Odebrecht pode ter adulterado arquivos para acusar Lula falsamente, afirmam peritos da PF

Político - https://politico.painelpolitico.com

Dados não foram apreendidos pela PF, eles foram entregues pela empresa depois de um ano; peritos ainda acusam MPF de “extrapolar a falta de atenção às normas e procedimentos

Uma perícia realizada por membros da Polícia Federal em documentos do “setor de operações estruturadas” da Odebrecht apontam que tais provas podem ter sido adulteradas com o objetivo de incriminar o ex-presidente Lula. O documento foi incluído pela defesa do ex-presidente em processo nesta quarta-feira (26).

Segundo o relatório da PF, os documentos ficaram em posse da direção da empreiteira cerca de um ano antes de serem enviados para a justiça. A defesa aponta que foi neste momento em que ocorreu a adulteração. Não foi a PF quem retirou os arquivos diretamente dos computadores da Odebrecht, foi a empresa que entregou, depois de um ano, os arquivos após a empresa assinar acordo de leniência com o Ministério Público.

“Agora só um parêntese aqui, já que está gravando, um parêntese, de cabeça, lembrando, não é certeza, a Odebrecht recebeu [os documentos] da autoridade suíça e ela abriu isso, e mexeu nisso, durante muito tempo ficou com isso lá”, afirmou Roberto Brunori Junior, perito criminal da PF.

Ele aponta ainda que arquivos “gerados pela Odebrecht” possuem “datas posteriores às apreensões” do material.

O laudo, assinado por Brunori, Cláudio Wagner e Aldemar Maia Neto – também da PF -, ainda ponta que: “a imperícia do Ministério Público Federal, satisfazendo-se com o recebimento do material entregue pela Odebrecht, extrapolou a falta de atenção às normas e procedimentos necessários para assegurar a idoneidade das mídias pretendidas como prova na acusação”.

Com informações do Conjur e Fórum

Lava-Jato diz que apartamento de luxo liga família de Lula a OI

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Alugado em 2013 por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o apartamento ocupa sozinho o 23º andar de um dos dois edifícios do condomínio Hemisphere

Além do sítio de Atibaia (SP), um apartamento de 335 m² em região nobre da zona sul de São Paulo é apontado pela Lava Jato como um dos principais indícios de que o empresário Jonas Suassuna usou dinheiro de contratos com a Oi para beneficiar a família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Comprado por Suassuna em 2009 por R$ 3 milhões (R$ 1,9 milhão de entrada, e o resto parcelado), o imóvel foi reformado e mobiliado por ele ao custo de, segundo estimativa da Polícia Federal, ao menos R$ 1,6 milhão. Foram colocados revestimentos de piso e de parede, forro de gesso, condicionadores de ar e armários planejados.

Alugado em 2013 por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o apartamento ocupa sozinho o 23º andar de um dos dois edifícios do condomínio Hemisphere. Ele tem três suítes (uma master e duas de tamanho padrão), terraço gourmet, escritório, cozinha, sala de estar e de almoço. Suassuna também é dono de parte do sítio usado por Lula. A PF desconfia que tanto o apartamento quanto o terreno em Atibaia foram comprados com dinheiro de contratos comerciais feitos sem lógica econômica, uma fachada para dar aparência legal às transferências.

Em 2016, durante a 24ª fase da Lava Jato, batizada de Aletheia, que investigou Lula, o apartamento foi alvo de busca e apreensão. Informações obtidas a partir daquela operação foram usadas para justificar as ações da Mapa da Mina, fase deflagrada na última terça-feira (10), que tem Lulinha como principal alvo. Apesar de ter comprado o imóvel, antes de escolher a planta do apartamento Suassuna mandou um email sobre o assunto a Lulinha. A PF suspeita que essa decisão tenha partido do filho de Lula.

