Martin Luther King: a trajetória do homem que mudou os EUA para sempre

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Há 52 anos era assassinado o pastor americano que fez da palavra sua arma contra o racismo e emocionou o mundo com seus discursos

Em 4 de abril de 1968, às 18 horas, o pastor, prêmio Nobel da Paz e líder da luta pela igualdade de direitos raciais nos Estados UnidosMartin Luther King, saía à varanda do quarto de seu hotel em Memphis, no estado americano do Tennessee. Minutos depois, um tiro disparado de fora do hotel acertaria seu rosto deixando Luther King inconsciente. Sua morte foi confirmada uma hora mais tarde, no St. Joseph’s Hospital, dando início a uma caçada de meses por seu assassino e, em seu rastro, deixando um legado de diversas teorias sobre a morte do líder social.

James Earl Ray foi apreendido em julho de 1968 no Reino Unido e deportado para os Estados Unidos como o principal suspeito pelo assassinato. Com base em testemunhas que afirmaram tê-lo visto próximo à cena do crime e de digitais presentes na arma encontrada no local de onde se assume que ocorreu o disparo, Ray foi considerado culpado. Para evitar a pena de morte, ele admitiu ser o assassino, mas, mais tarde, voltou atrás em sua confissão e afirmou até o dia de sua morte que não havia assassinado Luther King. A família do pastor americano diz acreditar na inocência de Ray, e há cinquenta anos diversas teorias defendem a existência de uma conspiração que envolve o governo americano, o FBI, a CIA, a máfia, a polícia de Memphis, um comerciante e uma pessoa misteriosa chamada Raul.

Martin Luther King havia chegado a Memphis no dia anterior a sua morte, para participar de uma marcha em favor de trabalhadores negros da área de saneamento, que pediam por melhores salários e condições de trabalho. Ele se hospedou no quarto 306, no 2º andar do Lorraine Motel, juntamente com Andrew Young, ex-embaixador americano na ONU e prefeito de Atlanta.

Martin Luther King Jr.
Rev. Martin Luther King Jr. junto de outros líderes de direitos civis na varanda do Hotel Lorraine, um dia antes de ser assassinado no mesmo local – 2/4/1968 //AP

O tiro que atingiu King, segundo as investigações do FBI à época, partiram do banheiro de uma pensão localizada do outro lado da rua. Próximo à porta da pensão, a polícia encontrou um rifle 30.06 Remington e um binóculo. As digitais presentes na arma levaram a James Earl Ray, um americano que havia fugido da prisão no ano anterior, deixando um rastro que levou o FBI a buscá-lo em Atlanta, no Canadá e, por fim, no Reino Unido, onde Ray foi encontrado portando documentos canadenses falsos.

Martin Luther King Jr.

Deportado para os Estados Unidos, ele foi considerado, sozinho, culpado pelo assassinato de Martin Luther King. Prestes a ser condenado à morte, Ray fez um acordo com a promotoria, confessando o crime e recebendo uma pena de 99 anos de reclusão em vez da pena capital. Entretanto, dias após receber a sentença, Ray voltou atrás em sua confissão, alegando ter sido coagido por seu então advogado e pelo FBI para poder evitar a pena de morte.

Ray contratou um novo advogado que buscou, sem sucesso, provar sua inocência. Ele dizia não ter sido a pessoa que disparou o tiro, embora fosse “parcialmente culpado”, mesmo sem saber. As teorias de conspiração em torno do assassinato de Luther King começaram a ganhar fôlego quando Ray apontou um homem chamado “Raul” como o real culpado pelo crime.

Ray teria conhecido Raul em Montreal, no Canadá, um ano antes do crime. Raul o teria orientado a comprar o rifle. Em uma das versões de defesa apresentadas por Ray, o americano afirma que Raul teria disparado o tiro enquanto ele, na verdade, se encontrava em um posto de gasolina.

Ninguém nunca soube quem era Raul e se ele de fato existiu. As descrições que Ray apresentou do homem misterioso variaram com o tempo. A polícia não encontrou impressões digitais diferentes das de Ray na arma e o próprio advogado não conseguiu provar que seu cliente não estava na pensão no momento do crime. O advogado da família King, William Pepper, chegou a procurar por Raul, tendo localizado um trabalhador em Nova York, que negou envolvimento no assassinato e colaborou com as investigações.

James Earl Ray

O assassinato provocou protestos em mais de 100 cidades dos Estados Unidos, incluindo na capital, Washington. A violência dos conflitos entre manifestantes e policiais resultou em mais de 40 mortes, além de extensos danos à propriedade.

