Menino baleado em arrastão no RJ tem morte cerebral

Renan Santos sofreu nove paradas cardíacas

Foi confirmada a morte cerebral do menino de 8 anos baleado na cabeça durante um arrastão em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, neste fim de semana. Renan Santos Macedo, de 8 anos, estava no CTI do Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna.

A criança estava no banco de trás do carro do pai, que, ao avistar pelo menos seis criminosos armados tentou fugir dos assaltos na Avenida Gomes Freire, no bairro Gramacho. Cinco tiros atingiram o veículo. Renan Santos sofreu nove paradas cardíacas. Uma bala ficou alojada no cérebro.

Segundo a Polícia, bandidos das comunidades do Sapinho e do Barro Vermelho realizam arrastões com frequência na região. Agentes fazem buscas no local para colher depoimentos de outras possíveis vítimas do arrastão, em Caxias.

Mãe e filho de oito anos são encontrados mortos dentro de apartamento

Criança tinha uma pequena deficiência nas pernas; eles foram encontrados pelo pai

Uma cena forte foi vista por um homem quando este chegava em casa na Alameda Presidente de Moares, quase esquina com a rua Martim Afonso, na região do bairro São Francisco, em Curitiba. Era por volta das 19hrs15 desta quarta-feira (31), quando ele encontrou a esposa, de 32 anos, e o filho, de apenas 8 anos, mortos. Eles estavam em um quarto fechado, com a porta e janelas vedadas e uma espécie de churrasqueira com carvão queimado.

O delegado Osmar Feijó, da Divisão de Homícidios e Proteção a Pessoa (DHPP), comentou que as investigações continuam e, a princípio, a participação de uma terceira pessoa está descartada. “Vamos aprimorar as investigações para definir o que levou a mãe a cometer este crime contra a criança e também à vida. Ela pode ter sido instigada ou até mesmo algum problema psicológico que esteja passando”, descreveu.

Feijó disse que o marido estava transtornado no local. “Apuramos que a criança tinha uma pequena deficiência nas pernas e foi o pai quem encontrou os dois mortos. Ele estava muito abatido no local e só será ouvido na sequência, até pela situação de luto pelo o que aconteceu e pela necessidade de um atendimento médico a ele”, ponderou.

Os corpos de mãe e filho foram recolhidos ao Instituto Médico Legal de Curitiba (IML).

Foto de capa – BandaB

Padrasto diz que matou menino a pedido da mãe: ‘Enforquei”

Um vídeo feito pela Polícia Civil mostra Renato Carvalho Lima, de 20, confessando como matou o enteado, Antônyo Jorge Ferreira da Silva, de 9 anos. Segundo o padrasto, ele asfixiou o menino a pedido da companheira. “Passei um lençol no pescoço dele, abracei e dei um mata-leão, enforquei até ele ficar sem ar”, disse na gravação. O corpo da vítima foi colocado dentro de uma caixa de papelão e, depois, abandonado em um terreno.

“O Renato contou que a mãe não queria mais cuidar do filho, não queria ter a responsabilidade, queria ficar sozinha”, disse o delegado Valdemir Pereira. A mãe do garoto, Jeannie da Silva de Oliveira, foi presa suspeita do homicídio, mas nega envolvimento no crime.

As investigações apontam que o assassinato aconteceu na sexta-feira (19). “Jeannie entregou a chave da casa dela para o Renato e disse que o filho estava sozinho. Ele foi ao local e encontrou a criança vendo TV. Eles foram lanchar em uma padaria e o suspeito, em seguida, levou Antônyo para a sua casa, onde aconteceu o crime”, disse o delegado.

No vídeo, divulgado nesta terça-feira (23), Renato aparece algemado, no local do assassinato. Ele explicou para o delegado que tentou asfixiar o enteado várias vezes, usando as mãos, um lençol e até o cinto. “Eu vi que não estava conseguindo finalizar. […] Aí eu apertei ele com mais força, peguei o lençol e comecei a sufocar ele. Passei o pano por cima do pescoço e pisei em cima”, disse o padrasto.

Após a morte, Renato colocou o corpo do garoto em uma caixa de papelão e levou a um terreno baldio. O padrasto levou a polícia até o local. O cadáver foi encontrado enrolando em cobertas.

Segundo o delegado, existem indícios suficientes para indiciar o casal pelo crime. Eles vão responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsa comunicação de crime.

Menino foi enforcado pelo padrasto a pedido da mãe

Pereira informou, ainda, que já entrou em contato com o pai do menino. Ele mora em Roraima e está muito abalado com o crime. “Ele disse que há alguns dias, o filho ligou para ele dizendo que não queria mais morar em Goiânia com a mãe. Vamos ouvi-lo ainda para pegar mais informações sobre a separação, porque a criança passou a morar com a mãe”, concluiu o delegado.

Falso sequestro

No domingo (21), o casal foi à Central de Flagrantes, onde registrou um boletim de ocorrência dizendo que o menino tinha sido sequestrado. “Segundo a mãe, o filho tinha sido levado por traficantes por uma dívida de R$ 850 do companheiro. Porém, questionado, o padrasto não soube informar para quem ele devia e nem como tinha contraído aquela dívida”, disse o delegado.

Diante das contradições do casal e da frieza da mãe, os dois passaram a ser suspeitos do crime. Após três horas de interrogatório, Renato confessou o assassinato.

Laudos

Segundo o Instituto Médico Legal (IML), Antônyo foi morto asfixiado por estrangulamento. Também foi recolhido material debaixo das unhas do menino para identificar se há vestígios do DNA do padrasto. Renato estava com o peito e costas arranhados no momento em que foi preso.

A polícia ainda vai investigar se houve algum abuso sexual contra a criança. O corpo do menino ainda seguia no IML até as 13h.

Acusada de jogar filha do 5º andar é solta após audiência de custódia

Estudante foi presa no domingo (9) após bebê ser encontrado morto em marquise de prédio. Marcas de sangue indicavam apartamento dela

A estudante de 23 anos, suspeita de jogar a filha pela janela do 5º andar, foi solta nesta segunda-feira (10) após audiência de custódia, em Goiânia. Ela foi presa no domingo (9) após a polícia encontrar o corpo do bebê na marquise do prédio e notar manchas de sangue na parede do edifício.

O juiz Oscar de Oliveira Sá Neto liberou a jovem, que mora com os pais, argumentando que ela é ré primária, tem endereço fixo, bons antecedentes e que, portanto, deveria responder ao processo em liberdade. Ainda na decisão ele afirma que é ‘imperioso’ que a estudante passe por exame psicológico ou psiquiátrico, que pode determinar o estado mental dela.

A advogada da jovem, Simone Maria Piassava de Morais, afirmou por telefone que a jovem está solta e deve passar por exames médicos que podem identificar se ela tem algum distúrbio.

Adolescente dá à luz e joga bebê pela janela, “não sabia que estava grávida”

O delegado responsável pelo caso, Carlos Caetano, informou que a estudante admitiu ter jogado o bebê pela janela, mas alegou que não sabia que estava grávida e se assustou quando viu a menina.

“Ela conta várias versões diferentes e não sabe se a bebê nasceu viva ou morta. Ela disse que foi ao banheiro, viu a menina saindo e se apavorou. Ao admitir que jogou a bebê pela janela a jovem não chorou, ela estava tranquila. Ainda em depoimento, ela disse que não sabe quem pode ser o pai. Acreditamos que ela ficou com medo de represálias da família por estar grávida, por isso jogou a criança”, afirmou.

Caetano contou que os pais da jovem disseram que não sabiam da gravidez e ficaram assustados ao saber do ocorrido.

Exames

O Instituto Médico Legal (IML) informou que o exame feito para determinar se o bebê nasceu vivo ou morto é realizado nos pulmões, no entanto, os órgãos da vítima ficaram danificados por causa da queda. O órgão afirmou que, por isso, não é possível determinar se ela nasceu com vida ou não.

Ainda conforme o IML, não foi possível determinar se houve ou não um aborto. Segundo o órgão, a Polícia Civil solicitou exames psiquiátricos para a jovem, mas que ainda não foram agendados.

Corpo

Moradores do prédio viram o corpo sobre a marquise e ligaram para a polícia e para o Corpo de Bombeiros. Segundo a corporação, o feto tinha aproximadamente 37 semanas de gestação.

A Polícia Civil chegou até a suspeita após ver marcas de sangue em uma janela no 5º andar do prédio onde o corpo foi encontrado.

Homem mata filha de 1 ano baleada, simula sequestro e desiste de suicídio após “ouvir vozes”

Briga com esposa sobre aniversário da menina motivou crime

Um entregador foi preso pelo homicídio da própria filha, de 1 ano, em um canavial de Goianésia, região central de Goiás. Segundo a Polícia Civil, Marcelo Rodrigues Machado, de 26 anos, confessou ter baleado Emilly Beatriz Rodrigues de Jesus na cabeça, e disse que a ideia era cometer suicídio, mas acabou desistindo. O homicídio foi praticado após uma discussão dele com a esposa sobre a organização da festa de aniversário da criança.

O crime ocorreu na última sexta-feira (7). Segundo o delegado regional Marco Antônio Maia, responsável pelo caso, inicialmente, a polícia foi acionada com a informação de que pai e filha tinham sido sequestrados e deixados no canavial. Ao chegarem ao local, encontraram a criança no colo do pai. Ela chegou a ser socorrida e levada ao hospital com vida, mas não resistiu aos ferimentos.

“Desde então, trabalhávamos com a hipótese de sequestro. Chamamos o pai para nos dar informações e para, o mais rápido possível, identificar e prender essas pessoas. Mas durante o curso das investigações, as informações que o pai ia passando caíram por terra por questões de perícia. A dinâmica dos fatos que ele ia narrando não batia com a realidade”, disse Maia em entrevista coletiva.

Marcelo foi preso no sábado (8). Ao ser ouvido pelo delegado, ele começou a se contradizer e mudar suas versões. Em seguida, acabou confessando o crime. De acordo Maia, a discussão com a esposa desencadeou um “surto psicótico” no homem, que deu detalhes de como praticou o homicídio.

 Homem é preso após confessar que matou a filha de 1 ano baleada (Foto: Divulgação/Portal Meganésia)
Homem é preso após confessar que matou a filha de 1 ano baleada (Foto: Divulgação/Portal Meganésia)
“Ele falou que foi ao canavial por conta de algumas vozes que estaria ouvindo. Pegou um revólver e foi ao local, deu um tiro na cabeça da Emilly e saiu. A ideia inicial era se matar, mas não teve coragem de fazer e voltou. Quando chegou, ela ainda estava se mexendo. Foi quando ele se arrependeu, tentou socorrer e pedir ajuda. Ele ligou para a mulher pedindo que acionasse a polícia e os bombeiros”, destaca.

Aniversário

Emilly completou 1 ano na última quarta-feira (5). Porém, os pais estavam organizando a festa de aniversário para o sábado, um dia antes do crime. Porém, detalhes sobre a confraternização acabaram motivando uma discussão entre o casal.

“Uma discussão banal, de família, sobre a preparação para o aniversário da criança, que não seria o motivo de qualquer ser humano fazer uma barbaridade dessas. Mas, provavelmente, uma pessoa que já vinha sofrendo algum transtorno psicológico, isso seria um desencadeador”, afirma o delegado.

A arma usada no crime ainda não foi encontrada. A polícia informou que Marcelo será submetido a uma avaliação psicológica para saber se ele possuía algum tipo de distúrbio.

 Entregador (de vermelho) disse à polícia que
Entregador (de vermelho) disse à polícia que “ouviu vozes” antes do crime (Foto: Divulgação/Portal Meganésia)

Mãe mata filha de 4 anos com facada no coração em Canoas (RS)

Mãe mata filha de 4 anos com facada no coração em Canoas

Menina chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos; presa em flagrante, mulher não teria mostrado arrependimento.

Uma menina de apenas 4 anos foi morta a facada pela própria mãe no município de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, na manhã deste domingo, 26. O bairro Mathias Velho, onde o crime aconteceu, é intitulado pelas autoridades de segurança pública como “Território da Paz”.

De acordo com o delegado Valeriano Garcia Neto, da Delegacia de Homicídios de Canoas, o pai havia saído de casa pela manhã e, quando retornou, encontrou a filha morta com uma faca no peito. A mãe, identificada como Neila dos Santos Fagundes, de 30 anos, foi detida em flagrante e, segundo a polícia, não teria mostrado arrependimento pelo crime durante o interrogatório.
A menina, Clarice dos Santos Fagundes, foi socorrida e encaminhada para o Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), mas não resistiu aos ferimentos.
A mãe também foi conduzida à instituição de saúde, onde permaneceu sob cuidados médicos e escolta de policiais militares até a noite deste domingo. Os motivos do crime ainda não foram esclarecidos.
Fonte: O Estado de S. Paulo

Polícias concluem que ação de PMs na morte de menino de 10 anos em 2016 foi legítima, diz defesa

Mortes em 3 semanas no Brasil superam vítimas de atentados terroristas de 2017

Polícia Civil concluiu inquérito sem indiciar policiais militares, mas Ministério Público (MP) não concordou e pedirá novas investigações. Inquérito da Corregedoria da PM também isentou agentes, segundo advogado

A Polícia Civil e a Corregedoria da Polícia Militar (PM) concluíram que a ação de seis policiais militares investigados por matar um menino de dez anos foi legítima. As informações foram apuradas junto a fontes do Ministério Público (MP) e confirmadas nesta segunda-feira (20) pela defesa dos agentes.

O caso ocorreu em 2 de junho do ano passado, no Morumbi, área nobre da Zona Sul de São Paulo. O menino de 10 anos morreu numa suposta troca de tiros com a Polícia Militar durante perseguição a um carro furtado. Segundo as investigações, ele e um colega de 11 anos pularam o muro de um condomínio, foram a garagem e levaram um Daihatsu preto 1998.

O tiro que atingiu a cabeça do menino e o matou saiu da arma de um policial militar que estava numa moto. Todos os seis agentes da PM envolvidos no caso alegaram que revidaram tiros dados pelo garoto. O outro menor, que estava no banco do carona, foi apreendido.

Procurado pela reportagem para comentar o assunto, o advogado dos seis policiais militares, Marcos Manteiga, confirmou as conclusões da Polícia Civil e da Corregedoria da PM. “Ambas instituições concluíram que meus clientes agiram em legítima defesa”, disse Manteiga.

Dois policiais estavam em motocicletas e outros quatro em viaturas. Todos estão afastados de seus trabalhos de rua, cumprindo serviços administrativos, de acordo com a defesa.

Policiais participam de reconstiuição do caso da morte do menino de 10 anos (Foto: Reprodução / TV Globo)

Policiais participam de reconstiuição do caso da morte do menino de 10 anos (Foto: Reprodução / TV Globo)

Ministério Público

O Ministério Público, porém, não concordou com a conclusão do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que não indiciou nenhum dos agentes da PM, e pedirá novas investigações.

O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa investigou o caso na esfera criminal para saber se os policiais agiram em legítima defesa ou se cometeram uma execução.

A Corregedoria da Polícia Militar (PM) apurou o caso no âmbito administrativo se os agentes cometeram irregularidades na abordagem.

Os PMs deram duas versões diferentes para a morte do menino de 10 anos. Já o garoto de 11 anos deu três versões distintas. “Pedi para que esse menino seja submetido a um exame de insanidade mental”, enfatizou Manteiga.

Novas diligências

A reportagem apurou que o promotor do caso, Fernando Bolque, entendeu que existem “inúmeras diligências faltantes” e, por esse motivo, pediu que elas sejam feitas pelo DHPP.

Entre as diligências que deverão ser requisitadas pela Promotoria estão:

1) áudio da conversa entre as viaturas da PM que perseguiram o veículo furtado pelo garoto;

2) depoimento do delegado do 89º Distrito Policial (DP), Portal do Morumbi, para saber se ele foi ao local onde o menino de 10 anos foi morto.

3) novos depoimentos de dois policiais militares para esclarecer “inúmeras contradições”, entre elas, se o menino de 10 anos atirou contra os policiais ou se eles viram um “clarão”, como relataram anteriormente. Em seguida, os agentes atiraram no veículo onde garoto estava.

4) O MP quer saber ainda dos PMs se o vidro do carro guiado pelo menino de 10 anos estava com os vidros abertos, fechados ou parcialmente abertos.

A Promotoria também quer explicações a respeito do fato de a arma que teria sido usada pelo menino ter sido retirada do local onde ele foi morto. E também por qual razão o garoto sobrevivente foi levado pelos PMs para sua casa, o que feriria o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

5) o promotor também irá requisitar ao Instituto Médico Legal (IML) o esclarecimento se é possível identificar a distância do disparo, assim como informar o resultado de laudos toxicológicos do menino de 10 anos.

6) Bolque também deverá pedir para o Instituto de Criminalística (IC) para explicar a contradição entre a ausência de resíduos de chumbo na luva da mão de direita do menino e a presença da substância em suas mãos.

Também irá pedira ao IC um croqui que mostre a altura do menino, e a distâncias entre ele e o volante e os pedais do veículo furtado.

A Promotoria também quer saber a trajetória do disparo sofrido pelo menino de 10 anos, que segundo o laudo necroscópico foi de baixo para cima. O MP quer ainda saber a posição de dois PMs na cena onde o garoto foi morto.

7) Bolque também vai pedir que o garoto que sobreviveu seja novamente para sanar as contradições entre seus depoimentos.

8) o promotor também pediu a Justiça que entre em contato com a Justiça Militar para que ela encaminhe o Inquérito Policial Militar (IPM) para análise da “Justiça comum estadual”.

Menino de 11 anos deixa DHPP após prestar depoimento: ele deu três versões diferentes para o caso (Foto: Reprodução/TV Globo)

Menino de 11 anos deixa DHPP após prestar depoimento: ele deu três versões diferentes para o caso (Foto: Reprodução/TV Globo)

Três versões do garoto de 11 anos

Na primeira versão que o garoto de 11 anos deu, no boletim de ocorrência do DHPP, ele manteve o que os policiais haviam dito inicialmente (que o amigo atirou contra os agentes, que revidaram e o mataram).

Na segunda, também ao DHPP, alegou que os agentes executaram seu amigo (que teria atirado contra os PMs, mas parou assim que o carro bateu. Só que no entanto os agentes dispararam mesmo assim. Falou ainda que foi agredido e ameaçado de morte pelos policiais).

E na terceira, à Corregedoria da PM, contou que ele e o amigo não estavam armados e o outro menor foi assassinado (os PMs “plantaram” uma arma para justificar a morte do colega).

Duas versões dos PMs

Nas versões dos policiais militares investigados, eles sustentam que começaram a perseguir o carro sem saber que ele havia sido furtado e sem ter ideia de que dentro do veículo estavam duas crianças.

Os PMs disseram ainda que o menino atirou três vezes contra eles, que revidaram duas vezes. Para isso, os policiais usaram a expressão “jogou pra cima”, como mostra o áudio gravado pelo Centro de Operações da PM (Copom). A queixa do furto do carro foi feita ao Copom depois da perseguição pela proprietária.

Laudo de balística feito pela perícia confirmou que o tiro que matou o menino partiu da arma de um dos policiais que estavam em duas motos usadas na perseguição. O outro tiro foi de um dos quatro PMs que estavam em duas viaturas.

A Corregedoria da PM e o DHPP analisaram um vídeo que teria sido gravado pelos policiais com uma confissão do menino de 11 anos. As imagens mostram o garoto confirmando que ele e o garoto de 10 anos invadiram um prédio no Morumbi, onde furtaram um automóvel.

A diferença de versões dos PMs ocorre nos depoimentos que narram como o menino morreu. No boletim de ocorrência do caso, registrado no DHPP, os policiais haviam dito que o tiro que matou o menino foi dado após o carro bater e serem recebidos com um tiro.

Depois, no mesmo departamento e na Corregedoria, contaram que o disparo fatal ocorreu durante a perseguição quando atiraram neles. Nessa versão, eles não fizeram menção de que o carro estava parado. O que falta esclarecer é se o tiro ocorreu antes ou após o veículo bater em um ônibus e num caminhão. Quando o carro parou, o menino já estava baleado, segundo os agentes.

Os disparos foram feitos por outros dois agentes, que estavam numa moto e em outra viatura. O tiro que matou o garoto partiu da arma do PM da motocicleta. Ele disse em depoimento ao DHPP que atirou após ter visto um “clarão” e escutado um “estampido”.

Manteiga disse que o policial de moto atirou depois de ver um clarão dentro do carro furtado, que seria um tiro. “Ele disparou em legítima defesa”, disse o advogado. “Não chegou a fazer mira”.

De acordo com o advogado, os policiais não sabiam que dentro do automóvel furtado estavam duas crianças. “É um esclarecimento, não uma mudança”, rebateu Manteiga sobre essas versões dadas pelos policiais.

Pitbull ataca e mata criança de 6 anos no quintal de casa

Familiares agrediram o animal a pauladas, na tentativa de contê-lo e evitar a tragédia

Um menino de 6 anos foi atacado por um cão da raça pitbull enquanto brincava no quintal de sua casa em Ponto Belo, no extremo norte do Espírito Santo, na noite desta quarta-feira, 15. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a Polícia Militar, Luís Henrique Andrade Prates começou a gritar quando recebeu as primeiras mordidas, chamando a atenção da mãe, que, desesperada, correu até o local e encontrou o cachorro mordendo o pescoço do filho, já desacordado.

Familiares agrediram o animal a pauladas, na tentativa de contê-lo e evitar a tragédia. O menino foi levado para o Hospital Maternidade São João Batista, na cidade de Mucurici, mas morreu no local.

O corpo da criança foi liberado na manhã desta quinta-feira, 16, no Serviço Médico Legal (SML) de Linhares. Emocionados, amigos e familiares não quiseram comentar o caso. O enterro está programado para acontecer também nesta quinta-feira.

O pitbull vivia com a família há cerca de um ano e não tinha histórico de violência. Ninguém soube informar à reportagem sobre o que aconteceu ao animal após as pauladas. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Criança de 2 anos morre em hospital depois de passar mal em escola particular de MS

Pai diz que menina esperou por quase cinco horas por vaga em CTI

Uma menina de 2 anos morreu na noite de quinta-feira (9) depois de passar mal em uma escola particular de Campo Grande. Segundo a família, a menina foi levada a um hospital particular, onde esperou por quase cinco horas por transferência para um hospital público com vaga em CTI. A polícia vai investigar a causa da morte.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que a responsabilidade pela regulação de vagas em CTI é do município. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que os protocolos de solicitação foram respeitados (confira abaixo a nota na íntegra). A escola garantiu que prestou toda assistência à criança, se solidariza com a família e lamenta o ocorrido.

A família contou à polícia que levou a menina para a escola de tempo integral no período da manhã. A criança estava bem. Por volta das 14h30 (de MS), funcionários do colégio ligaram avisando que a garota estava com febre e não queria se alimentar.

O pai, o motoentregador Igor Prudente Passos Martins, de 28 anos, disse que chegou ao local e encontrou a filha com febre e ofegante. Ela deu entrada no hospital por volta das 16h. O estado de saúde da menina piorou e, uma hora depois, o hospital teria comunicado que precisava de uma vaga em CTI para transferência.

Ainda segundo a polícia, por causa da dificuldade para respirar, foi feita aspiração das vias aéreas. A criança expeliu grande quantidade de sangue e um líquido com aspecto achocolatado.

O pai destacou que a menina recebeu atenção de vários profissionais na unidade de saúde, mas morreu por volta das 21h. Segundo o pai, somente depois desse horário foi liberada a vaga para a transferência da criança.

“Se tivesse um leito de CTI disponível eu não estaria enterrando minha filha hoje. O médico ficou cinco horas fazendo ventilação manual, fez de tudo para salvar a minha filha, mas quando a vaga saiu ela já estava morta.”

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro como morte a esclarecer.

Confira a nota da Sesau na íntegra:

“A paciente estava no Hospital Infantil São Lucas (privado) e assistida com ventilação mecânica. O intervalo de tempo entre a solicitação de remoção para o CTI e a liberação da vaga zero foi de menos de 2 horas.

Segundo informações do setor de regulação, todos os hospitais da rede foram consultados e diante da negativa de vaga, o setor de regulação autorizou o caso como vaga zero. Todos os protocolos de solicitação foram respeitados, mas infelizmente, mesmo com a celeridade dada ao caso, não foi possível a remoção. Ressaltamos que se ela fosse removida como vaga zero, ela iria para a emergência de um hospital da rede e possivelmente seria assistida com ventilação manual, o que poderia agravar ainda mais o quadro de saúde.”

G1/MS

‘Mãe mais odiada dos EUA’, Casey Anthony rompe silêncio 6 anos após absolvição por morte de filha

Ela vive de forma reclusa na Flórida e afirma não saber até hoje o que aconteceu com a criança, que tinha dois anos

Uma mãe que protagonizou um dos julgamentos mais polêmicos e midiáticos da história dos Estados Unidos após ser acusada de matar a filha pequena falou pela primeira vez em seis anos sobre o caso, no qual acabou absolvida pela Justiça.

