MPF abre procedimento criminal para apurar circunstâncias de naufrágio no sul do Amapá

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Além de investigar eventuais infrações penais, em razão da provável inobservância das normas de segurança da navegação, será investigada a possibilidade de atentado contra a segurança do transporte fluvial

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento de investigação criminal, nesta segunda-feira (2), para apurar as circunstâncias do naufrágio do navio Anna Karoline III. O órgão visa a identificar possível prática de infrações penais, em razão de eventual descumprimento de normas básicas de segurança aquaviária, como sobrecarga e irregularidades quanto ao número e à alocação de coletes salva-vidas na embarcação. Informações sobre a documentação do navio e de seus responsáveis foram requisitadas à Capitania dos Portos, à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e à empresa de navegação Erlon Rocha Transporte Ltda.

Compete ao MPF investigar o evento, uma vez que ocorreu em rio de domínio da União, entre os estados do Amapá e Pará. Além de apurar as circunstâncias do naufrágio, que podem indicar a ocorrência de infrações penais, o órgão vai investigar provável atentado contra a segurança do transporte fluvial.

Naufrágio

 O navio Anna Karoline III partiu de Santana, a 17 km da capital Macapá , com destino a Santarém, no Pará, no fim da tarde da última sexta-feira (28). O naufrágio ocorreu a aproximadamente 100 quilômetros do ponto de partida, na madrugada do último sábado (29). Não há confirmação da existência de lista oficial de passageiros.

Segundo informações prestadas pelo Corpo de Bombeiros do Amapá, até o início da noite desta segunda-feira, foram resgatadas 46 pessoas vivas e 18 mortas. Estima-se que ainda haja 12 desaparecidas, das 30 informadas a princípio. O número de vítimas foi estimado pela corporação a partir da declaração de sobreviventes e familiares. Via MPF

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Pelo menos 13 pessoas morreram em naufrágio no rio Amazonas, no Pará

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Outras 46 pessoas foram resgatadas. Navio transportava entre 60 e 70 passageiros e teve problemas na madrugada do sábado (29)

Subiu para treze o número de mortos no naufrágio de um navio no Sul do Amapá, informou governo do Estado na noite de domingo (1°). Outras 46 pessoas foram resgatadas e as buscas seguem em andamento – a embarcação tinha de 60 a 70 pessoas.

Inicialmente, o Corpo de Bombeiros havia informado 16 pessoas estavam desaparecidas. Mas, neste domingo, o comandante da corporação, coronel Janary Picanço, disse que não há um número oficial, pois a embarcação não tem uma lista de passageiros para orientar as buscas da corporação.

Dez corpos estão no município de Gurupá (PA) e aguardam o traslado para Macapá, onde passarão pelo processo de identificação. Entre as vítimas, duas já foram identificadas: Sudelma Araújo e Marlene Souza Alves.

“A gente está buscando agilizar a remoção dos corpos que foram encontrados para que a gente possa fazer necropsia, identificação e entrega desses corpos a família”, disse Picanço.

O naufrágio do Anna Karoline 33 ocorreu na madrugada de sábado (29), próximo à Ilha de Aruãs e à Reserva Extrativista Rio Cajari, no Rio Jari (veja no mapa abaixo). A região fica a 130 km de Macapá, em uma região de difícil acesso e comunicação – o chamado de socorro foi feito às 5h, e o helicóptero de resgate do governo do estado só chegou ao local por volta das 14h.

Estão no local 18 mergulhadores de resgate dos Bombeiros do Amapá e Pará, além de duas embarcações da Marinha do Brasil. A partir desta segunda (2), um helicóptero de grande porte vai auxiliar no translado. Além disso, onze militares da Marinha vão auxiliar no trabalho.

As causas do acidente ainda não foram divulgadas. O comandante disse à Marinha que um vento forte atingiu a embarcação e derrubou passageiros na água. Um inquérito foi instaurado para investigar o caso.

