Roraima, onde alguns dos crimes pelos quais responde teriam sido cometidos. Para a PGR, as decisões monocráticas, proferidas pelo ministro Edson Fachin, estão corretas e devem ser mantidas.

Ambos alegam, nos agravos, que a questão do Juízo competente para processar os agentes não detentores de foro por prerrogativa de função deve ser analisada e decidida pela regra geral do art. 70 do Código Penal, que fixa a competência territorial conforme o lugar de cometimento da infração penal.

Para a PGR, no entanto, os fatos ilícitos de que trata o Inquérito 4.215/DF, no qual Jucá e Raupp são investigados, estão de forma evidente associados ao esquema criminoso instituído na Petrobras. Conforme já decidido pelo próprio STF no Inquérito 4.130 e no Habeas Corpus 132.295/PR, todos os processos que integrem as investigações da Operação Lava Jato e que tenham relação com desvios na Petrobras são de competência da 13ª Vara Federal de Curitiba.

“O fato de os acertos e as solicitações de vantagens indevidas terem ocorrido na cidade do Rio de Janeiro, ou em Brasília não tem o condão de modificar o contexto em que ocorreram as solicitações de vantagem indevida, tampouco a origem da propina recebida”, aponta a PGR.

Os ex-senadores sustentam que a suposta solicitação de vantagem indevida que lhes é imputada teria ocorrido em Brasília. Jucá alega, ainda, que os supostos crimes de lavagem de dinheiro, a ele também atribuídos, decorrentes da transferência de valores pela empresa NM Engenharia ao Diretório Político do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em Roraima, teriam ocorrido nesse estado. Os acertos para as transferências, por sua vez, teriam sido feitos no escritório de Sérgio Machado, então presidente da Transpetro, no Rio de Janeiro.

Precedentes – Nos pareceres, a PGR cita ainda precedentes nos quais o STF remeteu à 13ª Vara Federal de Curitiba feitos e cópias de termos de colaboração envolvendo fatos inseridos no contexto ilícito da Transpetro. Para Raquel Dodge, mesmo que Petrobras e Transpetro sejam pessoas jurídicas formalmente distintas, a forma societária da empresa de transportes torna indissociáveis os danos por ela sofridos, já que, em última análise, também atingiram a petrolífera, o que estabelece a mesma competência jurisdicional.

A PGR defende que a determinação do STF pela competência da Justiça Federal em Curitiba para julgamento dos feitos relacionados a crimes com danos à Petrobras investigados pela Lava Jato serve para evitar a fragmentação das investigações, de modo que seu prosseguimento não seja inviabilizado ou obstaculizado.

Íntegra da manifestação na petição 8.090/DF (Romero Jucá)

Íntegra da manifestação na petição 8.090/DF (Valdir Raupp)

Lava Jato escondeu repasse de Paulo Guedes a empresa de fachada

Político - https://politico.painelpolitico.com

O então juiz Sergio Moro, responsável pelo caso, prendeu outras pessoas que também destinaram recursos ao escritório suspeito, mas anulou depoimentos contra Guedes e poupou o ministro

Em 2007, o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, realizou um repasse de R$ 560,8 mil a um escritório de fachada, suspeito de lavar dinheiro em esquema de distribuição de propina a agentes públicos do Paraná. No entanto, na denúncia que fez sobre o caso, em 2018, a Lava Jato não incluiu o nome de Guedes ou outros representantes de sua empresa. O caso ganhou apenas uma citação em nota de rodapé na peça de 138 páginas encaminhada à Justiça. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

Na época em que o repasse foi feito, o agora ministro integrava a pré-campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República. O repasse de R$ 560,8 mil foi feito em nome da GPG Consultoria, da qual Guedes foi sócio-administrador entre novembro de 2005 e outubro de 2018, à Power Marketing Assessoria e Planejamento, operada por um assessor do ex-governador Beto Richa (PSDB-PR).

O propósito do repasse, segundo os investigadores, era o de beneficiar a Econorte, do Grupo Triunfo, em concessões de rodovias. A Lava Jato afirmou ao jornal que a denúncia focou nas pessoas e empresas sobre as quais havia “prova robusta”, mas que a investigação prossegue. Os responsáveis por outras duas companhias que destinaram recursos ao escritório suspeito foram presos, denunciados e viraram réus de ação penal aberta pelo então juiz Sergio Moro, enquanto Guedes permanecia “ileso” de acusações.