Vida e ativismo

Martin Luther King Jr. nasceu em Atlanta em 15 de janeiro de 1929. Tanto seu avô como seu pai eram pastores da igreja batista e King resolveu seguir seus passos na vida religiosa.

Formou-se em sociologia na Morehouse College em 1948 e no Seminário Teológico Crozer em 1951. Posteriormente, fez doutorado na Universidade de Boston, onde conheceu sua esposa, Coretta Scott King, com quem teve quatro filhos.

Viveu durante sua infância e adolescência o segregacionismo racial que imperava no Estado da Geórgia. Já no início de sua carreira, King começou a militar como ativista que lutava pela igualdade civil entre negros e brancos.

Conhecido por táticas de não-violência e desobediência civil e pela sua maravilhosa oratória, ele baseava seu ativismo também em suas crenças cristãs.

“Martin Luther King forçava os Estados Unidos a viver de acordo com as promessas feitas nos documentos que fundaram nossa nação, na Constituição e na Declaração de Independência”, afirma Vincent Southerland, diretor executivo do Centro para Raça, Desigualdade e Lei da Universidade de Nova York. “Ele ajudou a acordar o país e a despertar a consciência americana quanto ao racismo. E ele o fez de uma maneira revolucionária.”

Como pastor, serviu em uma igreja em Montgomery, no estado de Alabama, onde também se engajou na luta pela igualdade racial. Foi um dos líderes, em 1955, do boicote aos ônibus de Montgomery.

Rosa Parks

Os protestos começaram após a prisão de Rosa Parks, mulher negra que se negou a ceder seu lugar a uma mulher branca no ônibus. O boicote durou 382 dias e causou déficits financeiros elevados no sistema de transporte público da cidade, em função do grande número de pessoas que deixaram de usar os ônibus.

O boicote só acabou quando a Suprema Corte decidiu tornar ilegal a discriminação racial em transportes públicos. Durante o período, King foi preso, sofreu diversos atentados e sua casa foi bombardeada.

Em 1957, King foi eleito presidente da Southern Christian Leadership Conference (SCLC), uma das principais organizações do movimento pelos direitos civis. Ele ocupou o cargo até ser assassinado em 1968 e, durante esse período, emergiu como o líder mais importante do movimento moderno pelos direitos civis nos Estados Unidos.

Carta de uma prisão em Birmingham

Em 1963, liderou uma coalizão de numerosos grupos de direitos civis em uma campanha não violenta em Birmingham, Alabama, que na época era descrita como a cidade mais racista do país. A brutalidade da polícia local, ilustrada por imagens transmitidas pela televisão de jovens negros sendo agredidos por cachorros e mangueiras de água, despertaram a indignação nacional.

Martin Luther King no Alabama

Durante a campanha, King foi preso junto com outros ativistas por protestar sem permissão. Durante seu confinamento, escreveu uma carta em resposta a outros clérigos, que aconselhavam os negros americanos a lutarem por igualdade a partir dos tribunais e não por meio de manifestações. Transformada em livro, a obra defende a a estratégia da resistência não-violenta ao racismo e é uma das mais importantes de Luther King.

‘I have a dream’

Durante a Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade, uma manifestação política de grandes proporções ocorrida na cidade na capital americana em 28 de agosto de 1963, King fez seu mais famoso discurso, com a frase que entraria para a história da oratória: “Eu tenho um sonho!” (I Have a Dream!)”.

Em frente a uma plateia de mais de 200.000 pessoas, na escadaria do Lincoln Memorial, King defendeu o fim da marginalização dos negros, a liberdade e a igualdade.

A Marcha de Washington colocou mais pressão sobre a administração do então presidente John F. Kennedy para que as questões de direitos civis fossem levadas ao Congresso. Mas foi seu sucessor, Lyndon B. Johnson, quem conseguiu fazer com que o Ato de Direitos Civis de 1964 e o Ato de Direitos do Voto de 1965 fossem aprovados. As duas legislações são grandes marcos da luta contra racismo no país, pois proibiram práticas eleitorais discriminatórias e os sistemas estaduais de segregação racial.

Após seu discurso, King foi nomeado o Homem do Ano de 1963 pela revista Time. E mais tarde, aos 35 anos, se tornou a pessoa mais nova até então a receber um Prêmio Nobel da Paz.