Há suspeita também de que eletrodomésticos usados por Lulinha tenham sido comprados pelo dono do apartamento e também por Kalil e Fernando Bittar –que também é dono do sítio de Atibaia. “Seguem os orçamentos dos produtos escolhidos pelo Fabio e esposa. Preciso transformá-los em pedido e negociar com você a forma de pagamento e desconto”, diz um email enviado a Kalil em outubro de 2013, acessado após busca e apreensão da PF.Na residência foram periciados eletrodomésticos, como forno elétrico, refrigerador de quatro portas, adega climatizada, lavadora e secadora, refrigerador de cervejas, televisão e equipamentos de áudio e vídeo. À época, eles tinham custo de R$ 130 mil.O imóvel é descrito pela PF como “um residencial de alto padrão” que “possui localização privilegiada, com predomínio de imóveis residenciais”.

Apartamento de 335 m² em região nobre da zona sul de São Paulo é apontado como um dos principais indícios de que o empresário Jonas Suassuna usou dinheiro de contratos com a Oi para beneficiar a família do ex-presidente. (Foto: Miguel Schincariol/AFP)

Já o condomínio Hemisphere “possui ampla estrutura de lazer, dispondo de academia, lounge, quadra poliesportiva, piscinas coberta e descoberta, sala de recreação, dentre outros ambientes”. Lulinha alugou o imóvel por R$ 15 mil mensais. A perícia da Receita diz que um imóvel similar na região, mobiliado, custava R$ 40 mil mensais. Além disso, quebra de sigilo bancário apontou que de outubro de 2013, quando Lulinha alugou o apartamento, a fevereiro de 2016, pouco antes da deflagração da Aletheia, só houve 13 dos 28 pagamentos que deveriam ter sido feitos ao longo do período. “Há indícios de que esse imóvel possa ter sido adquirido com a finalidade específica de servir de moradia depois para Fábio Luís Lula da Silva”, disse o procurador Roberson Pozzobon na última terça, após a operação. “É muito semelhante ao que aconteceu também no sítio de Atibaia.”Ele aponta a proximidade das datas das compras: o sítio de Atibaia foi comprado em outubro de 2010.

As duas condenações do ex-presidente Lula na Lava Jato, até agora, são relacionadas a reformas em imóveis atribuídos a ele: o tríplex em Guarujá (SP), que levou à sua prisão, e o sítio. O petista sempre negou que tivesse cometido qualquer irregularidade.Como apontado pela Folha de S.Paulo, o valor de compra do sítio de Atibaia representa menos de 1% do total de repasses suspeitos investigados pela Lava Jato na fase que investiga Lulinha. O imóvel, porém, é o elo para que o caso seja apurado pela força-tarefa de Curitiba.

A investigação é diretamente vinculada à que originou o processo que condenou Lula por corrupção e lavagem de dinheiro e aponta que o petista foi o principal beneficiado com a compra e obras no sítio. Uma das evidências é que vários produtos criados pelas empresas de Lulinha e Suassuna não obtiveram resultado comercial relevante, como a “Bíblia na Voz de Cid Moreira”. A Oi teve uma receita de R$ 21 mil com a comercialização do produto, mas repassou R$ 16 milhões à Goal Discos, de Jonas Suassuna, pelo serviço.

A força-tarefa da Lava Jato tem elencado, além do sítio, outros fatores para que a investigação sobre o caso seja tocada por Curitiba, como a utilização de “dezenas de provas obtidas ao longo da operação”, em buscas e apreensões, quebras de sigilo e inquéritos policiais. Na sexta (13), a defesa de Lulinha pediu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região que retire a investigação da vara federal de Curitiba e anule a decisão. Eles afirmam que “nada há na fase 69ª da Operação Lava Jato que aponte algum mínimo resquício de fraude ou desvio na Petrobras”.

Lula tem negado ter cometido qualquer irregularidade e disse nas redes sociais que a operação que investiga seu filho é uma “demonstração pirotécnica de procuradores viciados em holofotes”. Após a operação, a Vivo afirmou que está fornecendo as informações solicitadas e que continuará contribuindo com as autoridades. A Oi disse que os episódios citados na Lava Jato, como a fusão com a Brasil Telecom, “não representaram de fato nenhum benefício ou favorecimento a seus negócios” e, ao contrário, contribuíram para a falta de liquidez que levou à recuperação judicial da empresa.Jonas Suassuna não foi localizado. Ele tem negado ter sido beneficiado pela Oi em razão de suas relações comerciais com o filho de Lula.