Iniciativas para que o ministro explicasse o pagamento partiram dos réus, como Carlos Felisberto Nasser, operador da Power Marketing  e funcionário da Casa Civil do governo paranaense. A defesa de Nasser afirmou que o dinheiro desembolsado por Guedes foi pago pela GPG em troca de “serviços prestados”.

Porém, em outro momento, o próprio Nasser afirmou que sua empresa não funcionava e que os recursos desembolsados foram usados em campanhas políticas. O depoimento, no entanto, foi anulado por Moro em junho de 2018, acolhendo pedido da defesa do assessor. O então juiz declarou que o interrogatório era ilícito, pois o MPF não advertiu Nasser, que era advogado, de que tinha o direito de permanecer em silêncio.

Advogados de Nasser chegaram a listar como testemunhas o ministro e o irmão dele, Gustavo Guedes, sócio da empresa. Mas desistiram de ouvi-los três dias antes da data marcada para os depoimentos. A audiência estava agendada para 27 de agosto, em meio à campanha presidencial.

Lula diz a advogados que não quer ir para o regime semiaberto

Politico - https://politico.painelpolitico.com

Lula cumpre pena em Curitiba por ter sido condenado em segunda instância no caso do tríplex

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a seus advogados que não solicitem à Justiça a mudança de seu regime de prisão do atual fechado para semiaberto ou aberto.

O petista avisou que só pretende ir para casa após eventual absolvição ou anulação da sentença que o condenou no caso do tríplex de Guarujá.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, o ex-presidente já tem direito à progressão de regime, pelo cumprimento de um sexto da pena, como previsto no Código Penal e na Lei de Execução Penal.

Esse parecer da Procuradoria aguarda avaliação do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ainda sem data certa para ocorrer.

Segundo especialistas, o petista deve ter esse direito a partir de setembro próximo.

Mas, para que isso ocorra na prática, seus advogados precisam formalizar o pedido do benefício à Vara Federal responsável pela execução penal, em Curitiba.

Até agora, Lula não requisitou nenhum benefício para o encurtamento da sua pena. O ex-presidente leu dezenas de livros na cadeia. Poderia, de acordo com a Lei de Execução Penal, ter feito resumo das obras e com isso teria abatido dias de prisão.

A legislação determina que para cada livro resumido sejam descontados quatro dias na pena. O limite é de 12 resumos por ano.

Lula está preso desde o dia 7 abril de 2018 em uma cela especial da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. O local mede 15 metros quadrados, tem banheiro e fica isolado no último andar do prédio. Ele não tem contato com outros presos, que vivem na carceragem, no primeiro andar.

A pena de Lula foi definida pelo Superior Tribunal de Justiça em 8 anos, 10 meses e 20 dias. O petista foi condenado sob a acusação de aceitar a propriedade de um tríplex, em Guarujá, como propina paga pela OAS em troca de três contratos com a Petrobras, o que ele sempre negou.

Lula recebe seus advogados duas vezes por dia, de manhã e à tarde, na cela em que está preso. As visitas de líderes petistas são comuns.

Políticos da cúpula do partido insistem para Lula solicitar o benefício para sair da cadeia, mesmo que de tornozeleira eletrônica. Dizem, no geral, que a população sabe de sua inocência e que a oposição precisa dele fora da prisão para construir seu discurso.

O ex-presidente, no entanto, tem se mostrado irredutível, sobretudo quanto à possibilidade de usar tornozeleira. Ele considera que sair de tornozeleira seria humilhante e um grande dano para a sua imagem.

“O ex-presidente quer sair da prisão com o reconhecimento de que não praticou qualquer crime e que sua condenação foi imposta em um processo injusto. Ele não está focado em abatimento de pena ou mudança de regime, embora tenha plena ciência de todos os seus direitos”, diz Cristiano Zanin, advogado de Lula.

“Essa é a posição dele que temos no momento, que é compatível com todas as provas de inocência que apresentamos e com as recentes revelações feitas pela imprensa sobre o comportamento do juiz e dos procuradores no processo”, diz Zanin.