Controvérsia e legado

Após 1965, o ativista mudou seu foco para a luta pela justiça econômica e a paz internacional, que defendeu ao se manifestar fortemente contra a Guerra do Vietnã.

King acabou se tornando uma figura considerada radical e polarizadora à época, sendo um oponente ferrenho da política externa americana da década de 1960. Seu posicionamento contrário à guerra do Vietnã foi visto por muitos como extremado, em um momento em que o apoio ao conflito ainda era relativamente elevado entre os americanos.

Quando foi assassinado, King já estava havia décadas sob a constante vigilância do FBI, que o classificava como “perigoso para o país”. Sua defesa da não-violência como forma de promover mudanças também estava sendo desafiada por uma nova geração de ativistas negros mais impacientes.

Ainda assim, a herança de Martin Luther King para o movimento dos direitos civis e negros é inegável. Seus livros fazem parte de muitas leituras obrigatórias de universidades e escolas dos Estados Unidos e do mundo. Sua luta e sua coragem são celebradas anualmente nos Estados Unidos na terceira segunda-feira de janeiro em um feriado que leva seu nome. O Dia de Martin Luther King é feriado no país e conclama os cidadãos a prestarem serviços voluntários em suas comunidades.

“Seu legado está refletido na forma como lidamos atualmente com a educação, no que fazemos em nosso ambiente de trabalho, nas políticas anti-discriminação que os Estados Unidos aplicam”, diz Alejandra Y. Castillo, CEO da YWCA USA, organização que luta contra o racismo e o machismo no país. “O trabalho dele nos colocou no caminho certo, mas é importante lembrar que ainda há um longo caminho pela frente.”

A herança de King também aparece no movimento “Black Lives Matter” contra a violência policial — outros movimentos, como o que convocou recentemente a Marcha por Nossas Vidas, em que milhões de jovens foram às ruas para exigir leis mais duras para o uso de armas, também se inspiram nos ideais do ativista.

Um dos participantes dessa marcha foi a neta de King, Yolanda Renee, de 9 anos, que lembrou as palavras mais famosas de seu avô à multidão. “Tenho um sonho de que já basta”, declarou a pequena Yolanda. “E de que este deve ser um mundo livre de armas, ponto”.

Textos de Julia Braun e Carolina Marins publicado na Veja em 2018 e adaptados

Conheça a especiaria que combate a depressão e aumenta memória

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Os benefícios da cúrcuma, também conhecida como açafrão-da-terra, são notáveis em pessoas com dificuldades de memória e com humor depressivo

É provável que você conhece a cor alaranjada da cúrcuma, o principal ingrediente do caril, tempero indiano composto por diversas especiarias.

A popular especiaria é composta pela substância curcumina, cujos efeitos para a saúde já se revelaram imensamente benéficos de acordo com vários estudos.

E agora, uma equipe de cientistas da Universidade da Califórnia (UCLA), nos Estados Unidos, acaba de descobrir, que o composto é um forte aliado na preservação da memória e na melhoria do humor em pacientes com sintomas ligeiros a moderados de depressão.

Num artigo científico, publicado no Jornal Americano de Psiquiatria Geriátrica, os investigadores examinaram o papel de um suplemento de curcumina facilmente absorvível pela memória de pessoas sem demência.

Os acadêmicos ainda aproveitaram para verificar o seu potencial impacto nas placas microscópicas que se formam no cérebro de quem tem Alzheimer.

O estudo envolveu 40 adultos de 50 a 90 anos que tinham queixas leves em relação à capacidade de armazenar informação e sintomas ligeiros de depressão. Os participantes receberam um medicamento placebo – ou seja, um suplemento sem curcumina – ou 90 miligramas da substância duas vezes ao dia, por 18 meses.

Depois desse período, as vantagens para quem tomou de fato curcumina revelaram-se notáveis. Além de serem registradas melhoras significativas na memória, a capacidade de atenção dos indivíduos também aumentou. Mais ainda, o humor dos doentes também melhorou de maneira significativa e exames revelaram uma menor agregação de placas em certas regiões da massa cinzenta.

“Ainda não é completamente claro para nós a forma como a curcumina age no organismo e na mente, mas pode ter a ver com sua habilidade em reduzir a inflamação no cérebro, processo que tem sido associado tanto ao Alzheimer como à depressão”, disse Gary Small, principal autor do estudo, no site da UCLA. Muitos cientistas creem ainda que a cúrcuma possa ser eficaz no impedimento de incidência de câncer e no seu tratamento.

