Servidores do gabinete de Serraglio não receberam salário

Servidores do gabinete de Serraglio não receberam salário

Não param de chegar problemas a Osmar Serraglio. Como se não bastasse a perda da cadeira de ministro, ele agora se diz angustiado com a situação da equipe que trabalha em seu gabinete da Câmara.

Rodrigo Rocha Loures, suplente de Serraglio, foi afastado do mandato no dia 18 do mês passado, depois que a PGR assistiu o vídeo em que ele recebe uma mala com 500 000 reais em propina.

Formalmente, sem deputado, não há gabinete. Por isso, parte dos servidores nomeados por Serraglio e que estavam a serviço de Rocha Loures não receberam os salários de junho, pagos no final de maio.

As informações são do blog radar on-line / veja.com

Delator da Carne Fraca cita propina em espécie a Osmar Serraglio

Delator da Carne Fraca cita propina em espécie a Osmar Serraglio

Em negociação de delação premiada com os procuradores da Operação Carne Fraca, Daniel Gonçalves Filho, apontado pela Polícia Federal como chefe do esquema de corrupção na unidade do Ministério da Agricultura no Paraná, cita pagamentos, “normalmente em espécie”, de empresas do setor alimentício para o ex-ministro da Justiça e deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR).

O peemedebista voltará à Câmara após recusar o convite de Michel Temer para assumir o Ministério da Transparência.

Serraglio, segundo Gonçalves Filho, seria um de seus “padrinhos” no cargo. Ao lado de Maria do Rocio Nascimento, ex-chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Gonçalves Filho é apontado pela PF como responsável por arrecadar propinas de frigoríficos e empresas alimentícias.

A proposta de delação do fiscal está na Procuradoria-Geral da República (PGR). Como vai reassumir sua cadeira na Câmara, Serraglio pode ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), caso o acordo seja homologado pela Corte.

Por meio de sua assessoria, Serraglio negou irregularidades. “Absolutamente impossível ele estar falando isso. Jamais, em momento algum, o deputado tratou com ele sobre qualquer tipo de recursos, menos ainda de qualquer tipo de ilicitude”, informou a nota.

Valores

O candidato a delator afirmou no documento para os procuradores que empresas do setor de carnes e processados pagavam valores para Serraglio e outros políticos. Gonçalves Filho afirmou em um dos anexos que ele mesmo entregava o dinheiro para o peemedebista.

Em março, um grampo da Carne Fraca capturou uma conversa de Serraglio com o fiscal agropecuário. No diálogo, Serraglio se refere a Gonçalves Filho como “o grande chefe”.

Segundo a decisão que deflagrou a operação, “em conversa com o deputado Osmar Serraglio, Daniel é informado sobre problemas que um frigorífico de Iporã estaria tendo com a fiscalização do ministério (o Frigorífico Larissa situa-se na mesma cidade)”.

Novo acordo. Maria do Rocio também deu início a uma negociação de delação premiada. Ela assinou o termo de confidencialidade com o MPF nos últimos dias. O Estado apurou que nas primeiras conversas com os investigadores, a funcionária pública confirmou os supostos pagamentos.

Em conversa telefônica interceptada pela Polícia Federal em 2016 com autorização judicial, a fiscal, que está presa preventivamente, cita o nome “Serraglio” como “o velhinho que está conosco”.

Fonte: exame.com

Demitido, Serraglio diz que Temer sofreu pressões de ‘trôpegos estrategistas’

Delator da Carne Fraca cita propina em espécie a Osmar Serraglio

O deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), exonerado de cargo ministro da Justiça, escreveu nesta quarta-feira (31) uma carta de despedida, publicada no site da pasta (leia a íntegra ao final desta reportagem), na qual afirma que o presidente da República, Michel Temer, sofreu pressões de “trôpegos estrategistas”.

O ex-ministro não especificou de onde vieram as supostas pressões nem nomeou os estrategistas.

Serraglio deixou o comando do ministério no domingo (28), substituído por Torquato Jardim, que até então ocupava o Ministério da Transparência. A pasta da Transparência foi oferecida ao deputado, que recusou.

Nos bastidores, Serraglio foi alvo de críticas pela falta de controle da Polícia Federal por aliados do governo investigados pela Operação Lava Jato.