Essa orientação de Lula para seus advogados embaralha todo o cenário sobre ele até o final do ano. Além da possibilidade de deixar o regime fechado, o petista aguarda dois movimentos do Judiciário.

A defesa do ex-presidente entrou com recuso no STF (Supremo Tribunal Federal) em que argumenta que o ex-juiz Sergio Moro, que condenou Lula na Lava Jato, demonstrou não ter imparcialidade durante o processo.

Um conjunto de mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil, em que o magistrado aparece orientando procuradores e criticando a defesa do ex-presidente, foi anexado para reforçar a tese da falta de isenção do hoje ministro da Justiça.

Também há no recurso do petista documentos que indicam que Moro determinou o monitoramento do telefone central do escritório dos advogados do ex-presidente, o que é proibido por lei.

A defesa de Lula apresenta como prova o depoimento de um advogado que teve acesso a relatórios que descreviam conversas de advogados sobre estratégias de defesa de Lula.

Esse recurso está na Segunda Turma do STF, composta pelos ministros Edson Fachin, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

Caso o Supremo entenda que Moro foi parcial ao julgar o ex-presidente, o processo contra ele volta para a estaca zero e Lula sai da prisão.

Nesse caso, o petista também teria de volta os seus direitos políticos, que foram cassados após a condenação em segunda instância, quando ele foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

Na quarta-feira (7), a defesa do ex-presidente conquistou uma vitória quando o Supremo por ampla maioria proibiu a transferência de Lula para um presídio em São Paulo.

A mudança havia sido determinada pela juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, que é a responsável por administrar o cumprimento da pena do petista. A defesa de Lula recorreu e, por 10 votos a 1, o plenário do STF derrubou a decisão da magistrada.

Conforme reportagem da Folha de S.Paulo de sexta (9), o Supremo agora deve acelerar o debate sobre a suspeição de Moro e também a rediscussão das ações que questionam a prisão após condenação em segunda instância, tema que é uma das principais bandeiras do atual ministro da Justiça e que também interessa a Lula.

Ministros disseram para a reportagem que há um entendimento interno para que a corte retome na primeira quinzena de setembro o debate sobre a possibilidade de réus recorrerem em liberdade até o fim do processo, quando não couber mais recurso, o chamado trânsito em julgado.

Lula cumpre pena em Curitiba por ter sido condenado em segunda instância no caso do tríplex. Se os ministros entenderem que é inconstitucional a antecipação da pena antes do trânsito em julgado, o ex-presidente sai da cadeia.

Da Folhapress

Lava Jato volta a prender Eike Batista

Politico - https://politico.painelpolitico.com

Empresário foi preso em casa, onde cumpria prisão domiciliar desde 2017. Juiz Marcelo Bretas também mandou prender o contador de Eike, conhecido como Zartha

A Polícia Federal prendeu novamente, na manhã desta quinta-feira (8), o empresário Eike Batista. É a segunda vez que o dono da EBX vai para a cadeia.

Eike estava em casa, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde há cerca de dois anos e meio cumpria prisão domiciliar.

Batizada de Segredo de Midas, a operação, um desdobramento da Lava Jato, busca provas de manipulação do mercado de ações e de lavagem de dinheiro. É baseada em uma delação recém-homologada do banqueiro Eduardo Plass.

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do RJ, expediu para esta fase da Lava Jato dois mandados de prisão:

  1. Eike Furkhen Batista, já cumprido;
  2. Luiz Arthur Andrade Correia, o Zartha, contador de Eike. Ele está no exterior.

Há ainda mais quatro mandados de busca e apreensão.

Condenado a 30 anos

Eike Batista já chegou a ser o homem mais rico do Brasil. Entre 2010 e 2012, período em que chegou a ser listado como o 8º mais rico do mundo, Eike acumulou fortuna que variou entre US$ 27 bilhões e US$ 34,5 bilhões.

O empresário foi preso pela primeira vez no final de janeiro de 2017logo após desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, vindo do exterior.

Cerca de três meses depois, no final de abril de 2017, após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, ele deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, para cumprir prisão domiciliar.

