Juiz desmarca depoimento de Lula na Zelotes previsto para esta quinta

Desembargador aceitou o pedido da defesa do petista e nao determinou nova data para o interrogatório

A Justiça desmarcou o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no âmbito da Operação Zelotes, marcado para esta quinta (21).

O desembargador Néviton Guedes, do TRF da 1 Região, aceitou o pedido de defesa de Lula e não determinou nova data para o interrogatório.

Os advogados alegaram que o tribunal havia suspendido anteriormente o depoimento para que fossem ouvidas as testemunhas do exterior, como o caso o ex-presidente da França Nicola Sarkozy.

Segundo a decisão, a oitiva de Lula poderia ser marcada antes dos depoimentos dessas testemunhas apenas se houvesse algum risco para o processo, como prescrição. A defesa afirmou que o interrogatório foi marcado sem levar a decisão em consideração.

O depoimento seria dado por videoconferência, já que Lula está preso em Curitiba.

O petista é investigado por supostas negociações irregulares que levaram á compra de 36 caças do modelo Gripen, da Suécia, pelo governo brasileiro e á prorrogação de incentivos fiscais destinados a montadoras de veículos por meio de medida provisória.

Fonte: Folha de S. Paulo

Juiz do DF remarca interrogatório de Lula na Zelotes para junho

Oitiva deve ocorrer no dia 21/6. É a terceira vez que Vallisney de Souza Oliveira tenta interrogar o ex-presidente e outros réus

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, remarcou para o dia 21 de junho o interrogatório do ex-presidente Lula no processo que apura suposto tráfico de influência na compra de aviões caça pelo governo brasileiro, em 2009. Na mesma data, devem ser ouvidos ainda Luiz Cláudio Lula da Silva, filho do petista, e os lobistas Cristina e Mauro Marcondes, também réus no processo.

As suspeitas foram levantadas após a deflagração da Operação Zelotes, da Polícia Federal. Esta é a terceira data marcada pelo juiz para tentar interrogar os acusados. O primeiro adiamento ocorreu em outubro do ano passado, quando o desembargador Néviton Guedes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), determinou a suspensão da audiência após pedido da defesa de Lula.

Segundo os advogados do ex-presidente, o interrogatório não poderia ser realizado até que fossem ouvidos, por meio de cartas rogatórias, empresários suecos que participaram da negociação dos aviões.
O juiz Vallisney de Souza Oliveira, então, remarcou a audiência para o dia 20 de fevereiro. No entanto, o desembargador Néviton Guedes determinou novamente a suspensão da oitiva, já que as cartas rogatórias estavam paradas na Suécia.

Na decisão desta terça-feira (13/3) que determina nova data para o interrogatório, o juiz afirma que a Justiça da Suécia pediu prazo de 120 dias para cumprir as diligências e ouvir os envolvidos que residem no país. Como o prazo começou a contar a partir do dia 20 de fevereiro, o prazo se encerra em junho.

O magistrado determinou ainda o prazo de cinco dias para que, após a chegada das cartas rogatórias, a defesa de Lula realize a tradução dos documentos. Por fim, cumprindo ordem do desembargador Olindo Menezes, do TRF-1, o juiz também ordenou a liberação de R$ 8 milhões das contas dos lobistas Cristina e Mauro Marcondes.

Zelotes
A audiência será realizada no âmbito do processo que apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa investigados pela Operação Zelotes.

Segundo a acusação, o ex-presidente Lula teria prometido vantagens na tramitação de medidas provisórias e licitações a empresas clientes dos lobistas Cristina e Mauro Marcondes. Em troca, receberia propina.

Um dos casos citados na denúncia é o da compra de 36 aviões caça pelo governo brasileiro, em 2009, quando Lula ainda estava à frente do Palácio do Planalto. O Ministério Público Federal (MPF) afirma que o petista prometeu apoio à empresa Saab, cliente dos lobistas, na licitação para aquisição das aeronaves. Como pagamento, Cristina e Mauro Marcondes teriam repassado R$ 2,5 milhões a Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente.