“Não posso concluir esta quadra de minha história sem agradecer ao presidente Michel Temer, pela confiança que em mim depositou e porque sei das pressões que sofreu de trôpegos estrategistas”, escreveu em um dos trechos do documento.

Ele também agradeceu ao ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), “que sempre me apoiou, compreendendo as dificuldades em que eu navegava”.

O ex-ministro contestou críticas de que esteve ausente durante a manifestação contra o governo Temer em Brasília na quarta-feira passada (24). O protesto terminou em conflito entre manifestantes e policiais e com oito ministérios depredados.

“Enquanto eu estaria ausente da última manifestação na Esplanada, não arredei um centímetro do Palácio da Justiça, acompanhando os trabalhos comandados pelo general Santos Cruz e as ações da Força Nacional”, escreveu.

Serraglio também diz que participou das negociações do governo com índios que ocuparam o Ministério da Justiça pedindo a saída dele da pasta. O ex-ministro também menciona reuniões para colaborar com ações de segurança no Rio de Janeiro.

Carta

Leia a íntegra da carta de Osmar Serraglio publicada no site do Ministério da Justiça:

“Rien est petit, quand le coeur est grand” – Victor Hugo. Tive o privilégio, embora muito breve, de conviver com a grandiosidade que representa este Ministério. Foi com essa lembrança do imortal Victor Hugo que assumi as enormes responsabilidades que se enfeixam nas competências deste Ministério.

“Rien est petit, quand le coeur est grand”. Percebi que o eventual sucesso de minha gestão dependeria de me cercar de pessoas competentes, atribuindo-lhes a máxima responsabilidade. Pratiquei a mais absoluta descentralização. Ao mesmo tempo, valorizei a coalizão de apoio ao Governo, prestigiando o leque de partidos que a compõem, num momento crucial de apoio às importantes reformas iniciadas pelo presidente Temer.

É assim que me orgulho dos secretários que, cada um em sua área, evidenciou sua eficiência: o deputado Edinho Bez, o Dr. Astério, o Dr. Rollo, o Dr. Humberto e o derradeiro, Gal. Santos Cruz, com sua história, liderança e humildade, coroou a finalização das nomeações para as Secretarias.

Com eles, nosso secretário executivo, Dr. Levi, os Drs. Daielo e Renato da PF e da PRF, Cel Joviano, da FN, a Embaixadora Márcia, Dr. Cassiano, Cel. Severo, o Davi, o Marlo da Ascom, o pessoal do meu Gabinete, Dr. Anderson, Izaías dos Santos, Dr. Rodinei, Dr. Paulo, Dr. Helder, Dr. João, Ingrid, os Diretores, as secretárias, os servidores, enfim, tantos que me ajudaram na caminhada.

Nesses poucos meses, iniciava o trabalho às oito da manhã, para findá-los prestes à madrugada. Foram dias felizes, em que mantive contato com pessoas as mais variadas possíveis.

Realizei 347 audiências, reuni-me com 444 representantes políticos, dentre os quais 11 governadores, 35 senadores, 245 deputados federais de 16 partidos, 93 prefeitos municipais, assim como inúmeros caciques indígenas.

Enquanto se dizia que não recebia índios, eles eram presença constante em meu gabinete.

Enquanto eu estaria ausente da última manifestação na Esplanada, não arredei um centímetro do Palácio da Justiça, acompanhando os trabalhos comandados pelo general Santos Cruz e as ações da Força Nacional.

Na invasão do Ministério, ali estava presente, colaborando com o Governo, para o sucesso de suas reformas.

Na organização da Operação Rio, recebi, em várias audiências, o governador do Estado, deputados federais e da Assembleia Legislativa, representantes de sindicatos, de entidades e empresas.

Visitei os sistemas de segurança de cinco Estados.

Aprendi muito.

Encaminhei para solução grande parte das demandas recebidas.

Entre os assuntos discutidos com representantes de todos os estados brasileiros, figuraram a segurança pública nos estados e municípios, segurança nas fronteiras, reforço no sistema prisional, apoio à Polícia Federal, à Polícia Rodoviária Federal, à Força Nacional, às guardas municipais, conflitos envolvendo questões indígenas, etc.

Para concretizar o Plano Nacional de Segurança Pública, conseguimos do Presidente Michel Temer o reconhecimento de urgência para a contratação da execução das obras de 25 penitenciárias estaduais e 5 federais de segurança máxima, para as quais os recursos já estão disponibilizados.