Fonte: noticiasaominuto

Conheça a especiaria que combate a depressão e aumenta memória

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Os benefícios da cúrcuma, também conhecida como açafrão-da-terra, são notáveis em pessoas com dificuldades de memória e com humor depressivo

É provável que você conhece a cor alaranjada da cúrcuma, o principal ingrediente do caril, tempero indiano composto por diversas especiarias.

A popular especiaria é composta pela substância curcumina, cujos efeitos para a saúde já se revelaram imensamente benéficos de acordo com vários estudos.

E agora, uma equipe de cientistas da Universidade da Califórnia (UCLA), nos Estados Unidos, acaba de descobrir, que o composto é um forte aliado na preservação da memória e na melhoria do humor em pacientes com sintomas ligeiros a moderados de depressão.

Num artigo científico, publicado no Jornal Americano de Psiquiatria Geriátrica, os investigadores examinaram o papel de um suplemento de curcumina facilmente absorvível pela memória de pessoas sem demência.

Os acadêmicos ainda aproveitaram para verificar o seu potencial impacto nas placas microscópicas que se formam no cérebro de quem tem Alzheimer.

O estudo envolveu 40 adultos de 50 a 90 anos que tinham queixas leves em relação à capacidade de armazenar informação e sintomas ligeiros de depressão. Os participantes receberam um medicamento placebo – ou seja, um suplemento sem curcumina – ou 90 miligramas da substância duas vezes ao dia, por 18 meses.

Depois desse período, as vantagens para quem tomou de fato curcumina revelaram-se notáveis. Além de serem registradas melhoras significativas na memória, a capacidade de atenção dos indivíduos também aumentou. Mais ainda, o humor dos doentes também melhorou de maneira significativa e exames revelaram uma menor agregação de placas em certas regiões da massa cinzenta.

“Ainda não é completamente claro para nós a forma como a curcumina age no organismo e na mente, mas pode ter a ver com sua habilidade em reduzir a inflamação no cérebro, processo que tem sido associado tanto ao Alzheimer como à depressão”, disse Gary Small, principal autor do estudo, no site da UCLA. Muitos cientistas creem ainda que a cúrcuma possa ser eficaz no impedimento de incidência de câncer e no seu tratamento.

Fonte: noticiasaominuto

Sono profundo? Por que é possível aprender um idioma enquanto você dorme

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Os benefícios do sono para a memória são bastante conhecidos. Mas um novo estudo sugere que também é possível aprender novas palavras enquanto se dorme.

Vários estudos têm demonstrado que dormir fortalece a memória e que as palavras que aprendemos quando estamos conscientes se consolidam se ouvidas durante o sono.

Mas um novo experimento publicado na revista científica Current Biology sugere que também é possível aprender novas palavras e suas associações semânticas, a partir do zero, enquanto se está profundamente adormecido.

A chave para isso parece ser que, quando alcançamos o estágio do sono profundo, as células cerebrais ficam normalmente ativas por um curto período de tempo antes de entrarem em um estado de breve inatividade. Os dois estados se alternam a cada meio segundo.

E um grupo de pesquisadores da Universidade de Berna, na Suíça, quis comprovar se uma pessoa é capaz de formar novas associações em seu cérebro durante os momentos de atividade das células cerebrais.

Para testar esta hipótese os pesquisadores fizeram os voluntários ouvirem duas palavras enquanto estavam na fase de sono profundo, a primeira em um idioma inventado e, em seguida, em sua língua nativa, o alemão.

A palavra alemã para “chave” foi associada com o vocábulo “tofer”, enquanto a palavra “elefante” foi associada à “guga”.

Uma vez acordados, os pesquisadores perguntaram aos participantes qual das palavras inventadas representava algo grande e qual representava algo pequeno.

Para deleite da equipe, os voluntários conseguiram associar a palavra “chave” com “tofer” e “elefante” com “guga”, apesar tê-las ouvido quando estavam dormindo profundamente.

Aprender enquanto dorme

“Foi interessante ver como a área de linguagem do cérebro e o hipocampo (o centro de memória essencial do cérebro) era ativado para recuperar as associações formadas durante o sono”, comentou Marc Zust, pesquisador da Universidade de Berna e um dos autores do estudo.

“Estas estruturas parecem interferir na formação da memória, independentemente do estado de consciência”, disse ele.

As horas que passamos dormindo normalmente são consideradas como tempo perdido. Este experimento, portanto, levanta a questão sobre se esse tempo pode ser usado de forma mais produtiva.