A empresa dona do navio, Erlonave, informou que a embarcação estava alugada para um terceiro, que não sabe as causas do acidente, e que se solidariza com os sobreviventes e os familiares das vítimas. Via G1

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Naufrágio no rio Amazonas tem 3 mortos e mais de 30 desaparecidos

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Navio ia para Santarém (PA), mas afundou na região do Jari. Comandante pediu socorro após vento fazer passageiros caírem na água

Uma grande tragédia aconteceu no rio Amazonas, onde o navio Ana Karolina III, que vinha de Macapá para Santarém, com mais de 80 passageiros, naufragou às proximidades da ilha do Aruans, quando foi atravessar a comunidade Fazendinha, próximo ao distrito de Jarilândia.

O naufrágio aconteceu por volta das 4 horas da madrugada deste sábado (29), quando uma chuva muito forte caiu nessa região. Segundo informações, já foram encontrados 3 corpos e tem mais de 30 pessoas desaparecidas.

O Corpo de Bombeiros informou que, até o momento, foram confirmadas as mortes de três mulheres ainda não identificadas. A corporação reforça que mais de 40 pessoas foram resgatadas e pelo menos 30 seguem desaparecidas.

Suporte nas buscas

O Governo do Pará ofereceu apoio nas buscas pelas vítimas do naufrágio. A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) colocou à disposição três lanchas e uma embarcação com capacidade para transporte de pessoas do Grupamento Fluvial, além de um efetivo de cerca de 12 policiais entre civis e militares, duas aeronaves do Grupamento Aéreo de Segurança Pública e seis mergulhadores do Corpo de Bombeiros.

O navio saiu por volta das 18h de sexta-feira (28) de um porto em Santana, a 17 quilômetros de Macapá, em direção a Santarém, no Pará, mas às 5h deste sábado, o comandante da embarcação acionou o socorro próximo à Ilha de Aruãs e à Reserva Extrativista Rio Cajari, na região do Jari.

A viagem entre as duas cidades dura em média 36 horas. A previsão de chegada em Santarém era às 6h de domingo (1º).

A Marinha informou que foi instaurado um inquérito para apurar as causas, circunstâncias e responsabilidades do acidente.

Vítimas

Brendo Jones dos Santos disse que não consegue contato com a irmã, Samella Thayara Alves dos Santos que estava no barco acompanhada de pelo menos outras 11 pessoas. O grupo, que fez uma selfie durante a viagem, ia para Almeirim participar de um aniversário.

“Ela não entrou em contato com a gente. Temos amigos que moram lá perto e tentam encontrá-los”, comentou.

Familiares de vítimas também foram até a sede da Marinha em Santana desde o início da manhã deste sábado. Por volta das 12h, eles receberam uma lista com nomes de familiares que estavam na embarcação e foram atendidos em uma unidade de saúde em Almeirim, distrito paraense. São 45 nomes.

Lista dos sobreviventes do naufrágio

1. Cristielen dos anjos

2. Acez Marinezes F. Barbosa

3. Luiza p. Oliveira

4. Eloy de Jesus

5. Raimundo Damião Lopes

6. Daiane T. Pereira

7. Artur Gabriel G. Salles

8. Paulo Ricardo G. Pelaes

9. Francicley das Neves Sales

10. Maria valdenira N. Silva

11. Kauã Vinícius G. Lima

12. Maria Carmozinha G. Lima

13. Kesia Dos S. Furtado

14. Valdecir G. Batista

15. Sandiane I. Tiriuju

16. Mateus A. Rodrigues dos Santos

17. Gino C. Marcos

18. Daiane Gonsalves Mendes

19. Kamily G. Dias

20. Socorro Vieira

21. José S. Vieira

22. Ruinelson p. Figueiredo

23. Gisele S. Monteiro

24. Rosane F. Da Costa

25. José R. De jesus silva

26. Márcio R. Dos Santos

27. Paulo R. Da silva Bahia

28. Jacilene B. Lima Bahia

29. Marcos C. Da Fonseca

30. Crislei T. Barbosa da luz

31. Nelson Rocha Monteiro

32. Vanderleia Bentes Monteiro

33. Nicolás Bentes Momento

34. Hugo Júnior dos Santos Trindade

35. Leoran Sanches I.

36. Crisley Belém dos Santos

37. Roberto Alves de Queiroz Torres

38. Rosemiro Correia

39. Domingos Viana Ferreira

40. Walace de Oliveira Pereira

41. Karen Larissa Lamera Vale

42. Caique Júnior Gomes Lobato

43. Dielque Braga de Sousa

44. Jaercio Monteiro

45. Rodrigo Lacerda

Os desaparecidos estão sendo contabilizados de acordo com a busca feita por familiares.