Definimos dezenas de municípios que serão contemplados com veículos e equipamentos, inclusive com câmeras de monitoramento para melhorar os serviços de suas guardas municipais.

Ainda nas questões relativas ao sistema prisional, demos um passo importante para o fortalecimento e a ampliação da política de reinserção social, buscando a implementação de Centrais Integradas de Alternativas Penais. O modelo previsto é o das Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (APACs), de Minas Gerais, entidades civis de direito privado que promovem a humanização das prisões com o propósito de evitar a reincidência no crime. Para isso, o Presidente Michel Temer inseriu previsão em Medida Provisória.

Para agilizar os processos de demarcação de terras indígenas no âmbito do Ministério, criamos um mutirão de trabalho. A previsão era de que os impasses relativos a esse assunto fossem destravados e seguissem para um desfecho com a brevidade que a importância do assunto requer, respeitando o processo legal, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e o que preconiza a Constituição Federal.

Julgo que plantamos boas sementes que, certamente, se converterão em árvores frondosas, sob o comando do nosso novo Ministro, ilustre jurista Torquato Jardim.

Não posso concluir esta quadra de minha história sem agradecer ao presidente Michel Temer, pela confiança que em mim depositou e porque sei das pressões que sofreu de trôpegos estrategistas; ao ministro Eliseu Padilha, que sempre me apoiou, compreendendo as dificuldades em que eu navegava; ao meu partido, o PMDB, sob a liderança de Baleia Rossi, cujos companheiros tanto me prestigiaram; aos amigos das Frentes Parlamentares da Agropecuária e do Cooperativismo, em relação aos quais, fico sinceramente sentido, por pouco ter sido possível concretizar em tão breve tempo. Tínhamos muitas esperanças.

Lembro a esses amigos o famoso discurso de Martin Luther King: “… eu tenho um sonho, que um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos de ex-escravos e os filhos de ex-senhores de escravos possam se sentar juntos à mesa da fraternidade”.

Este é grande sonho que nos une: o de pacificar o campo, para que, na mesa da fraternidade, possam os índios e os não-índios, compartilhar a alegria de vivermos neste grande País.

Muito obrigado a todos.

Fonte: g1.com

Serraglio recusa Ministério da Transparência e tira foro de Rocha Loures

Serraglio recusa Ministério da Transparência e tira foro de Rocha Loures

Dispensado do Ministério da Justiça no último domingo, Osmar Serraglio (PMDB) decidiu não aceitar o convite do presidente Michel Temer (PMDB) para assumir o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU). Serraglio reassumirá mandato de deputado federal pelo Paraná, fazendo com que o ex-assessor especial do presidente, Rodrigo Rocha Loures, volte à suplência e perca o foro privilegiado.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, ele tomou a decisão após ter ficado sabendo da sua saída por meio da imprensa, sem que o presidente o tenha procurado para explicar a mudança na Justiça e fazer pessoalmente o novo convite. O deputado teria uma reunião com Michel Temer na tarde desta terça-feira, mas decidiu recusar o convite antes de encontrar o presidente. No domingo, o governo chegou a dar como certo que ele seria o novo titular da CGU.

Teriam pesado na decisão, ainda de acordo com o Estado, a fragilidade política do governo após a delação premiada do grupo JBS e a imagem que ficou dele, por conta das gravações, de não ter tentado interferir na Operação Lava Jato. Sucessor dele no comando da Justiça, o jurista Torquato Jardim já admitiu a possibilidade de alterar o comando da Polícia Federal, o que está sendo interpretado pela Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) como alto que desperta um “alerta”.

Indicado por Michel Temer a Joesley Batista como seu interlocutor pessoal, Rodrigo Rocha Loures foi flagrado pela PF recebendo uma mala com 500 mil reais em um restaurante de São Paulo. Segundo a colaboração de Batista, o pagamento estaria associado a benefícios indevidos que ele teria defendido para a JBS em troca de pagamentos. No último dia 18, data da deflagração da Operação Patmos, o ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia suspenso Loures do exercício do mandato.