A primeira condenação saiu em julho do ano passado. O juiz Marcelo Bretas sentenciou Eike a 30 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

O empresário foi réu no mesmo processo em que o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi condenado a 22 anos e 8 meses de prisão.

Dois doleiros haviam afirmado que o empresário pagou US$ 16,5 milhões (ou cerca de R$ 65,74 milhões, na conversão atualizada) a Cabral em propina. O pagamento teria sido feito em troca de contratos com o governo estadual.

Do G1

Fachin pede a Toffoli para determinar qual ministro analisará habeas corpus de Lula

Politico - https://politico.painelpolitico.com

Defesa quer que Gilmar Mendes analise caso, mas gabinete do ministro informou que decisão cabe a Fachin

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta quarta-feira (7) ao presidente da Corte, Dias Toffoli, para definir qual ministro deve julgar o pedido de liberdade apresentado mais cedo pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O pedido de liberdade foi apresentado nesta quarta após a juíza Carolina Lebbos determinar a transferência de Lula da Superintendência da Polícia Federal no Paraná para um presídio em São Paulo – por decisão da Justiça, Lula será levado ao presídio de Tremembé (SP).

Ao apresentar o pedido de liberdade, os advogados de Lula argumentaram que Gilmar Mendes deve analisar o caso porque o ministro foi quem pediu vista (mais tempo para analisar o caso) no julgamento de um outro pedido de liberdade. O gabinete de Gilmar, porém, informou que a decisão cabe a Fachin, relator original do processo.

O ministro, então, pediu a Toffoli para definir a quem cabe a decisão “considerando que o pleito defensivo é expressamente dirigido, na condição de vistor, ao eminente Min. Gilmar Mendes”.

Fachin ainda pediu que, se Toffoli entender que cabe a ele analisar o pedido, “que os autos sejam feitos imediatamente conclusos para decisão”. “Publique-se. Intime-se. Proceda-se com a urgência que o caso requer”, determinou Fachin.

Com G1

Defesa de Lula entra com novo pedido de liberdade no Supremo

Politico - https://politico.painelpolitico.com

Esse é o segundo HC impetrado na Corte

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nesta quarta-feira (7) novo pedido de liberdade ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Se o pedido for negado, a defesa pede que seja suspensa a decisão que determinou a transferência dele para o presídio de Tremembé até o julgamento final do julgamento desse habeas corpus.

Se isso também for negado, a defesa reivindica que seja assegurado ao ex-presidente a permanência em sala de Estado Maior.

O pedido de habeas corpus em benefício de Lula começou a ser julgado pela corte em dezembro de 2018 e foi interrompido após pedido de vista de Gilmar. A Segunda Turma retomou o julgamento em junho deste ano, mas não o concluiu.

“Não pode o Estado, por meio de órgão subordinado à autoridade coatora, a pretexto de reconhecer sua impossibilidade de assegurar os direitos do paciente [Lula], agravar sua situação jurídica e pessoal, sobretudo na pendência do julgamento deste habeas corpus”, diz o texto da defesa.

O jornal Folha de São Paulo revelou que uma cela já foi desocupada em Tremembé para receber o ex-presidente. Ele só terá contato com outros presos durante as refeições e banho de sol.

Defesa e apoiadores de Lula contestam transferência; ele vai para Tremembé

Politico - https://politico.painelpolitico.com

Advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins emitiu uma nota afirmando que não pediu a transferência; membros do PT reclamaram

Após a juíza substituta Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, assinar, na manhã desta quarta-feira (7), uma autorização para a transferência do ex-presidente Lula , que está preso na capital paranaense, para São Paulo, a defesa e os apoiadores do petista se manifestaram contra a decisão da magistrada. 

O advogado Cristiano Zanin Martins, responsável pela defesa de Lula, se manifestou através de uma nota oficial. “A decisão proferida hoje (07/08) pela 12.a Vara Federal de Curitiba negou os pedidos formulados pela Defesa, ao ex-presidente Lula o direito a Sala de Estado Maior e determinou sua transferência para estabelecimento a ser definido em São Paulo”, escreveu Zanin.

