Acusada de corrupção, ex-chefe de gabinete da prefeitura de Cacoal tem prisão decretada

Só que ela está em Uberaba em “tratamento de saúde”

Maria Ivani de Souza Araújo, ex-chefe de gabinete do Padre Franco, prefeito de Cacoal, teve a prisão preventiva decretada em decisão, unânime, da 1ª Câmara Especial, na sessão desta quinta-feira, dia 21.

Acusada em processo resultante da Operação Detalhe, no qual foram apurados esquema de corrupção e desvio de dinheiro público na prefeitura, Maria Ivani era monitorada por tornozeleira eletrônica em Cacoal. Segundo consta nos autos, ela pediu para fazer tratamento de saúde em Uberaba, Minas Gerais, pelo período de 40 dias, o que foi concedido desde que se apresentasse semanalmente ao juízo da comarca mineira.

Porém, transcorrido o período autorizado, a paciente não retornou a Cacoal e apenas informou novo endereço em Uberaba. Pelo descumprimento das determinações, o juízo decretou a prisão preventiva, mas a defesa entrou com recurso para relaxamento da prisão. O Habeas Corpus foi concedido liminarmente no plantão, porém no julgamento do mérito a Câmara revogou a decisão, mantendo a decisão do Juízo de 1ª Grau.

Segundo o relator, desembargador Gilberto Barbosa, houve por parte da paciente clara intenção de tumultuar o andamento da instrução processual, pois só depois de decretada sua prisão se dispôs aparecer à audiência em Cacoal. “Entretanto, quando foi deferida liminar neste HC, tratou de desistir da petição em que se dispunha a comparecer à solenidade, independentemente de intimação, e efetivamente a ela não compareceu”, esclareceu ele.

Destacou, ainda, que sequer foi encontrada no endereço em Uberaba quando o oficial de Justiça tentou intimá-la para ser interrogada em audiência, mais um motivo para reformar a decisão liminar e manter a prisão preventiva.

A acusada, que está em Uberaba, receberá decisão por carta precatória e deverá ser recambiada a Cacoal.

As informações são do Rondoniaovivo

Prefeito de Cacoal é flagrado com sua ex-chefe de gabinete em Ouro Preto

O prefeito de Cacoal Padre Franco Vialetto foi fotografado na noite da última quarta-feira em um posto na cidade de Ouro Preto do Oeste acompanhado de sua ex-chefe de gabinete Maria Ivani, que havia sido presa na Operação Detalhe, deflagrada pela Polícia Civil acusada de uma série de crimes. Ivani ficou 82 dias presa e foi solta em 30 de julho e deveria estar usando uma tornozeleira eletrônica de monitoramento.

Franco chegou a ser acusado de conivência nos crimes envolvendo sua ex-chefe de gabinete, mas após uma série de manobras políticas conseguiu escapar da cassação. Ele alegou em sua defesa que “não sabia de nada”.

Padre Franco e Maria Ivani
Padre Franco e Maria Ivani
Padre Franco e Maria Ivani
Padre Franco e Maria Ivani

Processo contra vereadores de Cacoal é arquivado

Julgamento estava marcado para sábado (5) mas foi suspenso pela Justiça.
Parlamentares são investigados pela Operação Detalhe desde junho

A Comissão Processante (CP) da Câmara de Vereadores de Cacoal (RO) não poderá mais realizar o julgamento que poderia cassar os mandatos dos vereadores Paty Paulista (PTB) e Valdomiro Corá (PV). O julgamento estava marcado para sábado (5), mas foi suspenso pela Justiça a pedido da defesa dos vereadores investigados, onde alega que a comissão cometeu irregularidades para adiantar a data do julgamento.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]O prazo para conclusão dos trabalhos encerrou no domingo (6) e, com isso, o processo será arquivado.

Os dois parlamentares são investigados pela Operação Detalhe, que averigua possíveis crimes de corrupção no funcionalismo público. A Comissão Processante (CP) foi aprovada  no dia 1º de junho na Câmara Legislativa para apurar denúncias contra os parlamentares.

A CP é composta pelos vereadores Rafael Evangelista Chaves (DEM), que assumiu a função de presidente, Maria Simões (PT), que ficou como relatora, e Adailton Fúria (PRB), membro.

Os integrantes da comissão tinham até o fim do domingo para realizar o julgamento que definiria o futuro dos parlamentares. O julgamento seria aberto para a população. A cassação dos mandatos ou o arquivamento do processo seria por meio dos votos dos demais vereadores.

De acordo com o vereador Rafael Evangelista, como o julgamento que estava marcado para o sábado foi suspenso pela Justiça, o presidente da Câmara convocou uma sessão extraordinária para à tarde do domingo, porém a CP não conseguiu intimar dentro do prazo os dois vereadores investigados e seus advogados.

“Como o julgamento estava marcado para as 15 horas do domingo eles deveriam ser intimados com pelo menos 24 horas de antecedência, mas como não foram localizados a sessão teve que ser cancelada, com isso o processo será arquivado por exceder o prazo de conclusão dos trabalhos”, esclarece Evangelista.

Defesa
Conforme o advogado Luiz Contec, um dos defensores dos vereadores investigados, a CP atropelou o desenrolar normal do processo ao marcar o julgamento para o sábado.

“A defesa tinha até a última sexta para apresentar as alegações finais. Só depois a comissão deveria apresentar o relatório final para a aprovação ou não pelos demais parlamentares, e caso fosse aprovado aí sim o presidente da Câmara convocaria uma sessão extraordinária para o julgamento. A Justiça entendeu que esse seria um julgamento injusto e decidiu favorável pela suspensão”, aponta.

Justificativa
Segundo o vereador Rafael Evangelista, o julgamento foi marcado para o sábado porque o prazo para a conclusão do processo terminaria no domingo e algumas testemunhas que tem foro privilegiado, como o prefeito da cidade e um deputado federal, só foram ouvidos no último dia das oitivas.

“Como eles têm de foro privilegiado e só podem se ouvidas no dia e hora marcados por eles, só conseguimos ouvi-los no último dia. Isso atrasou nosso trabalho”, explica.

As informações são do G1

Cacoal: Conversas de whatsapp mostram que polícial e ex-chefe de gabinete tramaram morte de ex-secretário de saúde

Com acesso a informações de dentro da Polícia Civil, agente que está preso alertou ex-chefe de gabinete da prefeitura

Porto Velho (da redação) — O policial civil Richardson Palácio, preso na “Operação Detalhes” deflagrada pelo Ministério Público Estadual e a Polícia Civil, conversava, e muito, com a ex-chefe de gabinete do prefeito Franco Vialleto. O Ministério Público teve acesso a dezenas de páginas de conversa do aplicativo whatsapp entre os dois, que tramavam diversos crimes, entre eles o possível assassinato do ex-secretário municipal de saúde de Cacoal, Márcio Welder, que teria denunciado todo o esquema de corrupção. Painel Político, que vem acompanhando o caso desde o início, teve acesso a alguns trechos das conversas.

Maria Ivone e Richardson Palácio chamavam Welder de “Grilo” nas conversas e batizaram o plano para “eliminar” o ex-secretário de “operação Baygon”. Em uma das conversas, Ivone deixa claro que o policial estava fazendo “campana” na frente da casa de Welder. Uma conversa registrada no dia 17 de março, às 6h03min da manhã, ela pergunta, “bom dia, algum sinal do inseto na opera baygon”? e o policial responde, “acabei de chegar de lá. Nenhum movimento de madrugada. Saí porque amanheceu, podia queima (sic)”. Ela então questiona se havia alguma luz acesa, e ele responde que um dos banheiros está, ela então sugere que Welder tenha ido embora, “tô achando que ele já vazou. Deixou essas luzes desde ontem. Para pensar que tem gente”.

Em outra conversa, Maria Ivone afirma que vai precisar de proteção por um tempo, “e também serviço de inteligência”, porque segundo ela, “vamos ter grandes licitações e muitos problemas pela frente, além da próxima campanha”, e prossegue afirmando que “raramente se engana” e que “Grilo foi uma raridade”. O policial confirma seu interesse em trabalhar na prefeitura, mesmo tendo uma redução de R$ 1.500 em seu salário mensal, ele diz que “tá louco para dar um tempo da polícia. Muita mediocridade. Não aguento mais. Só não saio porque faltam 6 anos para me aposentar”. Ela então responde, “vai ser ótimo. Sábado te apresento nosso prefeito”. Antevendo problemas Palácio informa, “só que te adianto. Vão me queimar. Perigoso. Matador. kkk”.

