Delações envolvendo cervejaria Petrópolis vão para a Justiça Federal em São Paulo

Delações envolvendo cervejaria Petrópolis vão para a Justiça Federal em São Paulo

As delações dos executivos da Odebrecht sobre o uso da cervejaria Petrópolis para pagamentos de doações eleitorais serão remetidas à Justiça Federal em São Paulo. A decisão é do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, e foi tomada na Petição 6.694, apresentada pelo Ministério Público Federal.

Antes de determinar a remessa à capital paulista, Fachin tinha decidido que as cópias fossem enviadas à Seção Judiciária do Paraná. Esse pedido também foi feito pelo MPF, que não viu envolvimento de pessoas com foro por prerrogativa de função. A mudança de entendimento do ministro considerou que os supostos fatos ocorreram na cidade de São Paulo.

A PET 6.694 foi apresentada com base em declarações sobre uma parceria entre a empreiteira e a cervejaria para doações eleitorais. Essa informação foi mencionada por Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Luiz Eduardo da Rocha Soares, Olívio Rodrigues Júnior, Marcelo Odebrecht e Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho.

Em agravo regimental, antes da decisão de Fachin, a Petrópolis pediu a reconsideração do envio dos autos para Curitiba alegando que, segundo os relatos dos delatores, as doações se dirigiram a diversos políticos que atualmente detêm foro perante o STF. A partir disso, pedia a manutenção da competência do Supremo para conduzir as investigações, com a redistribuição dos autos.

Em nova petição, a cervejaria pediu o arquivamento dos autos ou, ao menos, sua remessa à Justiça Federal de São Paulo. Ao analisar o pedido, o ministro observou que o procurador-geral da República não viu citação a ilícitos que contaram com participação de pessoas com prerrogativa de foro no STF.

Segundo Fachin, essa ausência é suficiente para remeter os autos ao primeiro grau. Para o MPF, mesmo que a cervejaria tenha confessadamente feito doações eleitorais a vários agentes políticos, a licitude dessas operações deve ser objeto de apuração adequada, o que afasta, por ora, qualquer fixação de competência no Supremo.

Fachin também explicou que não foi constatado, até o momento, qualquer relação entre os fatos narrados e a operação “lava jato”, que tramita perante a Seção Judiciária do Paraná.

Fonte: conjur.com

Operação Lava Jato recupera R$ 1 bilhão em dez dias

De 26 de junho a 6 de julho, Braskem, Andrade Gutierrez e Marcelo Odebrecht restituíram, juntos, R$ 903,9 milhões aos cofres públicos, em cumprimento às obrigações assumidas nos acordos feitos com o Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Operação Lava Jato.

“Os depósitos são expressão do compromisso das empresas lenientes e do colaborador de ressarcir imediatamente os danos causados à sociedade que são apontados no acordo, na forma pactuada”, informou a força-tarefa da Lava Jato na Procuradoria da República.

Os depósitos inserem-se no contexto de uma série de outras obrigações, como a de revelar outros ilícitos, fornecer informações e provas e não praticar novas ilegalidades. Os valores beneficiarão as vítimas dos ilícitos e a sociedade, destaca a Procuradoria.

Além disso, por meio dos acordos de leniência, as empresas colaboradoras assumiram o compromisso de implementar e aperfeiçoar programas de conformidade, em linha com modernos instrumentos de combate e prevenção à corrupção.

Braskem
Em 14 de dezembro de 2016, a força-tarefa Lava Jato do MPF em Curitiba firmou acordo de leniência com a Braskem S.A., que foi homologado tanto pela Câmara de Combate à Corrupção do MPF como pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

Nos termos do acordo global, além do compromisso de revelar fatos ilícitos apurados em investigação interna, praticados em desfavor da Petrobras e de outras esferas públicas, a colaboradora comprometeu-se a pagar R$ 3.131.434.851,37.