Em nota assinada pelos advogados Fábio Tofic Simantob e Mariana Ortiz, a defesa de Lulinha afirmou que “as vidas de Fábio e de suas empresas já foram devassadas por anos a fio e nada de irregular foi apurado” e que a investigação em andamento é “um amontoado de suspeitas e insinuações sem nenhuma acusação concreta”. Segundo os advogados, esclarecimentos sobre cada aspecto da investigação serão prestados nos autos no momento oportuno, quando então ficará demonstrada a lisura e correção de seus atos e de suas empresas. Folhapress

Continue lendo…

Polícia queria prisão do filho de Lula, mas juíza negou pedido

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, está sendo investigado pela Lava Jato. Ministério Público também foi contrário à prisão do filho do ex-presidente

A Polícia Federal (PF) pediu a prisão temporária de Fabio Luis Lula da Silva , o Lulinha, filho do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, na representação que apresentou à juíza Gabriela Hardt para a deflagração da 69ª fase da Operação Lava-Jato. O pedido, no entanto, foi negado pela magistrada.

Além de Lulinha, a PF também queria a prisão de dois sócios do filho do ex-presidente : Kalil Bittar e Jonas Leite Suassuna.

A investigação apura pagamentos da Oi para empresas ligadas a Lulinha e seus sócios que somaram R$ 132 milhões. Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, empresas do Grupo Oi/Telemar realizaram as transferências em troca de vantagens obtidas no governo federal em meio ao processo de aquisição da Brasil Telecom – compra que dependia de uma mudança na legislação.

Na representação feita à juíza Gabriela Hardt, além dos mandados de busca e apreensão, o delegado Dante Pegoraro Lemos afirma que era necessário impedir “nova ação imediata de envolvido”, destacando que já teriam oportunidade de arquitetar, comandar ou participar de “possível ação de ocultução ou destruição de provas quando da deflagração da 24ª fase da Lava Jato , em março de 2016.

Os argumentos da Polícia Federal, no entanto, não convenceram o Minstério Público Federal, que se posicionou contra a prisão. Hardt concordou com os procuradores.

A juíza afirmou que não há necessidade de cretação de prisão temporária visto que alguns deles já foram alvos de buscas e apreensão há mais de 3 anos e já possuem ciência de que são alvo de investigações.

“O quadro probatório acima descrito é mais do que suficiente para caracterizar causa provável a justificar a realização das buscas e apreensões requeridas pelo MPF, no intuito de buscar novos elementos de prova visando aprofundar as investigações”, afirmou a juíza.

Ao todo, foram expedidos 30 mandados de busca e apreensão para a coleta de provas relativa aos crimes de lavagem de dinheiro , organização criminosa, falsidade ideológica e financeira.

Continue lendo…

Nova fase da Lava Jato investiga repasses do grupo Oi para empresa de filho de Lula

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

São cumpridas 47 ordens de busca e apreensão

A Polícia Federal (PF) cumpre nesta terça-feira (10) 47 mandados de busca a apreensão na 69ªfase da Operação Lava Jato que investiga repasses do grupo Oi/Telemar para uma empresa de um dos filhos do ex-presidente Lula.

A ação foi batizada de Mapa da Mina e é um desdobramento da 24ª etapa da Lava Jato, em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi levado a depor. Na ocasião, a defesa negou envolvimento em irregularidades, e o ex-presidente disse ter se sentido um “prisioneiro”.

A operação desta terça investiga os crimes de corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro que, segundo as investigações, era feita por meio de contratos de operadoras de telefonia, internet e TV por assinaturas atuantes no Brasil e no exterior.

De acordo com a Polícia Federal (PF), o montante dos repasses apurado até o momento chega a R$ 193 milhões, realizados entre 2005 e 2016.

As buscas são realizada em São Paulo, no Rio de Janeiro, na Bahia e no Distrito Federal. A 69ª fase da Operação Lava Jato autorizada pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

Mapa da Mina

O nome desta etapa da operação, segundo a PF, foi retirado de arquivo eletrônico de apresentação financeira interno do grupo econômico. Esse material foi apreendido na 24ª fase da Lava Jato.