As três vítimas fatais são mulheres, mas ainda não foram identificadas.

Com Blogdocarpê e G1

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Navio com 14 mil ovelhas tomba no mar na costa da Romênia

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Tripulação de 21 pessoas foi resgatada e equipes passaram a tentar salvar o maior número possível de animais. Navio Queen Hind viajaria para a Arábia Saudita

Um navio de cargas com 14,6 mil ovelhas tombou no Mar Negro, na costa da Romênia, noticiou neste domingo (24) a imprensa internacional. O Queen Hind, que viajava para a Arábia Saudita, virou por razões ainda desconhecidas logo após deixar o porto romeno de Midia.

Equipes de resgate passaram a trabalhar para salvar o maior número possível de animais. A tripulação – formada por 20 sírios e um libanês – foi resgatada, disse Ana-Maria Stoica, porta-voz dos serviços de resgate, à agência de notícias France Presse.

“A operação de resgate está em andamento… Esperamos que as ovelhas no porão do navio ainda estejam vivas”, afirmou.

Algumas dezenas de animais já havia sido retiradas do Queen Hind no momento da declaração.

A operação tem apoio de militares, policiais e mergulhadores, que tentavam consertar o navio com bandeira de Palau e levá-lo ao porto, segundo Stoica.

A principal associação de criadores e exportadores de ovelhas da Romênia, Acebop, pediu uma investigação urgente do episódio.

“Nossa associação está chocada com o desastre”, afirmou a presidente da Acebop, Mary Pana, em comunicado.

“Se não podemos proteger os animais durante o transporte de longa distância, devemos proibi-lo completamente.”

Gabriel Paun, da ONG Animals International, alegou que o navio estava sobrecarregado. Ele afirmou que o Queen Hind já teve problemas no motor em dezembro passado. “Uma investigação deve ser aberta sem demora”, disse ele à AFP.

A Romênia é o terceiro maior criador de ovinos da União Europeia (UE), depois do Reino Unido e da Espanha, e um dos principais exportadores, principalmente para os mercados do Oriente Médio.

Ativistas chamam as embarcações de transporte de ovelha — cerca de cem partem de Midia todos os anos — de “navios da morte”. Eles denunciam que há o risco de as ovelhas serem cozidas vivas a bordo durante os meses quentes do verão.

Em julho, Vytenis Andriukaitis, então comissário europeu encarregado da saúde e segurança alimentar, exigiu que Bucareste suspendesse o transporte de 70 mil ovelhas para os países do Golfo Pérsico, citando motivos de bem-estar animal.

Ele pediu à Comissão Europeia que investigasse as práticas da Romênia no setor. Via AFP

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Rebocador afunda no rio Madeira, em Porto Velho

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Não houve feridos, segundo a Marinha. Delegacia Fluvial disse que vai investigar o acidente

Um rebocador naufragou na tarde desta sexta-feira (12) na região do rio Madeira, em Porto Velho. A confirmação veio através da Delegacia Fluvial, que monitorou o acidente durante a tarde. Não houve registro de feridos.

Segundo a Marinha, o local onde a embarcação afundou fica na região do Porto do Milho, no bairro Nacional, Zona Norte da capital. No local funciona o embarque e desembarque de grãos.

A delegacia fluvial informou que não há feridos e que uma equipe de Inspeção Naval, subordinada à Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, foi enviada até a região do acidente para avaliar a situação. A Marinha reiterou também que não houve poluição hídrica no Madeira.

Em nota, a Delegacia Fluvial disse que um inquérito será instaurado para apurar as causas, circunstâncias e possíveis responsabilidades pelo acidente.

Imagem ilustrativa

Naufrágio no rio Nilo deixa pelo menos 22 crianças mortas

As vítimas estavam a caminho da escola quando a embarcação afundou; uma mulher adulta também morreu

Ao menos 22 crianças sudanesas morreram em um naufrágio ocorrido nesta quarta-feira (15) no rio Nilo, no Sudão. De acordo com as autoridades locais, o acidente aconteceu a 750 km da capital Cartum.