Fonte: veja.com

Citado na Operação Carne Fraca, Serraglio será responsável por combate à corrupção no comando da CGU

Citado na Operação Carne Fraca, Serraglio será responsável por combate à corrupção no comando da CGU

Nomeado pelo presidente Michel Temer para o comando do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU), o ministro Osmar Serraglio (PMDB-PR) foi citado e flagrado em grampo da Operação Carne Fraca, que apura um esquema de pagamento de propinas envolvendo frigoríficos e fiscais do Ministério da Agricultura. À frente da CGU, uma das principais atribuições de Serraglio será o combate à corrupção na administração pública federal..

A pasta é responsável no governo federal por ações de prevenção e combate à corrupção, auditoria pública e ampliação da transparência da gestão pública.

Osmar Serraglio deve deixar a chefia do Ministério da Justiça para assumir a cadeira de ministro da Transparência. Ele, entretanto, ainda não confirmou publicamente se aceitará mudar de endereço na Esplanada dos Ministérios ou se vai preferir retomar o mandato de deputado federal.

Para o lugar de Serraglio na Justiça o presidente da República nomeu neste domingo (28) Torquato Jardim, jurista e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele é amigo de Temer há mais de três décadas.

O troca-troca na Esplanada dos Ministérios surpreendeu o mundo político neste fim de semana e gerou protestos de entidades ligadas à Polícia Federal (PF). Em nota divulgada poucas horas após o anúncio da mudança no primeiro escalão, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) afirma que viu com “preocupação” a dança das cadeiras no comando do Ministério da Justiça.

Imediatamente, também surgiram interpretações, em Brasília, de que a decisão de Temer de colocar Torquato no comando do Ministério da Justiça seria uma tentativa de retomar a influência sobre a PF.

Em entrevista à colunista do G1 e da GloboNews Andréia Sadi, o novo titular da Justiça afirmou que não está descartada nem mesmo a substituição do diretor-geral da PF, Leandro Daiello.

Osmar Serraglio apareceu em um dos grampos da Operação Carne Fraca. Na ligação, o agora ex-ministro da Justiça fala com um dos líderes do esquema investigado pela Polícia Federal, o ex-superintendente regional do Ministério da Agricultura no Paraná Daniel Gonçalves Filho.

Ele chama o ex-superintendente de “grande chefe” na conversa telefônica interceptada pelos agentes federais e fala sobre a ameaça de fechamento de um frigorífico.

Leia a transcrição da conversa:

Osmar Serraglio: grande chefe, tudo bom?

Daniel Gonçalves Filho: tudo bom

Osmar: viu, tá tendo um problema lá em Iporã, cê tá sabendo?

Daniel: não

Osmar: o cara lá, que… o cara que tá fiscalizando lá… apavorou o Paulo lá, disse que hoje vai fechar aquele frigorífico… botô a boca… deixou o Paulo apavorado! Mas pra fechar tem o rito, num tem? Sei lá. Como que funciona um negócio desse?

Daniel: deixa eu ver o que acontecendo… tomar pé da situação lá tá… falo com o Senhor (…)

À época em que a operação foi deflagrada, a PF informou que não havia indício de crime por parte do então ministro da Justiça.

No entanto, um ex-assessor parlamentar da Câmara afirmou à Polícia Federal que Osmar Serraglio participou da indicação de Daniel Gonçalves Filho para a chefia da superintendência paranaense do Ministério da Agricultura.

De acordo com o ex-assessor, o ex-ministro da Justiça fez parte de um grupo de sete deputados federais do Paraná ligados ao PMDB que formalizaram a indicação de Daniel Gonçalves Filho para o cargo.

Troncha disse não se lembrar a data exata da indicação, mas disse que se recorda que foi próximo ao ano de 2008. À época, Serraglio era deputado federal pelo PMDB do Paraná. O peemedebista nega ter indicado o fiscal.

Na avaliação do colunista Gérson Camarotti, Serraglio era considerado dentro do Palácio do Planalto “um ministro fraco”. De acordo com o colunista, o núcleo político próximo a Temer se queixava que o ministro não tinha influência no comando da PF e não conseguia interferir nos rumos da Lava Jato.

O presidente da República optou por Torquato por considerá-lo com personalidade suficiente para retomar o controle da Polícia Federal.

Crítico da Lava Jato

O novo ministro da Justiça já fez críticas públicas à Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

Em entrevista publicada neste domingo pelo jornal “Correio Braziliense” – antes de ser anunciada a troca de cadeiras –, Torquato Jardim ele se queixou, entre outros pontos, da amplitude do acordo de delação premiada fechado entre a Procuradoria Geral da República (PGR) com os executivos do grupo J&F, controlador do frigorífico JBS.