No mês passado, o processo, que desde o seu início estava em tramitação na 10ª Vara Federal no DF, foi redistribuído para a 12ª Vara, por determinação do TRF-1. A medida, no entanto, foi revogada e o processo voltou às mãos do juiz Vallisney de Souza Oliveira.

Fonte: metropoles

Justiça Federal aceita denúncia contra ex-ministro Guido Mantega

Na época em que ele foi ministro, o Grupo Comercial Cimento Penha era alvo da cobrança, pelo Carf, de R$ 57,7 milhões em dívidas tributárias

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, aceitou ontem (13) denúncia contra o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, tornando-o réu na Operação Zelotes.

O magistrado considerou estar “demonstrada até o momento a plausibilidade das alegações” contidas na denúncia, na qual o Ministério Público Federal (MPF) acusa Mantega e outras 12 pessoas de favorecer o Grupo Comercial Cimento Penha e um processo no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão ligado ao Ministério da Fazenda.

Mantega foi acusado de patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração fazendária, crime cuja pena vai de um a quatro anos de reclusão, mais multa. Na época em que ele foi ministro, o Grupo Comercial Cimento Penha era alvo da cobrança, pelo Carf, de R$ 57,7 milhões em dívidas tributárias.

Até a publicação desta matéria, a Agência Brasil não havia conseguido contato com a defesa de Guido Mantega.

Fonte: agenciabrasil

Justiça suspende depoimento de Lula previsto para próxima semana

O desembargador Néviton Guedes, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), atendeu a um pedido da defesa e suspendeu nesta quinta-feira (15) o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva previsto para o próximo dia 20 em Brasília.

O juiz da 10ª Vara da Justiça Federal, Vallisney de Souza, determinou o cumprimento da suspensão. Não há nova data marcada para o interrogatório.

Lula seria ouvido pela 10ª Vara no processo em que é réu por suposto tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa na compra de caças suecos pelo governo Dilma Rousseff. As suspeitas são investigadas no âmbito da Operação Zelotes.

Também são réus neste processo, e seriam ouvidos no mesmo dia, Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente, Mauro Marcondes e Cristina Mautoni.

Entenda o caso

A denúncia do Ministério Público Federal que deu origem à ação penal aberta pela Justiça é resultado de investigações sobre a compra pelo governo federal de 36 caças suecos e sobre a aprovação, no Congresso, de uma medida provisória que envolveu incentivos fiscais a montadoras.

De acordo com o MPF, os crimes teriam sido praticados entre 2013 e 2015, quando Lula, como ex-presidente, teria participado de um esquema para beneficiar empresas junto ao governo Dilma.

Desde o início das investigações, a defesa de Lula nega as acusações. Diz que o ex-presidente “não teve qualquer atuação, sozinho ou com outros denunciados, no processo de escolha e compra desses caças pelo Brasil”.

Em depoimentos prestados à Justiça de Brasília, o atual comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Nivaldo Luiz Rossatto, e o ex-comandante Juniti Saito também negaram a suposta influência por parte do ex-presidente.

Condenação na Lava Jato

Este processo sobre os caças suecos que tramita na Justiça de Brasília não tem relação com o caso do triplex em Guarujá (SP), em que Lula foi condenado em janeiro pelo Tribunal Região Federal da Quarta Região (TRF-4), responsável pelos processos da Operação Lava Jato em segunda instância.

No entendimento dos desembargadores do TRF-4, Lula recebeu o triplex da OAS em retribuição a contratos firmados pela construtora com a Petrobras.

A defesa do ex-presidente diz que ele não é o dono do apartamento e afirma que não há provas contra o petista.

Fonte: g1

Lula diz não possuir os R$ 24 milhões que a PGR pretende bloquear

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, neste domingo, 19, não possuir os R$ 24 milhões que a Procuradoria da República pretende bloquear. Em pedido encaminhado à Justiça Federal, no âmbito da Operação Zelotes, na última quinta-feira, 16, os procuradores pediram para confiscar R$ 21,4 milhões em bens do petista e mais R$ 2,5 milhões de seu filho, Luiz Cláudio.

O ex-presidente esteve em Brasília para participar do 14º Congresso do PCdoB, iniciado na última sexta-feira. Lula chegou por volta das 11h em Brasília, em um avião privativo, e foi recebido pela presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR).

“Às vezes fico chateado com todas essas bobagens que falam a meu respeito, mas, como sou católico, acho que é uma provação. Já provei minha inocência, quero agora que eles provem. O cidadão deveria ter a decência de dizer onde tenho R$ 24 milhões“, reclamou durante o 14º Congresso do PCdoB.

Em seu discurso, Lula voltou a desafiar os procuradores e o juiz federal Sergio Moro “a provar um real de sua vida que não seja legal”. Para Lula, os investigadores inventaram mentiras sobre ele, e agora “não conseguem mais sair”.

“Se tem político com rabo preso por causa do que a (Operação) Lava Jato está fazendo, eu não tenho rabo para prender. Não estou acima da lei, só quero respeito”, disse.

“Quando a polícia entra na casa de alguém, adora mostrar dinheiro, joia, mas quando entra na minha e dos meus quatro filhos, revira tudo, levanta colchão, e não encontra nada, esses sacanas deveriam ter coragem de chamar a imprensa e dizer que na casa do Lula não tinha nada”, afirmou.

Ele parabenizou a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), por apresentar uma representação criminal à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a Rede Globo, após a emissora ser acusada de pagar propina para adquirir os direitos de transmissão de partidas de futebol.

Em tom de brincadeira, o ex-presidente disse para o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) que “ele não sabia de nada” sobre o caso e provocou risadas entre os presentes. Silva foi ministro dos Esportes de 2006 a 2011, durante o governo Lula, mas pediu demissão após ser acusado de suposto envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos. Em 2012, o processo contra o ex-ministro na Comissão de Ética da Presidência da República foi arquivado por falta de provas.

Fonte: O Estado de S. Paulo

MPF denuncia ex-ministro Guido Mantega e mais 13 na Operação Zelotes

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega nesta quarta-feira (8), no âmbito da operação Zelotes. Ele é acusado de corrupção, advocacia administrativa tributária e lavagem de dinheiro. As informações são do G1.

Além do ex-ministro, foram denunciados o ex-presidente do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) Otacílio Cartaxo e outras 12 pessoas.

O MPF afirma que houve manipulação da composição e do funcionamento do Conselho Superior de Recursos Fiscais, órgão do Carf, para a empresa Cimentos Penha de forma ilegal. Em troca, segundo a acusação, houve pagamento de propina.

Fonte: noticiasaominuto

Desembargador suspende interrogatório de Lula na Zelotes

De acordo com o blog do repórter Fausto Macedo, do jornal O Estado, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região Néviton Guedes concedeu liminar para suspender o interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu filho, Luís Cláudio, marcados para os dias 30/10 e 03/11 pela 10ª Vara Federal de Brasília, no âmbito da Operação Zelotes. A decisão atende a pedido da defesa do petista.

Lula é réu na Zelotes em ação acusado de propinas de R$ 2,5 milhões do casal de lobistas Mauro Marcondes Machado e Cristina Mautoni, também denunciados, a pretexto de influenciar a prorrogação, pelo governo, de incentivos fiscais a montadoras de veículos e a compra dos caças Gripen, da sueca Saab, por US$ 5,4 bilhões.

Defesa de Lula dispensa testemunhas na véspera de depoimentos

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho caçula, o empresário Luís Cláudio Lula da Silva, adotaram o padrão de dispensar, às vésperas dos depoimentos, testemunhas que eles próprios arrolaram em processo no âmbito da operação Zelotes.

Depois de mobilizar a estrutura do Judiciário para intimar 80 depoentes, os advogados dos dois já protocolaram a desistência da oitiva de 40. Até agora, 12 falaram. Na ação, eles são acusados de integrar um esquema de tráfico de influência para viabilizar a compra de caças e a aprovação de uma medida provisória no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

As medidas têm atrasado o andamento da ação penal sobre o caso, que pode resultar em mais uma condenação ao ex-presidente e complicar seus planos dele concorrer novamente ao Palácio do Planalto em 2018. A lista de testemunhas inclui executivos e ex-mandatários de outros países, diversos políticos e até o técnico do Sport, do Recife, Vanderley Luxemburgo.

A 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, teve de expedir dezenas de ofícios para ministros e parlamentares indicados, solicitando que agendassem, conforme suas prerrogativas, hora e local para a inquirição. Além disso, foi necessário emitir um lote de cartas precatórias para que fossem ouvidas as testemunhas que moram fora do Distrito Federal.

As outras seções da Justiça Federal, em Estados como Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Goiás, têm reservado espaço e hora na agenda de seus servidores para que os depoentes sejam questionados a distância, por meio de videoconferências.

Marcados dia e hora pela 10ª Vara para a testemunha falar, um representante de Lula e Luís Cláudio protocola a desistência. Nesta terça-feira, 26, seria a vez de a ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior depor em Salvador. Na tarde de segunda (25), a defesa de pai e filho declinou.

Entre as testemunhas que foram dispensadas estão os ministros Blairo Maggi (Agricultura), Dyogo Oliveira (Planejamento) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores), fora 15 deputados e senadores. Entre os 12 que não escaparam de depor estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seu ex-ministro da Fazenda Pedro Malan.

Lula e Luís Cláudio ainda podem desistir da maioria das outras testemunhas, pois ainda não ocorreram as audiências para ouvi-las.

A estratégia da defesa destoa do esforço feito para arrolar toda a lista. O juiz Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara, havia limitado o número de testemunhas a 32, mas a defesa de Lula e Luís Cláudio recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). O desembargador Néviton Guedes deu provimento ao pedido. Na ocasião, os advogados dos dois não detalharam os motivos da indicação de cada testemunha – por lei, isso não é necessário.

O advogado Cristiano Zanin Martins, que representa Lula e Luís Cláudio, informou que o Código do Processo Penal assegura às partes o direito de desistir de testemunhas. “Usando desse direito, desistimos da oitiva de testemunhas quando constatamos que os fatos que seriam objeto do depoimento já estão devidamente esclarecidos no processo por depoimentos anteriores”, justificou, em nota.

O advogado alegou que “nenhuma testemunha” ouvida na ação confirmou “qualquer fato que possa dar sustentação à acusação de tráfico de influência”. “Ao contrário, está claro que o Ministério Público buscou fazer uma acusação contra o ex-presidente Lula com base em benefícios fiscais instituídos durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que também foi ouvido e esclareceu esse fato e a intenção de desenvolvimento regional que norteou a edição da primeira medida provisória sobre o tema”, acrescentou o defensor.

Na ação, em curso desde dezembro do ano passado, Lula é acusado de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Luís Cláudio responde por estes dois últimos crimes. Os procuradores da operação Zelotes sustentam que o ex-presidente ofereceu a lobistas do setor privado a possibilidade de influenciar o governo Dilma a fechar o negócio dos caças e viabilizar a MP. Em troca, alegam os denunciantes, uma empresa de Luís Cláudio recebeu pagamentos de R$ 2,5 milhões O caso foi revelado pelo jornal O “Estado de S. Paulo” em 2015. Lula e seu filho negam ter cometido irregularidades.

Fonte: otempo.com

 

 

Lula diz que acusação de venda de MP é ‘excrescência’ e chama delegados de analfabetos políticos

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que a aceitação da denúncia contra ele e o ex-ministro Gilberto Carvalho por corrupção passiva acusados de vender uma Medida Provisória é a “excrescência, da excrescência da excrescência” e chamou os delegados da Polícia Federal de analfabetos políticos.

“Essa da Medida Provisória é a excrescência da excrescência da excrescência”, disse Lula, na manhã desta quinta-feira, durante evento de lançamento da plataforma colaborativa “O Brasil que queremos”, da Fundação Perseu Abramo, em um hotel no centro de São Paulo.

Na terça-feira o juiz Valisney de Oliveira, da 10 Vara Federal em Brasília, tornou Lula, Carvalho e outras cinco pessoas réus pela suposta venda da MP 471 que, em 2009, prorrogou incentivos fiscais para a indústria automotiva nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oste.

Pouco antes da fala do presidente o vereador Eduardo Suplicy fez uma defesa enfática de Lula e Carvalho. “Como eles podem ser acusados de vender uma MP editada pelo Fernando Henrique Cardoso e relatada pelo José Carlos Aleluia, do DEM?”, questionou Suplicy.

Lula, condenado a nove anos e seis meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, é réu em outros seis processos.

O ex-presidente disse ter se queixado com o diretor da Polícia Federal, Leandor Daielo, sobre a má formação política dos delegados da corporação.

“ Fui prestar depoimento para o delegado e depois que acabou a conversa estava o José Eduardo Cardozo, que era ministro da Justiça, estava o diretor da Polícia Federal e eu disse: acho que vocês estão com um problema, vocês precisam dar uma formação política para estes delegados, porque são verdadeiros analfabetos políticos, são, não conhecem nada do processo político e é preciso cuidar disso porque vocês têm jovens bem intencionados, às vezes bem formados, que o pai financiou dois anos em casa só estudando para fazer um concurso, fez um concurso e pronto, virou o julgador do mundo”, disse o ex-presidente.

De acordo com Lula, falta “grandeza” a seus acusadores pasra admitir que estão errados. “Eles conseguem jogar lama nas pessoas e depois não conseguem pedir desculpas porqwue pedir desculpas é uma palavra grande. Só pede desculpa e reconhece o erro que tem grandeza e não é todo mundo que tem grandeza”, afirmou.

 

MPF denuncia Lula por corrupção passiva na Operação Zelotes

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) denunciou, nesta segunda-feira, o ex-presidente Lula e mais sete pessoas pelos crimes de corrupção ativa e passiva. De acordo com as investigações, as irregularidades foram praticadas no período de elaboração e edição da medida provisória que prorrogou por cinco anos benefícios tributários para empresas do setor automobilístico.

Esta é a segunda denuncia contra o petista motivada por ação no âmbito da Operação Zelotes. Na primeira, ele e o filho Luiz Cláudio Lula da Silva foram denunciados pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A empresária e sócia do escritório Marcondes e Mautoni Empreendimentos Cristina Mautoni e o ex-ministro da Fazendo Guido Mantega não foram denunciados. Eles eram investiagos no mesmo processo.

Em relação à corrupção praticada no momento de elaboração da medida provisória, os investigadores explicam que do total recebido pela M&M, R$ 6 milhões foram prometidos ao ex-presidente Lula e a Gilberto Carvalho. Afirmam também o destino do dinheiro seria o custeio de campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores (PT), legenda à qual os dois agentes públicos eram filiados.

Entre os denunciados estão o ex-presidente Luiz, seu então chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, além dos empresários Carlos Alberto de Oliveira Andrade, do Grupo Caoa, e Paulo Ferraz Arantes, da Mitsubishi. Quatro dos denunciados já foram processados e condenados por atos praticados durante a tramitação da norma no Congresso Nacional. Na ação enviada à Justiça Federal o MPF pede que os envolvidos paguem R$ 12 milhões a título de ressarcimento ao Erário e multa por danos morais coletivos.