As vítimas estavam a caminho da escola quando a embarcação afundou. Segundo a agência de notícias sudanesa Suna, uma mulher adulta também morreu, sendo ela a 23ª vítima. Os corpos das vítimas ainda não foram localizados.

A Suna conta ainda que “o acidente foi provocado pela paragem do motor da embarcação a meio caminho devido à forte corrente”.

À France Presse, uma testemunha afirmou que o barco atravessa o Nilo “contra a corrente”, ou seja, de norte para sul.

As embarcações são bastante utilizadas pelos habitantes da região que querem atravessar o Nilo de uma margem para a outra.

Fonte: noticiasaominuto

Naufrágio em lago nos Estados Unidos mata 11 pessoas

Acidente aconteceu durante uma tempestade em um lago no Missouri. Sete pessoas estão hospitalizadas e cinco, desaparecidas

Um veículo de turismo virou e afundou na quinta-feira (19) durante uma tempestade em um lago do estado americano do Missouri, matando 11 pessoas – informaram as autoridades locais, acrescentando que há várias crianças entre as vítimas.

O acidente deixou sete pessoas hospitalizadas e cinco desaparecidos no Table Rock Lake, revelou em entrevista coletiva o xerife do condado de Stone, Doug Rader.

Operações de resgate devem ser retomadas nesta sexta, com a participação de mergulhadores na busca dos desaparecidos.

Dois dos feridos se encontram em estado crítico, segundo a filial do Cox Medical Center, uma estrutura hospitalar instalada no Missouri.

Segundo Rader, ao menos 31 pessoas estavam no veículo, um anfíbio que tinha rodas para circular também pela terra.

A tempestade “chegou muito rápido”, disse por telefone à AFP Rick Kettels, proprietário do Lakeside Resort, um complexo hoteleiro às margens do lago.

“Vivi aqui a maior parte da minha vida e nunca tinha visto uma tempestade assim tão terrível”, declarou, acrescentando que o serviço meteorológico não alertou sobre sua iminência.

Kettels gravou um vídeo da margem antes de saber do naufrágio. Nas imagens, viam-se grandes ondas batendo no pier.

“Olhando a ondas, não acho que o barco tenha tido qualquer chance”, afirmou.

Ventos de 119 km/h

O Table Rock Lake é um lago artificial muito popular situado no sul do Missouri, na fronteira com o Arkansas.

Na região, foram registrados ventos de até 119 km/h que provocaram quedas de árvores e cortes de energia elétrica, informou Steve Lindenberg, meteorologista de Springfield, 72 km ao norte de Branson.

“Nossos corações estão cheios de pesar”, disse a cidade de Branson em um comunicado.

“Este é um momento desafiador para todos os envolvidos”, lamentou.

A sede da prefeitura de Branson foi aberta para atender às vítimas, seus familiares e sobreviventes, com a ajuda da Cruz Vermelha e de funcionários locais.

A Junta Nacional de Segurança dos Transportes (NTSB, na sigla em inglês) disse que enviaria esta manhã uma equipe para investigar o incidente.

Branson é um popular destino de férias, conhecido por seus teatros e pela música country, que inclui uma atração da cantora Dolly Parton inspirada na Guerra Civil.

A companhia Ripley Entertainment, proprietária da embarcação, disse, por meio de sua porta-voz Suzanne Smagala-Potts, que fará “tudo o que puder para ajudar as famílias que se viram envolvidas, assim como as autoridades, enquanto continuarem os trabalhos de busca e resgate”.

O incidente no Missouri aconteceu em meio a uma tempestade que castigou boa parte do Meio-Oeste na quinta-feira, segundo os meteorologistas. Vários tornados se formaram no estado de Iowa, ao norte do Missouri, deixando feridos e causando danos materiais.

Fonte: em.com

Migrante náufraga sobrevive se apoiando em dois mortos no Mediterrâneo

Quando foi encontrada por ONG, mulher de 40 anos se segurava em dois cadáveres em estado de decomposição e em pedaços da embarcação na qual estava

As equipes de resgate da ONG espanhola Proactiva Open Arms descobriram no mar uma mulher que conseguiu sobreviver ao naufrágio de um bote ao ficar agarrada a dois mortos, outra mulher e uma criança.