Mas Züst também alerta que o sono e a memória são sistemas complexos que levaram milhões de anos para serem otimizados.

“Se pressionamos o cérebro adormecido para a aquisição de novas informações, podemos estar atrapalhando as funções que ele já está desempenhando, como descansar, se recarregar ou consolidar todas as informações que recebemos durante o dia”, alertou o pesquisador.

Nova teoria do sono

O que está claro é que a noção de sono como um estado mental encapsulado e totalmente separado do ambiente físico já não se sustenta.

Züst explica que este estudo prova que o cérebro é mais receptivo a estímulos externos durante o sono profundo do que pensávamos.

Teorias anteriores afirmavam que, quando entramos em fases profundas do sono, certas áreas do cérebro focam na consolidação de memórias, e, portanto, ignoram estímulos externos.

No entanto, pesquisas da Universidade de Berna indicam que na verdade existem pequenas janelas de oportunidade nas quais o cérebro está “aberto” e disposto a assimilar novas informações.

“Em que medida e com quais consequências o sono profundo pode ser usado para a aquisição de novas informações será tema de investigação nos próximos anos”, diz Katharina Henke, que também está entre os autores do estudo.

Fonte: bbc

6 soluções para liberar espaço e ter o bom funcionamento do seu smartphone de volta

Se seu celular tem travado com a mensagem “pouco espaço de armazenamento”, com certeza o excesso de fotos, vídeos e outros arquivos têm uma parcela de culpa. Com 70% do espaço utilizado, por mais potentes que sejam a memória e o processador, o aparelho ficará bastante lento.

Fazer a limpeza dos arquivos pelo menos uma vez por mês – excluindo o que não for mais necessário e transferindo o que for relevante para plataformas de nuvem on-line –  pode  fazer milagre pelo desempenho do seu aparelho.

Abaixo, foram selecionadas 6 soluções para melhorar o funcionamento do smartphone:

1) Google Drive: Um dos pontos positivos em escolher o produto da Google é que ele está integrado juntamente com suas contas e dispositivos. Caso o seu telefone móvel seja Android, o programa já vem instalado. Essa opção oferece 15GB gratuitos, sendo possível organizar em pastas e compartilhar com outros usuários.

2) DropBox: Um dos preferidos e mais antigos no segmento, o DropBox é compatível com praticamente todos os sistemas. Apesar de ceder apenas 2GB gratuitamente, tem uma proposta diferente: quanto mais pessoas você indicar para usar o serviço, mais espaço ganha.

3) iCloud: Com ótimas funcionalidades, o iCloud é exclusivo para clientes da Apple. Com isso, caso queira usar, é necessário ter um iPhone ou iPad, sendo que pelo Macbook é possível apenas visualizar o que está hospedado na nuvem. O cliente tem 5GB para usar gratuitamente.

4) Utilize serviços de streaming: Em vez de baixar músicas, séries e filmes no aparelho, prefira usar serviços de streaming como o Netflix e Spotify, que consomem menos;

5) Aplicativos para “limpeza” do aparelho: Excluir componentes e aplicativos pode ser um tanto perigoso para quem não entende totalmente de tecnologia. Por isso, o Clean Master pode ser uma boa saída. O app limpa tudo aquilo que é desnecessário e o otimiza.

6) Download automático: Está em muitos grupos no Whatsapp? Uma dica é desativar a função que permite fazer download automático dos documentos compartilhados.

Fonte: hojeemdia

Anestesia pode causar perda de memória, diz estudo

Um grupo de cientistas da University of Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, publicaram um estudo no periódico Anaesthesia, sobre uma reação das anestesias em relação ao cérebro. De acordo com os estudiosos, pessoas que foram submetidas à anestesia geral apresentaram problemas de memória devido a pequenas alterações cerebrais assintomáticas que alteram a capacidade de lembrar informações em certos períodos de tempo.

O estudo foi feito com 964 pacientes sem nenhum sinal de Alzheimer, demência ou comprometimento cognitivo antes da cirurgia, através de medição de memória e função executiva. Desses pacientes, 312 passaram por pelo menos uma cirurgia com anestesia local, em comparação com 652 que não passaram por nenhum procedimento cirúrgico.

Após análise de dados, os cientistas constataram que houve um diminuição notória imediata de memória recente – últimos quatro anos – nos pacientes que passaram por cirurgias. A memória se tornou algo difícil de se acessar em 18% dos que passaram por cirurgias, comparado com 10% dos que não passaram.