Conforme o cronograma estabelecido, a colaboradora efetuou nesta quinta-feira (6/7) depósito da parcela inicial de R$ 736.444 544,59, restando as demais a serem solvidas nos próximos seis anos. As parcelas serão atualizadas monetariamente, tendo como referência inicial a data de assinatura do acordo de leniência e o dia anterior à data de pagamento da respectiva parcela.

Quanto aos valores depositados, o MPF vai pedir à Justiça, nos termos do acordo feito e homologado, a seguinte destinação: (a) 97,5% do total a título de ressarcimento dos danos materiais e imateriais causados pelos fatos e condutas ilícitas aos entes públicos, órgãos públicos, empresas públicas, fundações públicas e sociedades de economia mista, inclusive à Petrobras; (b) 1,5% do total, a título de perda de valores relacionados à prática dos crimes previstos na Lei de Lavagem de Dinheiro; (c) 1% do total a título de multa prevista na Lei de Improbidade, que também será destinado à(s) vítima(s), pro rata.

Andrade Gutierrez
A Andrade Gutierrez Investimentos em Engenharia S/A depositou R$ 94.058.802,91 em favor dos cofres públicos, na segunda-feira (3). Este valor se refere à segunda parcela do compromisso firmado com o MPF em seu acordo de leniência, homologado pelas instâncias competentes, pelo qual a empresa se comprometeu a pagar o valor total de R$ 1 bilhão em decorrência dos crimes e atos de improbidade administrativa praticados.

Anteriormente, a Andrade Gutierrez já havia depositado a primeira parcela de seu acordo, no valor de R$ 83.333.333,33. Com o depósito da segunda parcela neste mês de julho, a empresa já ressarciu aos cofres públicos o montante de R$ 177.392.136,24.

Esses valores encontram-se depositados em juízo e serão destinados, em sua maior parte, aos entes públicos lesados pelos esquemas de corrupção e fraude à licitação identificados na operação Lava Jato.

Marcelo Odebrecht
Em 26 de junho deste ano, atendendo ao compromisso assumido no acordo de colaboração premiada que firmou com o procurador-geral da República e a força-tarefa Lava jato em Curitiba, Marcelo Bahia Odebrecht depositou judicialmente, à vista, R$ 73.399 314,07. Trata-se do total da multa que lhe foi atribuída em decorrência do acordo, que corresponde a 70% dos rendimentos auferidos pelo colaborador do Grupo Odebrecht no período em que participou dos fatos criminosos, limitado a dez anos.

Sem prejuízo a tal montante, Marcelo Bahia Odebrecht comprometeu-se com o MPF , no acordo de colaboração, a renunciar e perder, na forma do art. 7º da Lei nº 9.613/98, ainda que tenham sido convertidos, total ou parcialmente, em outros bens móveis ou imóveis, todos os valores que recebeu: i) no exterior a partir do “Setor de Operações Estruturadas” do Grupo Odebrecht, ou, ainda, ii) por intermédio de operações financeiras ilícitas. Tais valores estão sendo objeto de determinação.

Conforme previsto no acordo de colaboração celebrado pelo MPF com Marcelo Bahia Odebrecht, a destinação do valor da multa por ele recolhida será definida pelo juízo de homologação, no caso pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Para o procurador da República Deltan Dallagnol, “a regra no Brasil é que nenhum centavo do dinheiro desviado seja recuperado Virtualmente nenhuma ação judicial para recuperar dinheiro público desviado, na história, alcançou algo similar. Se a recuperação de quase um bilhão pode ser comparado a uma árvore frondosa, é uma árvore frondosa que cresceu no deserto”, comparou.

“É evidente a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos para recuperar o dinheiro público fora do ambiente da cooperação, adotando, por exemplo, propostas que estiveram dentre as 10 medidas contra a corrupção.”

Já o também procurador da República Paulo Galvão salienta que “a recuperação histórica de valores demonstra a importância de preservar o ambiente favorável para acordos de colaboração e leniência, na linha da recente decisão do STF”.