A ONG estava patrulhando o litoral da Líbia, de onde parte a maioria dos migrantes com destino à Europa, quando fez a macabra descoberta.

A mulher, uma camaronesa de 40 anos, flutuava agarrada aos restos do barco e junto aos corpos dos dois migrantes que não conseguiram sobreviver.

Ela foi atendida pelos médicos com sintomas de hipotermia e trauma emocional.

A Guarda Costeira da Líbia, encarregada de patrulhar a região, indicou que 158 pessoas foram resgatadas a 16 milhas náuticas de Joms, relativamente distante da área onde a náufraga foi encontrada.

Os dois corpos já se encontravam em estado de decomposição.

Dois barcos da ONG espanhola retornaram nesta terça-feira à costa da Líbia, depois de várias semanas de ausência devido às dificuldades para desembarcar os migrantes que resgatam devido à linha dura adotada por Itália e Malta, que se negam a recebê-los.

O ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, líder da direitista Liga, advertiu em um tuíte que continuará com sua linha dura.

O caso gerou um verdadeiro confronto entre a organização humanitária espanhola e o ministro italiano, acusado de aplicar uma política desumana.

Para a ONG espanhola, os líbios abandonaram as duas mulheres e a criança após intervirem.

“É um fato a ser denunciado ante o Tribunal ​Internacional ​de Direitos Humanos”, clamou, indignada, a ONG em comunicado.

Para Óscar Camps, diretor e fundador da ONG, a bordo do “Open Arms” naquele momento e testemunha do ocorrido, a Guarda Costeira líbia omitiu dizer que “deixaram duas mulheres e uma criança a bordo, e afundaram o barco porque não queriam entrar em embarcações de patrulha da Líbia “, disse ele.

“Por quanto tempo teremos que lidar com assassinos recrutados pelo governo italiano para matar e torturar os que tentam cruzar o Mediterrâneo? A política de Matteo Salvini é responsável por este crime”, denunciou.

Interrogada pela AFP, a Guarda Costeira líbia se negou a fazer comentários sobre o assunto.

Para o Ministério italiano do Interior trata-se de uma notícia falsa.

“Desafio a todas as pessoas a encontrarem uma mensagem minha em que peço para abandonar as pessoas no mar. Meu objetivo é salvar a todos, alimentar a todos, mas evitar que cheguem à Itália. O objetivo é acabar com o tráfico de seres humanos, que é a única forma de reduzir o número de mortos”, declarou Salvini em entrevista coletiva após enviar um tuíte escrito “portas fechadas, coração aberto”.

Fonte: istoé

Naufrágio deixa 21 mortos e quase 50 desaparecidos na Tailândia

Fortes tempestades causam desastre; maioria das vítimas é de turistas chineses

Um naufrágio na noite de ontem na ilha de Phuket, sul da Tailândia, já deixou ao menos 21 pessoas mortas e dezenas de turistas desaparecidos. A barca Phoenixnaufragou com 105 pessoas a bordo, principalmente turistas chineses, em meio a uma tempestade que provocou ondas de até 5 metros. Ao menos 47 chineses se encontram desaparecidos, segundo o Ministério de Exteriores da China.

O número de 21 corpos localizados foi confirmado pelo centro de resgate da província, que continua procurando pelos desaparecidos. Vários mergulhadores conseguiram chegar hoje à embarcação e afirmaram ter visto mais de 10 corpos no local, informaram fontes da Marinha tailandesa.

Cerca de 50 pessoas continuam desaparecidas e os trabalhos de resgate prosseguem, segundo informado pelo governo da ilha. As ambulâncias aguardavam em Phuket para receber mais corpos.

“Concentramos a busca nos desaparecidos do Phoenix. Tememos que alguns tenham ficado presos no barco, mas espero que alguns possam haver sobrevivido”, afirmou o governador de Phuket, Noraphat Plodthong. “Fazemos buscas aéreas e enviamos mergulhadores para examinar o interior do Phoenix. Não sei quantos podem ter sobrevivido”, completou.

Helicópteros sobrevoavam o local do acidente, enquanto mergulhadores se aproximavam da barca, a uma profundidade de 40 metros no mar de Andaman, a alguns quilômetros da costa de Koh He, uma pequena ilha conhecida pelas formações coral e um destino popular de excursões.

Um representante do consulado da China está no local para ajudar na coordenação do resgate.

O Phoenix retornava para Koh Racha, outro local muito frequentado pelos turistas, especialmente praticantes de mergulho. Quarenta e oito pessoas, entre passageiros e tripulantes, foram resgatados. O primeiro corpo de um dos passageiros – que as autoridades acreditam ser um turista chinês – foi retirado do mar ontem à noite.

Os sobreviventes foram levados para um prédio de Phuket. Vários permanecem em estado de choque, alguns choram e outros caminham ainda com os coletes salva-vidas no corpo. “Onze estão feridos, dois em estado grave”, informou o governador de Phuket.

Um alerta de tempestade foi emitido pelas autoridades na ilha na quarta-feira. Por isso, o governo tailandês abriu uma investigação sobre o motivo da viagem, apesar do alerta.

Mesmo com as advertências, outras embarcações enfrentaram as más condições meteorológicas ontem na mesma região.

Phuket atrai numerosos visitantes estrangeiros, entre eles ocidentais e chineses, que constituem a maior parte das 35 milhões de pessoas que devem visitar a Tailândia este ano. No total, 9,8 milhões de turistas chineses visitaram a Tailândia no ano passado.

O país também recebe a atenção da imprensa internacional por conta de 12 meninos e seu treinador de futebol presos há quase duas semanas em uma caverna inundada no norte do país.

(Com AFP)

Fonte: veja

Bombeiros retomam buscas e encontram mais um corpo de vítima de naufrágio em Itaguaí, RJ

Outras duas continuam desaparecidas após duas embarcações de pescadores naufragarem em frente ao Porto de Itaguaí na sexta-feira (8)

Mais um corpo de uma das vítimas do naufrágio na Baía de Sepetiba foi encontrado na manhã desta segunda-feira (11), segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Pelo menos 10 pessoas morreram, e outras duas continuam desaparecidas após duas embarcações de pescadores naufragarem, por volta da 0h20 desta sexta-feira (8), em frente ao Porto de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio.

As buscas foram retomadas no início da manhã desta segunda. Nove pessoas já foram resgatadas com vida.

  • Mortos:
    Eliezer de Lima Barreto
  • Nilson Moura
  • Wanderley Batista dos Santos
  • Júlio Cesar Braz de Mesquita
  • Augusto Nery de Faria
  • Milton Pereira da Silva
  • Neilton de Souza

Outros três ainda sem identidade divulgada

Nas redes sociais, amigos e conhecidos de Nilson Moura, um dos mortos no naufrágio em Itaguaí lamentaram a tragédia e enviaram mensagens de condolências aos familiares da vítima. No facebook, a cunhada Cátia Regina contou que ele havia saído para pescar com os amigos “como sempre fizera”. O acidente envolveu as embarcações Lucas Mar e Milemar.

Durante a sexta-feira (8), apenas mergulhadores do Corpo de Bombeiros atuaram nas buscas. Segundo um sobrevivente do naufrágio, o grupo estava pescando quando foi surpreendido por um vento forte.

“Paramos para poder pescar, ancoramos o barco. De repente, veio um vento muito forte. O barqueiro falou: ‘Esse vento deve ser de sudoeste. Vamos recolher o material e puxar âncora’. Foi quando de repente o vento entrou muito forte, nós nos trancamos na cabine. Não dava para ver nada. Foi aí que o barco naufragou, coisa de 15 segundos”, contou Marlon Dutra.

De acordo com um funcionário do porto, um rebocador fez contato avisando que teria “homens ao mar”. Quando Anderson da Silva, de 42 anos, chegou para fazer o socorro, encontrou três homens na água, um já desacordado. Ele e seu auxiliar conseguiram fazer os resgates e, logo após, a lancha dos bombeiros chegou levando as vítimas.

Fonte: g1/rj