O despacho de Lebbos não prevê recolhimento em uma sala de Estado Maior. “Verifica-se, ademais, que as disposições legais invocadas contemplam hipóteses de prisão especial – e não necessariamente de recolhimento em Sala de Estado Maior”, diz trecho da decisão da magistrada sobre a transferência de Lula.

“A cela especial poderá consistir em alojamento coletivo, atendidos os requisitos de salubridade do ambiente, pela concorrência dos fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequados à existência humana”, opinou a juíza.

 Apoiadores de Lula na política como o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB), a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e petistas como Gleisi Hoffmann, Paulo Pimenta, Maria do Rosário e Wadih Damous também se manifestaram contra a prisão.

Tremembé

O juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci determinou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpra pena no presídio de Tremembé, no interior de São Paulo.

A decisão do magistrado, que é coordenador e corregedor do Departamento Estadual de Execuções Criminais de São Paulo, foi tomada horas depois de a juíza federal do Paraná Carolina Lebbos determinar a transferência de Lula da carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba para um estabelecimento prisional de São Paulo.

Apesar de a condenação e a transferência do ex-presidente terem sido determinadas pela Justiça Federal no Paraná, a assessoria de imprensa do órgão em São Paulo informou que a Justiça estadual tem competência para decidir o local onde Lula cumprirá pena.

P2

Lula cumprirá na Penitenciária 2 (P2) de Tremembé o restante da pena de 8 anos e 10 meses por condenação na Lava Jato, no caso do triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. A data da transferência não foi definida.

A P2 é conhecida por abrigar presos que cometeram crimes de repercussão para a preservação dos condenados. Lá está Cristian Cravinhos, Mizael Bispo, condenado por matar Mércia Nakashima, Roger Abdelmassih, Gil Rugai, Lindenberg Alves, Guilherme Longo, padrasto acusado de matar menino Joaquim, e Alexandre Nardoni também são detentos da P2.

Intercept divulga áudio de Dallagnol comemorando liminar de Fux; ouça

Politico - https://politico.painelpolitico.com

Decisão de Fux proibiu ilegalmente entrevista de Lula durante o processo eleitoral

A polêmica proibição de entrevista do ex-presidente Lula ao jornal Folha de São Paulo durante o período eleitoral em 2018, pelo ministro do STF Luiz Fux, foi comemorada com entusiasmo pelo procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Operação Lava-Jato em Curitiba em um grupo do Telegram, composto por outros integrantes da operação, denominado “Filhos de Januário “. A liminar de Fux seria derrubada em abril deste ano, por decisão do presidente do STF, Dias Toffoli em retaliação a uma decisão de Alexandre de Moraes, que revogou a censura à revista Crusoé e ao site O Antagonista, que haviam publicado reportagem sobre Toffoli.

O site Intercept Brasil divulgou nesta terça-feira, áudio do procurador que foi enviado no grupo, onde todos estavam preocupados “com a volta do PT” através da eleição de Fernando Haddad. A procuradora Ana Carolina Resende chegou a dizer que “estava rezando” para que isso não ocorresse:

Na ocasião, os promotores e procuradores estavam apreensivos porque o ministro Ricardo Lewandowski, seguindo o que determina a lei, autorizara Lula a conceder uma entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

Em um grupo no Telegram, os procuradores imediatamente se movimentaram, debatendo estratégias para evitar que Lula pudesse falar. Para a procuradora Laura Tessler, o direito do ex-presidente era uma “piada” e “revoltante”, o que ela classificou nos chats como “um verdadeiro circo”. Uma outra procuradora, Isabel Groba, respondeu: “Mafiosos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

No dia 28 de setembro de 2018, Deltan Dallagnol envia as seguintes mensagens ao grupo:

De acordo com o Intercept, “No passado, Dallagnol era o maior entusiasta das garantias que foram justamente a base para a decisão de Lewandowski autorizar a entrevista de Lula. Em novembro de 2015, como o Intercept publicou, Deltan alertou seus colegas que investigar jornalistas que publicavam material vazado não seria apenas difícil mas “praticamente impossível”, porque “jornalista que vaza não comete crime”. Naquele época, ele era um dos principais defensores da importância de uma imprensa livre em uma democracia, um princípio que abandonou quando poderia, aos seus olhos, ajudar o PT a vencer a eleição“.