O arquivo indicava como “mapa da mina” as fontes de recursos provenientes da maior companhia de telefonia investigada, conforme a PF.

Continue lendo…

TRF-4 anula sentença “copia e cola” de juíza da Lava-Jato contra Lula

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Uso sem crédito de trechos copiados de outra peça embasou a anulação. Defesa do petista usa o mesmo argumento no caso do sítio de Atibaia

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) decidiu nesta quarta-feira (13/11/2019) anular uma condenação proferida pela juíza Gabriela Hardt quando ela substituía interinamente o hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, na 13ª Vara Federal em Curitiba – responsável pelos casos da Operação Lava Jato no Paraná. A medida sinaliza possibilidade de que a sentença que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no sítio de Atibaia (SP) também seja anulada.

Os desembargadores avaliaram que Hardt “copiou e reproduziu” argumentos de terceiros, sem indicação de fonte, assumindo os trechos como próprios, ao condenar uma entidade, o Instituto Confiance. É tese similar à apresentada pelos advogados de Lula para reverter a condenação, dada por Gabriela Hardt, no processo das reformas na propriedade do interior paulista.

Os advogados do petista argumentam que a mesma juíza, ao condenar Lula pelas reformas no sítio, copiou trechos da sentença do tríplex do Guarujá, assinada por Sergio Moro, inclusive um trecho em que ela chama a propriedade de “apartamento”.

Cristiano Zanin e Valeska Martins alegam que a juíza na verdade não julgou o caso, apenas “formalizou condenação pré-estabelecida”.

Gabriela Hardt copiou e sobrepôs as decisões

Para que não se repita

A decisão da Corte desta quarta aceitou os argumentos dos advogados do instituto, Antonio Augusto Lopes Figueiredo Basto e Rodrigo Castor de Mattos. Os dois alegaram que, ao copiar pedaços de alegações do Ministério Público Federal sem registrar ter feito isso, a sentença precisaria ser anulada, por não haver a devida fundamentação. O desembargador Leandro Paulsen fez questão de registrar no acórdão que isso era necessário para evitar que em futuras sentenças o mesmo problema– copiar peça processual sem indicação da fonte – venha a ser repetido.

O titular da 13ª Vara Federal em Curitiba é hoje Luiz Antônio Bonat. Do Metropoles

LEIA TAMBÉM

Fachin negou pedidos de prisão de Raupp, Dilma e Mantega

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

A PF também queria a prisão temporária do ex-senador Eunício Oliveira

O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin negou um pedido da Polícia Federal para prender o ex-senador de Rondônia, Valdir Raupp, a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro da Economia Guido Mantega, na operação deflagrada hoje para coletar provas de suposta corrupção e lavagem, por parte de senadores do MDB, que teriam recebido da JBS mais de R$ 40 milhões para apoiar a reeleição da petista, em 2014.

A PF também queria a prisão temporária do ex-senador Eunício Oliveira.

Fachin negou os pedidos por recomendação da PGR, para quem não havia evidências de que “em liberdade, os investigados possam atrapalhar a execução das medidas de busca e apreensão”.

“A pretensão de restrição da liberdade de locomoção dos investigados não se encontra provida da indicação de concretas condutas atentatórias às apurações que evidenciem a necessidade da medida extrema”, escreveu o ministro.

LEIA TAMBÉM

Senadores Renan Calheiros e Eduardo Braga são alvos da PF

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Revelação foi feita pela revista Veja

A revista Veja informa na coluna Radar que a operação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira tem entre seus alvos o ex-presidente do Senado Renan Calheiros, o também senador do MDB Eduardo Braga e o ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU).