“Por que um procurador da República que atuava na Lava Jato aposentou-se e, no dia seguinte, tornou-se advogado dele [Joesley Batista, um dos donos da JBS]. Há outros advogados famosos que estavam na JBS e deixaram para transferir a causa. Acho que eles [PGR] devem explicar”, alfinetou o novo ministro da Justiça, referindo-se ao ex-procurador da República Marcelo Miller, um dos braços-direitos do procurador-geral da República Rodrigo Janot na Lava Jato até março que passou a atuar no escritório que negocia com os termos da leniência do grupo J&F.

Fonte: g1.com

Citado em planilha da propina, ministro da Justiça omite encontro com Fachin

Citado em planilha da propina, ministro da Justiça omite encontro com Fachin

O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, esteve na manhã desta quinta-feira, 25, no Supremo Tribunal Federal (STF) para uma reunião com o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte e responsável por homologar a delação dos executivos o Grupo J&F. O gabinete de Fachin diz que o encontro teve como pauta a delação premiada dos empresários da JBS, empresa do grupo. O ministro da Justiça não registrou a reunião em sua agenda oficial.

Sobre o encontro com Fachin, inicialmente, a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça negou que a reunião tivesse esse objetivo. Informada de que o assunto da audiência estava registrado na agenda de Fachin, disse que iria confirmar e retornar a ligação.

Antes de ser nomeado ministro por Michel Temer, em 7 de março, no mesmo dia em que Joesley gravou a conversa com o presidente, Serraglio era deputado federal. Na documentação entregue em seu acordo de colaboração sobre os políticos de 28 partidos que teriam recebido propina, o diretor de relações Institucionais da J&F Ricardo Saud elenca um repasse de R$ 200 mil para Serraglio.

Até o momento, Serraglio não é investigado nos inquéritos abertos após a colaboração dos executivos do grupo. Ele é citado também em um diálogo entre o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e Joesley Batista, um dos donos da JBS. Na conversa, Aécio diz que o presidente Michel Temer ‘errou’ ao nomear o peemedebista para o Ministério da Justiça e o classifica com palavras chulas.

A indicação de Serraglio para o Ministério da Justiça resultou na ida de Rodrigo Rocha Loures para a Câmara dos Deputados. Flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil, Rocha Loures é apontar por Joesley Batista como o interlocutor indicado por Temer para tratar de temas de interesse da empresa.

O ministro da Justiça já apareceu em outra operação da Polícia Federal que teve a JBS como alvo. Na Carne Fraca, Serraglo aparece em interceptações telefônicas com o fiscal agropecuário acusado de liderar um suposto grupo criminoso que atuava na fiscalização de grandes frigoríficos.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o ministro da Justiça informou que “não se trata absolutamente de se falar em propina alguma, mas de um repasse recebido do Diretório Nacional do PMDB e devidamente registrado de maneira transparente em sua prestação de contas.”

Segundo o ministro, nos “20 anos de vida pública jamais se reuniu, teve qualquer tipo de contato ou conheceu qualquer pessoa ligada ao JBS para tratar de qualquer assunto, muito menos de doação para campanha”.

“Merece destaque que, em 2014, o então deputado Osmar Serraglio ter entrado com uma representação junto à PGR solicitando investigação a respeito de suspeita de fraude de empresa paranaense associada ao Grupo JBS junto ao BNDES e ao Banco do Brasil”, completa a nota do ministro.

Fonte: O Estado de S. Paulo

‘Preocupado’, Serra ligou a Aécio para tentar derrubar ministro

Uma semana após as delações da Odebrecht, José Serra (PSDB-SP) se dizia “preocupado” com as consequências das dezenas de depoimentos de ex-executivos.

Por volta das 17h do dia 20 de abril, uma quarta-feira, o senador ligou para seu colega de partido Aécio Neves (PSDB-MG), para desabafar e tentar buscar soluções. Ele queria derrubar o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, para colocar outro, mais “forte”, em seu lugar.

Aécio concordou. Sugeriu, porém, que a conversa fosse feita pessoalmente. Àquela altura, Serraglio estava no cargo há pouco mais de um mês -já sofria críticas por ser pouco atuante.

Serra insistiu no assunto e pediu ao colega para convencer o presidente Michel Temer a fazer a mudança. A conversa, que teve 3 minutos e 22 segundos, foi interceptada pela Polícia Federal, como parte das investigações que deram origem à Operação Patmos – deflagrada na última quinta (18).

Para o Ministério Público, Aécio Neves atuou com outros políticos, inclusive ao lado de Temer, para frear o avanço da Lava Jato. O tucano teve o mandato suspenso por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal).

Ele não pode deixar o país, nem conversar com outros investigados e réus. A PGR (Procuradoria-Geral da República) chegou a pedir sua prisão, mas a solicitação foi negada pelo ministro Edson Fachin. De acordo com a delação da JBS, o mineiro recebeu cerca de R$ 60 milhões em propina.

Até uma conta de e-mail do senador teve o sigilo quebrado por ordem da Justiça. Aécio Neves pediu licença da presidência do PSDB para “provar sua inocência”.

Confira o diálogo completo:

José Serra – Deixa eu te falar uma coisa, cara. Eu tô preocupado… olhando do ponto de vista macro, né… da política, eu acho que precisa ter um ministro da Justiça forte, viu Aécio.

Aécio Neves – Eu também acho, sempre achei.

José Serra – E… realmente forte. Não precisa ser da área, porque vai ficar da área… vai ficar aquele problema todo. Alguém como o Jungmann daria, entende? Bem assessorado, tal. O fato é que tem que por alguém com força. Não para fazer nada arbitrário, mas para que as coisas tenham um caminho, né? De desenvolvimento, tudo.

Aécio Neves – Vamos falar pessoalmente, tá bom.

José Serra – É. Mas se você tiver oportunidade, sem mencionar que eu te falei, porque eu tinha ficado de falar com ele. Podia mencionar isso para o presidente.

Aécio Neves– Tudo bem, mas não sei se consigo.

José Serra – Inclusive quem etc. Mas o fato é o seguinte, precisa ter ministro forte.

Aécio Neves – Concordo com você.

José Serra – O rapaz é um… o Osmar Serraglio foi um bom deputado, acho mesmo… pode ir para outro ministério, tal, mas as condições iniciais ele não teve

Aécio Neves – Falamos pessoalmente, mas concordo. Falamos pessoalmente, tá bom? Mas tá entendido.

José Serra – Você concorda com a ideia, né?

Aécio Neves – Concordo há muito tempo já.

José Serra – Tá bom.

Aécio Neves – Abração.

José Serra – Ok.

Aécio Neves – Melhoras aí.

Com informações da Folhapress.

Ministério da Justiça determina que PF investigue envolvidos no jogo Baleia Azul

Delator da Carne Fraca cita propina em espécie a Osmar Serraglio

Ocorrências policiais envolvendo o jogo foram registradas em vários estados

Por determinação do ministro da Justiça, Osmar Serraglio, a Polícia Federal (PF) vai investigar o jogo virtual “Baleia Azul”, que pode estar levando jovens a mutilações corporais e até ao suicídio. O jogo é praticado em comunidades fechadas de redes sociais como Facebook e Whatsapp e instiga os participantes, em maioria adolescentes, a cumprirem 50 tarefas, sendo que a última delas é o suicídio.

De acordo com o Ministério da Justiça, a medida foi tomada após apelos feitos a Serraglio pelo prefeito de Curitiba, Rafael Greca, e pelos deputados federais Laudívio Carvalho (SD-MG), Carmem Zanoto (PPS-SC), Pollyana Gama (PPS-SP) e Eliziane Gama (PPS-MA). Segundo a pasta, eles relataram a adesão de adolescentes brasileiros que estão cumprindo os desafios propostos pelo jogo em estados como Paraná, Minas Gerais, Pernambuco, Maranhão e Amazonas.

Pelo menos três mortes suspeitas de estarem relacionadas ao suposto jogo já são investigadas pelas autoridades locais de Belo Horizonte, Pará de Minas (MG), Arcoverde (PE). No Rio de Janeiro, a Polícia Civil investiga, pelo menos, quatro casos suspeitos, todos envolvendo adolescentes a prática do jogo no estado.