Fonte: metropoles.com

Lula e Odebrecht depõem nesta terça como testemunhas de Cunha e Funaro

Lula e Odebrecht depõem nesta terça como testemunhas de Cunha e Funaro

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e o empresário Marcelo Odebrecht vão prestar depoimento nesta terça-feira (4), a partir das 14h30, como testemunhas de defesa do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do doleiro Lúcio Funaro. Os dois depoimentos à Justiça Federal de Brasília serão prestados por meio de videoconferência.

Listado como uma das testemunhas de defesa de Cunha, Lula falará com o juiz Vallisney de Souza Oliveira, responsável pelos processos da Operação Sépsis na primeira instância, na seccional da Justiça Federal de São Paulo.

Preso em Curitiba pela Lava Jato, Marcelo Odebrecht foi chamado como testemunha de Lúcio Funaro. O ex-presidente da maior empreiteira do país vair depor ao magistrado de Brasília na seccional da Justiça Federal do Paraná.

O ex-presidente da Câmara e o doleiro foram alvos de mandados de prisão da Operação Sépsis, desdobramento da Lava Jato que apura as supostas irregularidades no FI-FGTS. Eles são suspeitos de terem cobrado propina de empresários para liberar empréstimos com juros reduzidos por meio do fundo de investimentos abastecido com dinheiro dos trabalhadores.

A Polícia Federal (PF) acredita que operações do FI-FGTS teriam gerado R$ 20 milhões em propina para políticos do PMDB, entre os quais Eduardo Cunha.

Funaro é acusado pelo Ministério Público Federal de ser o operador do deputado cassado do PMDB, que está preso pela Operação Lava Jato na capital paranaense.

O ex-presidente da Câmara e ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) – que está detido em Natal – é outro réu da mesma ação penal.

Fonte: g1.com

Marcelo Odebrecht completa dois anos na cadeia

Delatores dizem que Odebrecht comprou imóvel para Instituto Lula

Um dos empresários mais importantes da história do Brasil, Marcelo Odebrecht completa, nesta segunda-feira, dois anos na cadeia.

Entre os empresários alvos da operação, Marcelo é o delator que recebeu as penas mais severas. Condenado a 19 anos de prisão, ele vai cumprir um total de 10 anos de cadeia e medidas cautelares.

Em um depoimento a CPI da Petrobras no Congresso, em setembro de 2015, Marcelo Odebrecht chegou a afirmar que jamais iria delatar, atitude que classificou como “imoral”.

Quase um ano e cinco meses depois, em 30 de janeiro deste ano, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, homologou 77 delações da Odebrecht, incluindo a do dono da construtora, hoje afastado do comando da holding.

Em um dos depoimentos do acordo, Marcelo garantiu que todo político no Brasil usa caixa dois nas campanhas. As confissões renderam uma redução significativa na pena dele, que poderia ser condenado ao tempo máximo de prisão previsto em lei: 30 anos.

Atualmente, o executivo baiano está detido na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. Ele ficará cinco anos no regime fechado, sendo metade na prisão e metade em casa.

Depois, Marcelo deve cumprir mais dois anos e meio em regime semiaberto e outros dois anos e meio em regime aberto.

Marcelo Odebrecht será interrogado pelo MP peruano em Curitiba

Delações envolvendo cervejaria Petrópolis vão para a Justiça Federal em São Paulo

O empresário Marcelo Odebrecht prestará depoimento ao Ministério Público do Peru na próxima semana, em Curitiba, onde está preso desde 19 de junho de 2015. De acordo com a coluna Expresso, do site da revista Época, o interrogatório foi solicitado no âmbito do acordo de colaboração assinado entre Brasil e o país vizinho.

O Peru investiga se o ex-presidente Ollanta Humala foi beneficiado por repasses de dinheiro da empreiteira Odebrecht. Em acordo de delação premiada com o Ministério Público brasileiro, o executivo citou pagamentos irregulares à campanha de Humala em 2011. No entanto, as informações permanecem sob sigilo.

Odebrecht terá direito de permanecer calado diante das autoridades peruanas, já que a delação firmada no Brasil não obriga o empresário a responder às perguntas da Justiça do país vizinho. A decisão dependerá da estratégia dos advogados do delator.

Mantega chama Marcelo Odebrecht de “ficcionista frustrado”

PGR quer incluir ex-ministros de governos do PT em inquérito da "lava jato"

Ex-ministro da Fazenda Guido Mantega disse que não pediu ao empreiteiro Marcelo Odebrecht doações nem ao PT nem à campanha de Dilma em 2014

Em depoimento prestado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega disse que não pediu ao empreiteiro Marcelo Odebrecht doações nem ao PT nem à campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República em 2014.

Mantega negou que tenha se envolvido na captação de recursos da campanha e sustentou que sua participação foi restrita à formulação de propostas econômicas e à preparação de respostas para debates eleitorais de Dilma. No depoimento, o ex-ministro chamou Marcelo Odebrecht de “ficcionista frustrado”.

“Captação de recursos para a campanha, não, porque a campanha tinha uma coordenação e um tesoureiro. Cabia ao tesoureiro cumprir essa função. Mesmo porque também eu estava exercendo a atividade de Ministro da Fazenda, que eu posso dizer que não é uma atividade simples e que me absorve a maior parte do tempo”, disse Mantega. “Não pedi doações nem ao PT e nem à campanha da Dilma”, frisou.

O executivo Marcelo Odebrecht, herdeiro e ex-presidente do grupo que leva seu sobrenome, disse em depoimento à Justiça Eleitoral, que o valor acertado para a campanha presidencial da chapa reeleita em 2014 foi de R$ 150 milhões. Deste total, de acordo com o empresário, R$ 50 milhões eram uma contrapartida à votação da Medida Provisória do Refis, encaminhada ao Congresso em 2009, e que beneficiou a Braskem, empresa controlada pela Odebrecht e que atua na área de química e petroquímica.

“Eu tenho a impressão de que o sr. Marcelo é um ficcionista frustrado. Ele deveria ter entrado para essa profissão, porque ele cria fatos e a maioria deles inverossímeis”, disse Mantega, ao ser indagado sobre as declarações de Marcelo Odebrecht.

O ex-ministro disse que em algumas ocasiões Marcelo Odebrecht lhe falou que queria fazer doações de campanha. “Aí eu disse a ele: muito bem, sempre é necessário. Os partidos precisam de recursos, porém, eu disse, eu não sou a pessoa adequada para isso, tem os canais adequados e desde que seja uma doação legal. Mas algumas vezes ele fez essa abordagem”, relatou Mantega.

“A minha impressão era de que ele queria mostrar serviço, que ele estava querendo ajudar a reeleição da Dilma, embora nós sabemos que ele não tinha nenhuma simpatia pela presidenta”, observou o ex-ministro.

Fonte: exame.com

Odebrecht entrega registro de condomínio onde mora para confirmar jantar com Aécio

Odebrecht entrega registro de condomínio onde mora para confirmar jantar com Aécio

Empresário repassa à Lava Jato anotação em sua agenda pessoal do dia 26 de maio de 2014, quando teria acertado o repasse de R$ 500 mil mensais para bancar gastos de pré-campanha do tucano à Presidência.

O empresário Marcelo Odebrecht, um dos delatores do grupo que leva seu sobrenome, entregou à Operação Lava Jato documentos que tentam corroborar suas declarações ao Ministério Público Federal. Um deles é o registro da portaria do condomínio onde mora, em São Paulo, que aponta o número da placa do carro do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a entrada do veículo em 26 de maio de 2014, às 20h50.

Aécio é o presidente nacional do PSDB.

Marcelo Odebrecht é réu da Lava Jato e está preso desde 19 de junho de 2015, por ordem do juiz federal Sérgio Moro. O empreiteiro tenta confirmar um jantar, naquela data, no qual teria acertado com o tucano ‘pagamentos mensais para o PSDB’.

Segundo Marcelo Odebrecht, o encontro ocorreu ‘antes da campanha presidencial de Aécio Neves de 2014 se tornar oficial’.

“Pelo que me recordo foi no montante de R$ 500 mil, para bancar os gastos pré-campanha, sendo que coube a Benedicto Junior acertar os detalhes como estes pagamentos se dariam. Posteriormente, doamos de forma oficial para Aécio, por conta de sua campanha a presidente de 2014, aproximadamente R$ 5 milhões”, informou o executivo no anexo de sua delação premiada.

Odebrecht entregou ainda um registro do jantar lançado em sua agenda pessoal.

Em depoimento gravado pelo Ministério Público Federal, Odebrecht afirmou que ‘a primeira conversa’ que teve ‘para definir a questão de valores com Aécio, foi ainda pré-campanha’. Segundo o delator, ‘o PSDB e ele (Aécio) precisavam acertar’ os gastos pré-campanha.

“Eu acertei com ele um valor de gastos pré-campanha, entendeu? Depois, a gente tentou recuperar como foi operacionalizado, mas nem eu nem Júnior (Benedicto), a gente se lembra. Aparentemente, pode ter sido até por doação oficial ao PSDB ou por caixa 2. Mas foram para gastos pré-campanha, e a gente bancou assim durante 10 meses valores que eu…, mas foi algo entre… Mas aí é que está o detalhe, eu me lembrava que eram R$ 500 mil por mês por 10 meses e aí a gente só conseguiu achar… não consegue. Eram valores relevantes pré-campanha para 2014 e que foram operacionalizados ou pagos ao PSDB, antes da abertura do comitê dele, ou por caixa 2”, relatou.

“Esse foi o valor que eu acertei com o Aécio, era um momento que não tinha aberto o comitê e o PSDB precisava disso para gastos pré-campanha, questão de pesquisa essas coisas todas. Depois a gente fez uma doação oficial a Aécio, num montante mais ou menos equivalente ao montante para Dilma (Rousseff), que era mais ou menos 5 milhões. Deve ter feito também alguma contribuição que eu não me lembro mais, por volta de 2, 3 milhões no Comitê do PSDB para ele. Do ponto de vista oficial, a gente equilibrou o valor de Aécio com o valor de Dilma.”

Os documentos entregues pelo empresário constam de um dos cinco inquéritos autorizados pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decorrência da delação da Odebrecht.

Aécio foi citado nos depoimentos do herdeiro da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, do ex-diretor da empreiteira em Minas Sérgio Luiz Neves, de Benedicto Júnior, o ‘BJ’, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, do ex-vice presidente da Odebrecht S.A Henrique Serrano do Prado Valladares e de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais do grupo em Brasília.

Com a palavra, o Senador Aécio Neves

Ao Estado de S. Paulo

O senador Aécio Neves teve diversos encontros sociais com o sr. Marcelo Odebrecht, ao longo dos anos, como já amplamente informado, onde trataram de vários assuntos. Nos contatos ocorridos, ele jamais tratou de qualquer tema ilícito.

Em relação a campanhas eleitorais, o senador fez pedidos de apoio a diversas candidaturas. Sempre na condição de dirigente partidário e na forma da lei, nunca tendo havido qualquer solicitação ilícita, como atestou o próprio delator ao declarar que: “Aécio nunca teve uma conversa pra mim de pedir nada vinculado a nada”.

Sobre o registro de portaria enviado pelo jornal e que serviria para corroborar a delação do empresário, é importante notar que a data de 26 de maio de 2014 não possibilita a afirmativa feita na pergunta de que teriam sido acertados, neste dia, “pagamentos mensais para o PSDB, antes de a campanha presidencial ter se tornado oficial”.

Isso porque a campanha foi iniciada oficialmente um mês após a data de 26/05, o que, portanto, contradiz a afirmação feita na delação de supostos valores pagos durante dez meses de pré-campanha.

No depoimento, o empresário provavelmente se confundiu também ao se referir ao montante de R$ 5 milhões, uma vez que a doação da Odebrecht à campanha presidencial do PSDB foi bem superior, podendo o valor mencionado por ele ter sido na realidade somado pela empresa aos recursos doados oficialmente ao comitê eleitoral.

É importante registrar ainda que Marcelo Odebrecht, em seu depoimento ao TSE, afirmou que todas as doações feitas pela empresa à campanha presidencial do PSDB foram oficiais.

Assessoria do Senador Aécio Neves

Fonte: O Estado de S. Paulo

Odebrecht pediu intervenção da equipe Dilma para liberar presos

Marcelo Odebrecht diz que chegou a alertar assessores próximos da então presidente sobre os riscos das delações dos executivos da OAS e UTC.

Ex-presidente de uma das maiores empreiteiras do país, Marcelo Odebrecht admitiu ao Ministério Público Federal (MPF) que tentou interferir pessoalmente junto ao Planalto nos desdobramentos da operação Lava Jato. Em seu depoimento aos procuradores responsáveis pelo caso, ele afirmou ter procurado pessoas próximas da então presidente da República, Dilma Rousseff, com o objetivo de convencê-la a agir pela liberação dos executivos das empresas OAS e UTC, presos pela Polícia Federal no âmbito da operação.

A delação de Marcelo Odebrecht teve o sigilo quebrado semana passada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. O executivo revelou ao Ministério Público que procurou o então assessor especial de Dilma Rousseff Giles Azevedo, além de Sigmaringa Seixas, ex-conselheiro da seção DF da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), ex-deputado federal e conselheiro informal da ex-presidente da República.

Queria ajuda do Planalto para libertar os amigos executivos, e evitar que eles firmassem acordo de delação premiada com o Ministério Público.

“Teve uma questão logo no início que a gente procurou o Giles e Sigmaringa Seixas para alertar eles (sic): ‘Olha, o pessoal da OAS e UTC está preso, se vocês não encontrarem uma maneira de ajudar na libertação deles, os caras vão acabar fazendo delação”, contou Marcelo Odebrecht aos procuradores. A reunião teria ocorrido em 17 de novembro de 2014 no escritório Sigmaringa, em Brasília. Mas, segundo Odebrecht, sua tentativa não surtiu efeito.

Fonte: metrópoles.com

Marcelo Odebrecht tentou barrar Lava Jato e ameaçou Dilma, diz delator

Marcelo Odebrecht tentou barrar Lava Jato e ameaçou Dilma, diz delator

Empresário teria enviado mensagens dizendo que revelaria documentos sobre repasses ao caixa dois em 2014, caso investigações prosseguissem.

“Ela cai, eu caio”. A frase é atribuída a Marcelo Odebrecht pelo ex-diretor da construtora João Nogueira, durante depoimento a investigadores da operação Lava Jato, e se refere à ex-presidente Dilma Rousseff.

De acordo com o delator, o proprietário da empresa tentou barrar a força-tarefa, inclusive solicitando que o governo da então presidente nomeasse um interlocutor para tratar diretamente com a empreiteira.

João Nogueira afirmou que Marcelo ameaçou, por meio de mensagens, revelar documentos sobre repasses ao caixa dois da campanha de 2014, na qual Dilma e Temer se reelegeram. As provas dessas conversas estão com os investigadores.

O delator ainda contou que o empresário se encontrou com o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), logo após a reeleição da petista, em Belo Horizonte.

“A intenção dele, ao encontrar com o Pimentel, era passar mensagem à presidente Dilma, porque era notório que o Pimentel era muito próximo dela. Essa mensagem eu entendi que era a comprovação por meio de documentos que contribuições com recursos não contabilizados tinham sido de fatos realizados à campanha dela, de 2014. Com isso, Marcelo Odebrecht pretendia pressioná-la a tomar providências bastante mais contundentes”, declarou o ex-diretor. “Eram tempos já desesperadores”, acrescentou.

O próprio Marcelo Odebrecht, no fim de 2014, teria se reunido com Dilma para cobrar providências em relação à Lava Jato. Segundo Nogueira, Dilma demonstrou preocupação por entender que não estava “blindada”.

O site Congresso em Foco revela que, entre outros assuntos, Marcelo queria que o Planalto intercedesse para que uma reclamação da empreiteira Engevix contra o juiz Sérgio Moro fosse aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), retirando do magistrado paranaense a condução das investigações – o que acabou não ocorrendo.

Tanto Dilma quanto Pimentel negam ter tentado atrapalhar as investigações e qualquer envolvimento com as irregularidades.

Fonte: noticiasaominuto

“Foi uma obrigação da candidatura Dilma de bancar seus partidos”, disse Marcelo sobre compra da base

“Foi uma obrigação da candidatura Dilma de bancar seus partidos”, disse Marcelo sobre compra da base

Ex-presidente da Odebrecht e outros dois delatores da empreiteira na Lava Jato detalharam a doação via caixa 2 a legendas da coligação que reelegeu a petista em 2014.

Em depoimentos no âmbito do acordo de delação premiada, os executivos Marcelo Odebrecht, Fernando Reis e Alexandrino Alencar detalharam a doação via caixa 2 a partidos que integraram a coligação que elegeu a presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014, a pedido do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. “Foi uma obrigação da candidatura Dilma de bancar em certo montante para seus partidos”, disse Marcelo, herdeiro e ex-presidente do grupo que leva seu sobrenome.

Mantega apresentou uma lista de partidos aliados para que a empreiteira comprasse o tempo de TV das siglas e consolidasse a formação da coligação ‘Com a Força do Povo’. Os valores, que oscilaram entre R$ 4 milhões e R$ 7 milhões, foram repassados para o PCdoB, Pros, PDT, PRB e o PP, segundo as informações do ex-presidente da Odebrecht Ambiental Fernando Reis.

“O Guido veio com pedido adicional da campanha. (…) Até então para a campanha eu já tinha feito a doação oficial, já tinha feito a doação oficial para o PT que deu para ela (campanha da Dilma) e já tinha acertado pagamentos para João Santana. Aí ele (Mantega) veio com pedido adicional”, disse Marcelo aos procuradores.

O ex-ministro da Fazenda sugeriu o pagamento a partidos que iriam compor a base e depois realizou inclusive a cobrança. “Eu estava indo para a minha casa, passando pela Avenida Morumbi, e eu recebi uma ligação do Guido falando ‘Marcelo, você já fez aqueles…?’. Eu falei: ‘não dá ainda, você acabou de me pedir e não deu’”, disse.

O pedido inicial era de R$ 57 milhões para os partidos da base, mas posteriormente o valor foi reduzido. Tudo foi feito via caixa dois. Marcelo Odebrecht não conversou com os dirigentes partidários sobre a doação, mas orientou diretores do grupo a fazerem os contatos. “Mas aí sim a pessoa (diretor) ia e dizia (ao político): ‘a pedido do Edinho (Silva), aquele compromisso que vocês tinham está sendo cumprido através da gente’”, narrou Marcelo.

O pedido e os repasses foram combinados em junho de 2014. Fernando Reis disse que recebeu uma mensagem de Marcelo Odebrecht para que procurasse Alexandrino Alencar, então diretor de relações institucionais da construtora.

“Tinha havido uma reunião entre o então ministro Guido Mantega com o Marcelo, onde o ministro dizia que eles precisavam selar a coligação Com a Força do Povo com determinados partidos. Eles queriam selar e garantir que fariam parte da coligação, através da compra do tempo de televisão desses partidos”, declarou Fernando Reis. “Isso significaria que nós teríamos de fazer doações de caixa 2 para esses determinados partidos, por valores estabelecidos na conversa do ministro com o Marcelo, algo entre R$ 4 milhões e R$ 7 milhões para cada um desses partidos”.

Marcelo teria escolhido Fernando para atuar nos repasses ilegais por conta de sua relação com ex-ministro Carlos Lupi, presidente do PDT. “Eu tinha relação com ele, era o ponto de contato da Odebrecht com o PDT”, disse Reis.

Fonte: O Estado de S. Paulo