Eduardo Braga também é alvo da PF

A Polícia Federal cumpre uma série de mandados atendendo a determinações do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

LEIA TAMBÉM

Lava Jato pede anulação de condenação de Lula no caso sítio de Atibaia

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Ministério Público Federal enviou parecer ao TRF-4 pedindo que processo volte à primeira instância; defesa do ex-presidente vê ‘pegadinha’ e contesta solicitação

Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que anule a condenação a 12 anos e 1 mês do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo do sítio de Atibaia. Em parecer enviado ao tribunal, o procurador Maurício Gerum requer que seja declarada a nulidade do processo a partir das alegações finais na primeira instância.

O procurador embasou o parecer no entendimento da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de que réus delatados devem apresentar suas alegações finais após os réus delatores, já que não podem responder às interpretações dos acusados que fizeram colaboração premiada. Segundo os ministros que votaram a favor dessa tese, os delatores se somam à acusação e têm interesse na condenação para justificar a eficiência de seus acordos.

“Não há diferença substancial entre o rito observado neste processo quanto à ordem de apresentação das alegações finais e aquele considerado pelo STF como ofensivo à Constituição em dois recentes precedentes, um deles decidido pelo Plenário e com indicação de formulação de tese”, afirmou o procurador no parecer apresentado ao TRF-4.

No caso do sítio de Atibaia, durante a fase de alegações finais, réus delatores da Odebrecht apresentaram seus argumentos após os réus delatados. “Diante do exposto, requer o Ministério Público Federal seja declarada a nulidade do processo a partir das alegações finais, determinando-se a baixa dos autos para que sejam renovados os atos processuais na forma decidida pelo Supremo Tribunal Federal”, diz.

O STF, no entanto, ainda não tomou uma decisão sobre a extensão desse novo entendimento. Mesmo assim, Gebran Neto julgou necessária a discussão sobre o tema antes do prosseguimento da ação em segunda instância e marcou para o próximo dia 30 o julgamento sobre a possível anulação de uma das condenações do ex-presidente Lula na Lava-Jato .

O MPF entende que “diante das ideias já externadas pelos Ministros a respeito da noção de prejuízo no caso analisado, não se vislumbra na futura fixação de tese proposta pelo Ministro-Presidente qualquer peculiaridade deste processo que possa trazer maiores restrições ao reconhecimento da nulidade”.

“Assim, entende o Ministério Público Federal cabível a aplicação dos precedentes desenvolvidos nos Habeas Corpus 157.627 e 166.373, tanto para salvaguardar a coerência do sistema jurídico quanto para evitar futuras alegações de nulidade que certamente conduzirão a um grande prejuízo em termos processuais”, opina.

Defesa alega “manipulação”

Ação do ex-juiz Sérgio Moro motivou pedido da defesa de Lula pela nulidade total do processo do Sítio de Atibaia; MPF quer que processo volte à primeira instância
Foto: Adriana Spaca / FramePhoto / Agência O GloboAção do ex-juiz Sérgio Moro motivou pedido da defesa de Lula pela nulidade total do processo do Sítio de Atibaia; MPF quer que processo volte à primeira instância

Em nota divulgada ainda na noite desta quarta-feira (23), a defesa do líder petista alega ser clara a “tentativa da Lava Jato de mais uma vez manipular a verdade nos processos envolvendo o ex-presidente Lula”. De acordo com o texto, a nulidade do processo já havia sido solicitada desde o dia 4 de junho deste ano, mas contemplava a totalidade da ação, dada a ação do ex-juiz Sérgio Moro em sua condução.

A decisão sobre a questão está marcada para o dia 30 de outubro, mas os advogados alegam que o movimento do MPF seria no sentido de dispensar apenas parte do processo, o que, na prática, poderia levar à possibilidade de nova condenação posterior. Confira a íntegra da nota emitida pela defesa de Lula:

“É clara a tentativa da Lava Jato de mais uma vez manipular a verdade nos processos envolvendo o ex-presidente Lula. Nas razões de apelação que apresentamos em 04/06/2019 ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, pedimos a declaração da nulidade total do processo relativo ao “Sítio de Atibaia”, assim como os demais processos que foram conduzidos pelo ex-juiz Sergio Moro – diante da sua clara parcialidade, além de outros graves vícios devidamente comprovados.