Fonte: agenciabrasil

Planalto minimiza grampo que gravou Ministro da Justiça na operação da PF

Serraglio recusa Ministério da Transparência e tira foro de Rocha Loures

PF interceptou uma conversa entre Osmar Serraglio e o fiscal agropecuário Daniel Gonçalves Filho, apontado como chefe do esquema dos frigoríficos.

O Palácio do Planalto tentou minimizar o grampo da Operação Carne Fraca que interceptou uma conversa do atual ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), com o fiscal agropecuário Daniel Gonçalves Filho, superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná entre 2007 e 2016 e apontado como chefe da organização criminosa que burlava a fiscalização em troca de propina.

Nesta sexta-feira, o ministro confirmou que ligou para o superintendente, a quem chamou de “chefe” no áudio, preocupado com o fechamento de um frigorífico no Paraná, onde fica sua base eleitoral. De acordo com o inquérito da Polícia Federal, Serraglio, então deputado federal, ligou para Gonçalves Filho para perguntar sobre o possível fechamento do frigorífico Larissa, em Iporã (PR).

“Recebi um comunicado dizendo que iam fechar o frigorífico, aí liguei. A expressão que a imprensa está explorando é porque eu o chamei de chefe. Ele era o chefe. Era o Superintendente do Paraná da Agricultura. Liguei para saber o que estava acontecendo”, explicou o ministro durante agenda em Porto Alegre. Segundo Serraglio, Gonçalves Filho retornou a ligação e disse que a empresa iria permanecer aberta.

O ministro afirmou que não conhecia Gonçalves Filho até ele ser indicado para o cargo a superintendente, em 2007, pelo então deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), morto em 2012. “A bancada precisa apoiar. Eu era o primeiro secretário [da Câmara dos Deputados]. Eu tinha expressão. O ministro era do Paraná, o Reinhold Stephanes. O deputado Micheletto pediu para eu assinar”, disse. De acordo com as investigações da PF, não há indícios de que Serraglio tenha ligação com as fraudes.

“O diálogo não o compromete”, disse um interlocutor do presidente Michel Temer, acrescentando que ele já deu explicações ao governo e à opinião pública. Serraglio, que estava no Rio Grande do Sul, e Temer, que passou o dia em São Paulo, conversaram ontem por telefone.

Outro interlocutor do presidente, no entanto, reconheceu que a citação do nome do ministro Serraglio no episódio, naturalmente “arranha” a imagem dele. O problema, na avaliação deste assessor, é a repercussão. Para ele, se continuarem a sair notícias como estas “o ministro sim, se enfraquece”. Outra preocupação é que, prosseguimento as repercussões do caso, ter um ministro da Justiça investigado é, no mínimo, desconfortável.

Fonte: veja.com

Ministro da Justiça aparece em grampo de operação da PF

Ministro da Justiça aparece em grampo de operação da PF

Em áudio interceptado pela PF, Serraglio conversa sobre uma fiscalização de um frigorífico; o ministro assumiu a vaga deixada por Alexandre de Moraes.

O ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), aparece em um grampo telefônico realizado pela Polícia Federal (PF) durante as investigações da Operação Carne Fraca, deflagrada na manhã desta sexta-feira, que investiga a venda de carnes por grandes frigoríficos por meio de pagamento de propinas a fiscais.

Na gravação, Serraglio conversa com o superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, Daniel Gonçalves Filho. No diálogo, Daniel é informado pelo ministro sobre problemas que um frigorífico de Iporã, no Paraná, estaria tendo com a fiscalização do Ministério da Agricultura do Paraná.

O ministro foi nomeado pelo presidente Michel Temer, no dia 23 de fevereiro, após a saída de Alexandre de Moraes para assumir a cadeira do ministro Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na ligação, Serraglio se refere ao fiscal como “grande chefe” e a conversa segue com o ministro afirmando que o fiscal responsável pelo frigorífico Larissa “apavorou o Paulo”. “O cara que está fiscalizando lá apavorou o Paulo, disse que hoje vai fechar aquele frigorífico… Botou a boca. Deixou o Paulo apavorado”, comentou. Gonçalves Filho responde: “Deixa eu ver o que está acontecendo… tomar pé da situação lá, tá… falo com o senhor”.

O frigorífico Larissa pertence ao empresário Paulo Rogério Sposito, que foi candidato a deputado federal pelo estado de São Paulo em 2010 com o nome de Paulinho Larissa.

Fonte: veja.com