Como prova da prática dos crimes, os procuradores da República Frederico Paiva e Hebert Mesquita citam documentos que mostram que a edição e a aprovação da MP envolveu a promessa de pagamentos de vantagens indevidas a intermediários do esquema e a agentes políticos. Metade do valor acertado foi repassado pela montadora MMC-Mitsubish à empresa M&M, que atuou em parceria com outros dois intermediários do esquema: o ex-conselheiro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), José Ricardo Silva e o lobista Alexandre Paes dos Santos.

A empresa foi o canal utilizado para viabilizar o recebimento e a distribuição da propina, de acordo com o MPF. Além de garantir a edição e aprovação da MP no Congresso, os recursos também foram usados para comprar o cancelamento de um débito de R$ 265 milhões que era objeto de um recurso no Carf. Este fato, no entanto, é objeto de outra ação penal em tramitação na 10ª vara da Justiça Federal em Brasília.

De acordo com o MPF, a investida do grupo criminoso junto ao governo começou em junho de 2009 quando José Ricardo Silva, recebeu do diretor jurídico da M&M duas cartas endereçadas ao então presidente da República com os pedidos de alteração legislativa. Os documentos foram elaborados pelo diretor jurídico da M&M, Ricardo Rett e chegaram a sugerir que a mudança legislativa fosse efetivada por meio de Medida Provisória, o que acabou ocorrendo. Entre as provas mencionadas pelo MPF estão manuscritos, e-mails e até atas de reuniões apreendidas com os envolvidos. Para o MPF, as expressões “kit de material enviado a Gilberto Carvalho e “café Gilberto Carvalho” que constam de documentos apreendidos evidenciam a relação do grupo criminoso com os agentes públicos.

Além disso, os procuradores destacam uma mensagem em que Alexandre Paes dos Santos afirma que “colaboradores” de Mauro Marcondes teriam exigindo R$ 10 milhões e que o valor foi reduzido para R$ 6 milhões após “esforço de sensibilização de Mauro” Para o MPF, trata-se do ex-presidente Lula e de Gilberto Carvalho. A mensagem endereçada aos responsáveis pela empresa SGR Assessoria, de propriedade de José Ricardo, foi elaborada após a empresa Caoa ter desistido de pagar a sua parte no combinado.

A negociação inicial previa o pagamento de R$ 33 milhões. No entanto, recebeu só a metade, o que teria dificultado o pagamento das propinas. Também constam da ação, referências a manuscritos e a registros feitos por José Ricardo da Silva e João Batista Gruginski que, na avaliação do MPF, confirmam a cooptação dos agentes públicos com o objetivo de garantir a edição da Medida Provisória.

O Instituto Lula ainda não se pronunciou sobre a denúncia do MPF.

Veja a lista de denunciados e respectivos crimes

— Luiz Inácio Lula da Silva: corrupção passiva.

— José Ricardo da Silva: corrupção ativa.

— Alexandre Paes dos Santos: corrupção ativa.

— Paulo Arantes Ferraz: corrupção ativa.

— Mauro Marcondes Machado: corrupção ativa.

— Carlos Alberto de Oliveira Andrade: corrupção ativa.

— Gilberto Carvalho: corrupção passiva.

 

PRIMEIRA DENÚNCIA NA ZELOTES

eM 2016, o MPF-DF denunciou à Justiça o ex-presidente e o filho dele Luiz Cláudio Lula da Silva pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A denúncia foi apresentada no âmbito da Operação Zelotes.

De acordo com o MPF, a denúncia foi feita após as investigações apontarem indícios de envolvimento do petista e de seu filho, além de Mauro Marcondes e Cristina Mautoni – que também foram denunciados – em negociações apontadas pelos investigadores como irregulares e que levaram à compra de 36 caças do modelo Gripen pelo governo brasileiro.

É a quarta denúncia apresentada contra Lula, a primeira no âmbito da Operação Zelotes.

Fonte: oglobo.com