Além de toda a fase probatória ter sido conduzida pelo ex-juiz Sergio Moro, demonstramos, por meio de perícia, que a sentença condenatória proferida contra Lula parte do “aproveitamento” de decisão anterior do atual Ministro de Estado (relativa ao caso do “Tríplex”).

A manifestação apresentada no final do dia de hoje (23/10) pelo MPF pedindo a nulidade do processo a partir das alegações finais, na linha do que havia sido sugerido em despacho proferido no início da manhã pelo Relator do recurso, busca atenuar as consequências jurídicas decorrentes das grosseiras violações perpetradas contra Lula também nessa ação.

Buscaremos, por todas as medidas juridicamente cabíveis, que o Tribunal analise o pedido que apresentamos em 04/06/2019 visando à declaração da nulidade de todo o processo, único desfecho compatível para o caso, além do oportuno reconhecimento de que Lula não praticou qualquer crime.”

Deltan tem até esta segunda para decidir se tenta cargo de procurador regional

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Vaga é de procurador regional da República e é considerada uma saída para o período pós-Lava Jato e vazamentos

Em meio a especulações de que poderia deixar a coordenação da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol tem até hoje para decidir se irá concorrer a uma vaga de procurador regional da República. Com a promoção, Deltan deixaria a operação e passaria a atuar em casos de segunda instância. Caso não apresente uma objeção ao posto, ele poderá ocupar uma vaga em Brasília ou Porto Alegre.

 A promoção é vista como uma saída honrosa para Deltan , afetado pela divulgação de mensagens trocadas em um aplicativo após a invasão do hacker Walter Delgatti Neto.Os envolvidos não confirmam a autenticidade dos diálogos. Procuradores próximos a Deltan acreditam que sua promoção reduziria a pressão. O procurador resiste à ideia e acredita que as mensagens reveladas não afetam o seu trabalho à frente da operação.

Procurador da República desde 2003, ele está no grupo dos mais antigos na carreira, aptos à promoção por merecimento.

Deltan já deu sinais aos colegas que prefere continuar no posto em Curitiba, mas ainda não decidiu. O Ministério Público Federal, questionado pelo GLOBO, afirmou que o procurador não se manifestaria sobre o tema.

Na carreira do MP, é necessário que o procurador encaminhe uma manifestação de recusa ao posto escrita ao Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), cinco dias úteis após o edital ser publicado, o que ocorreu no último dia 14. “Os membros que não recusarem expressamente estarão automaticamente concorrendo à promoção”, informa o documento.

O CSMPF é presidido pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. Recentemente, ele criticou o que classificou de “personalismo” na atuação de procuradores, citando o exemplo da operação Lava Jato.

Lava Jato cumpre 14 mandados de prisão em ação contra extorsão na Receita; veja a lista

Político – ::Painel Político:: - https://politico.painelpolitico.com

Força-tarefa afirma que analistas cobravam propina de investigados para reduzir multas

A força-tarefa da Lava Jato no RJ tenta prender nesta quarta-feira (2) 14 pessoas. A Operação Armadeira mira um esquema de extorsão dentro da Receita Federal.

A própria Receita e a Polícia Federal (PF) mobilizaram 32 equipes. Um dos procurados é o auditor Marco Aurelio Canal, supervisor de Programação da Receita na Lava Jato do Rio.

Segundo as investigações, funcionários da Receita extorquiam de empresários alvos da Lava Jato em troca de redução ou cancelamento de multas.

Pedidos de prisão preventiva

  1. Daniel Monteiro Gentil;
  2. Elizeu da Silva Marinho;
  3. José Carlos Lavouras;
  4. Marcial Pereira de Souza;
  5. Marco Aurelio da Silva Canal;
  6. Monica da Costa Monteiro Souza;
  7. Narciso Gonçalves;
  8. Rildo Alves da Silva;
  9. Sueli Monteiro Gentil.

Pedidos de prisão temporária

  1. Alexandre Ferrari Araujo;
  2. Fabio dos Santos Cury;
  3. Fernando Barbosa;
  4. João Batista da Silva;
  5. Leonidas Pereira Quaresma.

Os 14 mandados de prisão e 39 de busca e apreensão foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal.