Polícia diz ter prendido dois integrantes do MBL por lavagem de dinheiro; movimento nega

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Dois homens foram presos na manhã desta sexta-feira (10) em uma operação realizada pela Polícia Civil, Ministério Público Estadual e Receita Federal, informa o G1. Segundo a Polícia Civil, eles são integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) e investigados por movimentações de mais de R$ 400 milhões de empresas. O MBL nega que eles façam parte do movimento. 

De acordo com o MP, os presos Alessander Mônaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso são investigados por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. 

Em nota, o MBL disse que “Alessander Monaco Ferreira e Carlos Augusto de Moraes Afonso não são integrantes e sequer fazem parte dos quadros do MBL. Ambos nunca foram membros do movimento.” 

São cumpridos seis mandados de buscas e apreensão e dois de prisão na cidade de São Paulo e em Bragança Paulista, no interior do estado. Um dos mandados de busca ocorre na sede do MBL na Vila Mariana, na Zona Sul da capital paulista.

O MBL é um movimento político brasileiro que foi bem atuante durante o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). 

A operação chamada de “Juno Moneta” faz referência ao antigo templo romano onde as moedas romanas eram cunhadas. 

Cerca de 35 policiais civis do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE) e 16 viaturas participam da operação.

Carlos e Flávio Bolsonaro usaram dinheiro vivo para pagar corretora de investimentos

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Os dois filhos do presidente Jair Bolsonaro são investigados. Uso de dinheiro em espécie é comum em lavagem de dinheiro

Flávio e Carlos Bolsonaro usaram R$ 31 mil em dinheiro vivo para pagar uma corretora que cuidavam de seus investimentos na Bolsa de Valores. A informação foi revelada pela Folha de S. Paulo nesta sexta (12).

Segundo a reportagem, o uso de dinheiro em espécie é comum em operações de lavagem de dinheiro. Carlos e Flávio são investigados no Rio de Janeiro pelo suposto desvio de verba pública, com esquema de funcionários fantasmas e rachadinha.

Em 2009, a corretora fez a cobrança de R$ 15,5 mil para cada um dos filhos do presidente, para cobrir prejuízos obtidos na Bolsa depois da crise de 2008. Eles entraram na Justiça para reaver a despesa, mas o caso ainda não teve desfecho.

Segundo Folha, as operações de Flávio e Carlos não foram comunicadas à Receita Federal.

Desde 2007, os dois fazem investimentos na Bolsa. Carlos fez aportes que variavam de R$ 1.000 a R$ 6.000. Em uma oportunidade, aportou R$ 53,8 mil. Já Flávio fazia depósitos maiores, de R$ 20 mil, R$ 10 mil e R$ 40 mil.

“O investimento na corretora, que em setembro de 2008 somava R$ 130 mil, não consta na declaração de bens de Carlos entregue à Justiça Eleitoral na eleição daquele ano. O patrimônio listado ao TRE-RJ tinha apenas um carro e um apartamento que valiam, somados, R$ 260 mil.”

Em nota, eles negaram que os investimentos na Bolsa tenham relação com os esquemas de lavagem investigados atualizamente.

Operação prende suspeitos de lavar R$ 7 milhões do tráfico de drogas, em RO

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Investigações da Operação Dimensão começaram há cerca de um ano. Foram cumpridos quatro mandados de busca e a apreensão e dois de prisão preventiva

Uma operação da Polícia Federal (PF) prendeu dois suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Rondônia. De acordo com a PF, na tarde de segunda-feira (16) também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão.

As investigações da Operação Dimensão, iniciadas há cerca de um ano, descobriram que o homem e a mulher presos estariam envolvidos na conversão de dinheiro originário do tráfico em ativos lícitos. Os valores apurados como ocultados ou dissimulados chegam a R$ 7 milhões.

Durante o cumprimentos dos mandados, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, documentos e bens diversos. A PF não informou em qual cidade foram cumpridos os mandados.

Os presos passaram por audiência de custódia e foram encaminhados a um presídio.

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Preso pela PF, delator diz ter lavado dinheiro para Grupo Silvio Santos

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Operador financeiro Adir Assad diz que prática ocorreu por meio de contratos fraudados de patrocínio esportivo

Reportagem da Folha de São Paulo publicada nesta quinta-feira o operador financeiro Adir Assad afirma que lavou milhões de reais para o Grupo Silvio Santos por meio de contratos fraudados de patrocínio esportivo.

As afirmações estão em anexos de seu acordo de colaboração premiada firmado com
integrantes da Operação Lava Jato. Depoimentos do operador foram compartilhados entre procuradores do Ministério Público Federal no aplicativo Telegram. O conteúdo dessas conversas, obtido pelo The Intercept Brasil, foi analisado pela Folha e pelo site.

Nos relatos compartilhados, Assad não menciona especificamente o apresentador e
empresário Silvio Santos, mas aponta como um dos contatos no grupo o sobrinho dele
Daniel Abravanel e o uso da empresa que comercializa a Tele Sena.

O esquema funcionou em duas épocas distintas, segundo disse Assad ainda na época em
que negociava a sua delação. No fim dos anos 1990, o operador diz ter firmado contratos superfaturados de patrocínio entre suas empresas e pilotos da Fórmula Indy e da categoria Indy Lights. Naquela época, disse, ele se relacionava com Guilherme Stoliar, que hoje é presidente do Grupo Silvio Santos.

Assad contou que o SBT tinha necessidade à época de fazer um caixa paralelo, mas não
sabe dizer com qual finalidade —se para remunerar bônus a executivos ou se para pagar
propina no setor público. Essa operação, estimou ele, movimentou R$ 10 milhões naquele período. Os pilotos patrocinados, contou, “apenas viabilizavam espaços de publicidade” e não sabiam das irregularidades nas transações. Entre os pilotos mencionados no relato do
delator estão Helio Castroneves e Tony Kanaan. O irmão de Assad, Samir, que trabalhava com ele e também virou delator, fez relato corroborando a história.

O delator Adir Assad durante depoimento à CPI do Cachoeira, em 2012 – Sergio Lima –
28.ago.12/Folhapress

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PF faz operação para prender grupo que usava o WhatsApp para lavagem de dinheiro em RO

Mandados de prisão estão sendo cumpridos em Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia. Grupo movimentou cerca de R$ 20 milhões e tinha vida financeira incompatível.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), uma operação para desarticular um grupo criminoso especializado em evasão de divisas, operações financeiras não autorizadas e lavagem de capitais em Guajará-Mirim (RO), na fronteira com a Bolívia. Segundo a PF, a quadrilha usava um grupo no WhatsApp chamado “Câmbio Guayará” para fazer as movimentações.

Durante a manhã estão sendo cumpridos nove mandados judiciais, sendo quatro de prisão temporárias e cinco de busca e apreensão. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Guajará-Mirim. Também foi determinado o bloqueio das contas bancárias dos investigados.

Durante a investigação, a PF identificou que o grupo recebia transferências e depósitos advindos de pessoas domiciliadas em diversos estados do Brasil através de contas bancárias nos nomes dos integrantes e em de “laranjas”.

Ainda segundo a PF, para fazer a evasão de divisas e lavagem de capitais os investigados utilizavam um grupo no aplicativo WhatsApp. Esse grupo era chamado de “Câmbio Guayará” e nele os criminosos trocavam informações e negociavam moedas estrangeiras por valores abaixo dos que são praticados no mercado.

A PF estima que cerca de R$ 20 milhões foram movimentados pela quadrilha, que em Guajará-Mirim ostentava uma vidade luxo que era imcompatível com a capacidade financeira.

Conforme a polícia, os presos na operação serão ouvidos pelo delegado na Delegacia de Polícia Federal em Guajará-Mirim e depois encaminhados para presídios estaduais.

Fonte: g1

Marcos Valério, Hollerbach e Cristiano Paz são condenados no mensalão tucano

Eles foram condenados em primeira instância pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro cometidos durante campanha pela reeleição de Eduardo Azeredo ao governo de MG, em 1998.

Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz foram condenados, em primeira instância, a 16 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. A sentença foi proferida na última sexta-feira (15) pela juíza Lucimeire Rocha, da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, e está prevista para ser publicada nesta terça-feira (19). Da decisão cabe recurso.

O advogado Estevão Ferreira de Melo, que representa Ramon Hollerbach, disse que o seu cliente completou 70 anos no dia 13 de junho, o que impossibilitaria a condenação dele. “A única sentença que seria dada era o reconhecimento da prescrição, ela [juíza] não poderia sentenciar. O Código Penal diz que até a data da sentença, se o réu completar 70 anos antes da sentença, o prazo prescricional é contado pela metade”, afirmou. O defensor falou que vai recorrer, pedindo esclarecimentos. A reportagem entrou em contato com a defesa dos outros dois condenados e aguarda retorno.

Os acusados foram condenados pelos crimes cometidos durante a campanha eleitoral pela reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas Gerais, em 1998. Valério, Hollerbach e Cristiano Paz também foram condenados ao pagamento de 400 dias-multa, cujo valor foi fixado em um salário mínimo vigente na época dos crimes.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, dentre as estatais investigadas estão a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) e Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), que foi privatizado em setembro de 1998.

Segundo o processo, as agências de publicidade SMP&B, da qual Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach eram sócios à época, e DNA Publicidade e Propaganda captaram verbas de patrocínio para realizado do Enduro da Independência, do Supercross e do Iron Biker, mas o dinheiro era destinado para a campanha de Azeredo. No pleito, o então governador perdeu para Itamar Franco (PMDB).

Na sentença, a juiz Lucimeire Rocha destacou que as consequências dos crimes foram prejudicais aos cidadãos do estado. “As consequências do crime são aquelas nefastas à população, uma vez que, quando recursos públicos são desviados, resta subtraído do povo, destinatário dos serviços públicos, o direito de viver melhor, com mais igualdade de acesso, de acordo com os altos impostos pagos neste país”, pontuou.

Marcos Valério foi condenado a 37 anos de prisão no mensalão do PT e está preso em regime fechado na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais. Ele também é réu em um dos processos da operação Lava Jato, que investiga esquema de desvio e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras.

Ramon Hollerbach foi condenado a 27 anos, quatro meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção ativa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e peculato no mensalão do PT e cumpre pena na Associação de Proteção ao Condenado (Apac) de Nova Lima.

Cristiano Paz foi condenado a 23 anos, 8 meses e 20 dias pelos crimes de corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro no mensalão do PT. Atualmente, ele cumpre pena em regime semiaberto na Associação de Proteção ao Condenado (Apac) de Nova Lima.

Mensalão tucano

De acordo com a denúncia, o mensalão tucano teria desviado recursos para a campanha eleitoral de Azeredo, que concorria à reeleição ao governo do estado, em 1998.

O esquema envolveria a Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig), a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) e teria desviado ao menos R$ 3,5 milhões por meio de supostos patrocínios a três eventos esportivos: o Iron Biker, o Supercross e o Enduro da Independência. Todos os réus negam envolvimento nos crimes.

O ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo foi condenado em segunda instância e cumpre pena pelo caso em um batalhão do Corpo de Bombeiros, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Durante o julgamento em agosto de 2017, o advogado dele, Castellar Guimarães Neto, pediu a absolvição do ex-governador por inexistência de prova suficiente à condenação.

O ex-senador Clésio Andrade foi também condenado há 5 anos de prisão por envolvimento no esquema. O político recorreu da decisão. Sua defesa sempre alegou que Clésio é inocente.

“Confiamos na independência e na qualidade do Poder Judiciário mineiro. A douta juíza já demonstrou isso quando o absolveu do crime mais grave, após aprofundado exame da prova. A condenação pelo delito menos grave deveu-se a equívoco de interpretação, que temos certeza que será corrigido no Tribunal”, afirmou o defensor de Andrade por meio de nota no dia que apresentou o recurso.

O jornalista Eduardo Guedes, que atuou como secretário adjunto de Comunicação Social na gestão de Azeredo, foi recentemente condenado por envolvimento no esquema. No início deste mês, a juíza Lucimeire Rocha, titular da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, determinou que ele cumpra 17 anos e cinco meses de prisão.

O MPMG informou que a promotora Patrícia Varotto, da 17ª Promotoria de Justiça de Belo Horizonte, pediu o aumento da pena. O advogado Sânzio Baioneta, que defende Guedes, disse que recorreu da decisão. “Entrei com embargos declaratórios em decorrência das omissões da sentença, que não apreciou as teses de defesa”, afirmou.

Os ex-diretores da Comig Renato Caporali e Lauro Wilson foram julgados em um mesmo processo.

Em outubro do ano passado, Caporali foi condenado a 4 meses e 15 dias de detenção em regime aberto por desvio de dinheiro público. Na ocasião, o advogado Hermes Guerrero, que representa Caporali, negou que o seu cliente tenha desviado recursos públicos. Guerrero recorreu da sentença.

Em relação a Lauro Wilson, a Justiça considerou extinta a punibilidade. O prazo prescreveu porque o réu completou 70 anos em 2017.

Os processos em relação a Cláudio Mourão e Walfrido dos Mares Guia prescreveram ao completarem 70 anos. O réu Fernando Moreira Soares morreu em 2015.

Outro réu ainda responde ao processo na Justiça de Minas Gerais.

Fonte: g1

 

Investigação aponta suspeita de “lavagem de dinheiro” entre Nike e CBF

O caso concluiu que comissões ilegais avaliadas em US$ 26 milhões (R$ 97 milhões) foram pagas a Rosell por ter mediado o contrato entre a CBF e a empresa

Genebra – Autoridades espanholas suspeitam que Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, e Sandro Rosell, ex-executivo da Nike no País, estiveram envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado aos contratos entre a seleção brasileira e a Nike, empresa norte-americana que passou a patrocinar o time nacional.

O caso foi conduzido pela Unidade de Delinquência Econômica e Fiscal, que concluiu que comissões ilegais avaliadas em US$ 26 milhões (R$ 97 milhões) foram pagas a Rosell por ter mediado o contrato entre a CBF e a empresa americana. Do valor total recebido pelo ex-dirigente catalão, hoje preso, Teixeira teria ficado com US$ 5 milhões (R$ 19 milhões).

Segundo o jornal espanhol El Confidencial, o contrato que gerou a propina seria de 6 de novembro de 2008 e estaria em vigor até 2011. O fim do acordo coincide, segundo a publicação, com a entrada de Rosell na presidência do Barcelona e sua necessidade de se desfazer de contratos anteriores que pudessem representar um conflito de interesse.

Para receber o pagamento, Rosell teria usado a empresa Ailanto Marketing, criada no Brasil e alvo de investigações por parte das autoridades nacionais. Diante da juíza espanhola Carmen Lamela, Rosell explicou na segunda-feira que o envio de US$ 5 milhões (R$ 19 milhões) a Teixeira era uma forma de anular um empréstimo que o brasileiro lhe teria feito.

Mas os investigadores suspeitam que Teixeira tenha usado Rosell como instrumento para lavagem de dinheiro. Um indício disso era que os recursos passaram por vários paraísos fiscais e diversas contas de empresas offshore. Na avaliação dos investigadores, isso seria um sinal de que houve uma tentativa de impedir que o percurso do dinheiro fosse facilmente identificado.

Nos Estados Unidos, o FBI investiga a Nike por suspeitas de suborno em relação ao Brasil e o contrato avaliado em US$ 160 milhões (R$ 600 milhões) com a seleção brasileira. Ricardo Teixeira é suspeito de ter dividido com o empresário José Hawilla uma propina de US$ 30 milhões (R$ 112 milhões) por terem fechado um acordo com a empresa americana em 1996, dando a ela exclusividade para explorar a imagem da seleção.

De acordo com documentos oficiais do Departamento de Justiça dos EUA, a CBF havia fechado um acordo milionário com a empresa americana que previa um pagamento extra em uma conta na Suíça de US$ 40 milhões (R$ 149 milhões) para a Traffic. Depois de fechar o acordo com a Nike, Hawilla emitiria notas por serviços supostamente prestados entre 1996 e 1999no valor de US$ 30 milhões (R$ 112 milhões) para a Nike que, em troca, o fazia os depósitos.

Para a Justiça americana, esse valor se refere a “propinas e subornos” que o então presidente da CBF e o empresário brasileiro receberam da empresa. Em uma nota à imprensa, a Nike indicou que está “comprometida em cooperar com qualquer investigação governamental relacionada com a Fifa”.

Fonte: exame

STF aceita denúncia, e Jucá torna-se réu por corrupção e lavagem de dinheiro

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou hoje (13), por unanimidade, denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o senador Romero Jucá (MDB-RR) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, em um desdobramento da Operação Lava Jato. Com isso, será aberta uma ação penal, e o senador passa, pela primeira vez, a figurar como réu no STF.

Jucá foi delatado pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Claudio Mello Filho. Segundo o executivo, a Odebrecht fez, em 2014, uma doação eleitoral oficial de R$ 150 mil ao diretório regional do MDB em Roraima, ao mesmo tempo em que discutia com o senador a aprovação, no Congresso Nacional, de duas medidas provisórias (MPs) em benefício da empresa.

Para o MPF, o dinheiro foi doado em contrapartida à atuação política de Jucá, que propôs emendas para modificar os textos das MPs 651 e 656, ambas de 2014, de modo a garantir benefícios fiscais ao grupo Odebrecht.

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, que representa Jucá, afirmou durante o julgamento que o MPF pretende criminalizar a atuação regular do senador como parlamentar. Ele também leu trechos da delação em que se baseou a denúncia, argumentando que, em nenhum momento, Cláudio Melo Filho afirmou, cabalmente, que a doação eleitoral fora contrapartida pela modificação das medidas provisórias.

Fonte: agenciabrasil

Conselheiro do TCE/AP José Júlio vira réu por 62 crimes de lavagem

A Corte Especial do STJ recebeu nesta quarta-feira, 7, a denúncia do MPF

A Corte Especial do STJ, em decisão unânime, recebeu denúncia de lavagem de dinheiro contra o conselheiro do TCE/AP José Júlio de Miranda Coelho.

Ele foi acusado pelo MPF de 62 crimes de lavagem de dinheiro com o intuito de dissimular ou ocultar o desvio de R$ 100 mi do TCE, feito de forma reiterada, por meio de saques de cheques diretamente na conta corrente da Corte. O denunciado teria adquirido uma série de bens, como imóveis em diferentes Estados, automóveis (BMWs e Ferraris), embarcações e aeronave. A denúncia aponta que o esquema durou de 2001 a 2010, até a deflagração da operação Mãos Limpas.

A relatora, ministra Nancy Andrighi, afirmou no voto que a conduta foi demarcada com todas as suas circunstâncias, apontando o uso de laranjas pelo conselheiro para a aquisição de bens com valores provenientes do crime de peculato praticado contra o TCE.

“A acusação não se baseia em responsabilidade penal de cunho objetivo, já que não é o crime imputado apenas em razão do cargo de conselheiro.”

Para a ministra, foi demonstrado o vínculo entre o suposto crime antecedente de peculato e o provável crime de lavagem de dinheiro.

A decisão a favor do recebimento da denúncia foi unânime; o ministro Herman destacou: “A prova é mais do que suficiente para recebimento da denúncia. A prova é oceânica.”

A Corte Especial também decidiu afastar o conselheiro do cargo no Tribunal de Contas, acompanhando o voto da relatora, para quem “a gravidade dos fatos imputados ao acusado evidencia a incompatibilidade de sua manutenção no cargo responsável pelo exame da regularidade dos gastos públicos”.

O ministro Humberto Martins não participou do julgamento por motivo de suspeição por foro íntimo; ausentes os ministros Noronha e Benedito.

Processo: APn 819

Sérgio Cabral é condenado a 13 anos por lavagem de dinheiro e chega a 100 anos pena

Ex-governador foi condenado em 5 processos da Justiça Federal. Juiz Marcelo Bretas condena ainda Adriana Ancelmo, mulher de Cabral.

O ex-governador Sérgio Cabral foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.

Cabral já havia sido condenado a 87 anos em outros quatro processos. As penas agora chegam a 100 anos, em cinco ações: quatro com Bretas, no Rio, e uma com o juiz Sérgio Moro, no Paraná.

De acordo com o juiz Marcelo Bretas, a culpa de Sérgio Cabral “se mostra bastante acentuada”. Para o magistrado, o ex-governador é o principal idealizador do esquema de lavagem de dinheiro revelado a partir da operação Calicute, deflagrada em novembro de 2016.

“A magnitude de tal esquema impressiona, sobretudo pela quantidade de dinheiro movimentado. Especificamente no caso dos autos, foram “lavados” mais de quatro milhões de reais em apenas 5 operações de compra de joias. Não bastasse isso, a lavagem de dinheiro que tem como crime antecedente a corrupção reveste-se de maior gravidade, por motivos óbvios, merecendo o seu mentor intelectual juízo de reprovação mais severo”, escreveu Marcelo Bretas em sua decisão.

Foram condenados nesta sexta-feira (2):

  • Sérgio Cabral – 13 anos e 4 meses de prisão
  • Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador – 10 anos e 8 meses de prisão
  • Carlos Miranda, operador de Sérgio Cabral – 8 anos e 10 meses de prisão
  • Luiz Carlos Bezerra, chamado de “homem de mala”, do ex-governador – 4 anos de prisão.

Na avaliação do juiz Bretas, Adriana Ancelmo, ex-primeira-dama do RJ, teria sido a “principal beneficiária da lavagem de dinheiro”. De acordo com o magistrado, a mulher de Cabral adquiriu uma quantidade de joias que chegam a R$ 4,5 milhões.

Fonte: g1