Pela sequência das conversas, o policial foi convocado para trabalhar na prefeitura. A ex-chefe de gabinete fala sobre a necessidade de colocar escutas clandestinas em salas de adversários. Ela também revela que durante um tempo fez parte da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) onde, segundo ela, teria aprendido “diversas técnicas”, mas que não havia gostado do trabalho porque “eles usam as pessoas”. Ela então convida o policial para viajar à Cuba, ele reponde que “não tem dinheiro para isso não” e ela responde, “não se preocupe. Tudo pago pelo governo de lá pelo programa Mais Médicos. Governo de Cuba quer nos levar para conhecer as belezas de lá”. E alerta, “só não comenta por causa de invejas e ciúmes”.

O policial também revela à ex-chefe de gabinete que está sendo montada uma operação “igual aquela de Buritis”, referindo-se a Operação Perfídia, ocorrida em março deste ano que investigou desvio de verbas no município. Ele alerta, “tão tratando o Grilo como celebridade”, referindo-se a Welder. Richardson deixa claro em algumas conversas que ele tem informações privilegiadas dentro da Polícia Civil, e faz uso delas, ao alertar a parceira sobre o andamento das investigações. Nas conversas eles também tratam da compra de armas, inclusive de rifles, calibre .50, usados para matar pessoas à longa distância. Tanto Palácio, quanto Ivone continuam presos provisóriamente.

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Trecho da conversa de whatsapp entre o policial e a então chefe de gabinete da prefeitura de Cacoal
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Trecho da conversa de whatsapp entre o policial e a então chefe de gabinete da prefeitura de Cacoal
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Trecho da conversa de whatsapp entre o policial e a então chefe de gabinete da prefeitura de Cacoal
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Trecho da conversa de whatsapp entre o policial e a então chefe de gabinete da prefeitura de Cacoal
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Trecho da conversa de whatsapp entre o policial e a então chefe de gabinete da prefeitura de Cacoal

 

Coluna – Obra de R$ 600 milhões pode parar nas mãos de empreiteira goiana

Empresa está respondendo ação civil pública no Tocantins por superfaturamento em obra de governador peemedebista

R$ 600 Milhões

Esse é o valor das obras de saneamento que serão feitas em Porto Velho nos próximos meses. O edital está na praça, porém com preço cheio, ou seja, de acordo com a Lei 8.666 é necessário que a empresa vencedora do certame tenha um capital registrado de 10 % do valor da obra, portanto, R$ 60 milhões. Evidente que esse é um valor estrondoso e nenhuma empresa rondoniense dispõe. Porém, o mais correto, coerente e economicamente aceitável seria dividir em diversos lotes, permitindo dessa forma que diversas empresas participassem.

E mais

Com essa medida, caso alguma apresentasse problemas, os prejuízos seriam menores já que a obra não seria paralisada em sua totalidade, conforme ocorreu na gestão de Ivo Cassol.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Porém

Fontes ligadas ao Palácio garantem que o edital foi elaborado propositalmente dessa forma e para favorecer uma gigante que já atuou em Rondônia na construção de pontes e trechos de rodovia. A empresa tem portifólio de obras em vários estados e seus braços empresariais estão todos em Goiania (GO). Ela atua ainda no ramo de vigilãncia patrimonial, incorporações, construção de hangares, mineração e manutenção.

Curiosamente

Uma de suas associadas, que também já atuou em diversas obras em Rondônia, a Aterpa M Martins S/A fez uma doação no valor de R$ 133 mil para a campanha do governador cassado Confúcio Moura em sua reeleição. As mesmas fontes garantem que um interlocutor do governo foi o responsável pela “amarração”, e faz sentido. O que não faz nenhum sentido é a população de Porto Velho ser penalizada mais uma vez por interesses particulares. É uma questão de razoabilidade a divisão em lotes dessa licitação.

Um dos problemas

É que a tal empresa já responde a uma ação civil pública no Tocantis, por acusações de superfaturamento na construção de uma ponte. Entre os réus, além da empresa está o governador Marcelo Miranda, que é do PMDB. Os prejuízos chegam a R$ 4.698.199,52. Segundo o Ministério Público daquele estado, houve também superfaturamento da Infraestrutura, Mesoestrutura e Superestrutura. Traduzindo, se deu problema em Tocantins, vai dar aqui também, como deu em algumas obras realizadas por essa empresa. Portanto, os órgãos de fiscalização devem observar atentamente essa licitação.