Casey Anthony, hoje com 30 anos, ficou conhecida como a “mãe mais odiada dos EUA” ao responder pelas suspeitas de homicídio em primeiro grau, homicídio culposo e abuso infantil pela morte de Caylee, de dois anos, em junho de 2008.

Ao ser julgada, em 2011, ela atraiu uma cobertura comparável à do célebre caso O.J. Simpson, astro do futebol americano absolvido em 1995 da acusação de ter matado a ex-mulher e um amigo dela.

Nas seis semanas de julgamento, a Promotoria sustentou que Casey usou clorofórmio para anestesiar a criança e vedou seu nariz e boca com uma fita adesiva até sufocá-la, para depois jogar o corpo em um matagal em Orlando, na Flórida.

Já a defesa afirmou que Caylee não foi assassinada, mas encontrada afogada na piscina da casa dos avós, e que Casey e o pai – avô da menina – tentaram encobrir o fato escondendo o cadáver.

“Minha sentença foi decidida muito antes do veredito. As pessoas me consideraram culpada muito antes da minha primeira aparição no tribunal”, disse a mãe em entrevista à agência de notícias Associated Press.

As declarações causaram polêmica nos meios de comunicação dos EUA e revolta nas redes sociais. Isso porque poucos compreendem o comportamento de Casey antes, durante e depois do caso.

‘Normalidade’

O julgamento de Casey durou seis semanas e foi acompanhado por milhões de pessoas (Foto: Red Huber/Orlando Sentinel via AP, Pool, File)

O julgamento de Casey durou seis semanas e foi acompanhado por milhões de pessoas (Foto: Red Huber/Orlando Sentinel via AP, Pool, File)

Caylee ficou desaparecida por um mês até que a avó, Cindy Anthony, denunciou o sumiço para a polícia.

Durante esse período, Casey não pareceu abalada, afirmaram as testemunhas de acusação. Ela seguiu com sua vida normalmente – foi a festas e chegou a fazer uma tatuagem com a frase “Bella Vita” (“bela vida”, em tradução livre do italiano).

Quando era questionada sobre a filha, respondia que a menina estava com uma babá que nunca existiu, e chegou a dar informações falsas às autoridades sobre um trabalho fictício e um suposto pai de Caylee.

Casey foi condenada por falso testemunho, mas como já estava presa havia três anos aguardando julgamento, considerou-se que ela havia cumprido a pena. A jovem foi liberada duas semanas depois do polêmico veredito.

“Todo mundo tem suas teorias sobre o que aconteceu”, disse ela na entrevista concedida na casa onde mora na Flórida, antes de afirmar não saber até hoje o que aconteceu com a criança.

“A última vez que vi minha filha, acreditava que ela estava viva e bem – isso é o que me foi dito”, afirmou.

A aparente normalidade com que a mãe levou a vida durante o desaparecimento da menina foi muito criticada à época – segundo a acusação, ela teria matado a criança para continuar indo a festas.

“Não me importa o que as pessoas pensam de mim. Nunca importará. Estou de bem comigo mesma, durmo bem à noite”, respondeu ela à AP.

Vida reclusa

'Estou bem comigo mesma, durmo bem à noite', disse Casey à AP (Foto: AP Photo/Joshua Replogle)

‘Estou bem comigo mesma, durmo bem à noite’, disse Casey à AP (Foto: AP Photo/Joshua Replogle)

Para Josh Replogle, jornalista da Associated Press que realizou a entrevista, as respostas de Casey sobre o caso “em alguns momentos eram reveladoras, raras e contraditórias, e terminaram gerando mais perguntas do que respostas”.

A jovem hoje trabalha para um detective particular, fazendo buscas nas redes sociais e outros serviços de investigação.

“Eu gosto muito do fato de que tenho uma perspectiva única e a oportunidade de fazer por outras pessoas o que muitos outros fizeram por mim. Na verdade, gostaria de me tornar uma investigadora particular e trabalhar em escritórios de advocacia”, disse.

Casey ainda é reconhecida quando sai para bares ou festas, o que faz com que ela viva de forma mais reclusa.

“Se estivesse viva, Caylee teria 12 anos”, contou ela ao repórter.

“Eu gosto de pensar que ela iria gostar de ouvir rock clássico e praticar esportes. E seria uma menina e tanto.”

BBC Brasil