“As mudanças cognitivas após a cirurgia são pequenas – provavelmente assintomáticas e sob a consciência de uma pessoa. Levados em conjunto, esses dados sugerem que pacientes com cirurgia e anestesia são mais propensos a terem desempenho prejudicado em testes neuropsicológicos de memória e função executiva”, explica Dr. Kirk Hogan, um dos autores do estudo, ao jornal britânico Daily Mail.

Este não é o primeiro estudo a vincular a anestesia com alterações cerebrais e perda de memória. Um estudo de 2014 publicado no Journal of Clinical Investigation descobriu que um terço dos pacientes que levam anestesia em cirurgias experimentam algum tipo de comprometimento cognitivo – incluindo confusão e mau funcionamento cerebral.

Fonte: diariodepernambuco

Morte de JK pode ter sido “atentado político” e não acidente, revela comissão

O relatório final da Comissão da Verdade de Minas Gerais (Covemg) apontou contradições que sugerem que o ex-presidente Juscelino Kubitschek tenha sofrido um atentado político que causou a sua morte, e não um acidente, como se acredita. A informação foi dada nesta quarta-feira (13), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), e se baseia em contradições encontradas pela pesquisa realizada no estado.

A Comissão da Verdade de Minas Gerais foi criada em 2013 e envolveu mais de 100 pessoas, entre elas pesquisadores e voluntários. O objetivo da Covemg era ajudar a esclarecer os crimes cometidos durante o período da ditadura militar.

JK foi um dos mais importantes políticos brasileiros e pode ter sido assassinado; a conclusão é de duas comissões, SP e MG

A suspeita da comissão mineira contraria o resultado da investigação a Comissão Nacional da Verdade, que disse em abril de 2014 que os laudos e fotografias do acidente de carro que causou a morte do ex-presidente sequer sugerem elementos que suportem que Kubitschek tenha sofrido um atentado.

“Nós analisamos novas documentações, um outro conjunto probatório e chegamos à conclusão que, muito provavelmente, muito possivelmente, o que aconteceu com Juscelino Kubitschek é que foi um atentado político, tendo em vista uma série de novas circunstâncias que foram objetos da pesquisa. (…) Pelo menos oito contradições são relatadas em nosso relatório”, disse o coordenador da Covemg, Robson Sávio Souza.
No dia 22 de agosto de 1976, o veículo Chevrolet Opala, placa NW-9326 RJ, que conduzia Juscelino e seu motorista Geraldo Ribeiro pela Via Dutra, rodovia que liga São Paulo a Rio de Janeiro, bateu de frente com uma carreta Scania Vabis, placa ZR-0398-SC, após ter sido atingido por um ônibus.

Já a Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo apresentou, em dezembro de 2013, conclusão de que a morte do ex-presidente tenha sido provocada por um atentado planejado por militares.

Carro de JK após o suposto acidente, que pode ter sido planejado por militares

Relatório final

O relatório final apresentou dados sobre violações de direitos fundamentais de cidadãos cometidas no estado entre 1946 e 1988, com destaque para o período da ditadura militar, a partir de 1964.

Para o estudo, foram ouvidas 222 pessoas que viveram ou testemunharam os crimes relatados. A comissão também pesquisou documentos em arquivos públicos e privados e realizou audiências públicas em municípios como Belo Horizonte, Montes Claros e Juiz de Fora, dentre outros.

Um dos destaques é a quantidade de mortos e desaparecidos em cidades do interior. De acordo com Robson Sávio Souza, este número é maior do que se tinha registro até então. Só em Minas, foram relacionados 109 mortos e desaparecidos no campo.

Souza aponta que os autores das práticas criminosas, como tortura, não eram somente agentes da segurança do estado, como policiais civis e militares. Os estudos da comissão durante estes quatro anos apontaram a participação de outros agentes do estado e até de civis, como empresários dos ramos de siderurgia, mineração e reflorestamento.

A comissão também verificou que crimes foram cometidos em favorecimento de fazendeiros, para grilagem de terras, contra camponeses.

Os índios também sofreram violações de seus direitos, com a ação da Guarda Rural Indígena, estruturada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e responsável, segundo a comissão, pela repressão contra esta população, em conjunto com a Polícia Militar.

Ainda foram vítimas do sistema repressor trabalhadores e movimentos sindicais que se colocavam contra o governo, estudantes e representantes de universidades, artistas e religiosos.

De acordo com o coordenador, um papel importante também da comissão é apontar recomendações para os três poderes estaduais – Executivo, Legislativo e Judiciário – para que as violações registradas não se repitam.
“Porque muitas das práticas que aconteciam no período ditatorial, como por exemplo a tortura e a violação sistemática dos direitos humanos, continuam acontecendo”, disse Robson Souza.

G1/MG

Apps liberam espaço no celular para que você não tenha que apagar fotos

Se você costuma tirar muitas fotos, mas frequentemente precisa apagá-las porque o seu smartphone tem pouca memória, alguns aplicativos que armazenam arquivos em nuvem podem te ajudar.

Uma boa opção é o Google Fotos. O app oferece armazenamento ilimitado de fotos e vídeos. Ao salvar as imagens, elas são comprimidas, mas continuam com qualidade boa, como cita a “Exame”.

O backup é feito automaticamente pelo sistema, ou seja, você não precisa se preocupar em fazer isso manualmente.

O acesso às imagens pode ser feito em outro dispositivo. Basta baixar o app ou acessar o site photos.google.com em qualquer aparelho e fazer login na sua conta Google.

Outra sugestão é o Flickr. A versão gratuita suporta até 1 terabyte, que é mais do que suficiente para muitas fotos em alta qualidade. Popular entre fotógrafos, o Flickr ainda não é muito utilizado para fotos pessoais.

Depois de salvar as suas fotos na nuvem, é só apagá-las do celular para liberar espaço. O Google Fotos possui uma opção que faz isso automaticamente.

Para garantir que a segurança seja reforçada, você pode utilizar os dois dispositivos simultaneamente. Além de liberar memória no aparelho, os aplicativos garantem que você não ficará sem as suas fotos se perder o celular.

Fonte: noticiasaominuto

 

Ciência se aproxima da criação de mentes sem lembranças

Ciência se aproxima da criação de mentes sem lembranças

A memória se parece bem pouco com um sistema de gravação que registra fielmente o que aconteceu conosco. Como vários estudos já demonstraram, ela é uma reconstituição daquilo que vivemos, mas adaptada para servir da melhor maneira possível à nossa sobrevivência. Isso ajuda a entender também por que algumas recordações se fixam em nosso cérebro enquanto outras desaparecem. Os acontecimentos menos frequentes costumam ficar mais bem guardados, assim como aqueles associados a emoções intensas. Juntamente com essas lembranças aparentemente mais relevantes, costumam ficar armazenadas outras a elas associadas.

Se uma pessoa se vê prestes a morrer em uma floresta devorada por um urso, além da própria lembrança do encontro com o animal ela terá recordações aparentemente irrelevantes daquilo que aconteceu antes de chegar ali, pois nelas poderá haver sinais que a ajude no futuro a prever que está prestes a se colocar em perigo novamente. Essa forma de memorização já é utilizada em algumas técnicas de ensino, que procuram introduzir nas aulas elementos emotivos ou surpreendentes que sirvam como gancho em torno do qual podem se fixar na memória conteúdos que normalmente desaparecem em meio à rotina cotidiana.

Essa forma de memorização também explica a associação entre elementos de uma história com acontecimentos traumáticos. Quando a máquina bioquímica do cérebro se coloca em movimento depois de alguns desses eventos, várias memórias podem ficar codificadas em um mesmo espaço. Se alguém é espancado nas proximidades de um estádio de futebol, além de guardar informações que podem ser relevantes, como o medo desse tipo de local esportivo, pode-se lembrar também que havia naquele momento uma mulher vendendo bilhetes de loteria na rua. Depois, quando essas lembranças foram armazenadas conjuntamente, um vendedor de loteria pode despertar uma reação de medo, mesmo que não represente, na realidade, perigo algum.

Recentemente, uma equipe de pesquisadores do Centro Médico da Universidade Columbia e da Universidade McGill (EUA) publicou um artigo na revista Current Biology em que mostra ser possível apagar de forma seletiva diferentes lembranças armazenadas em um mesmo neurônio. Para chegar a isso, os pesquisadores utilizaram um tipo de Dragão Azul (Glaucus Atlanticus) do gênero Aplysia, que possui neurônios grandes nos quais é possível observar com facilidade, a memória em ação.

O cérebro gera lembranças duradouras fortalecendo as conexões entre neurônios. As lembranças associativas, que nos permitem lembrar, por exemplo, que não é bom ir a certas áreas em torno de um estádio de futebol em jogos de alto risco, compartilham propriedades com as não-associativas. Isso poderia levar a pensar que não é possível destruir uma das memórias sem prejudicar a outra, já que ambas compartilham um mesmo mecanismo para se preservar.

Para testar essa hipótese, os autores do estudo estimularam os neurônios sensoriais conectados a um neurônio motor. Um dos neurônios foi estimulado de forma a induzir uma memória associativa e o outro uma não-associativa. Medindo a força das conexões, eles observaram que os diferentes tipos de memória, associados a diferentes estímulos, se preservavam graças a duas variantes de uma proteína. Os cientistas conseguiram, então, apagar um tipo de memória sem afetar a outra bloqueando a proteína apropriada. Eles verificaram também que era possível apagar lembranças concretas bloqueando moléculas que servem para produzir essas proteínas ou que evitam que eles se desintegrem.

Os responsáveis pelo estudo acreditam que essa informação pode ser útil para o desenvolvimento de tratamento farmacológico para pessoas que sofrem de estresse pós-traumático. Os seres humanos também possuem versões similares das proteínas com as quais os Dragões Azuis formam e preservam suas lembranças, e é sabido que os defeitos nesses mecanismos podem produzir uma disfunção intelectual.

Fonte: elpais.com

Morre Ângelo Angelim, mas você sabia que ele foi “governador biônico”?

Ele governou o Estado durante a transição entre ditadura e a democracia

O ex-governador Angelo Angelim (1935-2017) faleceu em Cuiabá na última segunda-feira, vítima de uma diverticulite (Inflamação ou infecção em uma ou mais das pequenas bolsas do trato digestivo). Aos 82 anos, graduado em Letras, Filosofia e Administração de Empresas, residia em Rondônia desde 1977, quando migrou para Vilhena e abriu uma madeireira.

No mesmo ano, foi nomeado secretário de Educação do município e foi indicado como administrador do distrito de Colorado do Oeste. Em 1982 elegeu-se deputado estadual e foi o relator da comissão que criou a Constituição do Estado de Rondônia. Foi presidente da Assembleia Legislativa e vice-presidente estadual do PMDB.

Em 1985 foi nomeado pelo presidente José Sarney para ser o primeiro governador biônico do Estado, no período de transição entre o regime militar e a democracia.

Mas, o que era um cargo biônico?

Cargos biônicos são aqueles cujos titulares foram investidos mediante a ausência de sufrágio universal (voto direto) e cujo parâmetro para escolha era a sanção das autoridades de Brasília à época do Regime Militar de 1964 nas décadas de 1960, 1970 e 1980. Tal centralismo garantiu a continuidade do regime e impediu que os objetivos traçados pelos militares fossem alvo de sedições políticas. Na prática, as regiões sob o jugo de governadores e prefeitos biônicos possuíam autonomia reduzida visto que as decisões de relevo vinham do governo central, o que diminuía a influência das forças políticas locais.

Angelo Angelim em 1987, no então distrito de Corumbiara

O termo “biônico” foi popularizado no Brasil graças ao seriado O Homem de Seis Milhões de Dólares. Nele o Coronel Steve Austin (Lee Majors) recebeu implantes cibernéticos que salvaram-lhe a vida após um grave acidente e como compensação passou a trabalhar como agente especial do governo americano usando para isso suas capacidades ampliadas. Transposta para o mundo político, tal designação serviu para apontar quem ascendeu ao poder sem o desgaste de uma campanha eleitoral.

A partir de 1966 surgiram os governadores biônicos, prefeitos biônicos em certas categorias de municípios e até senadores biônicos. No caso dos senadores o termo “biônicos” derivou também do Pacote de Abril de 1977 que alterou as regras para o pleito de 1978. Nele, cada estado escolheria um nome pela via indireta na renovação de dois terços das cadeiras mediante votação de um colégio eleitoral, o que deu à ARENA 21 das 22 cadeiras em jogo impedindo a repetição da rotunda vitória do MDB em 1974. Na disputa pelas vinte e três vagas a serem preenchidas por voto direto os arenistas conquistaram quinze. No total o placar das eleições para a Câmara Alta do parlamento foi de trinta e seis a nove para o governo.

Angelim tentou o senado

Nas eleições de 1989, Angelo Angelim tentou uma vaga ao Senado, mas perdeu para Odacir Soares. Após esse fato desligou-se da política e passou a residir em Vilhena até seu falecimento. Angelo Angelim será enterrado em São Paulo, na cidade de Capivari, onde nasceu.