Enquanto isso

Cacoal pega fogo e a população quer a cabeça do prefeito Padre Franco Vialetto em uma badeja e nem precisa ser de prata. Outrora querido na cidade por suas realizações como religioso, virou uma espécie de inimigo público número 1, e com toda a razão. Apesar de estarem demonizando a ex-chefe de gabinete, o principal culpado é o prefeito. Ele sabia de tudo que ela fazia, inclusive chegou a participar de um conluio com a mesma para tentar silenciar um denunciante.

Foi convocada

Uma reunião para tratar do pedido de expulsão da vereadora Maria Simões, que presidiu a CPI contra o prefeito. Ela é filiada ao PT e foi responsável pelas investigações que descobriram uma série de traquinagens na gestão do padre.

Racha

Uma ala do PT ligada a ex-senadora Fátima Cleide quer a expulsão de todos os envolvidos e a imediata dissolução do diretório de Cacoal, além de uma intervenção. O problema é que os petistas de Cacoal são ligados a ala do outro padre, o ex-deputado federal Ton, que tem por hábito aliviar para a turma que apronta. Foi Ton e seu grupo os responsáveis pela absolvição de Roberto Sobrinho e Epifânia Barbosa. Portanto, não será surpresa alguma expulsão de Maria Simões.

Ao mesmo tempo

O jornal eletrônico Tudorondonia divulgou que nas próximas horas a Procuradoria Geral de Justiça deverá estar pedindo a prisão do prefeito de Cacoal. A decisão foi tomada com base nas inúmeras gravações que circulam na internet de conversas entre o padre e sua ex-chefe de gabinete. Em entrevista na tarde desta terça-feira em Cacoal, Franco afirmou estar se sentido “envergonhado” e afirmou que seu problema é “confiar demais nas pessoas”. Ele também descartou qualquer possibilidade de renúncia.

Portanto

Se alguém ai está achando que o padre vai pedir para sair, pode esquecer. Dali só sai se for pelas mãos da justiça.

De novo

Não causou nenhuma surpresa a prisão de membros da família Calixto na manhã desta terça-feira na Operação Ardina, que desbaratou um esquema de empresas fantasmas, utilizadas pelos donos do jornal Estadão do Norte para fraudar contratos com órgãos públicos. O jornal está fechado e inviabilizado de receber qualquer recurso, daí a fraude. Foi preso, pela terceira vez, o sobrinho de Mário Calixto, Mário André que já havia sido alvo na operação Termópilas (2011) e preso por falsificar dinheiro em novembro de 2013, junto com outros membros de sua família.

Aliás

Membros da familia Calixto também foram presos na Operação Pretório, em 2012, que investigou desvios de dinheiro do Tribunal Regional do Trabalho de Rondônia, através de precatórios que eram sacados por uma advogada. O inquérito ainda está aberto e a turma deu o pinote para o Rio Grande do Norte. Já o mentor do grupo, Mário Calixto continua morando na Bolívia, onde conseguiu cidadania.

OAB vai a escola

Daqui a pouco, às 19 horas, no auditório da OAB/RO, a Aula Magna de lançamento da edição 2015 do projeto de cidadania “OAB vai à Escola”. O projeto que teve as atividades intensificadas em 2013, pela atual gestão, visa cumprir a Lei Estadual 2.788 de 26/06/12, em que ficou estabelecido que na execução do conteúdo programático no ensino Fundamental e Médio nas instituições da rede pública estadual, deverão ser desenvolvidas palestras de cidadania com o enfoque em Noções Básicas de Direito do Cidadão Brasileiro. De acordo com a Lei, as palestras devem ser ministradas por advogados indicados pela OAB/RO.

Drama

Nesta terça-feira a terra voltou a tremer no Nepal. O terremoto de 7,3 de magnitude foi registrado perto do Monte Everest, mas foi sentido até em Nova Déli, na Índia. Há apenas duas semanas, um terremoto de 7,8 de magnitude matou 8 mil pessoas.

Para contatos

Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no www.painelpolitico.com e www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondência para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

Vídeo de cascata irlandesa vira fenômeno global entre insones

A tranquilidade de uma cachoeira e o som reconfortante de pássaros cantando – talvez esse seria o mundo ideal para uma boa noite de sono. E é exatamente esse cenário, registrado em vídeo pelo artista visual irlandês Johnnie Lawson, que está resolvendo a vida de milhares de pessoas que sofrem com insônia pelo mundo. Lawson filmou o rio Bonet, no condado de Leitrim, na Irlanda, onde há uma pequena cascata com o barulho leve das águas caindo e batendo nas pedras. Ao fundo, os pássaros cantam para completar a calmaria do ambiente, tão rara nas cidades grandes. O vídeo publicado por Lawson no Youtube já foi assistido mais de sete milhões de vezes e, para a surpresa do artista, atingiu um público que ele não esperava: o de insones. O vídeo tem oito horas e agora é parte de uma pesquisa científica utilizada em vários hospitais de Londres para curar o problema de quem não consegue dormir. Johnnie Lawson começou a fazer vídeos para trazer um pouco da natureza para a vida das pessoas. Ele publicou o vídeo da cachoeira no Youtube há cinco anos e, para sua surpresa, ele rapidamente atraiu milhares de pessoas – especialmente aquelas que sofrem de insônia. Se você quier conferir o vídeo, é só acessar esse endereço – https://www.youtube.com/watch?v=PwSHOI7DwWM

Prefeito de Cacoal moveu ação para defender chefe de gabinete presa por corrupção

Padre Franco queria a imediata retirada de matérias de PAINEL POLÍTICO

O prefeito de Cacoal, Franco Vialleto (PT) não pode alegar desconhecimento das falcatruas protagonizadas por sua chefe de gabinete, Maria Ivani de Araújo Souza, presa na semana passada na Operação Detalhe, que investiga uma série de crimes de corrupção envolvendo a prefeitura de Cacoal e a Câmara de Vereadores. O prefeito, que também é padre, teve acesso a todas as gravações que atualmente circulam na internet, narrando em detalhes como funcionava o esquema. Porém, ao invés de adotar providências, o prefeito optou por tentar silenciar PAINEL POLÍTICO, impetrando uma ação, com pedido de liminar, exigindo a imediata retirada das matérias que haviam sido produzidas pelo noticioso.

As gravações já circulavam em Cacoal, e PAINEL POLÍTICO teve acesso e divulgou na íntegra as conversas gravadas entre Maria Ivani e o então secretário municipal de Saúde de Cacoal, Marcio Weder. Eles falavam sobre as manobras feitas para minimizar os danos causados pela CPI que investigava o suposto pagamento de propina que teria sido feito pelo empresário Marcos Bonilha para garantir a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento em Cacoal.

Logo após PAINEL POLÍTICO ter divulgado as gravações, o prefeito esteve na redação e afirmou que iria abrir um processo, porque “as gravações haviam sido obtidas de forma clandestina”, e afirmou que “elas não serviriam como prova”. Franco disse ainda que sua chefe de gabinete era inocente, e estava sendo alvo de “uma perseguição política”. O padre afirmou ainda que havia ouvido as gravações, mas “elas estavam fora do contexto”. Na verdade, Franco havia ouvido todas elas antes mesmo de virem à público, ele foi comunicado por diversas pessoas sobre as manobras de sua chefe de gabinete. Foram presos na última sexta-feira, além da chefe de gabinete Maria Ivani de Araujo Sousa, o ex-procurador do município José Carlos Rodrigues dos Reis, o presidente da CPL Silvino Gomes da Silva, o vereador Paty Paulista (presidente da Câmara), os empresários João dos Reis Bonilha e Marcos Henrique Stecca, o policial civil Richardson Palacio e o lobista conhecido como Gigi. O vereador Valdomiro Corá estava foragido mas foi encontrado no sábado, próximo a Vilhena em uma lanchonete.

Expulsão do vice-prefeito

No dia 13 de abril a Câmara de Vereadores de Cacoal em uma votação que terminou empatada em 6 a 6, foi decidido o arquivamento da CPI que pedia o afastamento de Padre Franco. A população, revoltava, serviu pizzas na sessão. Para que o relatório fosse aprovado, a câmara iria precisar de dois terços dos votos, um total de oito assinaturas.

No dia seguinte, o vice-prefeito de Cacoal, Acelino Marcon (PDT) foi informado que seu gabinete deveria ser desocupado, “meu assessor me ligou e disse que a chefe de gabinete (Maria Ivani) havia pedido que nossa sala fosse desocupada, pois iriam utilizar para outros fins. Eu disse a ele que só sairia mediante uma solicitação por escrito assinada pelo prefeito, o que foi feito no começo da tarde”, disse Marcon na ocasião. A ação teria sido uma retaliação pelo fato dos vereadores pedetistas terem votado favorável ao relatório, que pedia a cassação do mandato do padre.